O Doce Som da Minha Voz com Robert Kifer

Jim Carrey, Clarice Lispector, Genios, Mercados e respondendo comentários.

Robert Kifer Episode 103

Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.

0:00 | 1:05:34

Uma hora deu enlouquecendo no microfone.

SPEAKER_00

Olá, senhores passageiros, vocês estão ouvindo o podcast O Doce Só da minha voz, podcast 1 dos controles acerteiro, peço perdão. Entrou um sapo na minha garganta bem na hora que eu fui apertar o botão pra gravar, né? Um pouco antes, né? Entrou um sapo aqui. Essa infestação de sapo aqui em casa tá realmente enlouquecedora. Enlouquecedora, tá? Cara, eu já. Uma vez eu perdi uma. Como é que chama? Um date por causa de um sapo, sabia? Pois é. Os sapos realmente são essa questão, né? Ah, porque a princesa tem que beijar o sapo, porque senão ela não vai ter o. O sapo é uma coisa que atrapalha mesmo, porque nem toda princesa quer beijar o sapo. O sapo é uma coisa que atrapalha o romance, né, mano? Uma vez eu tava na casa de uma amiga minha e eu era meio afim dela, assim, e aí a casa dela, eu ia lá na casa dela, né? E aí eu, mais um monte de amiga e tal, eu era mais novo, deve ter o quê? 16, 17 anos, já se passaram 10 anos, uau! E essa história ainda mora dentro da minha cabeça. E aí a gente ia dormir todo mundo lá no mesmo quarto, né? E tal, depois de uma noite de cinema, assim. E aí eu fiquei, eu queria muito, né? Eu era apaixonada nessa moça. E aí, mas ela um dia antes mandou uma foto de que tinha sapo na casa dela. Ela mandou uma foto do sapo. Eu fiquei, gente, como é que alguém consegue ficar tranquilo convivendo numa casa que tem sapo? É sapo! A gente fez de tudo pra ficar longe do sapo. E o inconsciente, o coletivo humano, colocou sapo com uma coisa tenebrosa. E ela mandou foto do sapo na casa dela, eu falei, nem fudendo, que eu vou ficar nessa casa. Eu era mais novo, né? Hoje em dia eu teria ficado. Porque você vê hoje, eles entram na minha boca e eu tiro eles com uma leve pigarrada, então eu não me importo mais hoje em dia. Eu não importo mais hoje em dia. Mas eu não fiquei lá, eu fui embora, eu falei nem fudendo. E depois de um tempo eu descobri que ela também queria e tal, e a gente realmente nunca encostou os lábios um no outro por conta de um sapo, mano. Caramba, né, velho? Os bichos, mano. Deixa eu te falar um negócio sobre bicho. As pessoas. Eu acho que eu descobri o bicho que eu mais tenho medo. Eu sempre senti isso, de alguma forma, né? Falar, pô, eu tenho medo de aranha, né? De aracnídeos em geral. Super justificado, né? Meu medo de aracnídeo, porque são bichos que matam você, né? Porra, eu acho que você vai ter medo do quê? Ah, tipo, o sapo é feio, porque o sapo não vai matar você, não. Eu sei que seja os dos que matam, mas ele não vai matar você. É só uma questão de repulsa e tal. Mas aracnídeo, mano, os bichos vão vir aqui pra cima, eu não quero, vão me matar, não quero. Mas dos bichos que matam, e eu sei que isso é uma generalização e tal. O cara tá sendo woke até com bicho, mas é sério, é uma generalização, nem todo sapo mata. Nem todo aranha mata também. Tem umas aranhas que é boa, né? Porque se você tem elas na sua casa, elas matam outros animais. E aí você não precisa ter a culpa moral de ter matado uma lagartixa. Como é que é? O escorpião mata alagartixa? Não, a galinha mata escorpião. O escorpião mata. Sei lá o que ele mata. O escorpião mata só a gente, né? É só gente. Do que eu tava falando? Mas a cobra, mano, a cobra é filha da mãe, né, velho? Porque a cobra, se você parar pra pensar, ela é um bicho perigoso. E assim, foi quando. Eu acho que assim, tem alguns animais, tem alguns animais que Deus projetou. E tem outros animais que foi Jesus que projetou. Eu sei que eles são a mesma coisa, mas vem comigo. Tem alguns animais que foi Deus, a sabedoria e tudo mais, né? Ele fala, eu vou projetar o ser humano. E aí ele foi lá e fez o ser humano. Tem um livro inteiro sobre isso. Ele fez o ser humano e tal, a perfeição e tal. E tem uns que eu acho que foi Jesus, que é o Nepal Baby. E ele já vem com umas ideias mais malucas porque ninguém vai barrar ele. Aí ele fala, não, não, eu quis a gente inovar e tal. Aí Jesus entrou numa pira meio minimalista, assim. Aí ele falou, mano, e se a gente criar um bicho, que tipo, legal esse negócio aí que você fez, papai, do ser humano e tal. Mas e se a gente pegar só a coluna vertebral e só? Minimalismo e tal, isso aí tudo em volta não precisa. Se a gente pegar só a coluna vertebral e bota no bicho. Aí todo mundo falou, mano, que ideia idiota, os anjos em volta, né? Pô, que ideia estúpida. Caramba, essa ideia é horrorosa. Mas vamos ter que fazer, né? Porque é o filho do dono. E fizeram. E aí ele ainda botou, e algumas vão matar, yeah. Como é que ela vai se defender sem mão? Ah, foda-se. Ela é só osso agora e pele em volta. Aí ela vai lá e mete com o osso mesmo, ela mete um veneno no bicho. Caralho, isso não vai dar certo. E aí deu o maior certo, né? Tem tipo filmes sobre isso e tal. Jesus foi o que criou a cola. Eu acho que Jesus criou a cola. O dinossauro, eu fico muito na dúvida de quem foi, sabia? Eu já pensei bastante nisso, já. Se foi Jesus ou se foi Deus. Porque faz sentido ser Deus, né? A primeira forma de vida grande. Vamos lá, né? Vamos ver como é que a gente pode trabalhar aqui Réptil. Tem uma racionalidade no dinossauro, mas também tem uma loucura, uma pachorra no dinossauro, né? É uns bichos grandes com pena. E é umas galinhas gigantes. Parece Jesus. Né? Parece Jesus. O que eu tô fazendo? Vamos lá, galera. Começando aqui o programa, eu tava aqui trabalhando, né? Mas chega uma hora que a gente fica cansado. Eu tô ficando cansado. Honestamente, eu tô ficando muito cansado de tudo. Tô ficando meio cansado. E eu tô ficando mais cansado do que eu tava cansado. O que faz sentido, né? Se eu parar a pensar, porque você faz assim, ó. Ah, é. Como é que é? Peraí, tô procurando aqui um negócio. Porque faz sentido. Não, não, não, vai começar. Aí. Faz sentido, né? Porque eu falei ano passado, pô, vou trabalhar, vou ficar trabalhando, vou me esforçar e tal, não sei o quê. Aí eu fiquei nessa um tempo. Porque eu já não tava fazendo um porra nenhuma na minha vida dentro mesmo. Aí eu fiquei um tempo assim. Mas esse ano em específico eu tô sentindo que tá muito difícil. Eu acho que é porque eu tô cansado, mas as coisas estão me cansando mais. E os dias estão passando de um jeito estranho. Quando eu vejo já acabou, eu falo que, porra, essa foi isso? Caramba, tá bom então, né? Foi isso. E você fica, né? Fica olhando, e aí eu tô trabalhando, e aí eu já canso, e aí eu começo a pegar o meu celular, aí eu fico vendo coisas no celular. Aí eu falo, é isso? É pra isso que eu não tô trabalhando pra ficar vendo coisas no celular? O que você quer fazer na sua vida? Você prefere passar um dia inteiro no celular do que trabalhando? Não, vai trabalhar, vagabundo. Aí eu vou lá, aí eu falo, eu volto a trabalhar, porra, é melhor. Aí eu fico, porra, mas é isso que eu quero fazer no meu dia, trabalhar. Aí eu comecei a notar que eu não tenho, eu acho que eu tô vivendo uma coisa, pensei racionalmente, tá? Eu acho que eu tô vivendo uma coisa que deve ser, ou deve ter um nome semelhante à limitação do próprio eu. Que é uma coisa assim, porra, é igual os ratos, eles estão lá na gaiola, e eles acham que o mundo é aquela gaiola. Eu acho que eu estou precisando ver novas possibilidades do que se pode fazer na vida, tá ligado? Para. E aí, mas assim, não sei muito bem o que. Eu acho que eu tô precisando de