Engenharia de Dados [Cast]

De DBA a Lead Data Engineer: a Jornada de Luan Moreno na Engenharia de Dados

Luan Moreno M. Maciel Season 6 Episode 1

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Neste episódio, Luan Moreno compartilha sua trajetória na área de dados, desde suas origens como DBA até sua ascensão como Lead Data Engineer. 

Ele discute a importância da formação, certificações e a transição para a engenharia de dados, além de compartilhar experiências interessantes em sua carreira, como o trabalho no lançamento do GTA V. 

Luan também enfatiza a relevância da comunidade e do networking, bem como a necessidade de soft skills, como comunicação, no ambiente de trabalho. 

Ele apresenta sua metodologia de aprendizado, o método GEAR, que combina teoria e prática, e reflete sobre a pressão e o estresse no trabalho, destacando a importância de ter suporte e mentores.

  • A comunidade é essencial para o crescimento profissional.
  • A formação acadêmica é uma das várias formas de alcançar o sucesso.
  • A pressão inicial na carreira pode moldar a forma como lidaremos com os desafios futuros.
  • A comunicação é uma habilidade crucial no mercado de trabalho.
  • A metodologia GEAR combina teoria e prática para um aprendizado eficaz.
  • A constância no estudo é fundamental para o sucesso.
  • Mentores podem acelerar o aprendizado e a carreira.
  • Projetos solicitados são oportunidades de aprendizado.
  • Networking é vital para oportunidades de carreira.
  • A velocidade das mudanças tecnológicas exige adaptação constante.


 Luan Moreno =   
https://www.linkedin.com/in/luanmoreno/


Lucas (00:27)
Bom, tudo bom? Meus plumbers. Então, hoje eu tô aqui, troquei de lugares com o Luan. E... Bom, a gente tá aqui pra conhecer pouquinho mais dele. Nós não tivemos esse episódio no nosso podcast. Então, a maioria de vocês conhece. Mas eu quero começar com uma pergunta. Vou pedir pra ele se apresentar, onde que, pra quem não sabe da história dele. A gente vai começar aí do começo, famoso.

Então, Luan, será que você pode se apresentar? É prazer estar aqui. Você pode se apresentar pra gente por gentileza? Claro.

Luan (01:02)
Primeiro, muito obrigado. Feliz de trocar as cadeiras aqui, vai ser interessante ser entrevistado, estou ansioso por isso. Bem, meu nome Luan Moreno, trabalho com dados, estou até cansado de falar isso, há mais de 17 anos, estou ficando velho, comecei pouco novo, não tão novo, mas minha carreira sempre foi muito focada dados, inicialmente eu não comecei com dados especificamente, eu comecei como suporte técnico, eventualmente a gente provavelmente vai tocar nesses pedaços aqui.

E comecei a trabalhar com banco de dados, então o meu background é banco de dados. Eventualmente comecei a trabalhar ⁓ algumas empresas de Brasília. Depois eu fui contratado por uma empresa no exterior, que a gente vai falar sobre isso possivelmente. O legal é que a gente não sabe os scripts aqui, por isso que eu gosto disso. E, cara, e hoje eu aí, a gente tem uma comunidade, a gente tem produtos, temos ensino, nós temos consultoria.

E daí nasceu muita coisa legal depois de tudo que aconteceu na minha vida, que eu acho que a gente vai falar pouquinho sobre isso.

Lucas (02:03)
comunidade na qual eu faço parte e sou community manager. Então, muito interessante, muito massa a gente ver que o cara sai de DBA para fora do país. Então, nós temos muitos DBAs na nossa comunidade que esperam por essa chance também de ir para fora. como é que você foi cair na parte de engenharia de dados? Foi sozinho e alguém te puxou? Como é foi essa transição de DBA para engenharia de dados?

Luan (02:30)
Beleza. Bem, eu comecei com o banco de dados porque eu me apaixonei pela primeira vez. Eu lembro que na época ia começar, eu tinha o CNAC, acho que todo mundo ouve falar, então eu comecei basicamente escolhendo curso, era curso de programação e daí...

A ideia era ir para essa aula, Só que no primeiro dia o professor faltou, ao mesmo dia estava começando uma aula de banco de dados, eu me apaixonei por essa modalidade, falei, cara, eu quero fazer isso para a minha vida. E daí eu comecei a me envolver com a comunidade, foi procurar referências, né? Obviamente, eu gostei de ter pessoas que são referências e achei o Luciano Cacheta Moreira, que ainda é cara que é foda, fora do comum também, meu mentor.

Acabou que eu conheci ele, daí a gente fez algumas coisas juntos, trabalhei no Conselho Federal da AB por tempo. E daí fui trabalhar pro Faro do País como DBA. Comecei essa jornada e aí chegou ⁓ determinado tempo que eu comecei a entender que as coisas estavam transicionando pouco por mundo pouco diferente. Então, era muito focado dados, né, como sempre.

Mas eu comecei ver que os dados não estavam mais ficando somente nos bancos de dados relacionais, eles estavam ficando outros lugares também. E que tinha muito esse conceito de big data, enfim. E daí eu comecei entender que dentro da PIF, né, que tinham 700 pessoas na época, mais ou menos, existiam vários outros times, além de banco de dados, né, Oracle, SQL, MySQL, Pulsar, mas tinha ⁓ time de produto e serviço que era time de big data. E daí eu comecei a almejar essa entrada 2016, 2017, mais ou menos.

E daí eu tive a oportunidade de fazer uma entrevista com a Niddy, que era a gerente daquela época. Daí ela falou pra mim que eu não tinha muito entendimento de Big Data, mas que eu era esforçado. E daí ela me aceitou no time, tinham 17 pessoas no time, muita gente. E, cara, as pessoas zombavam demais porque quero o cara do Windows. Next, next, finish. Eu não sabia mexer nada ⁓ Linux, não sabia nenhum comando, eu não sabia o que era batch, não sabia o que era Python, não sabia que era nada. Totalmente Nutella.

E daí eu comecei a voltar, né? Então meio que demorou muitos anos pra ser ⁓ Lead Database. E depois eu saí e fui lá pra ser ⁓ Data Engineer... Na verdade, não era Data Engineer, era Cloud Consultant. E aí depois eu fui escalando, eventualmente virando Data Engineer. E hoje eu lidero o time como Lead Data Engineer. Então eu subi, desci e subi de novo.

