Galinha Viajante - Episódios Extras
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EX#43: Saga
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Depois de 5 anos enchendo o saco do Leon para ler Saga, finalmente a espera acabou! Nesse epi Samuca e Leon discutem o incrível universo Sci-Fi-Fantasy da série de quadrinhos Saga, onde um robô com cabeça de monitor e uma fantasma adolescente com as entranhas à mostra não é nem de perto o mais doido dessa obra!
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CAPÍTULOS
00:00:00 - Abertura do Episódio
00:08:35 - Sem spoilers
00:36:15 - Com Spoilers
01:18:40 - Encerramento do Episódio
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Apresentado e produzido por Leon Cleveland e Samuel R. Auras.
É, o fanfact de sexta fire era o original antes da quinta fire. E aí eu aparei. Ah, pois é, pois é. Adaptei. Eu fiquei entre quinta cheira e quinta fire. Eu acho que quinta fire ficou melhor. Quinta cheira ia ser uma desgraça. Vamos, né? Ter os limites, né? Pelo amor de Deus. Vamos lá, vamos lá então. Começando então a gravação. Em 3, 2, 1.
SPEAKER_02Bonita é o Marco. Nossa senhora, que homem! Que isso, homem delícia! Finalmente a gente vai poder falar aqui no galinha de uma das minhas mídias de ficção favoritas. Incluindo aí todas as possíveis mídias que existem aí, filme, seriado, porra, sei lá, anime, jogo, tudo isso. Que é o HQ, o comic book, o esquadril Gibbs Saga.
SPEAKER_06Porra, aí, cara, aí eu vou falar pra você, Samuca. É um daqueles trecos que o senhor vem consistentemente me enchendo o saco pelos últimos cinco anos.
SPEAKER_03Uhum.
SPEAKER_06E eu estou aqui para sim admitir o meu erro e falar sim, eu deveria ter lido antes.
SPEAKER_02Puta que eu pariu, tá? Irmão, toda vez que eu fico achando muito saco alguma coisa aí de jogo, livro, sei lá o que é, porque é bom pra caralho. É bom. Eu não sou o cara que fica, tipo, enconhando com muita coisa, entendeu? Sim. Eu não fico, tipo, te mandando, sei lá, 20 jogos por semana pra tu jogar porque eu achei foda, não. É que quando tem uma coisa que eu gosto muito, porra, assim, é porque realmente eu gosto muito. Você abraça aquilo e se torna o maior fã vivo daquilo. Exatamente. Então se eu pudesse, se eu pudesse comprar cópias de saga para as pessoas. Igual eu faço com o Dandara, você estaria fazendo há muito tempo já. Mas é um pouquinho mais caro e também tem que pagar, daí o frete, aí é foda, é complicado. Mas saga. Nossa senhora, eu fico bastante chateado, Leon. Que é uma HQ que apesar de ter já aí uma idade bem avançada, já fez aí os seus 11 anos, 13 anos esse ano já, se não me engano. E apesar de ser bastante premiada, bastante conhecida aí fora do Brasil e tal, tem muito brasileiro fã de quadrinhos que insiste em ficar preso em DC em Marvel, que tem muita coisa boa. Sim, claro, não estão aí em casa. Vamos falar que não tem. Tem muita coisa aqui na instante aqui de DC em Marvel que eu gosto pra caralho. Sim. O pessoal insiste em não dar uma chance pra outras aí, publishers, como a Image Comics, que tem aí no seu catálogo o grande clássico Saga que é bom pra caralho, que é maravilhoso. Ouvinte, você que gosta de ler quadrinhos, procure saga, porque é um quadrinho maravilhoso. Vamos falar um pouquinho desse aqui hoje no Galinho, com um bloco sem spoilers e um bloco com spoilers do volume 1 apenas. Ou seja, que compreende os capítulos 1 ao 6. Isso, isso aí. A gente tem até hoje já. Tá pra sair ou saiu recentemente o volume 12 em inglês. Não sei se já saiu ou se tá pra sair, mas é tipo, é por agora o volume 12.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_02Mas, cara, assim, é aquela tipo de tipo de. de história, de franquia, de IP que demora pra lançar as coisas, sabe? É um trabalho artesanal pra caralho mesmo. É, puta, os caras lançam assim, lançam um arco ali e dá uma pausa com calma e demora pra sair. Mas, bicho, é um trabalho absurdo e que tem um final já estabelecido - o número de capítulos estabelecidos até o final, vão ser 108. Estamos aí no. Não, não. 108 capítulos.
SPEAKER_06Ah, 108 capítulos, ok.
SPEAKER_02Estamos aí nos 70 e alguma coisa, se eu não me engano, agora. Então acho que daqui a uns 5 anos acaba? Talvez, não sei. Até lá. Vamos torcer para pros senhores aí, autores, não falecerem. Mas é isso, saga. Saga.
SPEAKER_06Vamos falar um pouquinho pra vocês. Saga, maravilhoso. Image Comics não tem jeito, cara. É spawn e saga na cabeça. É isso. É isso aí, não tem como, não tem como. Pô, invinciba da image também, é verdade, eu tinha esquecido disso, cara.
SPEAKER_02Tem muita coisa boa na image, cara.
SPEAKER_06É, cara, é verdade, é verdade.
SPEAKER_02Tem muita coisa fora da Image. O Ovinte, de repente, tá acostumado a. Quem eu falei, a Lady DC e Marvel, né? Que, repito, tem muita coisa boa, inclusive fora de super-herói também, os caras têm muita história massa de coisas aí mais esquisitas, sabe? Tem muita coisa foda. Mas, cara, se tu quer, ouvinte, ir pra. pra outro lado de quadrinhos aí, Image Comics tem muita coisa muito boa, cara. É absurdo, é absurdo. É muito bom. Absurdamente. Então, tu falou, tipo, Invincible Spawn, sei lá, Walking Deck também é deles, por exemplo. Sim, sim. O que mais tem deles também? Pô, tem muita coisa foda do da Image Comics.
SPEAKER_06Tem salva de Dragons. Kikaz é deles, Sava de Dragon é dele, Lost Fantasy é deles, Monstro, Escapes, G.I. Joe, o quadrinho do GI Joe, se eu não tô enganado, era da Image Comics também. Caralho. Corpse Knight, enfim, cara, tem um monte de parada foda. A Image vai pra um lado um pouco mais adulto nos quadrinhos, não é igual a Marvel que tenta apelar pra todas as idades, né? Tenta. Eles vão pra um lado um pouquinho mais adulto. Quando eu digo adulto, eu tô falando de não necessariamente brutal ou sexual, mas assuntos que são delicados pra se tratar no negócio pra criança que, porra, 10 anos compraria pra ler. Histórias para adultos. Essa é a ideia. São histórias para adultos, exatamente.
SPEAKER_02O próprio saga é tipo isso, ele tem cena de sexo? Tem. Tem peru no quadrinho? Tem. Pra mim tem bastante, inclusive. Mas é que a história em si é uma história que vai apelar pra adultos, sabe? E é isso que tu falou, cara. Não são assim. De novo, repetindo, não é que não tenha história pra adulto na Marvel DC, óbvio que tem. Inclusive histórias de Batman, Super-Homem, sei lá o que aí, que são histórias bem adultas, inclusive. Mas é outro rolê. É outro rolê. E a Image Comics é a top 3. Depois da Marvel DC, obviamente, né? Em número aí de vendas, enfim, valor de mercado e coisa, ela é top 3 aí. Porque tem muita IP foda. E então hoje eu quero falar um pouquinho de saga. Que eu li tudo há muito tempo, né? Tudo que tem até hoje, pelo menos. E o senhor conheceu agora. Conheci agora. É, vai ser bom aí ter essas duas visões aí um pouquinho diferentes. Mas é interessante. Porque eu já li. Eu já li o que eu tenho aqui, que é do 1 até o volume 11, né? De caba raba aqui umas três vezes, pelo menos.
SPEAKER_06O volume até o volume 11 é o quê? Capítulo 60?
SPEAKER_02Capítulo 72, se eu não me engano. Tá bem próximo, então, do. Eu acho que é isso. É, eu não li só o volume 12, que é o mais recente, que saiu, barra, vai sair muito em breve aí. Eu li do 1 ao 11. A história tem meio que duas metades, bem claras, assim. Então ao fim do volume 9, existe ali realmente um final da primeira metade da história.
unknownTá.
SPEAKER_02É bem, assim, é bem claro isso. E depois rola. Tá ligado, tipo, One Piece? Quando dá o time skip?
SPEAKER_06Ok.
SPEAKER_02E é bem claro que, tipo, até aqui era meia história, depois é o resto. Eu imaginei. É tipo isso.
SPEAKER_06Pela narrativa que acontece no Coisa, eu imaginei. Mas vamos queimar pauta, não, vamos lá. Vamos lá, vamos lá, vamos lá. Do mesmo jeito que tá sendo agora os X. O primeiro bloco a gente vai falar sem spoiler, vai falar somente da obra em si. Pipipi popopou. E também nós vamos falar no segundo bloco, aí sim, full spoilers contando aí do episódio do capítulo 1 até o capítulo 6. Ok, que é o volume 1 reunido. Exatamente. Então, sem mais delongas e não tem abertura, não. Vamos tirar. Fecha técna de saga, o quadrinho, olha aí. Desenhado pela incrível mão de Fiona Staples. Olha aí, escrito por Brian K. Vogue! Publicado nos Estados Unidos da América pela Image Comics, como a gente já tinha falado na abertura, e no Brasil pela surpreendente que eu não sabia ainda que existia devido editora, Sr. Samuel Reauras. É uma historinha mensal, né? E está desde 2012, março de 2012. Teve um hiato ali de 18 para 22 e voltou depois aí. Dos 22 até agora temos 72 issues lançadas. 72 issues.
SPEAKER_02Isso é. Esse hiato veio de bem depois, como eu te falei, do fim da primeira metade da história. Então o volume 9 foi publicado, que é o capítulo 54, se eu não falei merda aqui. Aí teve um hiato gigantesco, todos os fãs ficaram enlouquecidos, eu, inclusive. E aí voltou, e daí, desde que voltou, não tá assim tão certinho mensalmente sendo lançado, infelizmente, aí. Mas tá saindo ainda. Tá saindo ainda. O Brian K. Vaughan é um cara ocupado. Bastante. Cara que escreveu bastante coisa foda, inclusive. Alô, você ouvinte que não conhece, nunca leu aí Why The Last Man? Fica a dica. Sim. Tá? É um bom quadrinho. Mas o cara tá envolvido aí em TV, ele fez parte do grupo que você vê o Lost, por exemplo, né? E isso pra algumas pessoas aí vai ser um elogio pra outras ser um xingamento. Filho da puta. Cada um, cada um, né? E o cara também tá, inclusive, participando, Leon, do roteiro de Duna parte 3 aí, que vem no fim desse ano. Então, assim, o cara tá. O cara tá envolvido em muita coisa aí, então o tempo pra ele é complicado.
