Galinha Viajante - Episódios Extras
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EX#44: Troca de Álbuns
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O EX chegou pra alegar o começo de mês da escudaria e, dessa vez, a ideia foi trocarmos uma indicação de álbum de duas bandas que curtimos muito. O Leon indicou a obra-prima da banda de metal progressivo Queensryche, Operation: Mindcrime. E o Samuca indicou o Oh! Gravity, album da sua banda favorita: Switchfoot
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CAPÍTULOS
00:00:00 - Abertura do Episódio
00:05:54 - Álbum que o Leon indicou (Queensryche - Operation: Mindcrime)
00:36:15 - Álbum que o Samuca indicou (Switchfoot - Oh! Gravity)
You what the side is going to be exclusivo no seu galera bead palma!
SPEAKER_00Segunda fire meio feio, é meio ruim, né? Terza Fire, show! Funciona. Sexta Fire, original inclusive, da hora. Beleza. Quarta Fire, meio feio, mas funciona ainda. Domingo Sábado Fire, feio. Feio, feio. Segunda feio. Segunda Fire é o pior que tem, bicho. Porra, até.
SPEAKER_02Segunda Fire é o. Quase falei errado aqui, puta merda. É, Segunda Fire é muito forçado. Muito forçado. É muito, é muito. Ele não parece natural, mas enfim, Segunda Fire é exclusivão. Na tua cara, na tua funça. E hoje, mais do que nunca, no teu ouvido, Samuel Reuras.
SPEAKER_00É isso. E sabe o que é legal, Leon? É o seguinte, tá? Recentemente, os nossos episodies exclusivos aí deram uma vazadinha pra plataformas.
SPEAKER_02Ah, verdade!
SPEAKER_00Não é que alguém vazou. Você ouvinte aí que nos ouve aí pagando pelo nosso Catarse. Não foi você, sabemos disso, foi erro de onde a gente fez o episódio lá, enfim. Deu as tretinhas lá, né? E apareceu os exclusivos em alguns apps por aí, pra quem não nos paga mensalmente no Catarse, não colabora com galinha, né? Então assim, primeira coisa, você ouvinte aí que está ouvindo isso agora, né? E não contribui com galinha. Alô, você, Deus está vendo isso. Deus está de olho. Ai, ai, ai. Estamos aqui.
SPEAKER_02Estamos todos.
SPEAKER_00Então se você ouve isso aqui e curte nós, né? Considere nos apoiar lá em catarse.me barra Galinha Viajante, que é o meio pelo qual, Leon, muita gente aí nos ajuda a manter o Galinha Viva e por isso recebe esse epimensal aqui como um agradinho extra, né? Exato. Até porque muito bem a gente vai arrumar isso aí e vai sumir de todos os lugares públicos possíveis aí por enquanto que estão aparecendo. Então, assim, vai ficar online aí em alguns lugares excusos, grátis aí por um tempo ainda, até quando não sempre vai sumir. Vai sumir.
SPEAKER_02Vai estar assumindo. Exatamente.
SPEAKER_00Andrew aqui é pra ser um agrado aí pros nossos ouvintes que nos apoiam. E mais do que isso, o interessante que eu falei é o seguinte: a coincidência, Leon, é que esse EP de hoje aqui vai ser bom porque ele vai fazer os lugares públicos que tem isso aqui no ar derrubarem o episódio.
SPEAKER_02Exatamente!
SPEAKER_00Exatamente! A gente vai fazer um golpe aí invertido, né? Isso, vai usar os bots que proíbem que a gente ponha música licenciada e tal em episódio de podcast, vai falar assim, ah é? Não queria mesmo? Não queria mesmo, foda-se. Exatamente, exatamente. Porque hoje o EPI exclusivo de troca de álbuns.
SPEAKER_02Troca de álbuns, ouvinte. Troca é a troca de álbuns, Leon. A troca de álbums, como o nome indica, é. Eu indiquei um álbum que o Samuka ouvir. Algo que eu sei que o Samuka ouve pouco ou nunca ouviu. E a mesma coisa o Samuka fez Para Comigo. É isso, é isso. Para comigo.
SPEAKER_00Ah, álbum de figurinha, não, você é ouvinte aí que não tá por dentro dos termos da música, o álbum é o CD.
SPEAKER_02É, é, é, é, é o. Isso aí, é o CD, né? Que é a obra aí dos grupos que a gente vai tratar. São dois grupos bem distintos que nós escolhemos. E da mesma forma que a gente vai fazer, né? A primeira parte vai ser um falando sobre o álbum que o outro mandou e depois o outro sobre o álbum que o mandou.
SPEAKER_00É isso, é isso. Os dois de rocker que a gente. Tudo bem. Pô, somos ecléticos? Somos, but ainda assim nosso negócio é o rock. Tá um pouquinho ali, né? Talvez numa versão futura disso aqui, número 2, a gente vai um pouquinho pra fora desses estilos musicais. Mas tu me mandou um álbum de metal progressivo.
SPEAKER_02Ópera rock, enfim. Sim.
SPEAKER_00E eu te mandei um aí que é meio que um punk rock surf alternativo esquisito.
SPEAKER_02Cara, eu ia te falar isso, e ia deixar pra falar isso. Eu vou deixar pra falar isso no nosso. Na hora que a gente tiver disposição dos álbuns aí, mas. Exactly. São todos os subgêneros do rock numa banda só, nesse álbum. Essa banda é bem isso aí, bicho.
SPEAKER_00Tem álbum dessa banda que é mais adjacente ao quase metal, vamos dizer assim. Uma coisinha ali. Uns que são totalmente pra tu ouvir surfando. E foda-se. E é isso, cara. É loucura.
SPEAKER_02Vamos lá, então. Sem mais delongas, vamos lá então, não tem abertura aqui? Não tem.
SPEAKER_00Vamos antes em qual? Vamos antes, não tem o no meu?
SPEAKER_02Cara, eu tô. eu acho. Não sei qual que você quer. Você quer falar você?
SPEAKER_00Vou chorar aqui um D2, peraí. Deixa eu abrir aqui um site aqui. Flipa coin no Google. Jogando. Leon, escolha cara ou coroa para o seu álbum que você me indicou.
SPEAKER_02Eu te indiquei, então vai ser coroa.
SPEAKER_00Ah, e o coroa então começa por esse. Show.
SPEAKER_02Então é isso, vamos lá então.
SPEAKER_00Vamos tocar aqui uma música inteira do album forvinity ouvir.
SPEAKER_02Operation Mind Crime! Bom demais! Bom demais! Muito bom! Vamos lá, ficha técnica rapidinho aqui do Operation Mind Crime, Samuka! Lançado Isso aqui eu lembro que quando eu falo das pessoas, elas se surpreendem muito porque foi lançado no dia 3 de maio de 1988. Irmão, que porrada velha. Ok? Eu tinha apenas apenas dois meses de idade, Samuel.
SPEAKER_00Eu tinha menos dois anos.
SPEAKER_02Pois é. Menos dois anos. E também teve um relançamento dele no dia 6 de maio de 2023 com duas faixas bônus. E o Delux Box 7, que tem além do remaster, tem todas as músicas sendo executadas back to back ao vivo. Como eles fizeram antes da banda tomar. Todo mundo tomar no cu e se separar. Que beleza. Falou uma briga absurda.
SPEAKER_00Eu vi isso aí por um pouquinho que eu vi que esse álbum, o Remaster, ele lançou com duas faixas bônus que são ao vivo também. Isso. E em 2006, eles lançaram a parte 2 desse álbum. Mind Crime 2. E no ano seguinte, fizeram um show ao vivo, foda, com a parte 1 e 2 com atuação e tal, bem como musical praticamente. Isso. E eu assisti a parte 1 daí, que é desse álbum de hoje. Eu não ouvi a parte 2 ainda. Não vi também ao vivo ainda. E antes de falar a parte 1, então, Leon, lhe pergunto, já de cara aqui, devolvi Operation Mind Crime 2? Ou foda-se?
SPEAKER_02Ah! Caralho.
SPEAKER_00Porque só o que eu sei é o seguinte. Eu sei duas coisas. Primeiro, é a continuação da história, de fato. E dois, tem o Jill cantando. Tem! Então, assim, eu fiquei um pouco interessado, mas presta? Como é que é? Porque eu vi que a banda. A banda deu uma quebradinha ali, deu umas merdas.
