Duplo Clique

#46 Pessoas do Ano da Time, Cultura da Performance, Plot Twist da Netflix e Warner

Andrea Janer e Fernanda Belfort

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A escolha da Time e do Financial Times expõe o eixo real de poder na tecnologia: CEOs de modelos de IA, fabricantes de chips e plataformas que moldam comportamento enquanto a regulação patina. Do enquadramento controverso da capa à ausência de vozes acadêmicas, o episódio conecta o prestígio midiático à infraestrutura crítica — dos data centers energívoros às políticas industriais que reacendem a disputa entre Estados Unidos e China. A ascensão de Jensen Huang como símbolo do ano cristaliza como chips deixaram de ser bastidores e se tornaram geopolítica explícita.

No cotidiano, novos modelos como o ChatGPT 5.2 refinam memória e reduzem alucinações, enquanto Gemini, NotebookLM e Manus ampliam usos práticos de automação, visão e produtividade. O episódio discute os riscos de uma cultura orientada à performance, o avanço de regulações para redes sociais entre jovens, a reconfiguração do streaming por ofertas bilionárias e a zona cinzenta de mercados como a Kalshi. O recado final: entender a tecnologia hoje exige atravessar o brilho das manchetes e olhar para os incentivos, tensões éticas e impactos concretos que moldam economia, política e cultura.

- Links:

The Architects of AI Are TIME's 2025 Person of the Year

- Acompanhe mais com a gente:

Oxygen Club - Andrea Janér

Tribo de Marketing - Fernanda Belfort

"As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."

SPEAKER_00:

Olá, eu sou a Andréia Janer. E eu sou a Fernanda Belfort. E esse é o Duplo Clique. Bem-vindos e bem-vindas. E aí, Fê, a gente passou uma semana mais curta, né? A gente gravou a última vez no domingo, hoje é sexta. Estamos voltando à nossa programação normal de gravar sextas-feiras, mas foi uma semana cheia, né?

SPEAKER_01:

Foi, foi uma semana cheia. Várias notícias boas pra gente comentar, né, Dea?

SPEAKER_00:

Vamos começar pela Person of the Year at the time? Vamos. Esse é um assunto que a gente acompanha de perto na Oxla há muito tempo. Eu acho esse um acontecimento, assim. Não sei se todo mundo fica tão. Ela reflete muito os High Guys, né? Quem são as pessoas que fizeram a diferença naquele ano. E acho que é importante também notar que nem sempre a Time premia quem fez uma influência necessariamente positiva. Então, por exemplo, no ano passado foi o Trump, no ano anterior foi a Taylor Swift, e no ano anterior foi Zelensky. And this ano nos surpreenderam, escolhendo não uma, but várias pessoas do ano. A gente estava acompanhando até as bolsas de aposta, inclusive um tema que a gente vai falar daqui a pouco, mas havia uma suspeita de que a pessoa do ano não seria uma pessoa, e sim a inteligência artificial, como a grande personagem, digamos assim, desse ano. E ontem saiu a capa com vários do que eles chamam de arquitetos da IA, com vários nomes aí, os grandes líderes que estão na liderança aí, na linha de frente dos modelos, das empresas, dos processadores. O que você achou dessa escolha, Fê? Você acha que foi estranho ter um monte de gente como a Pessoa do Ano?

SPEAKER_01:

Eu achei que eles roubaram um pouco no jogo, porque a Pessoa do Ano é justamente escolher uma pessoa. E eles não fizeram isso. Por outro lado. Foi tipo a Pantone com a cor branca do ano. Exato. O branco é uma cor ou não? Exatamente. Por outro lado, eu acho que eles conseguiram chamar atenção para a importância. A gente sempre fala isso aqui, né, Dea? Mas a importância que essas pessoas têm in society hoje. Elas estão moldando uma série de things in the society a particular technologies that elas estão desenvolvendo, a forma que elas estão lançando e usando. Andas têm um poder imenso with a regulamentation quasi inexistente. Andava conversando de comentar um pouco o que são as implicações insociated. So I think elas têm um poder grande e conseguiram chamar atenção para isso. So I achei que foi bom. O que você achou?

SPEAKER_00:

Eu achei muito legal. I asked hours eleger uma única pessoa como responsável por essa revolução que a IA está causando no mundo, né? Então acho que foi uma decisão de ser inclusivo e abrangente. Inclusive, colocaram duas mulheres na lista, apesar de uma delas ter sido cortada ao meio, né?

SPEAKER_01:

Ignorada, ignorada nas matérias.

SPEAKER_00:

Surreal, né? A FIA até achou assim: será que a foto original tinha uma pessoa cortada e por isso eles cortaram? Eu não li nada sobre esse fato horroroso de que cortaram uma das únicas duas mulheres na lista.

SPEAKER_01:

Eu olhei a foto original. A foto original é uma foto de 1932. Pra quem não viu a foto, a foto da capa da Time traz uma referência àquela foto tradicional, antiga, conhecida, que tinha uma série de operários sentados numa viga, como é que chama isso, né?

SPEAKER_00:

Acho que é uma viga. Uma.

SPEAKER_01:

Penduradas no céu durante a construção do Rockefeller Center. Então é uma foto que ficou super famosa, e eles replicaram. Então, assim, até o fundo dos prédios atrás. Uma referência clara a essa foto, o ângulo, tudo. Na foto original não tem ninguém cortado na ponta, então não era isso. Não sei, não precisava. Eu acho que não precisava nem incluí-la, honestamente. Deixava ela pra fora e pronto. Não, mas a Fai Felipe pode.

SPEAKER_00:

É, a Faifeli é uma ícone. Inclusive, vamos citar os nomes aqui, né? A gente tá aqui.

SPEAKER_01:

Ela também sentiu falta de outras pessoas, né, amiga?

SPEAKER_00:

Sentimos. Mas eu acho que a Feifeli ela é dos primórdios. Feifeli? Ela é dos primórdios, né? Ela tá. Hoje ela é co-diretora do Human Centered AI Institute da Stanford University e CEO da World Labs, mas ela é uma pessoa que está trabalhando em I desde dos primórdios. Eu acho que ela é da época ali do William Sutzkever, do próprio Geoffrey Hinton. Geoffrey Hinton não estava nessa foto, Fê.

SPEAKER_01:

É, porque ele é mais uma pessoa que hoje critica do que alguém que está sendo responsável pela construção. É, eu acho que o recorte foi meio que. Mas o Ian Lecom não tá. É, exatamente, Anlecue não tá. Eu senti falta do Mustafa, Suleyman. E da Microsoft, né? Que é da Microsoft.

