Colo de Longe
Bem-vindos ao Colo de Longe, o podcast que fala sobre os desafios, vitórias, perrengues e descobertas de ser mãe fora do Brasil.
Apresentado por Giovanna Borges, cada episódio traz conversas sinceras com mães brasileiras espalhadas pelo mundo, compartilhando vivências reais sobre maternidade, saudade, adaptação e identidade.
Se você está grávida, é mãe ou vive essa jornada longe da terrinha, esse espaço é seu. Porque quem disse que rede de apoio precisa estar por perto? Aqui, o colo chega — mesmo de longe.
Colo de Longe
Saúde Mental no Exterior: Depressão Pós-Parto e Burnout
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No episódio de hoje, eu converso com a Carolina Farias — ou Carol Farias. Carioca, mãe do Vincent e do Thomas, zootecnista de formação e profissional da área de biotecnologia, ela vive na Bélgica desde 2012, onde construiu sua vida em família após um reencontro inesperado com o marido, anos depois de se conhecerem ainda na adolescência.
Mas, como muitas histórias de imigração, a trajetória da Carol também foi feita de adaptações silenciosas. Entre o desafio de validar o diploma, aprender uma nova língua e se inserir no mercado de trabalho, ela viveu momentos que a fizeram repensar sua relação com carreira, maternidade e consigo mesma.
Ao longo da conversa, ela compartilha como foi lidar com a depressão pós-parto longe da rede de apoio e a experiência de burnout em um ambiente profissional exigente — dois momentos que trouxeram sinais importantes sobre limites, saúde mental e autocuidado.
Falamos sobre culpa materna, sobre continuar funcionando mesmo quando algo já não está bem, e sobre o processo de reconhecer esses sinais e, aos poucos, se reconstruir.
Quer participar? Esse espaço é nosso. Me encontra no Instagram (@colodelonge) ou por e-mail colodelonge@gmail.com para mandar sua história, sugerir um tema ou só dar um alô.
A gente se encontra no próximo episódio.
Um beijo,
Giovanna
Bem-vindas ao Colo de Longe, o podcast que fala sobre os desafios, as vitórias, os perrengues e as trocas de quem é mãe fora do Brasil. Eu sou a Giovana Borges e a cada episódio nós vamos conversar e conhecer histórias reais de mães brasileiras espalhadas pelo mundo. Quem disse que rede de apoio precisa estar perto? Aqui o Colo chega, mesmo de longe. Se você também é mãe, está grávida ou se aventura na maternidade fora do Brasil, este é seu lugar. Vamos juntas nessa jornada de acolhimento, conexão e muito mais. No episódio de hoje, eu converso com a Carolina Farias. A Carol é carioca, uma induvinsão de 9 anos e do Thomas de 6, zootecnista and profissional da área de biotecnologia, who vive na Bélgica desde 2012. The history of Carol parece um roteiro de filme. She conheced ainda inadolescência in a campeonato de ginástica. A years ago, when the seguidor caminhos, the two seen with Facebook. And this is a carreira, routine, and principally the form while she passed a enxergarism. Experiences that transform profundamente itself, maternity and saúde mental. Carol, seja muito bem-vinda. Obrigada, Giovana. Ai, tô muito feliz de você ter você aqui. A gente estava comentando que você, nossa, é uma ouvinte do podcast. É tão legal quando o ouvinte virou uma entrevistada, porque todo mundo tem uma história pra contar, né? Quando você me contou da sua, eu falei, gente, como assim? Eles se conheceram há muito tempo, né? Pelo Facebook, enfim. Foi muito fora da curva, assim, sabe? Além de, claro, né, a questão do burnout, que a gente vai chegar até lá. Mas eu ouvi o seu áudio, eu te conheço, assim, né, pelo que a gente conversou no off, mas eu queria começar do começo. Então, como que foi esse encontro no campeonato ginástica, né? Vocês ficaram anos sem contato. Androntro pelo Facebook, assim, como isso aconteceu? I was ginasta, sou carioca, então eu treinava trampolin. I come in the ginástica olympica no college military. And passou da ginástica olympica para o trampolim acrobático, which in the episode ainda was an esport olympical. And in one competition, the mundial nafrica does I conhece my atual marriage. So in that episode I had 14 years, and he devia terror. And ali a gente conversa, vai, conversa vem. Eu falei pro meu amigo, ah, eu acho ele muito lindo. Aliás, eu falei pra todos os meus amigos que eu já achava ele muito lindo desde o dia 1. Mas era aquela paixonite de adolescente, e meu amigo falou, eu vou falar com ele, vou perguntar se ele vai dançar com você. Sim, gente, naquela época a gente ainda dançava música lenta nos bailinhos. E aí ele aceitou, a gente dançou e a gente teve, a gente ficou. Nada muito, assim. And eu precisava ir embora, que nós estávamos hospedados in um resort that só tinha o ônibus do resort que levava a gente, não tinha mais nada pra chegar lá, anda que ir embora. Eu falei, tchau, e fui embora, e ele ficou sem entender nada. And depois, quando eu cheguei no Brasil, eu pesquisei que naquela época também era internet de escada, era os domingos, então a gente sentava, chorava pra aquela horinha da internet. Então encontrei um amigo dele do clube and perguntei se ele tinha o contato do Sten. And he followed, I'm a blue, I will pergunt if I posso te passar this contato. One semana depois, I clearly receive the email, sim, electric, and a particular beginning, and in the MSN Messenger. Gente, I told you at the time that's in 1999. Então, no boom dos anos 2000, soy aquela comunicação truncada da internet. And a gente perdeu o contato, infelizmente. And foi isso, a vida seguiu. I fui estudar fora do Rio, que eu sou do Rio Capital, fui estudar em Seropética. And pratically the year me formei o Facebook. Praticamente no, I think that Facebook, but the Facebook era a part of conviction. You had to take a conviction of alguien who's entered. And botei lá o meu perfil, so que não tinha muito amigo. And I fui pesquisar os meus amigos através dos antigos emails pra ver se alguém existia inquieta. And he was there. And I fiquei com muito medo. Será que ele lembra de me? Será que, né? My amiga fala, envia! So I went to casa, disesperançosa, and particular to tell me. I went to Belgica, and I had one determined that I could approach the idioma. I wanted to whether there was a course of idioma to the Holland. I never heard my music, no film, I had contact with the idioma. And he lived in the city of Ghent, and the university and a course. So I went with this. I feel like this immersion, the idioma. And