Colo de Longe
Bem-vindos ao Colo de Longe, o podcast que fala sobre os desafios, vitórias, perrengues e descobertas de ser mãe fora do Brasil.
Apresentado por Giovanna Borges, cada episódio traz conversas sinceras com mães brasileiras espalhadas pelo mundo, compartilhando vivências reais sobre maternidade, saudade, adaptação e identidade.
Se você está grávida, é mãe ou vive essa jornada longe da terrinha, esse espaço é seu. Porque quem disse que rede de apoio precisa estar por perto? Aqui, o colo chega — mesmo de longe.
Colo de Longe
Empreender Longe de Casa: Maternidade e Reinvenção na Noruega
Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.
No episódio de hoje, eu converso com Suellen Vallandingham — paraense, nascida em Belém, que hoje vive na Noruega ao lado do marido Logan e da filha Elouise.
Formada em Biologia, a Suellen não imaginava que sua vida tomaria tantos rumos diferentes depois da mudança de país. Entre aprender um novo idioma, se tornar mãe longe da rede de apoio e reconstruir sua identidade profissional, ela precisou se reinventar em várias camadas ao mesmo tempo.
Hoje, ela empreende com uma loja de cadernos e calendários, produz conteúdo, estuda Teologia e Gestão e também atua como coordenadora de um ministério infantil. Mas essa construção não veio pronta — foi acontecendo aos poucos, com medo, adaptação e muita coragem no processo.
Falamos sobre o peso do idioma na experiência de quem vive fora, a sensação de não pertencimento, as escolhas que a maternidade exige quando se está longe da família e o que significa recomeçar em um lugar completamente novo.
Uma conversa honesta sobre identidade, fé, maternidade e os caminhos que a gente constrói — mesmo quando eles são diferentes do que um dia imaginamos.
💌 Quer participar? Esse espaço é nosso. Me encontra no Instagram (@colodelonge) ou por e-mail colodelonge@gmail.com
para mandar sua história, sugerir um tema ou só dar um alô.
A gente se encontra no próximo episódio.
Um beijo,
Giovanna
Bem-vindas ao Colo de Longe, o podcast que fala sobre os desafios, as vitórias, os perrengues e as trocas de quem é mãe fora do Brasil. Eu sou a Giovana Borges e a cada episódio nós vamos conversar e conhecer histórias reais de mães brasileiras espalhadas pelo mundo. Quem disse que rede de apoio precisa estar perto? Aqui o Colo chega, mesmo de longe. Se você também é mãe, está grávida ou se aventura na maternidade fora do Brasil, este é seu lugar. Vamos juntas nessa jornada de acolhimento, conexão e muito mais. Às vezes a vida muda de país, de idioma e de direção. No episódio de hoje, eu converso com a Suelen Valend, uma brasileira que trocou o calor do Belém do Pará pelo frio da Noruega, and no meio dessa travessia também trocou de profissão, de planos, de sonhos, andou mãe pela primeira vez. Licenciada em Biologia, Suelen se reinventou, virou mãe, empreendedora, estudante de teologia e gestão and coordenadora do Ministério Infantil de uma igreja local. Hoje a gente vai falar sobre como empreender longe de casa, sobre reencontrar propósito em uma nova fase da vida, and o que é preciso para começar de novo com coragem, fé e criatividade. Su, seja muito bem-vinda.
SPEAKER_01Obrigada, eu que agradeço o convite.
SPEAKER_00Su, vamos lá. Bom, Belém do Pará, gente, que loucura, né? Normalmente as pessoas que vão pra Noruega, elas vêm de São Paulo, do Rio de Janeiro. Eu acho que é a primeira vez que eu conheço alguém de Belém do Pará que trocou aquele calor pelo frio da Noruega. Então me conta como que era a sua vida lá e o que te levou a mudar de país.
SPEAKER_01Nós moramos no interior de Belém. É ficar uma hora de Belém, do centro de Belém. E a minha família é muito unida, grande e muito unida. Acho que eu tenho errar um número, mas por volta de 13. My wife teve 13. Sous net, various primos, and I cresci in this ambience with many people. It was my infância very common. I don't have much access, I remember a child who had a computer, a camera, and we went to the house to bring up these things and concerning, but I had access to cellular with 15 years. And I think that I had my infancia very típica. I was enlightened. After that, I was approved in the vestibular for my other city, my mind was a little bit that I ask that it is.
