O Doce Som da Minha Voz com Robert Kifer
Um homem de 27 anos falando das coisas.
O Doce Som da Minha Voz com Robert Kifer
Isto Não é Sobre Iogurte.
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Não é.
A gente ainda faz isso. Olá, senhores passageiros, vocês estão ouvindo o podcast O Doce Som da Minha Voz, podcast onde o descontrole é certeiro. Pensar que eu pensei nessa frase pra... In primeiro lugar, eu não tenho nada pra falar aqui hoje, tá? O que é ironicamente o jeito que eu começo meu stand-up, né? Só que no meu stand-up eu sei exatamente o que eu vou falar depois, né? Então é um truque, né? Só que a questão é essa, né? Because a real mesmo é que eu, na verdade, acho tão bizarra a coisa de fazer stand-up, né? Acho que é por isso que eu tô querendo voltar a fazer. É tão estranho. Toda vez que eu penso nisso, eu falei, gente do céu. Porque teve uma época que eu ficava muito nervoso fazendo show, né? Puta aí, já começamos já. Eu vou ficar nessa ego trip que é. Mas o podcast chamou doce, eu posso falar do que eu quiser. Mas a gente pode falar de outras coisas também, do que vocês querem falar. Esse que é o foda, né? Eu não tenho esse retorno aqui agora. Mas também é melhor eu não dar um foco. Porque no stand-up tem essa coisa que é. Não é natural aquilo, né? Quer dizer, é natural. Se você for pensar que todo processo que existe na Terra é natural. Mas aí você vai ter as pessoas, né? Você vai ter os deterministas que vão falar é tudo isso aí mesmo, é assim, tá natural. And você vai ter os outristas, eu não sei o nome, que é a galera que vai falar que não. Na verdade, a maioria ofes that exist in our soccer at all naturais. Tem a galera que fala assim, ah. Tem poderes maiores that are feitos por homens, seres humanos who dominam o que é que acontece. And eles não acham que isso também é uma força natural. Eu acho que isso que é o ruim da filosofia, né? Qualquer uma, tá ligado? Qualquer. Eu não tenho tempo pra ficar lendo tanto. Mas sempre que eu leio, é foda, porque eles estudaram muito mais que eu pra provar a teoria deles. Então eu leio uma, eu falo, puta, foi o maior sentido, né? Aí eu leio outra, que é totalmente contra, eu falo, puta, foi o maior sentido, né? Só que o que o outro falou contra, eu também acho que faz sentido. Então eu decidi talvez ouvir uma frase linda, que é, não lembro quem falou isso, que o mundo é formado por três tipos de pessoas. Que são os ativos, que são os que vivem alterando a sociedade, são ativos na sociedade, produzem coisas, eles mudam as coisas, e aí eles são proativos mesmo, né? Ele vai lá e pá, pau, os líderes e tal. Aí você tem os passivos, que são as figuras que deixam o mundo engolir elas, né? E são passivos, que não tomam as rédeas de intervir no que deve ser intervido. Eu, quando eu vi essa primeira frase a primeira vez, eu estava muito preocupado até aí, tá ligado? Because eu falei, putz, eu acho que eu sou o passivo, né? E não tem problema nenhum de ser passivo também, né? Eu sou passivo in diversos momentos da minha vida, né? Mas eu tava preocupado, porque eu fiquei, porra, mas aí aí fudeu, né? Porque eu não gostaria, nesse intuito, de ser passivo, porque, porra, eu quero fazer minhas coisas, né? Mas eu não consigo. Por quê? Porque eu. Porque. Porque eu sou cansado, tá ligado? Eu fico cansado e as pessoas conseguem. Conseguiam me dominar mais. Hoje em dia mesmo, mas ainda é muito, tá ligado? Ainda é muito, assim, poderia me levar pro lugar. E às vezes eu nem percebo. Isso que é o ruim do passivo, né? Nesse sentido. Eu sei que vocês estão tudo pensando em sexo aí. Ah, porque o passivo... Não, esse aí é legal, porque na maioria dos casos, né? Pelo menos da minha vida, o passivo, ele... Ele é meio ativo, né? Porque ele ativamente escolheu ser passivo, né? Essa aqui é a doideira. No sexo as coisas funcionam tudo errado, tá ligado? Porra, eu dei meu cu esses dias. Eu vou, eu vou, eu vou, eu vou. Será que eu fui no lugar que eu não devia falar? Mas não, não sei. A gente tá falando de philosophia, de passivo. But deixa eu terminar a outra part. Depois eu começo a falar dessa parada. Porra, mas ninguém me perguntou, I'll come in. It's foda, because I'm an exibicionism, I got it me pediu. It's a key commençasse in the way, this is. Ninguém me pediu, ninguém perguntou, do nada. I don't conversando com ninguém. O que isso quer dizer sobre me? And I come. Eu falei assim, eu vou experimentar essa ideia aqui, quero ver pra onde vai. Eu odiei experimentar. I asked o ponto na passividade na sociedade. Normalmente eu experimento coisas in lugares que, tipo, for example, vou preciso tomar uma decisão importante pra ser ativo na sociedade. Eu tenho aqui essa ideia. Pá! Vou ser ativo agora. And normalmente é uma ideia de bosta, tá ligado? Então eu tô sendo super ativo. Vocês viram o que eu fiz agora? Eu tava falando de passivo e ativo num termo filosófico da coisa, e eu comecei a falar de cu, que eu dei cu. Por que eu fiz isso, tá ligado? Eu falando, tá ligado? Não, isso aqui eu vou melhorar. Mas, e aí eu comecei a falar disso. Então, assim, eu ativamente estou escolhendo ser passivo pelo bem do mundo, como vocês podem perceber. Porque eu não posso ficar confiando nas minhas ideias. Olha o que aconteceu. Olha o perigo. Então, assim, eu ativamente falei, não, então é melhor ser passivo. Because eu vou ficar botando essas ideas ruins no mundo. Então é melhor não. Entende? Só que essa é a diferença do ativo, porque o ativo também tem ideias horríveis, né? Só que ele coloca no mundo de forma natural. This is the problem dos ativos, talvez os passivos devem ser ativos e os ativos devem ser passivos. Pra gente ver se tem alguma mudança no mundo. Ele é tão autocrítico que as vezes ele merecia uma chance, tá ligado? Para de falar, tá ligado, velho? É porque em monólogo é muito difícil você não ter vídeo de linguagem também, né, galera? Pô, me dá um salve aí. Só que talvez... Eu fico pensando, se talvez esse que não é o problema que já acontece. Os passivos já são os ativos. É por isso que eles já fizeram isso. Os passivos que são as ideias ruins e eles deviam... Se bombear um ciclo, né? E eles deviam ficar ali, tipo, não, não vou colocar minha ideia. Uma hora eles ficam bravos e fala, vou colocar agora. Eles viram ativo. E aí os ativos antes vira passivo agora. E fica nesse. No final das contas, todo mundo tem ideia ruim. Não tem nada a ver você ser ativo e passivo na sociedade. Tem nada a ver com a