Duplo Clique
A Andrea Janer da Oxygen, e a Fernanda Belfort da Tribo de Marketing, são duas amigas apaixonadas por lifelong learning. Toda semana, elas se juntam para dar um Duplo Clique nos principais temas de tecnologia, negócios e tendências. Conversas gostosas e descontraídas, mas cheias de conteúdo para você ganhar repertório e estar sempre atualizado.
"As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."
Duplo Clique
#49 Expectativa de Davos, Groenlândia esquenta, Trump vs. Fed, ChatGPT Ads
Davos volta ao centro do jogo: mudança de comando, CEOs de IA no palco e Trump chegando com comitiva barulhenta elevam segurança, pressão diplomática e apostas para 2026. O recado é claro — tecnologia virou prioridade de Estado e pauta direta de governos e mercados.
Na geopolítica, a disputa pela Groenlândia expõe poder militar, rotas estratégicas e guerra psicológica entre EUA e Europa. No pacote final: IA pressionando energia e inflação, Fed sob tensão política, deepfakes e anúncios no ChatGPT em debate — e o cinema brasileiro colhendo frutos de políticas públicas bem executadas.
Acompanhe mais com a gente:
Oxygen Club - Andrea Janér
Tribo de Marketing - Fernanda Belfort
"As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."
Música Belfort. Eu sou a Andréia Janer. E bem-vindos a mais um Duplo Clique. E aí, amiga, sua jornada europeia de começo de ano já começou, né?
SPEAKER_00:Já começou, estou em Madrid. Sempre faço um pit stop quando eu posso, na ida ou na volta, porque eu tenho um filho morando em Madrid e um morando em Segovia. Então, sempre é bom passar por aqui, dar uma olhada neles, dar um beijo, curtir um pouco os filhos. Mas amanhã já vou pra Zurich e de lá vou pra Davoz. Tô super animada aí com uma edição que tem tudo pra ser épica, por muitos motivos, né? Não sei se a gente já pode contar nesse tema. Vamos começar. Vamos sair. Bom, vai ser minha terceira ida da Avos. Sempre lembrando que eu não vou ao Fórum Econômico, né? O evento principal do Fórum Econômico, eu faço só a programação paralela, porque a gente, enfim, já falei disso aqui em outros anos, né? Hoje o Davoz atrai um quase 15, 16 mil pessoas que vão para participar desses eventos paralelos. A gente tem muito conteúdo, tem networking, tem negócios, né? Tem muitas conversas que acontecem, então por isso as pessoas vão até lá. Nem vou entrar aqui hoje na complexidade logística que é chegar em Davos. Eu vou, como sempre, como conselheira do Instituto Beja, vou com a Cris Hultani, que é a fundadora do Beja, nós sempre vamos juntas. E a gente, enfim, reserva um apartamento com quase um ano de antecedência, né? Porque quase todos os hotéis ficam ocupados pelas delegações dos países. E nos últimos anos, Davos estava perdendo um pouco o brilho, estava perdendo um pouco a importância. É um evento que acontece desde os anos 70, já teve seus momentos gloriosos, já teve acordo de paz entre países that were assinado lá andar. And eis que ano passado foram levantadas muitas denúncias contra o Klaus Schwab, who é o Todo Poderoso, o fundador, and who ficou na liderança do fórum econômico até o ano passado. And saíram a série de denúncias de assédio, de fraude, coisas muito chatas, para dizer o mínimo, contra ele. And isso foi o golpe final, eu acho, na reputação, na capacidade de dar voz de atrair muita gente. E aí, ano passado, quando essas denúncias pegaram fogo, o fórum precisou tomar uma decisão. Então eles afastaram o Klaus Schwab, ele se afastou, né? Pediu, renunciou ao cargo, ele já está com quase 90 anos também. E era super um family business, era ele, era a mulher e os dois filhos. Mas ninguém na família teve a estatura dele para assumir a presidência. Então chamaram quem? Larry Fink. Para situar nossos queridos ouvintes, Larry Fink é o CEO da BlackRock. E a BlackRock, ainda situando a nossa turma, BlackRock foi aquela empresa que, lá pelos anos 2018, 2019, escreveu aquela carta, que a carta do Larry Fink sempre é muito esperada, né? E ele escreveu aquela carta que convidava as empresas a praticarem o que ele chamou de stakeholder capitalism, em vez de shareholder capitalism. E ele foi um choque no mercado financeiro, porque ele veio trazendo todos aqueles conceitos que até então eram considerados meio de esquerda, meio progressistas, essa preocupação social, com diversidade, com o meio ambiente. Tudo que o mercado financeiro nunca acreditou, ele foi lá e colocou nessa carta. E ele ficou sendo o herói dessas pautas durante muito tempo. E com o passar do tempo, isso acabou, como a gente observou, depois a pandemia, depois as coisas foram ficando complicadas, e isso perdeu importância. E ele até deu uma recuada nesses temas. E lá vem ele como CEO interino do Fórum Econômico Mundial desde o ano passado. Tudo isso que a gente está assistindo agora, que é quase que um renascimento do Fórum Econômico em 2026, que chega a ter a presença do Donald Trump, que é algo inédito e que foi costurado durante meses, né, e costurado pelo Larry Fink, é algo assim que a gente não estava, não imaginou que pudesse acontecer. Ninguém estava preparado para essa volta, para esse retorno triunfal do fórum econômico. Então, a vinda do Trump presencialmente tem a ver com isso, ele está vindo com uma comitiva enorme, enorme. Está vindo Steve Witkoff, Jared Kushner, o Genro, Marco Rubio, está vindo uma turma enorme, enorme. E assim, isso até me preocupa, tô até com um pouco de apreensão sobre como vai ser até a locomoção, a entrada nos lugares, porque tudo vai ser, vai ter um esquema de segurança terrível. Mas isso tudo para dizer que depois de alguns anos em que o fórum não tinha conseguido atrair tantos nomes estrelados, esse ano vai marcar uma das edições mais high level dos últimos anos. Tem 400 líderes políticos, 65 chefes de estado, de governo, seis dos sete líderes do G7, que é também algo inédito, aproximadamente 850 CEOs e presidentes de grandes empresas, além de quase 100 unicórnios e líderes do setor de tecnologia. O Leo Fink também conseguiu trazer Jason Huang, CEO da Nvidia, and várias cabeças estreladas do Vale do Silicio. He conseguiu um feito no palco, porque eles não gostam muito de palco do forum economically, because CEOs have much made this scrutiny, quality that they think no palco would gerate a crise de reputable, so they evitam in public. And he conseguired track cabeças estreladas do Vale do Silício. O próprio James Huang, who conseguiu, inclusive Larry Fink, who vai entrevistá-lo no palco, né? Enfim, Satiana, o próprio Demi Hassabs, que eu adoro, Dario Amodei, D'Antropic, então vão ter muitos nomes realmente relevantes esse ano durante a programação do Fórum Econômico e também na programação paralela. Eu consegui me inscrever em alguns eventos que vão estar tanto Demi Hassabs quanto Dario Amodei. Eu me inscrevi também em algumas conversas com John Kerry. Até um café com Milletou inscrita, gente. Vou lá pra ouvir de tudo, de um tudo. Vai ser divertido.