SPEAKER_00:

Quer dizer, sentimos falta dele e sentimos falta da empresa, né? Sim, como é que é? Sim, ele é uma força. Mas enfim, só pra gente relembrar aqui quem são os arquitetos da IA que estão nessa capa, né? O Dario Amodei, CEO da Anthropic, o Demis Hassabis, CEO da Deep Mind, e que hoje em dia é o chefe do Google, o Jensen Huang, que é o CEO da Nvidia, o Sam Altman, CEO da OpenAI, a Fei Feelie, que eu já citei, a Lisa Su, que é CEO da AMD, que faz chips, o Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e o Elon Musk, da XAI. Nesse sentido, eu acho que eles deram uma patinada, porque eu acho que o Zuckerberg e o Musk talvez não precisassem estar ali, você não acha, Feia? Também acho.

SPEAKER_01:

Eu acho que o poder que eles têm, eles acho que não têm tanto poder como arquitetos de A, mas eles têm um poder na sociedade enorme por serem as pessoas que comandam os algoritmos das redes sociais que hoje definem uma serie ofensiva. Então acho que nesse sentido, sim. Aí ela tem uma importância menor, realmente, porque a gente tem o Jensen Huang e a Lisa Sue como as pessoas que estão produzindo chips and as coisas para tudo isso. O Google também faz os seus próprios, but the Google faz os modelos, those frontier models e tudo. E daí a gente tem.

SPEAKER_00:

Eu acho que foi CEOs mesmo o corte. Eu acho que foi por aí. Porque eu acho que tinha que ter o Geoffrey Hinton também, que é uma pessoa que também está trabalhando nisso desde sempre. Então ele é uma pessoa realmente muito influente no círculo acadêmico, digamos assim. Acho que eles tiraram um pouco a academia. Mas, se a gente for olhar esse corte, eu acho que Mustafa tinha que estar lá. Porque ele tem mais ou menos o perfil do Demisa Sabes, talvez. Eu acho que sim. Enfim, eu acho que essa capa deu o que falar, tá todo mundo comentando. Você falou que até no Jornal Nacional saiu a capa da Time. Achei super interessante isso.

SPEAKER_01:

Saiu. Teve uma cobertura na Jornal Nacional e eles ignoraram a moça cortada da direita quando foram explicar quem é quem. Ignoraram, eu peguei até um print pra te mostrar.

SPEAKER_00:

É, mas é importante a gente falar dela, viu? Porque Fei Feli é considerada. Ela é a única mulher nas pesquisas, no circulo acadêmico. Ela é a única mulher importante que realmente ficou muito conhecida. Andraram ali em conflito com Sam Altman, saiu, como o William Sudzcaver também saiu. E a Mira Muratti abriu uma outra empresa, uma startup de A, mas a gente não tem ouvido falar tanto dessa nova aventura dela. Mas ela foi uma pessoa importante ali na OpenAI no seu início. Mas também acho que ela não teria que estar nessa capa, não.

SPEAKER_01:

Perfeito. E quando a gente fala dos impactos, acho que a Time fez uma matéria super interessante, puxando vários aspectos. But existe, né? Desde toda essa discussão da infraestrutura and essa corrida entre Stados Unidos and China. Pode vender chip, não pode, por quanto, toda a partilhar that exists in the two paces, a China comes, tem muita discussion in some of this, a part of geopolítica importantíssima that's intorno of algorithm. Then a corrida empresarial, and falta muito a Microsoft, which is essa corrida entre OpenAI, Methanthropic, Google, and quem impulsionar as empresas. And existe todo o impacto que this thing, desde o impacto ambiental desses data centers, a gente acabamos de terminar a COP, né, Dea? But tem um impacto ambiental enorme. Existe um backlash of this mudança que estava indo para energia renovável e voltar para energia fóssil, muito também por conta da demanda crescente que esse tipo de tecnologia tem por energia. Então o drill, baby drill, tá muito ligado a isso também. Toda a parte de mercado de trabalho, o que vai acontecer com os empregos, o que a IA faz, quem a IA vai substituir, o que vai acontecer no futuro, as pessoas vão ter emprego no vão, vão surgir novos empregos, precisa existir uma renda mínima, universal, para segurar pobreza, se empregos desaparecerem, so que tem essa part. O impacto psicológico nas pessoas, da criatividade, the importance of trabalho, do que é, o que representa ser humano ornamental, raciocinar a creatividade, o que é. So I think this later emotional. And chatbots fazendo a papel muchas veces ofigo, psicólogo, até onde isso vai. So I think that's a vertente. And this impacto cultural, quality impact that this thing, a gente não pode esquecer as redes sociais, que tem os algoritmos andam enorme to, aliás, uma das palavras do ano é o rage, rage base, que é como se fosse a isca da raiva, mas quer dizer alguma coisa that you colour a person to interessar, but in the end described that a raiva is a fator of engagement enormous, and there's much that is impulsion in the redesigns and is colour in the redesagented, which levels of division of society, and there are many impacts. And the line of offline, which kind of, you know, no Oxytrends, that offline is um luxo. There's this termo that she used that I adore, this hobby analógico, some of a certain fuga and say, 'No, you don't care.' So, essas pessoas que estão nessa foto, elas estão intimamente ligadas e com poder de influência in todos esses aspectos.

SPEAKER_00:

O que eu esqueci da época? Então, foi perfeita, Fê. Adorei esse resumão que você fez de tudo que a inteligência artificial tá atravessando nesse momento do mundo. Então, acho que essa escolha da Time, só pra gente fechar o assunto, tá super, acho que Zeitgeist, né? Tá super no Zeitgeist. E só pra gente complementar agora de manhã foi anunciada a Pessoa do Ano, do Financial Times. Obviamente, pra mim, é uma das melhores do mundo, eu adoro. E eles anunciaram ninguém menos que Jensen Huang como Pessoa do Ano. Porque ele eu tive a opportunidade de vê-lo esse ano no Vivatec em Paris, e eu voltei de lá convencida de que realmente ele era a pessoa mais poderosa do mundo, na medida em que ele controla a base dessa cadeia toda, que é o chip, o processador. So acontecendo, todas essas ferramentas de inteligência artificial generativa que nós estamos usando, none seria possible se não fossem as GPUs da Nvidia. Ele estava no centro de tudo isso. Claro que agora, de uns tempos para cá, o mundo acordou para isso, and the AMD da Lisa Sul, que está na capa da Time, são novas, não necessariamente novas, but empresas de chip that's frente and oferecer algum tipo de concorrência para Nvidia, os países tentando produzir seus propios chip. A gente vê nos Estados Unidos a Intel tentando voltar, the government Trump tentando ajudar a Intel a voltar a ser uma empresa that produza a quantidade que supra o mercado americano. So continue sendo uma grande frontera tocade, os chips. Ele é um CEO differenciado, who dialoga com presidentes, who is considerado um leader of the geração. Uma história ofrece phenomenal. Can we have curiosity to history of life? He is CEO for more than 30 years. O cara que é CEO of last year. The history da Nvidia is incredible, because eles pivotaram, eles não aream uma empresa de chip lá atrás. É super interessante essa história vai ser estudada provavelmente nas faculdades por muitos andos. And I asked muito correta, muito justa aí a escolha do Financial Times. A gente falou que a Fê falou de redes sociais como uma dos impactos da inteligência artificial. E essa história da Austrália, hein, Fê?