SPEAKER_02Presta, presta. Assim, o Operation Mind Crime 2 não é que ele é um álbum ruim, mas pareceu muito um negocinho, tá, vamos fazer um negócio aqui pra gente comprar uma piscina nova. Entendi. Entendeu? E não é ruim, veja bem, novamente, não é ruim, mas é a continuação da história.
SPEAKER_00Porque nada que tenho o Dill é ruim.
SPEAKER_02Não, não é.
SPEAKER_00Automaticamente é bom se tem o Dill.
SPEAKER_02A própria história do Operation Mind Crime 2 é bem interessante, já que é a continuação aqui do. do primeiro, né? E tudo mais. Só que assim, o primeiro fecha tão direitinho que o Projection Magic Crime 2, ele vira uma parada que, sei lá, de repente, é. Foi demais, sabe? Over.
SPEAKER_00Pois é, pois é. Ah, mas galinha, como assim é a história? Não era música essa porra CD, então.
SPEAKER_02Isso aí, calma. Vamos lá.
SPEAKER_00O Long puxou o assunto aí dessa banda e desse álbum aí, por favor.
SPEAKER_02Calma, Operation Light Crime é o álbum do Queens Wright, como eu disse pra vocês gravados aí. Lançado, aliás, no dia 3 de maio de 88. E ele é um disco conceitual, Samuel Real. Faz um opera rocha. Que conta a história de Nick, que é um viciado em drogas, que, sei lá, ele fica completamente desiludido com o mundo, com a sociedade corrupta, e se envolve com um grupo revolucionário como um assassino político. Só tá melhorando, né? Liderado por um rapaz chamado Doutor X, que desenvolveu uma droga que é boa e faz ele ficar mais assassino. É isso. E aí a história conta do Nick querendo matar políticos e tal. Mas enfim, eu acho que eu vou deixar a história mais pra frente um pouquinho, Samuka. Eu acho que. Vamos, pode ser. É, porque se não contar a história toda aqui, de repente, ouvinte que é de repente ouvir o Operation Mind Crime aí, é isso, tá? É a história desse maluco que é um viciado em drogas e tem um único porém da droga é que ele não lembra quando a droga faz efeito. Pensa nisso aí. Ou seja, é uma droga. Show. Exatamente, exatamente, exatamente. Me pergunto, Samuel Reuras. Me pergunte. Não é o seu estilo de música, eu sei. Não é bem assim.
SPEAKER_00Não é tipo. Não é como se fosse totalmente fora também. Sabe? Eu acho que tanto o que eu te passei com o que me passou, eles são fora, mas não são tão fora assim. Concordo, concordo, concordo. Até porque eu curto muito metal progressivo e a parte instrumental. Eu não ouço muito porque eu não sou muito fã do vocal gritadão, que aqui tem, inclusive. Não porque eu acho ruim, mas é porque eu prefiro ficar mais focado no instrumental, que eu gosto pra caralho.
SPEAKER_02Sim, ok.
SPEAKER_00Ainda mais quando a banda tem muito teclado e piano. Grande abraço aí, Dream Theater, inclusive.
SPEAKER_02Dream Theater, é assim.
SPEAKER_00Grande abraço. Mas aqui também eu curti, cara. É a música que, assim, eu não vou dizer que eu, tipo, eu ouço ela no dia a dia. Ah, estou indo no mercado e tô ouvindo no meu fone metal progressivo. Não tô. Não tô.
SPEAKER_02Eu não posso dizer o mesmo.
SPEAKER_00Mas depois é, eu sei. Mas eu ouço pra fins de apreciar de fato a arte, tá ligado?
SPEAKER_02Certo.
SPEAKER_00De ficar, tipo assim, ouvindo ativamente o negócio. Então eu jogo bastante álbum de metal progressivo. Pra ficar, tipo, ouvindo com atenção mesmo. E mais do que isso, eu não sabia que era assim, quando tu me falou, mas agora depois que eu ouvi, eu percebi, obviamente. Eu curto muito esse estilo de álbum que é esse rolê conceitual com uma história. Começo e meio, fim. Porque eu sou um grande fã de musicais. Pra caralho, assim. Okay. Sabe? Adoro, tipo, ver musical em teatro, em filme. É um negócio que eu acho muito foda. Musical pra mim é a junção de todas as artes em uma só praticamente. Sabe? Porque, pô, tu tem teatro de fato ali, tu tem a música que tá ali, tu tem toda uma arte de tipo de produção do cenário e do palco. Que tem que ser um negócio muito bem pensado, trabalhado, tudo isso aí, ainda mais só nem teatro mesmo. Pô, eu fui assistir o Rei Leão no teatro, que é um musical da Brother que tá no veio do Brasil um tempo atrás aí. E, irmão, assim, ó, a engenharia envolvida no palco daquela porra. E nas máscaras e bonecos e tal, isso tudo em meio a uma música foda, a uma história da hora, a atuação muito boa. Então, pra mim, o musical assim é praticamente a. O tipo supremo de arte. Que é tudo junto numa só, sabe? Então, pô, eu gosto muito de álbum que também é assim. Inclusive, eu gostei muito da versão ao vivo que depois eu assisti. Que. que, porra, tem isso aí. Tem a parte de atuação também. Tem lá a Sister Married, parece ela se matando, spoiler. Então, assim, porra, leve spoiler. Oito bipa aí, inclusive, por 20 não sabe disso.
SPEAKER_02É, não, eu vou ter que bipar, eu vou ter que bipar porque é uma parte que fica muito em aberto no álbum só.
SPEAKER_00Isso, é. Pois é, tu vê, eu não entendi se. Olha que frase boa que eu falo agora, tá? Eu não entendi se eu não me entendi quando eu ouvir a música. Ou se fica ambíguo. Mas eu não tinha entendido que rola isso na música e depois eu ouvi no musical, né? Na versão de. É ambíguo, ok. Mas é isso, eu curti muito esse rolê. Então, apesar de tu tá correto, Leon, que não é muito o tipo de música que eu costumo ouvir, né? Ela vai pra um lado que eu gosto, que é essa parte de álbum conceitual, de uma história, com esse meio fim ali. Ando, uma temática muito da hora, de revolution. So, porra, it's muito massa ver que existe espaço pra tu ter um album inteiro pensadinho, começo e meio e fim, com uma lógica anda, pondo. You ouviria tranquilamente algumas que eu gostei mais do album, assim, tipo, no dia a dia, dirigindo, sei lá, sabe? But legal ouvir tudo. Eu gosto muito de ouvir um album inteiro no começo e meio e fim, assim, e ter uma lógica certinha. Então, pô, achei foda.
SPEAKER_02Achei foda. O grande triunfo do Queen's Wright, pelo menos do Project Mat Crime, é que ele é um álbum que solto é bom pra caralho, então se você pegar faixas, são músicas muito boas. Mas se tu ouvir ele do começo ao fim, na sua integralidade, porra, cara, isso é um pouco. É muito bom. É muito bom, é muito bom. É um espetáculo. Inclusive, deixa eu citar aqui uma curiosidade que me foi contada pela dona Juliana Ponzilaca, tá, Samuel? Que o último show do Queen's Wright antes da separação, foi um show que teve em São Paulo e ela foi, né? E ela foi assim, foi lá e pá, não sei o que, o show maravilhoso, porque a banda é boa pra caralho, né? Sim. Terminou o show, Samuca. Os caras anunciaram que não tem mais Queen's Wright. Caralho! No fim do show, assim mesmo, foi. Brigaram, brigaram no fim do show, foi. É, brigaram no fim do show e acabou. É isso aí. Terminou o show, tu não brigou no backstage, falou assim, né? Brigaram no fim do show.
SPEAKER_00Ah, vamos fazer o último show aqui.
SPEAKER_02Não, terminou o show, treta é no backstage. Treta no backstage.
SPEAKER_00Então o Brasil acabou com o Queen's Right.
SPEAKER_02O Brasil acabou com o Queen's Right, exatamente. Queens Right, Samuca, que eu fui conhecer, salvo engano, em 2000 e bolinha, por causa de duas paradas que aconteceram em paralelo. Primeiro, a revista Rock Brigade. Agora, você espirrou aí, ouvinte, você que tem uma rinite alérgica, sim. A revista Rock Brigade.
SPEAKER_00Eu não conheço, que bom que eu não conheço, porque ele ia me espirrar. É isso aí, com certeza.