qualidade da sua ideia. Esse que é o ponto. Andava pensando, pô, eu devia ser mais ativo, né? Tanta ideia ruim no mundo, e eu aqui com as minhas ideias, minhas ideias não são tão ruins, não é possível. Tipo assim, pode ser horrível, mas não é a pior ideia do mundo que tá em vigência, sabe? Então eu devia ser, eu devia começar a ser ativo, mas eu sou passivo. E aí eu tava ouvindo essa frase que a gente tava falando lá atrás, antes de eu falar das minhas pregas, que eu falei. E aí a frase continuou, a frase é: existem os ativos na sociedade, existem os passivos na sociedade, e eu tava esperando o terceiro, né? Porque pra mim já tinha acabado já. Por quê? Porque eu vejo o mundo como binário. Esse é um negócio, mano, que a gente tem que resolver urgentemente na sociedade também. A gente tá vendo tudo como binário. Vocês estão percebendo isso? A gente tá vendo tudo como binário. É muito doido isso, porque assim, né? Tem ali três. Eu tava louco pro terceiro. Eu fiquei, porra. Olha isso. Deixa eu só terminar essa frase. Que eu tô tentando falar, ele tem dez minutos essa frase já. Tem os passivos, tem os ativos. Aí eu tava, ué, como é que pode ter três? E aí a frase continuou. E a frase Pra mim foi muito foda. Pra mim eu adorei. Eu amei a frase. Mas, né? Pra você agora que já tá. Você já deve ter encontrado vario. In a whole year you just went. And as well as you were in a little bit more. Or the same way that is a phrase. Or the phrase. Just seven minutes, always 13, they just went. And I fiquei ouvindo. Existem os ativos, os passivos na sociedade. E existem as pessoas observadoras. Puta que bah! Aí abriu demais, minha cabeça estourou muito. Eu fiquei muito, porque eu fiquei, caralho, mano, é né? Porque os observadores, eles performam. Performam? Eu tô te dizendo no sentido. Não no sentido do meme. Você é performático, você fica lendo no metrô. Porra, mas. Caralho, você sabe que eu comecei. Olha que merda é isso, né? Primeiro lugar, porque como eu não. Porra, eu deixei de ser performático na minha vida. Assim, tudo é uma performance, né? Isso que é o foda no final das contas. Mas assim, eu deixei de estar. Mentira, não devo ter deixado, não. Mas assim, eu ia falar, eu deixei de estar, assim, fazendo coisas só pra parecer essa coisa há muito tempo. Mas isso não é verdade. Eu faço muitas coisas pra aparecer coisas, mas eu tento fazer coisas que pareçam o que eu sou. Mas existe um esforço, claro. Claro que existe. Porque senão não tem como navegar no mundo, né? Se eu ficar só parado, como um passivo, eu não tenho como nem navegar no mundo. Eu preciso mostrar uma coisa, correto? Só que o problema é que. Olha só, eu sou tão pouco performático que o que aconteceu. E aí deu a volta. Por quê? Ah, o performático agora, ele fica lendo no metrô. Ele lê no metrô. Eu nem consigo mensurar que isso existe de verdade, tá? Porque eu fico observando as pessoas lendo no metrô. Eu observo muita gente no metrô, já falei isso aqui várias vezes. É uma das minhas partes favoritas de andar de metrô é ficar olhando gente no metrô. Porque eu sou observador, eu sou a terceira via. Eu sou o partido novo da sociedade. Eu sou terceira via. Eu fico observando. Igual o partido novo, que não faz porra nenhuma, fica lá só olhando, comendo banana com casca. Eu tenho que repensar se eu sou observador mesmo. Talvez eu prefira ser passivo. Quem que é o passivo? O Flávio Bolsonaro rebolou lentinho lá no palco do negócio dele, mas eu acho que deve ter a ver com outra coisa. Mas o. O que o Ravan? Ah, eu fico olhando as pessoas no metrô. E assim, não me parece ser um lugar que dê pra. Porque assim, existe essa expressão. Ah, eu meti o louco no metrô. Existe essa expressão. Sabe por quê? Porque quem fala metiu o louco no metrô é porque você está falando assim, é uma sintaxe pra uma situação que você fala que não tem problema. Você meteu o louco no metrô, meio que foda-se, ninguém te conhece ali, as pessoas não vão lembrar disso daqui a três dias, com certeza, né? Tem uns mais bitolados que vão pensar ali por uns dois dias e meio. Mas, por exemplo, eu já tinha esquecido. Eu vi um cara metendo louco no metrô hoje, e eu já tinha esquecido, eu lembrei agora, assim, porque foi. Você tem gente metrô, mas eu não lembro a cara dele, meio que foda. O cara tava subindo a escada rolante. Na verdade, eu ouvi a voz dele já de longe, quando eu saí ali na linha verde. E aí ele tava vindo de longe e ele tava berrando alguma coisa. Eu falei, ah, o louco tá metendo louco no metrô. Suave, estamos aqui na vida pra meter o louco no metrô. E aí ele começou a falar, sai da frente que hoje eu tô doido, sai da frente que hoje eu tô que tô. E ele era tipo, ele parecia um pouco o John Pet, assim, sabe? Tá ligado? Ele era um baixinho, meio tiozinho, assim, tinha uma cara meio quadrada, com as bochechas já meio caídas, assim, um cabelo curto. E eu fiquei, que porra, né? Por que que. E aí na minha cabeça eu pensei duas coisas. Eu falei, gente, ainda bem que o Brasil não legalizou o porte de arma, né? Porque, olha bem, eu fiquei pensando nisso, se o Brasil tivesse legalizado o porte de arma já, nessa situação eu estaria cagado das ideias. Eu estaria pensando, nossa, mano, eu tenho que sair da frente porque ele tá doido. Ele falou, sai da frente que eu tô doido. E se ele tiver. Eu comecei a pensar, e se ele tiver uma arma? Ué, ele tá doido? Ele pode pegar. Ele pega a arma e atira em todo mundo, porque ele tá doido, ele tá avisando que ele tá doido. Não é uma coisa muito distante na cabeça, né? E eu fiquei, ah, tá, beleza. E eu fiquei muito feliz que a gente não legalizou o porte de arma. E eu tenho certeza que todo mundo ali naquele metrô estava mais tranquilo porque não é legalizado o porte de arma. Ah, mas se tivesse legalizado o porte de arma, outra pessoa com arma, ia estar lá pra defender o cara que atirou com a arma. É, aí ia matar o trio, entendeu? Então assim, e ele foi seguindo nessa, numa loucura. O que me pareceu? Eu pensei assim, por que essa pessoa tá fazendo isso, né? E todo mundo, tipo, tava meio que. É muito doido isso, né? Tava todo mundo aqui meio que seguindo a vida. Todo mundo tava vendo o que tava acontecendo, quer dizer, ouvindo e vendo também, né? Todos os sentidos ali do corpo. Tava todo mundo sacando o que tava rolando, mas assim, ninguém viu porra nenhuma. Todo mundo ficou lá seguindo a vida normal. Por quê? Porque ele tá doido e tá passando. As pessoas deram espaço pra ele porque ele