Café Alexandria

24: Patrícia Portela - Ainda é 3 de Maio

Coffeepaste Episode 24

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Patrícia Portela é escritora, artista, cronista, e uma das vozes mais difíceis de catalogar da literatura portuguesa contemporânea. Estudou cenografia, filosofia, cinema e dramaturgia em Lisb-oa, Utrecht, Londres, Ebeltoft e Leuven. Viveu duas décadas em Antuérpia. Dirigiu o Teatro Viriato durante a pandemia. Escreveu romances, instalações, performances, crónicas. Ganhou prémios. Cruzou fronteiras - de forma, de género, de território - com uma consistência que parece, ela própria, um projeto.

O seu novo livro chama-se Hoje, 3 de Maio. Parte de um quadro de Goya. os Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808, e transforma-o em 400 páginas de romance. Um retrato de quem fuzila e de quem é fuzilado, numa Europa que o livro descreve como ainda presa num tempo de guerra. É ficção histórica, é romance político, é meditação sobre a distância - a distância a que assistimos ao horror e o chamamos notícia.

Os episódios deste podcast terminam com uma recomendação de leitura e começam com um poema. Esta semana Keli Freitas trás-nos um excerto do livro “Dia sim dia não fazer chantagem”, de Maria Isabel Iorio.

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