SPEAKER_00Como que você conheceu então o seu marido, né? E o que que você, assim, pra você mudar pra Noruega foi uma decisão, ah, então vamos? Ou foi uma decisão justamente por esse histórico de ser muito unido, muito família, um processo dolorido, um processo que você não queria, mas foi meio que inevitável, porque o seu marido, às vezes, eu digo assim por mim, porque eu tive que mudar, porque meu marido não fala português. Então era meio que inevitável, assim, se eu quisesse ficar com o meu marido, eu teria que me mudar. Não necessariamente pra França, que ele é de lá, mas pra algum lugar, porque o Brasil não era um lugar que daria pra ele viver, que seria uma vida fácil pra ele. E eu também não me identificava muito com morar no Brasil. Então, acho que juntou tudo. Então eu queria que você contasse esse processo, assim, de decidir mudar ando.
SPEAKER_01I think my tia that sempre morou fora. A partir do moment, ela começou a. Ela foi pra Fortaleza, I could have bought that the sponsor. And when I was in my second time of faculty, pergunt if alguien the familiar had vont to conhecer. Ela inicialmente, one of the irmãs, various irmãs, and the irmãs tivessem that possibility to conhecer out. But me perguntou, eu tô aqui reconhecer. Até aquele momento eu não tinha ideia do que era o país. Eu ouvia falar que era frio, mas sem muito sobre. E teria que ficar três meses, que era o tempo máximo pra turismo, que vale mais a pena quando a gente paga uma passagem desse tipo. E eu vim em dezembro de 2015. Dia 21 de dezembro eu cheguei aqui. Three dias depois que eu cheguei, ia ter uma festa tradicional numa danceteria. Eu não sou dessa parte da noite. Não gosto muito, mas eu queria conhecer. Eu tinha acabado de chegar, era com as amigas dela e eu ia conhecer as danceterias daqui. E... balada, né? E fui lá e lá começou a ficar entediante, parei, fiquei no canto, até que meu marido chegou e me chamou pra dançar. Aí eu falei que não na primeira vez. Falei que não na segunda vez. Até que a minha tia, depois de conversar, uma amiga dela, não lembro bem, falou que ele iria pra uma outra cidade, que ele não era daquela cidade, que ele iria viajar and só iria conhecer ele naquele dia mesmo. Andamos aí até hoje. Não foi simples, mas foi a nossa história bem interessante porque ele é metade americano, metade norueguese, ando pra cá justamente adulto pra estudar, porque aqui tem o benefício de estudos gratuito, que lá não tem in St. And he via no Natal. But this year he arranged, and he visited a avó, who made the same city that my tia. Convided him to be for a festa, which was in this ambience that morning at distance, I voltey for Brazil to terminate, I went here, and it was a question, because he went for students, and the desire was to work. Before he connected, it made the scenario a little. And I went to balance Brazil, Students, Noruega, and the Noruega came from a lot that had much benefits for a family, creating families, and we decided to serve.
SPEAKER_00Casou, e aí teve os seus filhos. Como que foi viver esse momento tão transformador que a maternidade transforma a gente longe daquela raiz ali, né? De todos aqueles tios, de todos aqueles primos, de uma comunidade mesmo que você tinha ali, aquela rede de apoio, que com certeza seria enorme, né?
SPEAKER_01Acredito que é uma coisa que a gente aprende a lidar com isso, que era a minha realidade. And my line, all the things that are more difficult. So move a little creation, but when I say, I sent it much in this ultimate, I vejo what it's good to see, and I think it influences a lot of which always if I was my family more perfect, I just have other friends. I can take friends, but I can take time to work, I can get things and do a view for a crime, with presence and quality. So I think that this influences a little in this question. And it's a cool that I pension.