novas possibilidades do que se pode pensar na vida. O que é mais complexo, porque eu só penso o que eu sei pensar, porra. É mó foda isso. Aí você vai tentar ler um livro e tal, você vai tentar procurar alguma coisa, mas eu só penso o que eu sei pensar. Então eu não tenho. Mas o que eu queria mesmo era pensar algo que eu não sei pensar. É foda, né? E aí fala, você pode se encher de cultura. Pode, mas aí eu vou, né? A vida é assim, eu tô pensando coisas hoje diferentes do que eu pensava 10 anos atrás. Eu não tenho mais medo de sapo, mas eu queria hoje acordar e falar: eu vou pensar um bagulho que eu nunca conseguiria pensar. Não dá. Não dá. É meio foda, né? Mas a internet. Então, a internet tem uma coisa boa que é isso, né? Você tá conversando o tempo todo com pessoas que não tem porra nenhuma a ver com você. Então, assim, eu semana passada tava lá, aí eu vi que o Gim Carrey foi homenageado. Falei, porra, Gim Carrey, velho, que saudade que eu tava do senhor. Eu gosto muito do Gim Carrey, não sei se vocês sabem. E o Gim Carrey, pra mim, ele é a personificação da coisa que eu mais gosto, que é. Eu meio que não gosto muito das paradas que ele faz. Não tem a ver comigo. Deixa eu dar um gole aqui no meu café. For exemplo, eu não gosto muito do, né? Eu lembro que quando eu era criança e eu vi o Ace Ventura pela primeira vez. Ia passar na TV, os meus amiguinhos falaram, pô, vamos ver e tal. Aí cada um viu na própria casa, depois, naquele dia de tarde, a gente ia se encontrar no aniversário pra conversar sobre o filme do Jim Carrey, né? E eu lembro que eu lembro que eu fiquei aterrorizado com aquele filme. Aquela cena dele saindo do robô do rinocerante pela parte traseira dele, pelado, caindo no chão. Eu lembro que aquilo cravou a minha mente como se fosse aquele negócio de tatuar boi que você pega um negócio de ferro, bota na lava, e aí depois você na pele do boi, assim, ele fica marcado pra cima. Aquela cena fez isso com o meu cérebro. Eu fiquei assim, ah, o que eu tô vendo, meu Deus, eu não gostei esse que é o lance. Eu não sabia se eu gostei ou não. Porque eu fiquei, nossa, que bizarro, né? Eu era criança, eu fiquei com aquele. E eu cheguei lá no aniversário, os meus amiguinhos todos estavam falando bem do filme. Fiava, pô, é mó da hora, né? E eu fiquei sem saber o que dizer. Gene Carre foi um dos primeiros que me causou confusão com o entretenimento. E eu fiquei, nossa, que doideira, né? Eu fui ver uns outros filmes, eu falei, porra, mano, eu só tô confuso, eu não sei direito. E aí eu fiquei vendo, eu fiquei tão confuso, quando eu vi, eu já tava vendo os filmes do Gim Carre quatro, cinco vezes já. De tanto que eu ficava, mano, que porra é essa que tá acontecendo, né? Eu falei, ah, tá, esse cara sabe um pouco o que tá fazendo, né? Aí depois eu fui ver. Sim, senhor. Foi sim, foi. Não, foi Todo Poderoso. Aí o Todo Poderoso eu falei: Ah, tá, aqui eu já entendo, já consigo me conectar melhor. Falei, pô, Todo Poderoso é muito foda, adorei esse filme quando era criança. Aí depois veio Sim, senhor, que era que era o Jim Carrey, que era um comediante que eu já gostava, eu gostava dos comediantes, fazendo papel, fazendo casal com Zoe de Chanel, que era a minha maior crush da vida. Aí eu falei, caralho, mano, parece que esse maluco tá fazendo os filmes pra mim, mano. Pra eu entender o bagulho. Porra, agora ele tá. Ele tá com a Zoe de Chanel? Como é que você sabe que eu queria estar com a Zoe de Chanel, Jim Carrie? Aí eu já fiquei, né, naquela paranoia, né? Que depois veio a ser um laudo. Aí. Aí depois veio aquele que era. Aí não, aí depois disso eu fui ver o show de Truman. Aí fudeu o cabeção, né? Porque aí eu fiquei, puta que pariu o show de Truman, mano. Caralho, que filme lindo, poético, engraçado, é meio cômico, também, é meio dramático. E fala num assunto que eu acho que é super importante, né, velho? Se une um pouco a tudo que a gente tá falando aqui, e eu fiquei, puta que pariu. E aí foi no show de trum que depois eu descobri que vários críticos começaram a dar moral pro Jim Carrey, né? Que antes falavam, você é um bosta, né? E depois falaram, ah, tá, a gente entende agora o que você tá fazendo, desculpa aí. E aí, que foi mais ou menos o meu processo, né? Mas ao invés de eu falar, você é um bosta, eu falei, eu sou um bosta, porque eu não te entendo, Jim Carrey. Aí eu fui ver o show de truma, e o show de truma foi extremamente responsável por uma das maiores crises de paranoia da minha vida. Porque o que acontece? A minha vida lá em Júnior de Fora, eu meio que decidi vir aqui pra São Paulo. Assim, eu sempre quis ir pra São Paulo, né? But I decidi vir pra São Paulo numa coisa que foi. Quando eu falei eu vou, meio que um mês eu tava aqui, sabe? Eu pedi demissão do meu trabalho, achei um trabalho aqui e falei, foda-se, tá bom. Mas assim, eu já queria morar em São Paulo desde que eu tenho 12 anos de idade. Então, isso, na verdade, foi longa pra caralho, né? Os caras deveriam ter visto. E aí eu vim aqui pra São Paulo do nada, né? In um mês eu já tava aqui. E aí, quando eu cheguei aqui, veio junto a pandemia. E um mês depois já veio pandemia. Então eu não pude andar pra cidade. Eu lembro que nesse momento eu pensei, caralho, aquele filme. Porque esse filme do show de turma é complexo, né? Porque entra alguém lá dentro pra dar uma mensagem pro Jim Carrey de que aquilo não é real. E entra, né, por forma de entretenimento daquele mundo. O que faz a gente achar que talvez, or I achar, que talvez alguém fez o filme do Gene Carrey pra chegar em mim, pra me falar que aquilo ali é uma alegoria da minha realidade. Essa que é uma das magias do negócio. So quando eu cheguei em São Paulo e veio a pandemia depois, o que foi a segunda coisa que eu pensei? É isso, não deu tempo dos caras construírem a cidade. E aí eles estão inventando uma pandemia pra que eu tenha que ficar trancado dentro de casa e dê pra eles construírem a cidade. E me botaram numa república pra dar pra ter o entretenimento aqui pra outro, pra galera que tá assistindo, porque senão vai ficar só eu dentro de uma casa. Não, então eu tô numa república. Então agora eles estão construindo a cidade e inventaram essa pandemia. Infelizmente, pouco tempo depois, a desgraça chegou a ser muito grande, né? Eu falei, não, não é possível que isso seja sobre me. Isso é uma coisa muito, muito importante de você fazer na sua vida. Falar em algum momento, não é possível que isso seja sobre me. Isso foi muito difícil pra fazer ao longo da minha vida. Falar não é sobre me. Porra, eu a maior parte da minha vida eu fiquei achando que era tudo sobre mim. E isso se reflete a muita coisa, né? Você vai ver a galera do audiovisual. Já eu vou falar de mim de novo, não vou. Não vou. Não vou. Deixa eu acender aqui. Mas tiveram, eu acho que duas coisas que eu mais fiz ao longo da minha vida, eu tô com 28 anos. Se eu posso dizer, a maior parte da vida você fez o quê? Eu acho que foi achar que as coisas eram sobre mim. E eu tô falando isso por quê? Porque hoje eu não acho mais. Então não me venha a jogar isso contra mim, não, entendeu? Você só acha que é sobre você? Não, não acho, não acho mais. Na verdade, muito pelo contrário hoje em dia. O que deve ser ruim também, né? E a outra foi mentir sobre o que eu gosto, né? Não mentir sobre o que eu gosto. Mas ver o que as pessoas estão gostando e falar, ah, eu também gosto. Ou ver alguém falando algo e falar a mesma coisa, né? Mas isso depois eu descobri que é natural da formação do ser humano. Ali na primeira infância, na primeira