Lucas (04:57)
é massa demais cara e eu acho engraçado que eu também eu vim da área de marketing então pra mim é outro mundo né hoje eu trabalho com Amiga de Dazes então é outro mundo e quando eu trabalhava com marketing eu achei o mundo de BI dia eu olhando no Instagram então eu falei cara dia eu quero trabalhar com isso aqui e aí eu na agência que eu trabalhava tinha algumas pessoas de BI gente como é que eu trabalho com isso? O que é BI? Lucas BI é método de trabalho tá mas o que que é? Como é que eu estudo? O que que eu faço? e aí eu lembro lembrando aqui que eu

baixava uns cursos da Udemy, né, celular. Ia pra casa tentando estar assistindo ônibus, né, pescando daquele jeitão, igual a maioria, né, tentando mudar alguma coisa. Então, até o dia que eu consegui uma vaga também, né. Então, caí no mundo de engenharia de dados também pelado, porque não sabia Python, não sabia SQL direito, sabia o básico, Excel, e o restante de algumas outras coisas. Então, realmente a mudança é muito brusca, né, e grande. E tu vira realmente uma piada, né, porque a galera...

Luan (05:57)
Eu era piada

demais. Mas não tô entendendo não.

Lucas (06:00)
Eu sou formado Marketing, você falou da sua formação, que fez o curso, você não terminou, correto?

Luan (06:08)
Isso, não

terminei minha faculdade. Muita gente me pergunta isso. Cara, você trabalha para fora do país e você não se formou? Não, porque eu tinha... Eu tinha uma escolha para fazer na época que era... Ou eu terminava... Na verdade, eu continuava minha faculdade, ou eu optava fazer programa de aceleração da Microsoft, no qual fui selecionado. E por causa desse curso, eu onde eu estou. Se eu não tivesse optado por isso, não sei se eu estaria onde eu estou. Mas esse curso, na verdade, me levou a uma ótima colocação no final, que foi a Microsoft.

E daí eu comecei a tirar certificações, especializado e fui contratado e assim por diante, mas tudo por causa disso. E daí eu segui sem informação e entendi, na verdade, que formação é uma das formas de chegar, mas você pode chegar de outras formas também, como eu cheguei sem informação pra fora do país.

Lucas (06:53)
Sim,

porque gente vê que tem pessoas que vendem isso. Você não precisa de informação, você tem que informação, então acho que sempre depende de cada ⁓ No meu caso, formei outra área, comecei também banco de dados, parei no meio do caminho questões financeiras também, e aí fiquei, vai, não vai, no final das contas arrumei a vaga, consegui trabalho ⁓ empresas muito boas, por onde passei, então no final das contas eu decidi não continuar e focar coisas mais especializadas, como a nossa comunidade, foi por onde eu comecei, YouTube, Udemy.

e diversos outros lugares. Eu imagino que a maioria das pessoas que estão estudando a gente agora também ficam com essa dúvida se faz ou não faz faculdade, faça mestrado, o que eu faço? pelo menos para mim foi muito de ir no feeling, tipo, não sei se eu faço a faculdade e aí no final do conto eu terminei, então vai no feeling, conversa, você tem que ter a curiosidade e a segurança do que você está fazendo também.

Luan (07:49)
E

eram tempos diferentes também. Eu digo assim, hoje... Eu sempre fui... Eu sempre tentei não ser muito polêmico. Mas a minha visão... Se você estiver como você está me entrevistando, então eu posso fazer, fingir que não tem câmeras aqui. Mas, cara, eu acredito... Se eu acredito ⁓ informações, cara... Mais inclinado para não do que para sim. Pelo pace da velocidade tecnológica.

Mas eu acredito muito que é fundamento extremamente importante se você souber usar. Eu acabei entendendo na vida que tudo depende de como você usa. Se você for entrar numa faculdade, passar quatro anos e fazer por fazer, é melhor não fazer, sinceramente. Agora, se você for pra lá e você conseguir entender realmente pilha, se for realmente estudar, cara, você vai tirar muita coisa boa de lá. O problema é que hoje o mercado é muito acelerado.

Então você não vai conseguir só fazer uma faculdade e depois sair ser empregado, porque isso não vai acontecer. Você vai precisar fazer duas coisas no mesmo tempo. Você vai precisar fazer sua faculdade, se você quiser seguir por esse ramo. E você vai ter que, cara, se especializar. Porque hoje a faculdade não consegue manter o pace de atualização da realidade do mercado. A realidade do mercado é muito diferente do que a gente aprende na faculdade. Então, eu não acho que é ⁓

é ⁓ tipo de ensino que não vale a pena, eu acho que vale muito a pena. De novo, se você souber utilizar. Eu acho que pra gente que está começando agora que não tem ideia nenhuma do que é, é o que você falou do feeling. Cara, uma faculdade vale a pena, mas se você já tem feeling, você já tem ideia, você teve a sorte de estar num grupo de pessoas, ou ser envolvido com certas coisas, e você consegue acelerar de uma outra forma, de novo. Eu acho que isso foi muito bom pra minha vida, muito pivotal. Eu escutei isso do Ivan Lima.

Eu nunca esqueço, o cara me falou, cara, existem várias formas de chegar, né? Não é uma só. Você pode chegar por formação, pode chegar não formado, agora, obviamente, tem coisas que você não vai conseguir não sendo formado. Então, você tem que entender o que você quer e pra onde você quer ir. Se você estiver pensando business, cara, provavelmente você consegue chegar a ser uma formação de TI. Se você estiver pensando ser ⁓ professor, se você estiver pensando...

⁓ cara, inventar coisas, criar coisas, enfim. Você vai precisar de extrato, você precisar de PhD, enfim. Se você estiver pensando ⁓ principalmente, ir pra fora. Então, depende do que você quer, mais ou menos.

Lucas (10:07)
Somente por ser na parte de pesquisa, a tem muito hoje dia também. E, cara, falando de puxando mais para a carreira, de desafios de dia a e tudo o demais, qual que foi o projeto mais desafiador que você enfrentou até hoje? No final das contas, quem que você procurou? Você não precisou procurar ninguém, comunidades, como é que era na tua época, os primeiros? Com certeza.

Luan (10:29)
Eu acho que eu poderia falar antes e a e pós e...

É, antes e a, com certeza, GTA V. Foi o projeto mais cabeludo que eu já trabalhei, e mais desafiador, até porque a proposta era desafiadora, era guardar sessão de estado...

de acesso de login dentro de uma banco de relacional, o Carasquera e Serve. Então, antigamente a gente não tinha essa meríade de tecnologias diferentes, a headscash não era tão evoluída como é hoje, lá 2013, 2014. Então, na verdade, o investimento de infraestrutura on-premises e de licenciamento era muito alto. Então, o que a Rockstar Games queria fazer é conseguir utilizar estado de sessão dentro de banco de dados relacional, o que, eles falharam miseravelmente com isso.

Mas na mesma época, 2014, teve a entrada do Hecaton, que era uma feature memória do SQS. E daí, eu fui contratado, basicamente, por causa disso, e eu acabei indo pra Califórnia, justamente pra fazer essa implementação, e eles saíram de 35, 37 mil transações por segundo pra 190 mil transações por segundo. A gente fez essa implementação. Então, eu diria que, obviamente, foi muito desafiador, primeiro, porque o meu inglês era muito ruim. Então, eu tive que ir com outros dois arquitetos, que era o Warner e o Edwin Sarmiento.

