Speaking Our Minds Podcast
"Speaking Our Minds" is a new mental health podcast from Nashua DPHCS highlighting the lived experiences and struggles of Hispanic and minority communities in New Hampshire. The podcast includes 5 different hosts who speak 5 different languages and share their experiences and valuable community resources.
Speaking Our Minds Podcast
Quebrando o Silêncio – Parte 2
Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.
Mantemos o foco na prevenção do abuso sexual infantil, substituindo o medo e o silêncio por habilidades práticas que as famílias podem utilizar em casa. Compartilhamos uma estrutura clara baseada em três pilares, que ajuda as crianças a se sentirem seguras, aprenderem as palavras certas e comunicarem-se com adultos de confiança.
• corrigir a taxa de subnotificação e explicar como isso altera a nossa percepção do problema
• esclarecer que a culpa recai exclusivamente sobre o agressor
• tratar a prevenção como uma responsabilidade comunitária que envolve o lar, a escola, os serviços de saúde e as comunidades religiosas
• utilizar a analogia da "luz no lar" para explicar os três pilares
• construir um vínculo seguro por meio de uma criação de filhos não violenta e sem punições
• relacionar traumas precoces e necessidades não atendidas a dependências e mecanismos de enfrentamento compulsivos na vida adulta
• ensinar alfabetização emocional e educação sexual adequada à faixa etária, utilizando a terminologia anatômica correta
• estabelecer regras claras sobre privacidade e limites corporais, permitindo que as crianças relatem suas preocupações
• manter a comunicação aberta substituindo "segredos" por "surpresas"
• identificar a rede de proteção da criança e orientar sobre como relatar preocupações rapidamente
Se você suspeitar de abuso ou precisar de ajuda imediata, por favor, não se cale. Em caso de emergência, ligue para o 911; para denunciar suspeitas de abuso ou negligência infantil em New Hampshire, entre em contato com o DCYF pelo telefone 1-800-894-5533.
Se precisar de orientação local, pode ligar para o Departamento de Saúde Pública da Cidade de Nashua (City of Nashua Public Health Department) pelo número 603-589-4500; lembre-se de que você tem direito a um intérprete.
Welcome And Why This Matters
SPEAKER_02Bom dia, bom dia. Estamos aqui hoje mais uma vez e sejam muito bem-vindos ao podcast Speaking Our Minds. Se você quer saber o significado em português, expressando nossas mentes, onde saúde é mais do que cuidado médicos. Este podcast é oferecido pela Divisão de Saúde Pública e Serviços Comunitários da Cidade de Náchoa. Da cidade de Náchoa. Hoje, eu gosto sempre de pôr a data. Hoje, dia 11 de maio de 2026. E vamos fazer a nossa segunda apresentação. Fizemos nossa primeira apresentação e hoje nós estamos dando a continuidade da nossa segunda apresentação nesse podcast. Onde estaremos falando e trazendo mais informações sobre o que falamos sobre no caso seríamos. Não quero usar essa palavra, mas vamos falar de violências infantil, de seguridade, de atenção, de carinho, de amor. Trazendo essas informações que se faz necessário que quem ouviu o primeiro podcast vai entender que nós vamos estar dando essa continuidade do segundo podcast. Gente, no primeiro podcast, eu coloquei o nome dela, Longo. Sabe aquele nome longo que só brasileiros sabem ter? Aí ela falou assim, nós vamos reduzir. Deixa-me ser conhecida como Gine Pacheco. Educadora parental. Onde nós vamos estar falando um pouquinho mais que na semana, na última vez que falamos, nós falamos sobre dados ou percentuais profundamente sobre violências sobre infância. Falamos de o romper do silêncio in certas circunstâncias