SPEAKER_01:

Bem que a gente adiantou semana passada que esse tema ia pegar, né, Déa? Você trouxe aqui. Quem ouve o duplo clique sabe antes. Sabe antes, já está sabendo de tudo, mas realmente o B entrou em vigor e agora está tendo uma super reação dos jovens. Então, várias campanhas dos jovens falando: ah, vocês são adultos, são velhos, vocês não entendem as coisas incríveis que a gente pode fazer, o quanto a rede social também permite que a gente tenha trocas saudáveis, que a gente produza coisas, e trazendo lá do bom das redes. E até uma coisa que a gente falou semana passada, né, ideia, assim, o certo seria tirar as coisas ruins e não proibir. Só que isso é difícil, porque são empresas que nem australiana são. Então, como que você consegue garantir isso? Mas acho que tem uma discussão crescendo aí interessante. O que você tem visto?

SPEAKER_00:

Eu tô impressionada com esse. Acho que esse vai ser um dos grandes temas de 2026, sabe? Porque dois jovens australianos processaram o governo por conta dessa proibição. E eu não tenho filhos nessa idade - 16, 15 anos, né? Mas eu fico imaginando, para um jovem de 15 anos, né, tirar a rede social é uma mudança de vida, porque hoje praticamente todo o arcabouço social deles está ali, a comunicação está ali, a origem de repertório, conhecimento, há tudo ali. E eu não realmente tô tentando empatizar, digamos assim, com os jovens e pensando que mais uma nova palavra. Mais uma nova palavra. Como deve ser difícil, de repente, você não ter mais acesso a essa espinha dorsal da vida de um adolescente, de um pré-adolescente. Por outro lado, eu acho que a gente tem que voltar a tomar as rédeas de algumas coisas, né? Acho que a gente reclamou, reclama há muito tempo that negligence do Estado in the regulation of tantas relacionadas to technologia. A gente vê a Europa sempre offensive in this sentiment, colour in the casa, trying to limit a technology to protect the cadence. And this, in fact, is mal visto for the rest of the world. These, for example, criticism. Jamie Diamond recently that Europe is in trouble, because innovation, the Europa is engessada por regulation. So I think this is a discussion of nosso. Até que ponto o Estado tem o direito ou até o dever de legislar sobre esse tipo de sistema que está tão enfronhado na nossa sociedade, porque deixando as empresas se autorregularem não funcionou. A gente sabe que não basta, por mais que elas tenham recentemente anunciado algumas, a meta anunciou algumas mudanças para poder proteger eventualmente os jovens, colocando alguns limites, o TikTok também fez this, but it funciona. So this model of negotiation is what they can move. So if those don't move this model of negotiation and create a other form of dinner that seems nociva for the society mental people, I think the governors don't precisely use that. But when else recusam to make this, I think the government step in, enter and colour a limit in this story. O que eu acho que vai ser interessante in 2026 é que a Austrália não vai ficar sozinha. Isso vai acabar gerando uma reação em cadeia de outros países, acho que você tinha visto hoje, né, Fê, outros países que estão observando de perto isso para eventualmente adotar essa regra também. E isso vai ser uma grande discussão ano que vem.

SPEAKER_01:

Concordo, Deia, concordo. Acho que esse lado, né? Eu tenho filhas de minhas filhas têm 14, e a Ju vai fazer 17 agora esse mês. E eu acho que se tirasse mídia social, realmente ia ser um choque. Um caos. Um caos. Elas têm limite de tempo. Elas viram e falam, mãe, não vai ensinar isso pra mãe dos nossos amigos que eles vão matar a gente. E eu falo assim, mas é sério? Tem gente que não põe limite de tempo ainda. Entendeu? Você já teve todas as fases. Mãe, você não confia em mim? Falo, filha, eu confio super em você. Eu não confio. Nas redes sociais, em você. Tranquilamente, não se preocupa. Mas elas têm limite de tempo, então não tem um vício extremo, mas tem uma importância na vida delas muito grande. Estava pensando na Del, isso talvez fosse, sei lá, tirar o telefone na nossa época, tirar o. O que será que seria um depara? Com o tempo, acho que as pessoas se adaptam e ninguém ter.

SPEAKER_00:

Sem dúvida, faz sem dúvida. Eu acho que o movimento desconecta teve muito esse papel, né? Eu sempre cito o movimento desconecta como um exemplo muito bom de como as coisas podem mudar de forma definitiva ou de forma escalável com a iniciativa das pessoas. Porque a gente às vezes fica reclamando de problemas que o mundo tem, fala, ah, mas quem sou eu para poder mudar essa realidade? Você é alguém. Se você juntar mais cinco, mais dez, mais cinquenta, mais cem, mais 200, mais 1000 pessoas, você consegue mudar alguma coisa. E eu acho que as mães que fizeram o movimento Desconecta, eu acho um exemplo perfeito de mães que, cansadas de esperar que o governo tomasse uma atitude, que as escolas tomassem uma atitude, ou que as redes sociais tomassem uma atitude, elas foram lá e fizeram. De uma maneira absolutamente espontânea, depois muito organizada, e transformaram o porte de celulares nas escolas em uma política pública.