E eu acho que esse foi o projeto mais desafiador por vários quesitos. Eu não me sentia apto, eu não achava que eu era capaz, eu não falava inglês bem, eu tinha medo. Então, foram várias coisas adversas a isso. Pós E.A., eu diria que foi o projeto da Day Un Ross, que é público. Que é o projeto, acho já falei pra várias pessoas da comunidade, de...

de basicamente os caminhoneiros fazem indexação do arquivo tempo real, é enviado pra Google e daí a gente faz o processamento com o GNI, extrai informações de PDFs e faz todo esse processamento. Então acredito que esses dois foram os mais desafiadores projetos geral pra mim, principalmente pela capacidade, pela complexidade do projeto si.

Lucas (12:30)
Muito massa. E é só projeto legal, né? Porque falar que você já trabalhou no lançamento do GTA V, foi GTA V online ou GTA V online? Melhor ainda, mais desafiador.

Luan (12:36)
online.

E

foi melhor porque eles tiveram dois launches, pra quem lembra, 2000... Eu não me lembro, foi 2013, 2014, eu acho. ⁓ 2013, eles tentaram fazer launch, falhou, parou. E daí, eles contrataram a Pifa, justamente, fazer o segundo launch. O segundo launch falhou também, a gente tava tentando implementar, não funcionou. E aí, o terceiro launch começou a funcionar, que a gente fez a implementação do time da Microsoft, do Sequel Cat's In, tava com a gente. Então, foi uma experiência única.

Lucas (13:05)
Se

eu tivesse trabalhado no lançamento de GTA V... tá s**, ó. Passipei da minha... Todo mundo ia ficar sabendo. E, cara, se você tivesse que, assim... Ensinar esse projeto, se tivesse que passar tudo de novo... Projeto que você acha que começaria, né? Pelo código. Como é que essa parte de fundamentos te ajudou ali, assim?

Luan (13:28)
⁓ boa pergunta. Eu não tinha a mentalidade que eu tenho hoje, obviamente, então eu não pensava de forma estruturada, mas se eu tivesse que ensinar hoje o que fazer, primeira coisa, eu tentaria entender ainda mais o problema de negócio. E do porquê, ainda mais pensando pouco na diversidade de coisas que a gente tem, das possibilidades que a gente tem de utilizar, enfim, tudo hoje ao nosso redor.

Então eu começaria ensinando os fundamentos, criando a base, entendendo o problema, dessecando ele de forma tecnológica, quebrando ele, compartimentando. A gente costuma dizer muito o small by chunks, quebrar esse problema grande e pequenos problemas e tentar de fato construir essa solução e juntar tudo. Então acho que eu começaria justamente pelo princípio que é entender o negócio e conseguir de fato criar uma arquitetura baseada fundamentos fortes para que a gente possa resolver o problema.

Lucas (14:19)
Eu acho que isso é de toda a carreira, né. Quando a fala de dados, quando gente fala de desenvolvimento no geral, né, quando gente tem que entregar alguma coisa. E principalmente dados que gente consegue visualizar, acho que tem pouco disso, né. Porque quando eu também comecei na área, era... Cadê o código? Deixa eu ver, deixa eu ler e tudo mais. E a gente tem documentações muito bem estruturadas que, final das contas, diminuíam o trabalho ⁓ dias, praticamente. Porque se tu leu e entendeu, você não precisa ficar olhando pra código o tempinho inteiro. Você ataca o momento certo.

Luan (14:46)
A gente comprou a suspensão

ao inverso, que você tem que olhar pro código. Mas na verdade não, o código não é parte mais importante do rolê. Parece ser... É o código que te leva à conclusão, mas ele não é a parte mais importante, engraçado. Mas não é.

Lucas (14:57)
Dito isso, documentação é importante no final das contas. Para quem não gosta de escrever documentação, fica a dica, meu irmão. Vai escrever a documentação direito. E, cara, questão de aprendizado. Como é você aprende? Eu imagino que tem muitas pessoas que no final das contas devem se perguntar, ver você ⁓ live, te ver pessoalmente, te diversos projetos, te ver fora do Brasil.

Luan (15:00)
Muito, muito, muito...

Lucas (15:23)
E como é que o Luan aprende tantas coisas e juntos ao mesmo tempo? Mas qual é o rumo que você toma? Lendo documentações? Testando direto? Conversando com outras pessoas que já são da área e já se utilizam do que você está pesquisando? Como é que você faz? Isso até é pergunta pessoal, porque eu também fico, cara, como é que ele aprende tantas coisas juntos ao mesmo tempo? Como é que ele guarda tanta informação num momento só?

Luan (15:51)
Eu acho que eu comecei do princípio... Do começo, eu sou burro. Eu nunca me achei uma pessoa extremamente inteligente. Nunca achei, até não acho até hoje. Uma pessoa inteligente. Mas me achei uma pessoa esforçada. E como qualquer esforçado sabe o que eu tô falando, você precisa criar métodos e formas de aprender. Uma das coisas que eu identifiquei muito cedo, principalmente trabalhando pra fora, é o nível de exigência. Então eu comecei entender o seguinte, cara, eu preciso ser constante no que eu faço.

Porque quando eu comecei a trabalhar pra fora, tudo era constante. Você tinha que entrar no horário, você tinha que receber os pagers no horário certo, tinha que mandar uma documentação no horário certo. Então era tudo muito cronometrado. Então o que eu comecei a fazer, eu comecei criar uma rotina de estudo, aonde eu gerava a necessidade de estudar. Então eu estudava uma hora por dia, batia no relógio, eu parava de estudar, isso me gerava mais vontade de estudar. E aí no outro dia eu estudava mais uma hora, mas me gerava mais vontade de estudar. Eu parava, então eu comecei a dar recompensa pro meu cérebro de que estudar é alguma coisa legal.