SPEAKER_02Rock Brigade era uma das duas revistas de música pesada mais influentes no Brasil, tanto ela quanto a Road Crew, né? Que eu acho que continua até hoje, inclusive, a Road Crew. Mas a Rock Brigade tinha uma entrevista com o André Matos, cara, na época ali do Xaman, né? E ele falando que uma das grandes influências dele pro vocal era o Jeff Tate do Krimswright. Eu falei assim, hm, agora o André Matos, eu acho que é bom. Me parece bom. Me parece bom. Me parece bom.
SPEAKER_00Eu ouvi muito, eu não sei se é influência ou se não é, ou se é parecido ou se não é, mas enfim. Eu ouvi muito de. A7X. Famoso. Ah, vem o Seven Fold. Eu ouvi muito isso aí. Eu achei parecido, não sei se é impressão minha.
SPEAKER_02Pode ser, pode ser. Eles são uma banda norte-americana. São norte-americanos de fato, né? Canadenses, canadenses. Canadenses, né? Mas não são dos Estragos Unidos da América do Catherine.
SPEAKER_00Eu tenho até um rolê que o álbum foi feito num contexto de um movimento separatista de Quebec. Isso viu essa porra aí.
SPEAKER_02Isso aí, exatamente, exatamente. E a outra coisa que eu ouvi foi quando eu ouvi a música de estreia do Queen's Ride no mesmo dia que eu li sobre o Queen's Ride, Samuca. Eu ouvi a música de estreia no MTV. A música que saiu em 1982 foi um EP com duas ou três músicas e uma delas se chamava Queen of the Right. Vou até botar ela aqui pra vocês ouvirem rapidinho.
SPEAKER_00Era um trechinho, só pra não ficar tipo inteiro também pra não ser. Sim, sim, sim.
SPEAKER_02E aí, essa música foi a música de estreia do Queen's Wright mesmo, né? Com banda, porque o Queen's Wright até então era uma outra banda que chamava The Mob, ele só fazia um cover, e o Jeff Tate não cantava metal, mas e aí ele ajudava a molecada do Queen's Wright. E aí, pô, conseguiram gravar um álbum, ficou bom pra caralho. Ele falou, ah, então, agora que eu já gravou, tá bonito, vambora, né? Vamos lá. Show, fazer o quê? Tô aqui, vamos ter que cantar essa porra aí. E foi. E aí, então, eu entrei em contato com pessoas ali, na internet, nos seus áureos tempos de internet, onde bate o papo, o UOL acontecia, Samuca. E aí eu entrei em contato com a galera, falei assim, poxa, queria começar a ouvir Queen's Wright, o que vocês indicam? Me indicaram o terceiro e o quarto álbum da banda como essenciais. O terceiro, o Senhor Operation Mind Crime, e o quarto, o Empire, que é um disco do caralho também, tá? Do caralho. Conclusão. Puta que pariu, amei. É apenas um isso. É, conclusão é essa. Assim, de todo mundo que eu sei que segue a cena do metal, conversa, todo mundo que faz esse tipo de levantamento histórico, não é exagero nenhum que eu vou colocar aqui. Frase número um. É o CD mais foda da Queen's Right, tá? É o álbum mais foda do Queen's Right, sem discussão. Não que os que venham antes e depois sejam ruins, mas esse aqui é a Magnum Opum dos caras.
SPEAKER_00E eles têm bastante álbum, pelo que eu vi aqui.
SPEAKER_02Tem, tem. São Toganados, são cerca de 15 álbuns, né? Porque a banda. Depois da separação, a banda continuou, a banda com o nome original, e o Jeff Tate fez o Jeff Tate Screamswright. Que é tipo a versão do B. Fez, fez, fez. Muito comum, inclusive no Heavy Metal, tá, Samuca? Muito comum.
SPEAKER_00Não, mas não, é comum separar e fazer banda. Ok, mas o cara chama de tipo. É tipo se acabou galinha amanhã. E eu crio Samucas Galinha Viajante.
SPEAKER_02É tipo isso, não, mas no metal isso é comum. Não tô zoando. Caralho, bicho. É bem comum. É bem comum. Um abraço aí pros fãs de Rapsold, que até hoje não sabem qual das quatro bandas. É a ser.
SPEAKER_00Eu tô vendo aqui e daí essa banda depois virou Geoff Tate's Operation Mindcrime. Exatamente!
SPEAKER_02Nossa senhora, bicho. O cara precisa de dinheiro, né? Não vou culpar o maluco de ficar ordenando Operation Mind Crime até ele ficar magérrimo, né, coitada. Caraca. É, e outra coisa, é um dos álbuns mais fodas da história do metal como todo. No metal como todo, meu particular top 2. Tá? Meu particular top 2.
SPEAKER_00Top 1 sendo, pro ouvinte que tá curioso aí.
SPEAKER_02O Holyland do Angra, né, porra? Nossa, aquele. Aquilo ali é porrada. Mas é meu particular. Mas o Operation Magic Crime, ele tem um lance assim que ele foi o pontapé pra muitas outras bandas, sabe? Porque o folclore do Heavetal, Samuka, ainda era muito o que todo mundo acha que é hoje, né? Os malucos que não tomam banho, os malucos que, porra, só canta gritaria, e a música não tem uma profundidade, não contam uma história, não tem não sei o quê. Os caras fizeram metal progressivo, bom pra caralho, e os caras, os instrumentais aqui. Sinistros, sinistros, pois é.
SPEAKER_00Lançaram um negócio fodão demais, entendeu? É curioso, eu nunca vi, nunca olhei pro metal como que tu falou aí, tipo, de ah, os caras que estão um pouco se fudendo aí, que não tão banhos, sei lá o quê? Eu vejo os caras do metal como os nerdão de música que, sei lá, tocavam Beethoven e Mozart antes de fazer uma banda do metal, falaram assim, ó, quer saber? Pô, é legal o piano, violino, massa, pô, legal o violoncelo aqui, mas se eu pegar uma guitarra elétrica e fez isso aqui na guitarra, o que acontece?
SPEAKER_02Pois.
SPEAKER_00Pra mim é muito isso, sabe? Pois é, e eles são responsáveis por isso. Pô, é que foda, porque é isso. Pra mim, assim, é muito. É muito isso, assim, o cara do metal progressivo, principalmente aí, eu vejo como um bando de gênio que são muito bons em compor melodia, em compor harmonia maluca e pensar em letra foda e tal, sabe? Irmão, a pessoa que compõe uma música complexa pra caralho de 10 minutos aí de duração, 15 minutos de duração, que faz sentido, que não cansa e tal, é gênio? É gênio, sabe? Não dá de chamar de outra coisa a pessoa que compõe isso aí. Então, no caso aqui, eu acho que a música, sei lá, mais famosa do álbum é Sister Mary, tô chutando. Mais famosa? Mais famosa, mais, sei lá, cultuada, talvez?
SPEAKER_02Não, deve ser. Deve ser provavelmente Eyes of Stranger. Eyes of Stranger, é.
SPEAKER_00Tudo bem, porque esse álbum aqui, eu não conhecia o álbum, né? Mas eu conhecia Sister Mary antes. Porque tem um canal que eu vejo no YouTube que chama The Charismatic Voice. Puta que pariu! Eu amo, amo! Esse é um. Ela é maravilhosa. Ela é muito bom, ela é muito maravilhosa. Ouvinte, quem curte música e a parte de vocal, principalmente, né? Ela é uma professora de canto que faz um canal de YouTube reagindo a músicas em geral, e ela vai desde música, sei lá, clássica até metal, tipo isso aqui, né? E ela tem um vídeo reagindo a essa música aqui.
SPEAKER_02Da Sweet Sister Mary, né?
SPEAKER_00Isso, é. Então, pô, eu ouvi lá e eu falei, pô, música legal, show, mas tipo, isso faz tempo, sabe? E nunca fui atrás do álbum inteiro, whatever, né? Agora eu fui ouvir e pensei assim, pô, eu já ouvi isso em algum lugar. Que porra é essa? Será que eu tô sonhando? Será que eu tô viajando? Não sei, talvez. Aí depois é que eu fui procurar nos canais que eu acompanho de música pra ver se algum lado tinha feito isso, e realmente tinha feito isso aí. Então, na minha cabeça, Sister Mary, acho que, não sei, pra mim parece a música principal do álbum. Até porque ela fecha o lado 1 da história, não sei. E do disco também. É, e também. Pois é, e também, tipo, é isso, né? Ela marca ali o ponto que a história vira, de fato. Sim. E é uma música do caralho.