SPEAKER_01:

E falando de tecnologia, a gente também comentou semana passada que a OpenAI tinha colocado lá um Red Code. Red Code, exatamente, que precisava voltar a focar nos modelos. And this semana eles lançaram o chat GPT 5.2. Então saiu do 5.1 and foi para o 5.2, e com várias melhorias que eles alegam que o modelo faz melhor. É super recente, não consegui testar ainda, mas que ele é muito melhor em planilhas, apresentações. Acho que essa parte de planilha, apresentação, tá incrível, né, Del quanto tá melhorando. Incrível. Notebook Lamb. E daí, até parando um pouco aqui, porque essas dicas pra vocês, como usuários, são muito legais, né? A gente sempre fala de geração de imagem, que a tecnologia que tá mais legal hoje chama nano banana. A gente já falou algumas vezes, vocês vão lembrar desse nome, porque nano banana é um nome sensacional, é do Google. Então você consegue usar o nano banana através do Gemini, que é tipo o chat GPT deles, através do notebook LM, e também o Manus está com nano banana, né, Dea, que você me mandou pra fazer slides. Exato.

SPEAKER_00:

E é uma loucura acompanhar. A gente entende aí, quando as pessoas falam, ai meu Deus, eu não sabia, como é que eu faço, não sabia que tinha um modelo novo. Toda semana tem praticamente uma dessas empresas lançando um update, né? Então, realmente é difícil acompanhar. Por isso que a gente brinca que é melhor assinar todas. Você está sempre com uma mais atualizada.

SPEAKER_01:

Mas é importante ouvir o duplo clique também, porque você precisa saber o que tem de novidade, o que você pode tentar de novo, né, Dea? Porque certo. Eu fico nos meus grupos e tudo e vendo, ah, não, tá incrível fazer slide no notebook LM, aí eu vou lá e tento, porque senão você acaba nem parando pra tentar. Então, eu acho que isso tá realmente pegando fogo. E eles falaram que melhoraram agora as apresentações. Então, acho que isso era uma coisa que o Chat GPT estava para trás. Eu vi posts deles, assim, no Instagram e tudo, da conta do ChatGPT mesmo, falando de planilha, do quanto eles estão melhores para fazer planilha. Então, acho que isso é uma coisa interessante. Análise de documentos longos, uso de ferramentas, tá mais rápido, mais preciso, mais confiável, entendendo um contexto maior, então com mais memória da quantidade de tokens, sem perder coerência. Aí eles fazem, obviamente, todos aqueles testes de performance que compara com benchmarks, que sempre tem nesse tipo de coisa. E daí eles falam que quando você entra nessa parte de ferramentas e agentes, com o uso de ferramentas, está com 98,7% de acerto. Ou seja, ele está muito mais confiável para fazer essas coisas, com fluxos mais longos, and so quando você pede coisas que são mais complexas, ele está melhor nesse sentido. Ele está mais confiável para a interpretação visual, então os erros disso caíram pela metade, para entender dashboards, interfaces, diagramas, layouts, essas coisas. Reduziram em 30% as alucinações do dia a dia. Eles falam que é um modelo também que está mais seguro, com respostas melhores em saúde mental, prevenção de autolesão e temas sensíveis. Isso é uma coisa que, por mais que eles vão abrindo a caixa de Pandora e não estão nem aí, mas eles têm essa preocupação, não é uma coisa que eles não tenham na OpenAI, que eu acho que é uma coisa boa, e isso tudo já está disponível hoje no Chat GPT.

SPEAKER_00:

Você sabe se eles já soltaram pra todo mundo, Fê, ou se é só pra quê? Porque eles começam no mente por quem paga as versões mais caras, né? Tipo aquela de 200 dólares, que eu parei de pagar, tá? No chat GPT, porque ele me enrola muito e eu acabei, enfim, cortando a minha relação com o chat GPT depois que ele tentou me enrolar. Vocês sabem, gente, eu sou muito fiel ao Manus. Eu sou uma pessoa bem monogâmica nesse sentido. Mas agora eu tô usando mais Gemini e Manus. São os meus dois go-to apps pra isso. Essa semana eu tive uma coisa muito. Enfim, dando exemplos, assim, eu acho que é legal quando a gente traz exemplos práticos também. A gente podia fazer isso, Fê. Todo episódio a gente conta alguma coisa que a gente fez com os nossos modelos pra de repente dar ideia para as pessoas, né?

SPEAKER_01:

Falar de caso justo, maravilhoso.

SPEAKER_00:

Essa semana eu precisei comprar um assento de vaso sanitário. Maravilhoso, né? Um tampo de vaso sanitário, sem sair de casa, porque eu sou essa pessoa, né? Que eu compro tudo pelo Mercado Livre or pelo, enfim, Amazon, essas coisas. Mercado Livre é o meu favorito, meu principal. E quem disse que eu sabia o modelo? Tem que encaixar, gente, tem que ficar certinho, né? Não pode ficar grande, pequeno andar, eu não sei qual o modelo do vaso, é um modelo comum. Tirei uma foto do vaso, subi no Manus e perguntei, Manus, for favor identifique este modelo de vaso sanitário e me diga quais são os assentos compatíveis. Gente, ele acertou na mosca, Ravena, Deca Ravena, os modelos são tal, tal, tal. Eu entrei no Mercado Livre, in three minutes já tinha comprado, resolvido, chegou, instalou, tá tudo certo.

SPEAKER_01:

Maravilhoso, né?

SPEAKER_00:

E é isso que eu acho que é uma das coisas que você leu aí, que o Chat APT está melhorando, que é a identificação de imagens, né? Porque poder olhar para uma imagem, identificar o que é. Enfim, o Manus é muito preciso com esse tipo de coisa. Já passei por isso. Já tentei, por exemplo, identificar relógio, smartwatch de corrida, por exemplo, um Garmin que eu queria saber qual era. No chat APT ele me enganou. Não só me enganou, acho que eu já contei aqui essa história, não só me enganou como ele insistia que ele estava certo, e eu tinha certeza que ele estava errado. Então, essas coisas também a gente tem que olhar sempre com um pouco de desconfiança, porque às vezes você tem que conferir em outros lugares, mas esse tipo de identificação por imagem hoje em dia é muito prático. Você quer saber de que marca é uma roupa que você viu alguém usando. Enfim, tudo isso hoje está ficando cada vez mais preciso, né?

SPEAKER_01:

E o impacto que isso tem, porque agora tem uma tendência também das próprias lojas terem seus agentes pra ajudarem as pessoas. Então imagina que daqui a pouco o que vai acontecer é que você vai entrar no Mercado Livre e você vai ter um chat com o Mercado Livre, você já vai subir ali a foto e vai te dar todas as coisas.

SPEAKER_00:

Então, sabe que essa semana eu tive uma. Eu pensei, eu uso muito pra fazer compras, eu tô aquela pessoa que eu não vou em supermercado também, gente. Eu compro tudo pelo shopper, tá? Isso não é o publi, shopper me nota, né? Me nota.

