Galinha Viajante - Episódios Extras
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EX#42: Pluribus
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Oi, Carol! Hoje vamos falar de Pluribus, a nova série do aclamadíssimo Vince Gilligan (Breaking Bad). Samuca e Leon conversam e avaliam essa maluquice incrível que é Pluribus
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CAPÍTULOS
00:00:00 - Abertura do Episódio
00:02:24 - Sem spoilers
00:34:32 - Com Spoilers
01:03:00 - Encerramento do Episódio
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Apresentado e produzido por Leon Cleveland e Samuel R. Auras.
E você sabe o que eles querem dizer aqui hoje em dia de esclusiva do galera da gente! Não é mentira, tá? Hoje estamos aqui. Esse episódio é verdade verdadeira. Está sendo acontecendo aqui e a gente vai falar do que hoje está na real?
SPEAKER_02De TV Lizão. TV TV. Série de TV, série de Sy-Fi, eu gosto bastante. Assisto muita coisa com a minha esposa Camila, a gente vê TV pra caramba aqui juntos, série de TV, filmes, enfim. E a gente, eu até mais do que ela, ficamos interessadíssimos e viciadíssimos em Plúribus. Ano passado. Plúribus. E Plúribus é uma série que a gente achou foda, te falei pra assistir também, tu falou assim, pô, vou ver, será? Não vou, não sei o quê. No fim que viu e vamos saber hoje se tu gostou ou não gostou aqui, porque eu amei, eu sou um pouco suspeito, porque eu gosto muito do Vince Gilligan, Breaking Bad também é muito fã. Então assim, eu sabia que ia gostar, né? Tu não sei, vou descobrir hoje aqui. Mas fora isso, cara, que legal no galinho aqui pra poder falar um pouquinho de outra coisa, que não joguinhos. Exato! Não se encaixa muito nos EPIs normais nossos, a gente não quer ficar também fazendo episódio que seja um jovem nerd 2.
SPEAKER_01Não, não é isso.
SPEAKER_02Só que com menos dinheiro não vale a pena pra nós. Então eu fiz essa nossa saída de falar coisas diferentes. Já falamos aí de anime, esse ano com Digimon. Isso. Vem futuramente aí quadrinhos, livros, filmes, sei lá, e hoje TV, por que não?
SPEAKER_01Exatamente, vamos falar de Pluribus, essa série que. Já vou dar um spoiler aqui, Samuca. Gostei muito, mas não por ser sci-fi. Pois é, pois é, vamos chegar lá. Lembrando que esse episódio só é possível graças a vocês que colaboram lá no Catarze Potemia. Barra, Galinha Viajante! Obrigado, Vou. Obrigado demais por isso. Sem mais delongas, vamos que vamos! Não tem abertura mais.
SPEAKER_02Não tem, é verdade, não tem. Tem razão. Não tem, vai direto. Então é isso, vai direto. Ô Vinte, lembrando que esses episodes aqui exclusivos que forem de mídias não game místicas vão sempre seguir o mesmo formato que é muito simples. Metade inicial do episódio sem spoilers. E metade final com spoilers. Então a galinha, pô, nunca assisti Plúribus. Pode ouvir de boa aí. A gente vai falar assim, ó, pô, daqui pra frente agora vai ser spoiler. Tu para de ouvir se tu quiser ouvir e assistir em casa, se tu não quer, depois também tu ouve, então aí fica o teu critério. Mas sempre isso, né? Metade do EP sem spoilers, primeiro falar um pouquinho aí da produção da série, ou quando for o caso do livro, do filme, enfim. Se a gente gostou ou não, assim, só de acontecer meio aberto, e depois sim, entrar em spoiler, personagem, algo assim. Na vibe do Galinha mesmo, mais curto um pouco, porque é exclusivo, não é aquele epi nosso de duas horas e meia, três horas e tal. Não, bem mais curto. Mas na vibe aí de clube do livro, só que de TV, agora, nesse caso.
SPEAKER_01E é exatamente. É clube do livro com. Digite aqui a mídia. É basicamente isso. Isso aí. Até o momento que virar um clube do livro, de livro mesmo, né? Não chega lá essa possibilidade. Chega lá. Não descartamos ela. Vamos falar de Plúribus, então. Fija a técnica de Plúribus! Criado pelo Vince Gilligan e showroneado, Samuka, por ele também. Então ele é não só o criador, mas bem como o produtor executivo da porra toda. Um manda-chuva. É isso aí. Estrelando Ria Cihorn, Carolina Waidra e Carlos Manuel Weska. Olha só. Primeiro episódio, Samuka. Na verdade, os dois primeiros episódios foram ao ar na Apple TV, é uma série exclusiva da Apple TV, no dia 7 de novembro de 2025. Eita, Lele, é isso aí.
SPEAKER_02É isso, é Apple TV que tá vendo a casa das boas séries de TV atualmente aí.
SPEAKER_01Oxa aí.
SPEAKER_02Atualmente é o streaming que tem as melhores séries de TV. Porque assim, a gente tem tanto streaming hoje pra assistir que tá foda. Tá foda apagar tudo, né? Um grande abraço, um grande abraço aí, Streamyou. Quem conhece, conhece.
SPEAKER_01Quem conhece sabe. Quem é de verdade sabe quem é de mentira.
SPEAKER_02Mas cara, Netflix tem muita série muito ruim atualmente. Muita coisa que. Puta só, que negócio esquisito, né? Tem coisa boa ainda? Tem, mas não é mais aquele padrão de falar assim, ó, pô, isso saiu deve ser bom. Não. A HBO também tá pecando um pouco. Eu que sou o conhecer aí de série de TV, eu posso falar que a HBO já foi muito melhor do que é hoje. Muito melhor. E a Apple TV, cara, tá vindo por fora aí, pegando uma vibe de série de TV que não costuma ter em outros streamings e canais, e por aí vai. A Apple tá investido pesado em fazer muito sci-fi legal. Muito, aham. E muita série esquisita também, assim. Bem autoral, bem estranha, bem doida. E. Cara, tem muita coisa foda, assim. Eu hoje em dia eu só assino o Prime, porque tá no Prime da Amazon mesmo, então já tá incluso ali, foda-se, né? E é Apple TV. Que eu assino mesmo porque eu faço questão de assinar pro DT ali, mais fácil acesso, enfim. E Pluribus é a nova série do Vinci Gil, como tu citou aí, que vai pra esse rolê sci-fi. O principal dela não é a história de sci-fi em si, mas o pano de fundo é um sci-fi.
SPEAKER_01É, e é um sci-fi, assim, bem. Tá mais pro nível hard do sci-fi, né? Que ele é bem centralizado. Lógico que é uma ciência absurda que tá rolando ali, mas ainda assim tem um bom viés científico acontecendo, né? As coisas acontecem por essa razão lá. Então, eu acho que. configura bastante o hard sci-fi, na minha opinião. Não é viagem?
SPEAKER_02Provinte não conhece esse termo aí, né? O que é o hard e o soft sci-fi? Sci-fi é science fiction, né? Então, ficção científica, ou seja, não vai ser ciência pura jamais. Mesmo o hard sci-fi, que é a parte do sci-fi que é mais focada em tentar emular ciência do mundo real, não vai ser só ciência. Sabe? Pô, pega, por exemplo, o Peugeot in Martin, né? O livro barra filme do Dwayne Weir, que é o autor de Rey Mary também, enfim. Peugeotin Martin é um filme barra livro hard pra caralho no Sci-Fi. Sim. Mas ele tem algumas coisas que não são verdade. Logo no começo do filme, da história do livro, enfim, tem uma tempestade de vento em Marte. Marte não tem vento. Não tem atmosfera. Então, assim, né? Não pra ter pressão com vento e coisa. Então, tipo, não tem. E não foi um erro. Ele falou, pô, eu queria fazer uma tempestade pra ter um negócio mais dramático ali. Foda-se, show. É isso. Então, não quer dizer que não vai ter nada fora da casinha. Mas a história em geral é mais focada em algo mais. mais. com o pé no chão na realidade, né? Isso é um hard sci-fi. Então pega aí o Pedido em Marte, Project Hill Mary, o próprio aqui agora, né? O Plúribus.
SPEAKER_03Pluribus.
SPEAKER_02E o Sci-Fi mais soft, mais loucão, vai pro lado, por exemplo, sei lá, The Expense.
SPEAKER_01Isso, isso.
SPEAKER_02Porra, ele tenta. Ele fala um pouquinho ali de como é que é a terra e tal, mas, porra, daí tem umas maluquice do caralho, é bem mais viajado. Tem o Star Wars. Star Wars, então, nem se fala.
SPEAKER_01Star Wars eu não considero ficção científica, pra mim é fantasia.
SPEAKER_02Não, mas é que é o faz ao mesmo tempo, né?
SPEAKER_01É, pra mim é fantástico.
