Duplo Clique

#50 Andrea, Direto de Davos

Andrea Janer e Fernanda Belfort

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Neste episódio, levamos você diretamente para o centro das discussões em Davos, onde as decisões que moldam o futuro global são tomadas. Com um olhar crítico e uma abordagem leve, exploramos as dinâmicas geopolíticas e as vozes influentes que estão redefinindo o cenário mundial.

Acompanhe mais com a gente:

Oxygen Club - Andrea Janér

Tribo de Marketing - Fernanda Belfort

"As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."

SPEAKER_01:

Eu sou a Fernanda Belfor e eu sou a André Janer. Bem-vindos a mais um Duplo Clique - Idea direto de Davos. Pois é, gente, sobrevivi. Tô aqui. Amiga, não sei como você tá em pé, sentada, falando, sei lá.

SPEAKER_00:

10h40 da noite de quinta-feira, acabou hoje, mas a gente quis fazer esse episódio hoje mesmo pra pegar as coisas no calor do momento, né? Eu tô com tudo ainda na minha cabeça, meio embaralhado. Acho que agora a gente ainda tem que decantar tudo que aconteceu aqui. Então, hoje é um episódio meio assim, no calor do momento, de bate pronto, pra gente poder trazer um pouco do que tá ainda fervilhando aqui nas ruas de Davoz.

SPEAKER_01:

Eu até estava dando uma checada agora, né? Terminei minha última reunião às 6h15, então fiquei aqui meia hora dando uma checada aqui, que já saiu, falando de Davos. Não saiu nada ainda, porque ninguém ainda conseguiu parar.

SPEAKER_00:

Acho que está todo mundo perplexo, sabe? Acho que todos os jornalistas ainda estão tentando collect the thoughts, sabe? Todo mundo está tentando ouvir, eles estão provavelmente foram a campo conversar com pessoas, conversar com suas fontes, pra poder, a partir do final, acho que a partir de segunda-feira. Se bem que não, hoje até eu estava no Wall Street Journal e eles estavam falando que eles vão começar a escrever as peças no final de semana. Não sei se elas vão sair no final de semana, se elas vão sair segunda-feira, mas para ter um pouco mais de uma perspectiva um pouco mais clara, porque foi muito intenso. Acho que eu falei um pouco em alguns vídeos que eu fiz nas redes sociais, que esse foi uma edição muito, muito, muito especial de Davos. Eu estou muito me sentindo muito grata por estar aqui, por ter estado aqui essa semana e agradecendo sempre ao Instituto Beja, a Cris Sultani, que me convida todos os anos para vir aqui. Eu sou conselheira do Beja e é com esse chapéu que eu estou aqui acompanhando tudo que está acontecendo desde 2024. Essa foi minha terceira vez aqui, sempre na programação paralela, acho importante fazer esse disclaimer, né? Eu não estou lá no Congress Center onde acontecem todos esses discursos que a gente acaba vendo aí na TV, nas redes sociais, com aquele fundo azul escrito World Economic Forum, né? Aquilo lá é o gathering que tem mais ou menos 3 mil pessoas só que participam, então são líderes, chefes de estado, CEOs, membros da sociedade civil organizada, enfim, tem algumas pessoas ali que são escolhidas para receber os badges, os 3 mil badges. E existe hoje toda uma programação paralela que atrai mais de 10 mil pessoas. E que hoje, assim, é uma acontecimento. Está cada vez melhor, as casas estão cada vez investindo mais, trazendo mais gente legal. Então acho que valeu muito a pena. E muitas pessoas que estão na programação oficial do fórum acabam fazendo palestras nessas casas paralelas. Foi assim que eu assisti Scott Kelly, que eu assisti Uvalari, eu assisti Joshua Benjo, Max Tegmark, enfim, todas essas pessoas que eu assisti Michael Cratfios, que é o CTO do governo americano. Então todas essas pessoas vão para essas casas paralelas, né? São casas de, principalmente, de veículos de mídia muito respeitados, como a casa do Wall Street Journal, a casa da Axios, the Washington Post e a AI House. Então tem casas temáticas, tem casas de mídia, tem casas de países. Então existe toda uma programação de conteúdo ali muito rica, que se você se organizar com antecedência para poder participar, porque tudo requer uma inscrição especial, e aí além da inscrição, você tem que ficar na fila com antecedência, chegar, sei lá, uma hora antes, e aí você só pode entrar se você receber um e-mail de confirmação. É uma burocracia que é feito pra você não ir, feito pra você não insistir. Mas eu sou cara de pau, sou insistente, e tu acaba conseguindo entrar em praticamente tudo que eu quis, eu assisti, então foi muito bom.