adolescência também, você, na verdade, meio que copia o que tá ao seu redor, que você acha que sou o mais agradável. Só que aí você começa a pegar esse estandarte que você diz que é a sua opinião, e navegar no mundo com ele como uma tocha, né? E aí vem alguém e fala, essa sua tocha é uma merda. Você fala, não é nada. A pessoa fala, por que não é? Aí você não consegue responder. Então o mundo vai te lapidando. Você fala, putz, bobear, essa não é minha opinião. Aí você começa a ter que procurar a sua própria opinião. É uma. É, né? A vida é coisa. Mas eu acho que eu descobri, ou comecei a descobrir muito tarde. O que é que eu achava, o que eu não achava. Eu tamo aqui há 20 minutos falando. Eu ia começar esse programa de hoje. Vamos voltar. Vamos voltar a ser quem você é. Vamos lá, vamos voltar à realidade. Porque eu entrei no estádio parafuso aqui, né? Falando um monte de coisa. Eu ia começar o programa de hoje falando sobre. No último episódio que eu lancei, que foi há duas semanas atrás, eu tentei gravar um semana passado, mas muita correria, a vida é uma loucura. E aí eu falei no começo do programa, né? Porque eu sei que muita gente vai embora, pras pessoas comentarem. Eu falei, comentem. E aí eu falei, comentem aí porque eu quero saber o que vocês estão fazendo aqui, né? E deixei claro que eu não queria, que eu tava pedindo isso pra não ficar falando pras paredes, né? E aí, pra não deixar vocês que comentaram também falando pras paredes, eu vou responder os comentários que vocês fizeram, porque isso aqui é sobre troca. Então, vamos trocar. Eu vou ler do mais recente pro mais novo, né? Pro não. Me deu o contrário. Não o contrário, um deles é o contrário. Há 16 horas atrás, ó, comentário aqui, o Pedrinho, ele falou: Curiosamente, eu te conheço da época do Codalonte e esbarrei com o seu canal. Eu acredito que seria esse canal mesmo. É, então, pra quem é novinho, né? Codalonte era o meu nome no Club Penguin. E eu ficava lá fazendo um monte de coisa, eu fazia vídeo no Club Penguin, né? Eu fazia desenho, eu ficava nas comunidades no cult, tentando ser uma pessoa, um pinguim ativo no Club Penguin, né? Saudades desse jogo, aliás, mano, ela fica falando de Roblox, mano. O Club Penguin bota Roblox pra mamar, velho. E tipo, em tudo, sabe? Por exemplo, uma coisa que eu gostava muito do Club Penguin era a direção de arte daquele jogo. Nossa, mano, era tudo meio handmade, assim, né? E as cores eram maneiras, era tudo muito. Nossa, mano, a direção de arte daquilo era muito bom. Tudo tinha um sentido de ser. A criação de ambiência era foda. Depois procurei uns desenhos de como que era o campeonato. Depois, obviamente, eles começaram a fazer com o computador, né? Mas no começo era handmade. E as trilhas, né, mano? Tinha uma criação de. Como é que chama? De identidade ali, naquele jogo. Que era muito bom, né, velho? A direção de arte daquele jogo era realmente muito boa. Mas esse não é o mesmo canal, não. Eu tinha um canal chamado Codalonte. Alguns vídeos ficaram lá, outros eu tirei porque deu pro run de direito autoral, porque eu acho de uma época que a gente podia usar Beyoncemos nos vídeos, depois não podia mais, então caiu tudo. Mas da hora, que doideira, né? Que doideira. Você tá aqui há tanto tempo. Quer dizer, você não tá aqui, né? Você vem, às vezes vai embora. Olha lá. Eu esbarrei seu canal algumas vezes ao longo dos anos. Esses dias acabou aparecendo um vídeo seu no Insta e achei meio genial a maneira como você continuou nos vídeos. E aqui estamos nós. Obrigado pelo elogio, mas pretendo não acreditar nele, tá? Minha vida melhorou demais, velho. Demais quando eu parei de ter. Quando eu tirei da minha cabeça que eu era genial. O que foi um problema ao longo da minha vida, né? Porque quando eu comecei a fazer, em algum momento, eu não sei como que isso aconteceu. Eu era muito criança, então não foi culpa minha exactamente. Quer dizer, é culpa minha, né? But eu quero dizer é que, porra, I quase nenhuma defesa pra me defender do mundo, né? In algum momento ali, quando eu tinha uns 10, 11 years, 12, I ouvia esse termo, genial, and you botei na minha cabeça que eu tinha que ser genial, né? Or that I'm gênio, compreendido. Nossa, velho, isso foi aterrorizante. I olhando pra trás, assim, I felt, gente, I perdi muito tempo nessa horror. Andial. I lembro que tinha uma coisa dessa quando I was novo. I will serious, eu preciso ser genial. E eu, a partir do momento que eu defini que eu ia ser genial, muita gente parou de ver as coisas. And I fale, ah, porque vocês não entendem que eu sou genial. Mano, você não é genial, você não consegue conversar, você não consegue se comunicar. Você não está conseguindo passar a ideia. E aí teve uma hora que eu falei isso com alguém. Aí a pessoa falou, mas você não é genial, não tinha genial. Beethoven é genial. E a pessoa meio que gostava das coisas que eu falei, ela falou, mas você não é genial. Eu falei, nossa, mané, esse bobial não. And foi muito doido isso, porque como eu fico, como eu não troco muitas ideas, como eu fico muito na minha cabeça com essa coisa de eu sou genial, eu tenho que ser genial, nunca tinha trocado isso com ninguém. Andou uma hora que eu falei, ah ne véi? O que eu tô falando, mano? Eu sou só um moleque fazendo aqui uns negócios. Que genial, mano. Você faz uns videos pela internet, mano. Você tá maluco? Andou um peso. Você começa a se permitir errar. Você fica mais presente, né? Você fala, porra, eu tô aqui, eu sou só eu, soy um cara, né? Você fica mais presente, você fala, porra, né? Ah, I can't say isso aqui agora. Aí você começa a brincar mais. Você brinca. Mais, né? É óbvio, levando com seriedade a coisa, porque é a coisa que eu mais amo na minha vida. Mas é. Aí você falou, eu achei meio genial a maneira como eu continuei nos vídeos. Eu não sei exatamente o que isso quer dizer. Talvez seja. Talvez seja, tipo, você continuou mesmo assim? É, eu continuei mesmo assim. Mas não é muito uma escolha. Quer dizer, é total a escolha, né? Eu podia não fazer. É que eu gosto de fazer, eu acabei continuando fazendo, né? Mas você me achou no Insta, né, de novo. Pô, que da hora, né? Tem uma galerinha chegando no Instagram, né? O Instagram, por exemplo, porra, é que exercício de humildade, né? No Instagram. Você faz um vídeo lá, aí flopa, aí depois você faz outro, todo mundo chega falando que da hora. Você fala, o que tá acontecendo? Aí você acha que entendeu como é que faz, aí não entendeu nada. Porque eu fico meio que hoje em dia meio nessa, sabe? Igual um cientista, assim, eu não fico mais bravo, assim, se não tão mexante genial. Eu fico olhando e falo, ah, mano, o que será que aconteceu aqui? Porque as pessoas não compraram muito essa. Aí você fica experimentando, assim, é uma experimentação, né? Eu nunca fico bravo mais com os outros. Nem comigo. Mas a diversão é você tentar ali, né? Juntar um elemento com o outro, tentar entender. Ele falou: e aí que estamos? Pô, legal, velho. Obrigado. Obrigado. Legal que você tá aí, maneiro. Entendi, entendi qual é a pera. O Lucas Cauê Barros, 2402, falou: Eu te. Ah, esse aqui é tenebroso, hein? Ele falou: eu te enxergo como um agente reativo. Agente reativo, né? Mas tudo bem, é tipo um. Não é uma pessoa reativa, um agente reativo no mundo. Que coloca ali, né, na sincronicidade das coisas, como um ser importante, até, né? Tem que ter os agentes não reativos, os agentes reativos pra química funcionar. Aí ele falou, aí continua: funciona melhor com os. Caralho, funciona melhor com outros que contrapõem os pontos e