SPEAKER_02É que tá, tipo, é que nem a gente fala no galinho também de videogame, né? Não dá pra fechar em uma caixinha só.
SPEAKER_01Não, não dá, não dá.
SPEAKER_02É sci-fi ou é fantasia o Star Wars? É os dois. É os dois. Space Opera meio que isso, né? É uma novela no espaço com fantasia, com sci-fi tudo misturado. Então é. Cara, é isso, é isso. E o Puribus tá mais, como tu falou, pro lado de Hard Sci-Fi. Ele vai explicar as coisas de modo que ele se baseie na ciência de verdade. Ele fala de DNA, fala de sinal de rádio no espaço, ele fala de modo assim, bem rebuscado ali de frequências e de não sei o que lá e tudo isso. Ele não vai inventar assim, ah, e é porque a partícula não sei qual que não existe, porra, pegou fogo e não sei. Não, não é umas viagens assim. Não é, né? Ah, porque apareceu do nada um mago na Terra e não. Não é, né? Não quer dizer, de novo, repito, que não é viajado. Porque é. Mas é normal, essa é a parte do fiction, do science fiction. E eu gosto dos dois. Tu prefere o quê? Hard ou soft? No science?
SPEAKER_01Cara, eu acho que vai depender da proposta, né? Por exemplo, X Pans eu não consideraria tão soft assim, perto das coisas que são soft, na real. Mais uma vez, as coisas não ficam numa caixinha só, né? Então. Mas eu gosto, algo assim, não tão longe dos. Em live action, tá? Não tão longe do X-Pense. Aí, pra mim, tá um sci-fi maneiro. Não tão longe disso. Pros dois lados, tanto pro lado soft quanto pro lado hard, tá? Sim. Agora, quando a gente tá falando de outras mídias audiovisuais, tipo videogame ou tipo anime, ah, meu irmão, quanto mais soft for, melhor nesse caso. Porra, não. Pô, cara, aí ali, cara, assim, Gandan. Gandam é sci-fi soft, cara. Entendeu? Eu amo o Gandam, sabe? Então, assim.
SPEAKER_03Lógico.
SPEAKER_01É, porra, então não dá, cara. Ah, mas vamos fazer um Gandam live action fazer, poxa, aí eu já fico assim, porra, será mesmo que a gente precisa de um Gandam mais um? É, eu te entendo.
SPEAKER_02Eu sou muito fã de Cold Gears. Pois é, o anime Sci-Fi é excelente. Excelente. Excelente, mas, porra, assim, é porque é anime, porque se fosse live action, seria acho que bem esquisito.
SPEAKER_01Não tem necessidade, sabe? Não tem, não tem, não tem. Não é todo mundo que vai conseguir fazer o que o One Piece fez no Netflix, sabe? Então, assim, eu acho que só o One Piece vai ser capaz de fazer isso por um bom tempo, inclusive. Então, porra, eu acho que eu fico nessa meia característica. Mas o que me chamou mais atenção do Plurribus não foi o aspecto sci-fi, porque vou dar um micro spoiler antes do bloco sem spoilers, um bloco com spoilers, Samuca. Mas o Sy-Fi tá assim, praticamente concentrado no primeiro episódio. A porção sci-fi dessa série. Tem outros momentos ali que tem, o sci-fi, etc. Óbvio, mas parece que o grande lance da série é o humor completamente macabro que o Vince Gilligan fez aí pra essa série.
SPEAKER_02É, o que rola é que a premissa é sci-fi, mas a história não é. Esse é o rolê. O livro tem a ver com vida extraterrestre? Tem a ver. Mas a história é sobre isso? É sobre procurar essa vida no espaço? Não, não é. Não é. A história é sobre a personagem principal, a Carol, e como ela vai se comportar e lidar com a situação gerada pela premissa sci-fi da história. Esse é o rolê. O que acho que um sinal de uma boa história sci-fi quase sempre, sabe? Claro, claro. Por mais que a gente goste, por exemplo, no caso do Star Wars, né? Do rolê do Império e da Rebelião e os planetas, e toda a saga, né? Todo o negócio do Big Picture da parada. A gente gosta do quê? Do Darth Vader, do Luke, do Han Solo, os personagens. Então, como eles reagem às coisas. Eu acho que é isso que separa um bom de um mau sci-fi quase sempre, né? É muito, muito, muito raro um bom sci-fi que não é focado em personagem, e sim no mundo que é criado. Um exemplo clássico disso é Fundação. Fundação é um livro que não tem protagonista principal, assim, com personagem central, porque ele passa durante séculos diferentes, assim, e tem um monte de pulo de tempo e tal. Mas o rolê é a história como um touro daquela galáxia, daquele universo. Mas isso é raro. É muito mais comum a gente gostar e se fixar em personagem porque acho que é mais humano mesmo, né? A gente sempre quer se relacionar com humanos.
SPEAKER_01Sim, com certeza, com certeza. Que é a grande pegada. E assim, se relar com os personagens. Nossa, se relar é ótimo. Se relacionar com os personagens. Não vou nem cortar na edição. Se relacionar com os personagens de Plúribus é muito fácil, justamente porque a premissa somente é sci-fi, não a série toda, né? Cara, com certeza alguém conhece que alguém conhece uma Carolus Turca da vida. Lógico, lógico. Entendeu? E o grande pulo do gato que o Vince faz aqui, você já me falou isso que é muito comum, além de ser o lance de situações cotidianas elevadas à potência ultra mega exagerada, como é o caso dessa série, é a arma de Tchekov, né? Que é esse lance que ele usa muito nas suas séries. Eu, primeira vez que eu tô vendo uma série do Vince, porque eu não assisti Breaking Bad, não assisti Better Call Saul. Já acho que já falei nisso no Galinha, que ele cai na mesma caixinha do Bleach pra mim. Todo mundo falou tanto, tanto, tanto, tanto que eu peguei um ranço das pessoas falando.
SPEAKER_02Porra, isso é um erro complicado. Eu sei que é, eu imagino que seja mesmo. No caso do Blitz, é justificado. Porque eu gosto de Bleach, acho legal, né? Mas não é, porra, top 1 anime da história. Nem perto disso. Não é, não é. E quem fala que é, tá errado e realmente causa um hype absurdo que não é pra existir. Pois é, cara. Mas assim, Breaking Bad é a melhor série de TV da história. Na moral, sim. É, sim, sim. Na moralzinha. Na moralzinha. Tanto que. Recentemente teve um episódio daquela série Spin-Off Game of Thrones. Mais recente aí.
SPEAKER_01O Cavaleiro de Sete Reinos.
SPEAKER_02Isso, isso aí. Que tinha nota, acho que tipo 9.9 no MDB, os reviews de gente assistindo e tal. E tinha só um episódio acima, que era um de Breaking Bad. E aí teve todo o movimento dos fãs de Game of Thrones pra poder, porra, review Bomb e o Breaking Bad, pra diminuir a nota. Que legal, hein? Um negócio muito imbecil, assim. Que bacana, hein? Muito imbecil. Muito babaca, né? Que legal, mano. Tava quem no topo, com a T10 no episódio lá do fim da temporada final. Fucking Breaking Bad, meu amigo. Então, Breaking Bad é uma série que. Eu entendo que pra mim ela foi perfeita, porque ela, primeiro, é de química, o assunto dela é. Segundo, que o protagonista é um vilão, no fim das contas. Então eu gosto de vilões, bem escritos, bem feitos, né? E terceiro, que ela é do Vinci Gilligan, que é um modo de escrever que eu gosto muito, sabe? Que é aquela escrita com calma. Pois é. Não é uma coisa que assim, ó, porra, cada episódio que tu vê o tempo inteiro é loucura acontecer. Não, cara, tem uma cena que é super lenta às vezes, e tu fica assim, cara, que porra é essa? Você é ouvinte aí, Alô, você ouvinte, tá? Que viu o Breaking Bad e que odeia o episódio da mosca, tá? Veja de novo, porque é um baita episódio. Tem um epínio Breaking Bad, não, que é o seguinte, tá? Vou te falar assim, sem dar contexto da história em si, mas eu vou te falar qual é o negócio do episódio. Tá. Tá lá o protagonista da série, né? O Walter White, trampando de um laboratório de química. Certo? Um laboratório que é subterrâneo ali, todo escondido, sei lá o quê. Né? Beleza. Aí, por alguma razão, que na história tu vai ver um dia quando tu assistir essa série, né? Ele tá lá meio que tipo preso lá dentro. Fazendo isso. Não pode sair, né?
SPEAKER_01Okay.