SPEAKER_01:

E a gente agradece que você é insistente e cara de pau, porque daí a gente tem a nossa correspondente do duplo clique diretamente de Davoz. Muito bom, muito bom. Pelo que eu ouvi, assim, né, da voz sempre teve um viés de falar da agenda das coisas boas para o mundo. E tinha até uma crítica de que lá se vão, lá vão um monte de milionários, bilionários, CEOs, políticos e tudo, seus jatinhos particulares, fora that's city na Suíça para discutir as pessoas que passam fome, as coisas que precisam acontecer in relation al clima e tudo. And the presence principally of Trump and to the encontro, principally with Groenlândia, the encontro realmente passou a ter uma importância enorme, deixando até de forma secundaria. You tell you comments, se é que existiu essa agenda, and I think além de geopolitica deve ter sido o grande tema. O que foi sua percepção nesse primeiro digerido oferecido?

SPEAKER_00:

A expectativa era que A fosse o grande tema, mas acho que os últimos acontecimentos se impuseram. E a vinda do Trump, which na verdade até foi uma coisa que eu não sabia. Só duas vezes o Fórum Econômico Mundial teve a presença de presidente americano. Andas duas vezes foi o Trump. So existe até uma relação de gratidão do fórum com relação ao Trump, por isso que ele chegou aqui com Pompeia e circunstância. Como eu falei na semana passada, foi uma costura feita pelo Larry Fink, que assumiu esse ano como CEO interino do fórum. E aqui eu preciso abrir um parênteses aqui. Eu sei que a gente falou bastante disso na semana passada, mas eu acho que o Larry Fink entregou um fórum acima das expectativas, né? Ele superou as expectativas, porque ele conseguiu trazer até Elon Musk, Alex Carp, enfim, todos os moguls de tecnologia, né? Enfim, Satiana Della, JC Wang, gente, you name it, tipo, pessoas que nem estavam anunciadas vieram. Então, assim, ele realmente, do ponto de vista de relevância, de importância do fórum, acho que ele entregou o que era esperado dele. Ele conseguiu trazer lá as pessoas que estão dando as cartas no jogo hoje. Então, só fecha esse parênteses, assim, que eu acho que a gente aqui pode discutir se essas pessoas deveriam estar aqui ou não deveriam, mas enfim, o fato é que para o papel que ele precisa ter agora, que é de, eu diria até talvez aqui usando uma expressão até meio forte, mas para salvar o fórum, ele precisava dessa injeção de líderes e de protagonistas da economia do mundo hoje. Isso acho que ele conseguiu entregar. E aí acabou que os assuntos giraram em torno desses dois temas. A vinda do Trump com essa escalada das conversas sobre Groenland. Então, logo antes dele chegar, ele ameaçou aquelas tarifas aos países europeus que não concordassem com o plano dele. Andou os Europeans in pânico. Então, estava todo mundo muito apreensivo, muito aflito com a chegada dele. A chegada dele foi com emoção, porque ele embarcou no Air Force One and 15 minutes ago, the Air Force One voltou and deuce and voltouted, porque houve um problema elétrico no avião, eles tiveram que desembarcar todo mundo andar em um outro avião. Andou uma conversa: será que teve sabotagem? Será que algum atentado orgulho? But ele chegou na hora que tinha que chegar. Eu escutei o helicóptero dele chegando, porque eu estava em uma palestra, num painel ali perto, e a gente escutou, porque era um barulho de helicóptero, deve ser um helicóptero muito maior do que a média, do que o normal, porque o barulho era muito grande, muito forte, e foi exatamente na hora que ele pousou. E ele foi para a tribuna e fez aquele discurso que, não sei aqui, quem dos nossos ouvintes teve estômago para assistir até o final, porque foi um discurso que. Primeiro que ele passou do tempo, ele, enfim, não ficou restrito ali aos 45 minutos que ele tinha, como todos os outros presidentes que fazem falas no fórum, todos têm 45 minutos, e o Trump passou, porque ele começou no meio do caminho, a gente começa a ver assim até na expressão corporal dele, quando ele começa a improvisar. Ele tinha, obviamente, ali um teleprompto, ele estava lendo, mas ele começou a derivar um pouco e fez umas intervenções muito usando assim termos meio grosseiros. Ele foi um pouco muito deselegante em vários momentos da sua fala, se referindo ao Joe Biden, aos povos somales, enfim, falou da Venezuela. Ele foi assim, foi um show de horror, eu achei aquele discurso dele. Enfim, no final fez ali uma série de rapapés para o Larry Fink, elogiou o fórum, fez ali a sua média com todo mundo. E ali, para alívio dos Europeus, ele kicken out. Como a gente fala, ele voltou atrás e disse que ele não queria usar a força. Não era a intenção dele usar a força. Até então não estava claro se ele ia usar suas tropas para invadir a Groenlândia. Ali ele disse que não. E logo depois ele disse que ia voltar atrás e tirou também as tarifas que ele ameaçou impor à Europa. Então, de novo, um comportamento que a gente já viu várias vezes. Ele vem, grita, esperneia, e depois ele volta atrás.