levam o papo pra frente. Eu entendo de onde você tá falando isso, sabia? E essa frase que você já me falou especificamente era uma frase que eu achava que eu já tinha esperado já. No sentido de teve um momento ali em que eu olhei pro que eu fazia e falei, cara, precisa de alguém aqui pra falar que eu tô falando merda. Porque eu acho que não fica claro. Porque o lance da comédia, às vezes, ele é meio isso, né, gente? A aulinha aqui é telecurso, né? Eu nem falo que eu sou comediante, aliás, hoje em dia, eu parei com essa porra há um tempo já. Não me considero um comediante, aliás, pra quem aí tá as perguntas. Mas quando eu tava fazendo comédia, né? Então, então. A comédia, ela funciona melhor, porque eu curto essa coisa do. Às vezes, né? Eu curto essa coisa do que fala um negócio que é meio maluco, né? Só que a comédia, pra ela funcionar melhor nisso, ela precisa ter um contraponto mesmo. Ela precisa ter um contraponto. Se eu sou maluco, ela funciona melhor se você tem a racionalidade ao lado pra trocar com a maluquice, né? Ela funciona, ela se comunica melhor a ideia desse jeito, né? E aí eu falei, uma hora, eu falei, cara, é, né? Precisa. Até porque. E aí a pessoa fala, eu posso falar outra maluquice, fica um ping-pong, né? E aí uma hora eu falei, pô, eu preciso, né? Eu preciso trabalhar com outras pessoas. E aí é foda, porque eu tenho maior vergonha de trabalhar com as pessoas, né? Mas eu fui trabalhar com outras pessoas, então eu entendo de onde tá vindo isso, porque essa é uma crítica, aliás, já veio em tom de crítica, e é uma crítica, não é o que você está fazendo. Mas funciona melhor. O que eu tava falando? Eu já ouvi essa crítica em outros momentos da minha vida. Eu já ouvi isso já. Que eu sou um ser humano reativo. O problema disso tudo é que isso é muito dito como uma ofensa a maioria das vezes, né? Vamos combinar. Nunca é bom quando você ouve ou tu é mó reativo, hein? Porque isso traz a ideia de que a pessoa não tem a capacidade de entrar pra dentro dela, refletir sobre o que tá acontecendo, e não só ser reativo, né? But ser um agente que reflete. Não ser um agente reativo, mas ser um agente reflexivo. O agente reativo não é um agente reflexivo. E, porra, é mó chato ouvir que você não é reflexivo, né? Você fala, porra, será que não? Então, assim, ao longo dos últimos anos da minha vida, o que eu vim fazendo foi trabalhar dentro de mim, porque eu notei que isso era uma realidade. Eu olhei e falei, putz, eu sou reativo mesmo. No começo eu fui reativo. No começo eu fui reativo. Alguém me falou, eu falei, putz, não, vai tomando o teu curso, eu sou reativo, porra nenhuma. Fui reativo. But depois vai passando, eu falei, eu acho que eu sou uma pessoa reativa mesmo. Então, nos últimos anos, o que eu fiz foi tentar trabalhar em mim pra eu parar de ser reativo, ouvir as coisas e não deixar com que as coisas me afetassem, né? Nas minhas neuroses e tal. Ouvir as coisas e eu falho muitas vezes. Muitas vezes eu ainda sou reativo. Você tem que ter consciência também dessas coisas. Mas assim, o que eu notei é que eu comecei a tentar ouvir as coisas que me incomodavam, ou até o contrário, e não ser mais reativo. Ficar ali e falar: tá, vamos ouvir, vamos tentar entender, e se eu não puder responder, não vou responder. Se eu achar que eu devo ir embora, eu vou embora. Se eu achar que eu devo ficar aqui e continuar ouvindo, vou continuar ouvindo. Vou me expor a situações que me fazem mal, e não porque elas são ruins, mas porque eu não sei lidar com elas. Vou ir pro mundo, vou ver o que acontece. E aí eu comecei a ficar nisso. E aí hoje em dia eu nem acho mais que eu sou uma pessoa. Quer dizer, eu acho que eu ainda tenho muito a melhorar, mas eu acho que eu sou menos reativo. No sentido de eu acho que hoje em dia, muitas vezes eu use coisas que eu acho ruins, or que eu fico lele da cuca, and I só então tento continuar ali, né? Or falar meu opinional de uma forma reflexiva. Agora, uma coisa que você falou é interessante, porque até nesses vídeos aí do Instagram que eu tô fazendo, uma das coisas que eu mais percebo é que, e aí eu acho que faz até sentido o que você tá falando, é que, na verdade, eu sou muito ruim de entender o que as pessoas querem ouvir. No sentido, assim, de como. que é uma coisa extremamente necessária para trabalhar na internet. Eu acho que eu sou péssimo nisso, no sentido de sacar o zeitgeist e entender o que é que tá rolando, sabe? Quais os assuntos que são interessantes? E com interessante eu quero dizer, ah, isso aqui pra mim é super interessante. So eu falando de mim o tempo inteiro, eu adoro eu, então é interessante pra mim. Mas entender, numa visão de fora, o que interessa as pessoas. Eu sou muito ruim nisso, assim, em várias coisas, eu sou péssimo. Eu vou escrever alguma coisa, eu nunca. Eu não consigo entender o que as pessoas, né? Quais são. Cara, o que interessa as pessoas. Essa é a minha maior dificuldade em tudo aqui. Eu vou escrever algo, eu não tô fazendo algo porque eu acho que aquilo é interessante. Eu não entendo onde tá a atenção do mundo, né? Naquele moment. Por isso que eu não consigo fazer pauta quente, porque eu nunca sei direito, não consigo. É uma coisa, assim. Isso é muito complexo, né? Quando você tá querendo se comunicar com as pessoas, porque eu notei isso já, né? Ah, falar a opinião sobre o interesse das pessoas. Mas eu não sei. É uma coisa muito difícil pra mim. E aí eu acho que faz mais sentido ainda, porque quando eu tô com um agente reativo, quando uma pessoa tá falando, porque assim, eu sou muito pior do que o resto das pessoas. Quando as pessoas estão gravando comigo, elas trazem o interesse e eu consigo dar a visão do que eu acho sobre aquela coisa, né? Mas a primeira coisa, a primeira fagulha, eu tenho a sensação que ela, pra mim, nunca é de onde as pessoas estão vendo interesse, tá ligado? Eu tenho essa sensação, que é uma parte que eu sou péssimo. Ah, não, eu entro numa egotrip muito grande aqui. Vamos lá. Mas obrigado pelo seu comentário. Aí ele falou, tenta gravar com alguém só pra testar aí, vai que, né? Eu já fiz isso várias vezes aí ao longo da minha vida, né? Não tá exatamente aqui no meu canal. Tem alguns que estão, tem outros que não, né? Eu fiz o podcast com o Ronald Neurose, tava fazendo com outras pessoas, porque eu notei isso também. Eu já fiz isso já. Mas eu, assim. No momento eu tô querendo voltar a fazer coisa com gente, sabia? Porque eu tô me sentindo muito solitário fazendo isso aqui. Mas obrigado aí pelo seu comentário, espero que eu não tenha sido reativo. Acho que não fui, né? Acho que é um avanço. Eu ouvi. Eu ficaria péssimo com isso aqui no passado. Mas eu tô chegando perto dos 30, eu não posso mais ser um agente reativo. Esse que é o ponto. Também não quero ficar fazendo algo, né? Que, como é que se diz? Que aflore um comportamento em mim que é extremamente nocivo na vida. É muito ruim. Pessoas reativas, mano. Como é que se diz? Se dão muito mal na vida. Porque elas não conseguem se portar consigo mesmas do jeito que elas são. Elas sempre estão deixando o outro levar elas pra lugares. Sacou? É bem foda. Ari Ari Ari333 falou aqui, ó. Robert, eu passo exatamente por essa sensação de descargar constantemente e oscilar entre momentos mais e menos funcionais. Estamos juntos. Acho que é bem o que você falou. Esperar passar. Sim, por exemplo, na minha vida já passou, foram duas semanas atrás. Meio que passou, meio que passou. Porque eu olhei, eu tô um pouco melhor hoje. Tá passando. Semana que vem vai estar melhor, depois