SPEAKER_02E aparece uma mosca lá no laboratório. E tipo, um lab de química industrial desse tipo que faz uma coisa tão precisa quanto é o caso de uma droga, né? Ou de um remédio, enfim, não pode ter nada de fora contaminando aquela porra. Não pode ter mosca entrando lá. Justo. Então a mosca é meio que um sinal de que contaminou aquela merda com alguma coisa. Tem alguma tipo entrada de ar que não foi vedada, sei lá. Certo. O episódio inteiro é o Walter White caçando a porra da mosca.
SPEAKER_01Gilligan at it's best, my friend.
SPEAKER_02E aí assim, tem uma galera que xinga esse episódio falando que ele é chato. Mas é que a moral dele é tu entrar na cabeça do Walter White com aquela obsessão que ele tem por perfeição, sabe? E que ele fica o tempo inteiro atrás daquela porra daquela mosca e esquece do resto do mundo. E cara, é óbvio que vai ser chato, tu tá caçando uma mosca. Porra, caçar a mosca é um trabalho de fudido. Que merda, caçar uma porra de uma mosca. Mas é feito pra isso. Então, tu entende muito do personagem com aquele episódio específico que é um episódio, realmente, se tu vê valor de face. Chato pra caralho, né? Certo. Mas que faz um puta sentido na história como um todo, né? E o Giling é muito isso. Então aqui no Púribus não chega a esse ponto ainda, pelo menos. Mas tem cenas que são super lentas e que tu fica assim, que porra de que tá rolando aqui? Eu não entendi. Aí ninguém fala nada, aí tem alguém andando pra alguma coisa, e, sei lá, bebendo uma caixinha de leite, e tu fica, tá, e daí? E passa um tempão e tu não entende, e quando tu entende, tu. Ah, era por isso. Então, esse ritmo lento de propósito do Gillian, eu gosto muito.
SPEAKER_01Isso eu não chamaria, assim, eu entendo que as pessoas chamem isso de lento, mas eu vou fazer aqui um. Um joguete de palavras, Samuca. Ele não é lento, é as outras séries que são rápidas demais, na minha opinião. Pode ser. Pode ser, entendeu? Eu acho que o ponto de visão aqui é um pouquinho diferente. Porque, assim, explicando pro Vinci o que é a Arma de Chekhov. A arma de Chekhov é um recurso literário que as pessoas usam, né? Pra falar que nada na cena, no teatro, na TV, no filme, está sendo mostrado por acaso. Aquilo vai ter um uso narrativo e de importância pra série barra TV, barra filme, barra teatro.
SPEAKER_02É, tu não perde tempo, nem espaço de palco, nem nada com uma coisa que é inútil. Exato. Chama assim por quê? Porque imagina uma cena num teatro, tem uma mesa com uma arma em cima. Se a arma não for usada na peça, pra que tava lá aquela porra daquela arma?
SPEAKER_03Exato.
SPEAKER_02Então, esse é o conceito, é que tipo, se tem uma arma ali, ela vai ser usada. E isso é usado em tudo quanto é história, livro, filme, TV, videogame, inclusive, né? De modos que podem ser pra te dar um foreshadowing de algo acontecer em seguida, de repente. Né? Ou pra de repente também te enganar, talvez. E tu ficar assim, que porra daquela arma que tá ali naquela mesa ali? Por que essa arma dessa? Pois é, pra que ela serve? E quando isso é bem usado, e é o caso do Gilligan, cara, é muito legal. Porque tu fica se questionando assim, pô, por que isso aí funciona, né? Por que ela a Carol falou de embriões? No começo da porra da série.
SPEAKER_01Nossa, por que tá?
SPEAKER_02Tem toda uma porra de um diálogo de uma cena inteira dela falando de embriões. Que merda é essa?
SPEAKER_01E é legal, cara, é muito foda isso, é bem legal, é bem legal. E o mais legal é porque essa parada é meio retroativa, né? Porque quando você percebe que aquilo foi usado na série mais pra frente, tu quer voltar pra entender melhor o contexto da primeira aparição daquela coisa. Sim. Sim. O exemplo sensacional aí pra mim aqui nessa série é o episódio do Hotel de Gelo, por exemplo. Que começa com o Hotel de Gelo, o que está acontecendo, por que isso? E aí, embrião, embrião, embrião, óvulo, óvulo, óvulo, óvulo, e pá, acaba num ponto muito alto, e você fala assim, porra, que foda.
SPEAKER_02E isso depois na série, no final já, depois de vários episódios, é uma série que recompensa muito tu ter atenção. Muitíssimo, muitíssimo. Cara, assim, ó, Breaking Bad, Badger Call Saul e Plurribus são séries pra tu não assistir vendo o celular junto, sabe? Sim. Ou não assistir conversando com alguém, é pra tu assistir aquela porra. Ficar parado vendo a televisão. E assim, a gente também gosta de, sei lá, jogar joguinho que a gente fica jogando enquanto houve podcast, por exemplo. É legal também, né? Mas tem jogos que são assim e outros que são pra tu jogar fixado naquilo, né? Eu não vou jogar, sei lá, balátoro só olhando pra tela. Meu Deus, eu vou jogar balátulo agora, eu tenho tudo em silêncio, vou fechar aqui minha casa inteira, está tudo aqui no escuro, botar um fundo de ouvido. Não é assim, balátulo, pô, joguinho de carta. Foda-se.
SPEAKER_01Tranquilo, foda-se.
SPEAKER_02Agora, pô, vou jogar ali um RPG mais pesado um pouco, sei lá. Aí eu quero que aquilo lá fique a minha única atenção naquele momento. E Púribus é isso. Puribus não é uma série pra tu ficar vendo de canto de olho, enquanto tu cozinha, sei lá, né? Ela é realmente pra tu assistir com atenção, porque ela recompensa isso muito bem, isso é muito foda.
SPEAKER_01Pra mim, a melhor característica do show, assim, até agora, sabe, dessa série, é justamente a forma como ela vai se amarrando, e nos últimos episódios você vê essa amarração dando nó final, arrematando isso, sabe? É uma costura muito bem feita, cara. Muito bem feita. E assim, lógico que a escrita não se sustenta sozinha, porque a gente tem aí atores fenomenais nessa série, Samuca. Primeira vez que eu vejo essa atriz aí, a Ria Seahorn, eu não lembro dela em outra série.
SPEAKER_02Ela fez Madher Call Sol.
SPEAKER_01Ah, ok. Trabalhou bastante coisa.
SPEAKER_02Ela, cara, sim, eu acho que ela não ganhou nenhum prêmio, se ela por nenhum M, ela ganhou nada assim de En Globo de Ouro também, porra nenhuma nessa. Em toda a. toda a série Metter Call Saul, ela não ganhou nada. O que é um absurdo. Deixa eu ver se ela ganhou alguma coisa aqui. Deixa eu confirmar essa informação aqui, peraí. Mas eu acho que ela não ganhou de fato nada nessa porra por Better Call Saul. É, só, tipo assim, uns prêmios mais assim. mais secundários, sabe? Sim, sim. Mas não ganhou nenhum M, nenhum. Nada de prêmio grande, assim. E é um pecado, porque ela fez um papel tão bom em Better Call Saul, tão bom, tão foda, e todo mundo gostou, inclusive, Vince Gilligan, né? E quando ele terminou essa série e foi fazer a próxima, ele falou assim, cara. Sempre queria negociar com algum canal, algum streaming, enfim, ele falava assim, eu só tenho uma coisa que tem que ter, é a Ria C. Horn. É uma série que eu vou dirigir e ela vai ser a protagonista. Fora isso, depois eu penso no roteiro, depois eu penso no que vai ser o tema, sei lá, né? Mas eu quero fazer uma série com ela na frente, porque ela é foda. E ela é foda. Ela é foda.
SPEAKER_01Muito, ela é muito, cara, o papel dela aqui, a forma como ela entrega todas as mudanças que a Carol vai passando ao longo dos dois meses. Dois meses, né? Se não tô enganado, essa série, se passa em dois meses. Por aí, por aí, aham. Esses dois meses da série acontecendo, é maravilhoso, cara. É muito bom, boa. Ela é muito boa, cara. Ela e outra. Aquele. O que faz o Manussos, o Carlos Manuel Vesga, meu irmão, esse cara. Puta que pariu, Samuel é Reuras. É. Este maluco, ele atua e atua, tá? Tranquilo.
SPEAKER_02Pô, e eu gosto que é uma série que tem pouca gente, né? Assim, claro que tem mais gente secundária, terciária, mas tipo, o núcleo da série, da história, é basicamente três pessoas.
SPEAKER_01Três pessoas, exatamente. A Carol, a Zosha e o Carlos. Basicamente isso.
