Colo de Longe
Bem-vindos ao Colo de Longe, o podcast que fala sobre os desafios, vitórias, perrengues e descobertas de ser mãe fora do Brasil.
Apresentado por Giovanna Borges, cada episódio traz conversas sinceras com mães brasileiras espalhadas pelo mundo, compartilhando vivências reais sobre maternidade, saudade, adaptação e identidade.
Se você está grávida, é mãe ou vive essa jornada longe da terrinha, esse espaço é seu. Porque quem disse que rede de apoio precisa estar por perto? Aqui, o colo chega — mesmo de longe.
Colo de Longe
Entre o Saber e o Sentir: Maternidade e Excesso de Informação
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No episódio de hoje, eu converso com Camila Martins — enfermeira intensivista neonatal, mãe do Dominic e à espera do segundo bebê, e uma mulher que vive diariamente entre o conhecimento técnico e as emoções intensas do início da vida.
Natural do Rio Grande do Sul, a Camila construiu sua trajetória em diferentes cidades até se mudar, em 2019, para Québec, no Canadá, onde hoje vive com o marido e trabalha na UTI neonatal do CHUL. Foi nesse cruzamento entre profissão e maternidade que surgiram muitas das perguntas que atravessam esse episódio.
Como é maternar quando você sabe demais? Como lidar com o excesso de informação — especialmente quando ela vem carregada de medo? E como separar a profissional da mãe, sem transformar cada detalhe em motivo de preocupação?
Ao longo da conversa, falamos sobre doenças, ansiedade, comparações nas redes sociais e o impacto de viver a maternidade em uma era em que tudo parece urgente — e em que confiar na própria intuição pode se tornar um desafio.
A Camila também compartilha sua experiência no perfil @amme.maternite, onde oferece orientações e acolhimento a outras mães, criando um espaço mais leve, acessível e humano para falar sobre saúde infantil.
💌 Quer participar? Esse espaço é nosso. Me encontra no Instagram (@colodelonge) ou por e-mail, colodelonge@gmail.com, para mandar sua história, sugerir um tema ou só dar um alô.
A gente se encontra no próximo episódio.
Um beijo,
Giovanna
Bem-vindas ao Colo de Longe, o podcast que fala sobre desafios, as vitórias, os perrengues e as trocas de quem é mãe fora do Brasil. Eu sou a Giovana Borges e a cada episódio nós vamos conversar e conhecer histórias reais de mães brasileiras espalhadas pelo mundo. Quem disse que rede de apoio precisa estar perto? Aqui o Colo chega, mesmo de longe. Se você também é mãe, está grávida ou se aventura na maternidade fora do Brasil, este é seu lugar. Vamos juntas nessa jornada de acolhimento, conexão e muito mais. No episódio de hoje, I converso com a Camila Martins, enfermeira intensivista neonatal, mãe do Dominique of 1 e 9 years, and a second baby. Camila in Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, passed by different cities a long time and 2019 in Quebec, no Canadá, where she vive con marido, Fernando. Trabalhando na UTI neonatal do Shu de Quebec, and as emoções mais intensas que envolvem o início da vida. And it just experiência que também atravessou a Camila Mãe. A nossa conversa gira em torno de temas muito presentes na maternidade de hoje. O excesso de informação, o medo das doenças andar tudo o que a gente sabe com aquilo que a gente sente. Como não pirar diante de tantas possibilidades? Como separar a profissional da mãe e encontrar um caminho mais leve? Camila, seja muito bem-vinda. Muito obrigada. Estou muito animada de te ter aqui a gente bater um papo no Instagram uns meses atrás. Sobre o seu Instagram também que a gente vai chegar lá. But I'm legal ter você aqui, porque uma mãe que também vive a realidade, né? Ali do comecinho. O TI, o Natal, o pior lugar pra uma mãe, né? Ninguém quer estar lá. Ninguém quer estar lá, né? And você tá lá como ainda é mãe. Então, assim, não é. Você sente muito, né? Então a gente vai chegar nesse período da sua vida. But eu queria que você começasse se apresentando. Quem é a Camila e como você veio parar no Quebec? Eu moro em Montreal, no Grande Montreal. Você mora na cidade de Quebec, é muito próximo. Então, quem tá ouvindo a gente, a gente provavelmente vai falar muitas coisas similares, porque ainda assim é a mesma província na estado. But enfim, porque Quebec, né? A maioria das pessoas vem para Montreal.
SPEAKER_01Então, na verdade, eu tinha essa ideia de vir para o Canadá dentro da minha faculdade. Eu tive uma professora que passou uns anos aqui, anda, essa experiência de ser enfermeira in another é realmente enriquecedora para o seu conhecimento, pro currículo profissional mesmo. And the passage of a gente vai pesquisando as coisas, o sistema de saúde e tudo mais. Talvez o Quebec seja uma opção, né? Andrade o fato de se identificar com a língua também. Eu nunca consegui me identificar muito com a língua inglesa. And 2017 para o Quebec for exploração, mas para ver como era realmente my, descobrir any course do tipo, but I was. So, in fact, it was amor at the prime vista, tranquila, bonitin', too that procurement. Montreal I was movement, inclusive, as I was for Montreal, I'm in a city grande, because Montreal me lembra muito Porto Alegre, which is where we entered the process of revalidação of diploma in the order. And junto com isso também. I had to decide into the two things or opt for Quebec, because it was a city that I had to finalize my process of revalidation, come on to adquire a residence permanent, and before this, I could embark on a doctor because I fixed back, I integrated, a bad name of idioma and obviously questions finance, because when you paga um doutorado como estudante internacional and residente permanente, é de finanças. Muito.
SPEAKER_00Você foi convidada, but dentro daquele mundinho, with a residence permanent, you can quissip for a value.
SPEAKER_01Exactly, and a gente and in Quebec a gente arrepends in the model. And I think the system of sound, as you know, it is pesado, a lot of, they have a lot of extra obligatory. As cansa, and if I trocasse diet, não sei se tá enfermagem, mas trocasse, como é que eu vou trocar? I don't say an adult, it's much time that I'm baby that I don't have any idea of how to work with an adult. And it's a way, you can identificate with the client, the patient that you're gonna do. So I dent with the UTI naunatal, I am realized in this situation with me.
SPEAKER_00Trabalhava em neonatal no Brazil, and foi uma opção você trocar, né? E pra, sei lá, pra pediatria, porque já é menos a palavra pesado, mas na verdade não sei se tem outra palavra, porque realmente, apesar de ter, como você falou, a evolução, aquela coisa bonita, também tem aflição, tem a mãe que chora do lado, tem a incerteza, e não só o bebê prematuro, mas o bebê que nasceu com uma, sei lá, uma verdade respiratória. Então, assim, exato, é muita coisa, assim. Então, você escolheu, por que você sempre escolheu? Foi uma coisa que sempre te chamou, como foi isso?
SPEAKER_01Sempre, assim, eu saí da faculdade e seis meses depois eu estava trabalhando numa UTE em Neonatal e nunca mais saí de dentro de uma UTI em Neonatal, assim, né? And a clientela neonatal and a clientela pediatrica are completely different. So, a part of neonatal, I'm pegging a crime that literally started the barrier of the money. So, uh, it's completely different. You can respect this design, and the population pediatrician just wrong, so the conduct will be different. And recently, it's more difficult. Because you know, things grave, to make all these despairs, but I've despairs, to live diariat with a lot of does hard, malformations complex, and to be exposed to. So after when I gráted Dominique, I had to do much in my cabinet, because I said, My friend will not be premature, he will not be with ex doences, he wants to be with ex malformation, and I can't do this. So my message said, Camilla, to engaze 10% of population of babies who are with those parents. And this part of this contato na NEL, and what I'm saying is that you have a vehicle with the baby and with the family. You see what they sent, because you colour in the world if it was my baby. So the NEL, along with something extremely technically, precisely, and minucioso, because you have to make cálculos that involve 0.001 ml, too.