E daí quando você transforma, o estudar é chato, tô com sono, e a última coisa que você faz do dia, você traz pra âmbito onde é interessante estudar, e você começa a ver resultados desse estudo, isso começa a fazer com que sua mente absorva mais. Então eu comecei a absorver muito mais. E aí ao longo dos anos, de novo, são 17 anos trabalhando com isso, ao longo dos anos, e a constância eu acho que essa foi a chave pra mim, ⁓ relação a o que eu estudo hoje, o que eu vejo no mercado, o que eu tento trazer pro Brasil, tá muito vinculado a uma visão...

muito fácil pra mim, porque eu trabalho pra fora, eu sou envolvido com várias outras consultorias, eu trabalho diferentes projetos, eu vejo muitos problemas, então eu consigo facilmente entender o que tá acontecendo, porque eu trabalho com pessoas que estão ali constantemente enfrentando problemas, problemas complexos. E a gente sabe de uma coisa que é muito fácil no Brasil de entender, o que acontece lá fora vai acontecer aqui, é uma questão de tempo. Inclusive hoje mesmo, no dia da nossa gravação aqui,

Eu tava falando no Instagram justamente isso, que cara, a galera às vezes, é... Não quer olhar pra IA, por exemplo. Mas eu digo, cara, não há questão de si, é uma questão de quando. Cara, e as pessoas hoje... Os brasileiros gostam de criticar bastante as coisas. Mas eu sou pouco mais open-minded. Sou pouco mais mente aberta pras coisas. Inclusive hoje tava tendo discussão com o meu gerente. Falei, cara, mas você se aliou muito fácil aí. Eu falei, cara, não é questão de aliar. É questão do que vai acontecer, não tem como mais cedo ou mais tarde.

Então, eu prefiro estar do lado do time da exterminação do futuro e virar amigo da EA do que conta e depois morrer.

Lucas (18:23)
é melhor aceitar e andar de lado a lado. sou... É, Eu já estou falando uma vez pra mim do 6 e do 9, Se você ficar olhando de lado e o outro...

Luan (18:25)
E...

colocar você aqui,

eu vou ⁓ 6 aqui. Na mesa, você vai ver 9 e eu vou ver 6. Já fica batendo o cabelo.

Lucas (18:39)
A fica batendo cabeça no G. A

gente anda lá, lá, justamente. Crescer junto, né? E, cara, quando você aprende algum novo, você acha que compartilhar, você acha que divulgar, escrever, isso te ajuda a... Como é que eu posso colocar? Absorver melhor.

Luan (18:58)
É, o que eu descobri, esse é ótimo ponto na verdade. E foi a metodologia lá que eu trouxe, que a gente chama de gear, né? Uma das partes da metodologia que a gente traz é justamente essa parte de você se expor. Então, o que eu entendi é o seguinte, tudo que eu estudava e eu falava sobre virava uma coisa muito mais fácil do que quando eu só estudava e não falava sobre. Então, o que eu comecei entender é o seguinte, cara, uma coisa é você ler.

Outra coisa é você explicar com suas próprias palavras. Então, cara, acho hoje mandatório você ler qualquer coisa, você estudar qualquer coisa e você aplicar ela. Mas pra mim a forma mais interessante de você aplicar conceito é explicando pros outros. Por quê? Porque eu não conheço ninguém que quer se autoflagelar. Eu não conheço nenhuma pessoa que ser aceito numa conferência mundial, chegar lá no meio e travar e falar, cara, não, sei o que eu tô falando.

Porque você se dedica cem vezes mais e você se puxa cem vezes mais que você vai explicar pra uma próxima pessoa. Então, o que o seu cérebro faz é o seguinte, cara, eu tenho que cobrir o óbvio, eu tenho que cobrir as perguntas avançadas e eu tenho que estudar bastante pra, cara, esse medo do stage fright, o medo de você chegar ali e cara fazer uma pergunta e você não saber. Tudo bem, isso pode acontecer, mas você vai tentar se preparar pra saber o máximo possível. E eu acho que essa milha extra...

Ela diferencia o profissional. Acho que ela que faz a grande virada. Porque quando você estuda pros outros, você se compromete a você ser uma pessoa melhor obrigatoriamente. Então, pelo menos eu achei isso como uma ótima válvula de escape pra eu estudar. Então, pra mim é muito fácil hoje, porque a gente tem uma empresa de treinamento. Então, cara, é simples. A gente pega conceito, gente disseca ele e a gente tem que passar isso pra milhares de pessoas. Então, isso me força a estudar e ser uma pessoa melhor cada dia.

Lucas (20:45)
E compartilhar o que

Luan (20:47)
Agora que é

maravilhoso quando você vê que o que você compartilhou ajudou uma pessoa de alguma forma. Isso é muito gratificante. Isso é tipo... Literalmente. Você botar o cachorrinho pra sentar e dar o petisco pra ele. Eu sinto exatamente eu recebendo petisco.

Lucas (20:55)
E fulano também.

E cara, já que gente está falando de skills, de estudo e tudo mais, pro ano de 2026, o que você acha que tem que ser skill importante?

Luan (21:15)
Bem, é... muito lisonjeado por ter uma empresa, por pensar como engenheiro, pensar como arquiteto de soluções, pensar como CEO de uma empresa. E o que claramente tá certo é... As pessoas não contratam a TI pra resolver problemas de TI. A gente contrata a TI pra resolver problemas de negócio. Então cada vez mais a gente tá encurtando esse ciclo de, o rato do porão, o DBA, o engenheiro de software, do problema onde é...

A gente tá encurtando isso, porque agora a gente precisa de resultado cada vez mais. time to marketing muito mais rápido. Uma velocidade de entrega muito mais rápido. Então o que a gente tem que tentar fazer? A gente tem que tentar entregar solução e aí tem uma coisa interessante. Antigamente, pra você sair daqui, chegar no seu CEO, no seu CTO, exemplo, cara, era basicamente impossível, você não teria visão disso.

engenheiro de dados, por exemplo, ele conversa com o CTO, ele conversa com o CEO, ele conversa com o field CTO, ele conversa com arquiteto de dados, ele conversa com o cara do negócio, ele conversa com todo mundo. Tá todo mundo ali. Então ele faz parte desse ecossistema do problema. Então acredito o seguinte, é... Primeiro skill que você deve desenvolver é ser ⁓ Resolvedor de problemas. Independentemente. Mas pra você ser resolver de problemas primeiro você precisa ser expert, porque você não resolve tudo. ⁓ resolver de problemas... Bom.

é cara que tem a área de foco dele, ele resolve problemas referentes àquilo. Mas você precisa ser considerado resolvedor de problemas, porque daqui a alguns anos, cara, você não vai escrever mais código. Não vai. Quem vai escrever o código são as agentes. Você vai orquestrar, você vai revisar, você vai garantir que, cara, todos os métodos, todas as classes condizem com o processo, com negócio, enfim. Mas cara, hoje a gente já não escreve. Então, assim, hoje a gente já tá falando de ambiente que a gente não escreve código.

A gente revisa código de agente. E a gente tá falando de 2025, cara. Onde que a gente teria ⁓ carro elétrico no Brasil 2025? Onde que a gente teria uma... Cara, uma empregada, uma secretária que é robô. Isso é tipo uma parada de 2000... Sei lá, 2060, 2090. Isso já existe. Então a velocidade das coisas estão muito rápidas. E ainda tem uma outra coisa que eu acho muito gritante, que é a computação quântica. Acho que quando a computação quântica...

estiver disponível realmente, cara, a velocidade de processamento vai ser infinitamente... É assim, a gente vai conseguir atingir a EDI, a gente vai conseguir ter... O Sam Altman fala uma coisa muito legal que eu gostei bastante, que ele fala, cara, a partir de hoje, não nasce ninguém mais inteligente do que IA. E é pura verdade, não tem como você bater IA. E isso é statement bem forte, mas é realidade. Não acho que a gente vai achar outro andar, dá medo, dá real.