SPEAKER_01:

Eu compro também, mas eles substituem coisas, isso me irrita profundamente. Tipo, por exemplo, a minha veia vê outra marca, e eles não me perguntam. Mas eles não te avisaram?

SPEAKER_00:

Eles avisam, eles perguntam, olha, nós encontramos, podemos substituir, você pode selecionar como é que você quer que eles façam. Eles podem fazer o reembolso.

SPEAKER_01:

Eu entrei lá pra tentar ver esse negócio e não consegui, mas tudo bem.

SPEAKER_00:

Mas eu fico pensando como ainda existe espaço para essas empresas, precisamente de varejo, melhorarem a experiência do usuário. Por exemplo, uma coisa boba, eu recebo uma lista das compras que eu preciso fazer pra minha casa de fim de semana da minha funcionária de lá. Eu ainda tenho que entrar no shopping e fazer essa busca um por um. Por que o shopping não tem uma função, uma funcionalidade que eu subo a lista que a minha funcionária me manda, porque ela já me manda pro WhatsApp, ela já é bem moderninha. Eu posso subir essa lista que ela me manda e ele já enche um carrinho com aquelas coisas automaticamente. Eu só preciso revisar, ajustar, quantidade, marca, coisas assim, e aquilo vai pro carrinho e pronto. Mas não, eu preciso fazer aquela busca. Claro que eu tenho alguns carrinhos pré-guardados, eu tenho algumas cestas pré-determinadas, mas às vezes não é a cesta pré-determinada, eu não quero comprar tudo aquilo. Então, dar um trabalho, eu levo meia hora, às vezes, para fazer uma coisa como essa, que poderia ser muito mais rápida. Então, atenção, empresas de varejo agilizem o uso de ar nas suas plataformas, porque tem muita coisa que pode melhorar e não é complexo. Isso que eu tô falando que o shopping podia fazer é simples.

SPEAKER_01:

Empresas de varejo, me notem, porque a Seus Force tem soluções pra tudo isso.

SPEAKER_00:

Fala de fazer.

SPEAKER_01:

É tipo fazer um agente, não? A gente tem um monte de coisa nesse sentido, faz para várias empresas do mundo. Mas é isso, você precisa ter, no fim, um agente que vai pegar, vai receber essa foto ou esse texto, vai analisar, vai entender o que é, vai tentar fazer um depara do que tem em estoque pra sugerir as coisas, pra te falar. Tem que fazer esse processo todo. Mas é incrível, né? Isso te fidelizaria nessas lojas de uma forma de vista.

SPEAKER_00:

Eu lembro que no SX esse ano tinha uma parceria que foi, enfim, tema de um painel, que era o New York Times com o Instacart, que é como se fosse, sei lá, o iFood deles, né? Só que é só focado em groceries. Só que é só groceries, não tem restaurante. E eles estavam com uma funcionalidade que você. Porque o New York Times tem aquele aplicativo de receitas, que eu não lembro o nome agora, mas, enfim, é super famoso nos Estados Unidos, é o talvez o aplicativo de receitas mais popular, mais usado nos Estados Unidos. And eles estavam com uma parceria com o Instacart, porque você podia escolher uma receita, jogar essa receita no Instacart, e o Instacart automaticamente faz o carrinho e te manda em casa. I falei, gente, é sobre isso. As pessoas hoje querem esse nível de conveniência. Nossa barra, infelizmente, vai subindo. À medida que a gente vai usando IA e vai vendo todas essas possibilidades, as empresas de varejo têm que step up, têm que realmente oferecer esse tipo de experiencia, porque é aí que a IA brilha. É aí que eu quero usar a IA, não quero usar coisas que eu posso criar, que eu posso. When a gente fala dessas ferramentas como potencializadoras oficial, é nesse sentido, é produtividade. I quero gastar two minutes with a company of semana. I don't quite procuring item for it. It decides for a gente the time to pens, this is an example of solution that I adoraria teras ferramentas, those aplicatives de compras.

SPEAKER_01:

Eu também. Ideia saindo um pouco da pauta que a gente pensou para essa semana, but a conversa que a gente teve umas semanas atrás andou conseguiu ter essa conversa no ar, isso me lembrou daquele. Estava ouvindo um podcast, acho que do Michel Alcofurado, que falava também um pouco dessa reflexão de que a hora que a gente tem uma tecnologia que tira todas as coisas operacionais, o que sobra no nosso dia pra gente fazer? Porque tem um pouco essa percepção de que eu vou trabalhar menos, eu vou ter mais tempo pra fazer as coisas. Por outro lado, ainda mais conhecendo o nosso perfil, né? A gente vai trabalhar igual, só que a gente vai acabar tendo uma demanda cognitiva muito maior. Porque as coisas que sobram pro humano fazer, não tem mais aquela coisa que você fala, não, agora eu vou sair daqui, vou responder as mensagens, vou fazer não sei o quê, coisas que você tá trabalhando, mas que não tem uma demanda cognitiva tão grande. So, cada vez mais, a gente potencialmente vai ser exigido. E sabe aquela coisa quando você vai subindo na carreira? Você fala, meu Deus do céu, não tenho mais nenhum problema fácil, porque os problemas fácil já resolveram, o que chega em mim é porque já tá cabeludo, entendeu? Então tem essa reflexão do que vai sobrar, o que a gente quer que sobre, e até a conexão com aquele papo dos hobbies que a gente estava tendo, né, Dia?

SPEAKER_00:

Total, do hobby ser o lugar pra gente ser imperfeito. Engraçado, Fê, eu falei com você essa semana, de uma outra coisa que a gente tava conversando. Quanto mais se usa IA, e eu uso muito IA no meu dia a dia, muito, muito, muitas ferramentas o tempo todo, tá acontecendo um negócio muito louco comigo. Eu tô começando a pensar em prompts. Eu penso em prompt. Quando eu preciso.

SPEAKER_01:

Você falou isso, eu dei muita risada.