SPEAKER_00So we're gonna aprofund melhor in the mãe versus enfermeira. Que são duas personalidades, mas como é o neonatal, a gente é muito difícil separar, né? Então, assim, quando você virou mãe, o que mudou na sua relação como enfermeira? Que parece que quando a gente é profissional e só profissional e não mãe, parece que a gente meio que sabe tudo, sabe? Enfim, você sabe fazer, você sabe cuidar, mas aí a gente virou mãe, é o que você acabou de falar, a empatia vem muito forte. Então eu queria que você me falasse que bebia que você virou mãe, como que a sua relation na profissional enfermagem mudou? And there's a moment that te atrapaled como profissional, como mãe, enfim, acho que você já deu uma fala. Já colocou mil 10% na sua cabeça, but profissional, teve algum momento que te atrapalhou sendo mãe andou sendo mãe?
SPEAKER_01Eu acho que atrapalhar não. No sentido do tipo tecnicamente, alguma coisa assim, eu acredito que não. Obviamente mudou um pouco o meu tipo de fazer as intervenções de talvez tornar os pais mais participativos. Porque antes eu dizia assim, eu não gosto de funcionar com o pai me olhando, que eu não me sentia confortável with aquilo ali, né? Or fazendo algum procedimento mais técnico, mais invasivo, que a criança vai chorar. And the pai te julgando, né? Because tá ali picando o bebê, ou tu tá fazendo alguma coisa que, enfim, é discomfortável, it's doloroso. So it was like, he don't say, and before I turn mãe and I said, No, he had all the direct to five dele. But then, bother the mall to see him, uh, I should have the guys participate much of the technique in six for them to be more seguros with not simply a enfermeira está ali fazendo as coisas, meu B tá chorando, anda resolvendo a situation. So prejudicar, I think, but mudou this sentido of empathy and really to me colour no lugar desse pai, dessa mãe, and tratá-los como eu gostaria de ser tratada se fosse o meu filho. Acho que mais ou menos isso. Eu não lembro de nenhuma situação que possa ter prejudicado.
SPEAKER_00Mas eu acho que nem ia prejudicar, mas talvez algum procedimento que você entraria e faria muito rápido ia sair. Você acabou, pra cada procedimento, tendo que explicar mais, demorar mais.
SPEAKER_01Talvez isso, eu acabo perdendo mais tempo. É, eu acabo perdendo mais tempo no meu trabalho, enfim. Pra ter esse tipo de intervention, esse tipo de cuidado. But não é algo que prejudica o meu trabalho. Talvez eu não consiga ser tão rápida e eficaz como eu gostaria. Mas ao mesmo tempo, in algum other moment, isso vai me dar algum benefício, enfim, e também vai me trazer aquela família mais próxima de mim, né? Eles vão ter confiança no meu campo, eles vão ter confiança em me.
SPEAKER_00Sim, né? Sim. E quando o Dominiquino nasceu, você se pegou procurando o problema onde não tinha. Porque eu acho que a mãe. A mãe sem conhecimento nenhum, nenhum, completamente leiga, euzinha. Ai, mas isso é normal, e esse coco é normal, e não sei o que é normal, você já pira, né? E aí eu fico pensando, cara, imagina quando você tem conhecimento, porque aí você já fica. O que é bom também, ter o conhecimento, talvez, não, isso é normal, a gente vê tudo isso todo dia, tranquilo. Mas às vezes quando você não vê muito, deve bater aquele, tipo, será? Meu Deus, aquele overreacting, né? Que a gente fala. Então me conta se você já se pegou buscando pelo em ovo.
SPEAKER_01Era o tempo todo, assim, eu olhava pra ele e ficava literalmente procurando pelo em ovo, né? Porque. É que nem assim, tu ter conhecimento é bom, mas o teu conhecimento também, né, numa área tão específica e bastante conhecimento nisso, é péssimo, porque tu fica com aquele olhar de buscar defeito, de buscar problema, de, tipo assim, porque uma coisa é tu tá lá com uma criança doente, outra coisa é tu ter uma criança saudável. Então são, né, são coisas completamente diferentes, né? E aí eu olhava pro Dominique e eu ficava olhando o rosto dele pra ver simetria, essas coisas. Daí ele nasceu, né? Tipo, obviamente, todas as crianças, teoricamente, nascem com o queixinho um pouquinho mais pra trás, porque ainda não se desenvolveu a musculatura, e daí eu já olhava, assim, porque tem síndromes que, né, enfim, que o queixinho é mais regulado, né? Ai meu Deus do céu, ai meu Deus do céu. E eu já ficava assim, né? Daí, e ele nasceu bem magrinho também, né? Ele nasceu com 37 semanas e 2,8 kg. Ele era, as carminhas eram umas coxinhas bem magrinhas, né? Aí eu tava, nós temos que te alimentar, criança. Nós temos que te alimentar, você tem que ganhar peso, tu não pode perder peso. E aí eu ficava assim, tu não pode perder 10% do teu peso, tu não pode perder 10%. Então, assim, ficava todas aquelas coisas assim, né? Do tipo a cartilha que a gente segue no hospital, digamos assim. Aí ele chorava, mas e esse choro? E aí a barriga, e o cocô, e tá normal? E na verdade, o que eu fui descobrindo com o passado dos dias é tudo que ele fazia eram coisas de criança normal, de criança saudável. Mas eu tô acostumada a tratar só com a criança que tá doente, né? Eu dizia assim, no acordar, vou dar mamar pra ele, ele vai dormir as three hours tranquilo, depois eu acordo de novo, vou dar mamar, aquela coisa. And those dorm, as I mamma enfermedades. And I was a hour and a half, and they just normal, gente. I said, As my friends in the hospital are so cans, energy for literally lutter for your life and design those systems that ainda are immaturists, that those dorm the day, and that you really according to aliment. And in cash I had a crime saudable who started literally and dormant. So, consegue reconhecer os problemas a lot of início, assim, né? And aí vem também o other moment of frustração, mãe barra enfermera, because when you're in an hospital and reconcept the sinais mais precocement, you have all the material necessary, to take the medicine, but in casa, you don't need this. So I precisely of a game, I precisely of a mic to prescribe all these things. So the frustration. The Dominique was a reflux very grave in the first year. It didn't vomit or nothing, but it was disperadely, to see it was to see the life, and he was a movement of masking chicklette the time. And I wanted to colour it, because he wanted more. I had all the anti-reflux possible, but the kid was the day, because I done. And I was a microphone to receite the bendita of remedy, and then my frustration, in the sense that I can aliviate the door of my resolve of south of the other, but I don't think this in tempo, not in tempoable, but in rapid for my feelings.
SPEAKER_00No, mas é porque eu sou enfermeira e eu já. E aí você, né, espero que não tenha acontecido, mas ao mesmo tempo existiu o risco, né? O médico falou, não vou dar, não vou dar medicamento, não acho que é necessário. Andir resolver uma situação que você resolveria em três segundos no hospital, mas na sua casa. É o básico, né?
SPEAKER_01É o básico, né? A minha sorte, que nem eu digo assim, o pediatra do Dominique é um médico que trabalha comigo, né? Então a gente trabalha muito bem juntos, eu e ele, and me escuta bastante. So ele sabe que when I'm a reclamação, com alguma coisa, ele sabe que eu tô dizendo a verdade. But probably, there we go, another médical who me conheceria i duvidaring. And I resolved in that situation. But I told the support, I think, does it. Ser o médico que trabalha comigo. Então a gente tem um nível de confiança profissional bastante grande. Então ele sabe. Ele sabe que eu sei o que eu estou dizendo, digamos assim. E esse conhecimento também é bom no sentido de que eu consigo fazer muitas coisas dentro de casa. Dominique vai fazer two years and level in my urgência. So electric, he nunca ficou doente toar a point of level in an urgent. So I'm going to have medidas in casa, principally respiratory and pleno inverno, bastard complicated. It's like one semana está bem, o resto da semana é o nariz escorrendo o tempo inteiro. Escorrendo parado.