Lucas (23:35)
e gente já viu muita notícia sobre isso.

Exatamente, dá medinho brabo. Às vezes eu fico, cara, e meu emprego no futuro? O que eu vou fazer? Vou ter como aprender de trabalho de braçais novamente, porque se a gente vai fazer tudo sozinho...

Luan (24:10)
Não, mas assim,

brincadeiras aparte, acho que assim, de novo, aquele clichê que eu falo, você não vai ser substituído por uma IA, acho que você vai ser substituído por alguém que sabe usar uma IA melhor que você. Aí no final vai precisar de supervisão e eu acho que vai ser construído de uma forma que precise de supervisão. Agora, se ela vai desenvolver o próprio pensamento dela e entender que ela precisa aniquilar os humanos, aí é uma outra história. E eu espero, por isso que eu gosto de tratar bem todo dia.

Lucas (24:31)
A gente espera pra ver...

E outro que eu acho legal é a comunicação, né, cara? Porque se a gente tem que orquestrar, se gente recebe demanda, a gente tem que saber passar a demanda como a gente fez também. Porque no final das contas isso aí mostra o valor da nossa entrega. Com certeza. Mostra o valor do que a gente fez. Porque se você não sabe se comunicar, se você não sabe mostrar o que você fez ali, no final das contas serve de nada. O que sabe se comunicar o cara que sai ganhando no final das contas.

Luan (24:55)
É, não serve, e é…

E é aquele clássico, já viu? Aquele cara que o cara não conversa, mas cara entrega maravilhosamente, mas ele nunca tem espaço. Por quê? Porque ele não é visto. Então, acredito assim, você acabou de falar ponto que eu tinha esquecido e que na verdade é primordial. Comunicação. Você precisa aprender a se comunicar. Então, isso vai ser uma coisa que você vai ter que aprender para 2026. Não é coisa, é legal. Não, você tem que ter esse skill. Se você quer melhorar, se você quer evoluir, se você quer passar de nível, você vai precisar aprender comunicação.

Lucas (25:27)
E aí falando de comunicação, cara, agora a tem uma comunidade, já tem alguns anos por aí, tem quantos anos já? São três.

Luan (25:36)
4

anos, 2020, 2, 3, 4, 5. Vamos para o quarto ano.

Lucas (25:40)
de

comunidade na tua época, de quando você escrevia blog e tudo mais, como é que funcionava essa parte de comunidade? Como é que você acha que teve algum lugar que te ajudou bastante, que te ajudou a acelerar a tua carreira, os estudos, ou sei como pessoa, alguma comunidade te abraçou ali, ou naquela época você acha que era mais difícil?

Luan (26:01)
Eu

acho que naquela época era mais legal. É, eu acho. O sentido de comunidade hoje é pouco diferente do que era antigamente. Antigamente, o sentido de comunidade era muito colaborativo. Hoje eu não vejo tanto assim, infelizmente. A gente tenta trazer isso no Deep Lumber, a gente tenta fazer as pessoas engajarem. Mas acho que as pessoas ainda não entendem que comunidade é pra você. É de você pra você, não de uma pessoa para com as outras. É uma comunidade de pessoas. E antigamente, eu lembro muito bem que começou assim...

Eu começava a algumas coisas, achava super complexo, e eu velho, quer saber? Eu vou escrever pra mim. E aí eu lancei o blog e começava a escrever. Daí algumas pessoas começaram a usar esse blog, começaram a comentar, caiu nas graças da Microsoft, Microsoft me elegeu como MVP da Microsoft 2013, 2014, e daí eu comecei a ter muita, visualização ⁓ referentista e participar de comunidade, e aí foi crescendo. Mas o grande ponto é, comunidade pra mim...

Se vocês conhecem o Luan hoje, ou se você não conhece, vai me olhar na internet, eu sou criat... Cria infinita do zero de uma comunidade. Se eu não tivesse pertencido a uma comunidade, não seria quem eu sou hoje. Absolutamente, Tudo que eu sou, tudo que eu conquistei, pra onde eu fui, os lugares que eu já viajei, tudo que eu participei, foi por causa de comunidade. Conhecer pessoas, networking...

que me levou pra outro estado que me fez participar de X, Y, Z, que a conexão me ajudou a ir pra tal lugar que tá... Por exemplo, na Piffian, quando eu fui entrar, existiam brasileiros lá. E aí, por exemplo, eu só entrei na Piffian por causa que... inglês era péssimo, não passaria por causa do inglês. Eu só entrei na Piffian porque eu fui muito bem na entrevista técnica, porque eu tinha profundidade de especialização. Mas mais importante, a Piffian só falou comigo porque eu tinha MVP.

E eu só tive o MVP porque eu participei de comunidade. Se eu não tivesse participado de comunidade, eu não teria o MVP. Logo, eu nunca seria contratado pela PIFIA, nunca. Porque na época, eles só procuravam profissionais que eram MVPs, Oracle, ACES e assim por diante. Então, na verdade, PIFIA mudou a minha vida, o curso da minha vida. E a gente tem The Plumbers, a gente tem o Noay Solutions, a gente tem engenharia de dados da Academy por causa da PIFIA. É o que me fez trazer as coisas aqui para o Brasil, senão a não teria.

Lucas (28:20)
Eu que já tô há muitos anos na comunidade também digo que foi ⁓ divisor de águas, né? Eu sempre gostei de participar de comunidades no geral. era comunidade de marketing, comunidade não sei o quê. Aí tinha grupo de WhatsApp, Discord, Slack. Aonde fosse, eu sempre tive, eu sempre fui muito ativo. E todo mundo sempre perguntou, Lucas, como é você faz isso, participar desse tanto de coisa? Não sei. Não sei, essa leitura sempre foi muito rápida. Eu fui muito participativo. E eu gosto de conversar, eu gosto de tentar.

trazer outras ideias, fazer a galera pensar, entregar alguma coisa, isso também me ajudou no início, né? E sempre foi assim. fui boca aberta, né? Porque eu gosto de começar a ali, participar, entender o que está rolando. Então, realmente faz uma gigantesca, né?

Luan (28:53)
muito imediatamente.

Lucas (29:14)
E você já foi ajudado, assim, de que forma? Porque você falou, ⁓ na pif, e tal. Mas de qual forma, assim, mais próximo te ajudaram? Você teve algum problema, te ajudaram? Você teve, como é que fala, alguma ideia e te ajudaram ali? Como é que isso? Essa troca? Porque você também dava as aulas, né? E tira comunidade também.