SPEAKER_06Imagina o peso de você ter que adaptar a obra de ficção científica. Apenas a obra dessa música.
SPEAKER_02Não, e ainda a parte 3, que é um pouco complicada. Acho que adaptar a Duna, o livro 1 de Duna, né? É assim, não é que eu vou não dizer que é fácil, porque quem soube falar que é fácil. Mas, tipo, ainda é uma história bem ali ok, eu acho, né? Sim. Agora, o Duna Messias ali, que é a parte 13 que vem seguida aí, puta que pariu. Então, boa sorte.
SPEAKER_06Boa sorte, Brian Kevin, contamos com você.
SPEAKER_02Mas não é só ele, é uma equipe ali também, mas o cara tá por isso, né? Acho que atrasando um pouquinho aí a entrega de saga. Mas assim, porra, o cara falou assim, ó, pô, vai lançar quando dançar, eu escrevo quando eu acho que tem que escrever aqui, sem pressa, e vai ficar bom até o final, e é isso, que eles querem, não é? É mesmo, tá certo o Brian. Então é isso.
SPEAKER_06É isso, maravilhoso, maravilhoso, sensacional. Olha, desenro, cara, eu vou falar pra você. Quando você falou que saga era uma misturada de um monte de coisas, eu acho que eu não tinha tido a dimensão de quão misturada é essas coisas. Eu digo porque, quando você falou isso, o que eu imaginei? Ah, mistura magia e ficção científica e fantasia. O que eu pensei? Porra, Final Fantasy. Sabe, Final Fantasy XIII, que é com uma vibe meio espacial, umas coisas meio tecnológicas, mas tem uma magia ali, mas tem uma tecnologia que o pessoal usa, eu pensei assim, tá bom, porra, é. O que eu não tava esperando era gente com cabeça de monitor, cara. Isso eu podia falar assim, 200% com você. Não estava esperando. E ver estes cabeças de computador transando e tendo filhos, pra mim, foi muito longe também, cara.
SPEAKER_02É, tu tem, assim, num espaço de umas 10 páginas, né? Um robô com cabeça de televisão. Um dragão cospinho do fogo. Sim, sim. Um gato mágico que detecta mentiras. Cara, o gato. E um maluco de espada que sai laser pela espada. Então, assim, porra. Foda-se, né? E um foguete de madeira, que é uma árvore. Cara, é isso, sabe? É isso, é isso. É, a série foi apresentada lá antes de lançar o episódio, o capítulo 1, enfim, há muito tempo ali, como o pitch, né? Era Game of Thrones misturado com Star Wars. E tipo, é um pitch merda? Sim, porém não, sabe? Porque, assim, é muito fácil fazer isso, né? Tipo, descrever, ah, tal coisa é que nem isso e o contra é aquilo, né? Ah, tal jogo é tipo isso, porém aquela coisa. Mas assim, funciona descrever assim. Funciona, né? E eu acho que. Tá bem legal essa descrição aí, né? Que é tipo um Star Wars, ou seja, é uma space opera, é sci-fi aí no espaço e tal. Porém, com essas fantasias malucas e coisa mágica envolvida, né? E toda a mitologia de alguma coisa ali no meio do rolo, e uma guerra rolando a galáxia inteira e tal. Tudo isso Star Wars que tem Star Wars também. Porém, com gente morrendo, sangue, sexo, putaria. É isso. Como tem Game of Thrones. Eu acho que é uma boa descrição.
SPEAKER_06Eu fiquei muito surpreso, porque eu não tava esperando isso, sabe? E o, pô, vou falar, o traço da Fiona, ela é brutal, cara. É brutal. Ela não poupa. Por exemplo, no Line Cat, né? Que é o gato que fala que não faz miau, ele fala que os outros estão mentindo, que ele detecta isso, né? E ele é muito expressivo, talvez mais expressivo que os humanoides desse quadrinho, sabe? É muito foda, o traço dela é muito redondo. Muito redondo. O mais legal, no entanto, pra mim até agora, é a forma como a narrativa tá se desenvolvendo. Porque é o tipo de coisa que eu acho que é muito bacana quando é feito, mas é muito fácil de dar errado. Que é você do futuro é o narrador. Alguém do futuro é o narrador e tá contando de volta essa história. Sim. E no caso aqui, é a esperança, ou o Hazel, ou, enfim, vários nomes que ela tem até elas se sossegarem com o nome de Hazel, né? Porque ela vai fazendo essas pontuações assim, e ela já é um narrador meio unreliable. Sabe? É porque você vê que ela é enviesada, ela fala assim, ó, essa pessoa aqui não era legal, papapá. E isso é muito foda, mas dá muito errado. Minha pergunta é: deu errado até agora? Nossa, nem fudendo.
SPEAKER_01Bom demais.
SPEAKER_02A Hazel é maravilhosa, cara. O ouvinte que de repente não conhece a saga aí é uma resumão da história o seguinte, né? Tem uma guerra gigante rolando na galáxia. Isso. Que começou lá num planetinho com a sua lua, mas espalhou por a galáxia inteira, porque guerra funciona assim, né? Então a guerra chegou num ponto que, tipo. Pô, qual a razão da guerra? Ah, não sei, mas vamos se matar aí. Tá meio que assim, né? E, porra, violência, preconceito, todo mundo se matando, é isso mesmo. E nesse meio do rolo, tu tem um soldado de um lado do. do da guerra, e do outro uma soldada que se apaixonam e tem uma filha, o que deveria ser impossível em tese, aparentemente. E essa filha, que é a Hazel, ela possui sinais físicos dos dois lados. Porque de um lado uma raça tem chifres, e do outro uma raça tem asas. Isso aí. E ela nasce com chifres e com asas. Então ela é o símbolo vivo da união dos dois lados. Ou seja, pode existir paz, aparentemente, entre os lados da guerra, não sei, mas ela seria esse símbolo, né? E por isso todo mundo quer matar essa família, que é composta aí pelo cara, pelo chifrudinho, que é o Marco, pela Azuda, que é a Alana, que tem umas asinhas de fada nas costas. Isso. E a filhotinha, que é a Hazel. Então a história, tipo, ela começa por aí. E ela é uma aventura, e daí, como tu falou, tipo, a Hazel, no futuro, já crescida, tá narrando essa história, né? Pô, eu nasci aqui, pô, esse aqui é meu pai, minha mãe, pô, não sei o que lá. Então, assim, a gente sabe que ela não morre a princípio, aparentemente, até narrar esse negócio. E como tu falou, tipo, ela é uma narradora que. que ela não tá muito a fim de contar a história de modo frio e sem viés. Pelo contrário, ela quer contar como ela presenciou aquela história. Então, o que traumatizou ela, o que ela achou legal, não legal, o que ela sentiu. E tipo, é isso que eu acho massa. When acontecem histórias desse tipo de que são assim com escopo gigante. Porque, pô, tu tem aqui uma história que é uma guerra galáctica com um monte de raça diferente, e facções, e personagens, e politicagem, e violência, um monte de coisa. Só que olha só que interessante, quando tu compara com Game of Thrones, inclusive, que é uma comparação de fazer, no Game of Thrones, tu tem um monte de núcleos pra acompanhar na história. Sim, é bem novela mesmo. É, pô, tu tem lá o núcleo dos Stark, o núcleo do Stargarien, o núcleo do não sei o que, e daí cada um tá no seu lado, no seu canto do mundo, ninguém interage meio que um com o outro muito no começo, depois se junta, mas tem coisa acontecendo ainda por tudo que é canto. Aqui, embora também tenha núcleos pra tu acompanhar, na prática, essa aqui é a história da Hazel crescendo. Só que isso acontece numa galáxia em guerra. Então, é muito massa ver, tipo, que é uma história que, apesar de ter esse plano de fundo mega barulhento, cheio de coisa acontecendo, ainda assim é uma história da guria crescendo. Ela não fica tipo comentando as políticas das coisas. Ela fala assim, pô, nesse dia aqui eu fiquei muito triste. Pô, nesse dia aqui eu conheci a minha avó. Nesse dia aqui eu viajei pra outro planeta, sabe? Pô, aqui eu percebi tal coisa, pô, aqui eu conheci tal pessoa. Pô, aqui eu aprendi tal lição pra minha vida. Tu vai vendo sempre com base não no que acontece na galáxia, mas em como essa pessoa que é muito legal de acompanhar crescendo, que é a Hazel, né? Interage com esses atos aí, esses fatores aí, esses acontecimentos, e vai assimilando isso e se tornando uma pessoa legal. Então, pô, como tu falou, tipo, esse rolê de narrativa de alguém no futuro e tal, pode dar muito errado. Realmente, eu concordo contigo que é assim uma. É um tropo de narrativa que pode dar merda facilmente, tranquilamente. Mas aqui, cara, pra mim, assim, ó, funcionou bem pra caramba, porque tu vê que foi feito pra isso. Sabe? Tu vê que a história foi pensada pra ser contada assim. E tu tem momentos no futuro da história aí que tu falei depois aí desse episódio, que, cara, assim, ó, quebra o teu coração. Sabe? Porque o senhor Brian K. Vorhan aqui não tem dó desta criança que tá contando aqui a história que é a Hazel. Ela sofre muita merda, muita bosta. Sim. E, pô, tu se apega muito a ela, porque ela tá sempre contigo ali, né? Apesar de tu tá vendo, tipo, pô, agora eu tô vendo aqui a história do príncipe robô com um cara de comunitão de computador. Beleza, mas ainda assim, tu tá vendo ela contando isso. Então tu tá sempre acompanhando na presença ali da Hazel. E tá contando uma história que contaram pra ela, né?
SPEAKER_06Porque ela não tinha consciência de muitas das coisas que ela vem. Então ela já... O que torna a história até mais interessante, porque quando você vai pros pontos de vista, por exemplo, do príncipe robô, né? Você já vê que ela não mete tanto o bedelho nessa parte da história, né? Mas sempre quando é Marco e ela, aí sim, os dois ali, ela tá sempre pontuando o que ela acha. Acho bem legal. Assim, eu tenho medo porque conheço muitas coisas que começam assim e dão uma merda absoluta. Desanda e a pessoa viajou na maionese. Um abraço aí pra Howell Match or Mother, Samuca. Nossa, que desgraça. Um abraço pra Howell Match or Mother.