three years that we started to have two nations, it was an episode of via. Nos casamos no Brazil. And to moral no Rio. O Rio é sol, é mar, it's a lot of completely different that we're going to be able to do. And I tive to provar for it that conseguiria an initial style. And I was here in Bélgica. And it was the comment, I was here and the idioma, because in my case it was something that I don't approach. I didn't have alguien all the time with me to be a mic, to be a prefeiture, and I commenced and I'm the rule, I was perfectly Ghent. I was a rule, I feel cafe, I feel a sandwich, I feel compressed, I literally follow adoçante. I don't use adoçante, but I imagine it was important to follow adoçante. Gastei muito dinheiro em açúcar até aprender a palavra certa. And eles usam a marca, é como se a gente fala uma shadows in vezes uma photópia. So até eu saber que era a marca que eu tinha que falar, eu perdi muito tempo with this. But it was important the idioma. So I entered in a course, and in quatro years I'm a niveau de fluente. And in this time, I traduzendo todos os documentos oferty para poder dar entrada in the validação, the validação do diploma. And they have an organ of government that ajudes to traduzir, to see what they can, enter the market, professionalization. So they have this organ that is VDAB, in the area, the area of Flandre. And it was with VDAB and NARIC that I did the validation of my diploma. I was zootecnist, formed in Brazil, Bacharel. And zootechnia is a discipline of a course. Why in zootechnia? And when they went all the way, they said, Not much that those students are, they have a curriculum very good. They were impressed with the practice that we have, which is very different, which is much theory. And my diploma I had a bachelor of biology. And I was with this because it's a passaport, I did a port for the area of biotechnology. In zootechnia studies genetic, there was modificação genetic? I think I will party in genetic. And with these four years of linguistics and idiom, I wanted apt to enter the market of life. Come on to solicit, you want to. And I work in the region of Ghent, and it is a region very ample in biotechnology. So I was a laboratory and even I picked a nice. And as you termo. And this for a brasile, na comunicação. O brasileiro é mais te envolve, né? O brasileiro vai não dizer não diretamente pra você. A gente vai tentar, tipo, apaz igual a negação. Tipo, não vou te negar uma coisa, mas eu estou. Olha. A gente nunca fala não, mas a gente sempre tenta botar panos quentes, até porque eu acho que o brasileiro vem muito do emocional, assim. Se você fala não, já é muito meu. Como não, né? Assim, já volta pro pessoal. E eu percebo aqui também, os canadenses, não é não. Ah, você quer ir? Não, não quero. Não existe um porquê não. Não quero, a pessoa respeita o espaço pessoal de não querer, né? O brasileiro já. Como você não quer, você não gosta de mim, você não quer. E às vezes, gente, não é sobre você, né? Às vezes não, muitas vezes não é sobre o outro. É sobre você não querer ir, não estar feliz de ir, não estar com preguiça. Enfim, tem tantos atores que eles acham que eles entendem muito isso, assim. E meu marido francês, ele é muito assim, não é, não é não. Não tem que ter outra pergunta, assim, por que não? Ah, não sei o que. É muito assim, né? O preto no branco mesmo. E eu acho que é bom de certa forma, né? Eu aprendi a me justificar muito menos aqui do que quando eu era no Brasil. Não sei se você sentiu muito essa diferença, assim, você falou lá no começo, ah, eu percebi que a vida aqui, né, na Bélgica, ia ser muito mais estável do que no Rio de Janeiro. Com certeza, é questão de violência, né? Enfim. Mas existem também essas questões culturais que às vezes a gente para e pensa, nossa, gente, no Rio jamais isso ia acontecer. Sim. For exemplo, um convite logo no começo, assim, o meu marido, ele tinha um grupo de amigos da universidade, e eles convidaram ele pra socializar. E eu falei assim, eu não vou? Aí ele falou, não, mas são os meus amigos da universidade. Eu falei assim, mas você não conhece ninguém. Eu falei, mas eu sou sua esposa. Eu posso conhecer, né? But eles não pensaram, mas eu o pessoal da universidade vou convidar ele, que era quem foi da universidade. Ele acabou explicando e ele acabou não indo por um outro motivo que eu não fechava na agenda. Mas ele falou assim, eles não pensaram que você se sentiria mal. Porque você não fez faculdade com a gente. Eu falei. Mas é bem assim. Visitas, tipo, família. A família é o pai e a mãe. E a irmã, that's it. Eu falei, e os tios, as tias, os primos, os. Eu falei, eu tenho muitos primos por parte de pai. Minha família é muito grande por parte de pai. São com o meu pai, são oito filhos. Você já pode imaginar o tanto de primos, né? E a gente teve uma infância muito unida, a gente brincava muito juntos, se encontrava muito. E eu falei, cadê os primos? Ele, não, a gente não tem esse contato. Eu falei, gente, que coisa estranha! E eles vivem assim. É normal, é o normal deles. Mas é uns. Foi alguns choques que eu. Outro também que eu sempre falo é a agenda. Ai, vamos marcar um café? Deixa eu ver na minha agenda. Eu. No começo eu falava, como assim você vai ver na sua agenda? Mas não pode ter tempo pra um café. Tipo assim, amanhã, às quatro, a gente se encontra no café. Não, deixa eu ver se eu tenho horário na minha agenda. Uma formalidade. E é engraçado realmente, deixa eu ver se eu vim na minha agenda. E aí quando marcou tá marcado, né? Eu vim na minha agenda, eu abri espaço pra você, e brasileiro é aquela coisa, ah, vamos marcar. Aí passa, tipo, dois meses e a pessoa, ah, esqueci, vamos marcar. Aí passa mais dois meses aquela coisa, assim, né? De ah, é tudo bem, fica pra depois. É bem isso, assim, marcou tá marcado, deixa eu ver na minha agenda, mas eu abri espaço na minha agenda pra você, e a gente parece que todo compromisso é um grande compromisso muito sério, né? Não existe muito essa naturalidade mesmo, que você falou, pode ser em tua mãe às quatro, beleza, então. É muito difícil, né? Eu passo aí na sua casa. Não tem isso. Não tem isso, tipo, a minha sogra me liga. Ela sempre faz isso, ela liga. Quando a gente casou logo no comecinho, a gente morava, tipo, dois minutos da casa dela, tipo assim, bem próximo, no mesmo bairro. Ela ligava, você está em casa, eu fiz, tipo, lasanha e quero levar pra você.
unknownNão, cara.