SPEAKER_02:And you have to edição. One is Estados Unidos and Taiwan, from a potential according to the reduzing tariffs and a promessed of 250 investments in Thailand in semicondutors in St. Unions with Taiwan esvazial industry strategic, but I think this is a point. The other is AI energy, and the big techs have 1.2 trillion in infrastructure of 2030, and the Washington can force the data centers to bank the upgrades in the remote electricity to eventually. So I think that the Trump feeling pressure Microsoft, the Microsoft, who is installation of data centers, comprometeu a arcar on a possible aumento of contact of luz, because a hora que está tendo uma alta demanda, cada vez mais usando AI, data centers. É interessante pensar o impacto que isso pode ter na inflação, na conta de luz das pessoas, anda uma defesa de que essas empresas de data center deveriam não só fazer isso, de arcar com que pode eventualmente subir o preço, mas também desenvolver ou ajudar a desenvolver a infraestrutura ando para essas casas terem, sei lá, uma bateria, porque daí se aumenta muito a demanda de energia, eventualmente cai a energia, conseguir manter isso, ou pagar uma infraestrutura de colocar. E não é só, né? A gente fala muito de energia, mas também tem uma discussão grande em relação à água, que usa muito, e que também tem uma discussão entre criptos e bancos, com um lobby grande acontecendo aí, né, sobre stablecoins e tudo isso que está pegando a sua vida.
SPEAKER_00:Também vai ser discutido lá. Não, e assim, a Microsoft é a patrocinadora da casa dos Estados Unidos lá. Então, assim, também tem um grande. Tem muitas articulações que acontecem nos bastidores que a gente não fica sabendo, né? Mas os Estados Unidos, para marcar a presença do Trump lá e de toda essa delegação gigante que ele está levando, vai ter uma US House. E os patrocinadores, eu não lembro qual era o segundo, um deles é a Microsoft, vai ter, enfim, vai ter uma programação lá também, e o outro eu não me lembro qual é, mas alguém também que tem laços muito estreitos com o governo americano. Então é o Trump passando o Pires e obrigando todo mundo a bancar essa casa. Ele vai fazer um pronunciamento na quarta-feira, duas da tarde, horários da Suíça. O ano passado ele fez o pronunciamento recém-impossado. Não sei se você lembra disso, ele tinha acabado de ser eleito. Na semana que ele tomou posse. Ele falou, eu lembro até do momento. Sabe aquela coisa assim, eu lembro onde eu estava? Foi quinta-feira, cinco da tarde, foi tipo a última palestra da programação oficial de Davos foi o Trump por vídeo. E ele, nessa fala, deu muitos recados. Ele já explicou como é que a banda ia tocar, deu vários indícios de como seria o governo dele, numa fala realmente muito contundente. Então, eu até tenho programação nesse horário, mas eu acho que da Avoz vai parar para ouvir. Até porque a gente pode acompanhar online a maioria das palestras. Eu não sei se a do Trump especificamente vai estar aberta aí no site do Fórum Econômico Mundial. Quem quiser aproveitar, eu vou até conferir se tudo vai estar online ou não. Mas esse é o momento que a gente vai querer parar para ouvir. Até porque ele está chegando lá no meio de uma série de polêmicas, né? Como a invasão da Groenlândia, a invasão da Venezuela, a questão do Irã, ele está naquela que ele vai e não vai, se ele vai entrar no Irã ou não. Ele falou muito da Colômbia e o Gustavo Petro, presidente da Colômbia, vai estar em Davos. Então a gente fica pensando, que conversa. Ele está levando, na verdade, o Marco Rubio, que é quem toca essas conversas normalmente. E ele está levando, isso eu achei muito interessante, o Steve Whitkoff e o Jared Kushner, que foram os seus enviados para negociar o Cessar Fogo em Israel. E o Zelensky vai estar em Davos também. O que me chamou a atenção, ele está levando o Witkoff e o Kushner. Será que ele não vai? Provavelmente vão ter conversas ali a portas fechadas que a gente talvez só venha a saber o resultado muito depois. Mas é interessante olhar e observar as pessoas que estão nessa delegação.
SPEAKER_02:É. E falando em inverno, neve, Europa, temos um outro tema que eu ia falar que tá muito quente no momento, mas talvez seja bem gelado, né? Já que eu falei de neve, mas acho que essa semana não tem como a gente não falar da Groenlândia, né?