SPEAKER_00:

Tipo, eu começo a pensar assim, eu tô conversando com uma pessoa, tipo, eu tô conversando com alguém do meu time. Em vez de explicar uma coisa, eu falo como se fosse um prompt pra aquela pessoa. Tô ficando realmente. O meu cérebro tá se condicionando. Então, quando eu vou dizer pra pessoa, não, por que você não tenta tal coisa? Eu falo assim, ó. Me diga tais coisas que acontecem. Então, assim, eu tô começando a citar um prompt da pessoa. E outra coisa que eu tô fazendo também é que quando eu tô fazendo, por exemplo, a compra do shopper, eu já começo a pensar assim, puxa, tinha que ter tal coisa usando IA. A IA está entrando na minha vida de uma forma tal que o meu cérebro já tá começando a condicionar, a ficar condicionado a pensar como que tudo no meu dia seria melhorado, seria agilizado, talvez, com o Iá. E é uma coisa meio louca, né? Porque eu tô começando a falar. Meu filho me fala, mãe, precisa comprar tua coisa. Eu falei, meu filho, e aí eu vou falando pra ele como se eu estivesse escrevendo um prompt. Que louca.

SPEAKER_01:

Mas você fala de um jeito muito estranho, as pessoas não percebem ou percebem?

SPEAKER_00:

Não, acho que eu percebo, assim, que a minha instrução pra pessoa é o prompt. Veja eu estar resolvendo o problema da pessoa, eu tô citando, tô fazendo um prompt pra ela. Então, mas talvez você esteja sendo muito mais precisa nos seus questionamentos.

SPEAKER_01:

Exato, eu tô ficando mais objetiva.

SPEAKER_00:

Você pode ser bom, entendeu?

SPEAKER_01:

É.

SPEAKER_00:

Porque assim como você pensa num prompt, dá pra ele ser conciso, pra ele ser.

SPEAKER_01:

Tudo que você precisa ter de informação, de contexto, tudo que você precisa falar pra pessoa, talvez você esteja tendo o seu filtro aí mais intenso.

SPEAKER_00:

Total, Fi, porque eu acho que. Sabe essa coisa da gente ser meio prolixo, às vezes, quando você vai pedir uma coisa pra uma pessoa, né? Você vai dizer, fulana, vamos fazer o seguinte: pega nananã, faz não sei o quê. A gente às vezes é muito prolixo. Se a gente pensar em prompt, tipo, providencie tal coisa, sei lá, de um jeito que. Se bem que o prompt bom, ele dá muito contexto, né? Na verdade, alguns coisas.

SPEAKER_01:

Mas a gente é impreciso também, né? Às vezes a gente fala alguma coisa, mas não explica o contexto. Talvez você esteja com um critério, já o modelo mental. É isso. Que foi o que eu adoro ser me interpretando. Prompt de uma forma super. Ó, te interpreta de uma forma super intelectualizada, incrível. Mas também você já tá com o modelo mental de quais são as informações que você precisa dar, do que é o pedido de uma forma mais clara. Você já tá se comunicando de uma forma mais precisa.

SPEAKER_00:

E se você treinou essa habilidade fazendo prompt. E olha que. Você me interpretou totalmente, você conseguiu verbalizar muito melhor o que eu tava tentando verbalizar e não conseguir. E olha como isso pode mudar a forma como a gente se comunica no mundo real. Porque você, quando, à medida que você vai ficando melhor de escrever prompt e de obter essas informações da IA, gente, eu tenho certeza, isso vai acabar se transferindo pra nossa comunicação verbal no dia a dia. Assim como eu, provavelmente, não sei se nossos ouvintes também já sentiram isso, mas eu acho que é uma questão de tempo pra todo mundo começar a ficar com esse mesmo cacoete, sabe? De você pensar de uma forma como se você estivesse escrevendo aquele textinho que você vai jogar no campo ali de busca. Louco, né? Mas vamos voltar pra pergunta que você fez do hobby, dessa coisa da gente viver.

SPEAKER_01:

Olha, agora eu já quero continuar nesse outro assunto, né?

SPEAKER_00:

A gente entra em um, dá um duplo clique, triplo clique, quadruplo clique. Não, mas volta pro hobby que é legal. É, porque eu acho que a gente teve essa reflexão outro dia, né, sobre o quanto a gente vive na economia da performance, o quanto a gente tem. A gente está vivendo como se a gente estivesse sempre numa vitrine, né? Sempre performando nas redes sociais, performando no trabalho, né? Essa exigência de produtividade máxima faz com que a gente esteja o tempo todo otimizando tudo. And o quanto isso exige da nossa saúde mental. Acho que isso é um dos motivos pelos quais a gente está burning out. As pessoas estão adoecidas porque é uma performance ininterrupta. Andrew for a hobby. And a gente abandoned the hobby. When much a gente in academia, this is considerado a hobby, it's quite obligation to our performance, because a corriday, bike, these esports acabam se tornando lugares de performance.

SPEAKER_01:

And comparativa, but menopause, precisa lift heavy, precisa aumentar oscillation. Master correndo mais, porque fazer sempre a mesma coisa não vale para o ponto de vista de saúde. So I think essa performance, mesmo não comparativa de postar, eu não posto nada nunca. Mas eu tenho essa cobrança comigo mesma. Claro.

SPEAKER_00:

Pra aquilo tá valendo, né? Claro, você vira. A gente tem nunca tá bom, você tá sempre tendo que otimizar, optimize, que os americanos falam, né? Essa coisa do optimization, de você estar o tempo todo assim. E a gente não tem um espaço pra gente ser imperfeito, né? E outro dia a gente estava discutindo, tava até num encontro super bacana da Lud, que é uma assinante da Ox, nossa amiga, e a gente estava falando sobre isso. Amiga querida, amada. Amada. Ela estava falando sobre a aula de cerâmica, né? Including um prato que ela idealizou, anda forno, the forno, it was nada a verb original that's errado and consequência. Você pode fazer um jardim, você planta lá suas sementinhas, aí vem uma chuva de granizo, morre tudo. Andar de novo. Não tem um impacto na vida.

SPEAKER_01:

E que a gente não tem o controle, né? Tipo, eu tô numa fase de pintar cerâmica. Eu pintava muito porcelana antes. Eu quero voltar pra porcelana, até porque porcelana não quebra rápido. Cerâmica quebra muito fácil. Me irrita um pouco, mas tudo bem. Mas isso é uma das coisas, né? Na cerâmica, você pinta a cor, não é aquela cor. Ela vai ficar a cor quando ela sai do forno. Na porcelana, não. Você já vê a cor que vai ter. Então você tem mais controle sobre o que vai ter no final. Na cerâmica, não. Exatamente isso, né? Às vezes você dealiza uma coisa e sai outra totalmente diferente. E ele dá com não ter controle. Às vezes eu planejei uma coisa anda totalmente different, além da performance, né?

