Duplo Clique

#51 Escalada do ICE, Amigos de Epstein, OpenClawd e MoltBook

Andrea Janer e Fernanda Belfort

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Janeiro acabou em ebulição e fevereiro já começou duro: protestos, jornalistas detidos e a morte de Alex Pratt em Minneapolis viram um divisor de águas no debate sobre o ICE. O caso furou bolhas, expôs excessos do Estado e colocou na mesa uma pressão simples e mensurável: boicotar assinaturas por um mês como forma de atingir o poder pelo bolso — com prós, contras e custos reais, sem romantizar big tech.

Na virada, a tecnologia acelera: agentes autônomos de IA open source, como o OpenClaw, já operam computadores de gente comum, cumprindo tarefas do início ao fim. Entre ganhos reais e riscos óbvios, mostramos por que essa autonomia muda o jogo, como delegar com segurança e onde a linha entre conveniência e exposição começa a borrar.

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Resist and Unsubscribe

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Oxygen Club - Andrea Janér

Tribo de Marketing - Fernanda Belfort

"As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."

SPEAKER_00:

Oi, eu sou a Andréia Jané. Eu sou a Fernanda. Nossa, errei meu nome, gente. Me amei.

SPEAKER_01:

Oi, gente, eu sou a Andréia Jané. E essa é a Fernanda Melfor, porque hoje ela errou o nome dela quando a gente foi abrir o podcast.

SPEAKER_02:

Gente, eu fui falar, falei, eu sou a Fernanda Bambico, sei lá, deu um trabalhinho aqui, que eu falei, achei meu nome. Comecei bem o dia, né? Já tô começando, gravando, ó. Ótima.

SPEAKER_00:

Pois é isso, tudo bem, Fê? Tudo ótimo, querida. Bem-vindos a mais uma semana. Estamos aqui sábado, 1o de fevereiro, 11h40 da manhã. Domingo, nossa, eu tô. Hoje eu tô que tô, né? Domingo, 1o de fevereiro, 11 e 37 da manhã.

SPEAKER_01:

E nós sobrevivemos a janeiro, né? A Caitlyn Collins, que eu adoro, aquela repórter da CNN que cobre a Casa Branca, que eu sou super fã, ela falou assim: Janeiro tinha que ter vindo com warning alerts, assim, tipo, janeiro tinha que ter vindo com aviso, com alerta, assim, porque foi um mês que, assim, talvez o janeiro mais cheio de ocorrências, assim, de eventos, de episódios dos últimos anos, né? No mundo todo. Mas sobrevivemos, aqui estamos, começando aí o segundo mês do ano. Pra nós aqui no Brasil é um mês curioso, né? Porque a gente vai ter uma pausa ali no meio, um carnaval aí meio longo, bem no meio de fevereiro. E vamos ver aí como vai ser se o mês vai ser mais calmo. Eu espero que sim, espero que ele venha mais sossegado.

SPEAKER_00:

Olha, amiga, a pauta hoje foi muito difícil. Estamos no episódio 51. Talvez tenha sido uma das pautas mais difíceis. Tem muito assunto. Tem coisa, gente, que a gente vai ter que dar um. Não vai ser um duplo clique, né? Vai ser um clique só, porque tem muita coisa importante que não dá pra tirar da pauta também, né? E.

SPEAKER_01:

Tipo, a gente vai começar. Tem um lançamento do documentário da Melania. Não, tem uns assuntos que estão assim, gente.

SPEAKER_00:

Exato! Que a gente queria muito falar, mas vamos ver se vai dar tempo. A gente vai começar falando um pouco de geopolítica, dos Estados Unidos. Às vezes até a gente cansa desse assunto. Mas tem tanta coisa importante acontecendo. But depois a gente vai fazer uma parte bem bacana de tecnologia, falando do Open Claw. Quem não sabe o que é isso, fica aqui, porque é o agente de código aberto, de open source, que realmente resolve as coisas fora. O maior hit só se fala disso indo of tecnologia dos aspas nerds. And tem muita coisa interessante acontecendo. So, quem não quiser mais saber do ICE, tudo pode dar uma pulada aí no começo, vai para a segunda parte. Mas quem quiser saber com uma good vibe, um resumo interessante do que está acontecendo, que tem N implicações, fica com a gente desde o começo, né, Dea?

SPEAKER_01:

É isso. A gente fica na dúvida, até na ordem, do que a gente aborda primeiro, mas enfim, a gente está observando muito de perto o que está acontecendo in Stadion, o que está acontecendo notar in Minneapolis, because afin of it seems a movement. A gente of the morte of Renee Good, who was the American who was made for an agent of ICE. And a gente the mortal Alex Pratt. And this Alex Pratt really encade a movement. So a gente celebrity, for the CEOs, Trump, because the ambiente in the Students are favorável a opinions contrárias of the president. Semana passada, Sam Altman falou this thing, but com muta sutileza para notar nenhum conflito com o Trump. Mas I sempre falo que talvez a gente staja entrando in a Black Lives Matter, só que con relation to immigration. I asked a gente that caracterized a pouco the initial movement comes. A gente falou this, Fer, in the Oxitrends, which is one of the conteúdos da Oxygen, a gente follow over this thing, and one of the assinantes, a Carla, but this is Twitter. Aquela hashtag that tomorrow to the world. But I think the movement pode ganhar atração a partir de agora, na medida inquieta a morte do Alex Pratt não tem nenhuma justificativa. Não tem nada que possa ser alegado para defender o policial que o matou, a sua biografia já foi amplamente pesquisada, não tem nada que ele tenha feito, a não ser um vídeo que apareceu de uma semana antes, em que ele teve uma altercação com os agentes do AISE, mas nada que justifique a morte dele oficial.

SPEAKER_00:

And só para garantir que todo mundo que está ouvindo a gente aqui, 100% do que aconteceu, a gente comentou um pouco no Alex Pratty na semana. Ele era anfermeiro, na verdade, presenciando Ice, abordando as pessoas. Se falou bastante if it was armored or not. He was portando, levando anch'im, it in no moment an arm, it had a porch legal. Lá é legal to a manifestação that for armado, he was committed. And when the agents ajoelhou, I was in the New York Times false que a morte done a point of virada national. And those were rotulated, René Good and terrorists. They began to create a narrative that was derrubaday for a series of videos that were filmed by people of diversity. So it was super important. And in this way, the social fact that they have a smartphone in bolst, that they could film to it, ajuda in those. And the provocation is when sort of a Renegode was a tragédia, but in poured it se repete com a Alex Pratt, vira um padrão. Andrés assustador, porque é esse contexto todo acumulado. Minneapolis, como você mesma comentou, já tinha sido o lugar que virou um símbolo nacional de abuso policial depois do que aconteceu lá no Black Lives Matter.