SPEAKER_01:

E acho que parte, a gente até falou semana passada. Será que vai ser taco ou fafo? E o que eu achei interessante, achei muito bom, foi que ele anunciou essas tarifas de 10%, e aí a União Europeia começou a se preparar para fazer uma retaliação comercial bilionária, né? Que avaliava um monte de instrumentos anti-coerção, um tal de trade bazuca, mas assim, inclusive contra medidas potenciais que incluíam tarifas retaliatórias, estimadas em até 93 bilhões de euros, mais de 100 bilhões de dólares, suspensão orgulhados. Então acho que começou essa coisa que todo mundo está começando a ficar um pouco cansado de what this history would be. And I think that the discurso that impact along Trump was the prime minister of Canada, the Mark Carney, who comments a series of things, but really the ordinary as a leader and existed. He used an analogia that I showed incredible. Boa, in 1978, era um dissidente tcheco e ele publicou um ensaio sobre o poder dos sem poder, em que ele tentava explicar como que regimes claramente falhos conseguiam se manter estáveis por tanto tempo. E ele usa um exemplo, que foi o mesmo exemplo que o Mark Carney usou na apresentação dele, lá no discurso dele, de uma loja that colour na sua vitrine um cartaz, um slogan, dizendo trabalhadores do mundo unidos. Andral não é que a pessoa que colocou aquilo, e é uma menção ali ao momento do socialismo, acredita naquela frase. But it faz aquilo meio que como um ritual público de conformidade. Ele coloca aquele cartaz ali para evitar problemas, sinalizar obediência, mostrar que ele está alinhado com o que está acontecendo. And todo mundo começa a viver dentro dessa mentira. Começa esse conceito central de que todo mundo meio que finge porque todo mundo tem medo do que pode acontecer. E o Mark Carney vira e fala: Está na hora da gente tirar os cartazes. Está na hora dos países, das empresas, de todo mundo começar a se posicionar e não normalizar, tentar play the game ali com o Trump e tudo isso, porque as coisas estão tomando uma proporção assustadora. Ele está ameaçando efetivamente invadir a Groenlândia, ele fez uma operação militar na Venezuela. Então tem um monte de coisa acontecendo que acho que o mundo precisa realmente se posicionar e falar chega. Isso só vai acontecer se esses países, se todos se unirem, porque senão os Estados Unidos sempre vão ser o mais poderoso. But the Union Europe começa a falar, peraí, então você vai fazer isso, a gente vai retalhar. E vamos começar a não deixar as empresas americanas fazerem negócio aqui. E vamos aí sai do FAFO e entra no taco. Então acho que talvez um novo momento ter. Talvez você tenha estado, apesar do pouco tempo dormido e tudo, mas você tenha presenciado uma semana in um lugar que pode ser determinante na história, né, Dea?

SPEAKER_00:

Total. Acho que essa edição sempre vai ser lembrada, né? Hoje eu tive o privilégio de acompanhar uma sessão às cinco da tarde, né? Que encerrou a casa do Wall Street Journal, né? Em que a Emma Tucker, que é a editora-chefe, and two outros editors fizeram um debrief do que foi esse Davos. Então, imagina, foi incrível vê-los, né, resumindo um pouco o que eles tinham ouvido and presenciado também. And eles chamam, eles falam uma expressão inglês que eles dizem que essa é a The Most Consequential Davos. Uma Davos, uma edição that marcou a história mesmo de todas elas. Pelo momento geopolítico, pela tensão geopolítica em que o mundo se encontra, por essa questão da IA também sendo um assunto que está na pauta de todos os CEOs, who é o público principal de Davos mesmo. Acho que ninguém tem dúvidas de que se fez história nessa edição. Agora, essa questão de enfrentar o Trump é uma questão que está muito quente aqui, né? Está muito na pauta. Hoje, por exemplo, eu assisti um trechinho de uma entrevista que o Jam Diamond, que é o CEO do JP Morgan, deu para uma jornalista do Economist na programação oficial do fórum, em que ela perde a paciência com o Jam Diamond e coloca ele na parede, fala assim, mas por que nenhum CEO enfrenta ele? Por que vocês todos se calam? Aí o Jam Diamond fica meio sem graça, fala, não, mas eu falo algumas coisas e tal, e ela fica furiosa e fala assim: não, eu tô te perguntando, você tem que me responder. Por que ninguém enfrenta ele? Então essa foi uma demonstração de que é um consenso, assim, o CEOs realmente tem muito medo de se colocar, de se posicionar contra ele, com medo de consequências, porque ele é capaz de retaliar, de fazer alguma coisa, e hoje à noite saiu na imprensa que o Trump está processando o JP Morgan e o Jam Diamond. Isso que o Jam Diamond não teve coragem de falar para a jornalista The Economist, nada de muito ofensivo. Ele, pelo contrário, saiu pela tangente para não entrar em conflito. E, no entanto, ele está sendo processado, o Trump arrumou um pretexto lá, que parece que o JP Morgan negou uma abertura de contas ou fechou algumas contas pessoais do Trump, e isso ele vai transformar, obviamente, numa questão midiática. Então ele arranjou uma forma de retalhar. São coisas como essa que vão realmente minando as tímidas tentativas dos CEOs de fazer alguma coisa contra o governo. E aí, em relação saindo do âmbito dos CEOs, indo para o âmbito dos governos, acho que sim o discurso do Mark Carney vai ser lembrado por muito tempo como um discurso muito corajoso, anda mesmo debrief do Wall Street Journal hoje, os editores brincaram que ele, o Mark Carney agora virou uma celebridade, o primeiro ministro canadense está sendo o pessoal brincando, assim, chamando ele de o novo líder da União Europeia. Porque ele falou o que nenhum líder da União Europeia conseguiu falar. Ele acabou assumindo um lugar que até agora ninguém tinha falado nada. Mas o McCartney foi anteontem, né? Tô tentando lembrar aqui que eu já tô até meio com os dias muito longos que a gente tem aqui, mas o McCartney foi terça, Trump foi quarta, e hoje, no final do dia, o Zelensky veio. Tinha muitas dúvidas se o Zelensky ia vir, porque a Rússia, no meio da semana, fez um ataque muito sério à Ucrânia, e, por causa disso, ele anunciou que ele não viria mais, que ele precisava ficar lá para dar um suporte, apoiar o povo ucraniano por conta desse ataque. But ele acabou vindo, ele veio hoje andar um discurso muito emocionado, em que ele reclamou muito da Europa. Ele normalmente é meio comedido nos discursos dele. Ele não tem por hábito falar de forma agressiva da Europa, reclamar dos aliados dele, da OTAN. But he was semi paciência. Ele realmente foi bem enfático, se queixou muito do que a Europa está fazendo. And I fiquei muito tocada porque também fui na casa da Ucrânia aqui no Apagar das Luzes. Foi o último programma que eu fiz, bebendo todas as palestras. I fui na casa da Ucrânia. Eu vou todos os anos quando eu tô aqui. E sempre é uma casa que emociona, porque eles fazem muito bem o trabalho de. É um trabalho de conscientização. Então você entra lá, sempre tem muitos vídeos, tem muitas. Tem frases que eles sempre colocam na parede. O ano passado e esse ano tem obras do Damian Hearst, que é um artista britânico que, enfim, faz isso, empresta seu talento, sua arte, para criar alguma obra de arte que seja muito contundente. Esse ano não foi diferente. Está bem na frente da Casa da Ucrânia, é uma obra do Damien Hurst. Mas o que mais me impressionou na Casa da Ucrânia esse ano foi que eles fizeram um vídeo que eles passaram num telão grande na casa, usando inteligência artificial para simular algumas cidades europeias como Davos e Bruxelas como sendo vítimas de um ataque da Rússia. E intercalava essas imagens feitas por IA, mostrando lugares reais, ou seja, eles fizeram uma. Eles captaram imagens de lugares reais de Davos, lugares reais de Bruxelas, e usaram IA para mostrar drones and bombas, mísseis chegando andando esses lugares, intercalando essas imagens com frases dizendo que realmente a Rússia pode fazer isso quando ela quiser. Vocês estão prontos? Se vocês fossem atacados? É muito interessante o uso. A casa da Ucrânia sempre tem isso, eles usam tecnologia, porque, afinal de contas, tecnologia é uma característica, é uma força, uma fortaleza da Ucrânia em todos os sentidos. Então, eles usam essas imagens, usam sempre esses recursos mais tecnológicos para causar algum tipo de desconforto em quem vai visitar essa casa. E dessa vez não foi diferente. E isso tudo somado a um terceiro aspecto, aqui ainda falando de Ucrânia, só para fechar esse assunto Ucrânia, eu também tive a oportunidade de assistir ontem de manhã o Richard Moore, que foi o head do MI6, que é o serviço secreto britânico para relações externas. And ele tem muito conhecimento de geopolítica, ele está muito por dentro do que está acontecendo. Ele acabou de sair do carro, ando ser perguntado sobre o que ele mais se ele estava preocupado com a Groenlândia, se o Trump invadir o Canadá and the mais grave of tudo isso é a Ucrânia. A gente não pode esquecer que tudo isso que está acontecendo agora é consequência do fato do Putin ter invadido a Ucrânia e de ninguém ter feito nada. Porque essa mensagem foi a mensagem que ficou para o Trump, que ficou pro Xi Jinping também, que você pode invadir e depois você resolve as consequências. Isso que a gente está vendo agora, se o mundo tivesse respondido ao Putin com algum tipo de restrição, algum tipo de retaliação, alguma resposta até que envolvesse força, essas outras iniciativas não teriam acontecido. Eu fiquei muito pensativa, fiquei muito reflexiva depois disso, porque a gente acabou normalizando um pouco a Ucrânia. A Ucrânia virou um problema que ninguém sabe como resolver, anda guerra está se arrastando, está se arrastando. Já faz o que three, tô tentando lembrar quando é que começou, mas acho que faz isso, devem ser three, mais ou menos. E isso acabou abrindo um precedente muito perigoso. Então a gente está aqui falando dessas coisas da Venezuela, de uma eventual invasão do Trump na Colômbia, no Canadá, in Cuba. And no fundo, tudo isso começou por causa da Ucrânia, que não foi contida, não foi reprimida, digamos assim, da forma como deveria ter sido.