SPEAKER_00Normalmente é um passo a passo ali, né? And a chegada da Heloise veio com muitas mudanças também. Então, assim, como foi se encontrar como mãe, que a gente aprende a ser mãe, a gente não sabe nada antes até chegar ali, né? A gente pode ler um monte de coisa, mas é no nascimento que a gente também se descobre mãe, mas também se coincidiu com a fase de reconstruir quem é a Suelen em um novo país. Você acha que a maternidade te ajudou em alguns pontos, mas também te atrapalhou em alguns outros pontos do tipo agora eu sou mãe, mas e que mais? Eu nem descobri direito profissionalmente o que eu quero fazer. Como que foi esse encontro de mudanças ao mesmo tempo?
SPEAKER_01Eu sempre tive o desejo de ser mãe. So when a gente decidiu ter ela, não foi uma decisiones. You know, receita de bolo que a gente ouvindo bastante when a gente chega aqui, você tem que fazer isso, primeiro, but the maternity is one of the things that I think a responsibility, but vá, because it would be quality. And when I mude, I can come in a question of profission. I said that leveraged, because I picked a niveau do idioma. And I zerada, in oreguist. And I was in the study. The second year I engravidated. Continue study after when I did, because the enjoyment were more forward. And I was like, And I had the time and with the appearance of my marriage in all, desempening the papel of him. It's clear that the ritual moved. It's clear that I had 100% of the time, I have a human who I was responsible. But the things went to I'm the positive of all that I was doing. So it was much more motivation. And I passed a proposal to do forces that I don't tell, opportunities that I don't tave, and ter tempo for that, which was pesou quando eu decidi empreender. Eu quero ter tempo. Quero ter tempo, eu quero escolher de passar tempo com ela. You asked that I don't have time, I sort of studied, with a maternity and decided to empreend, I think that's a despair. So with my mind disciplined, which was a cool that I had in Brazil. But I thought this before the maternity, before I come to empreended, so that me depends a noise about the discipline, about the cuid with the organization.
SPEAKER_00Me colour nessa questão também. Outra cultura, língua diferente, língua diferente da sua. Tem alguma coisa do Brasil que você faz questão de manter viva na vida da sua filha?
SPEAKER_01Acredito que a coisa mais forte é esse contato mais próximo com a família. E eu quero ter o equilíbrio nisso. Porque aqui tem a questão quando a criança se torna jovem e eles logo se afastam mais da família, vão viver a sua vida e tudo mais. Claro que eu quero que ela tenha essa independência também, que é muito importante. But I quero que ela também tenha essa... Cria esses laços fortes com a família. Ela sabe que a gente tá aqui atrás, qualquer hora, pode vir. Andrew que eu gostaria é isso, porque eu sou muito ligada à minha família. A gente tem raízes muito fortes. A gente, mesmo falando, só por internet, assim a gente tem uma conexão muito forte. Então é uma coisa do Brasil que eu queria que ela mantesse.
SPEAKER_00E aí, como que você faz, Su, pra conciliar tudo? Porque tem a questão da maternidade, a questão dos estudos, da língua, tem o norueguês, tem o inglês, tem o português, tem o Ministério Infantil da Igreja. Como que você faz pra conciliar tudo? Porque é difícil, tá? Eu me coloco nessa. É uma pergunta que eu faço todos os dias. Gente, como que a gente consegue conciliar tanta coisa junta, né? And really, passar o português, passar, and aí você vai ouvir o meu filho mesmo, assim, ele tem quase dois anos e às vezes ele fala francês, às vezes ele fala português, às vezes ele fala inglês, porque são palavras que ele vai absorvendo. E aí eu tava até falando com o meu marido, gente, mas que loucura, né? Because if you don't, if ele me mostra e ele aponta e ele fala uma palavra que eu sei que é francês, porque eu sei a língua, mas e se eu não soubesse a língua? Então é tanta coisa pra pensar, mas é uma logística de que as mães que moram no Brasil e nos homens, né? É muita coisa pra pensar, muita coisa pra saber, é muita coisa pra conciliar. Então, eu queria saber como que você concilia essa rotina doida de dois mundos, duas culturas, né? Como eu falei, maternidade, estudo, tem a igreja, como que você faz pra equilibrar os pratinhos na sua casa?