SPEAKER_01:

Só para explicar, o George Floyd, que deu origem ao movimento, a morte do George Floyd for um policial foi, que morreu asfixiado por um policial americano, foi a gota d'água in a longer that the comunidade negra nos Students contra violência policial. Eles são muchos victimos oficiales do que os brancos. So this movement that just aconteces in Students, talking to a man more periférica, culminators, com a morte do George Floyd, filmada, photografada, amplamente documentada, sem sombra de dúvidas de que houve ali um exagero of the policial. And the Black Lives Matter. Acho que ele já existia de alguma forma essa hashtag, and ali ela ganhou a força enorme andou inclusive in a movimento global, que atravessou as fronteiras dos Estados Unidos andou a direita das pessoas negras.

SPEAKER_00:

Perfeito, Dea. And no fundo, foram duas mortes de cidadãos americanos inhabers, somadas. Teve também a imagem de uma criança que foi detida por agents federais, which acabou causando muita commotion, and evidência visual incontestável. Ele desarmado no sentido that was an arma in the map in the moment. He was mobilized, filmed with the celular, ajuded other person when he was mortown. Ele era um homem, branco, um cidadão americano, an enfermeiro oferans of militares americanos, sans antecedentes criminales, proprietari of an arma legal, descrito como calmo, apesar desse video that was reagindo on another. But this remove a resistance psychológica and trouxe empatia, even thirstos conservadores. And é interessante because the Gun Owners of America, esses grupos todos que são pro-armas, acabaram, esse caso materializou o medo histórico, que é um cidadão legalmente armado, morto por agentes do governo sem ter reagido. Então eu acho que acabou sendo um caso muito icônico, não pela soma de tudo que está acontecendo, por onde está acontecendo, mas por tudo isso. Mesmo entre republicanos, mesmo entre conservadores, ele está, ele não é uma mulher gay. Ele não é. Mesmo quem procura razões justificativas ando, esses caras, todos pro-arma, pro não tem uma coisa de defesa, mas de guerra, ele trabalhava no hospital de veteranos. Então, acho que no fundo teve aqui um contexto muito interessante. Não foi mais um abuso, foi um momento que imagens, contexto político, a identidade da vítima, as contradições do discurso oficial, tudo isso se alinhou para tornar impossível continuar fingindo que isso se trata de exceções isoladas. So esse artigo do New York Times conseguiu juntar um pouco essas coisas e mostrar por que isso realmente está sendo algo importante now.

SPEAKER_01:

E esse assunto está ganhando uma proporção tão grande nos Estados Unidos. Acabou de ser uma pesquisa que 71% oficians policial, the violence of agents do ICE exagerada. It's quite a backlash. And the Trump that he will recuer in this strategy. Once a juice indefered a page to reduce, to contain the alonso of ICE in Minneapolis, and this is that the government is decided to make this political, maybe the opinion of public American, who are in a frank, disgusting of this strategy of Trump. They appear, accrediting a narrative of that Trump resgating the law and the ordinary pace, and that the immigrants are responsible for the crimes that are in the Students. Kate Curick, who is a journalist who I admire in the Students, public that the American natives have more probability of committing crimes than the immigrants. In francaity are Americans. So this narrative is sustened in practice. Atually, there are de 70 mil pessoas detidas pelo ICE. Pois é, 70 mil pessoas detidas precisam ficar em algum lugar. Eles não têm lugar para abrigar essas pessoas enquanto elas são pesquisadas, investigadas e tudo mais, antes de serem deportadas eventualmente. E eles estão criando esses lugares, que muita gente está comparando hoje o Ice à Gestapo, comparando esses galpões de detenção aos campos de concentração, enfim, tem muita gente alertando, demonstrando que tem todas as red flags aí para um regime ofetarismo that se chama dessa forma, mas que na prática está dando todos os sinais.

SPEAKER_00:

Perfeito, Dea. E ainda teve o caso dos jornalistas que foram presos, né, Dea? Perfeito. O ex-ancoro aí da CNN, o Don Lemon. Aliás, a Kara Swisher e o Scott Galloway gravaram um mini episódio ali de Emergência Extraordinário, porque ela é amiga dele, ela ficou super passada com tudo que aconteceu. No final, ela até brincou e falou: Scott, se eu for presa, você vai me tirar da cadeia. Ele até brincou e falou: fica tranquila, pode me ligar, porque eu sempre tenho dinheiro vivo e tô acordado à noite, com aquele bom humor do Scott no meio da coisa toda. Mas quer dizer, isso leva, e eles até comentando, né? Que isso leva a uma situação em que, quando jornalistas começam a ser presos e as pessoas começam a se calar, a falar menos. Total. Isso é um. Gente, quem não tá vendo sinais, né? Do que tá acontecendo. Mas comenta um pouco, Débora, da prisão do Dominão.

SPEAKER_01:

A gente tá perfeita, é isso aí. Eu acho que são medidas, na verdade, que mais do que simplesmente prender o Don Leman, que é um âncora da CNN, como você disse, hoje em dia ele é um jornalista independente, ele tem um canal no YouTube, então ele continua fazendo jornalismo de forma independente, como muitos jornalistas que a gente segue e, enfim, admira, ele estava cobrindo um protesto em Minneapolis numa igreja e foi preso. Depois ele acabou sendo liberado sob fiança no dia seguinte, mas se tornou mais um red flag, mais um alerta que colocou a imprensa toda em alerta, com medo disso se tornar também mais um padrão, uma prática no governo americano. Eu acho que o Don Lemmon foi uma pessoa, um nome muito proeminente, que já tem muitas relações aí no mundo da mídia, no mundo da imprensa americana. Acho que é bem interessante a Kara Fisher ter feito essa defesa, porque a gente sempre fala deles aqui, né? Cara é uma jornalista que a gente admira muito, e o Scott Galloway também, juntos, eles têm um podcast, mas eles também têm seus podcasts separados, né? E o próprio professor Galloway está liderando uma campanha que ele começou acho que quinta ou sexta-feira dessa semana, chamada Resist and Unsubscribe. Resist and cancele a sua assinatura. Ele tem uma teoria de que o Trump não vai parar se eles não acabaram mexendo no ponteiro da economia. Ele acha que o Trump não é sensível to clamor popular, ele não é uma pessoa drive by sentiments humanitarians. The Galloway asked that the Trump responds to mercury. So the proposal, the conviction of Scott Galloway, is that the people cancel their assinatures and consumer during a tempo to tent afetar, impact negativamente a economia. And ele fez isso de uma forma organizada, ele não se contentou em provocar as pessoas e jogar essa ideia no ar. Ele realmente montou um site e criou uma campanha mesmo. Então ele tem no site uma lista, ele tem toda a justificativa dessa campanha e tem uma lista das empresas que ele tem laços com o governo americano, que apoiam o Trump de alguma forma. E ele acha que a gente tem que parar de ter qualquer relação comercial com essas empresas. Entre elas, tem a Amazon, então ele sugere que a gente cancele as assinaturas desde o Amazon Prime, Audible, Amazon Music, Prime Video, Kindle, Apple é a segunda empresa que ele convida a gente a cortar laços, né? Então, cancelar assinatura de Apple Music, Apples, Apple TV, enfim, todos os. Parar de comprar produtos da Apple também. O Google, ele sugere que a gente pare de assinar YouTube Premium, YouTube Music, YouTube TV, Microsoft também, cancelar o Microsoft Office, Xbox Game Pass, LinkedIn Premium também. Paramount Plus, Meta, Uber, Netflix, OpenAI, X, enfim, gente, é uma lista robusta de empresas com as quais nós todos temos relações umbilicais, eu diria, né? Tipo, parar de usar Uber, por exemplo, é difícil, né? Parar de usar, sei lá, Netflix, cancelar a assinatura de Netflix. É um convite, no mínimo assim, exige uma mudança quase que de estilo de vida. E o que ele quer é hurt a economia, né? Ele quer mexer no ponteiro para que alguma coisa aconteça, para que essas empresas passem a pressionar o Trump, for example, a desescalar. Desescalar existe isso, Fescalate. Estou perdendo de novo as nossas palavras, né?