SPEAKER_00O clássico.
SPEAKER_01É de noite e eu espero que um dia isso vá terminar. Várias situações que eu tenho em casa sem precisar levá-lo na urgência. E aí, quando eu falo assim, bom, mas agora, enfim, disso está evoluindo para alguma outra coisa, bom, eu já consigo ligar para a clínica pediátrica e tentar marcar uma consulta com o pediatra dele para, enfim, pra resolver. Mas é porque também eu consigo ter essa observação dentro de casa, porque se alguém que não tem os meios de fazer isso, or está em dúvida dessa avaliação, for example, do estado respiratório da criança, obviamente vai pegar a criança e vem na emergência, porque realmente é o mais seguro to fazer se tu tem dúvida do estado respiratório do seu filho, né? Então isso eu consigo manejar bastante dentro de casa pra evitar também ir para urgência, né? Pra evitar que ele seja exposto a mais vírus, enfim, né? Dentro da urgência. E também pra evitar a lotação de uma urgência, né? Porque a gente sabe que também as urgências aqui em vela estão sempre lotadas com crianças, que conseguiu um atendimento, às vezes demora.
SPEAKER_00Sim, sim. E como que você... Existia algum ponto que você conseguiu separar? Porque. Puta, é tão difícil, né? Você separar a enfermeira, a Camila, da mãe Camila. Mas você teve alguma situação, alguma coisa que você falou, não, calma, pelo amor de Deus, para. Aquelas momentos que a gente se olha no espelho e fala, para de ser doida. Não dá mais, entendeu? Até seu marido, né, falar, meu, Camila, assim, tá passando do ponto, porque, assim, como eu falei, até como mãe leiga, a gente já fica, né, minhocando. Não sei o que na cabeça, será que tem o cocô, não sei o quê? A gente já tá minhocando. Com você tendo experiência, vai longe, né? Vai muito longe. Você falou do negócio do queixinho, não sei o quê, tipo, a gente já comece a achar que tem síndrome e não sei o quê. Teve algum momento que você falou, cara, não, não tá legal, tipo, preciso parar, ou foi assim, dissipando com o tempo naturalmente? E pergunta até porque você tá grávida, né? Então não sei se vai ser inevitável passar por essa piração aí no começo, talvez passe de novo, mas talvez apostaria com muita leveza comparado com o primeiro, né? Até porque você já é mãe, acho que o segundo já vem com leveza de forma geral. But I'm in que você separou? Não, cara, não dá pra ser assim, porque tá passando no ponto.
SPEAKER_01Começa pelo segundo, né? I asked. So fica naquela coisa assim, mas tem risco disso, tem risco daquilo outro. Camila, respira, né? Respira. And I ask that dissipando ao longo do tempo, no sentido que eu via que o desenvolvimento dele estava normal, tava adequado pra idade dele. But teve um ponto que eu disse, tá, também deu, né, Camila? Vamos parar de procurar coisas. Foi um dia que eu fiquei olhando pra ele, ele tava brincando com as coisinhas dele, assim. Deixa eu. E aí eu entrei numa matéria que era o desenvolvimento de uma criança com síndrome do espectro autista. E aí eu fui olhar reto, tipo, como diagnosticar precocemente em recém-nascidos do autismo. E aí tu começa a ler as coisas e aí tu começa a pirar totalmente. Deu. Deu, eu não vou mais ficar procurando coisas. E aí foi assim, vamos olhar mais para a criança que está na tua frente do que ficar imaginando o que aconteceria se ela fosse, né? Enfim, ou ficar imaginando, comparando com os teus bebês dentro do Monteiro, porque não tem como comparar. São coisas completamente differentas, né? Então, olha para o seu bebê. E aí, ele está se desenvolvendo bem, ele está fazendo todas as coisas compatibles to, as well as a pouco mais, I dizia pra ele, ele fazia um movimento de pinça super cedo, in three years ele já balbiciava as primeiras letrinhas ali, palavrinhas, soy the time of the esperado, tá ótimo, senão você cabelou. Relaxa, aproveita because accompanhando a desenvolvimento and the acquisitions of novelities. It's so magical to older and fiction with that he has, and approve that you me perdia nessa question to not, so long does se dissipando, but teve aquele moment do I'm not a criança em si do que ficar pesquisando nos livros, né?
SPEAKER_00É muito compreensível, é por isso que eu perguntei, porque eu acho que quando a gente começa a um point that is oxygen block do not do excesso de informação, né? Apesar de você ter o excesso de information técnico, também tem muita information in social, né? Outra pediatra fala completamente different, daí a coach, não sei o quê. And aí é esse point that you quite a quest do excesso de informação técnica, but a mãe que é o que você falou, tipo, meu Deus, o autismo, meu Deus, não sei o que. Andas, the mães have mutação. Você abre o TikTok, o Instagram has muita gente falando. Você sente isso também como mãe, esse avalante de informação. Andas mães, não sei se as mães who atende lá na UTI, elas justem com questionamentos, tipo, I vi que não sei o que, because a rede social is very espalhar boas information, dar conhecimento gratuitamente for people who answer através de cursos, através de estudos, which possibility. So existe a rede social para trazer information, but é muita informação. Então eu queria saber se você vê muita ansiedade, muita confusão pessoalmente, mas até pelas mães que você atende, como que é esse processo pra você?
SPEAKER_01Infelizmente, é muita informação, é muito fácil acesso, anda boa informação. And o ser humano, por si só, ele retém aquilo que interessa pra ele, né? Aquilo que faz melhor aos ouvidos, assim. Então, o que me incomodava muito, e também me pegou um pouco no início do meu maternar, é que tu abre o Instagram hoje e tu vê só coisa de maternidade perfeita. Aquela maternidade perfeita. Aquela mãe perfeita, aquela mãe que acorda a 5 e meia da manhã, tá linda, maravilhosa, maquiada, super disposta, vai, treina, toma café, volta, pega o filho, amamenta, o filho tá a coisa mais linda. Então, assim, aquela maternidade perfeita, assim, que vamos combinar, né? Que tá completamente fora do padrão da realidade, assim, né? Tu consegue fazer muitas coisas, mas assim, eu me pegava como mãe, eu acordava de pijama e ficava com o meu pijama o dia inteiro, porque eu ficava o dia inteiro dando de mamar pro Dominique, mal tinha tempo de comer, mal tinha tempo de ir no banheiro. E aí, quando eu olhava essas coisas, assim, tipo, ai, a maternidade perfeita, aquela mãe linda, maravilhosa, maquiada, saindo da academia, já falou assim, gente, o que eu tô fazendo de errado? Como é que eu não tô conseguindo fazer isso? Mas assim, aí agora, daí eu comecei aí pelo outro lado. Tá, assim, a gente vai combinar. Primeiro que isso é um vídeo do Instagram. Tudo isso é facilmente editável, né? E facilmente programável. Sua mãe tem empregado. É outra realidade, né? Eu não tenho babá, eu não tenho empregada, a gente não tem nem rio de apoio aqui pra começar, meu. Então, assim, a minha realidade como mãe era essa, eu tinha que dar conta de tudo sozinha. E eu assim, eu não tô fazendo nada de errado. Eu tô sendo mãe. Simples assim, eu tô aqui 100% do meu tempo disponível pro meu filho. E aí, isso gera muita frustração nas pessoas, assim, tipo, por que eu não consigo ser essa mãe perfeita, né? Enquanto a menina do TikTok consegue. Because na minha cabeça, a criança vai estar linda perfeita, eu vou estar linda perfeita, a casa vai estar arrumada, cheirosa, a comida vai estar no fogão. A minha realidade é different of the TikToker, who gets millions to produce conteúdent, and all my equipe for trying to. So the mayor of the people that are. And they tend to pick this reality quasi utópica e trazer pra dentro da sua casa. E aí isso gera uma frustração enorme, né? Because you don't conseguindo se igualar nessa vida perfeita, nesse maternar perfeito. And a função de excesso de informação, ou talvez a. Como é que eu poderia dizer se não é a falta de informação, mas é talvez o excesso de informação que não está muito bem correta, eu não saberia como expressar essa minha frase, assim, né? Ou de informações incompletas, ou de coisas que não são baseadas cientificamente. Enfim, informação sem base tá repleto. Então, assim, às vezes tu olha um monte de vídeo que fala umas coisas lá e tu diz, ai, que legal, assim, tá, mas qual é a fonte? Da onde ela tirou? E aí entra no quesito do tipo Camila profissional, no sentido, tipo, da onde que veio isso, da onde que saiu isso, em base em que ela tá falando isso, assim. Porque o que eu vejo hoje é que é muito mais fácil to vai lá e tu paga, sei lá, quantos reais pra fazer um coach que vai te ensinar umas técnicas absurdas, mas que tu vai escutar aquilo que tu tá com vontade de escutar, do que ter, as vezes, umas informações gratuitas, mais baseadas cientificamente, and a physiological, how a coisa funciona de verdade. And what do you think? Normally they busar what is five. Ah bah, but I prefiro pagar a coisa vai se resolver, do que escutar essa aí que tá dizendo que a coisa vai ser mais difícil. So I think this dualidade das coisas. So it was me incomodava bastante. Vou continuar com as minhas informações, mais livros andos que eu buscava. But I think filtrar as informações que tem na internet. So que se tu é uma pessoa mais leiga, enfim, tu não vai conseguir ter esse filtro e realmente. E o que é mais fácil nem sempre é o mais correto. Então era isso que me pega bastante em toda essa informação que tem na internet.