vai estar melhor, depois vai estar melhor ainda. A gente tem que viver assim, né? Como você tá hoje? Ah, eu tô melhor que ontem, pior que amanhã. É isso, passa, né? Tem que esperar. E aí você reflete algumas coisas, nesse momento você tá descarrhado, depois você tem o lado bom da vida. É meio isso, né? Eu penso que às vezes. Peraí, eu penso que às vezes é uma questão de saber que a gente passa por esses momentos e leva um tempo pra compreender por que isso acontece e como lidar com isso nas próximas vezes. Mas com o tempo as coisas vão se encaixando. Sim, é, você vai se entendendo melhor, né? Você vai, tipo, como é que se diz? Você vai entendendo melhor os seus processos, entendendo melhor quem você é nos seus processos, né? Você vai falando, ah, não, isso aqui eu já sei mais ou menos o que tá rolando. Não precisa se desesperar. Calma. E também vai se afastando de coisas que fazem você se desesperar, né? Tipo, de coisas de comportamento seu, né? É, as coisas vão se ajeitando, né? Isso é uma coisa que eu tô pensando. Eu tinha maior medo, for example, I tinha maior medo de chegar nos 40 anos andar realizado comigo mesmo, né? Profissionalmente, pessoal, socialmente, andar, né? And I don't socially, professionally, personally, no longer in this city when I had 10 years, not ruined. A situação interna and externe. And so I felt 40 anos I tiver, not tiver doing that. Estar com 40, I think I'm not tão ruim, because it's a coisa que as pessoas não contam, né? Principalmente em questões de assuntos como depressão. Essas coisas assim, né? Óbvio que sempre estar sozinho é um problema, né? Estar deprimido, ficar sozinho, e aí eu tô falando de qualquer jeito, tá? Seja com um amigo ou seja sem acompanhamento profissional. Estar sozinho é ruim, né? Quando você está deprimido. É melhor que você. Tente não ficar sozinho, né? Mas uma coisa que não conta é essa, né? Parece que o tempo todo vai ficar pior, né? Ah, porque a minha vida só piora com o tempo, não sei o quê. Mas você melhora com o tempo, mesmo com a vida piorando. Porque se eu for ver, a vida tá piorando, né? Porra, tá tendo guerra, agora voltou essa porra de guerra, o Trump lá é Ocidente, Oriente, voltou a história, né? Tinham matado a história, o Fukuyama matou, agora estão ressuscitando a história, essa porra dessa história também. Caralho, mano, resolve-se, morre ou fica. Aí agora tá tendo isso, aí agora tem porra de aluguel, agora tem porra de boletos, e agora tem porra de trabalho, e ao mesmo tempo tem por e você tem que cuidar a porra do dinheiro, e casa, e zona, e ao mesmo tempo as pessoas estão mais velhas em volta de você, junto com você também, tá todo mundo com mais trauma, tá todo mundo. E você liga o jornal, mano, meu Deus do céu, cara, é cada coisa tenebrosa, você fica, nossa, velho, o que tá rolando? Nossa, mano, a vida tá pior do que era quando eu era criança. Óbvio que tá pior. Porque quando eu era criança, eu era uma criança. Então eu lidava com a vida de criança. Mas eu tô melhor do que quando eu era criança, ao lidar com a vida, né? Então, assim, as coisas vão melhorando. Se você precisa de qualquer esperança, você quer aguentar como se fosse igual um estado tenebroso de se viver assim no sentido protela, protela o momento. Tipo, beleza, agora mais um dia, mais um dia, mais um dia, mais um dia, mais um dia, mais um dia, mais um dia, mais um dia. E aí uma hora fica melhor. Vai ficando melhor, vai ficando melhor. Eu acho, eu acho que as coisas vão ficando melhores. Eu vejo um monte de gente com a Marvel e fala, mano, fica suave, as coisas vão melhorar. E não é porque o mundo melhora. Não é porque você faz alguma coisa melhor na sua vida, é porque você se encontra melhor, né? Deixa eu ver aqui o que tá falando. Não acho que é uma questão de ser fraco ou mais sensível que as outras pessoas. Só de compreender que é a forma que você é. Sim, é. Eu sou uma those who nunca comenta porque eu nunca comento em nada mesmo. É, não, eu tô ligado. Eu também. Eu também nunca comento em nada. Então eu imagino que as pessoas que estão aqui também não comentam. Estão aqui porque ouvem isso aqui por um motivo que sei lá qual, e aí ficam aqui ouvindo. Também nunca comento. E as vezes eu comento tipo uma palavra. Tipo, da hora. Sabe alguma coisa assim? Mas eu nunca comento, nunca faço comentário porque não sei. Quando eu tô assistindo alguma coisa, eu prefiro ver de forma passiva, sabe? Eu quero ver aquilo ali, entrar em contato com aquilo ali, ver o que acontece. Ela continua aqui, mas sempre escuto quando aparece pra mim porque gosto de ouvir e fico curiosa pra saber onde vai chegar. Ah, é, né? Aqui o descontrole é certeiro, nunca sei também onde vai chegar. Não tenho ideia. Mas é isso, né? Tamo aí e tal. Bom, já que. Graças a Deus aqui tive comentários hoje, né, pra responder, porque. Porque eu sou uma pessoa reativa, né? Então eu preciso que alguém me apresente alguma coisa pra eu poder conseguir falar. Mas aqui não é muito esse o lugar. Tipo, tem umas coisas que eu paro e vou fazer. Aí eu vou lá, escrevo, né? No Instagram, no Substack, né? Tô gostando muito de escrever lá pro Substack. Escreveu umas crônicas pra lá. O Substack é Robert Kiefer, quem quiser. Eu tô tendo feedback, likes de pessoas que eu respeito bastante. Então, assim, tem algo bom acontecendo. E no Instagram também. Mas no Substack eu acho mais interessante porque sempre tive um problema com escrita, né? Nunca. Porque eu não sou roteirista, né? Já tentei fazer roteiro, já, não gosto, não gosto. Pra mim é muito difícil, é o que eu tava falando. Então, é outra coisa, né? Pra mim é muito difícil escrever sobre alguma coisa que alguém mandou eu escrever. Muito difícil, nunca deu certo. Tem vários comediantes que chegam pra mim e falam, ou escreve pra mim uns bagulhos. Eu falo, é, eu já tentei isso já, não tem muito como. Eu só consigo escrever sobre o que eu quero. So I don't consigo escrever pros outros, né? I consigo dar um formato pros outros. Se você quiser que eu, sei lá, edite alguma coisa sua, or dirijo alguma coisa sua, talvez I consigo dar uma formato, ambiente and direction this point. But desenvolver a idea for me is muito difficult when it's a minha idea. I converso com roteiristas, and they sempre me falling, porra, but it's telling the coisa to escrever this, elaborate, I don't consigo. Botar no papel em palavras, eu sou ruim com palavras, botar em papel em palavras coisas, eu acho sempre muito complicado. But eu tô fazendo isso no Substack, eu tô escrevendo crônicas lá, eu ando lendo muita crônica também, né? Eu tô lendo que é um livro da Clarice de Spectrum, que se chama Descoberta do Mundo. Não é uma coletânea de crônicas, né? Porque não são várias crônicas desconexas, né? Quando ela escrevia pro Jornal do Brasil, ela escrevia crônicas. E às vezes são crônicas gigantes, às vezes são crônicas curtas, né? E aí tá em ordem cronológica, né? Esse livro é muito foda, porque a Clarice de Spectrum, além de ser uma pessoa. E as pessoas que falam, porra, a Clarice Spectrum, velho, o foda dela é porque, nossa, ela sente muito profundo, né? Nossa, aquela mulher sentia muito profundo. E assim, eu nem sei se ela sente muito profundo, não, viu? Eu olhei, eu leio, pelo menos nas crônicas dela, né? Eu nunca cheguei, eu já li contos dela, mas eu nunca li novela dela. Mas eu vou ler, depois desse aqui, quando eu terminar, eu vou ler a novela dela pra ver o que é que você precisa falar. Mas, assim, pelo que eu já li da Clarice, não sei se ela sente muito profundo, não. Eu acho que