SPEAKER_01:

Tem tanta coisa acontecendo que vai chocando anda. Eu concordo com você, acho que tem toda essa normalização da Ucrânia, but também essa inabilidade do mundo moderno, da ONU, do mesmo jeito que a gente estava falando, o quanto a ONU não consegue, essa ordem mundial do jeito que está não consegue lidar com ditaduras or situations como a Venezuela, não consegue lidar, não estão conseguindo lidar com uma situação como a Ucrânia. Realmente eu estava lendo aqui que o Zelensky coloca muita responsabilidade in Europa, eles estão super fragmentados, tentando discutir com os Estados Unidos um monte de coisa ao invés de tomar essa liderança. And I asked de certa forma o que o primeiro ministro do Canadá fez is, gente, vamos parar de ficar esperando os Estados Unidos. Vamos parar, vamos nos unir. Se as outras economias do mundo não se unirem, o Pedro Doria fez uma análise interessante sobre isso também, comentando o discurso do Marc Carney and falando justamente isso, que no fim do dia é um convite for as médias potências, para o Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Índia, França, Itália, se unirem, porque é a única forma disso acontecer. A ordem internacional baseada em regras de cooperação, a vez de guerra, de soberania respeitada, de regras coletivas negociadas inforums como ONU, Organização Mundial do Comércio, Fórum Econômico Mundial, todo esse modelo que permitiu a previsibilidade, o comércio, a inovação, o crescimento, anda existir uma nova forma, que essa ordem liberal nunca foi perfeita, que o carne admite isso, reconhece isso, que essas regras nem sempre valeram de uma forma igual para todo mundo, que os mais fortes acabavam muitas vezes burlando algumas normas, mas que hoje existe um constrangimento, quer dizer, já existia um constrangimento moral que antes não existia quando só a força mandava. And agora é isso, né? Essas críticas toda Trump rompendo totalmente essa lógica e aproximando os Estados Unidos do comportamento do Vladimir Putin. Eu acho que a cada dia foi assustador o discurso do Trump, amiga. Eu te contei que eu comecei a assistir, acho que é uma hora, começar a não ter mais estômago, ele vive no mundo dele, ele começa a contar um monte de mentira, ele conta como os Estados Unidos está incrível, que só ele e poucas pessoas que acreditavam, que na verdade ele achou que ia demorar um pouquinho mais, talvez alguns meses a mais, mas que agora, com um ano no poder, os Estados Unidos já têm isso, isso, isso e aquilo. Aí ele começa a ofender um monte de gente, aí ele começa a inventar um monte de história, fala de todas as coisas. Ele cria uma realidade paralela. E assim, é surreal tudo isso acontecendo. Então, no fim do dia, quem ainda são in this world precisa step up. Acho que é isso que está acontecendo. E será que tudo vai melhorar com as elections in October? Because I ask that a chance that the Republicans continue with mairia no Congress. No, no, seen it, it's because realmente the Students mere, tá surreal.

SPEAKER_00:

But tudo dele corre pra fazer tudo. Ele sabe, desde que ele assumiu, a gente falou isso aqui no podcast várias vezes, ele já assumiu com uma deadline. Ele sabia que ele tinha as eleições. Ele tinha um ano e oito meses para poder colocar todas as cartas dele na mesa. É que tudo parece muito desordenado, mas às vezes eu acho que tem uma lógica aí por trás, sabe, das coisas que ele está fazendo. Então vamos ver como é que as coisas vão se comportar daqui pra frente. Ele está talvez no momento mais no auge dessa bagunça em termos econômicos, políticos, geopolíticos. Então, vamos ver como é que isso vai se desenrolar. Mas ainda só uma última fala aqui sobre o Carney, ele como um país, uma economia média, ele apelou para esse grupo de países que tenha uma situação um pouco parecida para se unir. Ele até falou uma expressão que viralizou nesses últimos dias. Se você não está na mesa, você está no cardápio. If you're not at the table, you're on the menu. Ou a gente vai se unir e fazer alguma coisa, ou a gente vai ser engolido por three economias, quatro economies, que provavelmente a China, a Rússia and the St. Unidos. So os recados foram dados, acho que essa realmente foi uma edição em que muita gente falou, muita gente importante falou. Teve muitas ausências, acho que, por exemplo, a delegação da China pode ter sido menor que a do ano passado. Então a China não veio. Em compensação, a Índia domina Davos. É impressionante. Fisicamente, eles estão ali com casas, casas de, não só de países, mas de estados Índia, mas de estados da Índia, eles estão nos palcos, eles estão muito fortes aqui. Os países do Golfo também, Qatar, Emirados Árabes, enfim, Arábia Saudita, eles estão sempre aqui também com muita, com comitivas muito grandes, delegações enormes. Então, assim, a gente vai olhando quem está, quem está usando esse espaço aqui. Então, os indianos muito fortes, o Golfo muito forte, Estados Unidos muito forte. Realmente a delegação do Trump foi, acho que, sem precedentes, sem precedentes mesmo. O alto escalão dele estava aqui, Steve Whitkoff, Jared Kushner, Marco Rubio, o próprio Michael Cratzels, que eu assisti duas vezes, inclusive, que é o CTO do governo, que foi muito impressionante. Então, ele realmente chegou chegando, levou uma turma que se dividiu em conversas privadas também com investidores, com CEOs, tinha gente vendendo ingressos para jantares que nunca existiram com o Trump. Teve fraude. Empresários que compraram tickets para ter acesso ao Trump, a delegação do Trump, e era tudo mentira, porque isso acontece aqui também. O pessoal aproveita para poder fazer essas coisas. Então isso é bem emblemático dessa ocupação. Acho que os Estados Unidos ocupou Davos. E o Trump ficou aqui até hoje à tarde. Ele não ficou dormindo, não ficou hospedado em Davos, ele ficou em Zurich, mas ele saiu daqui no final do dia de quinta-feira. Ele ainda teve reunião com líderes europeus, teve reunião com o Zelensky também. Então, assim, ele trabalhou intensamente aqui na quarta e na quinta-feira.