SPEAKER_00And uma coisa assim que quando a gente tá bem no começo também, é a questão de sono, por exemplo. Eu vejo tanto conflito de informação em relação ao sono, assim, ai, tem muito especialista em sono que, meu, bota na sua cama, faz, como eles chamam, de cododô aqui, né? Cama compartilhada, tá tudo certo, claro, que segue as orientações de segurança, porque você pode rolar em cima da criança. Mas assim, enquanto uma super. Gente, você é isso que vai te fazer dormir, bota a criança na cama e depois você lida com isso. Enquanto que uma que vai falar que não pode de jeito nenhum, porque tem que dar autonomia pra criança, porque a criança não pode de jeito nenhum. Aí vai falar, ah, tem associação sono com colo, não pode, tem que tirar associação amanhã, porque não pode. Então, assim, enquanto uma super abrem portas e falam que é ok, outras pessoas falam que não é. Então, às vezes, assim, é mais uma questão de opinião mesmo, porque não existe dado científico que fale que não pode ter associação de sono. Não pode, tem. Gente, não é, a gente, no fim, são crianças, né? Não são robôs que a gente consegue adestrar. Tem mães que são muito sortudas, que o filho dorme super bem, nunca devi isso. Sou uma delas, meu filho foi muito tranquilo com o sono. Mas eu tive amigas, eu não posso, não vou me incluir nesse. Falar, ai, gente, que é muito difícil mesmo. Não, o Adam, ele, nossa, ele foi tranquilo com o sono desde o dia 1 que pisou em casa foi tranquilo. Só que eu tive amigas que tiveram que fazer soneca no colo, dormir com o canguru parado assim. Porque dormindo à noite, porque a criança simplesmente não aceitava o berço. Aí você vai fazer o quê? Deixar a criança chorar? E aí vai ter gente que vai falar, mas deixa de chorar. Deixa chorar. É tão difícil, né, a gente falar, tá, assim, mesmo sendo leiga, mesmo passando um filtro, ainda tem o senso comum, né? Então é muito importante a gente pensar no que é bom pra você. Não porque alguém falou, mas porque faz sentido pra você? Eu acho que também é muito o senso clínico do tamanho.
SPEAKER_01O que faz bem pra ti, o que faz bem pro bebê, assim, né? E aí, uma coisa que me pega muito é assim. Tu te lembra quando tu era bebê, como tu foi criada? Pergunta pra tua mãe. Ela te deixava chorar numa cama sozinha, externear? Provavelmente não, assim. Porque se a gente for pegar, tipo, historicamente, né? Todas as mães, e se a gente for pegar o reino animal inteiro, né? Todos os filhotes ficam colados na mãe até uma certa idade. Por quê? Porque naturalmente esse filhote precisa de segurança. O nosso filhote, o nosso bebê, ele não é diferente. Ele precisa de segurança. E o sono, como no reino animal, é o período mais vulnerável that's inseridos. No reino animal, ele se torna uma presa extremamente fácil. And ele se torna uma presa, because ele está suscetível a toda movimentação externa. And it's a little choreo to promote the autonomy. Because I vejo, to train autonomy in a crime is much for ti do que pra criança. He will dorm so you don't preocupy with it. It series in a way, a gente colour ali, fechar the olin, and dormir tranquilamente since nothing. But the real não é isso. Because the baby precisa de segurancy. He passed nine years dental at your barriga, sending embalads in an ambiente quentin, escutando o som do seu coração, e aí tu sai. Ali tu tá num ambiente completamente diferente, tu tá frio, tem barulho, tem luz, e ainda querem me deixar dormir sozinho. So, tem que ver o que faz sentido pra ti. Tem que ver o que faz sentido pra essa criança. Então, assim, tu deixar uma criança chorando pra dormir vai completamente contra o sistema fisiológico dessa criança. Então, essa criança vai produzir mais cortisol, e aí o sono vai ser mais difícil. So, assim, e tu promove autonomia, não quer dizer que essa criança vai dormir mais ou menos. E aí eu entro na tua sorte também, eu tive muita sorte com o Dominique. Because o sono noturno dele sempre foi tranquilo, assim. Nas bonecas de dia, when ele estava lá no período grave do refluxo, sim, ele passava o dia inteiro ali naquela posição anti-refluxo in cima de me. Andava dormindo, porque eu acho que ele estava tão cansado que ele não dormia durante a dia, que de noite ele dormia. But the queue resolveu o refluxo dele, assim, ó, eu ficava ali do ladinho dele andava um mamá, né? Aquele mamar bem longo, assim, e ele dormia, assim, desde os quatro meses ele já dormia cinco, seis horas direto. Nunca tive problema com isso. E agora também, assim, agora ele dorme no quartinho dele, a gente só disse assim, ó, vamos dormir, ele leva as coisinhas dele, eu fico com ele até ele dormir, and ele dorme a noite inteira. Como tu diz assim, graças a Deus a gente teve sorte, mas tem mães que não tem toda essa sorte no mundo, né? Mas aí tu tem que aprender a olhar também para o teu filho e assim, quais as necessidades dele. Então, assim, se ele precisa de mais contato pra dormir, por que eu vou negar isso? Se a gente que é a gente, velho já, a gente tem a associação do só. Associação. A gente tem rituais que a gente gosta de fazer antes de dormir. Vamos lá, vamos tomar um chá, vamos assistir uma série, vamos não ser o quê? Ah, eu tenho o travesseiro que eu gosto, eu tenho a coberta que eu gosto. Por que a gente exige que um bebê, que de novo, que nem tem um sistema nervoso central bem formado ainda, bem desenvolvido, por que a gente exige que essa criança simplesmente deite e durma? Se a gente não consegue fazer isso, né? Mas é pela plexidade da vida, a gente quer que as coisas sejam rápidas, né? Então, assim.