SPEAKER_00Você não precisa ligar, você pode tocar, você sabe que eu tô em casa, tipo, eu vou pro curso de manhã e eu volto tal hora. Você sabe que essa hora eu tô em casa, você pode tocar. Não, é que eu não quero incomodar eu. Tipo, minha mãe tocaria. Ela sempre ia tocar o interfone, né? A sua mãe tá aqui embaixo. Ela sempre, ela sempre liga até hoje. Até hoje. Ela quer ver os meninos. Ela sabe que final de semana a gente tá em casa, ou dia tal, tal horário a gente tá em casa. Ela sempre liga, ou agora ela tem o WhatsApp também, que é muito legal de ver ela ter o WhatsApp, que ela era meio contra. E ela manda uma mensagem, oi, vocês estão em casa, eu gostaria de ver os meninos. Tipo, é muito formal, mas eu entendo, eu entendo que é pra não te pegar num momento ruim. Pra não chegar na sua casa e você, tipo, poxa, eu não esperava isso. Às vezes a gente não funciona, né? Às vezes não tem, sei lá, o que servir, né? Tipo, ai, precisa fazer mercado. Aí você adia e fala, ah, mãe, eu vou. Aí não tem nada pra servir pra pessoa, olha, eu não tenho suco, não tem nada, e a pessoa chega lá e você fica assim, ai, olha a casa como tá. Assim, por um lado que eu penso, eu acho que a mãe brasileira, em geral, quando ela é nossa mãe, tudo bem. Mas quando é sogra, ou enfim, tem muito esse costume do Brasil de aparecer, de cuidar muito da vida do outro. Nossa, cansei de ver, né, aquele show naquela série do Netflix de ilhados com a sogra, que a sogra é super invasiva. Assim, nossa, ela tem a chave do apartamento e ela simplesmente abre o apartamento e, assim, ela começa a lavar roupa, assim, e eu vejo umas coisas e falo, cara, eu nunca ia conseguir ter uma sogra assim, porque dá licença a casa é minha, né? Então, assim, por um lado, é muito bom porque ela efetivamente respeita muito o seu espaço. Por um outro, sim, é muita formalidade e é, gente, é claro que você pode vir, né? Mas é muito difícil encontrar esse balanço também, né? Ou é muita invasão, ou é muita formalidade. É muito realidade, né? Mas assim, eu precisei, assim, eu sempre fui uma pessoa mais tranquila, mais caseira, mais quietinha na minha. Mas eu precisei mudar algumas coisas do meu pensamento do que eu achava que era normal. E eu acho que muitas coisas da cultura, I would say belga europea, because I say that most, Frances and Hollandes, I gossip to colour an agenda. I wish to see what will be, to have a previsibility, to not be oba-oba. So I adapted to it. But there are things that a gente adapt. So I will be well to be curtailed with a person. And Carol, how was this process of identity? Because generalizing, but in general. Eu acho que são pessoas muito quentes, muito no pé de valso, assim, sabe, ai, tá? Sabe, quatro da tarde na praia. Enfim, eu sou de São Paulo, é uma vibe muito diferente do Paulista. Então, e aí você foi pra um lugar super assim, diferente, né? Como você falou, curto e grosso, tudo na Gem e tal. E você acabou de falar que você teve que se adaptar. Mas como que foi essa adaptação? Teve algumas vezes que você falou, meu Deus, o que eu tô fazendo aqui? Ou foi uma coisa muito natural? Porque às vezes é natural, né? Assim, pra pessoa de ah, é isso, vamos, vamos que vamos, mas você, entre aspas, assim, sofreu de alguma forma de ele entrar na cama e falar, meu Deus, o que aconteceu hoje? E eu não sei se eu vou conseguir morar aqui por muito tempo. Me conta. Olha, eu posso dizer que esse agendamento, a agenda, foi muito fácil pra eu adaptar. Eu gostei, eu já tenho calendário, eu peguei de primeira, eu falei assim, eu quero isso pra minha vida. Mas a comunicação até hoje, eu tenho a tendência, né? Eu acho que por ser brasileira e de ter sido de crescer mesmo lá no Rio, e levar pro pessoal. As pessoas eram cuidadosas pra dizer o não pra você. Eu não vou na sua festa, vou ver talvez, quem sabe. E aqui não, não vou na sua festa. Aí você fica. No começo, isso pra mim foi muito, muito chocante, sabe? Do tipo só convidar o meu marido, por exemplo, isso foi pra mim um ponto do tipo, oi. Convite do tipo, você convidar, aí você fala assim, não, vou convidar todo mundo, aquele grupo todo vai levar. But você não fala com todo mundo? Não, tem que cortar. Eu falo, mas gente, como assim? A gente foi fazer uma recepção pro nosso casamento, que a gente casou no Brasil, mas nem todo mundo foi pro Brazil. And a gente fez uma recepção. Eu falei, não, pode convidar todo mundo. Ele não pode convidar todo mundo. Sabe? Tem gente que vai só pra uma parte da recepção, tem gente que vai pra festa toda, tem gente que vai pra festa toda e mais uma outra coisa, pra um drink. Gente, leva todo mundo pra festa, é festa. Não pode. So a comunicação pra mim foi bem traumática, I digo assim, porque eu levar pro pessoal, eu ficava triste. Eu ficava pensando, é comigo? Tipo assim, tem alguma coisa que eu fiz de errado? Até eu entender que não. Não tem nada a ver com você. É que a gente funciona assim. É por outro motivo. É porque, tipo, ah, não, porque é assim, é festa convida a pessoa menos, com menos contato só pra recepção X, recepção e drink e tal, até tal hora. E é com hora, né? Tipo assim, de uma às três é uma galera. Tem gente que chega de uma e fica até uma da manhã. Uma da tarde, uma da manhã. Tem gente que vai só pra partes da festa e eu ficava, assim, eu achei assim bem complicado. Mas o que me ajudou muito foi encontrar brasileiras que já moravam aqui. When you falei, eu entrei no grupo Finado Orkut e encontrei duas grandes amigas minhas, que são até hoje amigas minhas, que eu chamo de anjos, que me salvaram de certas paranoias, tipo, nóias que eu criava, porque elas falavam, no, isso é normal, eles comunicam assim. No, eles são realmente mais frios, tipo, você não vai chegar, a galera vai te abraçar, vai te receber, te fazer uma festa. Não, a galera falou, beleza, aqui no máximo três beijinhos, quando é uma coisa muito assim, eu fico, sabe? Mas vou encontrar brasileiras que já estavam aqui, que não era tanto tempo a mais do que eu, mas que já tinham passado, que já tinham vivido e me falaram, vai passar. O idioma, eu falava, nossa, mas isso é muito difícil, como que você consegue falar? Vai passar, você vai conseguir. Eu consegui assim, aí ela falava, e ó, eu fui pra mercado, fui fazer mercado sozinha. Fui na loja de conveniência comprar uma coisa sozinha, marquei médico sozinha, liga, escuta rádio, ah, esse programa de rádio é muito bom, que eles falam muito bem, que aqui tem o idioma, né, que tem o VLAMS, e tem dialeto, que não é como. Não tem como explicar que não é rio e carioca. Não é um sotaque. São palavras completamente diferentes, mas