ela sabe escrever. Ela sabe escrever as coisas ali de um jeito que fica interessante a coisa, né? Mas pelo que eu li ali, parece que ela sente meio igual muita gente. Ou talvez igual todo mundo, na verdade, né? Eu acho que ela escreve igual todo mundo. Ela não escreve igual todo mundo. Acho que esse que é o negócio. Como ela faz o formato, isso é diferente, né? A forma é diferente, né? Sempre é sobre isso, né? No final das contas. Só que, além de tudo, Clarice Spector é engraçada pra caralho. Eu não sei como não fala isso. Eu não sei se é porque as crônicas não são as coisas que as pessoas mais follow, Clarice L Spector, mas eu te garanto, Clarice Spector sabe ser engraçada muito. Ela esconde piadas, sabe? Que é uma those mais difíceis to say in comédia. Você escondeu uma piada, você tá falando, falando, falando, and do nada rola uma piada, sabe? Você não tava esperando. Ela é boa nisso. Ela escreve com ela faz piada muito bem. Ela é irônica, de um jeito que, assim, ela é irônica, muito foda. É muito foda. Ela escreve muito bem. Essas crônicas eu tô pirando muito. A ironia dela é muito interessante. O humor autodepreciativo dela é muito interessante. Ela tem um humor autodepreciativo muito foda. Que assim de exagerar um drama simples, sabe? Será que isso não é humor? Será que ela realmente fazia isso? Por isso que ninguém fala, tipo, não, cara, ela só é muito dramática mesmo. Mas não é, não é. Porque dá pra você identificar quando ela tá sendo dramática e quando ela tá exagerando o próprio drama dela, num sentido de eu sei que isso aqui não é porra nenhuma, mas eu vou exagerar o meu drama pra passar a ideia de que eu estou sendo muito dramática, sabe? Ela é muito boa nessa parada. Eu recomendo aí chamar a descoberta do mundo, né? Tô olhando no meu Kindle. E foi um processo, porque eu sempre tive dificuldade com leituras grandes, né? Desde criança, assim. E, gente, é super possível, tá? Se você foi uma pessoa minimamente alfabetizada, e eu tô falando minimamente, minimamente alfabetizada, e você fala, putz, eu não consigo ler. Te juro que é super possível. Eu achava também que eu nunca ia conseguir. Falava, não, teve uma época que eu desisti até. Eu jurava que eu não ia conseguir. But, é super possível. Começa igual, é igual academia. Não é igual academia, porque nem academia eu consigo. De tão merda que eu sou. Mas ler livro é super possível. É só ler. É literalmente só. E aí você lê, aí você não entende nada, aí tu lê de novo. Aí se você lê de novo, você não entendeu nada, você vai tomar um café, volta, lê de novo. Aí tu lê de novo. Até que uma hora você começa a entender, começa a começar a entender. Aí você vai, tá com pressa por quê? Tu tá com pressa por quê? Tu quer finalizar a sua vida? Sério mesmo o que é isso que você quer? Finalizar a sua vida falando, puta, eu não li quase nada, né? Ah, vai tomar no cu. Tu tem. Tempo, mano. Olha bem isso. Você fica lá lendo e fala, caramba, né, velho? Eu tô aqui na mesma página, já tem três dias. E eu tô entendendo, sei lá, 15% da página. Ou seja, é mais do que quando você não tava lendo, que você nem sabia que podia entender 15%. Você tava lendo, quando você não tava lendo, você tava entendendo 0%. E aí agora, e aí depois, né? Daqui a três dias você vai estar na mesma página, você vai estar entendendo 50%. O que é melhor do que não entender porra nenhuma, porque você não tá lendo nada. E aí, quanto mais você entende porcentagens, né? Que se une ali a coisa de você viver, mesmo com a merda, você comece a ficar melhor. Você fica lendo ali, você vai entendendo cada vez mais. E quando você vê, você tá entendendo mais. E aí uma hora você tem. Isso é uma coisa, você para de ter medo de ler. Porque isso é uma coisa, né? Você abre uma porra de uma página e livro é fora. Eu não gosto de ler livro físico, não. Não gosto. A minha impressão é que os livros físicos não querem que eu leia eles, eu acho tenebroso. Fico pensando, cara, por que livro é em brochura? Por que eles não fazem espiral essa merda? Você vai ler um livro normal, você tem que estar segurando, porque o livro não quer que você abra ele. Você larga um livro aberto, ele vai fechar. Por quê? Porque ele é brochura. E aí você fica, e aí você fala, porra, ele nem quer que eu fique aqui. Ele nem me facilita. Eu tenho que ficar forçando e tal. E aí você abre direto ali, e aí eu. Nossa, aquele volume, né? Você fala, caralho, mano, é muita coisa, eu nunca vou conseguir resolver. Parece que ele tá. Parece que ele tá me falando que não é pra eu estar ali. E eu fico pensando, por que eles não fazem espiral essa porra? E aí o Kindle já é diferente. Porque o Kindle, ele não fala a hora nenhuma quanto tempo, quanto falta, ele é uma finura de um celular. Esse que é o lance do rio, né? Do scrolling, você tá scrolando lá e tal. Se você tivesse volume no seu celular, da quantidade de rio que ainda tem pra você rodar, você nunca começaria a ver um rio. Você fala, caralho, falta um montão, mano. Imagina que seu celular fosse da grossura da quantidade de rio que cabe nele. Você nunca ia ver. Você ia falar, nossa, uau! Tá doido que eu vou passar aqui. E aí o Kindle passa um pouco a mesma impressão, porque ele não tem grossura. E você vai passando uma página e fala, ah, é só essa página aqui, beleza. Aí você vai pra próxima e fala, ah, é só mesmo essa página, beleza. Quando você vê, você já leu 100 páginas, fala, porra, eu li 100 páginas. E ele não fica tentando fechar, porque ele não é fechado, ele tá lá aberto o tempo todo. É uma coisa plana com as letras lá. Pô, que demais, velho. O Kindle salvou minha vida. E eu ainda quero, no final desse ano aqui, falar dos livros que eu li. Não vão ser muitos, tá? Eu quero falar dos livros que eu li no ano. Não vão ser muitos. Não vão mesmo, mas é uma coisa de já começar. Se eu ler dois livros por ano, eu tô melhor do que eu tava ano retrasado, que eu não li nenhum livro por ano. Ano passado eu li o quê? Três? Mas eu peguei. É, ou dois. Não, foi dois. É. Foi dois também. Aí, eu vou ler dois livros por ano. É isso. Eu recomendo muito quem aí tá querendo começar a ler, porque não consegue ler, compra um Kindle. Eu não sei quanto tá um Kindle hoje. Quanto que tá? Ah, mano, parcela de 11 vezes essa porra aí. Deixa eu ver o valor de um Kindle. Ó, eu comprei um antigo. Ah, gente, 500 reais um Kindle merda, ó. Olha lá. 200 reais um Kindle merda. Ah, pelo amor de Deus, gente. Tá fácil. Ah, mas eu vou ter que comprar livro. Esse que é o lado bom do Kindle também. Não vai ter que comprar nada, porque a pirataria está aí pra deixar a cultura acessível. Cultura, ah, mas e o direito autoral? Direito autoral, a puta que pariu. Eu não tenho, eu não vejo, eu não vejo, eu não gosto desse papo de direito autoral, tá? É conhecimento do mundo. Eu acho que esse é um dos meus pontos mais comunistas. Não existe propriedade intelectual nesse mundo. Vai se fuder, tá ligado? Ah, mas e se alguém roubar uma coisa sua, Robert? Ah, se alguém roubar, já roubaram 73 vezes, já, eu não tô nem aí. Vai lá, faz aí, quero ver. Nossa, mano, pra onde eu fui, né? Deixa eu dar uma acalmada aqui. Só tem só uma ideia de minute, né? Mas eu tô gostando muito, assim, eu acho. Clarice Spectrum realmente. Eu falei Clarice Falcão? Não, né? Clarice Spectrum. Clarice Spectrum, Clarice Falcão é. Não, depois a gente fala de Clarice Falcão. Ou, eu tô mal triste que pararam de tocar Clarice Falcão no Pão de Açúcar, velho. Porque quando eu ia pro Pão de Açúcar, eu achava uma experiência assim, exuberantemente estranha. Porque