SPEAKER_02Isso aí. E, cara, os três são muito bons. Finalmente, agora The Arius Horn foi reconhecida com prêmios aí, ganhou um monte de coisa pelo Púribus agora, que bom, né? Merecido, merecido. Mecido demais. Merecido. E. E, cara, assim como Breaking Bad é muito bom, porque o Walter White, do. Como é que chama o ator? Do Brian Cranston. É um papel foda porque o Brian Cranston é um ator do caralho? Absurdo, né? E assim como também é bom o Better Call Saul porque o Pablo Dan Kirk também é um puta de um ator foda, fazendo lá o Sol Goodman, aqui também, cara, a série poderia ser uma bosta se não fosse uma boa atriz na frente. É, cara. Por mais que tenha um roteiro bom por trás, um bom conceito, uma boa premissa e tal, cara, se o ator principal que tá em tela o tempo inteiro for uma bosta, não entregar um papel ali, uma atuação boa, acabou. Acabou. E aqui ela carrega nas costas a série tranquilamente, é muito bom que ela faz.
SPEAKER_01E assim, não é nem carregar só pela qualidade dela, né? Carregar porque ela é quase uma protagonista sozinha nessa série. Sim. Entende? A câmera tá praticamente o tempo todo nela. Em um episódio ou outro, que nós vemos essa, uma pequena mudança nisso daí, com razão, né? Porque aí o foco vai ser, por exemplo, lá no Manusos, ou o foco vai ser na situação toda dos outros, né? Que é a espécie alienígena que tá no planeta. Então, assim, cara, ela carrega tranquilamente essa série nas costas, tá? Muito tranquilo, muito tranquilo. Ela consegue me passar muita verdade no que ela fala. Eu acho que ela é uma boa atriz por causa disso. Sim. Ela conseguiria me convencer numa boa que isso tá acontecendo. Mesmo se isso não estivesse acontecendo. E ela conseguiu me convencer que o papel da Carol ali seria mais ou menos como a própria Rhea reagiria nessa situação. Ela tava muito dentro do papel. Muito foda, muito foda.
SPEAKER_02É, e tipo, eu não só tô pra saber como é que funciona isso, mas assim, tudo que eu ouço falar de making of e de atores em geral é que eles sempre atuam reagindo ao que o outro fez.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_02Então, pô, tu tá assim, atento ao teu ator que tá ali junto contigo na cena pra tu fazer algo que ele fez ali pra reagir, pra responder, enfim. Então, como tu falou, cara, tá sempre ela sozinha na série. É muito comum uma cena bem longa que é só ela, né? No telefone, ou se filmando na câmera, ou, sei lá, enfim, né? E, cara, atuar sozinha e ficar tão bom assim é maravilhoso. Maravilhoso. Aquela cena dela em casa com a câmera, se filmando. Bicho, aquilo lá é. Porra, é genial.
SPEAKER_01Pô, ela conversando com a TV, mano.
SPEAKER_02É genial, cara. Ela mudando, assim, tipo, de comportamento e. Cara, é foda, é foda. Eu não sou, tipo, assim, eu não tenho como falar muito aqui de modo mais técnico do que ela faz, quando eu não manjo de cinema, de TV, de atuação, enfim, mas. Eu sei que é como tu falou, cara, é muito bom, assim, e a gente. A gente percebe muito. Acho que é muito natural perceber quando alguém tá lendo um texto e tá atuando e quando alguém tá realmente representando um papel de um modo bem feito ali, né? E tem séries que eu vejo pessoas ali atuando e que eu penso, pô, essa pessoa é um ator lendo um texto. E assim, tipo, é óbvio que eu sei, né, que a Carol não existe e existe a Ruiz e Horn lendo um texto. Decorando um texto pra ler. É óbvio que eu sei disso. Mas ela me engana, e é isso que eu quero. Eu quero ser enganado. Funcionou. É muito foda.
SPEAKER_01E é uma série que é. Como eu te falei, eu acho que o humor macabro que ela tem, né? É muito sob medida. Porra, você vê a Carol achando as coisas curiosas. Pô, vamos falar aqui brevemente de um personagem secundário, porque ele merece essa atenção aqui. Dá um abraço pro Kumba de Abatê, tá? Esse Mauritânio que acabou o mundo, ele falou assim: Pô, então quer dizer que vocês me dão tudo que eu quiser? Ah, então me dá o Air Force One aí do presidente dos Estados Unidos, pô. O mundo acabou, 13 pessoas não se juntaram a essa Rive Mind que é. Eu faço, não, eu vou querer isso aí. Ah, eu vou querer um carro, um super carro esportivo pra cada dia da semana. E tem as vagas direitinha lá, carro de domingo, de segunda, de terça, de quarta. Cara, é isso, sabe? Esse humor imbecil, esse humor do tipo, mesmo na situação merda, o cara tá fazendo piada. Isso é sensacional, bicho. É muito bom, cara. Muito bom, muito bom.
SPEAKER_02É o rolê de não botar numa caixinha, né? Porra, uma história de verdade não é só drama ou só comédia, ou só, sei lá o quê, né? Eu sei que não é muito fã de Friends, e muitos não são na audiência, né? Não sou, não sou. Mas uma coisa que eu acho que Friends faz muito bem é que, assim, é de comédia a série, mas tem momentos e episódios que são momentos de drama na série. Sabe? Não são muitos, não é toda hora, mas tem momentos que são pra tu não ficar rindo que nem imbecil, saca? E, cara, faz sentido. Ah, a série é uma sitcom, beleza, mas se são pessoas que estão ali, se é pra tu acreditar que existe a Rachel, o Joe e o Ross, sei lá o quê? Pô, eles vão estar todo dia, o tempo inteiro rindo? Não vão. Não vão, né? Sim. Então tem momentos que tu vai ficar triste, emocionado. E é isso que divide uma série, acho que. crível e não crível, né? Tu tem uma série que é de drama aqui no Plúribus. Que é um thriller barra sci-fi barra drama, enfim. Mas, pô, momentos de palhaçada. Lógico. Momentos de besteira. E momentos que são realistas. Não é uma piadinha pra quebrar o clima, não é Marvel aqui, sabe? Sim. Não é tipo alguém vai lá e olha pra câmera e fala, ah, kkká, piadinha aqui. Não. É porque rola uma situação engraçada. Né? Tu tá ali numa cena tensa, num assunto horroroso, e do nada vem o John Cena. E tu fica assim, caralho, o que tá acontecendo? Que porra é essa? E tu começa a rir, hein? Porque aí não tem como não rir daquela merda, né? Aham. Então é isso, cara, é isso. É uma série que é muito bem escrita porque ela não se fecha uma caixinha só, né? Ela é sci-fi? Sim. Ela é um suspense? Sim, ela é um drama, sim. Ela é engraçada também. E é isso. É isso, né? E aí eu te pergunto, Leão, tu esperava que ela fosse, primeiro, tão boa assim, e segundo, tão variada assim?
SPEAKER_01Não, cara, eu não esperava. A tão boa eu talvez esperasse um pouco, porque acabou que a Apple TV tá falando. tá precedendo demais as suas séries, né? Então, assim, se é na Apple TV, as chances de ser melhor estão cada vez aumentando mais, né?
SPEAKER_02Um grande abraço, Severance.
SPEAKER_01Porra, Severance, eu fiquei muito feliz que o meu querido Brandon Sanderson fechou com eles, né? Exatamente. Citando isso, inclusive. Que assim, porra, se eu for por qualidade, é Apple TV, não tem como. E aí eles são os únicos que estão me deixando mexer do jeito que eu quero, e pibipi, boa.
SPEAKER_02E esse é o ponto que eu acho massa. A Apple costuma fazer esses contratos com esse pessoal assim que tem um pouco mais de nome já, dando liberdade. Basicamente, o contrato aqui, resumidamente falando, da Apple TV com o Gilligan pra fazer Plúribus, foi um check em branco e faz o que tu quiser, irmão, boa sorte, é nóis. Basicamente foi isso.
SPEAKER_01Sim, maravilhoso, maravilhoso.
SPEAKER_02E ele inventou o que ele queria, de premissa, de chamar ator, atriz, enfim, né? Óbvio que não é exatamente isso, ouvinte. Eu sei que óbvio que tem lá executivo em volta pra fazer alguma coisa, mas tipo, ele ficou bem livre pra fazer isso aí, né? E que bom, que bom, né? Porque o Vince Gilligan, ele é um. Ele é muito autoral no que ele faz. Tu bate o olho, tu vê uma cena, tu ouve um diálogo, sei lá, e tu sabe que é dele aquilo, saca? Se tu assistir Breaking Bad, Leon, em seguida, depois de Púribus aí, tu vai reconhecer muita coisa de estilo dele, porque é muito óbvio, saca? E. E, cara, quando um canal, ou um streaming, ou um estúdio de cinema, sei lá, pega um pessoal desse, que é bem autoral, assim, e amassa isso e quebra isso, é sem graça. Não tem como. Sim, com certeza. Não dá. Imagina pegar o. Aqui, o Vinci Gilgan e fazer ele fazer uma coisa que não é o estilo dele. Vai ficar bom? Não sei, acho que não.