que de província pra província é um outro dialeto. E eles não se comunicam. Então, assim, se uma pessoa começasse a falar em dialeto comigo, eu queria chorar. E eu ficava meio que assim. Eu ia embora, vai. Mas elas conversarem comigo, me contarem, tipo, olha, Carol, vai passar. Eu fiz assim. Eu usei esse tipo de método pra mim, tipo, escutei muita música desse grupo e tal. Eu escutava, botava. Na época a gente tinha que baixar música e botar no MP3 ou no iPod, né? Andui pra aula de dança, fazer aula de dança, fui fazer um esporte coletivo, ter contato. Eu falo isso pra todo mundo que chega aqui, vai ter contato. Não fica na sua bolha. É muito importante você conhecer as brasileiras que moram aqui, forem por a bolha. Faz contato. Andrage que adaptação também was difficile for me, amizade. I asked the money, amizade when she is criminal is much faster. But when you are adulta, the amizade fellows of another way. Descobre what you think is faster when you're in your looping, you don't think what you want, you just feel what you want. When you shove in an ambience new, what you know? What I'm going to do? What is feeling? What this culture me traz that I could say, no, I gossip much of this, I will see. So it is what I fui. If we have dance, we have dance and fui fazer amizade com belga. And eles são mais fechados, é claro, mas a partir a gente tem uma brincadeira aqui que a gente fala que a partir do momento que você faz amizade com um belga, ele é teu amigo pra sempre. Então foi isso, eu tenho amigas belgas e é muito bom porque assim não é uma amizade que te demanda muito, que te pede muito, mas quando você precisa, ela tá ali. Claro que tem que marcar na agenda. Mas ela tá ali, ela vai conversar com você, ela vai te ouvir, ela vai fazer aquele tempo pra você. Isso é muito important. And I appreciate. I don't precisely stay disponible for the money, but I precisely stay disponible in that moment that can precisely of me. So, this was very important in my adaptability. The grounds, sorry, some degrades in the scadiness of our socialization that side passing. I want to tell you, there's my menina nice, I conversed, I want to do that, but you will submit your own. That's a formula magic, but there are things that you're doing for that identity, and a maternity. Yeah, I'm gonna go to this point, the question of maternity, because apparently you have a tempin of adaptation, like you said, to construct a vida antes de ter filhos. Então eu queria saber, eu acho que é muito mais fácil, na verdade. Quando vem os dois juntos, né? A pessoa muda do país e já é engravida, você tem que aprender a ser mãe, e, que não é fácil, já é um processo, e aprender a ser imigrante, patriada, enfim, que é outro processo. Os dois podem andar ao mesmo tempo, mas você ainda não entendeu quem é você sendo mãe, e você ainda não entendeu quem é você sendo imigrante. Então, assim, realmente é um grande ponto de interrogação de você realmente nem entender nem onde você tá, o que você tá fazendo. Então você teve esse tempo de fazer amizade, de fazer sua dança, de se integrar antes de ter filhos, né? Então me conta, vamos falar dessa parte de maternidade, assim, como foi se tornar mãe longe da sua família, da sua rede de apoio. Não sei se eu sou sogra, né? Com a formalidade dela, foi uma grande rede de apoio, de ajudar. Mas você também me contou que você enfrentou uma depressão pós-parto. Então, eu queria que você me contasse quando você percebeu que não tava bem, de onde meio que veio, se foi... Muitas pessoas têm depressão pós-parto porque não se sentem amparadas, né? E às vezes é por falta da família mesmo, da mãe não estar, ou, sei lá, muita coisa, né? A gente fica meio doido, assim, no pós-parto. Então, eu queria que você me contasse tudo isso, assim, desse processo de como foi ser mãe longe, se você teve a ajuda da sua sogra, e quando você percebeu que as coisas não estavam bem. Olha, eu planejei isso, né? De ter esse tempo de me adaptar e depois ser mãe. Era muito importante isso pra mim, de eu estar adaptada, de eu ter falar fluente, de eu estar no emprego. Ser mãe pra mim sempre foi o que eu queria. Eu queria ser mãe. Se você perguntar pra minha amiga, ela vai falar, nossa, Carolina falava que ela queria ser mãe. And I think I idealizei tanto a maternity that when she went to me, it was a rupture very much about what was the ideal and what was real. And I caí. I had a gestation super tranquila of my family, the second, but the depression post-partout long after the first gestation. I don't know about sex, so I had a party normal, I had my parents for nascent. My daughter and my song were very good, they were disposed to what I put on the telephone, they were with a distance that is normal, but those were my family was the new lord, and my marriage had one, and I had two women. So I was the first one. So I was able to idealize, I created those things in my cabinet of an ideal maternity, of gestação, the babez. And when I drew the reality, the reality is lunch, and cruel, you have privacy of sono, you have a baby that shores, and you don't know what it precisely. And then they troll a fralday, and faz massagin, and nothing funciona, the baby continua chorando, and desespera, gente, por mais que eu soubesse que isso fosse acontecer, eu acho que a realidade veio muito forte. E aquele ideal, e ele eu rompi. Eu só fui perceber mesmo que eu tava em depressão com os meus pensamentos. Eu tava com os pensamentos muito, muito ruins, and eu falei, eu não sou isso. Essa não sou eu. E eu conversei com meu marido, eu falei assim, eu tô achando que eu não tô bem. E eu, graças a Deus, tenho um médico de família muito bom que me acompanhou desde a gestação. E aí eu voltei nele, falei com ele, falei, olha, eu não tô me sentindo bem, eu tô tendo esses pensamentos. Eu não tô amando isso. And eu quero amar muito. Eu quero amar a maternidade e eu não tô amando. E isso não é normal. Como assim? E ele falou, olha, eu vou te encaminhar pra um psicólogo e você vai precisar fazer terapia. Andrew, eu pedi pra passar, porque aqui você tem um médico de familiar, and he encaminha para um especialista. Deve ser no Canadá. And I pedi for a psychiatrist. Most of them telling you not, I felt I can't for a specialista, because if you tivesse with a brace quebrado, you can move for a specialista, because I'm ortopedista. If you've got some cabinet and you don't have to be, I can't pray for especialista. And the specialist sort of confirmed the depression post-partout. And I tratamento with thy medicament. You precisely do a terapeuta. And a