SPEAKER_01Pra mim era sempre muito difícil responder isso. Mas hoje, se eu pudesse resumir, é na base de prioridade pra cada fase da minha vida. Eu tenho uma loja física e nesse momento ela não é a minha prioridade principal. Claro que a gente tem aquelas prioridades que elas são imutáveis, maternidade. Eu não posso colocar ela pra baixo. É realmente isso e pronto. Butras coisas eu posso mudar de espaço um por um tempo. Então nesses meses agora, a prioridade da loja tá mais pra baixo, apesar de eu não ter deixado ela completamente. Mas tem outras coisas que precisam da minha atenção. E aí eu tento dividir tudo na semana, no mês. E posso até ser um pouco chata na questão dessas coisas, mas é porque realmente eu não faço, eu não tenho essa disciplina, organization because I so a louca, porque eu amo isso, é porque eu preciso disso, senão não dá. And I gossip to say as coisas que eu faço. And I gossip, I preciso cuidar de como elas won't be, when won't be feitas. And it's my coisa. Agora ela começou a estudar na escola. Então vem agora com lições, tá sendo alfabetizada, aprendendo a ler. And esperar até que ela tenha mais confiança no apprendizado do norueguês, na question de gramática, de tudo mesmo. And I see you will também alfabetizar ela in português. Foi a decisão que eu tomei. I quero que ela realmente conhece o idioma, saiba. And I say that it's benéficable for that. Família grande, conversar with those. And no dia a diaphragm natural. I conversed with portugues. And the Norwegian, I was saying, seriously, absorvendo alguma coisa. And I famous for Brazil the prime days, and I was Portuguese, Portuguese, Portuguese. My mães passed three years, portuguese, portuguese, portuguese, and I was alive. This ultimately, the portuguese. Quando for no Brasil.
SPEAKER_00E é um desafio, né, Su? Porque a gente fica remando contra a maré, né? Basicamente. Porque um norueguista na escola, um norueguista na vida, o seu marido, e só tem a gente. Eu me coloco 100% nesse lugar também. Meu marido é francês, a gente mora num lugar que fala francês e inglês. Então tudo gira em redor em duas línguas, menos a minha. Então eu fico falando e realmente esse sentimento que você falou, eu falo, falo, falo, às vezes ele me responde em português, às vezes ele me responde em francês, porque eu acho que é o natural da escola, o natural do que é falado, né? E às vezes realmente é um pouco frustrante de pensar, gente, mas eu tô falando tudo isso, eu tô falando com essa criança e ela não me responde na minha língua. E lógico que não tem como forçar, né? É falar, falar, falar, ler livro, se tem acesso à tela, colocar um desenho em português. Mas é realmente remar contra a mané. E eu fico feliz que você, né, tem ido, porque algumas mães desistem mesmo, né? De, ah, mas eu não vou ficar insistindo, porque nunca me responde. Mas eu sempre penso que é parte da gente, né? Quando a gente falou ali lá no passado, uma das perguntas do que você gostaria que ela levasse, a língua é uma herança cultural, né? Ela falar o português é muito rico, não só pra falar com a nossa família, né? Mas pra conversar com a gente de forma natural também. Porque mesmo a gente falando outra língua muito bem, fluentemente, o nosso português é o nosso português, né? Então é muito bom saber que nossos filhos estão herdando isso da gente também.
SPEAKER_01Com certeza, com certeza. E a melhor forma é se enforçar. Eu também conheço muita gente, muitas pessoas que tomaram essa decisão, por não ter paciência, vejam, de esperar a criança ter o seu tempo. E é interessante você falar isso, porque eu viajei agora 10 years, in setembro, 10 years with a turma de noruegueses, and they are very big in this, they're jovens, but ainda the norueguês is a língua preferida. It's a língua natural, it's a língua that's expressing more. And if you think this is criança, it's a língua that might pass segurance too. So I say that I don't want to, in a certain form, passar the vocabulary, because that precision of vivência. But I consiga se expressar be no idioma. Eu quero que ela tenha, o que é justamente isso que você falou. É um dos melhores presentes que eu posso dar pra ela, é totalmente acessível, fáceis de passar.