SPEAKER_00:Nossa, aqui então, na Europa só se fala disso, eu fico com a TV ligada quando eu tô em casa, e assim, obviamente esse é o assunto do momento, né? Então, acho que a gente pode fazer um duplo clique nessa história, não sei se todo mundo acompanhou, né? Primeiro o porquê. Por que o Trump cismou com a Groenlândia, né? Acho que a gente pode trazer alguns fatos aí. Na verdade, a Groenlândia não foi o Trump que cismou, não, gente. A Groenlândia já é cobiçada pelos Estados Unidos há muito tempo, há mais de 100 anos, né? É que o Trump verbaliza, né? Ele fala, vai lá e faz, né? Então, acho que essa é uma característica dele que a gente tem que reconhecer. Mas, enfim, o que aconteceu, né? Eu acho que o que aconteceu essa semana foi que, para mim, dois fatos bem relevantes foi o fato de que o Trump agora resolveu impor uma tarifa que começa em 10% e pode chegar a 25% sobre os países que estiverem contra a anexação. Anexação não, a aquisição, vamos colocar assim, da Groenlândia. Então, assim, já começou realmente fazendo barulho, comprometendo países como a França, a Alemanha, a Inglaterra, quer dizer, todo mundo que está contra essa operação vai ser taxado. Então, ele, mais uma vez, usando um instrumento econômico para poder fazer valer a sua vontade. Então, acho que esse foi um grande notícia que aconteceu essa semana, acho que aconteceu entre ontem e hoje. Outro fato interessante, mas que não deixa de ser um pouco também pitoresco, né, foi o fato de que 30 militares europeus foram enviados à Groenlândia numa operação inédita dentro da OTAN, com o objetivo de dissuadir uma possível ação militar dos Estados Unidos sobre a ilha. E acho que a gente acha algo pitoresco, né? Porque assim, 30 militares europeus, né? A França mandou 15 soldados, alguns soldados suecos também foram, e os alemães mandaram 13 integrantes. Então, assim, foi uma espécie de um reconhecimento de terreno, né? Eles foram lá, a gente tava até rindo antes de começar, né? Tipo, como é que chega lá mesmo? Que lugar é esse? Tipo, tá mandando 10 pessoas pra falar, vamos descobrir um jogo em Lândia antes da gente se comprometer com qualquer coisa, né? Exatamente, exatamente. É, ela teve, assim, obviamente, a gente já falou disso em outros episódios, né? O poderio militar americano ninguém tem, ninguém barra. Então não é que a Europa tenha a intenção de desafiar uma invasão dos Estados Unidos, porque não tem nem por onde começar essa disputa. Mas eu acho que esse é um ação que realmente tem um cunho político de mostrar a União. Porque, só para lembrar aqui para todo mundo, é a primeira vez que um país pertencente a OTAN ameaça invadir outro país pertencente à OTAN. Isso nunca tinha acontecido. Então, a OTAN, se ele fizer isso, para começo de conversa, é o fim da OTAN. E a OTAN é um órgão que traz muita segurança para quem está ali entre os países.
SPEAKER_02:I think there's a prime materia from where the name Groenlândia, which is in English, which is Greenland, which is a Terra Verde, and it vem do Nórdico. Teve um Viking foi exilado andou à ilha por volta do ano 982. And as sagas que contam and se interessaria mais se o nome fosse bonito. Ninguém sabe quanto ele teve a vontade enganar, because parece que existem áreas na Groenlândia que realmente são fiordes verdes and no verão, but a maior parte sempre foi gelo. And for outro lado, é super interessante porque a gente tem a Islândia, né? Iceland, que quando foi nomeada, os primeiros exploradores que chegaram lá viram gelo, resolveram ser super honestos e chamar desse jeito.
SPEAKER_01:E aí hoje a gente sabe que a Groenlândia é muito mais branca e gelada do que a Islândia, ou seja, Greenland versus Iceland, mas mesmo assim.
SPEAKER_02:Então, o quanto storytelling e branding, porque quando eu penso em Iceland ou Greenland, vem imagens totalmente diferentes. E uma coisa interessante também, né, Deia, de que os Estados Unidos já comprou territórios no passado. O Alasca foi comprado em 1867, da Rússia, e na época eles pagaram 7,2 milhões de dólares, o que equivaleria a dois centavos de dólar por Acre. Parece que virou uma mega piada, tipo, por que os Estados Unidos comprou isso ou não? Obviamente, o objetivo era defender o território, and a Rússia vendeu porque também não ia conseguir defender, tinha medo de perder o Alaska para o Reino Unido, através do Canadá, não tinha interesse econômico inquietud. And no fim, this access strategic para o Pacífico Norte, como começou a presença dos Estados Unidos in this region, but the ouro, petróleo, gás, pesca, position militar estratégica, and this error, piada, acabou virando algo that fez sentido for the Students Unidos. I was sent a mudancy of narrative, cada vez mais estão falando em comprar a Groenlândia, top that you have the tariffs, the pressure econômica. You ask that a coisa and invasion, because really the Segunda Guerra, the Guerra Fria, the OTAN is super important, geopolitical, of forces, how the mundo is visto enorme, and I think it's a certain respeito in the years. Porque muitas coisas que ele tem feito também, eu tenho ameaçado fazer hoje, estão, de alguma forma, talvez desproporcionais ou incongruentes com o discurso todo que ele fez há um ano atrás, de America First.
SPEAKER_00:É muito chocante tudo isso, né? A gente eu falo assim que 2026 não estava preparado para 2026. Mesmo com tudo que a gente viu in 2025, acho que a gente ainda não estava preparado para isso, não em janeiro, pelo menos. A gente mal está retomando as nossas atividades, a gente já precisa parar e tentar digerir tudo isso que está acontecendo. Mas a questão é que a Groenlândia não está à venda. É que pro Trump tudo é uma questão de dinheiro, tudo é um negócio, tudo é uma transação. Ele já deixou isso bem claro em várias ocasiões. Nada, ele nunca aceita não. Quanto custa? Como é que a gente vai fazer esse negócio acontecer? Então, acho que ele vai buscar formas de fazer isso acontecer, mas ele já deixou claro que se não for por bem, vai ser por mal. E acho que isso é o que está assustando todo mundo e está fazendo com que a Europa se una em torno dessa causa. Acho que a saída, esse envio dessas tropas, apesar de simbólico, ele teve esse objetivo, mostrar que não vai ser fácil para o Trump tomar a Groenlândia. E assim, a conversa que aconteceu essa semana com, acho que era o ministro das Relações Exteriores da Groenlândia, que recebeu o JD Vance e o Marco Rubio, ele fez um post muito interessante, ele fez uma declaração, na verdade, que virou um post muito interessante em que ele fala assim: nós compartilhamos da mesma visão dos Estados Unidos com relação à segurança internacional. Estamos alinhados. Mas ele não precisa comprar a Groenlândia por causa disso. Nós podemos colaborar, podemos cooperar e ele pode, enfim, investir na Groenlândia, colocar novas bases, aumentar aqui o seu arsenal de armas, tudo isso pode acontecer sem comprar a Groenlândia. Então dá para a gente chegar num meio de caminho aqui, em que a gente continua sendo quem a gente é e os Estados Unidos vai poder reforçar a sua segurança na região, que acho que é algo que, enfim, todo mundo entende essa motivação. Essa motivação, de uma certa forma, ela até é legítima. Eu acho que é até importante a gente trazer esse contexto para todo mundo, né? Por que ela é tão importante? Ela tem uma localização crucial, ela está posicionada entre as partes norte-americana e europeia da OTAN, entre a OTAN e a Rússia, e na extremidade oriental do Ártico. É uma localização geográfica muito sensível. Ela situa-se onde o Oceano Atlântico encontra o Oceano Ártico. Então, navios e submarinos russos que saem de bases na região ártica em direção ao sul, passam por águas entre a Groenlândia, Islândia, Reino Unido e Noruega, todos os territórios da OTAN. Esses são pontos defensivos vitais para a aliança. Desde a invasão russa da Ucrânia em 2022, a OTAN intensificou patrulhas aéreas e marítimas nessas águas, conhecidas como GIUK Gap e Bear Gap. No fundo, existe até um consenso de que realmente a Groenlândia é um território crucial, um território muito estratégico para a OTAN. Ela representa um ponto estratégico fundamental para a segurança no Atlântico Norte e na América do Norte, controlando passagens marítimas críticas, servindo como linha de frente para a defesa aérea e funcionando como posição vital para a detecção de ameaças de mísseis. Então, assim, a sua importância transcende a questão de propriedade territorial, sendo reconhecida como essencial para a segurança coletiva da OTAN. Então, ela de fato tem um papel muito importante. Então a gente consegue entender por que para o Trump isso é tão importante agora.