Luan (29:29)
Eu acho que...

dos motivos

de gente ter o que a gente tem hoje no nosso ecossistema dentro da Engenharia de Dados Academy é porque, muitas das vezes, eu não tinha ninguém para compartilhar. E eu lembro muito bem do intuito da criação de The Plumbers, foi exatamente esse. Fica cara, eu quero viver num ambiente que eu possa trocar, que eu possa me sentir pertencido e que eu possa, de fato, sentir que eu estou num grupo de pessoas. Mas eu tive mentores ao longo desse caminho.

E esses mentores foram cara essenciais, e eu digo pra qualquer pessoa que tá escutando, assistindo isso aqui, enfim... Cara, tenha mentores. A diferença da direção, do posicionamento, do que você aprende de cara que já viveu, já passou, é absurdamente relevante, você ganha muito, você encurta muito. Eu digo muito que você pega Hackens e você vai encurtando ali pra você conseguir chegar. Cara...

Eu conheço pessoas que chegaram certos resultados menos de dois, três anos, que cara, levaria dez anos facilmente. Como levou pra mim dez anos pra certas coisas. Então assim, comunidade, o poder de mentores e pessoas que estão com você e que acreditam você, eu acho que eu não consigo viver sem hoje. Não consigo. Eu preciso ter pessoas pra olhar, pra me espelhar e pra receber conselhos. Eu preciso.

Lucas (30:51)
Eu entrei na comunidade justamente, viu? De novo, por conta disso, comunidade, participação. Eu entrei principalmente por conta do inglês que a gente tem na comunidade. E aí acabou que o avião aumentou, a gente troca bastante ideia, aprendi muita coisa, evoluí anos, dois anos trabalhando, pra quem não sabe, trabalhando no grupo de caro. Então ali dentro, ali tinha uma alavanca gigantesca, pelas trocas que gente tinha na comunidade, se ajudando, trocas com o Luan. Então, cara...

Eu tive a sorte também, porque nem todo mundo consegue ter essa proximidade, Então, é, sorte, né? Então, fiz minha sorte. Cara, se você tivesse que recomendar, assim, uma, só uma coisa, até pra gente encerrar o bloco sobre comunidade, uma coisa se tivesse que, assim, pra quem tá começando na área, cara...

sei lá, tá vindo de outra área, né, independente. Então, uma coisa assim, estuda sozinho, participa de uma comunidade. O que você acha que esse cara tinha que fazer?

Se você se recomeçar

Luan (31:57)
Cara,

comunidade. Se eu fosse começar hoje... Eu falaria várias coisas aqui. Curiosidade, constância... Vou te dar três, então. O primeiro é, de fato, comunidade. Porque você vai ser inserido no mundo ⁓ que você quer estar, o que você planeja alavancar. Então, isso pra você é crucial. E acho que dentro dele vai ser exatamente a sua constância, cara. Acho que essa é uma palavra que eu gosto muito de levar pra vida.

Lucas (32:04)
Vou deixar você falar, então me dá mais ajuste.

Luan (32:26)
de que tudo vira uma rotina. Então assim, o que você não consegue colocar numa rotina, você não consegue evoluir. Isso pra tudo na vida. Eu não conheço nada que você não faz constantemente que não te gere ⁓ gigantesco no final do dia. Eu não conheço nada que você faz esporaticamente que gere grande resultado pra você. Eu não conheço. Pode existir, mas eu não conheço. Então eu diria que esses dois são grandes, grandes, grandes, grandes vetores de sucesso, cara. É estar inserido no contexto certo, no local certo.

E ter de fato vontade e processos pra poder executar suas coisas. hoje a gente tem fomo, né, velho? ⁓ tudo quanto é canto. Isso é É informação no celular, é aqui... É muita coisa pra você lidar. Então você tem que ter foco pra conseguir executar o que você acredita. Só que pra você executar o plano, é muito bom você estar do lado das pessoas que sabem mais que você pra te dar norte. Porque qual plano que você tem na cabeça? Será que ele é o melhor?

Cara, talvez você não acerte, mas as pessoas que têm 15 anos, 10 anos, 20 anos na sua frente de experiência, eu acho que eles têm uma porcentagem de acerto muito maior do que a sua. Então a comunidade serve justamente pra isso.

Lucas (33:32)
No tanto que eu, de novo, eu já tive também esse mesmo problema, tava numa dúvida se eu trocava de empresa ou não, o que eu fazia? Eu chamei dos nossos professores, uns dos nossos colegas ali e cara, tô passando por essa situação, o que você acha? Ele falou, cara, você tem ⁓ você tem né? Você tem one shot ali, tiro pra você dar, certeiro. Você tem que escolher o lugar certo pra você fazer isso. É lá, você acha que é ali? E aí de novo vem a questão do feeling que eu falei no começo, Então eu decidi que o meu shot não seria lá, não seria naquele local e...

e a ponta até chegar no da minha decisão até onde eu tô hoje. Voltando ⁓ pouquinho mais para o questão de trabalho, como é que você lida com a pressão do dia dia? Quando o papelani quebra, quando dá uma merda, você tem alguém para desabafar, dividir o peso disso, como é você faz pra dar com essa pressão de tanta coisa?

Luan (34:27)
Eu acho que, a palavra pressão é palavra engraçada. Hoje eu tenho muito menos pressão. Eu sei que eu vivo num contexto com muita pressão. Cara, entregar a palestra pra fora, viajar, comunidade, treinamento, consultoria, minha vida pessoal. Enfim, mas eu não me sinto pressionado. Por quê? Porque eu vim de ambiente de muito estresse. Então, eu acredito muito que a sua casa...

de molda, Então, quando eu entrei na Piffin, eu lidava com... eu era L1 de suporte. Então, a gente tinha que fazer Ekin chamado ⁓ cinco minutos, no máximo dez. Então, eu vivi ⁓ nível de estresse pós-madrugadas e pros dias e pros anos, que, me insetaram que o que eu vivo hoje, assim, eu tô... Eu tô voando, assim, é muito tranquilo.

Lucas (35:13)
A pressão

no início foi maior e te mudou do que você é hoje. Exatamente.

Luan (35:18)
Muito,

muito, Eu já cheguei a passar muito mal, muito mal mesmo. Então, assim, hoje pra mim não me estresse, acho que é mais o senso de muita coisa pra fazer, eu tenho muita coisa pra fazer, então isso às vezes gera ⁓ estresse interno, mas externo, não muito porque eu acho que...

Cara, de novo, né, Constância, eu lido com projetos críticos há, sei lá, 12 anos, 13 anos. meio que assim, chega novo projeto que é super crítico, mas é outro projeto. Então, assim, você já sabe também certas coisas que vão dar erro. Então, a gente tenta antecipar esses problemas. A gente vai ganhando experiência como lida. Eu acho que, na real, você começa a lidar frameworks pra conseguir lidar com esses problemas. Então, hoje, pra mim, meio que natural, é meio que mantra, mas porque eu tive início muito estressante.