particular depression, I so quem eu sou hoje. Because I passible, and descobri o que me faz feliz. Pode estar ruim, não é todo dia que o sol tá brilhando. For example, hoje o dia tá lindo aqui na Bélgica. Não é todo dia que o sol tá brilhando. Não é todo dia que você tá com a energia no topo. Você tá às vezes com um dia ruim, você dormiu mal, você tá ficando doente, or você tá com um problema no trabalho, orgum, até mesmo no relacionamento. Tantas coisas podem acontecer e que se você não souber qual o seu propósito, aquela luzinha que brilha lá dentro de você, se você não souber, você vai cair. O que me faz feliz pra quando chegar no moment of estranho, tá começando a dar tribulação, deixar isso passar, say that this will pass, it's not a phase, it's a moment who's proposed, business interior to me and my, it's I'm gonna say. Grat those therapeuters, the psychiatrist, the proper medicine, for me done a chance to pass and tá aqui falando that's duro, é real, acontece, você não tá ficando doida, você tá com depressão, busca ajuda. Se você tá. Eu tava com os pensamentos assim, bem, bem ruim, sabe? E eu falei, não sou isso, mas pode ser que às vezes você não consiga, talvez você se sinta muito mais cansada, que você só quero dormir o dia todo. Tem outros sinais do que além do pensamento. Então, assim, identificar, as pessoas não conseguem identificar, but a little for you. I say that as well as mummy, it's difficult. But a little and if you are, convers with your mic, conversation with a person to confian, because you need to stay, because you don't have any confiance, and it would say that you feel yourself. But the depression passed, and after the depression I created in the episode that I was doing a therapy, very good that in the comments chamava Fala Mamãe, and I made for Mamães na Bélgica. I entendi that I precisava me envolver to a maternity real. Nossa, ela tem cinco filhos, nenhum deles dá trabalho, e o meu aqui chorando, eu não sei o que tá acontecendo. E aí eu juntei nesse grupo as minhas amigas, and this group foi crescendo, amigas foram adicionando com o passar dos anos. And this group é o meu Instagram. I ali uso como minha válvula de escape to colocar a minha realidade. Or, for example, I feel socorros, and level for that quite os passing cases aconteça alguma coisa. It's clear that you don't viral socorrista a particular, but trazer, trazer the numbers that you can light, what number, for a police. And I use it como doa. Do que a vida me dá, o que eu posso doar de volta para as pessoas. É um Instagram feito mesmo pra isso, não tem intenção nenhuma de monetização. I faço as projetos como caderno de atividades, como jogos para as crianças, ando isso e doo, é doação. So surgiu devido, né? Vamos dizer assim, mais sombrio, mais escuro, que eu passei por isso, entendi, ando. So, pra mim é muito important falar sobre a depressão, it's important that the mães entendam que é real, acontece, você não está sozinha. Você não precisa ter vergonha, você não precisa ter medo. Fala, verbalize for alguien to confiance. Fell to alguien of your confiance, that you say that this person will be. Aquele horário pra acordar, horário, não sei o que. E aqui o meu filho nasceu em novembro. Então, assim, a gente tava no pé no inverno. Tinha acabado de mudar o horário, então assim, três da tarde já não tinha mais sol. E aí, enfim, eu fui sentir mais quando ele voltou ao trabalho lá pra fevereiro, assim. E aí ele tinha, né, os clientes dele, a rotina dele, ele trabalhava de... Ele trabalha de casa até hoje, mas ele tinha aqui o espacinho dele, que ele falava com os clientes, fazia outras coisas. Ele tem muita flexibilidade, então ele me ajudava muito durante o dia, no meio do expediente dele quando ele podia. Mas era pra mim a mesma coisa todos os dias. E aí, levando um puta frio lá fora, e eu comecei a ficar com raiva, com raiva dele poder fazer outras coisas, além de fazer. Cuidar do meu filho, porque. Do nosso filho, né? Porque eu só fazia aquilo. E aí eu não percebi que eu tava com raiva. Toda vez que ele falava comigo, eu já dava, tipo, aquela resposta, sabe? E aí ele falava, nossa, mas eu lembro até hoje, assim, um dia que eu acho que foi aí que eu percebi, assim. E aí ele falou pra mim, nossa, parece que tudo que eu falo pra você, você não tá interessada. Daí eu falei, mas eu não tô mesmo. Eu não tô interessada. E aí ele falou, nossa, mas. né? E aí foi nessa resposta que eu dei que eu falei, caramba, né? Meu Deus do céu, que grossa e tal, né? E aí ele falou, ah, eu acho que acho que não tá legal, sabe? Então não foi uma depressão pós-parto, mas foi, assim, hormonalmente falando, foi realmente um acesso de raiva de assim. Ele tá fazendo outras coisas que eu não consigo fazer. E foi naquele momento, eu já tinha uma bike em casa, que ele falou, faz o seguinte, no meio do dia, quando eu conseguir, quando eu não tiver, sei lá, tiver uma horinha assim, que eu não vou ser cliente, que eu não tenho reunião e tal, eu vou ficar com ele e você vai fazer a sua bike. E aí quando eu não puder, aí você vê, tem até um vídeo assim que eu tava fazendo bike, e aí meu filho tava dentro de um cercadinho assim, brincando, que ele só tinha três meses, então eu tava paradinho ali, e eu tava fazendo bike. E aí que eu percebi que assim, eu precisava fazer uma outra coisa, além de comida, mamadeira e tal. Aí foi aí que me deu um estalo. Então, assim, também acho que é muito importante educar os nossos parceiros, porque o que você falou, você percebeu os seus pensamentos, mas eu não tive pensamento, eu só percebia que eu. Ele percebeu que eu dava toda hora um soco, assim, sabe? E quando ele parou, eu lembrei até hoje do rosto dele, assim, de perplexo, assim, sabe? De, meu, eu não sei mais o que fazer, porque se você não quer me escutar, toda vez que eu falo alguma coisa, você dá patada. Chega num ponto que você até começa a afetar o casamento, né? Porque, pô, não é legal isso. Vai ficar separado, então eu não vou falar mais nada pra ela, porque toda hora que eu falo, daí a gente se isola, daí vai ser ainda pior, porque se eu já me sinto sozinha e ser com você, imagina sem você, né? Então é importante que os parceiros validem, né? Perceba que assim, não é que é com você, né? A gente tá passando por um momento, precisa ter o olhar do parceiro de falar, não tá legal, sabe? Eu tô achando, assim como pode não ser uma depressão faz parto, mas pode ser, não sei, a mãe insistindo muito na amamentação e indo além do além, do além pra amamentar, sendo que tá desgastante, tá sendo um processo horrível. Cabe ao parceiro virar e