SPEAKER_02:Eu lembrei que eu li uma parte e depois resumi, né? Porque haja paciência, mas o New York Times publicou dia 11 de janeiro uma entrevista de duas horas. Ele coloca três jornalistas do New York Times foram entrevistar o Trump, falaram de um monte de assuntos, e um dos assuntos foi a Groenlândia. E uma coisa que me marcou, foi até resgatar aqui para trazer, é que ele fala que para ele não é uma provocação retórica, né? Esse realmente é um ativo geopolítico concreto que não é só uma base militar ou um acordo, é território, ou seja, o que você está falando já não precisa do território para isso. Ele defende que sim. E ele fala explicitamente que a posse, o ownership da Groenlândia, é psicologicamente necessária for o sucesso. Tem uma hora que, e eu até fui entender o quote that fala, but quando perguntam se ele usaria a força militar para tomar a Groenlandia, ele evita dizer que sim, mas não diz que não. Ele fala que I wouldn't comment on that, I don't think it will be necessary. Deixa uma coisa assim meio, mas já está com tropas lá, então tem coisas nesse sentido. E quando perguntam realmente para ele se a Groenlandia é importante para os Estados Unidos, ele responde que psicologicamente é importante para ele. Psychologically important for me. So quer dizer, tem uma coisa aí que é forte. Agora, taco ou qualquer outro fafo? Tafo. Fafo, taco! Entendeu? Aí a gente vai ter que ver pra que lado vai.
SPEAKER_00:E essa semana também, ontem, na verdade, quando ele anunciou as tarifas que ele impor a vários países europeus, né? Ele escreveu na Truth Social, né? Que é a rede dele. Abre aspas, nós subsidiamos a Dinamarca e todos os países da União Europeia e outros por muitos anos, ao não cobrar deles tarifas ou qualquer outra forma de remuneração. Agora, depois de séculos, chegou a hora da Dinamarca retribuir. A paz mundial está em jogo. É assim que ele pensa, né? Tipo, a gente nunca cobrou tarifa de vocês, né? Então, assim, agora é hora de vocês retribuírem. Vocês estavam aí se beneficiando à toa, agora a gente vai cobrar o preço. Então é muito louco, né? Como ele pensa realmente que os Estados Unidos lutaram muitas guerras e a Europa não ajudou. Ele está dizendo que ele defende a Ucrânia, está lá armando a Ucrânia, enquanto a Europa não faz o seu papel, enfim, é bem complexo.
SPEAKER_02:Em parte é verdade, mas também tem uma dominância americana enorme, né? Se eu for pegar o principal motor hoje da economia dos Estados Unidos, que é a parte de tecnologia. Os Estados Unidos dominam todo o mercado europeu, todos os cloud services, todas as coisas. Então, para o bem e para o mal. And uma das brigas grandes que ele entrou também, já vim entrando, mas acho que agora a coisa realmente se formou foi com o Banco Central, co-Fed American. So there was a investigação acontecendo contra Jerome Powell, who is the president of Fed, the Federal Reserve, exactly. Come on, and he feels a pronunciation following that, in fact, what I'm jurosing.
SPEAKER_00:Perfeitly.
SPEAKER_02:A economia cresce, tem mais emprego. Dentro do mandato dele lá está tudo bem. E como contrapartida, muitas vezes, vem inflação. Por isso que existe essa independência. É meio que ter um adulto na sala para falar: não, não, não, não, não, para, até aqui, ali não, como que vai? E existe um processo econômico acontecendo macro nos Estados Unidos, acho que desde a pandemia, amiga, a gente já nem fala mais tanto da pandemia, mas na pandemia, de repente, começou a ter muito dinheiro no mercado, de todos os auxílios que começaram a ser dados para as pessoas que não estavam conseguindo trabalhar, uma falta de produtos, porque teve num primeiro momento ali, né? No primeiro momento não, durou algum tempo, né? Mas muitas das cadeias produtivas se romperam e começou uma nova definição até isso. Então tinha dinheiro para comprar, não tinha produto, veio a fação. Para segurar a inflação, sobe os juros. A hora que sobe os juros, um monte de empresa e dinheiro que voava para as startups, para todo mundo, porque nos Estados Unidos o único jeito de você ter algum tipo de rentabilidade sobre o seu dinheiro era investindo em empresas. Você não podia ficar igual a gente ficar no Brasil, com o dinheiro simplesmente ali num CDI, alguma coisa e rendendo, e começou a ter uns juros sobre os bons americanos, o que segurou a economia. Aí vem a inflação, começou a segurar a inflação, isso é uma coisa que é o principal ponto dos Estados Unidos. Quando você fala de America First, é a verdade que o America First do Trump é para os ricos, porque a inflação continua pressionando, está presente, é um problema grande, and simplesmente baixar os juros não é uma solução para isso do ponto de vista macroeconômico. Mas ele quer que aconteça, porque ele quer poder dizer que a economia está boa, que a inflação caiu, que foi uma das promessas que ele fez desde o início ando conseguiu. But this is algo sem precedentes, de alguma forma. Ele chegou o Trump a chamar o Powell de teimoso, criticou as decisions de política monetária. So já vinha uma briga a longtemps. And the mandato do Powell, não sei se é um mandato como que chama, acho que sim. O mandato dele termina agora em maio de 2026. E o Trump deve nomear um substituto and alinhado com o caminho que ele quer. Se essa tensão continuar alta, pode ter bloqueios no Senado, reação dos líderes econômicos, um impacto no mercado financeiro. Então, tem aí um tema grande acontecendo que a gente precisa ficar de olho.