SPEAKER_00Então, ela aprendendo português, ela é um pulo pro espanhol, é um pulo para um francês. Então, é também um presente nosso pros nossos filhos, caso eles tenham interesse, caso eles precisem no futuro de aprender uma quarta língua, enfim, de ter uma porta aberta pro latim, né? Para um outro idioma que é muito parecido. Então, Adele, realmente, eu conheço pessoas que também desistiram, falaram, não, comecei a falar inglês mesmo, porque já me respondi em inglês, mas eu realmente acho uma perda, né? Assim, não só pela questão da família em si. Meus pais não falam super bem inglês. Então, quando eles ligam, eles falam em português com meu filho. Então, eu não imagino, assim, o quanto é estranho. A pessoa parece uma estranha pra você, né? Quando você não fala a língua ali, a gente é só família. E aí fica um sentimento de estranheza ali, né? Eu acho muito ruim quando a gente desiste. Então, eu tô remando no mesmo barco que você, porque é difícil mesmo. Mas eu fico feliz também de saber que quando ela foi pro Brasil, foi português, português foi fluindo. Eu fico feliz de saber isso, porque às vezes a gente fala, acha que não tá gravando, né? E aí do nada eles soltam um monte de palavra e a gente fica feliz que, pelo menos, né, a gente tá indo numa direção boa. Mas, Su, vamos falar então sobre empreender e recomeçar. Você é formada em biologia, mas hoje você empreende, estuda gestão e trabalha na igreja, né? Como foi esse processo de mudança diária? Porque essas três coisas não tem nada a ver com biologia. E aí eu queria saber como que elas foram acontecendo e como que você consegue coordenar tudo também, né? Porque são muitas coisas acontecendo.
SPEAKER_01Sim. Olha. Acredito que o cenário aqui me deu coragem, mas eu não sabia que eu teria a coragem de começar a empreender aqui, porque no Brasil eu fiz o teste e eu não gostei de empreender no Brasil. Vendendo batons pra amigas. Não gostei, achei que empreender não era pra mim. Até que foi fluindo naturalmente quando eu quis fazer um produto que eu gosto muito, que é um journal. E eu queria, tava pensando num produto desse tipo, and I não encontrava um produto assim. Falei, vou fazer um aqui. Chamei o Logan. E aí foi crescendo, crescendo a ideia, foi que a gente lançou os quatro produtos quando a gente lançou a loja. E a pandemia foi o período em que essas ideias aconteceram, mais tempo em casa, mais tempo pra sem muita coisa pra fazer, além de desafazeres. And essa ideia foi mais alimentada. Eu não achava que isso seria uma mudança de profissão. Eu acreditava que eu ainda iria tentar a biologia, eu iria só esperar aprender o idioma pra fazer, but foi crescendo in me o desejo, and when I violent in coisas que eu já estava gostando, eu não vi outras alternativas, não sei fazer. Só que eu sempre fui muito pé no chão também. Então eu não joguei o meu diploma, não rasguei, não queimei, anda validar. Principalmente in um país que não é o meu, a painou precisar de muito mais pra compreender. So I was a validação do meu diploma, tudo ok. Já sei o que eu poderia fazer if I quisesse exercer o estudo, but fica assim, já validei, tá bom. So I come in a form more natural. And I think that this was me done what I mean, my horrific. Claro que as well as mar de rosas, as you think that I descansando mais, but some ciclos and ciclos. And I trabalho para que eu tenha um de trabalho, buts of descanso, de descanso and rotina mais leve sejam mais frequentes. But foi uma escolha consciente, foi uma escolha que eu acredito pé no chão. Empreender a Noruega não é fácil, tem muita burocracia, muitas etapas, but me fez bem, que eu tava num caminho certo mesmo.
SPEAKER_00Isso, como que foi a decisão de estudar teologia e gestão? Já era uma coisa que você pensava lá no Brasil? Ou foi um curso que foi te interessando por conta da igreja? Ou, enfim, você já tinha isso na cabeça e só não teve oportunidade antes? Como que foi a decisão de incluir um estudo? Também não sei se esse estudo é em norueguês ou em inglês, que também é outro desafio, né? Fazer um estudo numa língua que não é nossa. Então, conta um pouco dessa decision.