SPEAKER_00A gente quer ter trabalho. Como adulto, ninguém quer ter trabalho, né? É muito mais fácil que você falou, colocar a criança lá, fecha o olhinho, mas não é assim, né?
SPEAKER_01Não é assim. Então, assim, eu digo assim, a gente entrou numa era que a gente quer robotizar as crianças e a gente coloca todas as crianças no mesmo saco, né? Então, assim, uma criança é diferente da outra, né? As necessidades do Dominique são diferentes das necessidades do teu filho, que são diferentes das necessidades do filho da minha amiga, assim. Então, olha pra essa criança e vê o que ele realmente precisa. E aí, tu ajusta a tua rotina, tu ajusta as coisas, porque daí, de repente, as coisas também vão mudar. De repente o sono dele vai melhorar. Mas não tenta colocar todo mundo no mesmo saco, não vamos ficar olhando aquela tabelinha que tá lá na bendita página do Instagram na internet que fala isso, isso, isso, isso, isso. Uma criança não é uma tabela, gente. Não tem, não tem como se. Às vezes a gente. E às vezes eu olho assim e eu digo assim, às vezes a gente tem muito mais paciência com o filhote no cachorrinho que a gente acabou de ter. Porque é um bichinho, ele não tem consciência das coisas, não tem noção, do que com o bebê que acabou de nascer, sendo que o bebê também não tem noção do que tá acontecendo. Ele não tem noção de espaço, ele não tem noção de nada. Ele precisa literalmente que a gente mostre isso pra ele, né? E que a gente acolha isso dele, né? Então, assim, com o tempo as coisas vão se colocando, vão se encaixando, vão se colocando no lugar, né? A gente só precisa ter paciência, que é o que a gente não tem muito ultimamente, porque a gente gosta que as coisas aconteçam mais rápido, né? Até porque o nosso tempo também é limitado. Então, assim, a gente trabalha, a gente tem as nossas coisas, a gente tem não sei o quê. A gente gosta dessa agilidade, mas às vezes tem que dar uma freada, assim, né, do tipo, tá, vamos ver o que a gente pode fazer de diferente, que de repente vai mudar as coisas, né?
SPEAKER_00Sim, e também acho que diferenciar o que faz bem pro bebê e faz mal, assim. Por exemplo, tem algumas amigas minhas que tiveram muita dificuldade de tirar a mamadeira. Mas elas estavam tirando porque os dentes estavam ruins. Ou o chupeta, puta, o dente tá entortando. Leva no médico, mas ficou, cara, não tem outro jeito. É tipo, decidir tirar, a criança vai chorar, mas é tirar e assim, aguentar três dias ali de choro para o bem dela. Então não é que a gente tá tirando uma coisa porque aí eu cansei de dar a chupeta. Eu cansei de tirar a mamadeira. Não, é porque existe uma orientação de, ó, não tá legal, o dente tá entortando, ou não sei, até o sono à noite, a criança acorda mil vezes procurando por aquilo. Aí você começa a perceber, cara, não vai ter que tirar. Existe uma diferença entre você fazer algo pró-criança e pro você. Eu não quero ter trabalho de botar a criança pra dormir. Eu não quero que isso. Então assim. É muito importante diferenciar e, de novo, olhar pro Instagram e não tentar encaixar o seu filho naquela tabela e olhar pro filho da outra que não usa chupeta, que não usa não sei o quê, e falar, nossa, mas meu filho usa tudo isso, cara. Não dá, porque exatamente. É a individualidade. Exato. E eu acho que a rede social e essa questão do excesso de informação veio muito pra bombardear, né? Assim, as mães que não estão muito seguras, as mães que estão hesitando, ou que também não tem muitos recursos de médico e tal, não sabem muito o que fazer, né? Porque, assim, como você encontra um equilíbrio entre estar bem informada e não ficar ansiosa? Porque a cada momento que você decide uma coisa, vem uma outra pessoa e fala o oposto, né? E aí, como que você se mantém em sã consciência, sabendo que você tá fazendo o melhor pro seu filho? E também até uma pergunta que eu te faço, assim, como você encontra o equilíbrio entre estar muito bem informada, em saber tantas coisas, e também não ficar ansiosa, que talvez seja uma dica pra outras mães que estão nos ouvindo, de tipo, nossa, cara, eu também pirei, sabe? Também pirei, não foi legal, tô grávida, eu quero engravidar de novo e não quero que isso aconteça. Se você tem uma dica que talvez você aplique até pra você mesma, eu não.
SPEAKER_01É difícil essa pergunta, assim, porque eu acho que eu aprendi a filtrar as coisas e literalmente olhar pra criança que eu tinha do meu lado, assim. Então, assim, eu tipo, vou olhar pra ele e vou me concentrar nele, assim, na sua individualidade, assim. Literalmente, porque você é bombardeada de coisa na internet, tu cria uma ansiedade absurda, porque tu acha que tudo vai acontecer, ou tu acha que tu é errado, né? Enfim. Ah, não, eu vou filtrar isso e eu vou olhar pro meu filho, assim, eu vou olhar pra individualidade dele. Eu não posso tentar encaixar ele dentro daquela bendita tabela, ou dentro daquela bendita forma. Eu tenho que olhar pra ele. Então, assim, é aprender a olhar pro teu filho e filtrar todas as informações, assim. Mas também eu tive muito aquela coisa de trabalhar o meu interno do tipo assim, tá, Camila, tu não precisa do it, né? Tu pode ser um pouco mais tranquila também. Porque eu tava sempre num stade, digamos assim. Sempre aquele estado de alerta to esperar sempre o pior. Eu esperava sempre o pior. Tanto que até na hora do parto, I esperava sempre o pior. E o meu parto foi maravilhoso. Foram si parto. Dominique nasceu rapidíssimo, né? But I was like, I'm deciding to be maravilhosos because I feel like this paranoia in my cabinet. So it's basically a terapia, but vivenciar experiences ruins of my profission. But for a person leiga, filtrar information, not older que enxerga na internet and achar que aquilo ali é verdade. Andar as informações, né? Or, ah, eu vi essa informação na internet. Ah, parece ser legal, or you think, I'll say okay. But se tu quer realmente levar essa informação pra frente, vai pesquisar um pouco mais. Because de repente, tu vai ver que aquela informação não é a melhor. E aí, dica de conteúdo na internet, querendo orgulhar, tudo que a pessoa colocou ali, qual é a fonte? Da onde que tá vindo essa informação? Qual é a profissão dela? É importante, assim, tu escutar uma pessoa que é formada naquele assunto e tu escutar uma coach motivacional falar sobre aquele mesmo assunto. São coisas totalmente diferentes. Então, qual o embasamento científico que aquela pessoa que tá falando pra ti tem? De quem que tu recebe, this niveau of answer diminution, because I think my font segura confiances. But this também does trabalho. E aí é aquela coisa que é mais fácil. É procurar realmente uma fonte mais confiável, ou aceitar tudo que tá vindo. Andar tudo que tá vindo é que gera essa ansiedade, gera essa frustração. Então, é um trabalho muito interno que a pessoa tem que fazer com ela mesmo. I will filtrate as informações que eu tô recebendo, porque é muita coisa. Ou simplesmente vou desligar meu Instagram e não vou mais ver nada disso, né?