SPEAKER_02Porra, essa não é a obra musical deles, assim.
SPEAKER_00Não é o meu top do álbum, mas é uma música muito boa. Uhum, sem dúvidas. Me fez ir atrás de quem cantou isso aí, a mulher que cantou. Comelo Amour. Que voz absurda desta mulher, meu irmão.
SPEAKER_02Vozeraço, tu fica arrepiado ouvindo. Houve só um trechinho dela destruindo como a Sister Mary.
SPEAKER_00Só de eu falar que eu tô arrepiado, Samoca. E isso aí, assim, o que eu fiquei de cara depois que eu fui ver a versão ao vivo, né? É que tanto ela quanto o Malandro, como é que é o malandro que canta? O Jeff Tate. O Jeff Tate, os caras são bons no vocal real, não é coisa de estúdio.
SPEAKER_02Não, o Jeff é...
SPEAKER_00Não é baita.
SPEAKER_02Sim.
SPEAKER_00Irmão, os caras fazem uns negócios ao vivo que vai se foderem. Sim, sim. O baita cantou, o baita cantou, Jeff Tate. Muito bom, muito bom. Tanto que assim, o meu. Vamos lá, top três do álbum, meu Leão.
SPEAKER_02Vamos lá, por favor, me diga, me diga.
SPEAKER_00Vamos ver. Eu como um grande virgão de metal progressivo aí, comprando contigo pelo menos. Aham, ok. E da minha opinião aqui de quem, sei lá, não conhece a banda, então whatever. Top three, meu. This album: The Middle Eyes.
SPEAKER_02Gostei muito. Abre o lado B da LP, né, amigo? Achei bem da hora. Já vem estourando na tua cara.
SPEAKER_00Eu acho que muito também pela história do rolê. Ali é o ponto mais. Acho que mais. Não vou dizer mais baixo, mas tipo, é o ponto mais. Sei lá, de virada do Nick.
SPEAKER_02Perfeito, é o ponto de virada mesmo. É a hora que ele fala. A música inclusive começa com isso, né? É verdade, I want now! E o Dr. X, you can't go away, for the time. Isso, é, bem foda.
SPEAKER_00Então acho que pelo impacto narrativo da história ali, pra mim essa aí é top 3. Top 2, Operation Mind Crime, que é uma puta de uma boca. Braba! Boa demais! Ela é a música chiclete do álbum, com certeza. Sim. Mas assim, o top 1, e eu fiquei surpreso com isso, tá? Porque o top 1, muito por causa do vocal, Leon, que não é muito a minha praia, como a gente falei agora há pouco, mas pra mim essa aí foi absurdo. Spread the disease. Spreading the disease é uma música muito boa e com um vocal também imbecil.
SPEAKER_02Essa música é forte, cara.
SPEAKER_00Cara, a altura que os malucos vão no refrão dessa música. Eu nem sei imitar aqui, não tem como, assim. Não, não dá, não dá.
SPEAKER_02Teve uma época, na minha época, onde eu tava com a voz mais solta, porque eu tava praticando, cantando e treinando muito o tempo todo, o meu limite era Eyes of Stranger. Que já é alta, já é alta pra caralho. O meu limite era essa música. Agora, Spreading the Disease e Speak são duas músicas, assim, que elas estão dos lados opostos do porquê que o Jeff Tate é um monstro cantando. Sim, sim. Speak ele vai no grave mais grave que você vai ouvir. Sim, sim. E na outra ele tá estourando o seu tímpano com o agudo, cara. O carro. Muito bom, muito bom. É muito bom. Muito bom. Samuca, minhas top 3 é Eyes of a Stranger, que foi uma das músicas que me introduziu ao Queen's Riot. E foi. Pode falar, pode falar.
SPEAKER_00Com uma letra foda, inclusive.
SPEAKER_02Então, cara.
SPEAKER_00A gente vai chegar na parte da história onde que vem aqui o punch dessa música. Pra mim, top 1, letra desse álbum aí. Letra pra mim, top 1 é essa aí. Muito boa.
SPEAKER_02Acho maravilhosa. A segunda, The Needle Lies, que é uma música incrível também. E a minha favitaça, cara, eu vou ter que ir pro óbvio, Samuca. Dez minutos de melodia, lambena, torelha em Sister Mary, cara, que música maravilhosa, mano. A mais famosa, no entanto, é Eyes of a Stranger por causa do clipe que foi gravado de uma maneira mais produzida, vou dizer assim, e foi mais. O pessoal usou Eyes of a Stranger pra falar: olha, Operation Mind Crime. E, porra, olha que legal, você ouvir Eyes of a Stranger não é um spoiler do Operation Mind Crime. Necessarily. Não é.
SPEAKER_00Sabe que o cara tá fudido, o cara tá na merda, o cara tá totalmente malucão da cabeça, mas por quê? Pô, houve o álbum aí, irmão, pra saber por quê.
SPEAKER_02Pois é, é justamente esse o grande ponto. Cara, álbum maravilhoso. Daí muita gente começou a fazer álbum conceitual. Não é o primeiro álbum conceitual da história do Metal, tá? Mas é um dos mais famosos. Os famosos é ótimo, mas um dos mais famosos, né? Um dos mais famosos aí. Junto com. Principalmente no Metal Progressivo, que é muito comum Samuca. As pessoas fazerem álbuns conceituais e o Dream Theater tendo pelo menos uns cinco álbuns conceituais. Tem com histórias que dão a volta. O Octavarium, por exemplo, é um álbum que.
SPEAKER_00Octavarium eu acho um álbum foda, tá? Foda.
SPEAKER_02Entre aspas, o Correto é ouvir ele de trás pra frente, né? Começar do 8 e de 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1. Ele tem essas doideiras todas aí. Mas, cara.
SPEAKER_00É, e um grande abraço pra The Wall também, né?
SPEAKER_02Sim, The Wall, que é, porra, Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band, enfim, tudo isso conta alguma história. Ou eles têm um conceito estranho por trás do álbum. O Angra mesmo tem uns dois ou três álbuns conceituais também. Sendo o Holyland e um deles, né? Então é fantástico, fantástico. Fala da historinha, Samu, que eu tô pro Jesus Mind Crime. Vamos lá, por favor. Quero que você me conte o que você entendeu da história.
SPEAKER_00E aí, enfim, vamos lá, vamos lá. Começa a história com o maluco no hospital. Isso. Porque tu ouve lá, doutor, alguma coisa no som do hospital, e o cara tá fudido, chega a enfermeira, dá uma droga pra ele dormir mais ali, whatever. Ele tá, tipo, lembrando do que ele fez na vida pra chegar naquele ponto que ele chegou ali. Ele fala que, tipo, ah, pô, o que eu comi ontem? Não sei o que eu fiz ontem na vida, mas eu sei que eu fiz há muito tempo. Ele começa a história, beleza. O que eu saquei é o seguinte. Ele era um. fudido na vida, totalmente sem. sei lá, sem. Esperança do que fazer na vida assim de importante, sem nada pra ter ali de objetivo e drogado e coisa. Numa sociedade também cagada, totalmente zoada, horrorosa. E aí o tal do Mr. X, o Mr. X ali. Doctor X. Ele. Doctor X tem razão. Mr. X é maluco do Resident Evil. Isso, isso. Doctor Rex acaba vendo uma chance de recrutar um malandro pra usar de corpo na sua jornada bizarra e esquisita que ele quer fazer. Isso, isso. Então, pelo que eu entendi, o Dr. Rex é meio que um líder de um movimento revolucionário - estranho.
SPEAKER_04Sim.
SPEAKER_00E aí o malandro, tipo, ele vê no Dr. Rex e naquele movimento ali uma chance de pertencer a alguma coisa que faz algo por um objetivo maior e daí cai nessa espiral maluca aí de ser cooptado por esse movimento.
SPEAKER_04Aham.
SPEAKER_00Aí vem a tal da Sister Mary, que era uma prostituta, que virou freira, é isso? Isso. Ok. Isso. E que ele vira muito amigo dela, não entendi se é amigo, se começa a ter uma coisa amorosa ali, enfim. Mas ela acaba meio que sendo o motivo pra ele questionar isso aí. Aí o X manda ele matar ela. Porque ele vê que ela tem essa influência nele.