SPEAKER_00:

And in real, a gente não está mais podendo planejar a coisa que deu errado. A gente precisa a vida precisa run smoothly. A gente precisa que a vida encaixe. Vários pratinhos organizados. Tudo tem que estar funcionando de engrenagem. Nada errado, os pratinhos não podem cair. So I think this is, for a nossa fashion etária, não sei se é uma coisa, in those. A gente busca a perfeição quase inating. And the error possible and engraçada, a coisa que a gente leve com leveza. Leve com leveza ficou meio cacófato, redundante. But it's meious, a gente poder errar andar. And I asked a gente precisa, I think in 2026, in 2026, I quite retomar mais those hobbies, for a gente terror, quite a válvula de escape, sabe, onde a gente pode ser quem a gente é, né? Sem essa preocupação de estar sendo analisado, observado, visto, sei lá.

SPEAKER_01:

Concordo 100%, Deia. Você sabe que isso me lembrou? Um livro que eu li há uns anos atrás, Mirba que me recomendou, que chama Never Enough, que fala sobre adolescente e como a cultura. E daí tá falando muito desse esquema americano, de passar em faculdade, tudo que é mais ou menos o Brasil. Tem muita gente que já tá nesse esquema querendo applicar pra fora, então por isso que eu falei o mais ou menos, né? Mas de que você tem que ser super bon insport, você tem que ter um currículo super bom, você precisa ter um monte de notas. And o quanto essa cultura ofermance nos adolescentes já está extremamente forte. Andala também a pouco de status. Aí depois a FEFA me recomendou até um livro que chama The Status Game, which I'm letting. But what fellows is that the status is okay in all the form of diferencial, which would be a garantia of a garantia of abrigo, if you analyze the animal mais forte, a casala com a fêmea, mais não sei o que lá, que geneticamente vai ter os filhos. And so conseguir prosperar and the status of several, you changed a little bit, and alguien who ouve your podcast or who te conheces, because the person just conheces, or if you are super vestid versus alguien who is, they give status and ample. And then the living status game, fellows. You are in a pub in London. But they're a cool, that you were talking about, not saying it's a cool fashion, I think with jovens and who much are more prepared to not enter it or not, it has a dynamic enormous. And as families who come to be captured for this, pass the finish level in dispute, no torneious, no que là, and the kid who is de casa, alguma coisa, anda na casa, todo mundo tem que ficar em silêncio because he's fazendo, aquela coisa da performance dele fica maior do que um monte de coisa. E que aquela coisa não, dane-se, você tem lição pra fazer. Que pena, faz depois. Agora você vai tirar o lixo, vai lá a louça, vai ajudar a família, and até a conotação que isso tem emocional pra eles mesmos, né? Então não sei, dei uma viajada aqui no assunto, mas eu acho que quando a gente fala de cultura de performance, tem muita coisa acontecendo até nos jovens.

SPEAKER_00:

Muito, muito, muito. E eu acho que isso está na raiz desse problema de saúde mental que a gente está vivendo. E aí volta, fechando o círculo, para o assunto da proibição de redes sociais da Austrália para menores de 16 anos, né? Porque o governo diz que ele quer proteger as crianças e jovens no momento em que toda essa área emocional, área do cérebro está sendo desenvolvida, para que eles não estejam sujeitos a esse tipo de comparação, que eu acho que é o que mais afeta hoje a autoestima desses jovens, que depois vão se tornar adultos cheios de questões para resolver. Porque neste momento em que isso estava se formando neles, eles estavam absolutamente afetados por essas pressões de status, de social, enfim, entre seus pares. Então, acho que essa é uma questão super, super relevante e totalmente ligada com o que a gente estava falando aqui. Mas vamos agora relaxar e assistir no Netflix? O que você acha?

SPEAKER_01:

Então, o que deu da Netflix, Fê? Então, gente, a gente falou semana passada, né? Que a Netflix. Plot twist total, né? Que a Netflix tinha comprado a Warner e a Discovery, né, por cerca de 70, 80 bilhões de dólares, incluindo Harry Potter, Game of Thrones. A gente brincou de o vento levou nessa semana. Nem sei se a gente poderia brincar de o vento levou, porque a Vintaninha São Paulo essa semana foi absurda. E aí o que aconteceu foi que a Paramount fez uma oferta hostil de 108 bilhões de dólares, ou seja, mais dinheiro pela totalidade da Warner. E agora está numa disputa de ver quem vai comprar. A Warner confirmou que está analisando a proposta da Paramount e que vai dar uma resposta em até 10 dias úteis para os acionistas. Se eles romperem o acordo que eles fizeram com a Netflix, eles vão ter que pagar 3 bilhões de dólares. E agora está essa discussão. Como essas empresas têm capital aberto e tudo, tem uma super discussão, porque eles não podem simplesmente negar uma oferta que é mais cara, porque é o dinheiro do acionista que eles estão falando. Claro. Então tem uma discussão grande aí. Existe também a dúvida em relação ao antitrust, essa preocupação, dessa consolidation do mercado. Eu não sei se você ouviu o pivot dessa semana, Dea, mas foi super interessante porque a Kara Swisher e o Scott Galloway estavam falando desse assunto, e a Kara Swisher, que estava defendendo o lado capitalista, falando como Hollywood está totalmente antiquado e tudo. O Scott Galloway até vira e fala, nossa, que situação atípica, você que está defendendo esse lado, que geralmente é o meu. But estava tendo uma discussão de como também Hollywood está num modelo antigo, ultrapassado, a quantidade de dinheiro que pagam para os âncoras, que pagam para as pessoas. Eles comentando que vão de repente entrar e fazer uma participação de cinco minutos num programa, tem 15 pessoas envolvidas. Concordo. Existe a necessidade de modernizar esse negócio. Acho que isso é uma coisa clara, mas vamos ver o que vai acontecer.

SPEAKER_00:

Não, o que eu acho que a gente também precisa mencionar nesse caso, o Fiat complementando, é que Paramount tem nome e sobrenome, né? O Larry e o David Allison. O Larry Allison é o fundador da Oracle, um dos homens mais ricos do mundo, e muito, muito próximo do Trump. Essa história tem um dedo político também. Então não é tudo só business, tem política por trás. É bem interessante ver que houve aí esse plot twist, talvez com anuência ou com colaboração do Trump, então isso ainda vai dar muito pano pra manga. Bom, de uma semana pra cá tudo mudou, né? Eu lembro que você comentou que a Netflix já tinha até mandado e-mail para os seus usuários.

SPEAKER_01:

Eu, como usuária, recebi o e-mail explicando que teve aquisição, que por enquanto nada muda, tava esperando aprovação.