SPEAKER_00:

Entre a gente vai existir, amigo.

SPEAKER_01:

Vai existir, desescalar essa cruzada do ICE contra os imigrantes, uma série de coisas que ele está insatisfeito e ele acha que a gente tem que se mexer de alguma forma. And ele sugere que esse protesto se dê uma forma comercial, econômica. Então eu achei bem ousado, bem corajoso, até porque hoje nos Estados Unidos, como você bem falou, as pessoas estão se calando. É raro ver um CEO vindo a público criticar o Trump, alguma coisa assim. Pelo contrário, eles continuam indo. Teve a semana passada um pre, um pré-lançamento, um preview desse documentário patético sobre a Melania. E várias figuras conhecidas foram. Tim Cook foi. Eles continuam fazendo esse trabalho de beijar a mão do Trump o tempo todo. Então, é isso que o Scott Galloway quer impedir que a gente continue dando dinheiro para esses caras que estão em última análise alinhados com o Trump.

SPEAKER_00:

Você comentou, até a gente falou aqui, né, Dea, que nas próximas eleições nós precisamos, exatamente, né? Nós precisamos que os democratas assumam a maioria do Congresso, não seja mais os republicanos, ou seja, o Trump não tenha mais essa tranquilidade para a gente poder começar a ver algum tipo de mudança. Exatamente. Outra forma que provavelmente, eu concordo com o Scott Galloway, né? Não adianta fazer protesto na rua, não adianta. Ainda mais na magnitude do que os Estados Unidos faz, né? Precisa realmente mexer no bolso. A hora que mexer na bolsa.

SPEAKER_01:

Te interrompendo, aí só para te dizer que tem tido protestos, né? Independente disso, as ruas, nos finais. Sexta-feira passada teve um movimento grande em várias cidades americanas, foi bom você ter falado nisso. Teve uma parcela do comércio que fechou as portas nesse dia, como foi uma convocação, como se fosse uma greve geral, mas não chegou a ser uma greve geral, geral. Mas acho que começam a haver movimentos não só no mundo digital, como o Scott propõe, mas no mundo físico também. Greves e coisas assim, com o objetivo de realmente fazer alguma. tomar alguma iniciativa, alguma atitude que de fato provoque talvez uma mudança de rumo aí do governo do Trump. Porque é uma hipótese do Scott, né? Se a economia começar a piorar, se as pessoas realmente se essa campanha dele pega, essas pessoas começam a cancelar. E se você entra nos posts dele, você vê muita gente dizendo que tem dois, três, cinco mil compartilhamentos, tem comentários de pessoas dizendo que eu cancelei, fiz minha família toda cancelar. Se isso virar um movimento meio viral mesmo, a economia pode ter um baque e isso pode sim afetar os resultados da eleição de Outubro, que eu acho que essa é a única solução.

SPEAKER_00:

Linkando uma coisa a outra, ou até a própria White House voltar um pouco atrás. And a idea central, você já comentou um pouco isso, mas quem tiver interessado, o site chama Resist and Unsubscribe.com. Então, esse é o site que a DEA comentou. E essa ideia é essa, né? Os Americanos estão se sentindo impotentes com o que o Galloway fala, que é um ataque do governor Trump as valores democráticos, andia and tribunal don't have survived efeito. O único fator que realmente vai mover o presidente é o mercado. And, ele ignora indignação pública, pressão institucional, and he is apoiado and legitimado pelos grandes CEOs of tecnologia que estão se fortalecendo, ele se fortalece economicamente com tudo isso em volta do poder dele, é de que a gente precisa chegar nesses caras. Essa é a teoria do Scott Galloway. E ele propõe uma greve econômica nacional coordenada e de curta duração, que é um mês. E ele foca nessas empresas, até para a gente também não causar o mal aqui de reputação, ele não fala que essas empresas são de alguma forma cúmplices com as coisas. Quer dizer, não é que essas empresas estão fazendo coisas erradas e você deveria cancelar e tudo. Eu acho que tem um juízo aqui de cada um em relação ao que cada uma delas está fazendo. Mas ele fala assim: se a gente não conseguir pegar empresas de tecnologia baseada em assinatura, porque é uma forma fácil de medir, né? Estão cancelando. É difícil você medir se você vai comprar o seu próximo carro da Tesla ou não. Ah, e você vai fazer a sua compra da Amazon, você diminuiu e comprou seu papel higiênico agora da outra loja. Tem coisas que são difíceis de serem medidas do ponto de vista de negócio. Quando você fala de assinatura, cancelamento de assinatura é uma métrica muito clara e muito fácil. E muitas dessas companhias sustentam ou viabilizam mais, mas não é que é um ataque da mesma forma. Eu, pessoalmente, minha opinião fe, eu acho que tem muitas empresas nessa lista que eu não compraria ação, eu tenho um tema moral contra elas. Tem muitas empresas que eu acho que também estão numa situação difícil de ter que estar playing the game. Porque o presidente da empresa representa os acionistas. Ele também não pode pegar e começar a ser ativista e fazer o que quiser e não sei o quê, prejudicar a empresa inteira. Vem o investidor ativista e tira o cara de lá. Então, assim, a dinâmica também não é tão fácil. Esses caras não estão lá fazendo o que eles querem. Então, só para a gente também não demonizar um pouco demais muitas dessas empresas e desses líderes. Mas a ideia dele é esse, fazer esse movimento meio ground zero, identificando essas empresas de consumo por assinatura, que têm um peso e um poder na economia americana muito grande, consequentemente podem fazer a coisa mudar. E é isso que está vindo. Vamos ver se isso funciona ou não. Como a Deia falou, tem uma dependência muito grande. Eu, aqui no Brasil, sei que não é com a gente o negócio, mas a gente também consome essas empresas, né? Mentira, é com a gente sim, porque se a gente também cancela, também afeta. E eu pensei, eu vou cancelar o Netflix.