tá doido e tá passando. Na minha cabeça, e tipo assim, deixa ele passar porque ele tá doido. É mais um doido, tá metendo louco no metrô. E aí eu falei, ah tá, o que pode ter acontecido na vida dessa pessoa? E a única coisa que eu penso é, esse cara acabou de descobrir que ficou acordo. E ele tá doido. E ele tá passando doido. Porque assim, ah, vamos lá. Não sei, assim, tipo, o que leva alguém a fazer? Eu não sei se eu fui meio tosco pensando isso, mas assim, eu não consigo pensar outra coisa. Eu vou tentar pensar outra coisa. O que que. Porque assim, ele não tava com pressa, ele não tava correndo, então ele não tava precisando chegar num lugar. Parecia que ele tava. Parecia que era um. Que ele tava implodindo dentro dele e tava, de alguma forma, querendo jogar isso pra fora pra ver se ele parava de implodir dentro dele, sacou? E aí eu... Não parecia que ele tava com um problema com o que tava em volta, parecia que ele tava com um problema com ele. E aí eu fiquei, ah. Então assim, a única coisa que eu pensei é, ah, esse cara acabou de descobrir que é corno e ele tá putaço, tá ligado? Imagina se esse cara tem uma arma numa situação dessa, velho. Enfim, meteu o louco no metrô. É isso que eu tô dizendo, mas eu já tinha esquecido desse cara. Não tava nem lembrando. E provavelmente eu não ia lembrar se eu não tivesse aberto aqui esse gravador de áudio. Não tem por que lembrar. Deixa eu acender aqui um. E aí, assim, meteu o louco no metrô. Como é que alguém tá querendo performar no metrô? Porque assim, ninguém tá. Se você tá performando no metrô, eu sinto muito, meu amigo. Eu já li gente falando, as pessoas agora estão saindo pra ler no metrô pra serem observadores. Gente, ninguém tá olhando. Você me desculpa. Assim, eu tô olhando, mas eu tô olhando por outro motivo. Ninguém tá ligando. Pra se. Tipo assim, nossa, aquela pessoa, né? Nossa, mas esses dias eu vi um vídeo muito sinistro no Instagram. Que eu acho que. Eu acho que tem tudo, tem toda a cara de ser fake, mas eu acho que pode ser uma representação de uma situação que realmente acontece. Sabe por quê? O que eu vi? Eu vi uma moça. Eu até pensei em parodiar esse video. Mas eu tô cansado de fazer parodia. Eu não quero mais fazer parodia. Focado insta. Nossa, isso é péssimo, né? But I'm focused in a profound pesquisa do que é existir. Extremely focused in the cabin. And it's over exploring the cabinet. But I don't tell, I told. But I'm not sure what I'm saying. That's a vibe. Que bosta, né? I say that's me ridiculous. Quer dizer, totally ridiculous, but it's a part of me. But I gotta say this. I gotta be a si mesmado. As I gossip in si mesmado. Obviously, lembrando que I'm sending observado, because em si mesmado esquece que ele tá sendo observado. For example, I tô aqui o tempo todo in this program lembrando de um programa passado que a pessoa comentou que eu devia trazer uma pessoa pra conversar comigo, pra botar o papo pra frente, because I don't say botar o papo pra frente. E aí eu fico pensando, pô, eu tô aqui falando há 20 minutos, eu não botei o papo pra frente? Eu tô no mesmo lugar? É isso? E eu tô aqui com a minha cabeça pirando com isso, velho. Eu tô falando, nossa, mano, eu não sei botar o papo pra frente, então é chato, né? Deve ser chato. Porque assim, eu fico olhando, tipo assim, tem uma galera aqui que fica ouvindo, que ouve de vez em quando e tal. Mas assim, eu não sou, eu não sou. Como é que é o nome daquele menino? Orochinho, né? Eu não sou o Orochinho que tem o quê? 300 milhões de pessoas vendo ele, né? Então, assim, eu também. E deve ser porque ele é bom, correto? Deve ser porque o que ele faz é botar o. Acontece uma coisa, depois acontece outra, uau, que demais! E talvez eu fiquei pensando, ah, talvez seja por isso, né? Tipo assim, tem menos gente vendo, porque, sei lá, as pessoas disso aqui pra dormir. Eu dormiria ouvindo isso aqui. Mas não sei, tá ligado? Não acho que tenha algo a ver, essa que é a questão. Porque assim, às vezes tá caindo no meu Instagram, voltando no vídeo do metrô, às vezes tá caindo no meu Instagram uns vídeos que eu acho muito maneiro. E é tipo, muita pouca gente comentando, sabe, do nada assim cai pra mim, sabe? Uma galera pequena, assim, eu falo, putz, isso é da hora, né? E aí o que me leva a um outro vídeo que eu vi que era. Tipo assim, a indústria está corrompida, né? Tá tudo corrompido isso aqui dentro. Você não tem mais, por exemplo. Como é que se diz? Eu vi alguém falando isso esses dias no Instagram, que você não tem mais, por exemplo, jornalistas culturais que vão olhando o que tá acontecendo, fazendo crítica, né? This is algo muito comum. Eu lembro de ler sobre ler críticas culturais de comédia, né? Há muchos anos atrás, assim. Pra sacar o que estão falando, né? Ver avaliações andar. This is all that acontece like, people who wanna garimpando, pesquisando, uma crítica ruim. As vezes vem um artista novo, vem uma crítica ruim que acaba com ele, né? Tipo, às vezes o cara tá começando, né?
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SPEAKER_00Porque o consumo e a crítica estão focados no que as pessoas vão dizer que deve ser, né? O que é bem interessante também, né? Você não tem mais um. Mas ao mesmo tempo você tem. Você não tem mais uma figura jornalística que vai falar olha pra isso. É meio que tipo assim, é meio que uma loucura, né? Mas assim, meu querido, são 5 mil vídeos por segundo, por meio segundo, postados num Instagram, por exemplo. Não existe possibilidade de chegar todos pra você, correto? Esses dias eu caí num cara, mano, muito pica. Mas depois eu falo disso. O que eu tô dizendo é que eu caí num cara, que ele tinha uns vídeos muito maneiros, ele ficava falando uns negócios, assim, meio... umas reflexões dele, ele é arquiteto e tudo mais. E tinha uma galera vendo, assim, ela é bem grande, e nunca tinha chegado pra mim. Ele já faz vídeo há muito tempo. Eu falei, nossa, mano, o cara não chegou, tem uma. São bolhas, né? Eu notei que existem bolhas quando eu postei o vídeo lá com a foto do monarca, e tinham alguns comentários perguntando quem é essa pessoa. Eu falei, porra, o negócio passou no Jornal Nacional, não é possível? Não é possível que isso é uma bolha. Mas é, é uma bolha. Tem pessoas que não sabem quem é uma monarca. Eu achava que o Brasil sabia quem era uma monarca. Eu achava. Pelo menos a maioria das pessoas que estão na internet achavam que sabia quem era monarca. Isso é uma coisa que explodiu demais. Por