nesses sentidos. Trouxemos gráficos numéricos das formas de violência ando dentro dos Estados Unidos. Ela também tem essas informações in relação ao nosso Brasil. But como nós estamos em terra americana, estamos morando nos Estados Unidos da América do Norte, o foco seria maior também aqui nos Estados Unidos. But a nossa mensagem vai romper barreiras, ela vai romper fronteiras e vai chegar não só no Brasil, como em outros lugares, para que esse assunto seja realmente bem aprofundado, com muita atenção, com muito carinho, porque é desta informação que aprendemos que desde a geração da formação de um bebê, do nascimento deste bebê, é que vai, da forma que os pais, que nós responsáveis, estamos tratando, educando, que vai trazer a personalidade, que vai fazer com que essa criança cresça com segurança, sem traumas, sem problemas, sem abusos, sem drogas, sem o uso de substâncias, enfim, vai dar um caráter e uma firmeza a esta pessoa. E hoje nós vamos continuar falando com ela, conversando, que hoje ela vai falar conosco sobre os três pilares dessa prevenção, de como devemos
Correcting The Underreporting Rate
SPEAKER_02fazer. Mas antes de entrarmos nesses três pilares da prevenção, nós vamos fazer uma correção. Uma correção onde ela me chamou a atenção e pediu para nós corrigirmos sobre um número de dados numéricos que trouxemos da última vez. Bom, eu vou parar de falar e agora nós vamos ouvir quem tem o conhecimento. E ela vai dar esse bom dia, ou boa tarde, ou boa noite, não importa o horário que você esteja nos ouvindo.
SPEAKER_03Muito obrigada mais uma vez por essa opportunidade, por abrir esse canal de comunicação tão importante para a nossa comunidade brasileira. E eu falo que para a gente romper esse silêncio, a gente precisa trazer luz. And this luz é justamente com o conhecimento que a gente leva para as pessoas, principalmente a respeito desse tema que a gente colocava tanto tabu na nossa infância, para os adultos também, ainda mais. A minha geração ainda tem um pouco menos de receio em falar sobre o tema, but ainda assim a gente está muito analfabeto em relação a essa educação protetiva, educação emocional, enfim. Eu quero trazer a correção de um dado que a gente falou no nosso último podcast a respeito das subnotificações que a gente tem aqui nos Estados Unidos. A subnotificação que a gente tem é de a cada um caso que é registrado, na realidade, são dez casos acontecidos. Então, vamos supor que a gente teve. Agora eu vou trazer para poder fazer essa comparação entre Brasil e Estados Unidos.
SPEAKER_02E eles entenderem mais um pouquinho.
SPEAKER_03O que é esse número? No Brasil, a gente teve mais de 80 mil casos registrados de abuso no ano de 2025. Se a gente for colocar essa taxa de um para cada dez, a gente teve mais de 800 mil casos reais de abuso.
SPEAKER_02Quando você se refere a esses casos de abuso, eu vou abrir um pouquinho o leque. Nós estamos falando de violência sexual apenas, ou também violência física, mental?
SPEAKER_03Apenas violência sexual. São mais de 80 mil casos de violência sexual registrados. Mas quando a gente joga esse cálculo que o próprio governo, esses são números do governo, é de que a gente teve mais de 800 mil casos. Então, quando a gente fala
How Big The Problem Really Is
SPEAKER_03um para dez, é muito pouco. Mas quando a gente coloca o número grande, que é o que realmente acontece, é muito grande. É quase um milhão de casos de abuso sexual. Com certeza.
SPEAKER_02Dentro dessa numeração, você está se referindo dentro do ano de 2025?
SPEAKER_03Foi o maior número de registros de toda a história do Brasil. Maior número de registros.
SPEAKER_02Isso aqui é um pouco de novo.