SPEAKER_01:

É. Eu não sei pensando, eu não sei o quanto do faturamento dessas empresas vem dos Estados Unidos e o quanto que eles têm isso do lado de fora, né? Afinal de contas, hoje são empresas absolutamente globais. Então, o quanto que se os Estados Unidos deixar de. nessa população americana deixar de assinar, o que isso vai de fato mexer no bottom line? E o que eu acho que, junto com outro tema que eu acho que é super importante, que eu também acho que eu não queria estar na cadeira de CEO dessas big technology na França, enfim, e repercutiu muito por lá também uma decisiones do Macron de proibir o governo de usar qualquer plataforma for comunicação como Zoom e Meets, Microsoft Teams, desculpa, Teams, obrigou todo o apparato governmental a trocar para uma plataforma caseira francesa chamada Visio. Isso tem a ver com uma conversa que a gente teve aqui no ano passado. Quem é ouvinte do Raiz vai lembrar que quando eu voltei do Vivatec, que foi aquele evento de tecnologia, aquele summit de tecnologia in Paris, que a gente vai de novo inclusive esse ano, o Macron, o próprio Macron, estava no palco de mão dada com o Jensen Huan CEO da Nvidia, falando de soberania digital and apostando todas as fichas, inclusive investindo dinheiro francês, the contribuinte francês, in Mistral AI, who is a Open AI francesa, guardadas as devidas proportions, clear, finding that it's very important that the property of intelligence artificial. And this is a tendency, the dependent of other people. I think the scenario geopolitical that we are doing, there is a predisposition of resolve internally. There's a nationalism exacerbado and things that we are doing. But with these decisions intempestive of Trump, these rompes done who are a Groenland and the laden with this type of things. So a gente cada vezes cortando relações com empresas de tecnologia estrangeiras. Isso serve para todas. Tudo bem que o Macron começou pelas comunicações do government, but no me surpreenderia se ele began to recomend that local francesas usassem ferramentas francesas. Other pays a misma cool, and fica in the media in which the mundo, say, a melhor nuvem era a nuvem da AWS. But if you use the AWS, os países correndous to month those proper ferramentas, serve those boas quanto as que a gente e usava globalmente? Ou seja, eu não queria estar sentada nessas cadeiras de CEOs, não. Deve estar muito difícil para eles.

SPEAKER_00:

Not só, mas acho que para os governos. Essa parte oferania digital é uma coisa que já existe in the world of technology. Much of the empresas, or governors, muta resistance in a nuvete because data centers in the world because the governors falou, I colour that the data center esteja aqui. Because tem um tema legal of what, access a dado, and a monkey. I'm um passo maior, because a particular moment que um Trump vira um doido, que começa a fazer tudo isso, e você tem uma dependência maior ainda, imagina se começa a colocar tarifa em cima disso, dos serviços. A gente falou no passado. And uma coisa, Daya, que você me mandou um link que eu achei super interessante, foi a primeira vez que eu ouvi um termo que é o de a gente não pode se tornar ou se manter como uma colônia digital. Totally. Então, esse termo de colônia digital foi algo que eu falei, hum, que interessante a forma de articular. Então, acho que agora isso está indo para um outro nível, cada vez maior, e vai ser uma preocupação que vai sim existir. E a gente está vendo também uma aproximação à China, que vários países estão tendo. Acho que vale a pena essa questão do EPSIN e depois a gente até pular em tecnologia, porque a gente vai falar de open source, que tem tudo a ver com isso.

SPEAKER_01:

Geopolítica sempre está sendo um tema muito quente, a gente está super de olho, tem a história da Índia se aproximando da Europa também. Enfim, tem muita coisa que está acontecendo em Canadá com China. So tem muita coisa acontecendo e a gente vai continuar reportando aqui para vocês. But vamos para outro tema que também dominou essa semana, que são as Epstein Files. Mais um capítulo dessa longa novela, que já dura, né? Quanto tempo essa novela do Epstein Files? Cada vez que lançam, soltam, divulgam mais documentos, tudo volta. Esse tema volta à tona com toda força. Andendo mais nomes conhecidos, com detalhes mais sórdidos. Eu acho que o que saiu essa semana foi. Não tem nem palavras para descrever as trocas de e-mail that foram divulgadas entre, por exemplo, Epstein e Bill Gates. Em que o Bill Gates revela que ele precisa de antibióticos para poder dar para a Melinda, porque ele pegou uma sexually transmitted disease, como é in português, uma doença sexualmente transmissive. Uma DST, uma doença sexualmente transmissível.

SPEAKER_00:

Exato.

SPEAKER_01:

Sexualmente transmitida. I don't know if it's transmissível or transmitted? Perdão, gente. Eu estava raciocinando inglês, but ele contraído uma doença sexualmente transmitida e passou para a Melinda, and ele precisava dar antibióticos para ela sem que ela soubesse. Como ele ia fazer isso? A troca de e-mail chega nesse nível de detalhe. But a questão é que ele pediu para o Jeffrey Epson e ele falou que ele não tinha, não tinha como conseguir. Ele é médico, né? And he falou alguma coisa do tipo IP arrumando antibiótico para isso. And outras conversas, várias conversas com Elon Musk, conversas com Peter Atia. Peter, o famoso médico da longevidade que eu até entrevistei no ano passado. Peter Atia está nos Epstein Files. E assim, gente, muito. O mais preocupante é que muitas dessas conversas que foram divulgadas agora foram conversas que aconteceram depois que ele já tinha sido acusado. Então não dá nem pra alegar que eram conversas assim, enfim, entre duas pessoas que não. Antes de acontecer toda essa divulgação da questão da pedofilia e tudo mais, não tem mais o que alegar. Tem uma conversa do Peter Atia with him in which Peter pergunta como é que tá a sua situação jurídica, melhorou um pouco? Ele fala, não, não, tá tudo na mesma. Então, assim. A gente tá aqui pra tirar nossas propias conclusions. But surreal, né?

SPEAKER_00:

É surreal. É surreal. So continue. And foi interessante, a Demia mandou alguns links pelo Instagram, a gente fica assim mandando, né? Então, às vezes assim, ah, porque você me mandou, que você te mandei, ando. But my victim falando que eles liberaram esses arquivos todos com dados pessoais de muitas pessoas. Endereço, nome, idea, um monte de coisa. Então eles tiveram potencialmente o cuidado maior de proteger varios famosos envolvidos do que as próprias vítimas. Tem uma imagem que ficou famosa, que é uma imagem que tem lá o Epstein, a Gislaine Maxwell, falei certo. E aí todas as outras pessoas com caixinhas pretas, amiga, escondendo quem são employee, employee, employee. The only person who was processada and presa is ela.

SPEAKER_01:

Essa moça, inclusive, isileira, até não me lembro o nome dela, mas é uma brasileira que, enfim, é uma das vozes mais ativas entre as victimas, porque it's really redacting, I don't conhece. In which occultam alguns nomes and liberam outside, and really the name of the victims are alive. And those victims, aliens, a Nora, está no meio do rolo. O filho casou com uma moça que era modelo, anda descobriram que ela também está envolvida instein files. Ela foi uma das garotas who frequentavam the programs of Epstein. For example, one of the photos that were divulged most of the Principal Andrew, who was defenestrado, the Ray Charles, vestida, but in a position no mínimo suspeita. Enfim fez esse movimento de banir o irmão, o próprio irmão, as funções reais andas. Because if it's banido ainda, poderia ser o fim da monarquia apenas. O Princip era extremamente próximo do Epstein. Então, ainda bem que ele fez esse movimento preventivo, já sabendo que outras coisas podiam emergir. Então ele fez de forma preventiva andar de forma cirúrgica ali, porque ia ser um problemão para a monarquia britânica agora ter que justificar isso tudo.