SPEAKER_01Provavelmente não.
SPEAKER_02E assim, e o pessoal que segue ele vai gostar do resultado final? Ou vai esperar aquilo que ele faz sempre? Aquele estilo dele de escrever e de fazer as cenas. Então eu acho que é bom que eles deixam isso na mão do autor. E ficou bem claro, assim, pra mim, que eu assisti daí as três séries dele, né? Que é muito o que ele queria fazer. Saca? Se teve influência de fora, foi pouca coisa. Tanto que o Vince Gilligan mais uma vez filmou em Albuquerque, New Mexico. Mais uma série. Inclusive com o prefeito da cidade lá participando, com o Camillo, a partir do especial. Maneiro, maneiro, maneiro. E é isso, porque ele queria fazer e fez lá, e porra, ficou maravilhoso.
SPEAKER_01Pois, o. Acho que o que mais me pegou foi justamente ela aparentar uma coisa e terminar como outra. Eu acho que foi isso que me pegou muito mais nessa série, sabe? A forma como o Vince Gelligan ele coloca, dispõe os personagens ali. E já no primeiro episódio ele fala pra você assim, ó, não espere nada igual do próximo episódio. E aí você assiste o episódio 2 e fala assim, cara, não tem nada a ver com. Aí você assiste três, caralho, tem nada a ver com o e com dois. Assim, é uma construção standalone praticamente por episódio que é foda, né? É como se cada episódio fosse contido em si mesmo e colaborando pra um plot maior no final das contas, né? Então eu não esperava mesmo que eu ia gostar tanto e nem que me pegasse tanto nessa série. Isso me surpreendeu muito. A mim mesmo, inclusive, porque até então eu era uma pessoa que olharia pra isso e falar assim: é talvez não assista. Vamos para spoilers. Atenção, ouvintes! Ouvintaiada, agora é spoilers: contagem regressiva em três, em dois, em um. Samuel Reuras, eu quero uma bomba atômica.
SPEAKER_02É isso, tu e a Carol só, vocês dois.
SPEAKER_01Cara, cara, assim, é muito curioso como essa série trabalha essa coisa dos outros, né? Ouvinte, você que ficou aqui pegando spoilers, a gente vai contar pra você, tá? O que tá rolando, a premissa básica é basicamente uma vida alienígena que veio à Terra através de sinais de rádio. De uma certa forma, não veio através dos sinais de rádio propriamente dito, mas enfim, né? E essa é a sua. Fez contato com a gente, mais uma vez. É, fez contato com a gente, e nesse contato tinha instruções de como fazê-los aparecer no mundo, né? Como criá-los. E aí eles são criados ali, e acontece que as pessoas vão sendo convertidas como se fosse um vírus, certo? Como se fosse um vírus, e as pessoas que são, entre aspas, infectadas com esse vírus se juntam à grande colônia mental que é os outros aqui.
SPEAKER_02Isso é, vem um sinal de rádio bizarro pra terra, esse sinal de rádio é decodificado, né? Em um DNA que o pessoal faz laboratório, cria ali, e esse DNA, na verdade, é de uma parada que, de algum modo, daí vem o sci-fi da história, né? De que modo isso funciona? Foda-se, não interessa, né? Conecta, tipo, uma antena da cabeça da pessoa com a Hive Mind lá no espaço, no planeta dos caras lá no Plague Pariu. Então é meio que isso, né? Os ETs não vieram a Terra de fato, fisicamente, mas ligaram a Terra à sua Hive Mind. Isso ocorre no episódio 1, bem no começo, e a premissa é essa: que toda a Terra agora é uma mente só. Todo mundo sabe do que o outro sabia antes, memórias foram todas juntadas, sentimentos, vontades, enfim. Todo mundo conectado. Menos, por alguma razão, aí, um pai de pessoas, 13 pessoas, se eu não me engano.
SPEAKER_0113 pessoas contando a Carol.
SPEAKER_02Que são imunes a esse rolê. Então, governos do mundo, exércitos, pensadores, sábios, pessoas comuns aí, todo mundo, eu e você, ouvinte. Todo mundo tá junto, é uma cabeça só, um cérebro só. Todo mundo aí é umas formiguinhas trabalhando pra uma mente única. E o rolê é que eles falam, né? Essas pessoas que estão nessa mente única falam, que é maravilhoso isso. Que é incrível.
SPEAKER_01Uma conversação maravilhosa, né?
SPEAKER_02Que é muito feliz, alegria, porque, porra, acabou o mistério de tentar desconfiar do outro, e é muito bom, é muito feliz, é muito alegre, é muito satisfatório. Puxa, que bom, Carol, que a gente tá junto, venha você também se juntar a nós aí. E eu achei muito massa que a série começou com o slogan, o conceito inicial, quando você sair trailer e anúncio e tudo isso aí, de que seria uma série de alguém triste salvando o mundo da felicidade. Isso, basicamente é isso. O mundo tá tudo feliz e a Carol quer salvar o mundo desse estado de alegria que o mundo tá. Pra todo mundo ficar na merda junto de novo. Porque é isso que os outros falam: que tá todo mundo na merda, né? Na Terra aí, eles vieram pra todo mundo ficar feliz.
SPEAKER_01Alegria, uhul. Tem um lance também nessa muca de ser a forma como os outros se comportam no planeta depois, né? Porque já que esses três, por algum motivo, eles não podem ser assimilados, então eles recebem essas pessoas de tudo do bom e do melhor. Então, se a pessoa faz um pedido do tipo, ah, eu gostaria de que, pô, sei lá, eu comesse um café da manhã continental na minha casa. Ia se dar um jeito, a Hivemind toda ia trabalhar pra isso. E de fato isso acontece durante a série toda, né? No entanto, dos 13 dos três sobreviventes, parece que o único, os dois únicos que não estão satisfeitos com a situação do jeito que tá, é a Carol, um deles. E o outro que a gente vai ver mais pra frente na série, que é o Manusos, que é o Paraguaio, que inclusive tem um dos melhores episódios desta série. Maravilhoso. Porra, o episódio focado nele é sensacional. Sensacional, muito foda, muito foda. Mas assim, esse lance dos ETs fazerem de tudo o que a gente pede. É assim, eu pensei nisso como algumas críticas diferentes. E depende do episódio, no final das contas, né?
SPEAKER_02É, porque daí, tipo, o rolê na série, pra ouvir a gente não assistiu de repente aí, é que os ETs cumprem o que as pessoas imunes pedem, né? Eles falam assim, ó, vocês estão aí na merda aí, sem poder se juntar à nossa Hive Mind, beleza, né? Então, assim, ó, precisa de alguma coisa aí de ajuda, precisa de alguma entrega em casa de comida, precisa do que tu quiser, a gente tá aqui pra servir vocês, a gente tá aqui pra ajudar vocês no que for necessário, né? Isso, isso, isso. Então, pô. Ah, tem luz dentro da tua casa aí, pô, não tem luz, ah, eu vou arrumar que pra ti aqui, então. Ah, vou tirar teu lixo, né? Pra tornar a vida da pessoa confortável. Porque assim, a sociedade como a gente conhece acabou nesse ponto. Isso, isso. Né? Já era. Então, as pessoas ali estão vivendo num mundo que não existe ninguém. Ficou tipo a Caron nos Estados Unidos, aí tem o Manus, né, lá no Puto que pariu, aí tem alguém na Índia, alguém não sei aonde, alguém não sei aonde, então, no fim das contas, tá todo mundo sozinho no seu lugar do mundo, e aí tem que ter ajuda das pessoas ali, dos outros, pra fazer alguma coisa, né? Então, pô, tô com fome aqui. Pô, desejaria, por acaso, de repente, aí, um jantar feito pelo chefe mais famoso da Terra, porque o chefe tá agora parte da Hive Mind.
SPEAKER_03Sim.
SPEAKER_02E daí tem uma hora até que a Carol vai jantar no restaurante que ela conhecia há muito tempo, e daí ela janta lá a comida que ela lembrava daquele encontro que ela teve com a esposa e não sei o que lá, e tal. Então, aparentemente, os outros são esse serviço de concierge eterno aí, maravilhoso, pras pessoas que estão ali, né? Exato. E mais do que isso, a série bota isso no começo já da história, né? Eles não podem mentir, aparentemente. Eles jamais mentem. Então, se tu falar assim, pô, tu consegue fazer talco a mim? Pô, consigo, pô, não consigo, pô, não sei o quê, eles não querem deixar tu triste, eles nunca querem entristecer as pessoas que não estão ligadas à Hive Mind. Então, tu ter regras bem fixas pros outros, acho que é bem legal. E cria situações legais. Acho que, tipo, esse que é o rolê bom desse tipo de história. Seja de sci-fi, fantasia, enfim. É tu criar um mundo com regras e começar a quebrar aqui ali. Porque isso fica divertido, isso que é legal.