SPEAKER_02É uma série muito boa, assim. Claro, tem seus probleminhas aí, mas, tipo, na história dela em geral, eu não conceito. É muito boa essa série. Até o último episódio que fica uma bosta. Que basicamente invalidou tudo que a série fez. É isso, sabe? Isso. Fica a dica, inclusive, quem assistiu e tá puto também com essa série aí, com razão, né? Quando lançou em DVD, tem um final alternativo lá que faz o final que todo mundo esperava que fosse. Isso. E fica legal.
SPEAKER_06Isso. Exatamente, exatamente.
SPEAKER_02Mas é uma boa comparação, realmente. Pode dar merda. Mas eu confio muito no trabalho do Brian K. Valhan. Sim. Porque, assim. Não é o primeiro, nem o segundo, nem o terceiro quadrinho que ele escreveu, sabe? Ele já é um escritor de quadrinhos aí de longa data. E. E, cara, isso aqui é o trabalho da vida do cara. Pois é. Ele fala isso muito. Ele fala assim, ó, pô, saga é assim, a minha obra-prima que eu quero. Se alguém falar assim um dia, pô, quem foi Brian K. Vohan? Ah, o autor de saga, isso que eu quero. Ele fala. Então, tipo, isso aqui é o trabalho dele que ele quer colocar tudo o que ele pode colocar de bom. E que nem eu falei, tipo, ele planejou a história toda. Tu vê claramente que não é assim, jogado, sei lá, pra cima e que se foda. Sim. Uhum. Sac? E, pô, isso dá uma confiança boa. Sabe? Dá uma boa confiança porque tu. O maior medo que a gente tem de ver uma coisa muito gigantesca é perder o tempo porque no final desandou, não terminou, sei lá, né? Até hoje eu não assisto, não acompanho One Piece porque, puta que eu pariu. Se por alguma razão o cara no final resolver Falar que o One Piece, na verdade, é uma história sobre como é bom, sei lá, o fascismo, porque ele virou do nada fascista, sei lá, ele é um ser humano, vou saber, né? Cara, porra, imagina a tristeza de quem tá acompanhando o One Piece há 20 e poucos anos, né? Pois é, pois é. Então eu tô com uma confiança muito boa no Brian, porque eu já li coisas que ele fez também antes, que ele terminou, inclusive, e que tiveram bons finais, and tudo leva a crer que ele tá, assim, muito. Muito afim de fazer um negócio bom até o final.
SPEAKER_06Sabe? Uhum. É uma preocupação genuína que eu tenho, porque eu acho que nesses seis capítulos que eu li pra fazer esse episódio aqui, eu já me interessei muito mais. Em especial ali. O interesse foi fisgado no capítulo 3, especificamente. Eu vou dizer isso quando a gente entrar na página de spoiler. Que acontece uma situação bem específica ali. Eu falo assim, cara, isso aqui não dá pano pra manga, não. Isso aqui dá pra tudo, velho. Tudo, tudo. O cara depositou todas as fichas dele ali no final. Esse daqui vai ser daqui pra frente. Então, assim. Eu tô muito interessado em ver essa história, porque é uma perspectiva muito diferente desse tipo de mídia que eu não tinha visto antes. É muito único, cara.
SPEAKER_02É muito único, cara. É muito único. Isso é louco, né? Tipo, tu vê claramente que é influenciado por um monte de coisa. Isso. Tu encontra aqui, tipo, Seu dos Anéis, Star Wars, Game of Thrones, Star Trek, sabe? Tu vê que tá tudo aqui, essas referências. E ainda assim, o cara conseguiu fazer um mundo muito único, muito próprio. É muito foda.
SPEAKER_06Isso é muito bacana, cara. E é tudo muito, muito. Muito dele. Você consegue ver que assim. Pô, tu lembra? Vou fazer uma coisa que você vai lembrar. E agora eu fiquei mais interessado ainda em pegar o jogo. Lembra aquele jogo Cantata que eu falei pra você, que o pessoal falava que era. Sim. Que era saga jogável? Eu lendo saga, eu falei assim, porra, agora eu entendi porque o pessoal pensa que Cantata é saga jogável. É muito. Assim, não tem um genessequar, não dá pra botar realmente ali o motivo, apontar com precisão. Mas você vê que tem ali uma coisa que a pessoa não tem 10 anos que tá fazendo, não. Não pensou antes do quadrinho. Isso é uma história que vem sada na cabeça do próprio Vornball, assim, por décadas, moleque, tá? Antes dele começar a escrever o quadrinho, sabe? Décadas e mais décadas ele vem falando dessa. dessa. vivendo essa história, seja escrevendo em algum lugar, seja escrevendo pra si mesmo, seja jogando RPG. Cara, isso tem décadas e mais décadas e mais décadas de. De. curtir, sabe? Tá curtindo igual, igual igual o presunto, sabe? Você tá deixando aquele ali pegar uma casca bacana pra você falar, não, agora tá legal, agora eu posso soltar. E, porra, e ele faz isso, cara. E ele não tem medo de fazer. Ah, temos uma espécie de pessoas que são robôs com fucking monitor na cara. E que expressam sentimentos com programação que vem do nada. Por exemplo, né?
SPEAKER_02Cara, tem uma cena foda. Eu vou falar aqui um. Não é um spoiler, mas tipo, é uma cena do quadrinho aí, por gente ter uma noção. O robô, ele descobre que vai ser pai. Bem no começo da história. Isso. Aí tem uma cena que ele tá, tipo. Ele é um príncipe soldado, guerreiro, enfim, aqui em uma missão militar, né? E ele vem numa situação que ele tá de frente com alguém perigoso. Como que o roteiro faz pra mostrar pra gente que ele tá pensando no filho nessa hora, naquele combate que ele pode morrer, né? Aparece na tela TV dele ali um chocalho de criança. Sim, uham. Um brinquedinho. Aí tu entende, porra, o cara na hora pensou sobre isso e. meu, ele quer ficar vivo. Ele tem uma razão pra ficar vivo. Isso sem texto, sabe? Então, isso aí, cara, é uma coisa que o Saga usa, assim, direto até hoje, sabe? Que é essa paradinha de mostrar sentimentos dos robôs na televisão, na telinha do monitor, que é maravilhoso. É maravilhoso. Isso é assim, tipo, é uma ideia de roteiro isso aí, genial pra caralho. E mais do que isso, é uma ideia que eu acho muito foda porque ela é feita pra quadrinhos.
SPEAKER_06Aham. Perfeito, perfeito.
SPEAKER_02Eu curto muito quando, seja quem for aí que faz alguma mídia interativa ou não, seja videogame, quadrinho, TV, enfim, encontram o modo de contar uma história que funcione muito bem naquela mídia específica ali. Sabe? A gente fala que no Galinha é muito de nível autômata, que é um videogame que tinha que ser videogame. Sim. Porque se não fosse, seria pior do que é. O fato é esse. Cara, saga, se fosse um livro e não uma história em quadrinhos, se fosse só palavras, seria inferior. Sabe? E não só porque não teria a arte da Fiona. Pô, também, lógico, mas, tipo, o modo que a história é contada. Sabe? Sim. É isso, cara. É isso. Não teria essa parada, não teria esse rolê aí do visual do monitor do príncipe robô que tem aqui. Sim, isso é muito foda. Então, é isso que é foda, tipo, acho que a saga tem muitas ideias muito fodas, que só funcionam em quadrinhos. Sim. E que são excelentes pra isso, cara. Bicho, assim, ó, tem uma página específica, eu acho que é no volume 3 ou 4, que é a minha página favorita da história da minha vida de quadrinhos, assim.
SPEAKER_04Sabe?
SPEAKER_02E ela só funciona porque é um quadrinho. Sim, ok. Porque tem a ver, tipo assim, com o modo como é contado aquele negócio. Quando tu continuar lendo esse negócio aqui pra frente, e tu chegar nessa parte aí, que é lá pelo capítulo, acho que vinte e poucos, sabe? Irmão, tem uma página que é assim, ó, é um tapa na sua cara de um modo tão bendado, e que não seria tão bem dado se fosse só texto, ou se fosse. Mesmo se fosse animado. Se fosse, tipo, filme, se fosse uma animação, aquela página só funciona tão bem assim porque ela é quadrinhos. Sim.
SPEAKER_03Saca?
SPEAKER_02E se eu falar mais do que isso é spoiler, porque é genial, é genial. Então o saga é muito isso. Saga é muito isso. O saco é um HQ que entende a mídia. E isso acho que é um elogio que eu posso dar aqui com tranquilidade. E na minha opinião, é o maior possível pra qualquer produto de mídia possível. Sabe? Falar assim, pô, essa obra aqui entendeu a sua mídia. Ah, esse videogame aqui, ele entendeu o que é ser videogame. Ah, esse filme aqui sacou o que é a mídia cinema. Pô, Saga entendeu o que é mídia quadrinho.
SPEAKER_06Sim, com certeza. Não é exagero eu dizer que é o quadrinho que mais é quadrinho que eu já li na minha vida, tá? Que é um negócio que entende muito bem a mídia que ele tá ali e faz uso e abuso disso. Ah, eu sou um quadrinho, então eu vou meter uma parada que só vai funcionar aqui. Ah, mas vai adaptar daqui a 20 anos. Já é problema de quem for adaptar. A minha obra é pro quadrinho, né? Igual você citou, Nier Automata, igual você citou, aí que a gente sempre fala, né? Que é um videogame, que tem coisas que só funcionam no videogame, e a gente não consegue explicar porque é spoiler, infelizmente. E aqui também do saga eu não posso falar por enquanto agora o que eu vi que é, ok, quadrinho demais, né? Que é uma parada muito forte. E que, embora seja um elemento visual e poderia dar certo numa cena de filme, alguma coisa assim. O traço da Fiona Apple é que põe ali, não vou nem botar a cereja no bolo, não, Samuca. Mas é que deixa ali o bolo bonitinho, cara, com aquele glacê maravilhoso. Porque o traço dela é brutal, moleque. É brutal. É um negócio assim. Porra, é. Parece que não tinha ninguém melhor pra desenhar a esquisitice que é a saga. Porque a saga é esquisito. Eu acho que essa é a palavra. Muito, muito esquisito. Ele é esquisito não no sentido de freak, mas no sentido de weird, sabe? Você fala assim, porra, cara, que bizarro. Por que o cavalo tem asa e tem bico? Porra, por que os cara tem cabeça de robô e, porra, e por que o gato, sabe? Nada faz sentido, mas é tão bem feito, tão coeso, que você fala assim, cara, não faz sentido na minha vida, mas naquele mundo ali é uma terça-feira qualquer. É uma terça-feira qualquer. Isso. Porra, meu irmão, vai se fazer.