SPEAKER_02Exatamente.
SPEAKER_00Aí vem a parte que é ambígua no disco, né? Porque não fica claro se ele não mata ou se ele mata ela e não percebe, não lembra, enfim. Mas em tese ele não mata ela, pelo menos ele acha isso. Ele quer sair fora, ela aparece morta, ele fica doidão, enlouquece, vai preso e vai pro hospital e se fudeu. Basicamente é isso.
SPEAKER_02Basicamente é isso.
SPEAKER_00Pelo que eu entendi. Perdi muita coisa aí, não sei.
SPEAKER_02Não, não, não perdeu. Tem alguns detalhezinhos que são importantes só, de ser lembrado, a primeira parte falou tudo certo. O Nick, ele é um super viciado em droga, em heroína especificamente, que é uma droga, além de cara, extremamente danosa pra pessoa que a usa, né? E ele é uma dessas pessoas, embora ele tenha uma consciência política bem afiada. Na música Anarchy X e depois na Revolution Calling, mostra bem. É o Nick falando assim, cara, eu não aguento mais essa merda, velho. Não aguento mais essa merda. Chega dessa porra, né? E aí, esse cara aí, que é o Dr. X, né? Um puta de um demagogo, na verdade, ele manipula o Nick através de uma combinação de heroína e umas técnicas de lavagem cerebral misturadas. Quando o Dr. X usa a palavra Mindcrime, o Nick desliga e faz o que ele manda. Ele entra nesse estado de simose pra fazer as missões. E ele faz algumas, inclusive. Só que o grande ponto do Mindcrime, que conta na música Operation Mind Crime também, é justamente o fato de que o Nick não lembra o que acontece durante esse período. Ele está sobre o Mind Crime. Então o ego ali do Nick e do próprio Dr. X vão ficando aderentes um ao outro, o mundo vai andando juntos, eles estão indo. Até que um dos comparsas do Dr. X, que é o padre William, ele fala assim, ó, vou oferecer aqui os serviços dessa moça aqui, que ela é uma freira, mas peronomúcio. E aí a gente vai combinar a próxima missão. Acontece que ela se apiedra do Nick e começa a cuidar dele. E aí a gente vê o ponto onde ele disse, não, nós vamos fugir, nós vamos fugir. E o Dr. X fala assim, ó Nananina, não, nananina, não, não vai fugir, não. Tu vai matar ela, que ela já virou um problema pra nós. E aí ele fala que não vai, porra nenhuma, mete o pé, conta pra ela, né? Fala assim, ó, vai dar merda, vamos fugir. Quanto tem tempo? Não dá certo, não dá certo. Ela acaba morrendo, mais pra frente, lá no Mindcrime at the Moor, a gente descobre que ela se matou a pedido do Dr. X, né? Já que ela. Já que ele falou, olha, se você não se matar agora, eu vou matar o Nick. E aí ela falou assim, pô, beleza, então deixa eu morrer aqui, que eu não quero que você mate o Nick. O Nick ainda tem chance na vida e eu não, segundo a própria mente dela. E aí, porra, o Nick volta, vê ela morre, fala assim, caralho, eu não lembro se fui eu, ou se foi ela, ou se encontrou o Dr. X, que porra é essa que tá acontecendo aqui? E aí vem a desandada absurda, que é o lado 2 do álbum, né? Ele falando que não aguenta mais, e, porra, usando mais droga, mais droga, até o ponto que a polícia chega, descobre onde tá o Nick, ele vai preso e ele tá com quase a memória total perdida, né? Aonde, nos últimos momentos, que ele vai lembrando, o que inclusive é Eyes of a Strange, é que ele fala, porra, toda hora que eu olho pro espelho, eu vejo uma maluca que eu não sei quem é. Eu sei que sou eu, mas não faço a ideia de quem que é. E a música termina como começa a música número um, né? Que é I Remember Now. Puta que o pariu, lembrei de tudo. E aí vai pro Operation Mind Crime 2, aonde o Dr. X é apenas o Dio, né? Mas isso é detalhe. Isso é detalhe. Isso é um detalhe. Mas é a história aí, é só essa questão da ambiguidade, que eu acho genial nessa história. E eles mataram com, perdão, trocadilho. Lá no Mindcrime at the Moor, que, assim, não sei se precisava dessa parte.
SPEAKER_00Pois é, foda, porque ao mesmo tempo que eu entendo eles, porque eles querem fazer um negócio que é visual, que é uma peça de teatro quase. Então, tipo. É, não tinha como não mostrar ou mostrar pela metade, ia ficar meio esquisito e tal. Mas faz total sentido pela história da parada que ele não lembre e que também não saiba, no fim das contas. Sim, exatamente. E tipo, quando eu não saquei, que a gente falei, eu não entendi se eu que não entendi. Ou se ficou ambigo, mas eu. Tipo, eu saquei assim, pô, ficou ambíguo. Faz sentido. Porque ele tá se lembrando de modo meio também assim. Estranho do que ele fez, mas. Lembrando de tudo, talvez. Nem um tudo, não sei. Fica meio assim, tipo, né? Não muito explicado. E. E show, né? Aí o DVD, né? O álbum, enfim, o musical ali ao vivo mostrou que ela é que se mata. Um detalhe. Detalhe pequeno aí que não precisava ter, mas também foda-se.
SPEAKER_02Acho que não estraga também o plano geral das coisas, né?
SPEAKER_00Não, não, não.
SPEAKER_02É realmente muito foda, né? E aí, poxa, é sinistro como a Eyes of Stranger é um clímax absurdo desse álbum. Que você vai ouvindo trechos de todas as outras músicas como se fosse aquela enxurrada de memórias do Nick, né? Você vai ouvindo Operation Mind Crime, você vai ouvindo Revolution Calling, Speak, tudo vai misturando ali na cabeça até que de repente ele novamente fala o I Remember now. E aí é como se o álbum começasse de novo. Foda, Samuel Hauras. Foda! Muito bom, foda com PH. Muito bom, gostei. Muito bom. Gostei.
SPEAKER_00Muito bom. Muito obrigado aí pela recomendação aí. Eu vou. Eu vou ouvir a parte 2. Ouça. Eventualmente.
SPEAKER_02Ouça sabendo que não foi o Queen's Ride que gravou esse álbum. É, então, pois é. Pois é.
SPEAKER_00Mas assim, como eu falei, tem o Dill cantando.
SPEAKER_02Sim, sim.
SPEAKER_00Eu até hoje nunca ouvi nada com o Dill que fosse ruim.
SPEAKER_02Não, não, não, não tem, não tem, não tem. Nunca ouvi.
SPEAKER_00Então, assim, é complicado. Mas. Que nem eu falei, cara. Banda muito boa no instrumental, na composição, nos acordes, na harmonia que eles fazem ali, é tudo muito esquisito. Um bom sentido, gosto pra caralho, deu pra ver no ao vivo que eles tocam bem e não é só estúdio.
SPEAKER_02São manjões, são manjões.
SPEAKER_00São manjões pra caralho também. Então, assim, pô, tô satisfeito. Tô satisfeito aí. Not conheci a banda, que nem eu falei, eu conhecia só essa música specifica ali, mas nunca tinha indo atrás da banda or the album em si. E vou ouvir o resto aí. Ouviu o resto aí.
SPEAKER_02Vou nele, vou nele sim. É isso. Vamos pro seu album agora, Samuel Reauras.