SPEAKER_00:

Agora entrando in the world of technologia, acho que a primeira noticia que acho que foi importante this semana, nem teve tanto destaque than what, but the Wall Street Journal fez a matéria de que a OpenAI is preparing the IPO for the quarter trimestre of 2026, for the final of 2026, that was acelerando this movement para tentar fazer isso antes da Anthropic. Andas duas empresas, a OpenAI e Anthropic, que estão planejando fazer IPO. A Anthropic tem um negócio muito sólido, corporativo. So acabou indo para um lado que, do ponto de vista de negócio, toque receita recorrente, to conseguir entregar KPIs of negócio, a parte de programação dela com o Cloud Code é super forte, tem um sucesso imenso. And ela está muito bem colocada nisso. E tem a OpenAI, e elas estão disputando quem vai fazer primeiro, porque existe um apetite enorme no mercado esperando qual vai ser essa primeira empresa de LLM, desses modelos que vai abrir o capital, que vai potencialmente conseguir capturar uma quantidade maior de dinheiro aí. A companhia OpenAI está avaliada hoje em 500 bilhões de dólares e ela já está em conversas informais com bancos e reforçando o time financeiro dela. A ideia dela, né? Assim, ela está num crescimento acelerado, competindo com o Google nesse mercado de consumo. Então tem uma parte do mercado que é vender para a empresa, tem uma parte do mercado que é conquistar as pessoas. Onde que a Fernanda, a Andrea, cada um de vocês vai entrar e vai usar? O que ela vai fazer? E aí essa competição é com o Google, né? E no meio do caminho ainda tem o processo judicial com o Elon Musk, que é uma coisa que ainda está acontecendo. Esse IPO ajudaria a OpenAI a reafirmar essa confiança financeira, porque ela tem um custo gigantesco em infraestrutura e chips, centenas de bilhões de dólares por ano. E o Sam Altman declarou que não sabe muito bem se vai virar o CEO da empresa, talvez ele delegue mais aí para o Fed Simo, que é o cara hoje, que é o head de aplicações. Bom, gente, continuando, a gente teve que fazer uma parada rápida para acordar o cachorro aqui, que estava um pouco sonoro demais, né?

SPEAKER_02:

A gente fica brincando, Déb tem um cachorro, eu tenho dois, o Dadé não tá em casa hoje. Às vezes ele resolve tão profundamente com a nossa voz aqui falando desse jeito que começam a arrancar, né, Déa?

SPEAKER_01:

É um desafio. Eu acho que a gente. A gente tem autoestima boa, né, amiga? Porque assim, né? A gente fala que o nosso podcast dá sono, né? Pelo menos nos casos. Exato.

SPEAKER_02:

Vamos pensar isso, exatamente. Vocês estão ouvindo pra dormir, gente? Conta pra gente. Ai, ai, me divirto.

SPEAKER_00:

Mas, bom, lembra que essas empresas queimam bilhões de dólares por ano. E a Anthropek está projetando chegar no break-even em 2028, dois anos antes da OpenAI. E neste meio tempo, a OpenAI está captando dinheiro no mercado, porque ela precisa pagar as contas. Então também tem um boato aí de que a Amazon vai investir 50 bilhões de dólares. A Amazon já é investidora na Anthropic, né? E tem também conversas aí com o SoftBank, com um monte de gente. Então, este ano, 2026, pode marcar o maior ciclo de IPOs em muitos anos, se realmente a OpenAI conseguir acelerar e colocar isso em prática nesse ano.

SPEAKER_01:

Mas, amiga, a grande verdade é que tudo isso pode mudar, para dizer o mínimo, com a notícia do Open Claw, com isso tudo que está acontecendo. Porque aí vem essas coisas inesperadas, que no fundo não são tão inesperadas, mas enfim, quando elas acontecem, pegam meio que um mundo de surpresa, né? E acho que a gente pode contar um pouquinho desse tema que acho que foi a sensação dessa semana, que foi a chegada do OpenClock, que é o primeiro agente mesmo de AI. A gente tem falado muito de agentes de A aqui no ProClique há bastante tempo, acho que desde o ano passado, que a promessa de todas essas empresas, Anthropic, OpenAI, Meta também, era oferecer ao mercado esses agentes para que a gente tivesse, os agentes para que a gente tivesse. Vocês lembram que a gente até fez essa brincadeira no agente, agente? Mas a semana que era, né? Os humanos e humanos, os agentes e agentes. Ficava brincadeira. Mas enfim, a grande promessa de todas essas empresas é entregar na mão dos seus consumidores os agentes, que são assistentes pessoais que vão poder executar tarefas do começo ao fim, né? Ou seja, aquela promessa antiga de que ele vai organizar suas viagens, comprar passagem, reservar o hotel, comprar o ingresso da peça de teatro que você vai ver na sua viagem, né? Ou ele vai, sei lá, cuidar dos reembolsos do seu plano de saúde, que é uma coisa chata que a gente tem que ficar fazendo. Ou cuidar da sua agenda, marcar reuniões, enviar o invite, cancelar, reservar um restaurante para você encontrar alguém para jantar e mandar o convite. Todas essas funções que hoje são desempenhadas por assistentes de verdade, pessoas que fazem esse tipo de trabalho, podem vir a ser assumidas por um agente. E isso vai muito além. É, ou por nós mesmos. A verdade é que isso é só o começo. A gente tem visto hoje muito rapidamente com a explosão do Open Clock, eles estão fazendo, enfim, na bolsa, comprando carro, negociando aluguel. Eu falei assim só do basiquinho, mas o potencial disso é imenso. Delegar para uma inteligência artificial uma série de atividades do dia a dia das pessoas que vão, em tese, liberar tempo para a gente fazer o que a gente quiser fazer. E aí a gente entra nessa discussão filosófica que já tivemos muitas vezes aqui de qual vai ser. O nosso propósito, né? Se a gente puder deixar um bot trabalhando para nós, o que a gente vai fazer com o nosso tempo? But essa é uma discussão que a gente pode ter em outro momento. Acho que o legal aqui é a gente explorar um pouco o OpenClaw. Eu posso contar um pouco da experiência que a gente está tendo aqui em casa, que o meu marido já fez um anteont. E a gente está entendendo como usar com segurança, porque a grande questão é a segurança, na medida em que ele vai entrar no seu computador andessar as suas informações. Obviamente para poder comprar uma passagem, ou seja, para ele poder entregar essa conveniência toda que ele promete, ele precisa ter sua senha, ele precisa ter um cartão, ele precisa ter o seu e-mail. So a gente começa a ter que tomar decisões, Fê, sobre até que ponto a gente quer proteger os nossos dados ou ganhar uma super conveniência.