SPEAKER_02A arte da Fiona eu acho muito massa, porque ela só bota na página o que tem que estar lá. E assim, eu admiro pra caralho o cara que faz aquela arte que, porra, cheia de detalhes, e com background, todo, sabe, porra, uma cidade no fundo, toda cheia de coisinha pra tu encontrar ali, easter egg e tal, não sei o quê. Mas aqui, como a história é um pouco mais ágil, e tem cena de ação também de vez em quando aqui, de porradaria, de magia rolando e tiro e tal. E como o mundo é muito diferente, muito novo, e tem que ser muito claro pra gente, pra gente entender qual é a. quais são as regras desse mundo, né? Cara, se tu reparar, assim, as cenas não tem, assim, um fundo muito complexo, sabe? Personagens não tem, assim, umas roupas cheias de detalhe pra caralho, saca? Pô, a Alana é uma mulher com cabelo meio verde, meio preto, um par de asa, beleza. Irmão, uma calça, saia, enfim, ali preta com um casaco bege, acabou. Saca? Então é um design que não é assim, um design cheio de coisa, cheio de parafernalha, cheio de. Não é o Nomuro desenhando, sabe? Sim. E assim, porra, eu não sou fanomura. Sou um pouco fanomura, obviamente, sabe? Mas, cara, em saga ia funcionar aqui um personagem com 10 cintos e 17 zíperes e não sei o que lá, não ia. Não ia, porque é um mundo tão diferente, tão bizarro e tão único, que tem que ficar limpo na página, eu acho. Acho que esse era o propósito da Fiona Staples. E ela conseguiu, cara, ela conseguiu fazer um mundo muito limpo que a gente entende, né? Porque, cara, é muito fácil tu ver um mundo criativo de fantasia, de mitologia, de sci-fi, sei lá o que aí, em uma obra desse tipo aqui, e tu ficar confuso em como ele funciona, às vezes. Saca? E aqui, cara, tu entende do começo já. Aham, aham. E bicho, no capítulo 1, tu já tem gente dando tiro com arma, e gente falando em esperanto, fica aí, digo, spoiler, qual é a esperanto?
SPEAKER_04Ok.
SPEAKER_02Uhum. E atirando magia com a espada, recitando, sabe, palavra mágica. E, porra, tudo isso num quadrinho que começa com a frase Eu estou cagando. Literalmente, essa primeira frase, a primeira fala do quadrinho é essa. Tutando interrogação. Isso, então, porra, é maravilhoso, cara. É maravilhoso com o modo como a história começa já assim, sem precisar falar, tipo. Ah, este é o mundo tal. Neste mundo existe magia. Neste mundo existe não sei o que lá. Cara, não tem essa exposição desnecessária. Até porque, de novo aqui, voltando, porque eu falei agora há pouco: a história não é a história da guerra, não é a história dos mundos em guerra da galáxia, é a história de uma família que tá na merda. Sim. Então tu começa na família e tu acompanha essa família o tempo inteiro. Saca? E daí eles passam por guerra, mas, tipo, isso é pano de fundo, só o que importa são eles. Então tu vê isso até na arte. Isso que eu digo, sabe? A arte mostra isso, que a arte é que tu veja os personagens e o fundo, cara, que tá pegando fundo com alguma coisa lá, que tá dando tiroteio, não sei aonde, que tá dando um monte de merda. Cara, é o fundo. Então tá ali sem muito traço complexo, sem muita cor chamativa, sabe? É foda, é foda. Eu acho que, eu não sei se é. Memória errada minha. Ou se não é, mas tem a impressão que a gente mostrou uma vez a arte de saga pra Ma e ela não gostou. Ela falou que não curte a arte da Fiona Staples.
SPEAKER_06Parece que você tocou em um ponto que eu lembro, mas não tenho certeza se aconteceu também.
SPEAKER_02Pois é, aliás, Ma, inclusive, nos fala aí se eu lembrei errado aqui ou não. Mas, cara, eu adoro. Respeito a opinião da MA, porque ela entende muito mais do que eu desse assunto, certamente. Mas pra mim funciona muito bem por isso. Porque eu acho que entregou bem o roteiro, a história, né? Que é maravilhosa. Inclusive, não sei se eu que falo, tipo, tem um site que é tipo o Metacritic dos quadrinhos. Que é o comicbook Roundup.com aí, e saga tem média 8.8 nesse site. Ah, altíssima média. E dá pra ver, tipo assim, os reviews, tanto de crítica quanto de usuários, né? Pra cada edição, da 1 até a mais recente, que é 72. E todas elas têm nota 8,5 pra cima. Então, assim, não cai a qualidade, irmão.
SPEAKER_03Tá ligado?
SPEAKER_02Não cai. É bravo.
SPEAKER_06É bizarro, é muito bom, é muito bom. Sinistraço, sinistraço. Bom. Então vamos comentar então com spoilers lá no próximo bloco aí. Vamos entrar em detalhes no ouvinte. Se prepara aí. Vamos lá! Depois vão ver falar que eu não avisei em 3, 2, 1: Este quadrinho é uma merda.
SPEAKER_02Mentira! É mentira. Cara, é muito bom que em inglês, tipo, fica legal porque o gato fala lying e parece um miado.
SPEAKER_06Aham. Line. Mentira. Mentira, mentira. O Lion Cat tá miando aqui, dizendo que é mentira. Rapaz, eu vou falar pra você, o capítulo 1 me surpreendeu, mas não me fisgou logo de cara. O capítulo 1 começa com a cena do parto da Hazel, né? Com personagens que ainda nós não sabemos o nome. Eles se tratam de querido, de amor, assim, né? Não falam os nomes desde então. Isso.
SPEAKER_02E aí. Como qualquer casal no mundo. Exatamente, exatamente. Porra, tu acha que eu chego pra minha esposa aqui e falo, ô Camila. Não, não é humor.
SPEAKER_06Exatamente. E aí, logo no primeiro capítulo é a cena de nascimento, o bebê com o cordão umbilical, o pai mordendo, e eles falando, olha, tem seus chifres, vai ter suas asas, né? E, pô, logo de cara você já vê que não é um rolê normal. Não é um negócio simples, mas a forma que o Volgano tá botando as histórias contadas aqui é muito genial. Por exemplo, o Marco, na hora que ele vai morder o cordão umbilical, arrancar no dente, o cordão bubilical, ela fala assim, porra, você tá maluco? Você tem uma espada na sua cintura, seu doido. E aí ele para e fala assim, cara, eu fiz um juramento, Alana. Tá, eu sou um pai, não sou um soldado.
SPEAKER_02E essa espada. É porque foi só provavelmente que de repente não leu aqui e tá ouvindo a parte de spoilers, né? Eles estão tendo filho aqui num hospital. Na verdade, não. Numa oficina. Eles mesmos e acabam.
SPEAKER_06Mangedor era um lugar muito melhor perto disso aqui, cara. Exatamente. Então, assim, ele falou, ó, não sou mais soldado, não, então você já sabe que tem guerra. Cara, é uma das melhores maneiras de expor situações no mundo que eu já vi nos quadrinhos. Ao invés de fazer. Você sabe, Bob, né? Que é aquele negócio que alguém fala pro personagem qualquer e resume a história pra você ali. Você sabe, Bob, nós vivemos num planeta onde clonagem é coisa normal, né? Só que aqui, aqui eles fazem, você sabe, Bob, mas faz de uma maneira visual também, não é só no texto, né? Porra, tu consegue ver na cara do Marco, ele falou assim, cara, eu tava falando sério quando eu falei pra você que não ia tirar a espada mais da bainha. Não tá zoando. Não é meme, meu. E aí eles brigam também por causa do nome, né? Eles discutem muito o nome da Hazel, porque ela não nasce Hazel, né? Ela nasce pico, ela nasce Hope, ela vai tendo vários nomes. Pico é horroroso, né? Puta merda. Tá vendo o pico, é isso que o seu pai falou. Aí ele falou, peraí, a gente não combinou pico, não. Porra, que nome é esse aí? Então, e o quadrinho ele já não perde tempo também, né? Porque, pô, são o quê? Cerca de 40 páginas. E já na décima, décima primeira, sei lá, o Barão robô o vigésimo terceiro das forças de coalizão e está comandando você se render imediatamente. Logo de cara, assim você já vê que, cara, tá, tem gente com asa, tem gente com chifre, e aí tem uma pessoa macaco, que aparentemente é dona da oficina e entregou eles, né? E um cara tem chifre de bode, e aí tem várias asas, aí você vê que tem asas diferentes, né? Ela tem uma asa meio de inseto, tem gente que tem asa tipo de borboleta, tem gente que tem asa igual de pássaro. Cara, é só merda atrás de merda, doideira atrás de doideira. Gente filmando com celular e magia, detector. E aí tu vai vendo que, tipo, parece que se trata de uma guerra de magia versus tecnologia. Foi o que eu mais ou menos busquei nessa situação agora.
SPEAKER_02A princípio, uma facção é mais mágica, mais mística, e a outra é mais tecnológica. Tu tem ali os robôs e o rei robô, enfim. Mas assim, tu tem um. o rei e os príncipes que são robôs, de fato. Sim. Com o exército de gente com asa e tal. Do outro lado, cara, pô, o maluco chega aqui com um cajado e um chifre de cervo. Com espada mágica. É um druida, porra.
SPEAKER_06É um druida.
SPEAKER_02Isso, é um druida, é um druida, foda.
SPEAKER_06É um druida, foda-se. Literalmente é isso. Não tem erro, não. E já entra com uma barreira de fogo, jaco, coisa assim, bem deidei, tu vê várias pessoas com aparência de bode, chifre de bode no meio do fogo e você fala assim, caralho, é demônio mesmo que eles invocaram aqui. Aí soltando o laser da espada, o que eu achei assim. Vou dizer lúdico, Samuca. Essa é a palavra que eu quero usar. É muito lúdico. É muito lúdico. E aí no quadrinho, logo abaixo, já tem cabeça sendo cortada na metade. Sacou? Já mostra a gente morrendo com corte na região da boca ali, a tampa pra cima e o ar do corpo abaixo. Porra, meu irmão! Que negócio brutal, cara! É brutal. Porra, bicho, o dono da oficina agarrando as próprias tripas me pegou, não vou mentir pra você. Aquilo ali. Pois é. Aquilo ali me pegou. Me pegou. Me pegou e foi de um jeito que eu não gostei que me pegou. Eu pensei, caralho, precisava disso. Eu não sou o maior anti-violência aqui no galinha, todo mundo sabe disso. Mas é assim que tem um limite de violência pelo qual a gente pode até transformar em brincadeira. E quando você mostra alguém segurando as próprias entranhas quando tá morrendo, é um tipo de morte que eu não acho tão legal assim.