conta da polêmica, né? Eu falo, ah, tu não sabe. E não, tem muita gente que não sabe. Mó doideira, né? But enfim, e aí você tem hoje focado nas mídias sociais, né? Meio que a mídia social vai decidir o que vai pra frente e o que não vai. Também pelo algoritmo, claro, né? A gente não sabe direito como é que funciona. Mas sabe mais ou menos como é que funciona, né? As pessoas engajam ali e tal, coisa, mas você não tem mais uma direção do que tá rolando. É bem interessante. Mas eu vi esse vídeo que era uma mina gravando uma selfie dela, e ela ficava. Ela era no metrô. E assim, vamos falar, vamos descrever o vídeo aqui, tá? Era uma amiga bonitinha, assim, né? E assim, eu tô usando bonitinha, eu descobri que bonitinha é um termo aceitável, né? Era uma amiga bonitinha. E aí ela mostrava assim, né? E ela tava paquerando um cara no metrô. Ela falou, gente, eu vi o cara mais lindo da minha vida aqui. E eu vou atrás dele, no metrô. Eu vou seguir ele no metrô. Eu vou. Aí ela falou, eu vou correr, eu tô aqui do lado dele, eu vou entrar no mesmo vagão que ele, né? E quando eu tava vendo isso, eu já pensei assim, puta que pariu, mano. Os caras, eu vou abrir esses comentários, vai ter um monte de gente falando, se fosse homem, né? Se fosse homem, aí era creepy, né? Aí não pode, se fosse... É, não pode, não pode, se for homem. Exatamente, você entendeu tudo. Eu falei, putz, vou abrir o comentário, já vai estar cheio aqui, né? Olha lá, a mina tá seguindo o cara, isso é assédio, né? Não, não é, não é, não é, não é. Você tem toda uma distinção aí de do que o cara pode fazer com a mina e do que a mina pode fazer com o cara. Tá ligado? A mina não tá. Não era uma fisicultura. Mesmo se fosse, não era uma. Sabe, tipo, se o cara quiser dar um chocalhão na mina, ele dá um chocalhão na mina. O que me fez pensar. Cara, esse cara deve ser muito bonito, porque ela não mostrava o cara, né? Esse cara deve ser um gato mesmo, né? Pra ela estar gravando isso e ir atrás, né? Mas depois eu pensei, não, esse vídeo é fake, né? É um esquete. O que é muito doido, né? Meio tipo pós-verdade. É um esquete de pós-verdade, as pessoas estão engajando. Eu fiz isso algumas vezes, funciona. As pessoas estão engajando, achando que é real, mas é tudo um roteiro. E é meio que uma história de romance, né? É um filminho de romance. Falei, pô, da hora esse vídeo, quero ver até o final. E aí, tipo, eu saquei que era meio... que não era, porque era fake, por quê? Porque ela fica olhando pra ele dar um sorrisinho e tal. E ela escreve na tela, ah, sorriu de volta pra mim. Ah, ele tá pegando um papel e escrevendo uma coisa. Eu falei, pô, ele vai dar o telefone pra ela, né? Que da hora. Aí ela pega o papel, ela fala, obrigado. Aí o cara fala, você é muito bonita, não sei o quê. E não dá pra entender a aparência de alguém pela voz, né? Então ainda tem essa coisa do soturno. Eu fiquei, uau, que filho demais, esse vídeo é muito da hora. E aí o. Óbvio, né? Como observador, porque eu sou observador do mundo, eu não tava ativo nem passivo, eu não tenho opinião. Eu falei que era da hora, mas eu tava vendo como evento, né? Uau, esse evento, desse vídeo. E aí, eu não acredito que o que eu tenho pra falar na minha vida. Não, eu falei do metrô, mas eu. É isso que eu falo da minha vida, gente. Eu saio de casa pra ir pro metrô, entendeu? Eu vou pro metrô e aí eu faço o que eu preciso fazer, eu volto pra casa do metrô, eu enfurno no meu quarto, eu trabalho, assisto vídeo e filme e leio o livro. Gente, eu não faço mais nada na minha vida. Não tem mais nada. Assim, eu dei meu cu, né? Talvez eu precise falar disso, né? Talvez é isso, eu saio do metrô, eu vou pra Lu. Eu vou, eu vou estudar, trabalhar, depois eu trabalho, aí eu vejo um filme, leio um livro, e às vezes eu... E aí eu dei meu cu uma vez. É isso, né? Eu acho que a minha vida é isso. Então eu tô falando aqui da minha vida. Eu tomo um café. Se dias eu descobri o iogurte, sabe por quê? Eu tava com. Mas deixa eu falar do. Deixa eu finalizar o papo do metrô. E aí eu fiquei vendo esse vídeo e eu falei, é fake, mas isso é uma analogia ao que acontece na vida real. Sabe por que eu sei? Porque uma vez eu saí com uma moça que ela, assim. Não entendi porque ela quer sair. Isso me. Olha que doideira, né? Isso me gerou problemas seríssimos, assim, na minha cabeça. Que me fizeram, que me fizeram, tipo, né, me afastar dela por causa de. De medo, assim, né? Eu fiquei assim, eu tô virando aqui, porque agora eu tô falando um negócio muito íntimo, então eu tô virando. Tô virando de costas. Mas ainda tô de frente pra vocês, né? Mas aí eu tava saindo com essa moça, que, tipo, eu conheci ela num show, tava fazendo um show, e eu tinha feito um show bom, assim, né? Eu falei, porra, eu fiz um show bom, tava fazendo uma sequência de shows, assim, de stand-up. Falei, porra, fiz um show bom. E aí eu tinha um negócio que eu ficava. Como eu tava dizendo, né? O stand-up não é uma coisa natural, porque. Cara, que situação é essa, sabe? Que você sobe num palco e começa a falar com gente que você nem conhece e falar suas coisas, da sua vida. Sabe? Tipo, isso não é. Isso não faz sentido socialmente falando. Não faz nenhum sentido. Então eu tinha uma época que eu, pra amenizar isso, né? Hoje eu tenho um número falando que eu não tenho nada pra falar. E aí eu tento achar que isso é um jeito bom de começar pra mostrar que eu tô meio perdidinho, né? Que eu tô perdidinho. Porque pra mim não faz sentido nenhum aquela situação. É assustador, tá ligado? Porque, por exemplo, você tá fazendo uma peça, as pessoas... Você nem interage com as pessoas, né? As pessoas estão meio de voyeur ali, né? Se você não tem a quarta parede quebrada, né? As pessoas ficam meio de voyeur ali observando, né? O que não faz muito sentido também, mas você consegue entrar naquela pira. Agora, com o stand-up, essa que é a questão, né? As pessoas ficam falando, ah, o stand-up quebra a quarta parede. Eu não quero, porque o stand-up não tem parede nenhuma. So você tá meio, mano, tentando ali ser uma pessoa agradável, conversando com... Mano, essa noite foi o quê? 60 pessoas ao mesmo tempo? Eu tava abrindo o show, né? Não era o meu show, não tem 60, né? Que é de outro público, you tem que sentar ali e fingir que aquilo é uma situação normal. Eu sento ali e começa a trocar uma ideia. Aí eu tinha um negócio que era toda piada minha, eu trocava uma ideia antes com a plateia, né? Pra conversar. Porque eu falava, mano, como