SPEAKER_00Não faz muito sentido. E aí, falando da questão de informação, vamos falar do AMI Maternité, né? Que cresceu, assim, meio que nasceu também com o propósito de passar informação pras mães, né? Eu lembro que você fez uma TLE de bronquiolite, até pra falar muito sobre quando buscar ajuda e tal. Meu filho, infelizmente, teve, quando ele tinha 10 meses. Foi assim, a primeira semana de adaptação na Greg. Literalmente a primeira semana. Ele começou uma adaptação, assim, com 10 meses e meio, mais ou menos. E aí, literalmente, uma semana depois, ele começou. Mas assim, a gente não sabia que era bronco elite, era uma tosse, uma tosse, uma tosse. E aí tudo voltava. Qualquer comida, qualquer líquido, muita diarreia, eu falei, tá, isso aqui é um vírus muito forte. Até que nenhum líquido sustentava, nem água, nem leite, nada. E eu falei, tá, vamos procurar ajuda. E falaram, olha, se em 24 horas ele realmente não comer nada, vai ter que internar. Então a gente ficou internado, acho que uns quatro dias, mais ou menos. E ao mesmo tempo que hoje eu volto, eu tava muito aflita, lógico, nenhuma mãe quer estar naquela situação. Mas hoje, mais assim, racionalmente falando, eu fico muito feliz que eu fui internada, porque assim, era muito pior na minha casa sem eu ter respostas. E eu acho que assim, depois que eu vi o seu ateliê e vi que você passa esse tipo de informação, eu não sabia o que era a broncolite até meu filho ter. Eu achei que ele tava com o vírus, e aí depois que eu fui percebendo o que era, assim, o chat de APT, você vai procurar... Aí você vai começando a dar aquela pirada, tipo, o que é? Meu Deus, o que que é? Quando eu percebi que tava fundando a costela, eu falei, isso é bronco elite, a gente tem que procurar ajuda. Então me conta como que foi nascer esse Instagram. Se você sentiu que quando você falava com outras mães, era falta de informação, como eu acabei de relatar, assim, eu não sabia que era broncoelite desde o momento um, eu fui saber depois de dias, assim, e aí teve que internar, né? Não sei se eu soubesse no momento um teria evitado, não sei. Mas eu sinto que às vezes falta informação na questão da saúde. Eu não sei se em geral, mães em geral, mas aqui no Quebec é difícil ter pediatra. Não são todas as crianças que têm, e quando não se tem pediatra, também não tem médico de família, né? A gente tem os dois. Então, assim, pra gente é uma mão na roda, quando não é um é o outro, né? Eu acabo passando até mais com médicos de família, porque é mais rápido marcar. Então, e ele também tem conhecimento. Se não é ele, ele passa o referrol, né? Passa pra o outro e assim vai. Mas tem mãe que não tem nada, não tem apoio nenhum, não tem pra ir, tem que ir no hospital horas e horas e horas, ou procurar aquele rendimento que não é nas próximas 24 horas, às vezes demora uma semana pra conseguir um agendamento. O caso já piorou, enfim. Então me conta como nasceu o projeto, se veio de um lugar das mães, meio que comentário com você, nossa, não tinha ideia. Você falou, cara, tem que passar essa informação, porque falando de informação, a boa informação é sempre bem-vinda. Então, conta do projeto um pouquinho pra gente.
SPEAKER_01A Amy nasceu no sentido de realmente isso assim, quando eu estava gestante, e aí quando, né, enfim, eu fui ganhar o Dominique, eu vi assim, meu Deus, a gente tá num trabalho tão grande with nossos pais dentro da NEL, to literalmente ensinar eles como cuidar de uma criança in casa, que eles saem extremamente preparados. Andral, meu quarto foi um parto normal, não tive nenhuma intercorrência. I don't receive information. And quantas mães saem do hospital que eles não têm absolutamente informação nenhuma. E eu peguei um exemplo do que aconteceu com a gente que foi muito específico, que foi assim. Provavelmente você recebeu no hospital, espero eu, aquela formação da síndrome do bebê sequé. Síndrome do bebê tá pudido.
SPEAKER_00Ah, sim, aí eles fazem essa expressão.
SPEAKER_01Os cartelinhos tem que preencher, né? Então, assim, ali na NEO a gente faz toda uma formação assim bem aprofundada com os pais. A gente explica o que é isso, a gente explica a questão do desenvolvimento do cérebro, né, das fases de adaptação do bebê, do choro, de tudo que acontece no desenvolvimento da criança, que vai, enfim, levar ao estopim, digamos assim, o estopim dos pais, perderem a paciência, aquela coisa toda, e de acabar, enfim, né, chegando ali na parte do saco de a criança, que é o que a gente não quer, e tu explica o que é assino, o que acontece com o cérebro, a questão dos vasos, sanguíneos e tal, tudo mais. Então, a gente tem toda uma formação bem aprofundada para aquele pai sair dele bem consciente, entender, e entender também que se acontecer, o que ele tem que fazer depois, quais sinais que ele precisa monitorar, quais não sei o que, né? Que nem eu digo assim, ninguém acorda e disse, no, hoje eu vou estar com de minha criança, né? But enfim. As vezes até numa brincadeira, tu pode acabar numa brincadeira mais brusca and. Daí a gente ensina tudo quais os sinais pra monitorar aquela coisa toda na Natal. Quando eu tive o meu parto, nem eu falei assim, em nenhum momento eu falei que eu era enfermeira de neonatal, porque eu queria ter o atendimento de uma pessoa normal e receber todas as informações. Porque assim, às vezes pode ter informação que eu não sei. Então, eu queria receber todas as informações possíveis. E ao mesmo tempo, meu marido também, ele não é a da área da enfermagem. Eu não entendi nada. Então, assim, eu queria que ele recebesse a informação, a boa informação. Zero. Nada. O bebê sequê ali, que eu disse pra que eu já tinha comentado com ele que era super importante, não sei o que, que a gente fazia assim, assim, assado na NEO. A gente literalmente só recebeu os cartazinhos. Assim, leiam e preencham. E eu fiquei assim, como assim, gente? Então assim, eu que tinha um certo conhecimento, eu fiquei saí dali assim, tá, mas tem zero informação. Então, imagina quem não tem conhecimento, quem nunca foi mãe, que é mãe de primeira viagem, é, tipo, sai dali sem nem saber direito como cuidar dessa criança em casa, né? Então nasceu muito disso, assim, ó, o que fazer com essa criança em casa? Como cuidar dessa criança? Como. Desde as coisas mais básicas, assim, tu sabe trocar uma fralda direito? Tu sabe o que significa todas aquelas coisas da fralda, todas as abinhas, todo não sei o quê? Cuidado com o cordão umbilical, tu sabe fazer? Não sabe. Tu bota na internet e tem um monte de informação, umas absurdas, outras nem tanto, né? E aí assim, e aí tu pega aquela coisa também, assim, o que a tua mãe vai falar? O que é tua vó vai falar? Porque querendo ou não, tem as coisas que passam de época in epoca que hoje não se utiliza mais e que tá comprovado que, enfim, não são eficazes. Então, assim, como vai ser a minha rotina in casa com essa criança? O que vai mudar? O que eu tenho que fazer? Se ela ficar doente, o que eu faço? Então, assim, appender a observar os sinais da tua criança para literalmente agir mais cedo. Ando que nasceu a maternité. Andas mães andas assim, realmente a gente não tem muita informação. Andy recolhendo na internet, and não tem ninguém pra nos ajudar. Depois que a gente chega em casa, porque a gente tem muita formação pré-natal, né? A limpe da donora do parto, todas as informações, né, tipo, pra posição, não sei o que, amamentação tem bastante. Mas o cuidado em si com o bebê dentro de casa depois, tu não tem, tanto acaba chegando em casa e diz assim, bom, e agora? O que eu faço? Se ele fica doente, o que eu faço? Se acontece um acidente, o que eu faço? Então nasceu muito disso, de tentar ajudar esses pais a responder essas questions. O que eu faço com o meu bebê depois que a gente chega in casa e responder essas preocupações deles. O que também nem é sempre é fácil, porque daí que nem o que eu te disse, é muito mais fácil procurar uma informação, aquela que tu quer ouvir, do que aquela que é a verdadeira, que vai te dar mais trabalho. So até eu tô dando uma reestruturada nas coisas pra ver novo formato, alguma coisa, because I acabava me desgastando muito pra formar, gerar o conteúdo com informação boa na página do Instagram em si. Só que isso estava se tornando bastante pesado, porque enfim, eu trabalho a tempo completo no hospital, mais o Dominique, mais a casa. Então, mais ou formar o conteúdo. Então, assim, eu tô até passando por um momento de reestruturação de como continuar formando um conteúdo bom, confiável, pra conseguir, enfim, continuar as publicações, né? Mas aí o que acontece? Eu tô atendendo aquelas famílias que chegam até mim ali, tipo, por telefone, indicação, né? E tudo mais. Literalmente pra poder continuar esse trabalho do tipo, o que eu faço com o meu bebê agora? E aí a gente entra nessa questão do tipo, ai, do sono, ele não dorme, ele chora, mas vamos olhar quais as necessidades do seu bebê. Enfim, alguma coisa que tá incomodando, alguma doença, alguma rotina do dia a dia, o que que mudou, né? Então, tudo mais. Nem eu digo assim, tem que aprender a olhar pra tua criança e ver a individualidade dela. É isso que vai mudar completamente a tua rotina dentro de casa. Então, assim, e é isso que eu queria mostrar também pra esses pais que a coisa pode ser. O teu maternar, quando tu aceita que ele não vai ser perfeito 100% do tempo, às vezes se tornar muito mais leve, né? E é isso que eu tento, né, enfim, mostrar pros pais. Acabou se tornando uma consultoria individualizada andalizada para cada familiar. Então eu sento, eu observo, I escuto as necessidades ofreciers, andabora um plano, né? De trabalho, literalmente, né, pra adaptar a rotina ofrece andar those those.