SPEAKER_03Recorde atrás de recorde que a gente está tendo. Infelizmente, a tecnologia chega para nós ao nosso favor, a gente tem acesso a várias informações e o que tem acontecido é os números não param de subir. E que bom, porque isso mostra que as pessoas estão acordando, falando sobre. Então, quanto mais a gente traz à consciência das pessoas esse assunto, mais as pessoas vão ensinar para as crianças como é que faz, como é que é realmente essa educação protetiva, essa educação sexual da forma correta para a idade que a criança tem. E é justamente sobre isso que a gente vai trazer, sobre esses pilares que a gente precisa construir dentro da nossa casa. E o primeiro ponto que eu queria falar é que ninguém, a não ser o abusador, tem culpa do que aconteceu. E a culpa é uma das principais formas que a criança tem de silenciar, porque ela se sente também culpada pelo que aconteceu. Sim, com se você. Então, isso faz com que a criança se retraia e não fale. Então, essa culpa é simplesmente do abusador. Ninguém tem culpa pelo que sofreu. É a primeira coisa que a gente precisa falar, né? Andrade que eu gostaria de deixar muito claro é que a responsibility that a gente tem perante who sofreram abuso é uma responsibility da sociedade. Não é uma responsibilidade só dos pais, dos médicos, da escola. When aconteceu abuso, a gente já falhou. Já teve a falha. A falha da sociedade, a falha dos médicos who don't, who don't perceber, the families, the pays, amigos, the parents, the igreja that participants, of those who are socied. A igreja, no, é todos, nós como sociedade, enfim.
SPEAKER_02Enfim, in todo meio onde a criança participa, onde ela vive, in todos os sentidos. And fora os que se calam.
SPEAKER_03O que eu falo que esse silêncio, quando a gente deixa esse silêncio rondar, a gente está protegendo o adulto. Que seja os pais, que seja o abusador, mas a gente não está olhando para a criança, que é quem realmente precisa dessa atenção.
SPEAKER_02Perfeito. Antes de nós entrarmos mais profundo nesse tópico, só para voltarmos um pouquinho atrás.
SPEAKER_03Mas há crianças, de crianças foram mais de 16 mil registros apenas de criança, and a faixa etária foi menos de 13 anos. E dentro do Brasil. Dentro do Brasil. Esses dados são de dentro do Brasil, do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025.
SPEAKER_02Perfeito. Só um detalhe muito grande que eu esqueci, porque eu estou tão entrando inicial, entrando de aumento that I am very admirable with much, and I can travail in those sentiments to work, I mean identification with my name. I am Silvia, Silvia Pittac, Department of South Nashville. And I am a community health worker. And I'll work, I and Jenny, to make this information of our community. So, Jenny, we'll enter an assessment in this topic that is important. It is, as people say, Oh, it's interesting the assessment. It is necessary a attention of a certain meaning of those. So, I would pergunt about you quickly as práticas, as atitudes práticas que os pais responsáveis possam e devem adotar para proteger suas crianças e prevenir o abuso.
The Three Pillars Light Analogy
SPEAKER_03Eu vou trazer uma analogia que eu acho que vai ficar mais fácil da gente entender como esses pilares podem ser construídos dentro de casa. É como se a gente fosse realmente construir a luz, trazer luz para dentro de casa. Essa é a nossa analogia. E como que a gente traz luz para dentro de casa? Através de uma rede elétrica. Então nós vamos construir esses pilares em cima dessa rede elétrica, onde a gente vai ter o primeiro pilar, que é a fiação, que é justamente o vínculo seguro que a gente vai precisar construir dentro de casa. O segundo pilar, que é a lâmpada que a gente coloca na fiação, que é o pilar da alfabetização emocional e sexual, porque essas duas precisam sempre andar juntas, a criança precisa aprender sobre a emoção e também sobre a proteção. E o terceiro e último pilar, que é o interruptor que a gente entrega para a criança poder usar desse interruptor para acender a luz quando ela precisar e apagar, quando ela se sentir segura, que é a comunicação, é um canal de comunicação aberto que a gente precisa trazer para dentro