é que eu vou falar o que é o arte de suporte sem conversar antes, né? Aí eu conversava, e aí tinha essa moça lá que ela era muito bonita. Eu fiquei olhando assim, eu falei, gente, o que ela tá fazendo num show de comédia? Não faz sentido ela tá num show de comédia. As pessoas aqui são malucas, insanas, sabe? Não tem gente bonita. Você me desculpa, galera, mas assim, não tem gente muito bonita num show. Não, a plateia disse, pelo amor de Deus. Tipo, eu não tô falando assim pra mim. Pra mim tem gente bonita, mas assim, eu tô falando pros padrões da sociedade, sabe, tipo, não tem gente padrão ou acima do padrão vendo show de stand-up na Avenida Paulista, tá louco. Essa pessoa tem algo errado, né? E aí eu fui vendo, assim, eu chamei, assim, eu tava conversando, e aí ela começou a falar. E eu olhei e falei, gente do céu, essa moça é muito bonita, né? E aí acabou que depois de uns dois dias, ela veio falar comigo no. O que eu tô contando isso? Ela veio falar comigo no Instagram. Eu tô com sono, né? Isso é ruim de fazer isso, porque eu tô com sono, eu começo a falar um monte de coisa. But assim, ela veio e falou I não tô falando quem que é, pelo amor de Deus, né, galera? But I veio falar comigo no Instagram. Aí a gente começou a conversar, então a gente saiu and I enquanto a gente saí, conversando, né? And me contando the video. And as people, caras interessants, paravan no metrô pra conversar. And I felt like, ah, this is a coisa that aconteces, as pessoas flertam no metrô. É insano this negócio do flirt, né? Because they don't think essa experiência because. Às vezes você nem é feio. Porque eu não acho que eu sou feio, mas tem uma coisa meio esquisita, né? These years I passe for a situation insana. Because of alguien. As pessoas não conversam direito comigo. But if I cham a amigo, pode chamar um amigo. And a pessoa veio e fala, oh, você quer ir comigo? I falei, quero. But pergunta antes lá se eu posso ir, porque eu não sei se as pessoas me querem ir lá. Claro, pelo amor de Deus. Eu fui. Eu falei, mano, não vai rolar, né? Porque as pessoas não gostam de mim. Não é que não gosta de mim, mas assim, elas são indiferentes de mim, elas não se importam comigo, elas não querem. Because a gente frequentava os mesmos lugares, frequenta os mesmos lugares. E não tem troca, entendeu? Às vezes eu tô perto physically, não tem troca. And falei, ah, vai ser isso, né? Não tem troca muita, né? And servido. As pessoas falaram assim, Nossa, I don't acredito que você tá aqui, que legal que você tá aqui. I fell, gente, I don't entendi porra nenhuma do mundo. Aí eu vim falando que eu sou observador. Eu não sou observador porra nenhuma, porque eu não tô observando nada. Eu achei que eu tava observando as coisas, não tô observando nada, porque eu não tô entendendo nada. E aí eu comecei a falar, mano, se bobear, eu tô errado. Eu tô errado sobre as coisas, né? Beleza, e eu tava nesse caso, né? Tava errado. E aí, assim, as pessoas muito. Era disso que eu tava falando, as pessoas muito bonitas, elas vivem essa parada. Tipo, é o que eu tô dizendo, eu sou esquisito. Because I'm tô errado. As pessoas não falam comigo, mas assim, eu acho que tem algo que me afasta da galera. É muito doido. Tipo assim, as pessoas não vêm falar comigo. Eu acho que eu sou uma pessoa que parece que é fechada. Parece que eu sou uma pessoa que não. que não. que parece que não quer papo, né? E não é que eu não quero papo, é que eu tenho medo de papo. Eu não quero ficar comigo. Eu tenho medo de conversar, né? Muitas vezes, assim. Mas enfim, né? Aí tem essa coisa desse vídeo, né? Puta, eu tinha um negócio pra falar antes do vídeo, né? Não lembro. Eu tava indo pra outro assunto. Era um assunto bom, mas eu não lembro agora o que era. O que era que eu tava querendo falar? Eu tava falando do vídeo do metrô. Ah, é, né? Das coisas que eu faço da minha vida. Meio isso, né? Aí eu tava falando que eu... ando-metrô. Ah, o iogurte! Puta, era isso que eu queria falar, mano. O que que acontece? Esses dias eu tava. Porque assim, galera, eu ando com uma sensação de que eu tô morrendo. Assim, todo mundo tá morrendo, né? Todo mundo tá morrendo. Eu acho que todo mundo tá morrendo, né? Apesar da gente não ter prova disso, né? Eu fico pensando nisso às vezes, porque assim, uma hora, uma hora a gente vai ser meio que mortal, né? Óbvio que vai ter um monte de problema com isso. A ONU vai vir reclamar, não pode, não sei o quê. A ONU se intromete nas coisas mais tapafuras e não faz porra nenhuma, né? Mas aí a ONU vai falar, não pode. Isso é problema biológico, isso é um problema social, não pode ter gente imortal. Mas aí vai ter o Elon Musk da época que vai ser imortal. Aí vai ter gente imortal. Isso vai acontecer, né? Tanto pela ciência, tanto pela belogia. Pode ser, não sei, tá ligado? Eu tive uma conversa engraçada com a minha mãe. A gente tava conversando, e ela falou, a gente tava falando sobre a expectativa de vida das pessoas aumentarem, né? E aí ela falou assim, é, né? As pessoas estão vivendo mais. Eu falei, claro que as pessoas estão vivendo mais, né? Porque a gente tava conversando do quê? Porque eu tava falando, as pessoas hoje. Hoje tem mais gente no mundo. Foi esse meu primeiro prompt de conversa com a minha mãe. Hoje tem mais gente no mundo. Aí ela falou, não é possível isso. Não é possível, porque assim, as pessoas tinham muito mais filho no passado. Tinha mais gente no passado. Hoje tem menos. O assunto era a reencarnação, né? Aquele papo velho. Como é que pode ter reencarnação? Se hoje tem mais gente no mundo, né? E ela falou, não, tinha mais gente no passado. As almas estão parando de existir. Aí ela falou, eu falei, não, hoje tem mais. Ela falou, como isso é possible? As pessoas estão tendo menos filho. I fell because as pessoas estão vivendo mais tempo. Então, não importa, né? Tem menos filho, mas as pessoas duram mais. E a intersecção das pessoas fica maior. Ela falou, pô, é mesmo, né? É mesmo. E aí ela falou assim, ah, como é que ela falou? É, né? A biologia é muito doida, né? Naturalmente a gente tá vivendo mais. Aí eu falei, não, não é natural, né? Assim, pode ser natural, né? Como a gente tava falando lá no começo, tudo é natural, né? Falei, não, não é que é natural. É que a gente, né, a medicina vai melhorando e a gente vai vivendo mais. Ela falou, como assim? Ela falou, ah, Penatal, tipo assim, criança não morre, né? Vacina, esse tipo de coisa, né? Ela falou, ah, tá, interessante. Mas