SPEAKER_02Sabe? E mais do que isso, eu acho, de novo, é aquele negócio de saber a mídia. Talvez se fosse um filme realista ia ficar tão pesado que ia ficar ruim de assistir. Sim. Sabe? E como é um quadrinho, é um desenho num papel, a gente aceita mais facilmente essa violência tão brutal e tão absurda que tá aqui. E, irmão, como tu falou esse volume 1 aqui inteiro do capítulo 1 até o 6, ele tem gente morrendo com tripa de fora, tem cabeça cortada, tem mão decepada, sabe? Tu tem muita coisa violentíssima rolando aqui nesse pouco tempo de história. E. E eu acho que é assim pra, primeiro, lógico, mostrar que é uma guerra. Então, se é uma guerra, ela é violenta. Um dos pontos desse volume 1, na real, é esse, inclusive, né? O Marco fala sobre isso, ele fala, pô, a violência, mesmo como último recurso, ela só traz violência de volta. Sim. Ele fala isso aqui nesse. No fim desse livro, nesse volume 1. Então, esse volume 1 aqui tem, assim, como um dos temas a violência. Então, pô, se tu quer falar sobre violência numa guerra, tem que mostrar violência. Não dá. Tu não pode mostrar ali, nossa, eles estão se guerrendo. Alguém vai dar um soquinho no nariz do outro, ele fica, ai meu nariz. Não. Tem gente morrendo aqui, e as pessoas morrendo aqui têm família, sabe? Não é um soldado sem rosto e sem ninguém. É uma pessoa de fato. Saca? Aparece lá, maluco, tipo, ah, pô, a Alana, ela tava aqui antes com a gente aqui, né? Me emprestou um livro. Pô, um livro aí sobre tal coisa e tal. Então, assim, ó, tu vê que são pessoas que estão se matando nesse negócio. E isso é uma guerra. É uma guerra, a violência é isso aí, né? E ambos lados têm os seus motivos, a gente. Não sabe quais são aqui a direito ainda, mas. Como a gente bem sabe, correr guerra aí, um lado que a pessoa tá acha que é o correto sempre. Ninguém guerrei esse não confia no seu próprio motivo. Então ambos os lados vão querer falar que estão certos e. Cara, é uma merda, é uma merda. E daí, de novo, nesse meio desse rolo todo, tá uma família começando aqui a ter mais um membro, que é a Hazel. E, cara, que parto horroroso. Que parto merda. E o que eu acho mais massa do capítulo 1, cara, é. Tem um linha de diálogo assim muito sutil, que é ali que eu falei, porra, que da hora esse mundo que eles criaram aqui. Que o Marco fala pra Lana. Fala pra Lana assim: ah, essa porta aqui da oficina é de osso de dragão. Relaxa que eles demoram pra entrar ainda. Irmão, em que outra história de ficção deste nosso planeta Terra? Tu pode falar que tem um robô querendo arrombar uma porta de osso de dragão pra matar um druida e uma soldado que tem asa de inseto.
SPEAKER_06Ah, é isso, é isso. Essa é a beleza do saga. Parece. Essas palavras, nenhuma delas tá na Bíblia, mas faz todo sentido aqui. Não tá, sabe? Não tá. Acho que a grande beleza do saga é essa, cara. Muito doida a forma como o quadrinho, ele te expõe visualmente essas tretas. E faz você se sentir assim, num ponto de. Caralho, velho, peraí, ainda tem mais doideira. Esse é o tempo todo que você vê. Nossa, ainda tem mais doideira. Nossa, ainda tem mais doideira, porque a cada ilustração de página cheia que tem é só mandíbula caindo. É só a boca abrindo, mano. Isso. É só a boca abrindo. É os robôs transando. Porra, o robô, eu quero fazer aqui um leve adendo, que o robô, quando brocha, ele mostra a imagem de um rinoceronte perdendo o chifre, né? Isso que dá quebrado, aham. Então, fica aí, né? Porque realmente o negócio deve ser muito broxante, você vê isso aqui. Depois desliga em seguida, né? TV, inclusive. Porra, maravilhoso, maravilhoso. E aí, pô, tem uma página que depois que eles estão fugindo, né? Quando a Alana fala com eles que quer mostrar ali o mundo pro bebê e tal, eles estão seguindo um mapa e aí tem uma batalha rolando onde eles estão, né? De um lado você vê naves espaciais e bagulhos lasers, e do outro lado tem uma tartaruga com um monte de coisa nas costas, cuspindo fogo, maluco. Isso. What? A tartaruga tá cuspindo fogo, e ela tem, tipo, várias cabanas e casas nas costas dela. Só falou assim, caralho, que merda é essa que o Vogue usou? Eu acho que eu quero também. É uma droga pesada aí. Ele não simplesmente fala assim, ah, no meu mundo vai ter dragão? Vai. What? No meu mundo vai ter tiro laser? Vai. What? Meu mundo vai ter tartaruga cosplay fogo? Vai. What? E só foi marcando assim. E foi aí, e foi aí, cara. E não para, não, mano.
SPEAKER_02E aí, pô, eu tenho que repetir aqui de novo isso pra não ficar assim, um pouco claro, tem que ficar muito claro isso. Ouvinte, pô, tem muita coisa rolando? Tem, mas não é confuso porque, de novo, é a história de uma família, sabe? Então, uma coisa que eu curto muito nesse volume 1 aqui, e fica muito óbvio que o Brian e a Fiona querem entregar isso de modo muito assim na sua cara, né? É que, tipo, apesar de ser uma guerra rolando, e monte treta, e tataruga tacando fogo na cara do outro, e laço espacial, sei lá o quê. A família é uma família que tem problemas de família normal. Sim. E aí tem uma página que eu acho linda demais, que é quando eles param pra sentar um pouquinho na floresta pra dar uma breve descansada. E eles dormem um no ombro do outro. Sim. Porque eles estão, tipo, cansadíssimos do dia que eles tiveram, né? Porra, fugindo todo mundo. E, cara, porra, pais de uma criança recém-nascida. Sim. Porra, vão ser super cansados, óbvio. Então, numa história mais mal contada, mais mal escrita, talvez se eu tivesse aqui dois pais que seriam super-heróis, quase. Super-heróis. Pais, fodões. Porra, a gente vai conseguir aqui ficar acordado, porra, uma semana inteira aí lutando bravamente contra o mal, e sei lá o quê. Irmão, aqui, a Alan e o Marco, eles estão fugindo pra caralho, eles estão fugindo um monte, eles estão com a Adrenalina no alto, beleza, show. Quando eles têm um breve momento de paz, eles dormem um no outro. Sim. Então, tipo, mostra muito. Primeiro, como eles estão se apoiando um no outro. Literalmente, aqui nesse caso. Aham. Então, tipo, os dois eles confiam muito no outro. Mas, ainda assim é cansativo essa merda. Saca? Tu tem do teu lado ali uma guerra rolando, mas tá o Marco trocando fralda. Num outro momento. Sim. Então, cara, é muito bom esse rolê, porque apesar de ter muita coisa acontecendo, não fica overwhelming pra tu acompanhar essa história.
SPEAKER_06Não, não, não é. O ritmo do quadrinho é muito bom, cara. Quando eu digo ritmo do quadrinho, eu não tô falando só da história contada, não. Até de pegar quadrados mais que tomam uma página inteira ou não. Assim, a escolha do que mostrar e quanto vai mostrar disso. É realmente muito boa. Muito, muito boa. É realmente muito boa aqui. Eu não me sentiado em moment. com vontade ou com necessidade de voltar no quadrinho porque eu não. But é muito bacana que você consegue ver que quando é a vez da Razor contar a história, os quadrinhos ficam um pouco mais nítidos. And nessa parte é legal que ele já corta da água pro vinho e vai pra aquela cena do interrogatório, né? Que o príncipe roubou o quarto. Ele vai. Ele vai fazer. E já corta pra cena dele pegando o trenzinho e indo pra fazer o interrogatório dele, que você vai ser na próxima edição. E cara, é doido demais, cara. Cara, eu vou me cansar de falar que é doido demais, mas eu tenho que falar. Ele tá conversando com um daqueles soldados, né? É uma soldada, eu acho, na verdade, de Asa. E aí. Tu gosta? Você conhece a soldade de primeira classe, a Lana? Aí você já. Porra, porra, então tá. Ela, pô, sim, ela gostava de ler livros. E aí o príncipe tilta com essa pessoa, e aí mostra na cara ali um maluco berrando, pegando fogo, como se fosse um capeta, falando que tipo de livro. E aí, porra, a mulher se espanta, né? E aí ela fala, ah, não tenho ideia, não, mas tem esse livro aqui que talvez ela goste, pipipi, popopô. Aí vem a pergunta, essa aqui foi o ponto, Samuca, que o quadrinho me fisgou. Que é a pessoa fazendo esse discurso todo, você vê que é uma nação hiper militarista, né? O pessoal da. O pessoal ali da Grinalda, que ficou a tradução, né? Que é a lua de Bri. Isso, isso aí. Na verdade, eles são do aterro, não a da Grinalda. E aí quando eles chegam na tal da fenda, tem essa soldada que recebe ele, ela fala sobre a Alana, né? Pipipipopopô, e termina assim, pô, mas quem tem tempo pra ali hoje em dia? Meu irmão. Mas isso desceu quadrado em mim, tá? Me desceu quadrado. Me desceu. Eu falei assim, caralho, velho, o cara solta uma bomba dessa assim. E, tipo, uma pergunta que é cotidiana pra gente. Porque muita gente vai falar e vai reclamar da falta disso, de falta de tempo, falta de possibilidade e tal. Enquanto isso tá chegando, Samuca, o Metrô que é um dragão chinês. Foda-se. Exatamente. Foda-se. É isso. Porra, cara. E Saga, ele vai ter esses momentos, assim, esses momentos assim, de, olha, estamos expondo a fauna e flora do meu mundo. Olha, vou te dar uma lição de moral. Mas olha aqui que legal como é que funciona o carro do meu mundo aqui. É tipo isso. Isso.
SPEAKER_02Ó, que massa que a floresta, mas olha só, pra fazer uma magia tem que ter um segredo com o ingrediente.
SPEAKER_06É, é isso aí, é isso aí, exatamente. A Amazing Chessia Head tá nesse quadrinho também, eu quero lembrar disso. Que a. A espreita, né? Que ela é uma freelancer, que é basicamente mercenário, né? É isso. Isso, isso aí, isso aí.