SPEAKER_00Vamos lá, eu trouxe o gravity do sweetfoots. A música também que dá nome pro album, all gravity. A música aí já chama atenção porque tem uma pessoa agredindo um piano nessa música. De maneira totalmente desnecessária. A banda chamou a atenção do Sabuca pelo motivo errado no começo. Porra, os caras que agredei o piano. Eu conheci a banda muito antes já, mas eu ouvi essa música, essa música abre o álbum. E eu, caralho, irmão, calma, é um piano, relaxa aí, irmão. Porque eu sou aquele cara que assim, ó, em qualquer filme seriado que eu assisto, enfim, tem aquela cena filho da puta sempre, da pessoa que senta num piano, sabe? Deita num piano, arremessa um piano pro lado pra matar alguém, não sei. E eu fico puto porque, porra, é um piano, bicho. Deixa o piano ali. Pô, é uma obra de arte e faz obras de arte por cima, porque o piano em si é bonito e ele ainda faz música bonita. Então, pô, é o piano, cara, deixa o piano ali na boa dele, né? Irmão, se eu ganhasse um real pra cada piano que foi machucado no cinema, na TV mundial, aí, eu tinha comprado já um piano, pra mim, com o dinheiro. O que é muito irônico, mas tudo bem. Mas é isso, o piano é uma tatatada aí, mas tudo bem. Faz parte. Exatamente, faz parte. E Sweet Foot é uma banda norte-americana, de San Diego. Sim. Que eu gosto muito. Porque eles fazem uma coisa que eu acho muito foda, que é o seguinte, pra quem na audiência não sabe aí, embora eu não vá em igreja hoje, eu sou evangélico cristão. Não veja por quê? Porque a igreja duro Filho da Puta hoje em dia, eu não conheço uma igreja na minha região aqui que não seja um band arrombado, politicamente falando. Então assim, tá difícil, né? Mas eu curto muito porque Sweet Foot é uma banda que ela é gospel, porque as pessoas que estão ali tocando são pessoas evangélicas, são pessoas cristãs. Mas as músicas não são músicas gospel de fato. São músicas que eles acham que são com uma mensagem boa pro mundo. Ponto. Então, assim, eles têm já na sua história aí acho que uns, sei lá, 12, 13 álbuns, se eu não me engano. E tu não vai ouvir a palavra Jesus nas músicas deles. Em nenhum álbum. Não vai ter tipo, sabe, não é isso. Não é um louvor, né? Pode ser. Não é música de louvor, não é música gospel, de fato. Mas é música que eles consideram uma mensagem boa, positiva, enfim. Eles vão falar de política, sim. Vão falar de capitalismo, vão falar. Aqui nem sabe, inclusive, algumas vezes, né? Vão falar de um monte de coisa que são mensagens positivas. Então eu sempre admirei muito isso. Eu sempre admirei muito esse rolê deles fazer uma música boa e positiva, ponto.
SPEAKER_02Justo, justo.
SPEAKER_00Tanto que. Lhe pergunto, Leon. Pergunte-me, pergunte. Não sei se você procurou daí quem eles são ali, buts eram evangélicos, cristãos, sei lá.
SPEAKER_02Não, em nenhum momento. Na música. Principalmente nesse álbum, All Gravity, que foi um álbum que eu achei mais curioso. Porque você tinha me indicado o Nothing and Sound, que é o do ano anterior deles. Isso. E eu tinha começado a ouvir alguma coisa ali do Nothing Sound. Eu achei o Nothing Sound um pouquinho mais enraizado pra esse lado, eu acho. Mas o All Gravity em si não dá muita ideia, né? Eu tô pesquisando aqui, as pessoas falaram muito que ele é um álbum um pouquinho mais dark da banda mesmo. Tem uma temática um pouquinho mais pesada. O Nothing Sound. Não, o All Gravity. Pelo que eu vi. O pessoal fala que ainda é essa parada e acaba saindo desse som. Começo que o Northing Sound says. Camadas? Talvez seja essa palavra that I could use. Sabe? Cara, me espantou because it parece mesmo a banda californiana de post-punk, cara. Aí é foda. É muito uma pegada of a banda californiana mesmo de post-punk. Lembrou muito Sonic, cara. Eu imaginei eu ouvindo isso aqui descendo as ladeiras de São Francisco. Muito, isso ocorre.
SPEAKER_00Esse é o rolê, tipo. É uma música. É uma música muito boa, ponto, sabe? Com letras, eu acho, fodas pra caralho. O senhor John Foreman, ele é um escritor um pouco inteligente. e com uma produção um pouco grande de músicas. O filho da puta escreveu mais de 400 músicas até hoje, igual arrombado. Nossa senhora. Tanto pro Street Foot. Tem a banda que é essa aqui, que é que ele tem com o pessoal. A banda aqui de Sweet Foot é ele, o irmão dele e mais um pessoal ali. Ele tem um projeto dele solo, paralelo solo, que ele também compõe, escreve, toca lá, enfim. Ele tem um outro negócio também, que é um trio, que ele também participa, que ele também escreve e também faz música pra outros bandas aí. Então, tipo, o cara escreveu muita coisa. Eu acho o John Foreman um dos top letristas, sei lá, da música, assim, pra mim. Eu acho ele um ótimo escritor de letras. Aqui no All Gravity, for example, tem música que eu acho muito boa pela letra em si. Tem um instrumental simples, tranquilo, mas a letra é muito boa. Então, boa, eu acho muito foda isso. But igual te falei, eu acho uma banda muito boa por isso aí, porque eles têm um estilo bem variado de música. É um album that vai ter umas músicas um pouquinho mais pesadas já. Ele tem lá um rolês assim bem. Não vou dizer que não é metal, não é isso, mas é um punk um pouco mais sujo no Nothing Sound. Eles têm álbums mais pop um pouco também. Eles têm outros álbuns também que são um pouquinho mais. Como eu falei, surf music, sabe? Pô, se eu ouvi Fade in West, que é um álbum que eu gosto muito deles, que é um pouco mais recente aí do que o Gravity, é um álbum que, tipo, tu ouve, sei lá, na praia no Porro do Sol, assim.
SPEAKER_02Sim.
unknownSabe?
SPEAKER_02É muito bom. É um termo de surf, né?
SPEAKER_00Sim, sim, de surf ou skate, acho que também pode ser, mas no caso ele é surf, é. Porque eles são os também surfistas, os caras, eles surfam de fato. Então, até o rolê é meio que esse, o sweet foot quer dizer aquela postura invertida. Que eles falam que é por isso, porque eles queriam ser uma banda que... Eles são evangélicos cristãos, mas eles fazem uma música ao inverso do que seria esperado deles. Uh-huh. Por isso que é a Sweetfoot na banda. Esse que é o rolê. E pô, eu acho muito foda. Os caras têm um monte de perto social, eles fazem todo ano um show barra acampamento, barra um monte de coisa louca lá em San Diego que é pra caridade. Eles são muito ativos na comunidade local deles lá. E cara, fora tudo isso, a música é muito boa, ponto. Eu curto muito o instrumental, a música em si eu acho muito bem composta, muito bem feita. E eu te falei pra ouvir primeiro Nothing Sound por ser um album um pouco mais pesado. Depois você procurar ir pra ouvir, por exemplo, Politicians, is a música deles que é bem pesadinha, que tá gostado, certo? Pelo peso da guitarra, the vocal and all. But I asked that All Gravity, for me, is the album that is the melhor pra tu começar a ouvir sweet foot. Okay. Because it's been variado, second that it's an album that entrega a banda query passar. Tem música aqui mais pessoal um pouco, sabe? Eu acho que tipo, assim, tematicamente falando, tem vários temas aqui diferentes que vão montar a banda bem, né assim? E fora isso, é um álbum que eu acho muito criativo na parte musical mesmo. Que nem eu falei, tu tem no começo do álbum, na música 1 do álbum, um cara dando tapa no piano. Mas aí ele pergunta, o que tu achou? O que tu curtiu mais, curtiu menos, que músicas tu mais gostou? Vamos lá.
SPEAKER_02Cara, vamos lá. Gostei muito, como eu te falei, me senti muito em casa porque o O'Gravity parece que ele... No mesmo álbum, né, cara? E, tipo, começou com a música, o título, né, que já me surpreendeu muito. Cara, sei lá como é que eu poderia definir isso. É como se fosse The Strokes fosse punk. Eu acho que essa é a melhor forma que eu posso falar. Sabe? E me surpreendeu muito. Não é o meu estilo de rock normalmente, esse rockzinho mais indie, mais diferente. Mas a forma como os caras apresentaram isso numa música de 2 minutos e 30 minutos já me fisgou de primeira. Me fisgou de primeira. Me fisgou muito de primeira. Porque eles estão uma vibe meio low-fi no vocal, na produção no geral, né? É meio low-fi. Você consegue ver ali que a uso de muito acorde, entre aspas, simples ou não complexo de propósito, já que a ideia era distoar do álbum anterior mesmo, né?
SPEAKER_00É, o som desse álbum em si é um som bem cru. Sim. Ele não é cheio de produção, cheio de instrumento sobreposto. Ele é tipo a banda que tá ali, pronto, acabou, é isso.