é muito doido isso, né? Porque isso me fez pensar uma coisa também. É tudo bem natural, mas ao mesmo tempo também, por exemplo, o Lula fala que vai viver até os 120 anos. Aquele maluco lá do. Não é Leslie Nilson? É o Leslie Nilson? Não vou pesquisar agora, gente, vocês me desculpem. Aquele maluco, ele fez 100 anos, né? O. O maluco também do. Primavera. Não, do Primavera pra Hitler morreu? Ah, gente, eu não vou lembrar, vocês me desculpem. Mel Brooks, o Mel Brooks tá vivo? O Mel Brooks tá vivo? Agora eu preciso ver isso, né? Eu fico fingindo que eu sou nerd de comédia, mas eu não sei nada. Mel Brooks. Apesar de que eu tô cagando pra. Olha lá, ó, ele tem 100 anos. O Mel Brooks tá com 100 anos de idade. Olha isso. Tá ligado? Então, assim, o Lula falou que vai viver até o 120. É super possível, tá? É possível. Então, assim, a gente já tá vendo mais pessoas vivendo por mais tempo, né? Uma hora vai ter um imortal, não vai ter jeito. E pode ser que o imortal já exista agora também. Não tem aqueles papos de gente que tá nascida há 200 anos? Eu não acredito nisso, não, mas às vezes eu acredito. Tem esse papo, não tem? E aí eu fiquei pensando, vai ter. Por que eu tô falando disso? Mas vai ter. Vai ter o imortal. É, vai ter o imortal. Mas o que eu tô dizendo é que eu acho, tirando essa decisão, eu acho que tá todo mundo morrendo, corre? E eu acho que eu tô morrendo também. Mas eu tô achando que eu tô morrendo mais rápido que todo mundo. Eu tenho, eu tô o tempo todo achando que eu tô com doença. E isso é uma coisa que eu tô começando a ficar meio bolado com a internet em si. Porque eu lembro que na minha época, quando a gente ficava preocupado com uma doença, a gente ia lá e perguntava no Google, ô Google, eu tô com esse sintoma, o que pode ser? Ele falava, é câncer. Aí você ficava, puta que pariu. Aí tu ia num médico, né? Porque você ficava preocupado, aí o médico falava, não, é câncer. Falava, beleza, então não é câncer. Aí hoje já não é mais assim. Por quê? Porque hoje você tem a IA respondendo se você tem câncer ou não. E a gente sabe como é que é a IA, né? Bajuladora, bamba e saco, puxa boa. A gente sabe que a IA é desse jeito. Então você pergunta se está com doença, a IA fala que você não precisa nem ir no médico nunca mais. Tipo assim, ela fala, ah, você tem que ir no médico, mas assim, fica de boa, porque isso aí, ah, resolve, compra aí um remédio. Todo aquele alarmismo da internet que deixava a gente completamente neurótico, hoje foi substituído pela IA meio que... Mano, esses dias eu tava com. Eu dei uma. Eu dei tipo, dei uma ferida na boca, assim, né? Porque eu fiquei com febre muito tempo. O que me leva a crer que eu tô morrendo, porque eu disse, mano, eu tô com febre. E aí eu abri, eu acordei, eu tava com um machucado na boca, assim, né? E a minha mãe tem herpes, né? Falei, puta, desbobear é a minha primeira herpes, né? Não sei onde é que eu peguei isso, mas desbobear eu tenho já, e ela tá nascendo aqui agora pela primeira vez, né? Falei, beleza. Aí eu fui, eu fui, eu tirei uma foto e mandei pro. Mas assim, eu não tava pensando que era herpes. Eu tava pensando que era assim, o primeiro sinal da minha morte, né? Eu pode ser herpes, mas também pode ser um sinal, pode ser, né? Doenças horríveis. Isso aqui, né? Eu não vou nem falar pra não bater na madeira, não vou nem falar. E aí eu falei, pode ser doenças horríveis. E aí eu mandei pro chat tirar uma foto, eu fico conversando muito com o chat de APT se eu tô doente, véi. É um negócio... O meu chat de GPT, se eu for criar aquela imagem lá, criei uma imagem baseada em mim, é só eu com medo de vírus e volta, é só eu. É só eu com medo de estar morrendo, assim, é um negócio insano, véi. Eu converso muito... Não é com o chat de APT, né, galera? É com o Gemini, mas assim, a gente sabe que isso é uma entidade, né? O chat de GPT. E eu converso lá com o Gemini, eu falo, mano, e aí? Eu tô doente? Eu devo ter várias dessas abas. É, pesquisa de doente, não sei pesquisa de doença. E o Gemini fala, não! O que tudo indica é só uma espinha mesmo. Eu falei, então é uma espinha, então. Tá bom, beleza. Mas assim, não era uma espinha. Eu preferia quando ele falava que era câncer. Quando você ia lá no Google, o Google era uma... Eu o Geminai é do Google, né? Mas é isso, vocês estão tudo frutinhos agora. Eles ficaram tudo assim. Deve ter dado um problema sério esse negócio de falar que tudo era câncer, né? But enfim, né? Deixa eu acender meu cigarro. Mas do que eu tava falando? Ah, é. Eu tô sempre achando que eu tô morrendo, né? Como o meu Geminais, sabe? Andes I come. O meu estômago começou a doer. I never told this. And I maltrato meu estômago demais. I use drogas que maltratam o estômago, tipo Pepsi, café, some drogas. And I tomo it no pelo de manhã. I tomo café, eu acordo, eu tomo Pepsi black. Deve ser pior, né? O negócio já é preto. A Pepsi sempre foi preta. E eles resolviram falar: não, mas essa aqui é a preta, viu? A porra, deve ser. É porque eu lembro que meu pai falava isso, cara, não existe nenhum líquido natural do mundo que é preto. Esse que é o diferencial desse negócio. Pra você saber que assim, isso aqui não é natural. Então, assim, a gente já tava sabendo que não é natural. Aí vem a Pepe e fala, não, mas essa aqui é a preta, meu fala, porra, fodeu. Mas eu coloco pra dentro de mim, eu acho gostoso, não tem caloria. E eu tô. Eu tô. É isso, né? Eu tô de dieta e eu tô de dieta já tem um tempo já. E eu comecei a emagrecer muito, porque eu tô numa dieta, né? E enquanto eu emagrecia, eu pensava, eu tô morrendo. Eu tava de dieta, eu tô de dieta, eu tava emagrecendo, quando eu tava de dieta, eu falei, eu tô morrendo. E aí eu comecei a falar com o Gemini. Ou eu tô perdendo peso. Eu tô de dieta, mas eu tô perdendo peso. E eu tô pesando tal. Eu perdi tanto no último ano. Ele, ou tá suave. Ou se eu estiver doente, eu vou entrar com um processo gigante no Gemini. E eu ganho, viu? Porque assim, se você fala que alguém tem. Se você fala que alguém tem câncer e ela não tem câncer, ela não vai te processar, porque, foda-se, eu não tenho câncer. Nossa, que bom que eu não tenho câncer. Agora, quando é o contrário, nossa, mano, eu vou ganhar muita grana. E vou deixar pra minha família, né? Porque eu tô doente, né? E aí eu comecei a. Por que eu tava falando de... Ah, é, aí começou a ter. Eu comecei a ter dor no estômago. E eu tinha um. Eu tinha conhecido que hoje eu sou extremamente brigado com ele. E