SPEAKER_01:

E até também essas fraudes acontecem porque as pessoas esperam que possa ter um jantar em que você vai lá, compra o ingresso e consegue estar com o Trump, que continua.

SPEAKER_00:

Mas ele faz isso, lembra? Quando ele faz aqueles jantares de cripto dele lá, ele vendia por uma fortuna os ingressos. Então as pessoas sabem que é um modus operandi deles.

SPEAKER_01:

E você sabe que eu não sabia dessa informação de que o presidente dos Estados Unidos só tinha estado no fórum duas vezes e tinha sido o Trump, mas o Trump também é um cara que não se preocupa em se posicionar ao lado da elite. Talvez, até em épocas que o fórum, não nesse ano só, mas em outros anos, que o fórum talvez tivesse uma pegada muito mais de meio ambiente, de uma série de coisas. Talvez os presidentes não tenham ido, não fossem, porque não é algo importante o suficiente, porque talvez eles não quisessem se comprometer com alguma agenda ou alguma coisa. O Trump vai lá, ele fala o que quer, ele faz o que ele quer, ele está do lado da elite mesmo. Quer dizer, o que será que leva esse comportamento?

SPEAKER_00:

Mas é que aqui sempre foi o lugar das elites. Essa era a grande crítica. Então, assim, eu acho que ele não tem. Ele não tem cerimônia, ele não está nem aí, né? Nesse sentido, ele não está preocupado se isso vai pegar mal pra ele. Mas assim, eu acho que no fundo ele tem um questão do ego também. Acho que o Larry Fink, de novo, é um mercado financeiro, conseguiu atrair muita gente que importa, ele sabia que ele precisava estar aqui. E o ano passado eu lembro que eu estava aqui, ele fez a entrada dele por vídeo. Então, assim, ele também estava de uma certa forma. Ele não veio presencialmente porque foi a primeira semana dele de governo. But ele fez também um discurso ano passado muito impressionante. Ele tinha quatro dias de Casa Branca, or três, uma coisa assim, and chegou chegando também, falou, poucas e boas. Ele já explicou tudo o que ele ia fazer, já deu um sacode em todo mundo já naquele primeiro dia. E a partir daquele momento, acho como se passou um dia que a gente não tenha sido surpreendido por uma notícia do Trump. Eu lembro que no ano passado eu escutei isso de um jornalista que estava aqui e falou assim: uma das certezas que a gente tem em 2025, o ano passado, dizendo isso, é que esse ano as notícias vão ser originadas em Washington D. C. E é verdade. O noticiário de Washington D. nasceu a gênese do noticiário do mundo hoje é Washington D. C. Porque de lá que nascem essas notícias que muitas vezes vão muito além das fronteiras dos Estados Unidos, como a gente viu recentemente, elas acabam impactando todos nós, todas as nações, seja por questões econômicas, seja por questões militares, mas o que ele faz, o que ele decide, o que ele diz impacta todo mundo, derruba mercados, enfim. A gente está vivendo uma era realmente muito impressionante. E só para fechar a coisa das ausências que eu falei, falei na ausência de pessoas, de países, mas a pauta do clima realmente teve muito pouca importância. Foi levada como um assunto em terceiro plano. Então acho isso uma pena, inclusive uma cobrança que está sendo feita ao Larry Fink, que ele tinha que ter trazido esse assunto, com mais ênfase. O co-chair do Fórum Econômico hoje é o André Hoffman, que é o Herdeiro da Rocha, é uma pessoa que tem uma atuação muito importante com a pauta do meio ambiente. Então a gente também espera que com o tempo o André Hoffman tenha mais espaço dentro dessa gestão do fórum para poder trazer de novo essas pautas para não ficar realmente com essa pendência, porque a gente sai daqui frustrado, que é o assunto que deveria talvez ser mais importante de todos, que diz respeito a todos nós, foi tão mal posicionado no fórum this year.