SPEAKER_02É, parece que é tipo o álbum gravado in take. E um take, assim, sabe? Parece muito que todas as músicas foram isso. Daí, a música que mais me chamou atenção no entanto, talvez seja a mais distoante do album was Faust Middles and Myself.
SPEAKER_03Pretty face. Everything you see. Everything you see. Everything One. One life left to the jumped up to buff.
SPEAKER_02Essa música me surpreendeu muito porque tu vai ouvindo tudo ali até mais ou menos circles é. porrada. Em diferentes ritmos. Em diferentes formas. Ouvinte, eu tô falando de porrada aqui, que o primeiro é tipo. É The Strokes se fosse punk, mas a segunda música é Grunge se fosse Alegre. Entendeu? Isso.
SPEAKER_00Morinha Letra é tipo, tamo fudido.
SPEAKER_02Tamo fudido, exatamente. A Awakening já é uma parada quase stoner metal, mas misturado com indie rock. A Awakening acho que é a mais popzinha do álbum, assim. Exato, vai indo. Agora, esse trio de Circles, Amateur Lovers e False Midas and Myself, foi a hora que eu falei assim, cara, os caras são um bom merm, hein? Não é. Consegue ver, cara, que a Awakening é a música pra ganhar dinheiro? Dá pra ver, dá pra ver, dá pra ver. Sim. É a música pra fazer o dinheirinho ali.
SPEAKER_00É a música que fez o álbum virar um álbum. Porque primeiro ele ia ser um EP inicialmente. Daí quando veio a Awakening e falou assim, ah, pô, isso aqui dá um álbum completo, hein?
unknownAh, é.
SPEAKER_00Vamos, vamos, vamos? Que tal?
SPEAKER_02Exatamente, exatamente. E aí tu consegue ver que ali que a trinca Circles Amateur Lovers e False Middles and Myself é os caras transbordando a criatividade deles aqui. Transbordando. Principalmente a minha favoritosa aí, que é a False Middles and Myself. Que música boa, Samuel House. Puta que pariu, que música boa. É, cara, é uma letra foda, né? É isso, galera. Gostei muito do álbum como um todo. Principalmente porque foi me colocar numa parada que, quando o mais novo, Samu, que eu tinha um puta preconceito, né? Às vezes com razão, mas não era por causa da música e sim de quem gostava da música. Porque indie rock me era muito familiar no sentido de ser pessoas muito mais pedantes do que o heavetal. Se você acha que o metaleiro da sua turma de escola era pedante, converse com o fã de indie rock da sua escola pra você ver o que é pedante de verdade. Aquele meme do.
SPEAKER_00Ah, tu é fã de tal banda aí? Sinta aí três músicas que você gosta aí. Esse é o fã de indie rock.
SPEAKER_02Esse é o fã de indie rock. Muito mais porque o fã de metal. Mas o fã de metal vai ficar feliz que você tá ouvindo, porque ninguém ouve além dele. Agora, o fã de Indie Rock quer ser exclusivo, porra.
SPEAKER_00Ele vai ficar triste porque tu tá ouvindo. Ele fala assim, ó. Não, isso aí você não conheço. O fã sou eu, vai se foder.
SPEAKER_02Ah, droga. É isso aí. É, acabou que dando origem aos hipsters de internet, né? Mas de qualquer forma, o álbum é um desses tipos de álbum que eu não ouviria por causa disso, se fosse, pô, no lançamento dele há 20 anos atrás. Sacou? Eu não viria, eu olharia e você foda-se. Eu provavelmente devo ter ouvido na MTV da vida aí, visto um clipe desses caras e falei assim: ah, mais uma banda de blá blá blá.
SPEAKER_00É, banda é conhecida por uma coisa muito específica porque ela foi trilha sonora daquele filme I Love to Remember. Eu não sabia disso, ok. Que a Guria, que é a principal do filme lá, a Mandy Moore também canta música. E tipo, o filme tem umas, acho que três músicas da banda aqui, quatro na faixa assim no selecional do filme, que daí, lá é que a banda estourou. Sabe? Dare You To Move é a música que estourou a banda.
SPEAKER_02Dare You to Move, okay.
SPEAKER_00Dare You to Move. E se o Ovinte agora pegar pra ouvir isso aí no YouTube, aí no Spotify, sei lá, o ouvinte vai conhecer. Vai conhecer essa música aí. Quase com certeza.
SPEAKER_02Sim, ok.
SPEAKER_00Porque essa aí, ela tinha um clipe que eu tocava na TV bastante na época, né? A gente viu da vida. Com certeza, com certeza. Então, dali pra trás, era uma banda bem por conhecida. Bem pouco conhecida. E daí pra frente começou a ter um pouco mais fama. E eu acho massa porque apesar disso, apesar desse álbum aí que tem essa... Essa parte mais famosa da banda aí e todo esse rolê. Tu tem uma banda que sempre fez questão de se manter independente na parte artística. Tanto que eles depois de um tempo eles compraram de volta o direito dessas músicas pra si mesmos. Eles lançam hoje de modo independente as músicas deles, sabe? E é da hora isso. É da hora ver que eles tiveram um sucesso, né? Apareceram. A música de créditos, Leon, do Miranha 2 do cinema, é deles, por exemplo.
SPEAKER_02Ok, ok, ok.
SPEAKER_00Que eu acho que é. Eu acho que é meinst to live, se não me engano, que é de cabeça variando aqui, mas. Então, tipo assim, eles tinham uma certa faminha ali por um tempo, né? Mas eles queriam manter assim o. Meio que o rolê deles, né? Que era trocar de estilo de um álbum pro outro, sabe? Escrever coisa estranha de um álbum pro outro também. E manter esse rolê que eu falei, né? De ter uma mensagem legal que eles queriam passar em cada álbum. Então, pô, é da hora, é da hora. E esse Sol Gravit é um álbum que tá assim meio que no meio do caminho deles ali, porque não é nem o álbum do começo nem do final. 2006, esse álbum lançou. E eles são uma banda que já tá aí, uh, porra, sei lá, quase 40 anos na estrada, se eu não me engano. Algo assim. E estão até hoje lançando coisa. Tem um álbum pra sair agora no meio do ano, inclusive, um álbum novo, vai sair agora em julho. Então eles estão ainda aí juntos. Juntos menos um cara. A banda começou com menos gente, depois entrou um maluco na guitarra. O cara da guitarra se revelou um anti-vax pró-fascismo e daí. Demonstrates. Foi saído da banda daí. Foi saído da banda no meio do caminho ali. Ok. Foi saído, que já prova que a banda em si não tem essa vibe. E até hoje os caras estão juntos, cara. O tecladista é um maluco, é um gênio. É um. Tecladista, tipo, é o que ele faz de mais normal, assim, mas basicamente assim, tem o vocalista barra guitarrista, que é o mesmo cara, né? Ele faz guitarra ritmo ali, guitarra base e vocal, que é o John Foreman. Tem os irmãos dele daí, que é o Tim, que é o baixista. Aí tem o baterista, show, né? Tem um guitarra solo que daí muda, foi esse cara aí que depois saiu, agora vem um novo, enfim. E todo o resto é o maluco lá que faz. Então, tipo, ah, música tem que tocar a flauta, é ele que toca. Ah, música precisa de uma guitarra a mais. É ele que vai fazer guitarra a mais. Ah, quem que faz o back? É ele. Ah, quem que faz o piano? É ele. É o teclado, é ele. Ah, quem que toca sei lá o quê? Então assim, o maluco é um gênio do instrumental ali, eu acho muito, muito foda. O cara é muito bom. O Jerome Fontamila. E cara, é um dos músicos que eu admiro muito nas bandas que eu ouço aí. Eu acho ele muito, muito bom. De bizarrice instrumental, tipo aí os pianos sendo sociedade nessa Gravity, é a invenção dele. Sabe? I gosto muito do Wellington do Jerome in this band. Cada um take a papel in a band and it feels like a negative. Gosto bastante.