SPEAKER_00:Até porque tem. Porque tem eleição em outubro também, eleição para o Congresso em outubro. Então, tudo que o Trump está fazendo agora, ele está de olho nessa eleição. A economia precisa melhorar até lá. Ele precisa fazer de tudo para a economia melhorar, para ele não. para ser menos um motivo para as pessoas votarem nos democratas, porque a grande promessa, como você falou, foi a economia melhorar. Só que até agora os americanos médios, o americano classe média não viu isso acontecer. Então, isso pode sim, além de todos esses outros rolos que ele está metido, isso ainda pode piorar mais o que ele está fazendo, a situação dele na eleição. E é difícil, a gente estava pensando agora, essa semana ele ganhou manchete, ele ficou nas notícias por motivos completamente diferentes. Foi a questão da Venezuela, a questão da Groenlândia, o vai-num vai do Irã, a questão do Jerome Powell, a briga com o Jerome Powell, a briga com o AIES, o Ice em Minnesota continua causando terror nas ruas, tirando pessoas de dentro do carro, cenas assustadoras de repressão aos imigrantes. Aí ele resolveu suspender os vistos de 75 países, inclusive o Brasil. Teve um zoom, zoom, mas depois a gente descobriu que eram somente os vistos de imigrantes, não os vistos de turistas, mas serviu para causar um certo pânico em quem estava tirando visto, estava querendo viajar para os Estados Unidos e tudo mais. Então são motivos muito variados, pelos quais a gente não para de ouvir do Trump. E teve um que eu sou obrigada a comentar aqui bem rapidinho, foi algo que me deixou muito perplexa, foi a Maria Corina, vencedora do Nobel da Paz no final do ano passado, ter ido até Trump para oferecer a ele, para presenteá-lo com o seu Nobel da Paz. Eu acordei com essa notícia e eu fiquei assim, eu fiquei perplexa, de verdade.
SPEAKER_02:A gente já tinha cantado a bola, amiga, de que ela já falou.
SPEAKER_00:Eu não acreditei que ela foi lá e fez isso. Eu falei, gente, ou ela é muito idiota, porque o Trump tinha na semana anterior, inclusive, humilhado a Maria Corina, dizendo por que ele não a considerou para o cargo, né, para ocupar o cargo de presidente da Venezuela. E ele disse, ah, ela é uma mulher muito legal, mas ela não tem respeito suficiente para esse cargo. Ou seja, ficou todo mundo meio chocado, porque todo mundo entendeu que eles seriam aliados, né? E ele deu esse passo a nela e ela vai lá e entrega o prêmio. Que, aliás, nem pode ser entregue, ele não pode ser gifted para ninguém. A verdade é essa, você não terceiriza o prêmio, você não transfere o prêmio. E eu fiquei refletindo, assim, ou ela é uma imbecil, ou ela é uma gênia. Porque se ela conquistar a presidencia da Venezuela becina desse gesto, a gente tem que tirar o chapéu pra ela. Me parece que ela é só idiota mesmo. But vamos ver o que vem aí pela frente. I asked it one coisa nem outra.
SPEAKER_02:I ask that politically, or the point of vista of esperance of mudancy of regime of Venezuela, because electricity initial that was. A vista continua, the tale that DLC, nothing aconteceu, está tendo um alinhamento com o governo, and you ask that usando as pouquíssimas armas that tem para tentar influenciar isso. You ouvi, agora eu não consigo lembrar onde, but I ouvi algum analista, alguém falando que do jeito que ele é egocêntrico, vaidoso, a hora que ela ganhou o Nobel que era pra ser dele, ela sabe, não teria nenhuma chance de nada. Mas é que, amiga, eu não sei até que ponto é loucura ou é bobeira, mas eu acho que ela tá meio que tentando assim, cara, o que eu posso fazer pra ganhar esse cara de alguma forma, pra tentar ter alguma chance de ter uma mudança de regime lá.
SPEAKER_00:É que esse Nobel nunca foi pra ser dele. Eu acho que assim, era um tide, né, amiga, na fica dele. Ele diz que ele apazigou oito guerras, que ninguém sabe quais são. Pelo contrário, ele começou outras várias. Então, assim, essa. Ele realmente vive num universo paralelo de achar que, de fato, ele estava no páreo para ganhar o Nobel da Paz. E aí, nisso tudo, óbvio, tem vários questionamentos que estão sendo levantados sobre a idoneidade da Nobel Foundation, desse comitê de cinco pessoas que definem quem vai ganhar o Nobel da Paz. Até a credibilidade agora da Fundação Nobel está sendo colocada em questão. Por que ela foi eleita, ela foi indicada pelo Rubio lá atrás? Lembra disso também? A Maria Corina no ano anterior tinha sido indicação do Marco Rubio. Do Marco Rubio. Tem muita gente que acha que isso tudo foi uma grande armação. Como o Trump não ia ganhar, dava pra ela, depois ela dava pra ele. Enfim, tem várias teorias da conspiração aí muito engraçadas, mas eu não me contive, assim, eu fiquei revoltada com o que ela fez. Mas, enfim, vida que.
SPEAKER_02:Mas assim, do jeito que o Trump acredita no revisionismo histórico, inventa a história que ele quiser do presidente, coloca lá o Sleep Joe embaixo da foto do Biden, na Casa Branca. Se ele tiver uma oportunidade de foto dele com o Nobel na mão e tudo, ele vai começar a escrever.