Lucas (36:05)
Eu entendi. Realmente. É engraçado, né? Vê que no início a gente sempre tá naquele... É igual hoje dia, Comigo é a mesma coisa. Passei era lapar atrás de lapar, depressão atrás de pressão, só que chegou momento que você... Tá, é só mais ⁓ né? Manda que eu conta. Eu resolvi tudo, né? Hoje eu dou conta de novo. Recentemente mudei de emprego, então a gente já entra com aquela ansiedade, aquele negócio tudo muito novo e tudo. O que eu vou fazer? E aí eu separo e, cara, mas já passei por isso.

Não tem ⁓ motivo pra essa ansiedade toda, pra esse estresse todo, sentir pressionado dessa forma, né? E cara, sobre isso, parte técnica, você já assistiu

Luan (36:47)
boa

parte da minha vida, eu tento por cento da minha vida me sentir isolado mesmo na Piffin, é time distribuído no globo e realmente falando a gente não tem muito touch point a gente tem gerentes que coordenam atividades que a gente faz ou arquiteto de solução que diz o que a gente tem que ser feito e geralmente isso é dividido então cabe muito da gente tentar achar amizade, tentar trabalhar junto mas na real muita gente não gosta de trabalhar junto a galera gosta de trabalhar mais lonely wolf style mas sozinho mesmo então assim, essa solidão

Foi muito constante. O que eu não sinto solidão? Pô, eu falo pra caramba, eu evento, a gente tá fazendo curso, treinamento, essas coisas, então meio que eu dissipo pouco essa energia pra lá. Mas pra quem trabalha remoto, eu recomendo demais tentar achar pessoas que você possa trocar, que você possa conversar, que você possa...

Constantemente falar, porque isso ajuda bastante no desenvolvimento. Isso ajuda bastante várias outras áreas da sua vida. Que no final das contas, essa soma vai fazer você se diferenciar no mercado. Mas cara, eu diria que boa parte da minha vida é fone no ouvido, noise canceling. mundo tá explodindo e eu tô ali fazendo as minhas coisas. Eu acredito que a maioria da galera é assim.

Lucas (37:57)
Tem nada melhor que isso, Vai lá, se desliga do mundo, bota uma musiquinha que você gosta. Pegasse tudo pronto, era mais fácil, né? Voltando pouquinho aqui pra parte de soft skills. Tem algo que eu deixei passar e que eu queria saber. Você falou do método gear. Você consegue explicar pra gente o que é o método gear? Até porque eu também não sei.

Luan (38:01)
No final do dia seria muito bom se não tivesse falar com pessoas.

Cara, assim, é método, é uma metodologia que a gente, que eu criei pensando muito na performance, no giro como ⁓ todo de ⁓ profissional. Que é basicamente estudar, que é você aplicar, que é você de fato entregar e de você alcançar. Então basicamente é conjunto de coisas. Porque o que eu entendi ao longo dos anos estudando e lecionando pra milhares de pessoas?

A gente precisa de processo, processo faz a gente seguir padrões, padrões ajudam a gente a colocar as coisas na caixa dentro do nosso cérebro. Então, eu sempre entendi o seguinte, teoria sem prática é solto, e prática sem teoria algum momento vai te cobrar muito caro, vai te cobrar quando você quiser subir de cargo, sempre é assim. Se você não tem teoria embasada, você não consegue se mostrar eficiente, porque? Porque você não tem a teoria, então os dois precisam ser complementares.

obrigatoriamente. Então, pra você se tornar profissional de destaque. Então, cara, é estudar, aplicar, escrever, falar, entregar, enfim, e alcançar pessoas. Então, a metodologia é meio que cíclica. Então, eu quero aprender alguma coisa. Pô, beleza. Então, eu vou ler, eu vou aprender, depois eu vou aplicar algum caso real, case, ⁓ algum...

algum problema, eu vou criar problema gerador de dados, enfim, eu vou implementar, vou criar portfólio no GitHub e depois eu vou aprender a entregar isso de alguma forma, se pra minha audiência, escrever num blog, gravando vídeo ou assim por diante e depois eu vou tentar alcançar pessoas com esse conteúdo que eu fiz, isso fica cíclico pra que você possa gerar valor e no final, na verdade, o valor que você gera é sobre você mesmo. As pessoas acham que gravar vídeo, que essas coisas elas estão relacionadas a...

entregar para os outros, mas na real não é para os outros, é para você. Isso evolui você como ser humano e como profissional.

Lucas (40:14)
A vai atrás ali pra... a gente tem que montar né, gente faz internamente pra expor. O expor é muito legal, a gente repassa o nosso conhecimento, mas o que fica internamente, como para nós contamos, o que vale mais a pena. E... cara, pra encerrar o método gear, vamos lá. G significa...

Luan (40:41)
também não sei

Só que... Não, brincadeira, eu sei. Mas a tradução é basicamente aplicar. Implementation, tipo de implementação. Depois o A é de...

argumentação e depois o R de Reach.

Lucas (41:03)
Fechou. Pra quem quiser anotar...

Luan (41:06)
Quem

quiser anotar o G, o A o R, porque o é... Enrich. Hã? Enrich. Enriquecimento.

Lucas (41:13)
É isso,

vamos lá, pra quem quiser adotar, eu ia ficar curioso.

Luan (41:17)
de novo

como que é augmented e reach

Lucas (41:25)
Fechou. E, cara, você acha que...

Como é você acha fica a parte comunidade no meio disso? Você acha que se perde no meio do caminho? A gente está dando mais espaço para isso, para as pessoas trabalharem sozinhas, tentarem sozinhas com IA, já que hoje a gente paga, é tudo muito fácil. tem a Paguei, tem o Agente, tem o Skills, tenho não sei o quê, tenho tudo hoje online. Você acha que com futuro disso, as comunidades tendem a se perder? Ou você acha que as pessoas vão...

entender ali a se conectar mais.

Luan (42:01)
Eu acho que no início a se perder e eventualmente ao longo do processo se unir mais, muito mais do que antes. Porque eu acho que isso cria afastamento muito grande inicial, porque você tem esse alimento que falou, cara, eu consigo resolver, não preciso de outras pessoas, enfim. Mas eventualmente você precisa compartilhar, nós somos seres humanos, seres humanos precisam conversar, compartilhar, enfim. Então eu acho que eventualmente traz muito essa força da galera trocar nas coisas que estão aprendendo. É muito legal você aprender algo e você conseguir conversar com as pessoas sobre isso. Então eu acredito que...

Inicialmente talvez cause esse disto, assim como também no ensino. As pessoas acham que não vão precisar mais ter treinamento, elas acham que elas vão conseguir aprender por elas mesmas, mas na verdade eu acredito que ao longo prazo não.