SPEAKER_01:

E daí um pouco nas fofocas, né? Nesse caso, vai ser uma fofoca politica, but the Gavin Nilson was in the voice, and accusated the Casa Branca to not participate in a fireside chat, Fortune. He chambered the political external Trump to patética and pediatra for Europa stand tall, to man follow Portuguese, English, but resist of pressure, and continue a dispute of talvez it serve a name, a matter of the Atlantic, this repositionment dele for a position of central tardia for the eleições. But the Students come to alguien that disputes contract.

SPEAKER_00:

Você sabe que eu encontrei o Gavin News, ele estava jantando no mesmo restaurante que a gente na terça-feira à noite. Ele é com pequenos táques. Mas essa vez eu fui mais madura. Eu confesso que eu precisei segurar um pouco a minha ansiedade e não pedir selfies com as pessoas.

SPEAKER_01:

Mas a gente até falou isso, né? Da voz não é muito. Tô velha pra isso, né? Mas depende do ambiente, amiga. Da voz não dá pra ela e fala, ai, Tite, uma selfie, porque da voz é todo mundo meu glazesse, né? Todo mundo tá poderoso, entendeu? É muito. Você olha pro lado.

SPEAKER_00:

Todo tempo tem gente, o tempo todo tem gente importante do seu lado. Eu falei assim: não, realmente eu não posso mais fazer essa tietagem aí, então eu vou ter que ser madura, né? Não sou mais uma adolescente, então não vou mais pedir selfies. Mas, enfim, tava lá, Gavin Nielsen tava lá e fez seu ponto. Ele foi de fato pra fazer oposição ao Trump. Não acho que ele tenha conseguido se sobressair, acho que ele ficou um pouco apagado nessa história toda. Não sei, vamos ver. Mas, enfim, eu acho que ele tem aí alguma pretensão maior. Eu acho que para as eleições, para daqui a dois anos que é o próximo eleição presidencial, talvez dê tempo dele fazer alguma coisa. É porque a Califórnia também não está fácil, né? Ele também não está conseguindo uma unanimidade na Califórnia. Então, meio complicado essa situação dele também. Então, é isso, ninguém faz frente ao Trump, ninguém o enfrenta, ninguém se impõe, e a gente está vivendo no mundo do Trump e é isso, a gente vive no mundo dele. Como é que essa frase, que tem essa frase que diz, we're just living in Trump's world and we don't know it, tem uma coisa assim, uma frase que fala isso, assim, tipo, a gente está vivendo no mundo dessa pessoa, né?

SPEAKER_01:

No Trump verso. É isso.

SPEAKER_00:

No Trump verso, exatamente. Agora à noite eu estava vendo algumas notícias para poder comentar. Ele está lançando. Tem uma outra coisa muito louca que ele está lançando também, que é um board, um conselho de paz pra Gaza. E que pra entrar, os países têm que pagar uma fortuna incalculável. Ele convidou o Putin, o Putin já topou. O Conselho de Pis. So, no fundo, não é o que ele quer um conselho de paz para Gaza. Ele está tentando criar uma segunda NATO, or melhor, uma segunda OTAN. Ele tá construindo novas alianças que lhe convém. Já que ele não tá feliz. Como ele não tá feliz com a. Ele não tá feliz com a ONU, ele não tá feliz com a OTAN, ele não tá feliz com a OMS. Ele saiu de tudo isso. Lembra que agora tem mais ou menos um mês que ele saiu de um monte de coisa? Ele vai fazer as dele. Então, assim.

SPEAKER_01:

Bom, amiga, e assim vamos chegando ao final do nosso capítulo 50, né? Nosso episódio 50. Vamos comemorar este fato. Acho que a gente semana que vem pode falar do plot, de outras coisas que você queria falar de AI, tudo isso. Até porque você merece descansar ainda a voz. Esse é um episódio quase especial. E a gente começa o ano novamente capturados pelo furacão, que é o Trump.

SPEAKER_00:

Que ontem fez. Desculpa te interromper, mas é porque ontem ele fez um ano de governo. Imagina que ainda faltam três. Imagina que ainda faltam três. Nesse ritmo, né? Onde vamos parar? Onde vamos parar, exatamente.

SPEAKER_01:

E é isso, né? Continuamos com o nosso compromisso de que é que essa semana não deu. Assim, a gente tenta falar um pouco menos dos Estados Unidos e de geopolítica. Mas quando ele está ameaçando invadir a Groenlândia, coisas muito grandes acontecem, ele toma, dá voz. Aí realmente, né, quando ele está floating the zone, a ponto da gente ficar só com o narizinho pra fora, assim, ó, não tem como não falar desse assunto. Mas é isso aí, amiga. E assim entramos na nossa segunda metade aqui da primeira centena de podcast juntas.

SPEAKER_00:

É isso. A gente tem muita coisa para falar ainda de A, do que eu ouvi aqui, eu vi de novo pessoas maravilhosas, aquelas cabeças brilhantes falando de A. Mas eu não diria que teve nada de muito diferente do que a gente já vem falando nos nossos episódios aqui. Depois eu conto um pouquinho do que está se falando hoje sobre essa questão do trabalho, do futuro do trabalho, do AGI. Então tem algumas mudanças de posicionamento que eu acho que são interessantes depois a gente debater. De repente, no próximo, se não tiver acontecido nada bombástico, até lá, a gente no próximo começa um pouco falando de A. Perfeito.