é meio foda, porque quando você briga com alguém na sua vida, porque... Tipo assim, eu briguei tanto porque eu fui canário, tanto porque a pessoa foi canário também. Mas o foda é que quando você briga com alguém assim, pelo menos eu, né? Fica popando uns momentos da pessoa, da pessoa que passou na sua vida, fica poupando uns momentos que ela, tipo, dropou altas sabedorias pra você. Sabe por que isso acontece comigo? Por eu achar que eu mereço sofrer, né? Porque assim, eu briguei com a pessoa, a gente se afastou, e aí eu fico lembrando de momentos em que ela falou coisas que faziam super sentido sobre a vida. Pra falar, ai, you quero merda mesmo, né? E tipo, são coisas que não tem nada a ver com a briga. Mas eu fico lembrando, puta aí, eu quero um bosta mesmo, né? Olha aí, a pessoa é super esperta, né? E às vezes você vê ela falando uma coisa pra você fala, ai, you quero idiota, óbvio. E eu lembro dela falando isso, ela era mais velha que eu, né? Devia ter algo um pouco mais do que a minha idade hoje. E eu era mais novo, né? Por isso que eu fui idiota, né? But assim, ela também foi idiota. But eu tô com um problema no estômago. Eu perguntei, por que você tá com problema do estômago? Eu também. É o jeito que eu perguntei, né? Mas por que você tá com problema do estômago? Ela falou, porque eu fiquei tomando, tipo, a corda eu tomo monster. E eu fico tomando refrigerante, tomo muito café. Você fica com problema do estômago. Seu estômago uma hora fala, mano, não dá pra aguentar essa porra. Eu falei assim, nossa, nada a ver, velho. Eu tomo isso aí, tipo, todo dia, desse jeito. E meu estômago tá super bem. Ela falou, é, espere, uma hora, você vai ter problema no estômago. Eu falei, não, mano, não, aqui é forte. Eu tô treinando ele, eu tô treinando ele mal há muitos anos. Ela falou, é, tá bom, beleza. E aí eu fico lembrando dela, e aí, há umas semanas atrás, eu comecei a ter uma dor na barriga, que não era uma dor de barriga. Era uma dor um pouco acima, assim. E ao mesmo tempo que eu comecei a ter isso, eu comecei a. É quase uma praga que essa pessoa jogou em mim. Não foi porque eu fiquei tomando peps, é uma praga dela, que eu tenho certeza que ela tá fazendo. E aí ela. Eu comecei a ficar. Eu comecei a ficar tonto, assim, às vezes me dava uma queda de pressão. Eu sentei no metrô. Sentei no chão do metrô, do vagão. Era um negócio que eu nunca fiz, assim, eu falei, mano, eu tô passando muito mal. E minha barriga doendo, mas não era barriga de Totô. E aí eu comecei a ficar, nossa, velho, o que tá rolando? Será que isso tá acontecendo? Porque. Tipo, será que tá acontecendo um problema no meu estômago? Que tá derivado ao motivo de eu, sabe? Ter dado o cu há pouco tempo. E aí eu comecei a pensar nisso, e eu falei, não, não pode ser. E aí, por coincidência, eu tava indo num evento de uns amigos, né? Não de uns amigos, um amigo meu, o Rolandin, tava lançando o livro dele, né? E eu tava feliz, porque assim, mano, o. O Rolandinho, eu conheço o Rolandinho há muitos anos, né? Eu trabalhei com ele quando eu tinha, sei lá, 14 anos. E eu me lembro, porque assim, eu tinha. Eu era meio. Eu era meio admirado no Rolandin, assim. Eu achava que o Rolandin era um homem que não errava. Eu falei isso pra ele há pouco tempo. Porque era tudo muito. Ele era mais velho, né? Ele tinha 18 anos já, né, na época. E ele, puta, ele trabalhava muito bem e tal. Eu ficava, mano, esse cara é muito foda. E eu sou uma merda, né? E aí teve uma vez, e aí eu falava, mano, é isso, né? Ele tá trabalhando com isso, porque ele é bom nisso. E aí eu lembro dele falando uma vez, pra outra pessoa, não era nem pra mim. Mas como eu sou um observador, eu olhei. E aí ele falou, No, but I imagined production of video. And a person perfect, o que você imaginava que você ia fazer? A minha vontade mesmo, if I forgot, okay, era ser escritor, né? I felt like, I guardei, que doideira, né? I ask that in the world, what a gente in the difícil a gente ter na vida o que a gente ama. Porque você tá lidando com um monte de medo, um monte de pendência, and aí quando você chega perto de conseguir aquilo, você fica muito nervoso e você não consegue, sabe? I acho que você precisa amar um negócio pra você mandar bem numa outra parada que não tem nada a ver. É uma teoria que eu tenho. É uma teoria que eu tenho, assim, sabe? Eu imagino. Não é que não tem nada a ver, tem uma coisa a ver, mas é uma coisa que você não se importa tanto quanto o seu maior sonho. Seu maior sonho esquece, não vai rolar. Não tem como. Porque você fica nervoso. É um em um milhão. Mas você vai conseguir uma coisa ali um pouquinho, assim, virando um pouquinho o ângulo, que tem um pouco a ver, mas é um negócio que você não tá se importando muito. Porque ali você vai estar tranquilo e você vai ir, mano, você vai ir à pompa, assim, sabe? Enquanto você tá frustrado com o seu sonho, na outra parada você vai... Mas você tem que tentar mais coisas na vida, entendeu? Você não pode ficar só focado no seu sonho, porque seu sonho serve pra você ter sucesso muito mais in outras coisas. Seu sonho serve pra isso. Pra você ficar aqui frustrado no seu sonho. E aí você vai ganhando, né? Você tem que ter um sonho até o final do seu video. Você vai ter seu sonho até no final do seu video. Pra você ser muito bem sucedido in vario que dá o seu sonho. As coisas que você fica tranquilo inverno, né? De fazer, e que você erra e não se importa, e continua mesmo e foda-se. É ali que você vai ter sucesso. No seu sonho, não tem como. Falei, ah, que doideira. So he querido ser escritor. O que me quebra por completo. O Rolandinho lançou um livro. Ele virou escritor de verdade, do jeito que ele queria. Então ele meio que realizou one of soon dele, né? But in my defesa, you don't see the Rolandinho vai estar ouvindo isso aqui, o Rolandinho tinha follado que ele inspirações dele era tipo machado de assises. But the sonho dele era ser um grande escritor como o Agnaldo Silva. Não sei se é o Agnaldo Silva, mas ele falou isso, né? Essa era uma vontade. Não era um grande sonho, mas era uma vontade. Se fosse alguma coisa, assim, as inspirações dele é essa. Entendeu? E ele fez um negócio mal diferente, assim, né? É meio uma ficção científica, é outra coisa. Então o sonho dele tem que ter um sonho pra você se ficar. Eu tô jogando as minhas frustrações na vida dos outros. Não tem nada a ver, essa boa. Você consegue. Qualquer pessoa consegue realizar seu sonho, talvez. É isso que