SPEAKER_01Nunca pensei em fazer teologia na minha vida. Eu sempre achei que era uma coisa, muito história, que eu não gosto muito de história. But I wanted to study. When I began, when I went for that and I was a course of Norwegian, and I don't know the didactic, and an amiga told me that I had the possibility of taking one year of message, and with this one of the work, I received the certificate of idioma, I had an opportunity marvelous, because I studied for one year, so I spent my anxiety for three years of one, I had a certificate, and I started immersed with all these people in Norwegian. For many days, after I went to this, I thought what you're saying in this life? I don't understand nothing, but I continue, terminated. Then I've got possibilities. And when I was in the theologia was that I pegue this, I had two years of test for what I was, gostei, and meaning to enter the gesture of what is the teologia and what are the differences. And really it's been different. So I applique this surgeon in the year I was procured for some parecida. Noruegues. Completamente different, but me dá uma visão. Biologia, teologia parecem muito opostos, mas são uma boa combinação pra mim. Compreensão de muitas coisas. Então foi uma decisão baseada num razão mesmo. Eu queria ter mais base teológica pro trabalho que eu ia exercer, e por isso eu escolhi.
SPEAKER_00Isso, então, você. Bom, você é uma mulher de muitas. muitas fases ali, né? É a teologia, daí você já vem com um background de biologia. E aí, da onde que. Vamos falar um pouco da sua loja, né? É uma loja que surgiu da ideia dos cadernos, de calendários, e aí da onde que veio isso, né? Porque, como eu falei, muitas fases, né? São tantas coisas, tantas facetas da Suelen, que eu queria saber da onde que veio essa vontade de abrir uma loja de basicamente papelaria, né? Da onde que veio esse desejo? Era uma coisa que você já curtia muito. Foi talvez uma oportunidade que você viu que no país não tinha tantas lojas assim. Como que foi?
SPEAKER_01Foi muito espontâneo. Me disse que a gente estava num período de pandemia. Não lembro exatamente. Mas era num período de pandemia. O marido estava em casa, and eu tava procurando um planner, um journal de um certo jeito e eu não encontrava. Hoje tá bem diferente o cenário, tem muito mais diversidade, mas naquele ano era bem diferente achar. Não tinha sessões grandes or específicas pra isso, pra papelarias assim como é comum encontrar no Brasil. Então eu comecei a fazer como eu queria, como eu gostaria. Comecei a ir pesquisando lugares. E inicialmente ia ser só uma versão pra mim. Aí eu pensei, por quê? E pegamos a ideia e realmente lançamos, mas foi bem espontâneo. Eu não achava que seria o meu início no empreendedorismo.
SPEAKER_00E o que foi mais desafiador pra você? Começar o seu negócio, né? A loja de papelaria, aprender um novo idioma, ou dois, né? O norueguês e o inglês, ou lidar com as diferencias culturais na Noruega.
SPEAKER_01Nossa. Eu vou dizer que o idioma. Foi muito adaptável. Não sei se é a palavra correto, but I entended much, procure enter and filtrar what I consider okay for me. So I think it's a gentleman of one that was determined for my mudancy of happiness, it's the escurid, the long, and how it influenced the day, the routine. So it was a way to me the prime year. But nothing so much more than the idioma in me. Because the idioma has with me a car of nothing, because you don't connect anything, because you don't enter anything, don't know if the medicine or the marriage fell with you, if it's nothing in the top of this. When I said English is very forced, but the Norwegian is the Norwegian, it's a linguistic. And many ways there was a sensation that I never will enter this idioma, because I'm not entertaining, and I want my person who follows dialect not saying, and I think that's an idioma. But I think I'm empreender with desafios and começando sem experiência nenhuma, acho que o idioma por causa da carga que tem com isso.