falar, chega, a gente chega, né? Porque às vezes é isso que a mãe precisa, de alguém virar e falar, olha, não tá legal. Aquilo, tipo, olha, já passou do povo, não tá bom pra você. Às vezes ela só precisa ouvir isso. Sim, de ser validada mesmo, escutada, e às vezes a gente não vai falar mesmo, não sei se eu quero continuar amamentando. Às vezes a gente vai até no limite do limite, passa do limite, e vira trauma, né? Vira um trauma de, nossa, pro meu segundo filho eu não quero amamentar. Exatamente, tendo que era só o parceiro olhar um pouco pro lado e falar, nossa, né, ir numa farmácia, comprar a fórmula, voltar e falar, olha, a partir de agora é isso. A gente vai fazer isso aqui, porque deu. Eu tô percebendo que já deu, sabe? Então, mulheres conversem com seus parceiros antes de ter filho, né? And follow the depression, because there are homes that the people, nunca vai entender, mas às vezes cria esse conceito de ah, mas isso é besteira. Ah, nunca vi isso acontecer na minha família, nunca ninguém gosta, e né, isso é real, it's those years with many people, of course different, né? So it's important that the parceiro give this tato, não é só cuidar do fio, porque a mãe justou isso. Já existe alguém cuidando of the criança. And when they take a redeem to apocalypse, quem cuida the mãe? The parceiro que cuida, right? Sim, é o parceiro, because the mayor. I think muita sorte of those pays estar and ficarem por um período, sua sogra sempre ali, né? Nunca deixou de estar. Mas muitas mães têm o filho e a única pessoa que pode cuidar é o parceiro. Só que o parceiro também tem que cuidar do filho, então fica sempre uma mão lavando a outra e vai no automático, né? Então é bem, bem difícil nesse processo. E como você falou, muda muito a experiência como a gente é, do maternar, você ainda teve depois um outro filho. Então, assim, não foi. Eu acho que por você ter procurado ajuda e ter validado os seus sentimentos, você conseguiu ter outro filho, porque poderia ter sido um e ponto, porque nunca mais queira passar por isso. Que bom que você realmente passou por isso, né? Isso é muito legal. E é muito importante também a gente, como você falou, eduque o seu parceiro. Por quê? A gente. Bom, eu tenho 40, 41. Na minha época, o homem não era criado pra isso. A gente tá atualmente desconstruindo muita coisa. E muita coisa a gente tem que ficar repetindo ainda. Do tipo, cara, o pai não ajuda a mãe, o pai é pai, sabe? Ah, eu dou uma ajudinha. Não, você não dá uma ajudinha, você é pai, você é responsável pela vida e pela logística dessa casa, entendeu? A partir do momento que você aceitou isso, você faz parte disso. Eu lembro que antes de eu engravidar meu primeiro filho, eu e meu marido foi tomar um drink and conversar about a free. So a gente alinhado, até porque as cultures are different, but alinhada in the proposal, how we had. This was bad. And I told the appointment in my tratament of depression, I told the appointment of it, the appointment of my soggy and my song. I lembrance that my sogra when I was carteira aqui. I had to dirigate, but I vence my mind when I was with him, when I wanted to travel, I found a time with it for nothing in creche. So I was at this point, infelizment with my second child was in the episode of COVID. I enter, gracious, but parceira day. Do jeito deles, né? But eles ajudam sim. E Carol, falando da questionada mental, enfim, teve a depressão pós-parto e teve o burnout no trabalho. This burnout aconteceu depois da depressão pós-parto, quando você já era mãe, então foi depois. So me conta, né? A gente vai falar um pouco dessa questão da carreira agora. Você falou lá no comecinho, da validação, dos tecnistas, que eles ficaram chocados com o currículo e tal. Mas eu queria que você me contasse muito assim nessa onda da saúde mental, como que foi pra você essa questão do burnout, como que aconteceu e como você conseguiu compartilhar isso, né? A gente não percebe, de novo, como a depressão pós-parto. A gente não percebe, a gente entra num looping automático, né? O burnout cai muito ali, né? Perto da depressão pós-parto. Eu também não sei se foi muito que você teve depressão pós-parto que você começou a perceber que não estava legal tanto quanto parando para passar. Sous-gravidez of Thomas. I think I was full-time. And the COVID, and those other regions, the money was afasting. And when I gestabled, I feel like a gerente. She was super focused in metas, but not for anything. Ninguém. Talvez for serious joven, could be. I don't want to fix that. But I come that I chorava in the trabalho. And that was demais. Tudo era demais for me. And I fui percebendo certas atitudes do ambiente que essa gerente criava. Ela me trocou de local, ela me colocou pra último. No último desktop. Chegava, dava bom dia pra todo mundo, parava na penúltima mesa e virava as costas. Então, tipo, ela não dava. Ela dava um bom dia pra todo mundo, mas não dava um bom dia pra mim. E já ficava. Será que é comigo? Será que ela tá me chateando? E aí ela começou a arranjar confusão com outras pessoas. E aí a gente saía do trabalho, ia embora. E eu, muito firme, assim, porque eu achava na minha cabeça que também a gente foi criada, né? Nos anos 90, 80 e 90, que a gente entrava numa empresa anda dessa empresa nunca. Eu saí daquele meu primeiro trabalho simplesmente porque a empresa foi vendida pra uma outra andou de região andava muito longe pra mim. Tipo, duas horas de viagem. Então eu não continuei. But na minha cabeça eu ia continuar nessa empresa até o resto da minha vida. So I know aqui é onde eu vou ficar. E, poxa, eles pagam bem, é um emprego muito bom, é uma empresa muito boa, internacional. Tem aqui, tem no Brasil, tem nos Estados Unidos. Nossa, como é que eu vou sair de uma empresa boa com esse nome, sabe? Andorando, chegava no trabalho, ligava o computador e eu tinha crise de pânico. Meu coração, eu tinha taquicardia, eu ficava com falta de ar, eu achava que eu ia morrer. I falava, eu vou embora pra casa orgulho? Because if I pegar o carro agora pra ir pra casa, é capaz de eu ter um acidente no meio do caminho nessas condições. I sensação de pressão alta, só que a minha pressão é baixa. Isso foi acontecendo regularmente. E aí eu fui no médico e falei, olha, I ask you to cross. Aí ele falou, me explica. Aí eu contei toda a história pra ele. Ele falou, você não tá com problema no coração, você tá com sintomas de burnout. I pode. No, but I fell, but eu tenho dois filhos e é muito estresse, eles são pequenos e. Sabe? Pode ser o estresse de ter duas crianças pequenas em casa. Ele, vamos fazer o seguinte, vamos