Lucas (42:43)
Na nossa comunidade eu entendi isso. Eu entrei, achei que só fazendo curso ia dar tudo certo ali, participando das aulas de inglês e tal, mas no final das contas a gente precisa de troca. Aí vieram os meetups, os meetups eu conhecia antes, então por isso que eu acabei fazendo parte da comunidade. Então meetups, entregas, nós voltamos de São Paulo essa semana num puto evento massa. Foi muito massa. A gente teve no... No clube do Itaú, então...

Luan (43:07)
no cu...

Lucas (43:09)
Cara, surreal. Foi muito bom. Muito bom mesmo essa troca. Conhecia a galera que gente ouve na tele, vê só o nome, mensagem, vê só a foto do cara ali. Tá presencialmente, é uma troca muito massa. E cara, pra gente finalizar, se o plano você existisse, o que você acha que você estaria fazendo hoje? E qual o valor da comunidade pra você?

Luan (43:33)
Bem, como founder, eu diria que se eu não tivesse a comunidade, eu me sentiria muito mais sozinho do que eu me sinto. Eu me veria ⁓ 35 diferentes grupos do Slack tentando buscar informação de conteúdos. Eu me veria menos sem suporte. Cara, porque existem certas trocas que a gente tem no The Plumber's que são muito legais. Então, isso vale muito.

Como pessoa eu acho que a gente perde exatamente esse instinto de comunidade, de união, de estar junto, trocar. E assim, eu não sei vocês aí que estão assistindo ou você, eu acho que não existe nenhuma forma melhor de aprender do que com pessoas. Eu acho que quando você conversa com pessoas, a velocidade do que você pode aprender é infinitamente melhor do que quando você lê de livro ou quando você lê de artigo. Você consegue...

pegar coisas condensadas e coisas com experiências que têm sentimentos empacotados ali dentro. Qual direção você segue assim por diante. Então, eu acredito muito que de pessoas para pessoas sempre é mais interessante e sempre te dá muito mais espaço para pensar possibilidades, discutir temas e acho que isso é o que enriquece. Eu acho que esse é o fator da comunidade que eu sempre tentei buscar e sempre trazer.

Lucas (44:45)
Sim, comunidade hoje ⁓ tem essa pegada de estar mais fácil, né? Então a tem o WhatsApp, porra, cara pode estar do outro lado do mundo igual a gente tem pessoas que estão na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá, que fazem parte da nossa comunidade, né? E, pô, na corria do dia dia, você manda uma mensagem, você manda uma notícia, você consegue ter bastante troca de informação ali rápida, então você acha de uma forma mais rápida, né? Então, às vezes, eu perdi post, pô, o cara mandou uma coisa interessante. porque a empresa X fez tal coisa, porque olha a vaga. Então a gente tem essa...

troca que, cara, acho que não tem preço assim que valha, né?

Luan (45:21)
É,

principalmente se você entende. Porque o valor monetário que você paga está muito vinculado ao valor que você entende de produto. Por exemplo, eu pagaria 100 mil reais para conversar com certas pessoas. Se eu tivesse esse dinheiro disponível, eu pagaria com certeza absoluta. Mesmo se fizesse falta para porque eu sei que talvez esse investimento faria com que eu desse pouco... Como já

tenho pensado na minha vida várias vezes. De investimentos que eu fiz, que foram altos, pagarem muito mais. Porque, cara, você consegue ver o que você vai aprender antes de começar a aprender pela pessoa. ⁓ caso é o The Linstead. Eu tive o prazer de estar com dos criadores, não. O criador do método de Data Vault. Cara, agora imagina cara que trabalhou na... Sei lá, no Pentágono. O cara trabalhou, cara, chipando... Foguete pro espaço.

Lucas (46:10)
queijo.

Luan (46:13)
Entendeu? Tipo, cara, o que esse cara pode falar 30 minutos? Será que eu vou aprender alguma coisa? Cara, eu vou aprender coisas que eu nunca imaginei na minha vida. E isso é muito foda. Isso é muito foda.

Lucas (46:22)
E, bom, pra gente dar ponto final aqui. Onde é o pessoal te encontra? Você tem LinkedIn? Como é que, se cara quiser, o cara que tá escutando aqui, né, achou nosso podcast do nada, como é que ele entra na comunidade,

Luan (46:35)
Boa pergunta. É, nós temos Instagram, nós temos YouTube, nós temos... mas o quê? Nós temos... Então, tudo quanto é canto, engenharia de dados, se coloca engenharia de dados no YouTube, você vai ver. Mas a comunidade, na verdade, você vai passar por ⁓ form, você vai preencher, porque a gente quer entender o que você traz pra mesa. Acho que a comunidade é ambiente onde todo mundo tem que trazer alguma coisa, independentemente. mas eu sou o Júnior. Beleza, não tô falando aonde você está.

Lucas (46:43)
Tudo.

Luan (47:03)
mas o que você quer, o que você está procurando. São pessoas que vai trazer perguntas interessantes, que vai colaborar, enfim. cada aplicação, maioria das vezes, são avaliadas... Por que eu digo, das vezes? Porque, às vezes, a gente tem certos eventos que a gente coloca pessoas dentro da comunidade, mas a comunidade, por si, ela é fechada, realmente, ela passa por uma aprovação, e isso é interessante, porque faz com que a gente consiga colocar qualidade, e isso gera muito valor. Então, cara, nós temos o site do Plumbers, a gente tem o site no www.engineeredadocademy.com.br, então você pode entrar lá, ter acesso para isso.

E convidar todo mundo pra conhecer nossos conteúdos. A gente tá no YouTube, né, como eu falei, Instagram, muito forte nisso, LinkedIn. Então, quiser pesquisar sobre o Luan Moreno lá, no Spotify, o Engenheiro de Dados Cache que vai sair isso aqui pra vocês. E, cara, você não vai pecar por falta de conteúdo. Vai ter conteúdo demais pra você consumir ao longo do ano.

Lucas (47:50)
E lá nas comunidades tem negócio diferente que eu acho que gente tem aula segunda, terça, quarta e quinta. Só não tem sexta que é para liberar o sextor para todo mundo. que nem... ⁓ e é isso. Bom, gente, falamos aqui sobre diversos temas. Espero que tenha sido legal para todo mundo. E para quem não conhece o Luan, vamos pesquisar, vamos atrás do Luan, da nossa comunidade também.

Luan (47:57)
E hoje, hoje de sexta pra gente, gente vai sair pra jantar.

Lucas (48:14)
Tá? E é isso gente, espero que vocês tenham ⁓ bom dia, uma boa tarde, boa noite e vamos frente. Muito obrigado. Muito obrigado. Adorei. Fechou. Valeu. Valeu.

Luan (48:23)
Bom dia. Bom demais, gente se vê daqui a