Secure Bond Without Punishment
SPEAKER_03de casa. E dentro desse primeiro pilar que a gente vai falar, que é o do vínculo seguro, a criança precisa sentir, além de saber. Porque saber é uma coisa e sentir é outra. Quando a gente fala com a criança que ela pode falar qualquer coisa dentro de casa, você está falando. Mas como que essa criança vai realmente sentir? A partir do momento que ela tem esse vínculo seguro dentro de casa, é quando ela fala sem precisar ter medo, medo de quê? De punição, de julgamento, medo do que ela fez errado ser retalhada pelos pais. And uma educação positiva só é construída em cima de uma educação que não tenha punição, que não tenha ameaças, que não tenha castigos, que não tenha violência, de todas as formas, psicológica, de todas as formas. A violência não é só a violência de bater, mas também. And a gente precisa trazer isso because if you fala para o seu filho que você é seguro em falar aqui, mas se ele fala alguma coisa que ele fez errado, ele é punido, ele é colocado de castigo. Esse vínculo seguro não é construído. Não é possível se ter segurança em um lugar que você é punido pelo que você é. Não é que eu sou ruim, é que eu errei. Então, esse vínculo só pode ser construído e sentido pela criança a partir do momento que ela realmente se vê verdadeiramente dentro de casa, como ela é de verdade, e ela não tem consequências, mesmo que seja o lado ruim dela. Naquele momento que ela tem que ser educada, que ela não é que não tenha que ter limite, but esse limite pode ser colocado de uma forma com muito amor, sem punição, sem castigo. Então, existe essa forma de trabalho, né? E para ela, se ela não se sente segura emocionalmente, não é que eu fale, ela tem que sentir. E esse sentir é dentro da criança. A gente não tem esse controle. A gente tem como ensinar ela a sentir, mas quem sente é ela. E ela é a real figura de falar que esse vínculo realmente é um vínculo seguro. Ela tem que ter essa confiança. E se ela não tiver, ela não vai falar a respeito de nenhum tema. Nenhum tema. Porque, para entrar no que a gente acabou de falar, ela vai começar a sentir culpada de que o erro dela é culpa dela. E a criança não consegue distinguir de que o erro dela em alguns temas é diferente do erro dela do abuso. Porque ela conecta tudo com uma mesma coisa. E é por isso que a gente precisa criar essa fiação muito bem sólida - que é o vínculo
Trauma Pain And Addiction Links
SPEAKER_03seguro. E eu quero trazer uma passagem de um livro que eu trouxe do Gabo Maté, que fala sobre vício, e que às vezes as pessoas vão se perguntar qual é a conexão desse tema que a gente está fazendo de vínculo seguro com o tema de vício. E tem uma fala do doutor, o doutor Daniel Siegel, que ele traz aqui dentro do livro dele, que é o A Mente em Desenvolvimento, que fala: para o bebê e a criança pequena, relacionamentos vinculativos são os principais fatores ambientais que moldam o desenvolvimento cerebral durante o período de maior crescimento. O vínculo estabelece uma relação interpessoal que ajuda o cérebro imaturo a usar as funções maduras do cérebro dos pais para organizar os próprios processos. Então, aqui ele está falando sobre uma estrutura cerebral, e a gente até chegou a comentar no último podcast que quando esse vínculo não acontece, o cérebro ou a parte física do cérebro é detonada. Então ela perde capacidade física. E aí, quando a gente vem falar de vícios, vícios são vários dos temas, né? A gente não tem vício só de. O pessoal usa muito das drogas e do álcool, né? Mas existe o vício de trabalho, existe o vício compulsivo de compras, existe o vício também de jogos de azar, vícios de sexo, vícios de comer, vícios de beleza, que a pessoa que faz cirurgia plástica traz cirurgia plástica e nunca está satisfeita. Então, o vício de acúmulo de riqueza que aqui nos Estados Unidos, né, a gente com a nossa comunidade, a gente tem que tomar muito cuidado. Então, assim, o que que. Esses vícios dominam grande parte, mas ninguém quer falar que é viciado. Ninguém quer se mostrar nesse lugar. E a gente não pode perguntar o porquê do vício. A gente tem que perguntar o porquê da dor. Qual foi a dor que teve a gente?