tirar uma coisa que eu posso tirar de você. É você ficar afastada do trabalho. Vou te tirar, vou te dar duas semanas. Você fica em casa. E antes de completar duas semanas, você vai voltar aqui. Aí você me diz o que você tá sentindo. Ando, junto com o burnout, junto com os sintomas do trabalho, do taquardia, eu não tinha vontade de fazer nada. Eu queria deitar e dormir. Eu queria que o dia acabasse o mais rápido possible. Então, assim, eu botava, os meus filhos dormem cedo porque eles acordam muito cedo. Então, assim, quem acorda cedo tem que dormir cedo. Então eu botava eles pra dormir. Eram sete, entre sete e sete e meia, and eu ia deitar. Eu dormia e se pudesse a live, se eu pudesse ficar, eu ficava na cama até. Andar in the final that I fale prayed, I don't know, I would be the first. And relate ao médico, I fell for my cora disparation. I followed, I since I'm in the world and received an email of the woman. I mean, I had vont to show me, I desperate. And my marriage fell. And she said, I said, I say that I'm in burnout. And I was afastada the service, and the documents to mic. She coloured as if I was traveling ainda. So they had a schema very fraudulent, it was a schema very porte of. So I think if you have a nice person, you will have to move all the things in the empresa. And I offered a demission. And I entered. And I was like, I say. I can't see. I don't want to learn from those. For more time I passed the port of the empresa. And I described that other people of the same team had problems and who afasted and doing burnout just pegged the camera. And I thought I fui fraca, it was the ambiente bomb. Era muito tóxico, muito. Sound novamente terapia, voltei pra terapeuta, who era minha terapeuta of depressão pós-parto. Eu já tinha um link com ela, ela é belga, então a minha terapia is toda in holandês. Andar muito rápido, você tá segura, você tem um tempo, follow the curses that they oferecendo, which are a course for coach of carreira, where they mostly positively, I think you think, sent with you, currículo. And I felt those curses and me trazed to Carolina. I come to me. I don't know, if I'm boa o suficient, I'm intelligent. I said, I say a tabela no Excel, because I reclamava the tablet. And this course, the VDAB, and I received my proposal in Bélgica for laboratory. And I aceite in order, I was a little above my name. So I follow, I precisely do something where I can come and see boys. And I come and fui crescendo, and I received a conviction of my name, praying with eles and it's a proposta irrecusable and chance of crescimento, of carreira, and I peguei a chance, tô lá até hoje. E muito feliz por sinal. Pra gente ver, né? Pra gente perceber que assim, às vezes as pessoas acham que os caminhos são lineares, né? Vai ser essa empresa que você falou, né? Era muito comum antigamente, é você entrar em uma empresa e ficar a vida inteira naquela empresa. E hoje em dia é muito pelo contrário. A galera tá ficando dois, três anos tchau, dois, três anos tchau. Porque isso não é. Talvez antigamente não era. As pessoas pensavam, nossa, mas a pessoa que faz isso tem algum motivo. E aí voltava muito pra pessoa. A pessoa deve ser, ah, demitida, incapaz, não é profissional. E hoje em dia a gente só quer testar coisas diferentes, buscar oportunidades diferentes. Até porque todo mundo sabe que chega um momento na empresa que não tem muito pra onde você ir. Ou se você tiver pra onde você ir, vai demorar muito. Então é muito mais fácil você pular pra outra empresa com outro cargo, com outro salário, com outros desafios, do que você ficar esperando a vida inteira numa empresa só, né? Então, hoje é muito, muito comum. Mas não é um caminho linear, né? Você saiu, infelizmente, por conta de uma questão de saúde mental que não é negociável, né? Não era. Não era, assim, não tinha o que fazer. Você ia ter que sair voluntariamente, assim, de acordar um dia e falar, não vou mais, ponto final. Infelizmente, eles também não lidaram da situação, assim, super bem. Mas, assim, teve que acontecer pra você tirar esse pensamento, né? Falar, nossa, eu tenho outras opções, eu tenho outra, né? Não preciso ficar aqui. E o que eu lembro muito nesse momento foi quando eu entrei com duas semanas de atestado e eu me sentia muito culpada de estar em casa. Do tipo, eu não tô doente, sabe? Se eu não tô com uma gripe, com febre. Porque eu falei, na minha cabeça eu falava assim, só vou faltar o trabalho se eu tô com febre. Se eu não tô com febre, eu vou. E aí, nessas dois semanas, eu me sentia culpada. And percebi que eles já imediatamente encontraram uma substituta para o meu trabalho. When I cheguei lá, tudo tinha mudado, I don't know necessary in that ambience. And I felt, gente, those are mal for them. I sort of cuided to me in that moment. So it was, it was a limit that I felt, this is inegociable. You don't abrear money. I think so to be saudable, for me, for be a person efficient, to enter what the empresa realmente me contratou for. So if you tiver mal the cabinet, if you tiver some problem, how you will serve a functionary that was contratada for I was doing mal so I ficasse in casa in those two semanas iniciais, uh, limited limit of cargo. I much passed the horizon, I don't think it's urgent. In the hour there was a demand. And I have the plenary conscience of that is urgent. If you precisely a project, for one, so you don't know your project directly. And if you plan, you tell me I precisely no, I will pergunt two years. So this mudou the limit, so I consigo colour very clear what I can, what I don't accept, what is inegotible. And it was part of this that I shall. And I think four years in a semana, and I described that I have time for me, that I have time for my voluntary, which I am a cool for me very important, which is a point where I understand that I'm one of my proposals, do you receive for people and I love it. So I have to find the things. If I have time for this, the way to disbalance. So pass for a burnout me trolls a vision clear of limites and caia novel, oh, até que você tá chegando muito perto. Não dá. And it's when a gente is feliz no trabalho, é impossível a gente conseguir estar feliz in outras áreas. É impossível voltar pra casa estando completamente esgotada andar, agora você é uma mãezona, agora não. Desconta nos filhos, desconta no marido, desconta na família, desconta no seu bem-estar. Porque não tem como desconectar, né? Assim como, sei lá, se seu casamento não tá bem, com certeza você não vai ser super produtiva no trabalho, porque você já não tá bem, né? Então são áreas que