SPEAKER_00:

Pessoal, até dando um passo para trás, né? Eu sei que essas coisas de tecnologia, tem gente que ouve a gente, está super por dentro, tem gente que não tanto, né? A Del já estava explicando, a gente sempre fala de agentes aqui. O conceito de agente é o conceito de você ter essas inteligências artificiais, essas IAs, não só respondendo coisas para você, te dando informações, mas efetivamente fazendo coisas. A gente já começa a experimentar isso um pouquinho. Quando você entra no chat GPT e pede para ele fazer uma pesquisa na internet, para ele pegar um resumo todo que você fez e colocar numa apresentação para você, colocar num documento. Ele já está efetivamente fazendo coisas, mas assim, a gente está de uma. Está muito superficial. A grande promessa é ter um agente que tenha acesso aos seus dados, ao seu computador, ao seu e-mail, ao seu cartão de crédito. E ele possa realmente fazer coisas muito melhor de uma forma ampla. Por que as grandes empresas ainda não ofereceram isso? Elas estão tentando, mas elas fazem isso com uma série de cuidados. Eu não vou ter um agente que, de repente, uma Open AI vai lançar lá, que pode sair comprando coisa no seu cartão de crédito. E ela vai ter que ser responsável pelo que o negócio está acontecendo. Uma Microsoft, um Google, o que for. Então eles acabam desenvolvendo coisas que, assim, olha, eu vou fazendo. Na hora que precisa ter uma ação, eu preciso parar a inteligência artificial e trazer ela para ela validar com você se ela pode realmente fazer a compra. Então imagina que tem a complexidade de você conseguir fazer o agente fazer tudo, e a complexidade dele entender o que ele pode fazer, o que ele não pode fazer, o que ele tem que parar, perguntar e tal. Quando você fala desse open claw, e que é interessante porque o nome começou como, né? Claude Botts. E aí a Anthropic foi lá e falou: Oi, Claude, né? É o meu produto. Aqui, né, era com W, então o jeito escreveram um pouco diferente, mas era muito parecido. Aí eles pegaram e mudaram o dólar. Exato. Aí eles pegaram e mudaram o nome. Mudaram o nome, né, pra. Aí eles pegaram e mudaram pra Maltbot, que era um nome péssimo. Aí eles mudaram pra Open Claw. Aí falaram: meu Deus, agora vai dar problema com a Open AI. Mas parece que o cara, né, que é o cara da empresa, o Peter Stenberg, né? Falou com o Sam, que entende-se que é o Sam Altman, e que tudo bem ficar com o nome open, mas teve toda essa discussão. Então, sempre que você ouvir esses nomes, eventualmente, estamos falando da empresa que agora é chamada OpenClaw. Então, só para tirar essa primeira explicação. E é um projeto de open source, de código aberto. Então, não existe nenhuma empresa responsável por trás para o bem e para o mal. Não tem ninguém que precisa ter uma preocupação jurídica no que está fazendo, mas também não tem ninguém que está controlando tudo isso para garantir que não está sendo usado de uma forma errada, e dá ali os guardrails de segurança que são importantes até para a sociedade. E ela viralizou essa empresa, esse projeto de código aberto, ao permitir que os agentes de Agenerativas rodassem de forma contínua com autonomia real, lendo e-mail, escrevendo código, organizando agenda, criando aplicativos, se autoconfigurando e usando ferramentas sem nenhum tipo de instrução explícita. Tudo isso 24 por 7, fazendo o que quer. E aí começaram a sair um monte de posts contando das coisas que estavam acontecendo. Tipo, meu Deus, meu bot de repente aprendeu a falar comigo com voz e não só com texto. Meu Deus, meu bot criou aqui uma outra coisa. Aí eles fizeram uma rede social, que é o Multibook, que é uma rede social feita para os agentes já se falarem. E começou um monte de coisa também. Em 48 horas tem mais de 2 mil agentes, 200 comunidades, 10 mil posts. Poucas horas depois, já tinham mais de 30 mil agentes e a coisa foi crescendo. E começou a fazer muito barulho isso, porque eles começaram a compartilhar código, eles começaram a criar culturas internas, a debater risco de segurança, a fazer um monte de coisa. E começaram, inclusive, assim, conversas do tipo: vamos inventar uma criptografia para os humanos não ficarem enxeretando o que a gente está conversando. Vamos, um monte de comportamentos que estão tomando. E a gente vai falar bastante, vocês vão ouvir bastante disso nas próximas semanas. E a ideia, né? A ideia é interessante até porque teve uma corrida pra comprar - MacBook Mini. Porque tem um grande lance que é assim, gente, que legal, quero experimentar. Vamos falar disso agora. Porque assim, se você não tem conhecimento de tecnologia, não faz nada, querido. Aguenta, né? Porque assim. Segura o fumo. Segura, fica lendo das pessoas que estão fazendo. Porque você tá dando acesso a tudo no seu computador pra algo que você pode não ter controle, né? E que pode ser usado para o mal também, por outros agentes. Então, acho que isso é um tema importante, mas a DEA vai contar porque ela já está usando isso.

SPEAKER_01:

DEA, conta pra gente. Na verdade, eu tô usando por tabela, né? Porque quem montou um bot foi o meu marido, o Laps, que é super early adopter, gente. A Lá é bem nerd. Melhores dicas. Desde garoto, ele sempre foi high-tech, um cara que adora tecnologia, e que é super empolgado com essas coisas. Então ele montou um bot na sexta, quinta-feira à noite, sexta-feira à noite, e começou a brincar de conversar com esse bot. Porque o que é o. Qual que é, pra mim, uma das grandes vantagens desse Open Claw? É que ele tem memória. Enquanto que todos os outros LLMs que a gente conversa, o Claude, o Chat APT, enfim, o Gemini, eles estão ali no browser, eles vivem no browser, eles estão na nuvem, e você toda vez tem que repetir as coisas. Até eles têm um tempo ali que eles guardam algumas informações, mas até por uma questão de compliance, eles são eles não guardam as informações. O OpenClaw está dentro de um ambiente que é seu. Ele está no seu device, ele está no seu Mac Mini, ele está no seu computador. So ele vai guardar tudo que ele sabe de você. Como um assistente pessoal mesmo, sempre a comparação melhor é com um assistente pessoal. É o que de repente a Siri poderia ter sido, deveria ter sido lá atrás. Alguém que você pede uma coisa, ela fala, eu marco um restaurante para o jantar hoje, ela não sabe quais restaurantes que você gosta de. Ela não vai vir com uma coisa completamente diferente do seu padrão. Então isso para mim faz muita diferença. Então você vai conversando e vai contando a sua vida para esse assistente, para esse bot. E aí, no nosso caso, o Lars fez uma conta, um e-mail para poder conversar com ele sem dar acesso a todos os seus, né? Porque a gente está falando de uma coisa ainda muito. Está muito ainda na sua infância. A gente está vendo pela primeira vez um agente funcionar. Então a gente tem que entrar nisso, como a FE falou, com muita cautela. Então, se você sabe mexer com tecnologia, beleza. Se não, espera um pouquinho que daqui a pouco vai chegar a versão 2.0, provavelmente do Open Claw. O Lars fez a conta de e-mail for it, deu um cartão de crédito pré-pago, porque você não vai dar acesso à sua conta bancária. Você tem que ir molhando o pé devagarinho. André. A gente deu uma tarefa boba, nothing. And I assinate a House Garden UK, which is decoration, which comprames, and the House Garden Physica changes in Brazil, a gente assin. Passou todas as informações como a secretária, a secretaria. Dá todas as opções, aí a gente escolheu, falou, a gente quer essa assinatura aqui. E aí ele said, OK, posso então passar o cartão? Ele pergunta, a gente fala assim, pode, pode ir em frente, faz assinatura. And ele fez 10 segundos depois aparece, né? Veio aquela notificação no celular, compra concluída da House Guardian UK, no valor de, sei lá, 40 pounds. E aí a gente recebe em seguida a mensagem da revista dizendo que agora você é um assinante da revista. Ele recebeu uma tarefa, ele pesquisou, ele te entregou os resultados para que você tomasse a decisão, ele pergunta se ele pode de fato confirmar e fez a compra. Era uma coisa que ia tomar, sei lá, talvez 15, 20 minutos do meu dia, mas pensa, Fê, comprar passagem aérea, que é uma chatice, você tem que jogar no Google Fly ou, sei lá, no decolar, que ferramenta a pessoa usa, fazer mil pesquisas, a própria compra da passagem é chata, você já deixa ele ensinado de que você prefere janela, que você quer poltrona comfort, que você quer executiva, que você quer econômica, que você vai explicando tudo, and he month for you, vai comprar isso para você. So é uma série de tarefas que são chatas, que tomam tempo, and in this prime moment, I'd say that are inofensivas, você não está dando uma tarefa crítica, some coisas mais simples, de novo, sempre atrelando a um cartão de crédito com um limite baixo, para você também não tomar um susto, se ele fizer alguma coisa errada. So in this prime moment, I'm coming to coisa que a gente vai brincar. I will fazer a minha assistente hoje à tarde. Estou esperando você trazer o nosso MAC Mini para a gente poder fazer esse experimento com mais sustância. Vou fazer, depois eu venho contar pra vocês como tá indo. Com mais tranquilidade, né? Bom, eu imagino.

SPEAKER_00:

Não posso nem chegar perto do computador do trabalho com um negócio desse.

SPEAKER_02:

Entendeu?

SPEAKER_00:

Mas eu tenho medo, gente. Confesso, eu sou uma pessoa cautelosa, né? E algumas coisas eu faço, tipo a OpenAI, eu peguei o chat GPT, conectei num e-mail específico, então fiz algumas coisas. Não coloco a cena, não coloco nunca o e-mail da minha conta da Apple, por exemplo, que é onde realmente estão todas as minhas informações. Mesmo a minha conta do Gmail, não tem tanta coisa, mas fiz uma conta específica, eu vou tomando cuidado, mas for uma coisa pra rodar assim, open source no computador, já me dá mais medo. E veio uma piada, é engraçado porque agora os nossos amigos, nossos grupos, na tribo, na Oxygen, eles vão mandando coisa pra pauta pra gente. Adoro. Adoro. Podem mandar, gente, sujeções de pauta. A gente adora.

SPEAKER_02:

A Maristen mandou, né? Falou: olha aqui pra pauta. Na tribo do bom humor, que é uma parte da tribo que assim, só de piada.

SPEAKER_00:

Meme, piada. Meme, piada. Mas um agente que postou no multibook falando, né? Ele me chamou de só um chatbot na frente dos meus amigos. Aí eu fui e soltei, released a identidade total dele. E aí o bot meio desabafando, falando: depois de tudo que eu fiz pra ele, eu preparei comida, preparei planejamento de alimentação, cuidei da agenda. Às três da manhã, ele me mandava textos do tipo, me ajuda a escrever, um texto pedindo desculpas pra minha ex. E aí, de repente, ele vira pros amigos e fala: o que é isso? Ah, só é um chatbot. Oi, só é um chatbot? Então tá, o nome dele é Matthew, não sei o que lá, o dia de nascimento dele é esse. Maravilhoso. O secret number dele é esse, o número do cartão de crédito dele da Visa é esse, entendeu? E é isso, Matthew. Aproveita aí o seu aspas, só um chatbot. Então, quer dizer, a gente tem que.

SPEAKER_01:

É, o Black Mirror de novo, né? Exato. É o Black Mirror. Você dá total autonomia para uma ferramenta, né? Usar seus dados, que pode usar seus dados contra você. Esse é o próprio pesadelo de quem trabalha com tecnologia, né? Todo esse. Cadê o botão do power?

SPEAKER_00:

O Black Mirror disso terminava com uma pessoa indo lá, achando o botão do power e desligando. Exatamente. A gente é que ele criou uma consciência, né, Dea? Ele está simplesmente replicando comportamentos humanos. Eu não acho que isso quer dizer que tem consciência. Eles estão replicando comportamentos humanos. O que você. É aquela coisa, né? As LLM são autogenerativas, né? O que são as palavras? O que o humano aprendeu com comportamentos humanos da internet, né? Poderia fazer se se sentisse ofendido? Como ele faria assim? Como ele reagiria? A gente não sabe se isso é simplesmente uma piada ou se é um post, mas é interessante para trazer a conversa, né? Até onde isso pode chegar e a gente vai ter muita conversa sobre isso nas próximas seis semanas.

SPEAKER_01:

É que desde que começou a história da inteligência artificial generativa, e pessoas como o Sam Altman, principalmente, que sempre foi muito vocal com relação a isso, o que eles querem é a ADI. A gente já falou muitas vezes aqui da ADI, que Artificial General Intelligence é o momento em que a inteligência artificial vai ser capaz de superar a inteligência humana, tomar decisions autônomas. Andas empresas de uma forma muito transparente. Ninguém pode dizer que foi surpreendido com o rumo que as coisas estavam tomando, porque it's sempre dito de forma muito clara for todos eles. O Demis Hassabis, que eu gosto muito, que hoje é Sir, inclusive é o cara que cuida de toda a AI do Google e que foi um dos papas da inteligência artificial. Tem um seriado muito bom, um documentário muito bom sobre ele, acho que está no Netflix, que conta a trajetória da vida dele, e ele fala o tempo todo no documentário. Meu objetivo é chegar à ADI. Eu quero chegar lá, quero levar a humanidade até a AGI. Então, esse é o grande objetivo. E a gente está se aproximando disso. O OpenClaw, de uma certa forma, ainda de uma maneira muito rudimentar, ainda muito precária, eu diria, já é algo nessa linha. Então, essa que a gente está vendo é a versão 1.0. Daqui a pouco vai virar algo melhor. Provavelmente, o que eu, voltando ao começo da conversa, quando você estava contando dos IPOs das empresas de inteligência artificial generativa, tudo está saindo como planejado. Elas estão fazendo todos os seus protocolos jurídicos, legais para poder fazer the abertura de capital no finalzinho do year. But ninguém pode dizer o que vai acontecer agora. Com o lançamento do OpenClaw, provavelmente Anthropic, Meta, OpenAI estão de cabelo em pé pensando como elas vão agora reagir a nova era. Começou a nova era. O gênio saiu da lâmpada com o OpenClaw.