SPEAKER_01E regras que sejam simples, né? Não precisa ser regra complexa, não.
SPEAKER_02Não é isso, tipo, eles não querem mentir, não podem mentir, aparentemente, tipo, eles são incapazes de mentir na sua biologia, né? Eles não querem deixar a pessoa triste, ninguém triste, e eles vão fazer o que for necessário aí pra isso acontecer. Todo mundo fica feliz e alegre da vida aí. Então é isso. E a Carol fica, né, tentando ali entisicar os malucos ali pra ver se eles descumprem algo ou não. É bem da hora.
SPEAKER_01E assim, o. Eu acho que esse lance da regra leva a uma das coisas mais inesperadas da série, que é aquele episódio da granada, né, cara? Eu acho que. Facilmente o episódio, o meu episódio favorito da série, que é basicamente a Carol meio que se dando por vencido ali, porque ela resiste muito a essa ideia do mundo ser assim e precisamos mudar e não sei o quê. Então ela começa a catar um pouco de inteligência sobre os outros, né? Então vai lá e começa a falar, não sei o que, não sei o que, começa a conversar. Aí a Zosha, que é um dos outros, parece que a Carol tem mais afinidade com ela, né? Por causa dos livros que a Carol escrevia antes de tudo acontecer, né? Que ela é uma piratina. Ela era uma escritora, né? Isso, ela era um escritor de romantasia, né? E aí a Zosha parece muito, muito com uma das personagens do livro dela, né? E aí, eles estão conversando ali, né? Elas estão conversando e tudo mais. E ela fala assim, pô, tudo que eu pedi mesmo? É, o traz uma granada pra mim. E ela traz a granada pra Carol, né? Só que a Carol acha que é uma granada de mentira, mano. E aí, na hora que ela vai e pega a granada, a Zosha fica doida e não sei o que, se explode, se machuca, vai pro hospital. E aí a Carol conversando depois com o. Que seria o representante deles ali, né? Fala assim, pô, se a gente pedisse uma bomba atômica semidava, ele dava. Fazer o quê?
unknownNé?
SPEAKER_02Cara, é muito bom, porque. Sim. A Carol, tipo, ela acha que eles estão mentindo pra ela primeiro. Sim, sim. Estão enganando, sei lá. Ah, essa granada aqui é uma granada falsa, granada que não vai explodir, cack. Até parece, né? E daí ela explode. E a Carol, quando falou, fica falando com o cara. Pô, mas tu vai dar uma bomba então? Ah, voa. Ah, um míssil tu me daria? Ah, vou? Né? E tu vê a pessoa falando com ela ali, o representante da Hive Mind falando com ela. É fisicamente mal, sabe? Tentando falar não, mas não conseguindo, assim. Bom, a bomba atômica tu me daria também? Porra, mas tu quer isso mesmo, Carol? Carol, tu me daria? Tu tem certeza que tu quer, pô, se tu quiser outra coisa, eu te dou outra coisa e tal, mas no fim ele fala que ele vai dar.
SPEAKER_01É possível, é exatamente.
SPEAKER_02É muito boa essa construção de personagem dos outros como um todo. E, cara, esse contraste da Carol com os outros é muito legal também, porque a Carol era uma escritora frustradíssima com a vida dela que ela tinha. Ela queria ser uma escritora foda, importante, culturalmente, né, sei lá, ali relevante no mundo, e ela acaba caindo em escrever romancy, livrinhos de fantasia barra romance sem putaria, praticamente, depende do nível que for a história. Porque dá dinheiro e é isso aí que a editora quer. E ela fala, pô, eu queria escrever uma coisa aqui mais relevante, mais legal aqui, a editora, não, pô, nada a ver isso aí. Escreve o teu negócio aí porque tu tem teus fãs que querem ler mais a tua história e tal. E ela é tão frustrada que tu citou aí a Zosha, que é a pessoa do mundo, o indivíduo do mundo que a Hive Mind escolhe pra interagir com a Carol, né? Por quê? Porque a Carol escreve um personagem no livro dela, que é um personagem homem, embora ela seja homossexual, seja gay, né? Só que, tipo, ela escreve o cara homem porque seria mais vendível, né? E. Já que o público-alvo dos livros aqui são mulheres, então a editora fala pra Carol, cara, faz um personagem homem aí, né? Então ela faz, beleza, mas ela faz o personagem do modo mais igual ao que seria o ideal pra ela possível.
SPEAKER_03Uham. Aham.
SPEAKER_02E aí, o que a Hive Mind faz? Hive Mind escolhe a pessoa parecida, pra falar assim, bom, a gente quer convencer a Carol a ficar de boa com nós. Vamos fazer o quê? Cara, importa essa pessoa lá da puta que pariu? Pra ela falar com a Carol ali. Pra ela ser a nossa interface com a Carol, basicamente. Isso, isso mesmo, isso mesmo. Ou seja, ah, não pode mentir. Ah, alegria, uhul, todo mundo dançando cirandinha, todo mundo feliz da vida e tal. Mas estão manipulando ela de um modo absurdo. Pra caralho. É.
SPEAKER_01E é bem legal as situações que isso vão gerando pros outros sobreviventes, né? Porque ela acha que tá descobrindo assim, nossa! Ela tem um momento em que ela descobre, isso é muito bom, que ela descobre que os outros se alimentam de gente morta.
SPEAKER_02Isso.
SPEAKER_01Porque eles não podem matar nada. E isso inclui vida vegetal, ou seja, se eles arrancarem o fruto de uma árvore, não pode. Tem que esperar o fruto daí. Dizem eles, né? Sei lá. E aí ela tá nesse negócio que a gente não sei o que, não sei o que, eles precisam se alimentar, a gente não sabe como. Ela descobre que eles usam corpos pra fazer uma espécie de bebida proteica que parece muito com leite, né? Que inclusive toda hora é mostrado, eles tomando caixinha de leite, caixinho de leite, caixinha de leite tomando. Aí ela vai enfrentar, vai fazer um confronto lá com o Diabatê, né? E aí, você sabia? Que eles não sei o que, não sei o que lá. Aí ele, sabia, pô. No primeiro momento, a primeira coisa que eu perguntei é: vocês comem gente? O papo foi caralho! Como assim, mano? E porra, logo depois disso tem um momento especial dessa série que me pegou muito essa moca. Assim, de verdade, cara, que é o John Cena explicando. Cara, é muito maravilhoso, cara.
SPEAKER_02Porque assim, quando começou a ser, cara, vai ter algum camion de alguém muito aleatório que faz parte da Hive Magnet agora e vai aparecer fazer uma coisa idiota na série. Eu pensei que vai ter. Vai ter alguém.
SPEAKER_01Vai ter alguém. E teve e foi maravilhoso. Cara, o John Cena explicando como que eles se alimentam, né? É como se fosse um vídeo institucional, cara. Isso. Porra, muito bom. E aí o dia batendo e fala assim, não. John Cena é meu amigo, ele tava me ensinando a dar um fala um golpe de wrestling lá, eu falei, vai tomar no cu esses caras, velho. Pode ser. Cara, é muito bom. É muito bom. Muito foda, é muito foda.
SPEAKER_02E o rolê, tipo é que, assim, tanto a Carol quanto os outros, né? Eles são muito hipócritas, os dois. Todos eles, todos eles. E é isso que é legal de perceber, né? Porque tu falou e tu citou que eles não matam nada, né? Isso. Eles falam assim: bom, a gente não pode machucar qualquer vida. Não pode matar um inseto, a gente não quer, né? Uma pessoa, então, nem pensar, imagina, a gente nem tira uma maçã da árvore. Mas, cara. Tirar maçã de árvore não é matar a árvore. Inclusive ao contrário, você tá fazendo a interação dela. Pois é, a árvore não morre e a maçã não é vida, a maçã é feita pra cair no chão e semear depois de novo. Sim. Então, assim, tu vê que é a manipulação muito gigante, que eles estão, tipo, mentindo de fato ali.
SPEAKER_03Sim.
SPEAKER_02Sabe? E, cara, é isso que torna a série legal, porque, embora tu tenha regras que aparentemente são bem duras em como eles se comportam, tu fica o tempo inteiro assim. Pô, será que eles são assim mesmo? Será que eles não são? Será que eles eram e estão aprendendo a mentir com a Carol? O que tá acontecendo aqui? E daí com os humanos é tipo isso, eles falam assim, pô. Morreu uns humanos aí. Vamos enterrar os humanos? Vamos gastar essa energia, né? Seria melhor matar uma vida do que pegar um corpo de humano morto e comer? Tu acha? Será? Acho que não, eles falam. A gente processa aqui os corpos dos humanos mortos e come isso, bebe isso com sosilite. E aí, o que tem de ruim nisso, de fato? Não, mas isso é antiético, isso não sei o que lá. A discussão é muito essa, né? E cara, a discussão é tanto essa que durante a série... Ela passa semanalmente, né, pro TV, né? Sim. E eu acompanhava discussões no Reddit dessa série e tudo isso aí, né? E uma galera no começo da série, episódio 3, 4, 5, ali, uma galera tava do lado dos outros. De verdade, assim. Falando. Falando, pô, mas o mundo tá em paz aí. Porra, chegaram e acabou as guerras. Todo mundo tá de boa, né? E realmente, pô, comeu humanos ali depois que morreram, não é? É o fim do mundo também. Mas daí, cara, porra. É paz isso que o mundo tá tendo, de fato? É. Não é, né? Acabou a humanidade, cara.