fica, no final das contas, né? Qualquer pessoa consegue realizar seu próprio sonho, talvez. Interessante isso. Mas você sabe que eu tô começando a não. a gostar de não ir entrar no meu sonho. Eu tô achando isso muito incrível. Because eu acho que o seu sonho te limita. Eu acho que esse é o ponto. Eu acho que o seu sonho te limita. Because, for example, my son, what is my son? My son, you don't follow this for ninguém, because I think meio vergonha de I don't know because I was like, no, I don't want to talk about os outros, por quê? Porque aquele papo, né? If I don't realize I'm fake, and if I realized. And this me limited, I would say. I sent it, but it was natural. And I was like, don't say what I'm saying, don't I done certainly. And I felt ingress. And I said, when I was ingressed, the people have been. I was like, Puta, it was. And I'm Letterman, especially, I'm o Craig Ferguson misturado com o Conan O'Brien e com o Letterman. E nunca quis ser eu, né? E aí agora eu tô tentando ser eu. E eu tô tentando destruir todas as coisas que eu achava que eu tinha que fazer. Sabe? Ah, eu acho que eu tenho que ser muito engraçado. No, eu vou tentar fazer um vídeo muito sério. And eu tento fazer um vídeo muito sério as pessoas dão risada também, né? Mas eu acho interessante. Nossa, eu parei agora e as pessoas estão dando risada. E estão dando risada, eu tô tentando falar sério, tem algo aí, né? É uma coisa que eu recomendo a todo mundo, você vai quebrando, né? Porque dane-se, limita muito, sabe? Ah, eu tenho que fazer desse jeito, desse coisa. Não, às vezes não. Você tá perdendo um espectro de possibilidades do que você pode fazer, do que você não pode fazer, sabe? But enfim, é isso, eu vou aproveitar pra recomendar o livro do Rolandinho aqui. Tá aqui na minha mão, eu tô lendo it. E eu tô, sabe o que eu tô achando interessante? É um livro que você. Eu sempre sonhei um livro de mim, esse é um sonho que eu tinha. Eu queria saber ler, isso, com saber ler, eu quero dizer não ser alfabetizado, but conseguir ler uma coisa longa, né? And um amigo que planizasse um livro, I lay the liver dele. Putz, isso é uma coisa. And I'm like na minha velocidade, claro, I'm so um leitor who sonha em ser o machado de assis. But o Rolandin tem muito talento, porque virou um lugar que eu vou ali diariamente, né? As vezes eu pulo um dias, um lugar que eu vou diariamente pra me divertir. A escrita é interessante, né? O narrador não se expressa muito, né? É um narrador in tercer persona, ele fica narrando ali aquela história, mas the personagens se manifestam bastante, assim. And the narrator era nulo, né? Quer dizer, gente, eu tô antes da metade ainda, não sei se o narrador continua nulo sempre, né? But o Rolandier dá umas rompantes também que o narrador começa a querer ter uma personalidade. Ele usou uma frase que eu gostei muito. Tem uma personagem, né? E aí o narrador do nada fala, a personagem follow I have a coisa próxima de ornando utilizando todas as exclamações do seu arsenal. Puta, I don't lembro exactamente, mas essa era boa. Eu gostei dessa, eu quase grifei, eu não grifei porque eu tenho preguiça. But I fell, putz, essa é uma boa, né? Usando todas as exclamações that I had do you arsenal, que ela tava gritando muito, né? Eu falei, hum, gostei. Eu gosto dessas coisas assim, quando alguém consegue, né? É próximo da comédia isso, né? Quando alguém consegue ali fazer uma coisa que é assim Falar de um jeito different to a coisa que todo mundo já falou, né? Ela gritou, no, vamos tentar, vamos dar uma azeitada nisso aqui. E às vezes acontece isso, mas principalmente a história é uma história divertida, sabe? Fantástica, né? It's muito interessante, assim. Enfim, mas aí eu ler o livro Eu tô gostando. E dá pra ver que ele se dedicou ali pra metade, né? Tô chegando a metade, mas eu tô antes da metade. E aí ele tá coisando ali. You asked um DJ it will see a machade assis, entendeu? But tentando for another line, and I come in my estômage, and I descobri this for quick, because like no lançamento do you deleu I come I don't vouch quem que é. Porque não é uma pessoa publica, né? Não sei se vocês já notaram, quando é uma pessoa publica que eu tô falando bem, eu falo o nome. But when I told mal, I don't follow nome, but when some people, I don't want to say o nome because the person is public. I don't quis that the name was cited publicly. And as people, an amiga me and an amiga me to me. Because mulheres se preoccupation with a proper saúde, elas sabem o que está acontecendo, né? So I will pergunt this for a woman. No, but else come out, ah, eu comecei a falar os sintomas, elas começaram a rir assim, falaram, ah, você tá com problema do estômago? Você tem que começar a tomar um remédio, tá um remédio, eu falei, putz, que droga, né? And depois eu fui conversar com um amigo meu. E ele falou, você tá com problema no estômago? Você tem que começar a tomar iogurte. Eu falei, iogurte? E eu achei isso tão uma ideia, assim, as mulheres me ofereceram remédio e o cara falou pra eu tomar iogurte. Eu achei isso tão. Cara, tomar iogurte. Isso parece tão uma solução com a criança, dá, sabe? Por que tomar iogurte? Ah, porque ele é cremoso e ele cria uma camada em volta do seu estômago. Não, não é possível. Você tá falando. Por quê? Porque ele é meio denso, e aí você acha que ele magicamente entra no meu estômago? E aí, como ele é cremosinho, ele vai gerar uma camada em volta. Não, você não entendeu como é que funciona o corpo humano. Isso me parece uma criança falando assim, sabe? E aí eu. E aí eu fui perguntar pro Gemini, ô Gemini, isso faz sentido? E aí o Gemini falou, faz, tem que tomar iogurte mesmo. Aí eu não acreditei muito não, né? Porque era o Gemini, mas assim, eu fui lá e comprei um iogurte no mercado. E agora eu tô viciado em iogurte. É uma coisa boa pra estar viciado, né? É uma coisa saudável, aparentemente, e faz bem pro estômago, aparentemente. E a real é que o meu estômago parou de doer depois. Então, o que eu tô notando é que eu tenho que parar de me ouvir, entendeu? E ouvir os outros. Ouvir os ativos no mundo, entendeu? Ficar só observando, observar o que eles têm pra me falar, eu pego e fico só olhando. Porque assim, pra ser ativo, meu amigo, é melhor eu continuar sendo um passivo, pelo amor de Deus. E eu não tô nem falando de dar o cu aqui. Você ouviu o som da minha voz, podcast no descontrole certeiro. Um beijo, tchau, até a próxima. E bom sonho pra você. Até.