SPEAKER_01:

E hoje é também, gente, quinta noite aqui. Eu já vi que saiu uma conversa do Daiwamodei com o Demi Sassadi. O que vai acontecer depois do AJ, mas vai ainda. Essa é muito boa. Essa vale muito a pena ver. Está no meu assistir, próximas para assistir no YouTube, mas confesso que eu ainda não consegui digerir tudo isso também, então a gente comenta um pouquinho mais pra frente semana que vem.

SPEAKER_00:

Querida, só pra não podemos acabar sem comentar que o agente secreto foi indicada quatro categorias do Oscar, é isso? Sucesso total. Nossa, melhor filme, melhor ator, melhor filme estrangeiro e melhor elenco. Como eu falei num grupo da Ox quando a gente estava comemorando, né? Eu falei, gente, merece todos, mas melhor elenco, ninguém pode tirar do agente secreto. Não tem elenco nesse planeta como daquele filme. Então, parabéns aí, Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura, toda a equipe que trabalhou nesse filme. Que golaço! O Brasil está deixando de ser um país do futebol. Ainda usei até uma expressão, falei, que golaço. Na verdade, não vai ser nem isso, né? Mas a gente deixando de ser o país do futebol para ser o país do cinema. Espetáculo.

SPEAKER_01:

Maravilhoso. E quanto mais confusão o Trump faz, mais chance a gente tem pela importância sociocultural que esse tema de democracia, ditadura e tudo, acho que mais chance a gente tem de levar. É isso. Vamos lá, vamos na torcer. É isso aí.

SPEAKER_00:

Um beijo, gente.

SPEAKER_01:

Mas de disputar bem no futebol também pra voltar a ser o país do futebol, né? Que ganhar uma Copa do Mundo. Você sabe, você não tem Copa, né? Vamos ver. Exato, né? Ficou um pouco desesperançosa, mas. Nossos filhos podiam ter experiência de ganhar uma Copa do Mundo, porque é única. Mas é isso aí, gente. Vamos em frente. Déa, e agora, só pra terminar, vai, o nosso momento quinta série? O que era mesmo?

SPEAKER_00:

Já esqueci. Conta o nome do bairro. Ah, gente, a Fernanda não dá, né? Ela sempre tem essas recaídas da quinta série.

SPEAKER_01:

Eu adoro, eu adoro, adoro o momento de quinta série. A Déa Fê. Você não imagina. Sabe como chamava o bairro lá? E tudo era com esse nome? Pode falar, porque é o nome do bairro.

SPEAKER_00:

Não, não, é que pega. Enfim, é um bairro de Davos que chama-se bunda, com trema nu. Não sei nem como pronuncia, não sei falar alemão, então não sei como pronuncia essa palavra. Aí tudo naquele bairro é meio assim: tem um restaurante bunda, tem a bunda esporte, que é a loja de equipamento de esqui, chama Bunda Esporte, tem várias coisas bunda. E recebendo churário.

SPEAKER_01:

Tudo começou porque a DEA tem um novo microfone só para viajar, que chama É o Gato. E eu falando, gente, no Brasil, o negócio que chama É o Gato, parece que já é um gato, né? Que você já está fazendo um gato ali para conseguir gravar. Esse nome nunca ia dar certo. E aí, só pra terminar, eu tava contando que quando eu comecei a trabalhar com a América Latina e tudo, que em espanhol é cu. Então, quando falava primeiro quarter, segundo quarto, né? Primeiro trimestre, segundo trimestre, terceiro trimestre, era tudo assim, né? Cu uno, Q2, Q3. Eu acho que eu demorei uns três anos pra não ter que me controlar para não rir também. Hoje já faz uns 10, 15 anos, eu já normalizo isso. Eu vou do cu uno pro cu2, pro Q3, tranquilamente. E assim terminamos, né? Miguel está nos lembrando que a gente sempre deve pedir, a gente precisa pedir no começo, né? Que a gente esquece pra você se inscrever, dar feedback, dar like, compartilhar com os amigos, os colegas e tudo, porque é do seu amor, dos seus views, dos seus cliques que a nossa autoestima cresce e a gente consegue fazer Andréia, por exemplo, tá em dar voz, depois de dormir várias noites por nada mais do que quatro horas, gravando e terminando de gravar. Que horas são aí, amiga? 11 e meia da noite?

SPEAKER_00:

11h33, ainda vou arrumar minhas malas, dormir. Amanhã é um longo dia de viagem, amanhã é dia de ir embora. Mas aí vou tirar uns dias de férias e também vai tudo voltar ao normal.

SPEAKER_01:

Aproveitam, você merece, meu amor. Muito obrigada por se dedicar. Obrigada a vocês terem podido ouvintes maravilhosos. Beijo, pessoal. Até semana que vem. Beijo, tchau, tchau.