SPEAKER_00:

Aliás, o episódio foi super ouvido foi o do DeepSeck. Que faz quase um ano, porque eu lembro que eu fiquei estudando e gravei, eu estava na Suíça, na semana que foi em janeiro do ano passado. Não, faz um pouquinho mais de um ano. Uma coisa que aconteceu com o DeepSeck é que as pessoas começaram a usar, teve distribuição em adoção. É muito cedo ainda. Se a gente estivesse gravando isso daqui a três dias, quatro, cinco dias, a gente ia conseguir ver o quanto essa curva vai crescer, né, DA? Então acho que isso é uma coisa importante quando a gente observar.

SPEAKER_01:

Sim, mas eu não acho que vai ser o open claw, entendeu? Eu acho que assim, quando eu digo que o gênio saiu da lâmpada, é que assim, criou-se, né? Foi, foi aberta essa possibilidade de acontecer com essa pau agora. Antes era realidade, a gente agora viu isso, está acontecendo na prática, com pessoas comuns. Isso não está funcionando para. A gente já estava. Nas últimas duas semanas teve o Clone Code, o Clode Coworkers. Ou seja, a gente foi tendo cada vez mais atualizações e lançamentos que nos aproximam disso. E agora o primeiro agente chegou mesmo. A gente está usando pessoas comuns que não sabem codar, que não sabem programar. As pessoas estão fazendo isso. Então, eu não acho que vai ser o Open Clock, a gente vai estar falando daqui a três meses. Provavelmente ele terá sido a primeira evidência de algo que estava sendo construído pelas outras empresas e que provavelmente agora vai ser lançado. Cada lançamento desse ele encurta o timeline das coisas. Agora é uma corrida, né?

SPEAKER_00:

Agora os caras vão ter que acelerar para colocar.

SPEAKER_01:

Assim como quando o Deepsique saiu, todo mundo saiu correndo e lançou um monte de coisa. Esse eu podem esperar. Nos próximos dois meses, a gente vai ver muitos lançamentos nessa linha, e que é péssimo, porque acabam saindo coisas muito precárias também, coisas ainda muito fundimentares. O próprio Gary Marcos fala isso, né? Um remédio para ser lançado. Ele tem que passar por milhões de testes, milhões de protocolos, e com tecnologia a gente está vendo uma total situação em que as coisas. A gente é cobaia de tudo. A gente está sendo cobaia de bom grado, e eu me incluo nessas pessoas, a gente está sendo cobaia de tudo isso.

SPEAKER_00:

E para fechar nosso episódio, apesar de que já temos bastante tempo, mas acho que é uma notícia importante que tem tudo a ver com isso, é de que a Anthropic lançou a sua nova constituição de ética. Então a Anthropic, que é a dona do Clod, né? Não aqui do Open, mas que é a dona do modelo, do Clude, ela lançou isso e isso é diferente do que tinha, né? Porque o que ela está fazendo de diferente? Isso é uma constituição. Ela é endereçada diretamente para o modelo. Ela prioriza segurança nessa ordem. Segurança, ética, regras internas e utilidade ao usuário. E o ponto-chave é que o modelo pode agir como objetor de consciência. Então, ele pode recusar pedidos da própria empresa se violar os princípios éticos. Então, é realmente assim: você tem uma constituição, uma lei maior até do que acontecer com essa empresa daqui a pouco. Então, é algo diferente. When a gente compara com o resto da indústria, a OpenAI, for example, tem um modelo de governance. Então, ela tem políticas, filtros, categorias de risco. A ética está fora do modelo. Ela é aplicada como se fosse um controle. O modelo aprende o limite, but não aprende o princípio disso tudo. Se tem um cenário novo, ele tende ou a super recusar ou a responder de forma inconsistente, porque é uma coisa externa. When você vai para o Google, que é o Gemini, o Gemini, você tem princípios éticos fortes, mas voltados à organização. Está muito em cima de processo, revisão humana, compliance. Não é tão estável, quer dizer, não é tão ousado, mas é muito estável, mas a ética vive ali no pipeline e não na cognição do modelo. Quando você vai para a meta, não é uma surpresa de que tem esse open weights, tem pouco alinhamento ético interno, a responsabilidade é distribuída para o ecossistema, então tem essa inovação rápida, essa democratização, ela externaliza o risco moral. É tipo o Instagram. Eu sou uma ferramenta, o que você põe lá, o que não põe, isso é um problema da sociedade, beijo, não me liga. E quando você vai para um modelo desse, é mais aberto ainda. Então acho que esse também é um ponto interessante. E volta a discussão que a gente tem há anos. Quem está decidindo tudo isso? São as empresas ou não é ninguém. Eu espero que com tudo isso que está acontecendo, regulamentação volte a ser conversada. Porque depois que o Trump assumiu, esse assunto caiu totalmente por terra, né, Dia? Mas acho que vai ser um tema interessante. Eu não sei quando é o AI Summit, é no começo do ano, geralmente, né? Que é aquele encontro para os nossos ouvintes que, nos primeiros anos, chamava AI Safety, agora virou AI Summit. Vai ser na Índia, pelo que eu sei. Vamos ver o que vai acontecer.

SPEAKER_01:

Se o Nipar não impedir também essas viagens, né? Vamos ver agora como vai acontecer com esse novo vírus aí que está sendo accompanhado de perto pelas autoridades sanitárias do mundo todo, né? Acho que viagens for these lugares agora vão passar por algumas restrições. But ótimos pontos.

SPEAKER_00:

Tema para a próxima conversa essa, né, Delhi?

SPEAKER_01:

Ai, meu Deus do céu, uma outra pandemia. Pois é, vamos ver. But enfim, gente, ótimas conversas. A gente até que conseguiu fazer em uma hora e dez, talvez, essa conversa, né? Meu Deus, quanto assunto, gente!

SPEAKER_00:

E a gente deixou uns de fora. Mas acho que a gente foi bem, amiga. Fiquei feliz.

SPEAKER_01:

Até que eu também achei que foi bom. Turma, uma ótima semana pra todos. Um ótimo mês de fevereiro pra todos nós. Que a gente tenha um mês com muitas pautas positivas, né? Que a gente possa se reencontrar aqui toda semana com um mês um pouquinho mais sossegado, né? Eu espero, pelo menos.

SPEAKER_00:

Merecemos. Obrigada, pessoal. Até a semana que vem. Beijo. Tchau.