o Pão de Açúcar, pra quem não sabe, que já é péssimo também. Porque quando alguém me falava, vai, eu vou no Pão de Açúcar, eu falo, por que você. Você tá em São Paulo, como é que você vai no Pão de Açúcar? Aí eu descobri que aqui em São Paulo tem um mercado, supermercado. É um supermercado? Não, é um mercado. Que se chama Pão de Açúcar. Não sei de onde tiraram esse nome, porque não faz nenhum sentido pro mercado, essa merda, né? Pão de Açúcar. Que não faz sentido pro nome de uma pedra também. Então vai pra puta que pariu, faz o que vocês quiserem. Aí o Pão de Açúcar, eu vou lá no mercado, e eu gostava do Pão de Açúcar, por quê? Porque ele é rodeado de verde, né? Que é uma das cores mais bizarras que existem, né? O verde. Pensa aí com você, não parece que o verde é uma cor que tá fora do espectro de cores, mas ela caiu ali por acidente? Não parece? Ela não tem nada a ver. Você vai pegar o disco de cores aqui, ó. Aliás, se você não sabe o que é disco de cores, pelo amor de Deus, pesquise e vai aprender alguma coisa sobre o mundo que sai à sua volta e sobre sensibilidade. Olha essa porra. O verde não tem nada a ver com o azul. Ele não tem nada a ver com amarelo. Isso é muito interessante. Porque as cores, elas meio que no disco de cores, você vai ver que elas vão girando e elas vão mudando em cores que parecem. O roxo, ele é do lado do vermelho. Faz sentido pra caralho, não é? Porra, é só você mudar ali um pouquinho o roxo que ele vira vermelho. O vermelho tá do lado do alaranjado. Né? Faz sentido pra caralho. O laranja é meio quente, igual o vermelho. Aí do laranja você vai pro amarelo. Faz sentido pra caralho. O amarelo, porra. Né? O amarelo, laranja ali, meio quente. E aí, do mais puro nada, do puro nada, depois do amarelo vem a porra do verde. Que não tem porra nenhuma a ver com o amarelo, velho. Eu sei que tem a ver, isso aqui é ciência, faz sentido, eu sei que tem a ver. Mas fala sério, né, galera? Depois do verde, depois do amarelo vem o verde, que porra que tem a ver. Do nada vem o verde. Aí depois do verde vem a. Olha essa porra. Aí depois do verde vem o azul, que não tem porra nenhuma. Chega, né? Chega, parou. E depois do azul vem o roxo, que faz sentido. Então, assim, o verde fica ali meio que numa loucura. O verde é uma loucura. Eu acho que as pessoas meio que sabem disso, né? O WhatsApp é o quê? É verde, chama atenção. O verde ele chama atenção, né? Porque é meio isso. Mas ao mesmo tempo, as pessoas tanto sabem isso que vocês conhecem, né, o fenômeno do chroma key, que é a tela verde do cinema, né? Que ali você coloca o ator ou alguma coisa ali na frente, pra depois, digitalmente na pós, você remover aquele verde ali e colocar qualquer outra merda. E não é verde porque eles decidiram uma cor aleatória. Não, eles pegaram o verde porque eles notaram que o verde é a cor que as pessoas menos usam na roupa. É óbvio que as pessoas menos usam na roupa porque verde é estranho pra um caralho. Então eles botaram o verde, porque eles falaram, ah, porque ninguém vai estar com verde, ninguém tem verde na pele, verde é uma cor que não faz sentido. Eles botaram o verde, porque aí é mais fácil de se remover, porque você só vai remover o verde. É muito interessante a cor verde. Então assim, o pão de açúcar é interessante porque era verde, né? E ao mesmo tempo também é a cor da natureza, né? Olha que bizarro, gente. Pelo amor de Deus. É uma cor maravilhosa, uma cor fantástica. E aí o pão de açúcar pega o verde, né? E coloca em todo lugar. Já é ótimo. Só que o pão de açúcar tem uma coisa de que ele quer te deixar meio calmo lá, né? O pão de açúcar é tipo, ah, gente, é aqui e tal. Porque assim, o pão de açúcar é aterrorizante, porque os preços são alarmantes, ele já é mais alarmante, ele é um mercado mais caro, né? Ele é um mercado carinho. E eles botam umas cores meio calmas umas cores mais calmas em volta do verde, e ele também é um mercado de alta. Não é alta classe. É classe média indo pra alta, né? Não é alta, nem fudendo, porque senão não devia ter um aqui do lado da minha casa. Então não é alta. Então, assim, é de média pra alta, né? O alta é o Saint-Marché, não é? O classe média alta é o Saint Marché. Esse é de classe média alta. Ele é tão de classe média alta que você vai lá pra comprar. Eu entrei o quê? Duas vezes no mercado desse. E ele é tão bizarro que as duas vezes que eu entrei, eu não sei como é que tá lá hoje em dia. Mas eu lembro que as duas vezes que eu entrei, a maioria das pessoas que estavam comprando lá não eram pessoas que compravam lá. Eram empregadas domésticas que compramam. Olha, mano do céu, olha esse mundo, né? Eram empregadas domésticas que moram lá, que moram lá, não, que vão comprar, porque as pessoas mandam as pessoas comprarem lá no Samache pra elas, de tão classe média alta que ele é, né? E aí, tem o Pão de Açúcar que é classe média, classe média, né? Classe média, né? O Pão de Açúcar. É tipo um Carrefu, né? O Pão de Açúcar. Só que o Carrefu é classe média para classe média baixa, pode ser? Né? E o Pão de Açúcar é meio classe média pra classe média alta. Tamo junto nessa? É isso. E aí, pra indicar, o que eles fazem? Eles colocam umas músicas muito mela cueca, muito sem sal, tá ligado? Porque é um pão de açúcar, não tem que ter sal, mas muito sem sal, muito água com açúcar. E aí eles colocam lá, toca o quê? Los Hermanos, toca Claudice Falcão, toca. O que mais? Malu Magalhães. Sabe, eles botam essas coisas pra tocar, assim. E você fica lá e fala, porra, né? É, né? Doideira esse lugar. Que ambiência interessante. Só que agora com o fenômeno da IA, o que me faz acreditar mais ainda é que é a classe média. Com o fenômeno da IA, porque eu não sei se vocês sabem, mas os supermercados têm que pagar pra tocar música lá. Por exemplo, assim, eles vão tocar Maloma Galhães, eles não podem colocar lá Maluma Galhães, foda-se, playlist no Spotify. Não, eles têm que pagar pro ECAD. Vocês não sabem o ECAD, né? É o. É o registro lá, você pagar lá pro ECAD pra passar depois pra som livre, a porra do dinheiro, né? E aí eles têm que pagar, porque você tá usando do trabalho de um artista, né? Por isso que eu sou contra o diretoral, você tá usando no trabalho de um artista pra causar uma ambiência no seu ambiente. Então, meio que o artista tem responsabilidade sobre o ambiente que você tá vivendo. Ok? Tamo junto? Tamo junto. Só que aí, quando você faz a música com Iá, você não precisa pagar pra ninguém, porque você tá fazendo música com IA. E aí eles estão agora colocando música de Iá. Aí a minha Clarice Falcão sumiu, pô. Aí tem um pastiche da Clarice Falcon agora, cantando umas letras, cara, absurdamente insanas, letras insanas e um instrumental absolutamente sem sentido, sabe? Mas a vibe, porque a IA, não sei se vocês sabem, a IA não tá ali pra. A IA de música, principalmente, né? O sono, essas porra, eles não estão ali pra criar uma música que faça sentido, sabe? Sentido artístico. Não é essa a ideia dessas IA de música. A IA de música estuda para que ela consiga fabricar uma música que soe como o que você quer. Então, assim, eles pegam lá É muito interessante isso também, vocês podem olhar depois as waves de áudio. Você tem dois jeitos de pegar digitalmente, de transformar em imagem o que está rolando numa música. Você tem as ondas de áudio, que essa aí todo mundo conhece, né? Que é aquelas ondas, né? Você vai. Ondas de áudio, todo mundo conhece, é tipo uma onda mesmo, você vai vendo ali, tá mais alto, ela fica mais alta e tal. E você também tem um espectrograma, não é