SPEAKER_00Super concordo. Acho que a gente bom, além da gente se colocar a pressão de aprender, também existe essa carga que até aquela coisa, né? Até eu aprender o noreguês, eu não consigo. E aí tem uma lista de coisas que a gente não consegue fazer. Não consigo fazer o mercado sozinha, não consigo ir na farmácia sozinha, não consigo ir no médico sozinha. E parece que realmente a gente, tudo é... tudo é dependente de alguém, né? Tudo é dependente daquela outra pessoa. E aí nem sempre aquela pessoa tá disponível e parece que a gente não cabe no lugar. Parece que a gente não pertence mesmo. E aí, quando a gente aprende o idioma, que seja minimamente, a gente começa a se abrir. Parece que assim, a bolha que a gente. A caverna que a gente tá, né, dentro, a gente vai encontrando a luz e vai seguindo a luz até a gente sair dela. Mas esse sentimento ali, até a gente sair dessa caverna, é realmente muito pesado. É uma carga muito grande que parece que a vida abre, realmente abre, né? Porque é muito difícil você viver num país, trabalhar num país, estudar num país, se você não fala língua, vira realmente uma logística que ela não bate, né? Mas, querendo ou não, você encontrou um propósito aí, né? Se você encontrou a sua vida, uma logística, lógico que depois de aprender o idioma, mas o idioma te trouxe também um propósito. E você disse da questão da igreja, de ser coordenadora de ministério infantil, como que esse trabalho, né? Assim, pelo que eu entendo, é um trabalho que você faz com muito propósito, né? Não é uma coisa assim, nossa, é a minha carreira, mas é uma coisa que te traz muita felicidade. E eu queria saber como que você conecta tudo isso, assim, todos esses desafios da língua, de ter passado por tanto, assim, de realmente pertencer ao ponto de você conseguir se conectar numa igreja e ter o seu trabalho ali. Como que foi esse processo pra você?
SPEAKER_01Pra falar um pouco sobre esse trabalho in my igreja I queria falar um pouco de cómo começar. And I studied at the same time another course online that was English Marketing Digital. It was a little bit more less, I'll study this, I'll do it. And the final was for one, everything who created, and I created. And I went that the English was, and I went to them, and I went a little bit of what they were saying. And they said I could, because I was the IG when I moved, and I wanted it to be a good opportunity. It was my decision faster, because it was a work fixed, and I started at this moment with my properties. So a lot of fixed, I have my horrific, but it was a time that I'm taking my things, and a lot of different. But I really have a proposal. I could serve with something that I've been, and what I could exercise. It's very desafiador and my crescimento in many forms, but I was moving for the design to serve. And it's a lot of demand bastard, this part of administrative, to make a timeline, to see who can make that coisa.
SPEAKER_00O que eu acho legal é que assim, tem muitas mulheres que saem e meio que ficam, aprendem idioma, mas sempre meio que ficam na sombra do marido. Que não tem tanta iniciativa e tá tudo certo, cada pessoa tem uma personalidade. Mas eu vejo que você aprendeu o idioma e no momento que você aprendeu, você foi assim, fui, né? Gente, tchau, vou fazer minhas coisas, vou estudar e tal. Você acha que essa independência, essa autonomia mesmo, assim, de ai, gente, o que me faltava era a língua. Agora que eu tenho, eu vou fazer as minhas coisas. Você acha que te ajudou também na adaptação, em toda adaptação, nessa. A gente usou bastante a palavra pertencimento. Você acha que te ajudou, por exemplo, se você tivesse ficado em casa, sem sair muito, sem se conectar com pessoas? Talvez você já tivesse pensado, nossa, não, isso aqui não é pra mim, eu quero voltar pro Brasil. Você acha que esse processo de realmente, o que você falou, né? Independente do salário, o propósito, a comunidade, a igreja, os estudos, você acha que te ajudaram nesse processo de pertencimento, de falar, não, ó, eu faço parte dessa comunidade agora?