SPEAKER_01:O Smithsonian vai ter que colocar lá no museu que ele ganhou o Nobel.
SPEAKER_00:Ele não colocou uma foto semana passada, publicou uma foto dizendo que ele era o presidente interino da Venezuela e ficou todo mundo chocado. Tipo, gente, mas da onde isso? Era oficial a foto, não era AI, não. É isso, você tem razão. Então, assim, eu acho que no fim do dia, na loucura dele.
SPEAKER_02:E por outro lado, assim, imagina a galera na Venezuela que tiraram Maduro. Agora, o governo tá de joelho fazendo o que os Estados Unidos quer. Também tirar aquele governo e colocar outro que os Estados Unidos não tem nem como fazer isso nesse momento. Porque é aquela coisa, né? Ah, que legal, os Estados Unidos, qual o próximo passo? Cri-kri, cri-kri, não existe. Então eu acho que eles estão meio desesperados, assim, tentando fazer o que é possível, né? E aí não é racional com o Trump, né?
SPEAKER_01:É tipo o Tim Cook indo lá, meio que de joelho, dar uma placa em cima do negócio de ouro de 24 e não sei o que, não sei o que lá, pra ter uma foto off, digar, olha, como estão todos, sei lá, entendeu? Mas bom.
SPEAKER_02:Enfim. E até falando de inflação, né? Continua tudo aí no Irã acontecendo. E eu também até fui puxar um pouco algumas coisas do Irã interessantes. E o Irã, até ter a Revolução Islâmica de 79, era um. Sempre foi um povo, os persas e tudo, super cultos, tinha universidades de ponta, tinha um intercâmbio com a Europa, com os Estados Unidos, Teherã era super cosmopolita, cinema, arte, debate intelectual, mulheres das. University, ciência, imprensa, tudo a sua maneira moderno. Because teve a revolution, isso tudo mudou. Mas a coisa que eu estava ouvindo também essa semana, interessante, é o quanto o Irã continua tendo uma população muito jovem, que é algo interessante. Andava falando da inflação, andou com descontentamento, porque os preços subiram muito e pela inflação. Parece que desde 2019 tinha aproximadamente 30% oflação por ano, super alta, com sanções. And this população jovem com VPN, com Starlink, com coisas modernizations. So é interessante o quanto tem esses jovens que acabam, por mais que sejam culturas fechadas, tendo acesso a tudo isso. Andas aí, tem todo esse dilema do que vai acontecer lá. Alguns dizem que a coisa está melhorando, no sé o que você tem ouvido também, but essa é outra coisa. And the Students Units está começando muita coisa ao mesmo tempo, porque tem isso na Venezuela acontecendo, tem a discussão da Groenlândia, tem isso de Irã. But por outro lado, eu acho que quando você fala de Venezuela e quando você fala de Irã, dentro dessa narrativa que o Trump gera para ele mesmo, por isso que eu puxei esse assunto depois da gente falar do Nobel da Paz, é ele falando, ele vai virar e vai falar que derrubou dois ditadores, por mais que não tenha mudado nada aparentemente até agora na Venezuela e não sei o que vai acontecer no Irã. Mas ele está começando a querer fazer um monte de coisa. Eu acho que tem uma preocupação e um egocentrismo aí, uma vaidade de qual é o legado que ele vai deixar no mundo.
SPEAKER_00:Vamos lá, eu acho que por enquanto de muita instabilidade, muita imprevisibilidade, muito medo, muito medo, principalmente nos países onde ele está ensaiando, invadir, enfim. Mas acho que mudando de assunto aqui pra gente terminar o nosso podcast de uma forma mais leve. E o agente secreto, hein, Fê? Você tava.
SPEAKER_02:Nosso amigo secreto? Nosso amigo secreto? O agente secreto, não, foi maravilhoso, né? Foi maravilhoso. Sabe que aquela comemoração deles dançando, samba, samba, né? Foi assim. Muito legal, deu muito orgulho.
SPEAKER_00:Foi. E eu tava pensando, né, o quanto desde o Ainda Estou Aqui. Na verdade, se parar pra pensar, foram dois filmes bem políticos, né? Os dois filmes que brilharam aí, que fizeram o Brasil brilhar. E é interessante porque dois filmes políticos num momento de mundo em que se discute muito a questão da democracia, de governos ditadores. Então, é como se o cinema estivesse também mandando um recado para a sociedade. Eu acho isso bem interessante. No caso do Golden Globes, e a gente fez uma aula na Oxygen sobre o Golden Globes, porque a gente trouxe a Paula Jacob, que é a nossa consultora para temas ligados a conteúdo de cinema anditeratura. A Paula was parted do corpo votante do Golden Globes. And the esforce to torn mais diversa, para representantes ofrece the world. And a gente violence estrangeiros premiados, not necessarily in a category of filmes internacionais. I think the category of melhor film, inclusive, tinha those cinco or six indicados, metade erames internacionais. So this most intencional da entidade para trazer representantes de vários lugares do mundo para que a gente tenha realmente um prêmio mais diverso, tenhamos acesso a outras vozes, a outras perspectivas de mundo. Eu acho isso muito, muito interessante. O que eu queria só comentar também é que para quem ainda não viu o Agente Secreto, eu acho que ele já já deve estar entrando aí no streaming. Mas eu vim no cinema, acho que por enquanto só está no cinema, e me chamou a atenção, quando eu entrei, que o filme demora muito para começar. E fica, não sei, talvez dois, três minutos, só passando aqueles letreiros iniciais, né? Com todas as logomarcas de todos os parceiros e todos os apoiadores desse filme. A indústria que tem de a cadeia produtiva ofere é tão grande. And uma indústria tão importante para o mundo - a indústria criativa, a indústria da cultura. And me chamou a atenção que eu diria que praticamente quase todas, mais da metade desses apoiadores, produtores and patrocinadores, enfim, que fazem parte dessa cadeia desse filme, eram estrangeiros. This foi um filme que já nasceu, já foi concebido para ser um filme vencedor. E eu acho que isso é uma mudança no cinema brasileiro que a gente precisa prestar atenção. Acho que desde o Ainda Estou Aqui, que também veio de uma articulação internacional muito grande, o nosso cinema chegou no outro patamar. Então hoje os filmes brasileiros já contam com um aparato profissional de primeiríssimo mundo. A gente tem produtores que colocam esses filmes nos grandes circuitos, nos grandes festivais, bancam uma campanha que não é bolinho. A gente vê o trabalho desses atores, o trabalho do Kleber, o trabalho de toda essa equipe que não para. Eles ficam meses antes do início da temporada de premiações dando coletiva, fazendo capa de revista, dando entrevista, fazendo o filme ser conhecido dentro e fora do Brasil, e que é quase que um trabalho tão grande quanto fazer o filme. Eu diria que promover o filme hoje é um trabalho quase tão exaustivo e crucial para o sucesso dele quanto fazer o filme. Então, assim, eu só queria dizer isso, assim, como a gente. como me deu também muita alegria, muito orgulho ver um filme nacional que já nasceu assim, preparado para o sucesso.