SPEAKER_00:

Que loucura, né, gente? Esse mundo realmente é. Só acaba quando termina.

SPEAKER_01:

Exato.

SPEAKER_00:

E pra gente fechar a nossa pauta, tem um assunto que a gente queria trazer, que deu muito o que falar essa semana, que é a história da CAUSH, que é a empresa cofundada por uma brasileira, a Luana Lopes Lara, um nome com três L's, curioso, né? Uma brasileira de 29 anos que se tornou a bilionária mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna. É uma história bem fascinante mesmo, porque ela é muito jovem, muito simpática, apareceu invarios programas, fizeram muitas entrevistas com ela, and a história dela é uma história muito interessante. Ela é mineira, ela nasceu em Belo Horizonte, foi criada em Niterói, andou morar in Santa Catarina, ela atuou no Ballet Bolshoi. Não sei se todo mundo sabe, mas Joinville tem uma filial do Ballet Bolshoi and bailarinhos, de primeiríssima linha, que hoje saem do Bolshoy e de Joinville and vão brilhar nos palcos do mundo. So é uma história bem interessante. Ela fez parte do Bolshoi in Santa Catarina. Obviamente this is much about that, a person disciplined, focused, determined, because the families, I think, sozinho. Tudo é muito atletas praticamente. Some atletas de alta performance, basicamente. Andou estudar science da computação andemática no MIT. E aí você já vê que ela está no topo da pirâmide. Uma pessoa que consegue entrar, uma mulher in science of MIT, você deve contar nos dedos, né? Quantas realmente conseguem. E lá que ela começou a ter essa ideia da COUSH. Só pra explicar o que é a CAUCH, é um lugar onde as pessoas investem no resultado de eventos futuros. Como quem vai ganhar uma eleição, se vai chover na próxima semana, até se a Taylor Swift vai ficar grávida ano que vem ou não. Essa é a premissa deles, né? É um mercado de previsões onde usuários compram e vendem contratos baseados em eventos no mundo real. É como uma bolsa de valores, mas em vez de ações de empresa, você negocia probabilidades dos acontecimentos. E aí entra, acho que o grande debate que está acontecendo em torno da CAUSH, né? Se ela é ou não uma plataforma de apostas, se é bet ou não é bet. Então ela foi muito atacada essa semana, né? Todos os posts que eu vi sobre ela sempre tinha uns haters nos comentários dizendo que absurdo a gente aqui valorizando e deusando uma pessoa que enriqueceu com BET, qual é a diferença dela para essas empresas de BET e tal? E é uma discussão mesmo, acho que ninguém tem essa resposta. Acho que a empresa se posiciona, como eu falei, como um mercado de previsões e é regulamentada pela Commodity Futures Trading Commission those Students, which is a mesma agency that regula os mercados futuros. The principal difference is that it is a casa contra quem você aposta. The negotiations are peer-to-peer entre the proper usually. So the line between apostar and prever is very tenuin. And those enfrent questionaments illegal. And other aspect that I should important to lembra is that they sort of apostas in events that are manipulados, digamos assim. Muitas das apostas que eles propõem aos usuários são eventos que podem ser influenciados por pessoas. So the potencial de manipulação e de corrupção disso é enorme. So a gente está vendo, por exemplo, no futebol, essa história do jogador da aposta sobre se jogador X vai levar um cartão amarelo no primeiro tempo. Para ele provocar um cartão amarelo é dois minutos, né? É esse tipo de possibilidade que torna esse tipo de negócio tão suspeito. E muitas das apostas que são oferecidas na CAUSE são, não é se vai chover semana que vem necessariamente, é realmente se, sei lá, o David Beckham vai comprar um time de futebol.

SPEAKER_01:

Eu entrei aqui pra ver, né? E realmente, tem aqui coisas do tipo, o que fulano vai falar no evento tal? Aí tudo bem, tem quem vai ser o próximo ganhador da eleição americana, tem coisas mais complicadas, mas tem uma série de coisas que é o que você falou. Assim, quem vai ser o próximo. Quem vai ser o próximo coach do time do Michigan? O que que sabe, vai acontecer.

SPEAKER_00:

Você tem essa informação já, né? E se essa informação já foi compartilhada? Não tem como saber. Então eu acho que é só importante a gente. Eu acho que em que pese aí o brilhantismo dessa menina, ela deve ser absolutamente diferenciada, deve ser uma menina super inteligente, brilhante, né? Com todos esses predicados que a gente não vai aqui minimizar, mas eu acho que a gente precisa entender o business e fazer seu próprio juízo aí. Eu acho que a turma da Faria Lima, o mercado financeiro, rapidamente adotou a Luana como a próxima queridinha do mercado financeiro, como uma pessoa que teve uma visão brilhante e que foi atrás. A história da empresa é muito interessante. Eles processaram o governance when the license that queriam. Então ela também foi muito ousada. Não vamos entrar aqui na história inteira, but houve ali uma história bem de filme de como eles conseguiram operar. Então realmente tem que reconhecer que ela fez um trabalho super interessante, determinado. Ela e o co-founder dela, que ela conheceu no MIT. Mas só para a gente não perder de vista a natureza do negócio, que é algo que está muito em alta, né? Essa discussão sobre se essas empresas, no fim das contas, são boas ou não para o futuro, para o mundo.

SPEAKER_01:

Quem quiser entrar pra ver, gente, CAUSH é com K. K-A-L-S-H-I. Só porque eu acho que um monte de gente vai ficar curioso, acho que pouquíssimas pessoas devem conhecer.

SPEAKER_00:

E não se trata de discutir. O pessoal fala: Ah, o pessoal adora no Brasil colocar essas pessoas pra baixo. Não se trata disso, tá? Ela é uma mulher, eu tô super feliz de ver uma mulher brilhando, sendo entrevistada em todos os programas e tudo mais. Tá tudo certo, mas a gente só tem que dar esse duplo clique no que a empresa faz, só pra gente entender a natureza aí do negócio, tá?

SPEAKER_01:

E essa discussão que é super importante, né, Dea? Dessa parte de apostas e coisas. Super. A gente ainda tem que fazer duplo clique nisso.

SPEAKER_00:

A gente já tem que fazer um duplo clique nisso. Mas é isso, gente. Chegamos ao fim de mais um duplo clique, ficamos no nosso horário, né? Então deu certo. Conseguimos. Conseguimos. E é isso. Obrigada pela companhia. Obrigada, Fê. Obrigada, Miguel. E nos vemos semana que vem. Obrigada, pessoal. Até mais.