SPEAKER_01Pois é, cara.
SPEAKER_02A humanidade tá em paz, não tá, porque ela não existe mais? Então é essa discussão que a série também traz pra gente. E aí é que eu acho, cara, que a série vai pra um lado que eu gosto muito. Que não sei se foi leitura minha, né? Ou se foi algo realmente de propósito, do caminho que o Vinci Gilmen queria fazer pra história e tal. Mas eu vi uma crítica à yas negativa nessa série. A Chat GPT, a Sora, enfim, tudo isso aí.
SPEAKER_01É, é uma forma de ver, com certeza.
SPEAKER_02Porque assim, o que é a Hive Mind dos outros na série, né? É um conjunto de tudo que todo mundo sabe no mundo inteiro. E que junta tudo isso de modo muito matemático pra cuspir uma informação, alguma coisa que é necessária. E é isso.
SPEAKER_01É uma parada muito homogênea, na real, né?
SPEAKER_02Muito homogênea. E aí, por consequência, acabou arte no mundo. Acabou literatura, né? Eles falam pra Carol, pô, Carol, tu é a última escritora viva, sabe? A gente tá aqui esperando, assim, com muita vontade, com muita ansiedade, o teu próximo livro, Carol. Porque vai ser uma coisa que a gente nunca leu antes. A gente já leu tudo que existe na Terra, entre nós todos aqui, todo mundo junto, né? Nada que a gente vai ver, assistir, ler, né? Ter qualquer experiência que vai ser novo, então a gente quer muito um livro novo teu, Carol. E, cara, um ser humano sozinho é capaz de fazer isso. Mas na Hive Mind não.
SPEAKER_01Pois é, eu entendi. Depois que você me explicou, porque a gente conversou isso em off, ouvintes, né? Óbvio. Mas eu primeiro fui numa crítica do. do. da homogeneização geral da humanidade, que todo mundo tem que se sentir bem o tempo todo, positividade tóxica no jogo. Sim, também, também. Eu fui muito pra esse lado. Sim. Porque a forma como eles falam é muito aquele tipo de abordagem não agressiva. Sim, Carol, nós entendemos que você sente. Você tá muito triste com isso e nós sentimos muito. Mas, por exemplo, né? É uma forma super não combativa, não agressiva de conversar. E isso chega num ponto que fica insustentável, sabe? Cara, a Carol fala assim, irmão, briga comigo, pelo amor de Deus. Porra, eu tô pedindo aqui uma dose de falar.
SPEAKER_02Interage comigo.
SPEAKER_01Pelo amor de Deus, eu tô querendo uma dose de briga, só uma dosezinha, porra. Onde é que entra as contradições? Entra deles realmente se contradizerem enquanto serem pacíficos. Porque não é pacífico, eles estão tomando um planeta pra eles, querendo ou não. Ah, não é violento? Beleza, mas estão tomando. Estão fazendo. estão dominando um planeta.
SPEAKER_02É, tipo, imagina assim, todo mundo morresse. Ia ficar em paz o planeta?
SPEAKER_01Parecia sim, né?
SPEAKER_02Ia, mas assim, acabou a humanidade. É que é a mesma coisa, sabe?
SPEAKER_01Exato.
SPEAKER_02E é isso que é o negócio. O que torna um ser humano humano? É aquele corpo físico ali? Ou é a mente que ele tem na cabeça dele? É a mente, né? Então, se a mente for embora, cara, cadê o ser humano tá ali? Não tá mais.
SPEAKER_01Não tá mais ali, né? E é por isso que é isso.
SPEAKER_02Claro que a série leva pra um lado que, tipo, ele tá ali ainda, mas tá. Desligado. Tá, tipo, desligado, basicamente, né? Boa palavra pra descrever isso aí. Dá pra religar, aparentemente. Mas enquanto a Rive Mind tá no controle, aquele humano não existe mais. Então não é que ele tá em paz, não é que ele tá feliz. É que ele tá. morto, basicamente. E isso não é paz, isso não é uma coisa boa pra humanidade. Não é, nem de perto.
SPEAKER_01Sim, sim. E justamente essas contradições é que tornam a série muito bacana, porque você vê a Carol tomando proveito dessa situação. Porque ela faz isso de fato, ela toma proveito dessa situação. Você vê, cara, o Diabater também sendo um desses que toma controle ali e faz o bom uso. Os próprios outros também são super contraditórios entre si, fazendo coisas que levam a você realmente questionar até onde tá indo essa bondade, se essa bondade é só bondade pela bondade, ou tá enrolando até descobrirem uma forma de assimilar. Porque teoricamente eles não podem assimilar, a menos que você dê sua permissão expressa pra isso. Olha, eu quero fazer parte.
SPEAKER_02É, mas no caso dos 13, porque o modo que eles teriam que fazer isso aí seria como? Seria dando uma injeção na espinha das pessoas e na coluna das pessoas, pra retirar lá as células-tronco da pessoa, pra poder fazer um experimento lá, poder fazer um negócio, enfim, pra poder manipular o vírus, o DNA do vírus, pra conseguir infectar as pessoas. Então, isso ia machucar as pessoas. Se não fosse fazer essa injeção ali, né? Fazer a tirada de DNA. Célula-tronco. Não pode machucar, logo, não tem como, né? Essa aqui é a parada. Tipo, não é que eles não podem infectar sem a pessoa querer, mas eles não conseguem fazer o processo necessário pra conseguir infectar sem a pessoa, em tese, dar a sua anuência, né?
SPEAKER_01Exato, exato. E aí ficam todas essas discussões ali, e principalmente como o fato de que eles não podem mentir, mas podem se obrigar a não dizer alguma coisa. Eles podem omitir, né? Como é o episódio, por exemplo, ali que a Carol dá o soro da verdade na Za, né? Primeiro ela se espera em si mesmo e fala que tá super afim das Oxas, mas depois disso ela espera em. Queria, né? Qual que inesperado? Nossa, que inesperado. E aí ela coloca na Zoxa e a Zoxa resiste até o fim, não falando. E dá, tipo, dá um ataque epilético nela, real, né? Dá um problemaço nela. É.
SPEAKER_02É tipo, é um paradoxo que rola ali na programação da Rive Mind. A programação é: Ah, eu não posso fazer nada que evite que a Rive Mind se espalhe mais. Próximo ponto. Eu não posso mentir. Aí a pessoa pergunta: como que eu faço pra reverter a situação? Ela fica. Pô, buguei.
SPEAKER_01Já era. Porque ela também não pode, ela tá quase com uma lei da robótica aí, né? Você não pode colocar.
SPEAKER_02Se ela desobedecer uma, ela obedece a outra e vice-versa. Então o que eu faço agora? Pô, não sei, ela tem um ataque do coração pra desligar, basicamente.
SPEAKER_01Sim, e o que acaba desligando outras pessoas no mundo também, né? Já que todo mundo sente essa merda. Isso, pois é. Pois é. E, cara, a forma como essa série termina, essa primeira temporada é maravilhosa, essa moca. Porque tem todo o lance do Manusus indo. Via chão para os Estados Unidos saindo de Paraguai, puta que pariu.
SPEAKER_02Isso, um carro merda que ele tem. E ele. Isso é muito foda, porque a comparação do Manusus com a Carol é maravilhosa. Porque a Carol se acha a independente.
SPEAKER_03Sim.
SPEAKER_02Não, eu sobrevivi. Eu vou tornar o mundo de novo o que ele era antes, né? Eu não sou uma cientista, mas eu vou conseguir, eu vou fazer o máximo que eu puder aqui, porque eu sou a pessoa que vai salvar esse planeta, eu sou importante e tal. Eu sou independente, eu consigo, eu sou foda, eu sou pica. Ah, pô, então eu vou ali agora no mercado comprar uma salada, né? Ih, cadê o mercado? Foi embora, alô, outros. Ué, saladinha aqui, tô sem alface. Me dá uma alfa. Um café independente, porra. Né? E aí tu vê o Manussus e o Manussus, de fato, de modo independente, vai do Paraguai até o novo México, praticamente, né? No caminho ele cai de costas numa árvore cheia de espinho, que é uma cena horrorosa. Tem que pedir ajuda pra ser resgatado pelo pessoal ali, pelos outros, mas até ali ele foi sozinho. Pegando água da chuva, arrumando o carro, pendo combustível dos carros do outro e deixando dinheiro pra pagar. É maravilhoso. Então tu compara ali, é muito bom, porque a Carol também é hipócrita pra caralho. Não é como todo ser humano no Finance Rodzé também. Ninguém é independente do mundo. Exato. Não tem como tu viver totalmente fora do grid a vida inteira, acabou. Não dá, cara, não dá.