elas são muito diferentes, mas elas se conectam. Então que bom que você viu, né, que assim, tava muito ruim e agora você precisa desse tempo, precisa do tempo pra você com seus filhos, fazendo coisas quatro dias a semana, fazendo coisas por você. Porque realmente não é negociável, né? Qualquer outro lugar vai encontrar uma funcionária daqui duas semanas estão contratando alguém. But na sua casa, ninguém vai contratar uma outra mãe. Ninguém vai. Não existe isso, né? Ando, que bom que você, I think, apesar de ter passado por isso, que é muito ruim, que bom que você tirou isso como uma lição de vida anda mudou completamente o que você tinha na sua cabeça como padrão, como tem que. Andou, eu faço quatro vezes a semana, tá chegando perto do meu lift, opa, empurra de volta. Porque realmente a gente precisa às vezes passar por essas experiências muito extremas, o que é muito ruim pra gente aprender a se colocar limite ali. A gente queria que ninguém passasse por isso, ai, impõe seu limite e tal. Mas tem gente que tem muita facilidade de impor o limite, and muita gente que precisa passar por situações extremas, seja de saúde mental, seja de saúde física até, assim, né? Ai, não faz exercício e tal, aí do nada fica doente, começa a perceber que, putz, a partir de agora eu preciso fazer exercício. Então tem gente que precisa passar por situações um pouco mais traumáticas pra que mude, mas assim, também tem gente que passa por isso e não muda nada, né? Então eu fico muito feliz que, né, você teve um chamado assim de falar, não, precisa mudar. Isso foi muito bom. É muito importante, quando eu tô treinando um novo colega, uma nova colega, eu vejo que todo mundo entra muito querendo ser pau pra toda obra, sabe? Quero, tipo, você é a vassoura nova, vou varrer muito bem, vou fazer tudo perfeito. E eu falo, Tudo bem, você pode querer mostrar muito, mas pensa um pouquinho no seu próprio limite. Você vai conseguir manter esse pique tão alto por seis meses? A pessoa olha pra mim e diz, não, não vai, não vai conseguir. Porque agora tudo é novo, tudo é muito bom, mas aí vai começar. Você faz muito bem, você faz tudo muito perfeito, maravilhoso, você faz tudo pra todo mundo. Todo mundo sabe quem que vai lá. Pra quem a gente vai pedir? Vamos pedir pra ela. Aí vai sobrecarregar você e você vai chegar um momento e falar, cara, eu tô assim de tarefa, tô com, sabe, até o pescoço e tô... Não tô sabendo pra onde ir. Aí eu converso, tipo, conversei com a menina que ela entrou em setembro agora, e eu falei, cara, você é muito boa. E eu gostaria muito que você continuasse sendo muito boa, mas você não pode se desgastar por tudo. Ela queria ficar até mais. Falei, não, você não fica até mais tarde. Só se for uma coisa muito, muito importante, você fica até mais tarde, é claro, né? Mas assim, todos os dias você vai ficar até mais tarde. Porque uma pessoa esqueceu algo, de planejar algo, essa pessoa tem que sofrer um pouco também, né? Aí ela, ah, mas é por quê? Eu falei, bom, você não tá se sentindo bem, eu vou falar. Eu vou falar, olha, a gente não vai fazer isso hoje. Amanhã a gente vai começar a fazer e vai ficar pronto daqui dia tal. Aí a pessoa, ah, mas é porque eu preciso... Eu falei, você precisa, mas olha, temos um protocolo. Você leu o protocolo? Que eu, tipo assim, eu conheço o protocolo, esse protocolo fala pra você planejar e falar pra gente fazer isso pra você com antecedência. Because demora three years practice pronto. E a pessoa, ah, tá, desculpa, mas não vai rolar. É ter isso, anda lá no começo também ofreceu. A gente vai se ferrar. Aí eu falo, oh, if they just com o negócio direto, você direto. Fala, no, você não planejou direito, a gente não vai fazer hoje pra você, a gente vai começar a fazer amanhã e vai ficar pronto tal dia. E aí. É isso. Vamos usar do deles também, né? Vamos aproveitar isso. Mas é importante saber os limites, é muito importante. E Carol, pra gente finalizar, eu queria que você desse um conselho. A gente falou bastante de saúde mental, né, nessa conversa. Porque foram dois grandes fatores, né, na sua vida em relação à saúde mental. Então eu queria que você desse um conselho pra uma mãe que possivelmente sair nessa loucura, né, pós-parto, ou até uma pessoa que tá. Talvez depois desse pedido comece a perguntar, será que eu tô tendo um burnout? Enfim, que conselho você daria pra uma mãe que tá enfrentando qualquer tipo de saúde, tipo de problema mental, enfim, algum fator que talvez você consiga ajudar por ter passado por dois grandes fatores. O mais importante é não duvide de você. Você está sentindo, você está com pensamentos, como foi o meu caso, ou você está se sentindo zerada de energia, ou você tá tendo realmente um ataque de pânico, que foi o que eu tive, ou você tá realmente achando que esse ambiente tá tóxico, tipo, não desconfie do seu senso interno. Não desconfie de você. Não espere, não pague pra ver. Sentiu, comunica. No trabalho, comunica no RH. Todo trabalho tem um RH e tem aquele time que é desconfiança, onde você pode falar diretamente. Se for no trabalho, você tá sentindo, ó, ou então uma colega de trabalho foi ríspida uma vez, duas, três, e você tá falando, tô achando que ela tem algum problema comigo. Vai no RH, comunica. Você tá se sentindo zerada de energia, ou você tá explodindo por nada in casa with your filial, your kid does one of the things, your marriage fellow, vai to your médical family, explica your situation, put forward, the médic gets a sigill. He won't batter for your amigo, he won't go to Facebook, he won't go in a row of conversation, he will escut, he will validate what you are sent. So don't feel about you. It's very important because we do it. But a ball of neve. Don't accredit that I will soon conseguate for this. Busque ajuda. Ajuda is muito important, é muito importante. Você pode estar com um princípio de depressão, um princípio de burnout. E se você procurar ajuda bem no começo, vai ser muito mais fácil de você passar por isso. Então esse é o meu conselho. Não duvide de você e busque ajuda. Não fique com medo, não fique com vergonha. Muita gente passa por isso, muita gente passa por isso calada, não fala, mas é muito real. Isso é muito comum e é um tabu na sociedade, infelizmente, mas é comum. Mas não duvide de você e busque ajuda, obrigada por acompanhar mais um episódio do Colo de Longe. Se essa conversa tocou o seu coração, compartilhe com outras mães que também estão vivendo essa experiência fora do Brasil. E não esquece de seguir a gente no Instagram, arroba Colo de Longe. A gente se encontra no próximo episódio. Um beijo e até lá!