SPEAKER_02Vamos lá, porque rola o seguinte, pra gente resumir que é a história desse volume 1 pro ouvinte, né? Que de repente não leu, mas quer ouvir, né? Tá aí, beleza? Show. Tu tem todo esse. Esse volume 1 aqui inteiro. A história da família, né? Da Alana do Marco e da Hazel tentando encontrar o tal do bosque dos foguetes. Onde aparentemente tem foguetes que são árvores que podem fugir do planeta, que eles querem ir embora daqui desse planeta de merda. Sim. Escapar daqui. E enquanto isso, tu tem várias facções perseguindo eles. Procurando eles e tal. Tanto tem o robô, que veio pra ver que bosta que rolou aqui. Ele tava já em casa de boa depois de um tempo de guerra. Ele tava lá pra ficar em casa por um tempo. E ele é. enviado pra uma missão bosta, que é procurar esse casal de traidores aí, casal de... Então ele tá contra sua vontade aqui nesse planeta de merda aqui no fim da galáxia procurando os filhos da puta. Tu tem do outro lado aqui também o pessoal da Lua, de Grinaldo, também, procurando eles. E tu tem ainda por cima, além disso, os freelancers, que vários foram enviados aqui pra também caçar os malucos. Porque todo mundo quer esses três filhos da puta mortal. E aí tu tem, a gente conhece primeiro o querer. The Will. Que é o meu boneco favorito desse quadrinho aqui inteiro. Esse personagem maravilhoso, né? Esse personagem maravilhoso, ele junto com a sua gata mentirosa, gata na mentira, Lion Cat. Da qual eu tenho aqui na minha estante aqui um Funko, e é o meu Funko favorito aqui de casa que eu tenho. Eu acho maravilhoso. A Lion Cat é muito boa, cara. Muito boa. E, cara, o The Will, o querer, ele é a imagem do mercenário, porque tu vê que ele. Ele tem a própria moral que ele segue. Que é bem. assim. Bem estabelecida. Mas não é uma moral que eu e tu temos aqui. Ela é um pouco mais embaixo do buraco. É, sim. Porque ele mata pessoas, mata pessoas pra ganhar dinheiro. Mas até ele tem limites. Então é muito bom porque ele vai te pegar esse emprego aí, né? De caçar o Alan e o Marco. E o cara fala pra ele assim: ó, mas então, pra ser aqui contigo aqui, bem sincero, né? Pra deixar aqui tudo às abertas. Não é só tu que tá indo lá. Tem mais gente aí que também tá atrás deles. Ah, quem, por exemplo? Ah, tem, por exemplo, a espreita. Aí ele fala, ah, então não vou, deixa quieto. Se ela foi, eles estão mortos já. Já caguei. Vou no puteiro. Foda-se. Que é o 6 bilhão, né? 6 bilhões. Caraca, que merda. O cara pega, tipo, cartão de crédito da empresa, basicamente, e fala assim, ó, vou gastar no puteiro. Porque se a espreita foi lá, eles estão mortos. E, irmão, a espreita é um personagem aterrorizante, é isso que eu digo pra ti. Quando ela aparece, nossa assim, ó, uma aranha que tem embaixo da sua saia trocentas armas e tudo isso. Irmão, que se alguém nasceu pra ser mercenário foi ela, sabe? Pô, o The Will é um humano, o cara com dois braços e duas pernas só. Isso, isso. Ele quer ser mercenário? Coitado. A guria é uma aranha gostosa. Isso sim é um mercenário.
SPEAKER_06Quando ela levanta, saia, mostra ela com uma pistola, que tem uma mira ótica, uma faca kukre, um machadinho, uma escopeta e uma granada de mão. Uma em cada mão, mano. Eu falei assim, caralho.
SPEAKER_02Cara, a escopeta eu acho muito bom, porque, tipo, ela tem, logicamente, oito patas amaranha. Aí tem uma patinha com a mão no cabo, outra pra recarregar, eu acho muito bom, cara. É sensacional. Essa página da espreita eu acho foda. E aí todos os freelancers têm esse nome, né? Que não é bem um nome, é um título. Um título, sim. Então, o querer, a espreita, enfim. Que mostra um pouco já do que eles vão ser. A espreita, porque ela é uma aranha toda, né? Difícil de detectar, bem assim, mortal e tal. E o querer, The Will, o desejo, enfim. Vou deixar pra frente aí pra tu entender o nome dele. Depois na história. Ok. Mas, cara, é isso, assim, a espreita é um personagem que eu fiquei muito de cara como ela é impressionante. E aí, de novo, né, é aquela... tem um tropo muito legal e muito funcional em qualquer tipo de mídia ficcional aí. Que funciona muito bem. Que é pra mostrar, assim, o. o nível de poder das coisas, basicamente. Porque chegar a espreita, como tu falou, com escopeta, granada, Kukre, puta que pariu, né? Ela praticamente mata o Marco num golpe só com. Com nenhuma arma dela, com a boca. É, com um negócio que sai da língua dela, basicamente. Dá uma picada com a língua no pescoço do Marco, ele quase morre. E esse ser aterrorizante e absurdo, e overpower aparentemente, fica com medo, tem cagaço da floresta e vai embora.
SPEAKER_06Dos fantasmas, cara, essa parte é muito boa, mano. Cara, ela parece que a Alana sacou qualquer o rolê, né? E fala assim, ó. Cala a boca que eu vou te matar. E ela assim, ah, porra, você não vai me matar, né? Segura no machado, com a Kugel, não sei o que, não sei o que lá, papapá. E aí ela fala assim, ó. Você não vai me matar. Não, tem razão, eu peguei essa pistola e não foi pra te matar. Mas eu tenho coragem de matar minha filha. Aí aponta a arma na cabeça dela. Porra, mano! Porra, mano! Que isso, velho? Que coisa forte! Tu vê que aí a guria, né? Porque é o contrato dela, é muito importante. Pra ela falar assim, porra, peraí, calma. Agora vamos.
SPEAKER_02Lembrando que o contrato, pra quem não leu aí, é matar os dois, matar o pai e a mãe e trazer a filha viva.
SPEAKER_06É isso aí, exatamente, exatamente. E aí ela mete a pistola ali e ela fala assim, ah, porra, duvido, você tá blefando. Até parece que aí já faz o barulhinho, né? A ponta da arma já fica laranja. Ela fala assim, caralho, filha da puta. Caralho, porra, dê andete. Do nada, e aí vem os fantasmas, que também são o show à parte, mano. Porra, cara, o fantasma é tudo adolescente de shopping, cara.
SPEAKER_02Cara, é muito bom a Isabel. Ela, tipo, ela é um meio corpo, porque metade do corpo foi. Ela pisou uma granada sem querer. Ela fala, tipo, não, tava de boa por aí, pisei em uma granada, e aí morri. Meu corpo explodiu. Fazer o que, né? Então ela é o fantasma, tipo, flutuando assim com as entranhas penduradas. Caralho, cara. É muito bacana. Ele só, tipo, na barriga pra cima, não tem cintura, não tem perna, não tem nada, porque tá tudo explodido, cara. Que merda.
SPEAKER_06É muito bacana, porque ela é muito, ela é muito adolescente mesmo, né? Do tipo. A Lana conversando, não, vocês são uns horrores. Ela falou, pô, na Maroc, é assim que vocês tratam. O povo nativo do planeta, onde você tá? Isso!
SPEAKER_05É o que pau do cu do caralho.
SPEAKER_06Porra, cara, é muito bom, cara. Ela é muito boa. A Isabela é maravilhosa, velho. Ela é maravilhosa, muito sensacional. Ela vira babada, Hazel, cara. Bicho. Ai, velho.
SPEAKER_02Ela fala, pô, quero ir embora daqui. Esse espanhento aqui, esse planeta é uma merda, quero ir embora daqui. Mas não posso, sou um fantasma, caralho, né? Mas eu posso, se eu me juntar, à alma da sua filha. Então, assim, eu te ajudo aí, protejo ela, show. Show, né? E em troca eu vou com vocês aí, né? Aí é muito bom porque. Aí de novo, né? Essa é uma história que, que nem eu falei, tu vê claramente. Quando tu lê até o final do que tem até hoje, Leão, e tu relê depois, tu vai perceber que não é bullshit que o cara planejou a história do começo de fato. Tem muita coisa que rola aqui nesse volume 1 já, que é um foreshadowing imbecil pra daqui a vários e vários capítulos. Porra, com certeza. Saca? E aí a Isabel fala assim, né? A Alana pergunta pra Isabel: pô, mas vai doer fazer esse pacto com a alma da minha filha aí? Aí a Isabel, só quando ele acabar.
SPEAKER_01Aí tu fica. Caralho.
SPEAKER_06Entendi. Ai, ai, ai, ai, ai. Entendi. Logo num dos primeiros quadrinhos ali do capítulo 1, a Hazel falando que desde que ela nasceu, ela foi perseguida por muitos homens, mas só um conseguiu quebrar o meu coração. Aí passa pro The Will e eu falei assim, ô porra!
SPEAKER_02Ô, porra! Veja você se não é, Leon, um quadrinho bem escrito. Não é mesmo? Então quer dizer que. Ah, mano, peraí, porra, sabe? E eu vou além, eu vou além, Leon. Leia para o nosso ouvinte, por favor, aí. Tá? A penúltima página do capítulo 1. Capítulo 1, penúltima página. E depois a última. Só a parte da Hazel que ela tá narrando ali.
SPEAKER_06Tá, ela narra que meu nome é Hazel, eu comecei como uma ideia, mas acabei me tornando algo mais. Não muito mais, pra ser honesta. Não é como se eu crescesse pra me transformar numa grande heroína de guerra ou uma salvadora super importante. Mas graças a esses dois eu pelo menos pude ficar velha.
SPEAKER_02Aí pera um pouquinho. Nesse momento eu tenho a parte interna conversa da Lana com o Marco, de boa ali. Isso, isso. Aí tu vira a página, então ele se beijando e ela fala o quê? Nem todo mundo envelhece.
SPEAKER_06Caralho, cara.
SPEAKER_02Um pouco pesado aí. O Foreshadowing.
SPEAKER_06Pesou um pouco o crema, galera, hein? Pesou aqui.
SPEAKER_02Pedou. Pedão. Porra, complicado. Então, assim, essa aqui é uma história que vai ter bastante nesse rolê de Foreshadowing aí, de propósito, e bem na sua cara mesmo, porque a Raze tá errando a história. E assim, tu não vai ter plot twists aqui nessa história que vão vir do nadão assim, tipo, meu Deus! Nossa, jamais pude ver isso acontecendo. Cara, tá tudo aqui, sabe? Mas é que é tão bem feito, tão bem escrito, que ainda assim o impacto é absurdo. É muito foda.