SPEAKER_02Bravo! Bravo demais. Gostei muito do álbum, Samuel. Mais. não vou dizer eclético, que eu acho que não é a palavra, mas tolerante com as coisas que antes eu não gostava, né? Eu deixei de ser adolescente, Samuel. Tu não sabe que o ser humano deixa de ser adolescente a partir dos 30 anos de idade. Isso foi o meu caso, foi o meu caso, foi o meu caso. Mas é um álbum muito bacana, velho. Eu gostei demais. Foi ouvido em três ouvidas distintas, sendo uma agora. Antes da gente gravar isso daqui. E me surpreendeu, que é um álbum gostosinho de ouvir, sabe? Ele tem um ritmo legal. Muito, muito, muito. Ele tem uma produção muito simples, e isso não é ruim. Parece que é o intuito do álbum, inclusive. Parece que foi realmente. Não vamos pesar na. O que é um contraponto muito interessante pro Queen's Wright, né? Que é um álbum mega, hiper, ultra produzido, embora seja quase 20 anos depois ali, menos, 18 anos depois, né? Então a produção mais fraca de 18 anos depois é tipo a mais foda de 18 anos antes, né? Mas ainda assim é uma parada que me chamou muita atenção e possivelmente procurarei outras coisas do Sweet Foot, Samuel Heldas, para ouvir.
SPEAKER_00Tem muita coisa pra ouvir aí. Se tu quer uma coisa um pouco mais pesada, dá uma ouvidinha em Politicians, que é a música aí do álbum do Nothing Sound. Ou procura Dark Horses. Não é o Bolsonaro, é uma música muito boa do Sweet Foot. Não confunda, por favor, aí. Que também é uma música muito legal e mais pesadona deles e tal. E é isso, cara. Eu gosto muito porque eles têm muitas músicas únicas, sabe? Esse mesmo cara que tá cantando aí, eles têm uma música que ele faz um rap, porque foda-se. É nos dois, né? Eles têm uma música que quem canta é o baixista, porque foda-se. Entendeu? E é isso, assim, eles fazem coisas que. Ah, pô, a gente quer fazer uma música aqui que é uma música com um rap, vamos fazer. Uma só. Ah, mas a banda é uma banda de rap? Não. Uma música só. Show.
SPEAKER_04É isso.
SPEAKER_00Ah, mas o cantor é o guitarrista ou é o baixista? Mas o cara quer cantar uma música aí, deixa o cara cantar uma música aí. Sabe? E é isso. Então eu gosto muito. É meio que é uma surpresa a cada música nova. Sabe? Sim. E lhe pergunto por fim, Leon, pra acabar, o que tu achou do estilo vocal do maluco aí cantando?
SPEAKER_02Eu gosto muito quando o cantor, ele acha o próprio estilo ao invés de tentar copiar. Eu gosto muito de quando o cantor faz isso. E vou falar pra você que como uma pessoa que mal e mal canta essa moto, é muito difícil fazer isso. É muito, muito, muito, muito difícil. A primeira impressão que eu tive no primeiro vídeo, eu falei assim, ah, eu estou ouvindo mais um pop punk da Califórnia, porque a vibe do som era essa. Conforme eu fui ouvindo o álbum, cara, o maluco parece que ele se entrega de copialma na hora de cantar as músicas, né? Depende de se uma música mais rápida, se uma música mais lenta. Enfim, não tem meio termo. Ele vai se entregar como parte da composição da música como em si, né? Então as técnicas que o cara usa, eu tô voltando pro lado um pouquinho mais técnico, é parte da composição original da música. É como se estivesse lendo uma partitura ali e ele cantando aquilo. Pelo menos foi o que eu busquei na minha mente aqui, sacou? Gostei muito, gostei muito, gostei muito. No geral, é muito bacana. Novamente, não é meu estilo de vocal e nem de música, mas dá pra ver que é um cuidado muito grande que o cara tem com o que ele tá cantando e da forma, principalmente da forma como ele tá cantando.
SPEAKER_00É, eu gosto que. É aquele tipo de vocal que parece quase gritado, mas tu sabe que não é, porque o cara canta há 40 anos e sabe o que tá fazendo?
SPEAKER_02Tem uma raiva inerente na voz.
SPEAKER_00Que, tipo, a voz ela quase quebra, mas tu sabe que não foi porque quase quebrou, porque o cara quis fazer aquilo. Quis fazer o som dessa forma. E mais do que isso, como tu falou, tipo, é um som muito próprio deles que, assim. Se eu ouço o cara cantar um segundo, eu sei que é ele. É uma voz muito característica do cara, não é uma voz assim que parece outras coisas. Tanto que eu já ouvi ele cantando coisa assim, como convidado em outras bandas de vez em quando, que eu não sabia que ele ia tá lá. Irmão, um segundo, pô, show! É o Malcutu de Food.
SPEAKER_02É o que é maravilhoso.
SPEAKER_00E isso é um negócio foda de ter como cantor, como tu falou, né? É um negócio que não dá pra tu, sei lá, treinar muito. Até certo ponto dá, mas tipo, é o timbre da voz, não é só o treino, não é só a habilidade que tu vai ter com estudo, com, sabe, com aquecimento. O teu timbre é o teu timbre. Pode mudar um pouco aqui ali, mas tipo, a tua voz é aquilo. E a voz dele é muito única e muito diferente. Então, curto muito, curto muito, tá aí. Sweet Foot. A banda que eu mais acompanho e ouço na vida. Desde muito tempo atrás aí. Eu acompanho os caras desde o segundo álbum deles, que eu conheci lá. E de lá pra cá tudo que eles lançam eu escuto. Na época da pandemia, eles fizeram uns negócios que foi assim de live stream, mas... Quase tipo uns shows ao vivo que eles faziam no estúdio deles de casa lá. E eu participava lá, ouvia, né, pegava lá, entrar com as ingressas pra ouvir, acompanhava. Eles têm um monte de documentário, de making off, de coisa. E inclusive, eles tiveram, até hoje no Brasil aí, um show. Uma unidade de shows. Que eles fizeram aí. Na real foi tipo, minto, foram três shows e uma mini-tournée, basicamente. Olha que turnê maluca, tá? Eles foram pra São Paulo, que eu fui no show, né? Ribeirão Preto e Goiânia. Olha que lugares que eles foram fazer show. Ok. Porque São Paulo, tu entende, pô, São Paulo. Tu pensa, pô, segundo show vai ser onde? Ah, sei lá, Rio? Não sei, Porto Alegre, não. Goiânia, Ribeirão Preto. Eu fui em São Paulo. E. E eu sou tão assim, tipo, fã dos caras. Acompanhe assim, tava há tanto tempo já, que. Teve um DVD que eles lançaram há muito tempo, que eu legendei pra PTBR e botei na internet aí. Olha só, Samuel. Talvez aí, se o ouvinte procurar pra baixar um DVD dos caras e tiver em português aí a legenda fan made, talvez isso fui eu que fiz, de repente.
SPEAKER_02Ok, ok.
SPEAKER_00Porque eu curto muito, gosto pra caramba. É isso.
SPEAKER_02É isto. Então. Este foi, ouvindo, ouvinte, ouvinte! Aqui o nosso primeiro troca de álbuns. Gostou? Troca de álbum, é isso. Não gostou? Fala aí então, ó, que álbum que você sugeriria pra gente trocar um para o outro aqui, de repente, ó. Isso. Seria uma forma interessante, né? Eu pensei aqui enquanto a gente tava falando, pensei no. em fazer a nossa versão, como é que eu posso dizer? Sem ser rock. Vamos trocar álbuns que não sejam de rock. Quero fazer isso mais pra frente também. Eu quero muito fazer isso pra frente também. Mas mais ainda, ou você, ouvinte, fale pra gente álbuns que você queira sugerir pra que a gente ouça. Pode ser de rock, pode ser de metal, pode ser do que for, mande pra gente que a gente quer ouvir diz. Certa Marre Auras.
SPEAKER_00E ouça Operation Mind Crime e ou Gravity também.
SPEAKER_02Por favor, são dois álbuns maravilhosos.
SPEAKER_00Aliás, falei errado. Ou Gravity. Que é ou exclamação Gravity.
SPEAKER_02A grafia aí oficial do álbum. Ó, de espanto, né? Porque caramba, ó! Em 2006 descobriram a gravidade, é isso? Ó, ó, gravity. Ó, gravity, isso aí, tudo bem. Lembrando que esse episódio só foi possível graças a vocês que colaboram lá em catarse.me Barra, Galinha Viajante, essa maneira. Muito obrigado.
SPEAKER_00Ah, eu não gosto do Catarse.com.br, man de o Pix.
SPEAKER_02Pix nos ajuda muito. Show de bola? É isso. A gente se vê no próximo exclusivo. Valeu, falou!
SPEAKER_00Valeu, beijos!