SPEAKER_01Eu acho que isso que é o mais sensacional dessa série é que você vê que lentamente os ETs estão se tornando hipócritas, o próprio Manussius é uma contradição que anda, né? Ele quer ser uma pessoa bacana que vai salvar, mas ele é um puta de um machista escroto pra caralho, extremamente sexista. Trata a Carol como merda, basicamente, só porque ela é uma mulher. E, porra, a série terminando com a Carol fingindo que tava caindo no papo das Oxas o tempo todo. Pra poder tirar o máximo de informações ali na moral com ela. E depois disso, elas descobrirem que a gente já tem um negócio pra você. A gente já fez. A gente pegou seus óvulos que estavam congelados, que você congelou no começo do episódio 3, tá? Estava congelado, a gente pegou e pronto, é isso aí. Seus óvulos foram o suficiente pra gente poder fazer a transformação pra você. Agora, quando você quiser, é só você falar comigo. E a série termina com a Zuxa e ela chegando de helicóptero na casa dela, em Albuquerque, com uma. Com a caixa enorme, gigantesca, e o Manu assim, que porra é essa? Que porra é essa? Elfa? Uma bomba atômica e entra tranquilamente na casa e falei, puta que o pariu, irmão. Puta que o pariu, irmão! Porra! Que filho. Cara, meu Deus, me deixou assim, não tem mais não, acabou? Não dá pra ver mais, não? Acabou, acabou. Eu fiquei dessa forma, cara. Desgraceira.
SPEAKER_02É o ponto que, tipo, porque o Manussus quer reverter a situação a qualquer custo. Isso. E a Carol, ela também acha que quer. Mas ela vê ali machucando as Oxas e fica assim, ai, tadinho das Oxas, né? Ah, não, vou fazer isso, não. Pô, nada a ver aí. E no final ela fala assim, ó, foda-se, irmão. Eu vou fazer o que for possível, o que é necessário pra reverter essa merda. Falsa. Senão a gente tá tudo fudido. Até o ponto de que, se precisar, eu uso uma bomba atômica e pau no cu de todo mundo aí. E é isso, acabou. É o ponto de virada assim dela. Tipo, a bomba atômica em si. É só, tipo, pra simbolizar que ela falou assim: ó, tá bom. Ok, estou pronta pra fazer o que for necessário. Até isso aqui, ó. Sim. E aí, finalmente, tu tem, então, ali ela e o Manusos juntos agora nesse rolê pra próxima temporada da série, aparentemente, né? Tanto que o último episódio chama A Garota ou o Mundo, né? La Tica ou El Mundo em espanhol. E a Carol escolhe o mundo, aparentemente. Ela deixa as Osha de lado pra tentar salvar o mundo. E se nesse caminho aí as Osha se fuder e alguém se fuder junto e for tudo pro caralho, acontece fazer o quê? Porque. De novo, já acabou o mundo. A humanidade, se continuar assim, acabou. Não é porque os corpos estão ali que a humanidade tá viva, sabe? Na série tem 13 pessoas vivas. Na prática é isso. Né?
SPEAKER_01Exato.
SPEAKER_02E ela percebe isso finalmente. É muito foda. Cara, que série boa. Uma pena que vai demorar agora pra começar essa merda.
SPEAKER_01Eu vi que, porra, estão pensando em 2028 pra lançar a segunda temporada, né? Porra, até lá eu já tive um filho, Samuca. Ou dois, entendeu? Acabou sabuquia! Acabou fim de episódio exclusivo. Mais uma vez: você que tá ouvindo isso aqui é culpa é sua, tem culpa você aqui, sim. Você é a pessoa responsável por trazer esse episódio maravilhoso. Conta pra gente, manda aí, joga pra gente lá no grupo, cara. Vocês assistiram é Plurribus? Gostaram? Devo assistir Breaking Bad? Não sei. Me encha o saco, encha o nosso saco lá no grupo Telegram, tá bom? Que vocês são maravilhosos, certo, Samuquinha? É isso aí.
SPEAKER_02Certo, é isso aí, é isso aí. Vamos encerrando o vídeo. Fala o que a gente quer, que a gente deve fazer essa idade aí no exclusivo aí pra episódios futuros desse ano. Dê ideias. Quais séries, quais filmes, animes, livros, quadrinhos, mangá? Sei lá, fala pra nós aí.
SPEAKER_01Dê ideias, dê ideias, por favor. Muito obrigado a você que chegou até o final do episódio. A gente se vê no próximo mês. Valeu, falou!
SPEAKER_02Valeu, beijos!
SPEAKER_00Esse podcast é realizado graças ao apoio dos escudeiros da Galinha Viajante no Catar.
SPEAKER_02Wagner Schiffler, Tiago Esgalha, Matheus Menuscci, Carlos Kopperschmidt, Camila Candomil, Eduardo de Castro, Marcela Verstiani, Fábio Queiroz, Renan Ramos, Cecília Schieffler, Felipe Fernandes, Cláudia Schiffler, Alexandro Schneider, Daniel Barbosa, Evandro Popp Júnior, Lucas Nicolas, Jair Certeira, Guilherme Garcia, Adriel Pizete, André Gomes, André Montebeller, Paulo Nagarrara, Lucas Toso, Bruno Teixeira, José Antônio Paquito, Schneider de Souza, Eduardo Pontes, Vinícius Bento, Leandro Rodrigues, Adriano Ramos, Lucas Nicolau, Léo Isidoro, Vitor Estevano, Ludman Alves, Gabriel Menino, Ivan Machado, Alexander Arbieto, Heitor Kameschi, Wagner Terra, Carlos Gilberto, Tiago Bezerra, Ricardo Trindade, Jefferson da Silva, Fausto Guimarães, Gustavo Gomes, Bruno Guaraci, Douglas Brito, Lucas Lanza, Gustavo Moreira, Giovanni Riquelme, João Gabriel Rain, Júnior Oliveira, Marcel Ticano, Léo Carvalho, José Ribeiro, Gabriel Gantra, Arthur Tyson, Emílio Oliveira, Ícaro Bezerra, Jorge Bopparec, Renato Scapini, Vitor Ramdam, Patrick Buckman, Daniel Campos, Rafael Silva, Jean Eduardo, Anderson Souza, Léo Calai, João Vitor Galvão, Juan Paixão, Ireno Marino, Maria Eduardo. Pedro Costa Lima, João Vitor Leal, José Isaac Martins, Bruno Saito, Marcelo Omori, Paladino Lucas, Matheus Muniz, Eric Fagundes, Daniela Fialos, Alan Lima, Lucas Gomes, Lodinho Silva, Guilherme Raimprest, Eduardo Lopes, Pedro Giunco, Gustavo Schneider, Vinícius Gonçalves, Guidola, Carlos Aquino, Felipe Augusto, Caran Carvalho, Vinícius Velanes, Matheus Profício, Emerson Dantas, Eric Mendonça, Sandro Oenem, Lucas Almeida, Wally Velasco, Wendel Cruz, Luiz Leite, Leandro Siviero, Murilo Martins, Douglas Hitzer, Carlos Guerra, Marion Sabino, Isaac Costa, Marcelo Bonato, Leonardo de Biazzi, Guilherme Alves, Cauê Silva, Pablo San Martin, Vinícius Camargos, Hudson Mello, Lucas Vasconcelos, Victor Marcelino, Tiago Torquato, Matheus Toscano, João Gabriel Neves, Jerry Vinícius, David Teixeira, Júlio César Morgante, Cleiton Oliveira, Vinícius Goular, Paulo Mercante, Matheus Lazaroto, Luiz Dornelles, Guilherme Herek, Rodrigo Nunes, Wesley Santos, Darisson José, Sebastião Diniz, Rafael Daisk, Lucas Mota, João Miguel Silva, Renan Almeida, William Santos, Francisco Carlos, Andrei Santos, Rafael Quintana, Newton Neto, Fernando de Lima, Kate Schmidt, Vinícius de Jesus, Leonardo Lima, Marcelo Guachinim, LP Crawler, Galetotti, Agatha Sofia, Amanda Evangelista, Erick Henriquez, Pedro The Rock Rocha, Paulo José Rocha, Matheus de Pinho, David Marinho, Pedro Raimundo, Otirlei Fidelis, Lucy Charlotte, Ivan Oliveira e Vortex Indie Games.
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