SPEAKER_02:Maravilhoso, Dea, concordo. E até uma das falas que eu ouvi do Kleber foi, não sei se foi do Kleber, acho que foi do Wagner Moura, mas falando, né? Eu espero que nesse momento a próxima filme staja sendo feito, né? Pra continuar tudo isso. Mas muito o que a gente comentou semana passada, né? Acho que além da qualidade dessas produções, o sucesso que está acontecendo é pelo Brasil ter uma história que hoje, para os Estados Unidos ando, é tão relevante. De ter vivido uma ditadura, da luta pela democracia, andar de alguma forma para os Estados Unidos that algumas coisas tem que ser protegidas.
SPEAKER_00:Total.
SPEAKER_02:Comenta se tem uma coisa adicional.
SPEAKER_00:Não, só ia falar que outra coisa que me chamou a atenção numa das falas do Wagner Moura, não agora durante a repercussão do filme, mas começaram a vir, a aparecer entrevistas antigas dele. Ele é um ator que se posiciona politicamente de forma muito contundente, mais que a Fernanda, eu acho, bem mais que a Fernanda Torres. Ele tem um posicionamento político bem ativo. E ele fez uma fala que eu fiquei muito tocada, que ele conta que ele é fruto das leis de incentivo à cultura. No momento que a gente ouve, às vezes, essas discussões sobre o quanto essas leis são leis para manutenção de uma comunidade, uma parcela da população que não produz and recebendo dinheiro do governor and recurso. I acho que vale a pena pensar um pouco nessa safra, for example, de atores que a gente teve. Ele mesmo falou, ele, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Vladimir Brista, todos fruto of leis de incentivo à cultura. A pace que não tem leis de incentivo à cultura, a paise que não tem dinheiro, verba para cultura, nunca vai crescer. A gente precisa dessas leis, a gente precisa. Tudo bem que elas podem não estar sendo aplicadas da melhor forma. Pode ser que a gente tenha mil críticas à forma como elas são feitas, but graças a leis como essa, a gente tem uma cultura pujante no Brasil. Essa cultura que está aí agora, mostrando para o mundo, não só no cinema, mas na música também. Eu acho que a gente tem muita coisa boa para se orgulhar assim.
SPEAKER_02:Para a gente terminar, acho que dois tópicos aqui, um pouco mais de tecnologia, mas que eu acho que vale a pena serem comentados, né? Primeiro, o Groc, que a gente falou semana passada, acho que a coisa continua, está crescendo. Está começando agora uma pressão grande até para que as lojas, né? A loja da Apple, de aplicativos, do Google, tire esses apps do ar, esse app do ar. Então, acho que tem muita coisa acontecendo aí. Isso é uma material interessante na The Atlantic essa semana também, falando como, no fim do dia, esse caso todo só é uma parte do que está acontecendo. Porque o Groc despia essas mulheres com IA, primeiro, não é um bug isolado, é um stress test of what the internet was, a infraestrutura, a form of recompensa the objectification of the impunidade. So I think there are some things interessant to reflect in this time that there exists that perception, and the ferramenta pages, continues, that quality person, whatever, a lot of the women of the world, of real people, including cries, with focus especially in mulher, and this enters in this situation of humiliation, amea, which is esconded at the liberty of expression. And various pressure political areas bastard, not sort of blocking these lojas, but all these come to regular it. Much lays that exist in the world acontecer because of cases graves that levar the population to mobilizar, modular as coisas, as políticos, and that this possa ser um stress test, apesar do quanto tá o quanto o Flo the Zone está alto nesse momento para isso.
SPEAKER_00:Perfeito, acho que tem mais é que crescer a pressão mesmo, tem que deletar esse app. A gente nunca gostou de usar a GROC, sempre falamos isso aqui, né? A gente já falou de tantas AIs. Eu nunca instalei. Eu nunca nem instalei, odeio. Só de saber de quem é, eu falava, gente, eu sei de tanta coisa sobre ser que é melhor assim, eu não quero nem chegar perto. Então, pra mim, nunca. Então, eu acho que tem mais é que crescer mesmo a pressão, e esse é o mínimo que a internet precisa fazer, sabe? O que os governos precisam fazer com a internet. O mínimo de regulação que a gente tem que ter é isso.
SPEAKER_02:E até antes do governo. É isso, assim, a Apple tem que pegar. Se é um app que cria conteúdos que são de deep fake, de coisas assim, né? Se tivesse alguma coisa de pedofilia, o que é, tá fora da política, tem que bloquear. Cara, a Swisher está começando uma super campanha em relação a isso, tem que bloquear o Grog.
SPEAKER_00:Então, acho que tem. Tem mesmo, mas assim, veja, qual é a dificuldade do governo fazer isso? Isso não precisa, você não precisa ser um técnico, porque o problema dos governos é que eles não entendem muito bem como as coisas funcionam, mas isso é tão óbvio. A primeira lei podia ser essa, pronto. Começa um ato com isso aí, pronto, começa, sai da estaca zero.