SPEAKER_06Cara, é maravilhoso todas as coisas visuais que esse quadrinho faz em todos os momentos, tá? Coisas que me marcaram, Samuca. Vamos lá. Bem-vindo a Sextilion! Dizem dois pares de perna com cabeças e só isso. Cara, caralho, cara! Que porra é essa, cara? Com meio arrastão ainda por cima, não é qualquer coisa. Cara, parece dois Funko sem bracinho, tá ligado? Ouvinte, imagina uma cabeça tipo o Big Head antigamente no videogame, sabe? Super deformed. Agora, tira todas as outras partes do corpo e põe duas pernas embaixo onde seria o pescoço. É isso. É isso que é isso. Isso, é isso. E te recebe no maior puteiro da galáxia. Sextilhão, que é um planeta puteiro. Cara, e aí essa parte toda, né? Depois que vai aparecer mais vezes, né? Só vai piorando a degradação libertinosa que há em Sextilion. Primeiro, ele tá no céu, né? Como se fosse no céu, né? Isso é muito foda. Aí você vê um monte de anjo se pegando, ou coisa parecida com o anjo, né? Com a asa se pegando, transando, não sei o quê.
SPEAKER_02E a cara dele de totalmente borda.
SPEAKER_06Ah, ok. Porra, tipo, isso aí pra mim é uma segunda-feira qualquer. E aí ele vai pra um lugar que parece ser o inferno, né? Que aí é gente em pose esquisita, é bicho estranho. E aí ele fala assim, pô, só isso aqui, ele fica com aquela caradinha, tá? E alguém fala assim, pô, você parece desapontado, hein? Não era o que você tava esperando, não. Aí eu rindo disso, né? Ah, ele fala, ó, você precisa aqui é de uma escrava, uma garota escrava. Peraí que eu vou te mostrar. Aí eu falei assim, porra, ok, quero ver um roleplay, deve ser. Quero. Né, eu falei, beleza? Vamos ver onde é que tá. Tudo consentido entre adultos vale. Tudo consentido entre adultos vale. Só tem um pequeno detalhe. É que mais pra frente você vê que não é um adulto, é uma criança que fala oi pra ele. Eu falei assim, caralho, esse quadrinho tem que tomar no cu dele, véi.
SPEAKER_02Essa página inteira com a guria falando oi. Meu irmão! Com uma cara de inocência ali. Irmão, assim. É nessa hora que o The Will, o querer, me ganhou. Porque tudo até ali dava a entender que ele ia. Ah, beleza. É isso aí que eu quero mesmo. Foda-se. Sim. Porra, ele nem pensa. Ele vira pro malandro, pro cafetão, e fala assim: pô, isso é uma criança, bicho.
SPEAKER_06Pois é, é maneiro, né? Porra! Irado, né?
SPEAKER_02E ele esmaga a cabeça dele com as próprias mãos, sem piscar.
SPEAKER_06Cara, é muito foda. Quantos anos você tem, menina? Ah, eu tenho seis, mas eu vou fazer tudo o que você quer. Então fecha os olhos aí, rapidinho. Explode a cabeça do maluco com um tapão. Falei, caralho, velho! Tá maluco, irmão? Ou, sério, sério. Essa parte daí, eu não. Assim, fez uma curva que eu não tava esperando. O Saga te mostra que não existe final feliz. Ou Que o final feliz aqui, ele é muito realista, vou dizer assim. Não é o final feliz do Manuel Carlos, Samu, onde todo mundo se casa com um filho no Neblon. Sim. Você entendeu? Já deu pra ver que não é isso. Porque ele não poupa esforços em te mostrar gente que a gente endeusa em situações comuns, como por exemplo, o príncipe lendo um romance de banca, daquele estilo sabrindo e cagando. Esse aqui, pra mim, é uma das melhores cartes que tem aqui no Saga de todos os tempos.
SPEAKER_02Cara, é muito bom, porque esse capítulo, acho que 4 ou 5, começa com essa página aí. É o 5. A capa desse capítulo aí, na edição individual, é o príncipe robô com uma roupa toda pomposa. Sim, porra, a capa do Suzerano, não sei o quê. Tu abre esse quadrinho, tu abre essa edição e tá ele cagando, e foda-se, porque, porra, príncipes cagam, é isso aí. Exatamente. Ele é só mais um personagem que, tipo, é um pau no cu? É. É muito. Mas cara, cara, ele é um ser humano ali, tipo, entre aspas, anos, o ser humano, como não é um indivíduo, enfim. Ele é um robô pro filho da puta? É, mas assim, ele tá cagando ali. A mulher dele liga pra ele pra falar que ele tá grávida. Ele fica feliz com isso, porque ele quis ser pai sempre. E ele fala, porra, tô aqui trabalhando aqui numa missão merda aqui, mas quero ir pra casa, quando eu pular pra casa eu vou. E é isso aí. Então, tipo. De novo, né? Tu vê personagens que não são estereótipos e ponto final. Eles são, porra, cheios de nuances, cara. Isso é muito foda. É muito bem escrito, é muito foda.
SPEAKER_06É muito foda, é muito foda. Dali pra frente. E como eu disse, a questão dos finais felizes, né? É dessa garotinha também, né? Porque o The Will não consegue fugir com ela no final das contas, né? E ele fala, porra, a mulher fala assim, beleza, se tu quer levar ela, me paga o preço que eu paguei nela, que é um valor super alto aqui.
SPEAKER_02Não, e também, tipo, a Guria fala. A Guria, tipo, a dona do negócio fala pra ele assim, né? Então, é porque ela foi injada aqui o negócio aqui no sangue dela. Que se ela foi embora daqui antes do tempo, ela morre. Ela explode, é, isso. O sangue dela vira pedra e ela vai morrer. Então, assim, tu quer mesmo deixar ela daqui? E cara, ele não tem saída. E é isso aí, tipo, quando tu falou o final dessa história aqui, desse momento da história. Não é um final, tipo, nossa, o salvador da criancinha. Pô, vai fazer o quê? Vai morrer daí? Ele quer tentar nem comprar a guria, mas. E aí? Mas cadê esse dinheiro? Ele não tem esse dinheiro, não. Ele tá, né? Não é podre de rico.
SPEAKER_06Super estabelece quem é o The Will, né? Que é um maluco que tem. Sim. Olha, eu tenho o meu código de ética. Você não pode concordar com ele, mas até hoje ele não me fez passar por merda. É basicamente isso. Ele é um cara que. Ele é o caótico neutro. Alô, alô, você do Dede. Ele é o seu tradicional caótico neutro, tá? Não vai ter.
SPEAKER_02Pô, não sei, hein? Eu acho que eu colocaria ele como. Sei lá, um. Quase true neutral, praticamente. Talvez até quase um lawful neutral, praticamente.
SPEAKER_06É, porque ele segue o próprio código de regra, né? Se ele é bom ou ruim, não. É estranho. Não tá nem aí pra ele.
SPEAKER_02E tu vê, tipo, é legal a gente ter dificuldade em estabelecer o que ele é, porque isso mostra que é um personagem que tem. Nuance pra caralho. Nuance, escamadas.
SPEAKER_06Sim, tem muita nuance.
SPEAKER_02A gente usa pra falar de personagem esse grid do D ⁇ D. Mas é porque, tipo, aquele Lang grid de arquétipos. Ah, o Sauron. O Sauron é o Evil e acabou. Ah, o Legolas, o Legolas é tal coisa. Mas, porra, pessoas vão se encaixar nisso? Sempre? O que eu sou, o que tu é? Não sei o que a gente é.
SPEAKER_06Pô, eu vou falar assim, a real da real pra tu, Samuca. É. É uma das poucas obras de quadrinhos que eu vejo que moral e ética são humanas pra caralho. São dois. Coincidentemente, os outros dois quadrinhos que eu vi onde rolando isso são da Unage Comics também. Que é o Spawn. Isso o tempo todo é basicamente a base do Spawn. Das histórias do Spawn. E Invincible, que é basicamente isso, só que ao invés de alienígena é superpoder. Basicamente isso. Bicho, é sensacional com essas histórias, porque você assim, quando a gente já tá vivo há muito tempo, nesse mundo de muitas mídias, essa nuca tá aqui, não vai me deixar mentir. É que às vezes a gente bate o olho em alguma coisa e fala assim. Esse é tal tropo. Já sei. Nem precisa nem desenhar. Isso. Tu bate e fala, ah, não, isso aí já sei o que vai ser.
SPEAKER_02Esse personagem aqui é o personagem que vai ser o. Sei lá, o velho sábio.
SPEAKER_06Mentor. Isso. Ah, pô, esse aqui, ó, tem cara de mocinho que vai morrer pro herói ficar puto, hein?
SPEAKER_02Não sei o quê. Isso, esse aqui é o anti-herói, esse aqui é o vilão que vai fazer uma merda aqui no começo da história. Cara, aqui não. Não dá, bicho, não dá. Não dá, não tem.
SPEAKER_06Não dá. Eu ainda tô, assim, tem assim. Cara, é uma das minhas cenas favoritas, que é o Marco entrando em um bersek. É isso mesmo. E tiram na lana, e ele fala assim, filhos da puta, tão doidão, irmão. E começa a tampar na porrada com todo mundo, mata os camaradas ali, mas ele começa a entrar em bersek no estilo Berserk mesmo, do tipo, cara, eu tenho que destroçar todo mundo desses empenados aqui. Eles vão morrer. E aí a Lana dá um tiro nele. Aí ele fala, porra, o que eu seria. O que eu seria sem você? Eu falei assim, é, é um relacionamento bem funcional esse. Na verdade, você perde a cabeça e sua esposa te dá um tiro. Porra, super tranquilo, mais um dia na galáxia. Cara, isso é o tipo de nuance que a vida humana teria. Sabe? A vida humana teria.