SPEAKER_00Se não é live, é post, dando information, aí tem essas consultories. It's a trabalho muito necessário. Andas que não tem acesso a médicos, de família, de pediatra, ou também não tem esse senso crítico de filtrar, né? Que é tão difícil mesmo, não é fácil. Às vezes a pessoa, exato, pega essa primeira informação e fala, ah, não, tá, vamos tentar isso aqui. Mas não é exatamente isso que precisa. Então, acho que o seu Instagram vem muito nesse lugar. E é importante falar que também não é só pessoal do Quebec, né? Você pode ajudar qualquer mãe de qualquer país que esteja com dificuldade, porque lógico que o sistema de saúde aqui é um, na Irlanda é outro, em Portugal é outro. Mas a questão que você falou da rotina, se tem alguma disquesia, refluxo, qualquer coisa assim, são sintomas que a criança vai ter aqui na China, né? Então você vai conseguir ajudar essas mães, enfim, não importa onde.
SPEAKER_01E é bem isso, assim, que eu tento mostrar pras famílias, assim, ó, se você respeitar a fisiologia do baby, muita coisa resolve. O Neto até mencionou a disquesia agora. Tem muita gente que acha muito fácil na farmácia comprar um luftal, alguma coisa, e dar. Mas se a gente for pegar a fundo, o luftal não resolve absolutamente nada. É quase uma homeopatia, um luftal. And além de ser quase uma homeopatia, tu tá dando uma bomba de açúcar pra criança, because it's super doce. So, what you can say in casa para resolver esse problema. And aí entra no sentido que eu sempre te falo, né? Tem a coisa fácil e tu tem a coisa que dá trabalho. Tu tem que estar pronta pra pegar a coisa que dá trabalho. Então, assim, eu vou ali, eu ensino massagem. Toda massagem pra literalmente eliminar gases, ajudar a eliminar, enfim, a favorecer de esquisito e tudo mais. But não é eu fazer uma massagem uma vez na semana que vai resolver. Então, tipo assim, essa massagem, essa função de estimular o intestino do bebê é como se fosse um tratamento médico. Ele tem que ser feito, enfim, três vezes ao dia. So tem que colocar em mente que o caminho fácil, ele nem sempre vai ser resolutivo. O caminho difícil, ele pode te dar mais trabalho, pode, né, enfim, perder mais tempo. Mas ele vai te dar muito mais resultado, né? A gente tem que estar pronta pra isso. A gente tem que estar pronta pra pegar os caminhos mais difíceis. Porque é aquela coisa toda. Quem disse que maternidade era fácil?
SPEAKER_00Não sei. Não era pai.
SPEAKER_01Eu não entendi. Porque eu digo assim, gente, eu tenho a sorte de ter um bebê maravilhoso, nossa senhora. E mesmo assim, não é fácil.
SPEAKER_00Sim. É difícil. E teve, de novo, assim, a questão da maternidade, eu acho que tem como tenha muita informação, acho que hoje em dia a gente até se prepara mais do que nos tempos antigos, né? Das nossas mães, avós, a gente seguia muito o que falavam. Hoje em dia a gente já consegue ter essa construção mais crítica do tipo, hum, isso aqui não faz sentido. Assim, aquela coisa, ai, dá suco de laranja lima, dá não sei o quê e tal. Mas hoje, gente, tem tanta informação, porque. Exatamente, meu filho, ele teve esquesia no comecinho, e aí eu nunca procurei pro Lufthal. Eu falei, meu, não vai adiantar dar remédio, porque vai aliviar os sintomas, mas assim, desconforto, mas não vai passar. Aí eu e meu marido fomos, vamos procurar vídeo de físico, de osteopata e tal. Ele aprendeu a fazer uma massagem, e aí apertava e aí levantava a perninha e tal. E aí vão fazer higiene natural. Então, aí faz higiene natural. E aí, lógico, né? Meus pais, eu lembro, na época eu estavam aqui, eles ficavam assim, ele vai fazer cocô na pia. Eles ficavam chocados, assim, sabe? E eu, uhum, vai, né? Pra mim era completamente normal, porque eu sabia, eu tava muito segura do que eu tava fazendo. Mas eu imagino aquela mãe que não tem tanto esse de pro buscar, de conhecimento e tal. Porque lógico, eu não sabia nem o que era de esquesia, né? Eu nem sabia o que era, fui descobrir pesquisando mesmo. E meus pais ficavam horrorizados que eu fazia um menino com a higiene natural e tal. E eles falavam, ah, cuidado, hein, que ele vai se acostumar a fazer cocô na pia. E eu olhava e falava, ele tem 15 dias. Ele tem um mês de vida, é lógico que ele não vai se acostumar a fazer cocô na pia. Você conhece alguém que faz cocô na pia? Então, assim, não, mas eu entendo que é outra cabeça que era. Ai, né, é outra criação, é outra geração. E hoje a gente já. Eu percebo, assim, que a geração de mães novas, elas já estão muito mais buscando coisas naturais, informações, que também tem um lado bom. A gente falou do lado perigoso das informações, mas tem o lado bom. A gente aprendeu a fazer massagem, aprendeu sobre higiene natural, que eu não tinha a menor ideia, não foi o médico que me ensinou, não foi o pediatra que me ensinou, foi a gente procurar e assim, resolveu, sabe? Então também tem esse lado de você ir atrás de boas informações e resolver. E o seu trabalho é muito necessário justamente por isso. Você dá boas informações, consultoria, lives, ateliers, pra que os pais se sintam apoiados nessa etapa, o que é muito importante, né?
SPEAKER_01E o que tu fez foi muito bacana, assim, porque daí aquilo que eu disse, tu escolheu o caminho mais difícil, né? Então, tu sentou, tu foi pesquisar, tu te preparou, tu, né? Foi pesquisar boas fontes, né, pra resolver um problema. Então, tipo, tu não ficou ali no paliativo, né? Tentando ali só enganar o problema indo pelo caminho fácil, né? Então, tu optou pelo caminho difícil e, enfim, tu. A gente escolheu as boas fontes de informação, né? A gente tem muita informação, a gente tem muita informação boa, mas é isso, a gente tem que saber procurar a boa informação e não ficar na primeira que a gente. na primeira que a gente encontra, né? Tem que aprofundar.