SPEAKER_02:E a última notícia que acho que veio essa semana é que o chat GPT vai fazer o primeiro teste com publicidade. A gente já esperava que isso em algum momento acontecesse. Esse teste vai acontecer no mercado americano, num primeiro momento, ele vai testar anúncios no Chat GPT. Quem vai ver os anúncios são os usuários logados no plano gratuito ou no plano do chat GPT Go, que é um plano que custa 8 dólares por mês. Eu sou Plus, então quem é? Plus, Pro, Business, Enterprise, não vai ver, então eu não vou ver. O formato desses alunos vai ser no rodapé de respostas relevantes, claramente identificados e separados do chat. E segundo a OpenAI, eles não vão influenciar as respostas do chat GPT, as conversas não vão ser compartilhadas com anunciantes, os usuários vão poder desativar personalização de anúncios, não vai ter anúncios para menores de 18 anos, e não vai ter anúncios de temas sensíveis como saúde, saúde mental e política, e o motivo é estratégico, é diversificar receita, ampliar acesso e subsidiar os altos custos de infraestrutura de ar. Então, o que a gente já esperava está começando a acontecer. Eu acho que está começando a acontecer com os cuidados que a gente esperava que a gente iria ouvir da OpenAI, que é dividir claramente, falar tudo isso, mas vamos ver, conforme a pressão por custo, por todo isso, vai acontecer o caminho que isso toma. Talvez a meta um dia tivesse sido, acho que a meta nunca foi tão cuidadosa assim. Talvez um dia tenha sido, mas a gente já viu muitas empresas que, ao longo do tempo, acabam saindo um pouco do rumo. So essa é uma notícia relevante também para a gente comentar aqui.
SPEAKER_00:Super bem lembrado, Fê, porque isso marca realmente uma nova era. Assim como a Netflix também começou a ter edit, chega uma hora, gente, que eles fazem as pazes com a realidade. Não dá pra viver de assinatura só de cliente, o corporate também não decolou como eles imaginavam. Gente, eles, assim, a gente sabe, a gente já falou aqui no duplo clique muitas vezes. O custo de treinar essas AIs, o custo de manter esses sistemas up to date é gigante. Por isso que o grande. Essa é a última cartada, talvez, da OpenAI, né? Porque a gente já falou aqui que o Google, que também hoje tá correndo atrás com o seu Gemini, ele tem outras fontes de renda. Ele pode tirar dinheiro de outras cestinhas para colocar na IA generativa no Gemini. É residiar e garantir que isso exploda. Assim como o nosso amigo Grock também, assim como, sei lá, o Co-Pilot da Microsoft, são empresas que começaram a desenvolver a IA generativa depois de fazer dinheiro com outras coisas. Não foi o caso nem da Open AI, nem da Anthropic, né? Tenho que falar isso também, embora eu torça muito pela Anthropic, torça muito pelo Dario Amodei, e tanto que eu espero vê-lo semana que vem da voz. Ele também não tem muito de onde tirar dinheiro. Eles estão também numa corrida aí que é muito complexa para todos eles. Então, quem tem outras fontes de renda vai acabar saindo da frente.
SPEAKER_02:Verdade. Então, vamos ver para que lado vai. Eu acho que a maior preocupação é vai estar claro ou não. Eu vou fazer uma pergunta, qual é o melhor? Sei lá, o que é a última coisa que talvez eu tenha pesquisado? Qual o melhor hotel, ou qual é o melhor produto X ou Y para tal coisa, isso daqui, vai de repente ter uma recomendação que foi influenciada por um anúncio pago. Então, acho que é esse que é o grande ponto. E acho que é mais ou menos, eles estão seguindo um pouco da filosofia do Google, que é o que anúncio vai estar claramente como anúncio, mas a gente sabe que tem formas, né? É, do mesmo jeito que tem o céu do Search Engine Optimization, né? De como que você faz conteúdo pra aparecer na parte orgânica e já tem gente fazendo conteúdo pra aparecer lá no chat GPT, como que isso tudo se influencia, mas quando a gente vai pro mundo da meta, tá tudo misturado, né?
SPEAKER_00:Tudo. A gente tá vivendo esse mundo dos influenciadores, que também não dizem que estão fazendo um publi e no fundo estão. A gente já viu isso acontecer muitas vezes. Acho que vamos ver como é que eles vão se desenrolar com isso, mas eu acho que eles estão pisando num terreno bem caudaloso aí, uma areia movediça. Vamos ver como isso vai se desenvolver. Mas eu não sou muito otimista, não.
SPEAKER_02:É isso aí, Béa. E assim terminamos mais um duplo clique, né, amiga? Já tá tarde da noite, aí em Madrid, estamos gravando sábado, aqui no Brasil, 17 de janeiro. São oito horas, e aí são 11 horas, né? Meia noite. Meia-noite.
SPEAKER_00:Meia-noite. Mas foi a hora que deu, gente, porque amanhã de manhã já começo a minha peregrinação para chegar ainda à voz. Então, era hoje ou não era hoje, não era mais essa semana. E semana que vem vamos ver, a gente vai ter que ver aí na nossa agenda quando é que vai caber esse duplo clique. Sou toda sua, minha agenda está fácil.
SPEAKER_02:Muito obrigada, Deia. Vou falar em nome de todos os nossos ouvintes por estar à meia-noite gravando pra gente. E lembrando, gente, que esse é um projeto assim, do coração na ideia. Ganhamos nada por isso. Pelo contrário, investimos no maravilhoso trabalho do Migu pra nos ajudar nessa jornada.
SPEAKER_00:E até no microfone novo, meu, aqui, ó, microfone novo, porque esse é um portátil para poder levar as viagens. Depois a gente gostar daquele shure maravilhoso, não dava para voltar para um microfone da Apple. Então, eu acabei até investindo no microfone novo aqui, gente. Não somos como a Open AI, a gente não vai ter anúncio, tá vendo? Pelo menos não por enquanto, né?
SPEAKER_02:E o Migu tá falando, aproveita e pede pra seguir no YouTube. Se você está nos ouvindo no YouTube, dê like, se inscreva. Se você está ouvindo no esporte, Spotify, faça um review falando que você adora, conte para um amigo, porque nós somos regados pelo amor e a audiência, né, Dea? E assim seguimos em frente.
SPEAKER_00:Muito bom esse final, turma. Ótima semana para todos. Aperemos os cintos, né? Porque semana que vem vai ser cheia de novidades. Tenho certeza que da voz vai sair muita notícia. Espero conseguir cobrir tudo pra gente poder comentar na semana seguinte.
SPEAKER_02:Maravilhoso! Vamos ter você lá em loco e eu aqui lendo a repercussão do que tá chegando. Então, é ótimo ter esse complemento. Obrigada, gente! Obrigada, pessoal! Um beijo, tchau, tchau!