SPEAKER_02Lógico. Pô, e assim, porra, o pai, recém-pai, né? Ele quer porque quer salvar a filha, obviamente. Quase morre fazendo isso. Consegue se recuperar aqui com magia, com neve, que ele usa fazer a magia de cura, não sei o que lá e tal. Assim que ele é curado, ele vê de novo a filha em perigo, se vê obrigado a quebrar o seu voto de não violência e pegar a espada de novo ali. E, irmão, ele deve estar muito cansado já desses últimos dias aqui, semana, enfim. Então, assim, ele tá sem tempo de pensar, irmão. Ele vai só, foda-se. Por causa da filha, ele primeiro usa a espada de novo, mesmo sabendo, e depois ele fala isso, né, de novo. Ele fala essa frase que eu gostei, que ele, pô, a violência, mesmo como é o último recurso, mesmo justificada e tal, ela vai só gerar violência. E é essa cena aqui dele matando uma galera que vai fazer o robô depois perseguir ele pela galáxia e fazer um monte de merda. Então, o que ele falou é verdade, né? Então, assim, ele usou a espada pra proteger a filha, mas aí depois em seguida ele fala assim, ó, bom, eu percebi que mesmo eu sabendo que violência é uma coisa ruim, se eu tenho acesso a ela, eu tô fudido. Então, assim que ele tem que sacrificar uma coisa pra conseguir entrar no foguete lá, que ele tem que entrar pra sair do planeta, ele sacrifica a espada. E a Alana fala pra ele assim, pô, mas a tua espada é um artefato aí da tua família, que tu tem as gerações, que é importante pra ti e tal. Ele fala, é, mas a minha família agora tá aqui. Minha família agora é tu e a nossa filha. É isso. Muito bom. Essa espada aqui era só um símbolo antigo da minha família que tinha aqui. Não quero mais usar ela mesmo, então eu vou quebrar ela no meio, vou deixar ela aqui nesse planeta e que se foda. É, o quê? E é isso. O que acontece é que a espada provavelmente invocou os avós da Razon pra nada. É, é um artefato mágico, então assim, porra, quebrou alguém que deu essa espada pra ele no passado, sentiu isso e falou assim. Ih, fudeu! Fudeu, é mesmo. Fui morto. Aham. Aham, e é isso. Vou lá ver que porra é essa, né? Mas é só o Marco passando por esse crescimento e esse ciclo aí nesse tão pouco tempo, cara. É isso que eu acho que é muito bem escrito, sabe? Tu tem um personagem que. Porque assim, nesse volume 1, a Alana, ela não cresce como personagem, ela é aquilo que ela é, por enquanto.
SPEAKER_04Sim, aham.
SPEAKER_02Né? E tu conhece o robô, tu conhece o querer, tu conhece a espreita, ela morre, inclusive, hippie. Mas assim, tu tem muita gente que tu conhece aqui, mas tu conhece o Marco e ele passa por um arco narrativo completo aqui nesse volume 1. Sim. Saca? Sim. E aí, isso vai rolar, vai rolar muito isso. Tu tem arco da história que desenvolve personagens específicos, sabe? Então, já fica aí o spoiler, o arco seguinte, o volume 2, vai trabalhar muito a Alana em seguida. Porque até agora, sabemos que ela é uma soldada.
SPEAKER_06Que até agora é isso. De relativa patente, né? Uma relativa patente no exército dela.
SPEAKER_02De quem, por alguma razão, o robô tem mais medo do que do Marco, inclusive, ele fala isso. O problema não é ele, o problema é ela, porra. Isso, ele fala que, pô, ele massacrou uma raça aqui, mas era aquele problema, ele tá fudido. E tu fica assim, por quê? Não siga ainda. Vamos descobrir. Eu acho que é muito massa isso. Esse ritmo de narrativa é legal porque ele foca em desenvolver um personagem específico. Então aqui tem um Marco, tu conheceu ele do começo, ele passou por coisas, ele cresceu, ele mudou, ele chegou em quem ele é por enquanto. Ok, próximo. Perfeito. E assim vai, pouco a pouco. Perfeito. Exatamente. Então, putz, assim, aqui, história bem escrita aqui, que quadrinho foda. Vou ter que rezeru de novo agora aqui pela quarta vez. Ah, que sacrifício enorme. Que triste, né? Que complicado aqui. Que tristeza. Vou atrás de comprar o volume 12 assim que sair, porque preciso de ir na minha estante aqui pra ler. Ouvintes que eu não conheço aí. Dá pra comprar de boas a versão em inglês no Brasil? Sim. Tem por aí pra comprar na Amazon, enfim. Eu tenho aqui casas em inglês. Eu tenho PTBR só a edição 1, capa dura aqui da Devir. Mas tenho de resto aqui as de paperback da Image mesmo aqui em casa. Eu comprei na internet aí, porque é baratinho, é tranquilo. Sim, de fim. Preço de livro aí, de quadrinho, ok, assim. De fato. Tipo, é um inglês tranquilo de ler, não é difícil não, sabe? Mas quem prefere tem em português. A tradução é muito boa, inclusive. Não tenho coisa pra reclamar na tradução. Zero.
SPEAKER_05Ela é bem legal.
SPEAKER_02Pelo que eu vi. E inclusive é legal porque a versão em PTBR da Devi é um pouquinho maior do que a edição paperback inglês. Isso, a dimension. Isso. Então, assim, tu tem uma página maior pra ver um pouquinho mais the arte. Tem os volumes que reúnen si do one ao seis, anda sete ao doze, enfim. Andros. And this livro que tem só em inglês is a Devir trouxe Brazil essay no volume. Material bomb capa dura. Ouvinte, leia. Se você não costuma ler quadrinhos, vença essa. A minha esposa até hoje leu três HQs se ela gostou. A Camila aqui in casa. Ela leu já alguns, porque eu falei, e pô, lei isso aqui, vê se tu gosta. Ela foi lá e leu, mas ela gostou de três. São eles, Leon. V de Vingança. Porra. Watchmen. Porra. E Saga.
SPEAKER_06Caralho, que bom que ela só gostou dos suprassumos apenas.
SPEAKER_02É, aí tu vê a companhia com a qual o Saga se encontra aí no ranking da minha esposa aqui. A Camila não é leitora de quadrinhos, ela não fica, tipo, lendo Marvel DC, super-herói, enfim, ela nunca foi disso, sabe? Então ela lê se algumas coisas aqui que eu acho que vai ser bom, que ela vai gostar. Eu recomendo pra ela e ela vai atrás. E alguns delas não gostam. Mas alguns ela gosta bastante. E Saga, ela curtiu. Então acho que. Até isso, acho que é um bom começo pra quem não custa uma legaque, inclusive.
SPEAKER_06Vamos encerrando então, seu Samaiauras. Vamos! Vamos acabou! Acabou aqui mais um episódio exclusivo. Lembrando que ele só existiu porque você nos apoiou lá em Catarse.me a galinha viajante com suas 12 Piloquinhas, Samucan.
SPEAKER_02Muito obrigado a você ouvinte aí que nos apoia lá, por favor, aí ouça nossas episódios semanais. Quando você quiser, você pode ouvir na Quinta Fire ou de modo antecipado. Isso. Tem esse perk, essa vantagem aí. Mas acho que o mais legal é isso, né? É PIM mensal aí exclusivo que sempre é de coisas que não são joguinhos. E estamos aí abertos a sugestões, inclusive. De animes, de filmes, de mangás, de quadrinhos, de o que for aí que não seja videogame, né? Que a gente queira ler, assistir e comentar.
SPEAKER_06Exato. É isto. Muito obrigado por você que chegou até o final desse episódio e nos vemos nos meses que vences com mais um episódio exclusivo. Valeu Falou! Valeu, beijo!
SPEAKER_00Esse podcast é realizado graças ao apoio dos escudeiros da galinha viajante no Catar.
SPEAKER_02Wagner Schiffler, Tiago Esgalha, Matheus Menuscci, Carlos Kopperschmid, Camila Candomil, Eduardo de Castro, Marcela Verstiani, Fábio Queiroz, Renan Ramos, Cecília Schiffler, Felipe Fernandes, Cláudia Schiffler, Alexandro Schneider, Daniel Barbosa, Evandro Pop Júnior, Lucas Nicolas, Jair Cerqueira, Guilherme Garcia, Adriel Pizetti, André Gomes, André Montebeller, Paulo Nagarrara, Lucas Toso, Bruno Teixeira, José Antônio Paquito, Schneider de Souza, Eduardo Pontes, Vinícius Bento, Leandro Rodrigues, Léo Isidoro, Lucas Nicolau, Ludman Alves, Vitor Estevano, Ivan Machado, Gabriel Menino, Heitor Cameschi, Alexander Arbieto, Carlos Gilberto, Tiago Bezerra, Ricardo Trindade, Jefferson da Silva, Fausto Guimarães, Gustavo Gomes, Bruno Cuaraci, Douglas Brito, Lucas Lanza, João Gabriel Raine, Giovanni Riquelme, Marcel Chicano, Júnior Oliveira, José Ribeiro, Léo Carvalho, Arthur Tyson, Emílio Oliveira, Ícaro Bezerra, Jorge Mufareg, Renato Scapim, Vitor Ramdam, Patrick Buckman, Daniel Campos, Rafael Silva, Jean Eduardo, Anderson Souza, Léo Calai, João Vitor Galvão, Juan Paixão, Ireno Marino, Maria Eduarda Barroso, Pedro Costa Lima, João Vitor Leal, José Isaac Martins, Bruno Saito, Marcelo Omori, Eric Fagundes, Matheus Munici, Alain Lima, Daniela Fialos, Lodinho Silva, Lucas Gomes, Eduardo Lopes, Guilherme Heimprest, Gustavo Schneider, Pedro Giunco, Guidola, Vinícius Gonçalves, Felipe Augusto, Carlos Aquino, Vinícius Velani, Caran Carvalho, Emerson Dantas, Matheus Profício, Sandro Oenem, Eric Mendonça, Wally Velasco, Lucas Almeida, Luiz Leite, Wendel Cruz, Murilo Martins, Leandro Siviero, Carlos Guerra, Douglas Ritzer, Isaac Costa, Marion Sabino, Leonardo de Biazzi, Marcelo Bonato, Cauê Silva, Guilherme Alves, Vinícius Camargos, Pablo San Martin, Lucas Vasconcelo, Hudson Mello, Tiago Torquato, Victor Marcelino, João Gabriel Neves, Matheus Toscano, David Teixeira, Jerry Vinícius, Cleiton Oliveira, Júlio César Morgante, Paulo Mercante, Vinícius Goular, Luiz Dornelles, Matheus Lazaroto, Sebastião Diniz, Guilherme Hereck, Lucas Mota, Wesley Santos, Renan Almeida, Francisco Carlos, João Miguel Silva, Rafael Quintana, William Santos, Fernando de Lima, Andrei Santos, Vinícius de Jesus, Newton Neto, Marcelo Guachinim, Leonardo Lima, Galetotti, LP Crawler, Amanda Evangelista, Agatha Sofia, Pedro The Rock Rocha, Paulo José Rocha, Matheus de Pinho, David Marinho, Pedro Raimundo, Odirley Fidelis, Lúcio Charlotte, Ivan Oliveira, Gustavo Magalhães, Rodrigo Lemos, Luco Borgs, Pedro Lucas, Hernani Amaral e Vortex Indie Games.
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