isso? Espectrograma de áudio. O espectrograma de áudio é uma das coisas mais insanas. Isso aqui, quando eu descobri na minha vida, eu fiquei em choque, tá? Porque o que o espectrograma de áudio vai fazer? Ele não vai ver o volume e a forma. Ele vai transformar o áudio em quente, frio, or qualquer coisa pra mostrar o que está acontecendo no áudio em forma de imagem. Spectrograma de áudio, depois você procura aí. É super interessante isso because if you have a program de edição, você consegue até fazer, você consegue até photoshopar o seu audio. There's a part that you can remove, a caneta and remove a part of it. And tá rolando num áudio, por exemplo, você vai pegar uma música de pop. E é isso que a IA faz. Ela quer replicar what sow essas músicas. So I pick a música da Clarice Falcão, vai botar ela lá no Meyá, ela vai mostrar como ela soa, como o tom de voz soa, como os instrumentos sow, como a mixagem soa, but criança uma música que artisticamente faz sentido. Pelo menos não ainda, e vai, né? Várias discussões se existe como fazer isso, né? Eu acho que não, tá? É a minha opinião sobre A, por enquanto, meio essa. Eu gosto de IA, tá? Eu não sou essas pessoas. E assim, finalmente tá ficando um pouco mais tranquilo falar disso abertamente, e eu sabia que isso ia acontecer. Quando saiu o EA lá atrás, principalmente a classe artística, ficou meio aflita, receiosa e brava com o movimento da IA. E ainda tem muita gente que é assim, mas hoje em dia eu sinto que é principalmente com a falta de regulação, que eu concordo, né? Porque quando vem uma tecnologia assim, que botaram um monte de dinheiro no meio do nada, você causa um atrito no mercado de trabalho que é, mano, é muito injusto com o trabalhador, que tá tendo que trabalhar só porque o sistema manda, vem o sistema e fode. Essa porra é muito. É foda, né? Não sei se eu. Não gosto dessa porra também. Você tem que regular mesmo, porque você fazer um cuidado paliativo com o que tu tá matando, né? Com o meio de trabalho que tu tá matando. Mas, o. O que que eu. Por que eu tava falando? Ah, é. Eu gosto de IA porque eu acho que a IA consegue trazer. O uso ético, né, que eu acho da IA é que ela consegue trazer texturas diferentes do que um ser humano, né? Tanto em imagem, tanto em intenção, tanto em. como é que chama aquilo, né? Sentimento. Esqueci o nome da porra. Eu acho que ela traz umas texturas que são muito differentes, assim, que eu acho que são muito úteis para algumas coisas, principalmente quando você está falando sobre imaginação. Quando você está querendo falar sobre coisas que não existem. Entendeu o que eu tô dizendo? Quando você está querendo falar, for example sobre o campo das ideias, eu acho que a IA tem um uso ético muito interessante. Tem aquele vídeo no Instagram. Da Mônica, de IA falando Fico tão feliz que o Cebolonha morei. Esse vídeo é incrível. E ele só é incrível, ele só funciona porque ele é de IA, né? E eu tô vendo que a classe artística tá começando a entender. Um craho, né? Tô parecendo que eu tô me botando em cima de um pedestal aqui. Eu posso estar errado, tá? Eu posso estar errado. Pode ser que seja tudo uma merda mesmo, mas eu acho que quando um ser humano sabe usar eticamente nessa parada de entender qual textura ele tá usando, eu acho que a IA é bem maneira. Eu uso IA muito pouco nas minhas coisas. Só porque não é o lugar que eu vou, que eu quero trabalhar, entendeu? Mas eu uso muito pra coisas técnicas, né? Por exemplo, consertar um áudio que ficou zoado, né? Eu uso pra esse tipo de coisa, assim. Ou às vezes consertar uma imagem após, né? Ou às vezes fazer alguma coisa pra direção de arte, mas no sentido de eu pensei numa coisa que não existe, então eu preciso que ela exist. E aí ela permite que ela existem. Preciso de uma photo of tubarão mordendo a perna num quadro na meu quarto. A IA vai lá e cria. É da hora, eu gosto dessa coisa, né? But nem foi um exemplo bom, na verdade, foi um exemplo meio merda. Dá pra fazer isso de otra forma. But I think só pra coisas técnicas eu uso, né? Só porque eu gosto de fazer outra parte, né? Mas eu entendo. But aí vem agora o Pão de Açúcar e tá botando lá essas músicas que soam como Malu Magalhães. E aí eu não tô mais gostando de ir no Pão de Açúcar, você acredita? Eu gostava por causa disso. Eu tô sentindo que teve um. que eles deformaram o espaço-tempo do que é maneiro no Pão de Açúcar, sabe? Porque assim, eu até aceitava, o Pão de Açúcar tem um Pão de Açúcar. Abriu semana passada um Pão de Açúcar mais perto da minha casa. Falei, ah, vou ter que ir na porra do Pão de Açúcar, né? É mais caro e tal. Mas eu gostava porque eu achava irônico, eu achava. Ah, mano, tô tocando. tocando um. Porra, um Clarice Falcão. Pô, eu ouvi a Clarice Falcão quando era mais novo. É interessante. Eu gosto do que eles tentando criar ali. Mas agora nem isso, mas tem. Então, assim, caguei pro Pão de Açúcar, honestamente. Eu tô indo lá, assim, por uma questão unicamente funcional, sabe? E assim, vou te falar, eu vou. Eu tô falando sério. E eu tava falando disso, assim, eu acho que o Pão de Açúcar é essa coisa de classe média mesmo, porque usar IA hoje em dia é um atestado de pobreza também, né? Sabiam disso? Vocês sabiam disso, por isso que você vê que, sei lá, a Apple gravou a vinheta dela, que é muito doida, mas ela não usou IA de forma nenhuma. Porque usar IA tá virando um atestado de pobreza. Esteticamente falando e intencionalmente falando. Porque aí quem é rico vai produzir coisas com seres humanos e isso vai virar conteúdo de grife. É grife. Se você consegue fazer tudo com o humano, é porque você tem uma grana, e aí deixa essa coisa de A pra galera que é pobre. Eu não vejo problema nisso, na verdade. Eu tô dizendo só o que intencionalmente é a ideia da coisa, né? Como se diz, concentrar trabalho humano e estética humana em coisas que apenas pessoas ricas podem fazer. É meio complexo, meio chato e meio foda, né? E aí, o pão de açúcar agora, vou te dizer, perdeu o valor de mercado, tá? Eu acho, aliás, vou mandar uma carta, tá? Pra esses merda. Se eles estão usando música de A, eu proclamo e exijo eu que a porra da minha Pepsi Black fique mais barata. Que a porra da minha Pepsi Black fique mais barata. Eu ainda tenho que pagar o mesmo preço, os preços do produto estão igual. E eu achava que era, né? Por conta da porra toda. Que tem que pagar e o que tem que mandar de lucro pro senhor Pão de Açúcar, dono do Pão de Açúcar. Mas não. Continua tudo o mesmo preço. Então assim, honestamente, vai pra puta que pariu. Tô puto com o mundo, velho. É, não quero. Chega, acabou hoje? Acabou hoje, deu certo. Sei lá se deu certo. Gente, acabou? Ah, é importante deixar claro, só pra fechar tudo, eu acho que exatamente esse é o meu problema com os sapos em específico. Eles são verdes demais. Obrigado, senhores passageiros. Você está ouvindo o podcast. Você ouviu o podcast Sono da minha voz, o podcast de dois controles reteiro. Se você chegou até aqui, dá aquele like, se inscreve aí no canal. Tô pensando seriamente em parar de postar nas outras plataformas, deixar só aqui no YouTube. Mas, né? Sempre muito complicado, tal. Talvez eu mantenha. Ah foda, se for manter, né? Eu vou perder coisa nada. Mas é isso. Um beijo, tchau, até a próxima. Pô, mandem comentários, né? Pra gente continuar essa conversa aqui que a gente começou a ter e tal. Enfim, né? Arrumar e vamos conversar, galera, que aqui é pra gente se entender e conversar, tá bom? Um beijo, tchau, até a próxima. Boa semana pra vocês. Espero que você. É. É isso. Tchau.