SPEAKER_00E saber também que, assim, tem umas coisas que tudo bem você tentar, né? Ah, eu vou tentar isso aqui, vou tentar essa massagem. Se não der, não deu. É apenas uma massagem, mas, igual você falou, dá luftal pra criança. Você tá dando açúcar pra criança, é um medicamento, né? Não é uma coisa, ai, vamos tentar uma coisa, enfim, uma homeopatia, que assim, no máximo realmente não vai adiantar nada, mas assim, quando você dá um telenol, quando você dá um luftal, quando você dá da farmácia ali, né? Você tá dando uma coisa artificial pro seu filho. E eu sei que no desespero, eu imagino, assim, muitas mães, meu, não aguento mais, eu vou dar, eu entendo. Mas é isso mesmo, assim, acaba sendo o caminho mais fácil do que você sentar e falar, não, deixa eu ver um vídeo, deixa eu comprar um curso, deixa eu ver uma live, deixa. Eu assisti aquele vídeo de 40 minutos, meu Deus, não tem um tempo. Tem sim, tem sim, dá pra assistir. E às vezes até se preparar um pouco antes, assim, durante a gravidez, finalzinho da gravidez, tem tanto curso que a gente não tem nem filho ainda, dá pra, né, quando o segundo filho já é mais difícil, porque daí a gente tem menos tempo que existe um lá, né? Dois, três, enfim. Mas quando a gente tá na primeira, né, que é a mãe de primeira viagem que é a mais insegura, não existe outra disseração além de você buscar informação. Então, use o tempo da gestação desse finalzinho pra fazer um curso importante, até. Falando até de parto, né? Parto normal, hoje tem cursos de respiração pra você respirar. Se não for parto normal que foi cesárea, busque saber o que é normal, não é normal depois de uma cirurgia. Porque às vezes, realmente, você vai sair assim, ó, beijo, boa sorte pra você. O meu parto foi cesárea e eu não saí com tantas instruções assim. Eu saí assim, ó, você tem um agendamento no CLC daqui três dias pra você tirar os grampos. Eu, ah, tá bom. Mas assim, eu não tive granpos com poligações, nenhuma coisa de ocorrência. Mas é lógico, quando você levanta a pós-cesária, você fala, meu Deus, todos os meus órgãos vão sair e eu nunca mais vou poder dar uma risada e tossir, porque isso aqui não é com o normal, sabe? É esse o sentimento que você tem. E aí parecem que realmente, assim, normalizam muito, porque eu acho que é cotidiano das enfermeiras também, dos médicos, tipo, ó, é isso, você vai ter um agendamento, vai que vai. E às vezes falta, né, assim, alguém segurando a sua mão. Então por isso que eu digo que o seu trabalho é muito incrível, porque parece que você tá segurando a mão à distância de uma mãe que não teve ninguém, né? Essa verdade. E o pai também, né? Tem muitos pais que realmente não são super empenhados, mas quando os pais são, que eu acho que é o caso do seu marido e do meu marido também, que estão ali, né, tipo, querendo saber, que estão participando. Ele nunca perdeu uma consulta, sempre foi e tal. Também é muito pra ele, é muito... O que tá acontecendo, né? Assim. E o instinto materno, eu acho que grita muito, diferente do pai. Mas se eu falar, não, vamos pesquisar e tal, gente, o mínimo é seu parceiro te ajudar, sabe? Quando você tem um parceiro. Envolva os pais também, porque a gente bota muito essa carga na mãe, né? Da mãe pirar, da mãe procurar informação, mas e o pai, né? O pai também tá pirando junto e aí vamos junto. Ou o pai tá tranquilão falando, ah, não se preocupa no momento que você tá pirada, sabe? Então eu acho que é importante mesmo, assim, também levar essa carga pro pai e seus ateliês, a sua consultoria traz os pais também, gente, ó, a informação tá aqui, você não precisa ser mãe. Não precisa... Não é só porque você amamenta que você sabe mais. Não. A gente pode se integrar como família, né? É, não.
SPEAKER_01E é super importante isso, assim, do pai tá integrado, assim, do marido tá integrado, de também buscar informação, de aprender junto com a mãe, assim. Tipo assim, o meu marido nunca tinha trocado uma fralna na vida dele, assim, ele foi trocar a primeira fralda do Dominique. E é aquilo, eu mostrei pra ele ali como se troca aquela coisa toda, assim, e desde o dia zero, ele pegou, assim, ali, do tipo assim, não, ele nunca olha assim, ai, do tipo, me perguntou pra fazer as coisas, assim, ele pegava o Dominique e ia, ele ia e tirava, trocava fralda, ele ia pegar, eu mostrei pra ele como dar banho depois disso, ele nunca mais me perguntou, assim, do Tipai, se tem que dar banho, não tem que dar banho, ele pegava o Dominique e ia dar banho, sabe? Então, e isso é até hoje, sabe? Então tu tem que envolver o pai nisso tudo, assim, né, do Tipai. Tem uma problemática, bom, o pai também tem que estar ali pra ver, ah, é médico, o que precisa, remédio, não sei o quê. Então, assim, quando eu fiquei grávida, aqui a gente recebe aquele livro grosso, né? O meu vivre. Enfim, tem muita informação muito boa naquele livro, assim. Ele leu aquele livro quase inteiro, assim, né? E aí foi muito bacana because it acabou também sendo o meu ponto de equilibrio de quando eu tava mais piradaça. Ele me equilibrava, assim, ele me puxava pra realidade de novo.
SPEAKER_00I relaxa, puxava porque tinha informação e falava, não, eu tinha.
SPEAKER_01Ele falou assim, ó, eu li no livrinho lá que isso é normal, não sei o que, ok, ó, deixa eu te mostrar, sabe? Então, assim, ele me puxava pra realidade de novo. Quando eu tava meio doida, ele pegava a informação que ele tinha, a boa informação, e tipo, volta, volta pra realidade, assim, né? Então, isso é muito bacana, ter o pai presente, implicado, que busca as boas informações também, te ajuda muito nesse processo, né? E aí o que eu sempre digo também, assim, a tua experiência como mãe, né, e o teu maternar é diretamente proporcional ao parceiro que você tem dentro de casa. E isso eu repito pra todo mundo, né? Se tu tem alguém que é presente, que tá ali 50-50 with you, às vezes até um pouco mais. Because alguém realmente tá ali te apoiando. Because a mãe, when a gente volta da maternidade, tá 100% focada naquela criança, né? Tá, e quem é que cuida da gente? A gente tem que ter alguém também que olha um pouco pra gente, né? Então, assim, tu ter esse pai presente pra criança e pra ti muda completamente essa tua experiência, assim. Ela se torna extremamente positiva.
SPEAKER_00E Camila, pra gente terminar, eu queria que você desse. Bom, você deu vários conselhos, né? E tem o AMI Maternité pra dar muitos mais, mas eu queria que você desse um conselho pra uma mãe de primeira viagem que tá cheia de medos, né? Pensando exatamente, né? E se tem síndrome, e se ficar na UTI, meu Deus, né? Aquela coisa toda. Se você tivesse algum conselho como mãe e enfermeira neonatal, pra tranquilizar, né, esse processo que é tão difícil no final, de parto, enfim, muitas dúvidas.
SPEAKER_01Acho que a primeira coisa, assim, é confia em si mesmo. Nessa parte de ser mãe, assim, a gente, andiamo depois que eu fui mãe, a gente tem um poder dentro da gente que literalmente nasce quando a gente se torna mãe, que é conseguir olhar pra criança and absurdo do que tá acontecendo. Confia no seu sentimento, confia em si that process of preoccupation and the literally the concept that a médica me does. The population, the percentage of crimes that are in the world is mínima. So, the party will be 24-48 hours and pre-occupied. Don't preoccupy. I think that it's difficult, because I've been here and I've got this context of preoccupation intense. But the person the money possible, these days of gestation and preoccupied a little more.