SPEAKER_01Com certeza. Mas eu digo que não é sempre uma linha reta. Eu tenho meus momentos de insegurança, eu tenho meus momentos in que eu me questiono sobre algumas coisas, mas tudo que eu fiz, eu meio que quebrei uma barreira contra eu mesma, porque eu era uma pessoa muito medrosa. Eu sempre fui muito tímida no Brasil. Eu não gostava de falar. Preferia não falar. Tinha mais introvertida com quem eu tinha mais. But it was difficult, so I nunca jamais pensei in liderar pessoas, for example. Jamais pensei que people depend of all my decision me. But I come to correr risks, maybe the idioma. Because I had my vont, I had my courage, but I don't know. I said that I was difficult, but I think. Concluí. Tirei notas boas, eu tirei seis, a nota máxima no apresentação oral. Foi um dos dias mais felices da minha vida. Acho que mais até do que quando eu fui aprovada no vestibular. Like in the faculty, some people are ensino superior. So it's another mentality. I also engatiness, my mind. And I was apprehending the process how to learn. So when I think this course that I was working, it is bachareless, there are three years. I said that I passed more time than my colleagues to study. And I had a discipline very difficult, the professor demanded much, and one of the menuers told me, I'm with difficulty, I'm depending on you. I said, imagine. But I continue. And I passe the discipline ruin. Quite arrastada, but de uma forma muito positiva. De que mesmo difícil vai dar certo. E isso com certeza me ajudou a me ver melhor como Suelen aqui. Não como casada com o meu marido. For example, ele já me levou pra sessões de psicologia onde ele precisava traduzir o que eu tava falando. E é muito estranho. É muito estranho ser ter alguém. Depois passou pra outra pessoa que também fazia isso pelo telefone. Não tem, não tem, perde um pouco da sua identidade. And when I come, when I attended a telephone for the prime days, because I morria a person, it was a great victory. So those things I tend to learn that were faces. And then I think I studied, I continue studying noruegues, because I think that I don't have a point of short. But to be involved for the idioma. And I consider it desafiador, especially with dialetics.
SPEAKER_00But I think a man corajosa, because a gente fala, gente, acho que olhando pra trás você deve pensar, meu Deus, como que eu topei fazer isso e aquilo, e aquilo. Because realmente, quando a gente tá naquela situação, você tem duas opções. Ir com medo mesmo, vai, ou ficar. E eu percebo que todas as decisões que você tomou foi porque você teve a coragem de falar, não, eu vou, vou dar um jeito, vou aprender e tudo mais. Então, o que você diria que você aprendeu sobre você mesma nesse processo de equilibrar tantas versões? A mãe, a esposa, a empreendedora, a coordenadora do Ministério Infantil, a estudante. Enfim, como que você. O que você aprendeu nesse processo todo que você tava falando agora, né? E comer. Parece que eu sou segura, mas não, eu só vou com medo mesmo. O que você diria, assim, pra você mesmo, até pra Suelen ali da seteria que não imaginava que ia acontecer tudo isso na sua vida.
SPEAKER_01Difícil e profunda. Mas eu sempre penso na questão de você decidir. De você decidir, de você não ser morna nas coisas. É uma ensinamento biblical top. Decide what you can say and faz. And for me it was. So I was with me. I had to have to come. And the recent was to come on this course in theologia because I said that I picked things that I don't need in Portuguese. I will find it, and I pesated the consequences of the decision. I wanted to take a otimisme toxic, I'll go, I'll arras, massive in too. No, I will take difficulty and my melody. Decidir pesar as consequences and não ter. Só não pode ficar parado e não fazer por causa do medo.
SPEAKER_00Isso, pra gente finalizar, pra quem não tá ouvindo a gente agora, tá vendo se sentindo sobrecarregada, perdida, com medo, longe de casa, sem saber por onde começar. Até pensando, nossa, mas no Brasil eu fazia isso aqui, agora não consigo fazer isso aqui, né? Como foi seu caso da questão da biologia e tal.
SPEAKER_01Apesar de parecer muito cliché, é uma realidade que a gente precisa cuidar da nossa mente do stado mental que a gente tá. Andas pessoas se mudam já com pesos that elas não precisam carregar. Precisa aprender idiomas, precisa fazer uma carreira, preciso seguir essa receita do que é o certo pra você ser suficiente invoca pra você valer alguma coisa. And that's it. I mean permitted to be money. You mean in that moment that you've got to feel sort of. And I could think that with the time they appreciate priorizing. I think that's one of the most difficult people, that else have those things that they don't have to do that else don't say what are the most important. It's important for you to take a career to be. Pessoas que aceitam seu tempo, que não pressionam pra que você consiga fazer coisas antes do tempo. Então acho que trabalhar a mente e ter paz consigo mesmo com cada etapa que você precisa viver com calma.
SPEAKER_00Obrigada por acompanhar mais um episódio do Colo de Longe. Se essa conversa tocou o seu coração, compartilhe com outras mães que também estão vivendo essa experiência fora do Brasil. Não esquece de seguir a gente no Instagram, arroba Colo de Longe. A gente se encontra no próximo episódio. Um beijo e até lá.