SPEAKER_02Que o levou a esse vício. Só um detalhe que eu queria colocar - uma observação importante sobre o que você falou para os pais em si. É muito importante quando seu bebê está sendo gerado, quando o seu bebê está ouvindo ao mundo, que os pais também venham ter é uma estabilidade mental. Força mental, uma ajuda mental. Andes of traumas. And mute, I acredito que hoje em dia, nossa sociedade, I acredito, notou mais ligada à sociedade americana, but minha e tua. No meu tempo, na minha época, não se falava andar buscava uma ajuda com um psicólogo ou uma ajuda com o psiquiatra para poder lhe auxiliar em ajudas mentais ou mental para ver até onde você está sofrendo suas coisas. So eu espero que isso tenha quebrado, isso tabu, e que tenha se preparado emocionalmente. Ajuda. Não custa nada você procurar aquele profissional que vai te auxiliar também. Porque, Jean, como você falou, a criança sofre em qualquer local. Qualquer local. Não é só dentro da sua casa, até mesmo na escola. But vamos voltar, porque isso aí eu sei. Vamos voltar.
SPEAKER_03E inclusive não é só uma segurança mental que a gente precisa pensar, tem uma segurança financeira também. A gente precisa fazer aqui o recorte em relação às pessoas que não tem nenhum básico.
SPEAKER_02Básico, exato.
SPEAKER_03Para lidar no dia a dia. E aí, como é que com uma pessoa que não tem o básico, a gente precisa tomar muito cuidado em a forma de levar esses assuntos, porque a gente não tem o básico, eu vou falar com ela que você precisa procurar um psicólogo, um psiquiatra. A gente precisa disso, a gente tem esse apoio, a gente sabe que aqui nos Estados Unidos tem essa saúde pública para poder lidar justamente com essa.
SPEAKER_02A experiência do dia a dia que leva a gente a pensar assim.
SPEAKER_03Vulnerabilidade.
SPEAKER_02E lá, muitas vezes, não. Lá eu sei que não tem. Principalmente de baixa, baixa renda em certos lugares onde nós sabemos que eles vivem.
SPEAKER_03Então, assim, a gente precisa fazer esse recorte para justamente entender que muitas vezes nem o básico tem. Então, como levar o básico e também essa estrutura psicológica para esses pais, né? E o Gabor lida muito com isso. Ele tem um livro dele que chama O Mito do Normal, que ele fala sobre essas vulnerabilidades invisíveis e das normalidades que a gente vai criando dentro da sociedade a respeito desses temas de acesso, enfim. E aí o que mais me deixa potente para falar sobre a nossa prevenção como defensora da infância mesmo que sou, é quando ele traz que essas drogas, e eu vou colocar drogas aqui como vícios, que esses vícios costumam ser uma válvula de escape for as pessoas que sofreram agressões andations na primeira infância. And so viciada. As pessoas aprendem, aprender o quê? A se adaptar àquilo que ela precisou. And a pessoa tem um cérebro que foi infelizmente criado na infância para receber esse vício de uma forma mais pesada, ela vai ser viciada em alguma coisa. E o que hoje nós como pais queremos prevenir muito? O que a gente quer prevenir muito hoje? Vício, principalmente. Vício em telas. As nossas crianças hoje, com cinco, seis, três anos, enquanto.
SPEAKER_02Os telefones, eles são espertos. Dois aninhos, três aninhos já pegam seu celular, eles já estão indo ali, já sabem abriram o YouTube e buscam o que eles querem assistir. E já tem essa. E é interessante que a gente tem que alertar, porque muitas vezes o pai também quer se acalmar e toma aqui, ó.
SPEAKER_03É porque. Quando você vê a dinâmica familiar, é o pai com o dele, no vício dele, e a criança no vício dela. São dois sobreviventes de uma sociedade que está sendo plantada para acontecer isso. O celular, a internet, é como o fogo foi antigamente. Existem os riscos, é extremamente necessário para nós, mas existem os riscos, e os riscos são, principalmente para a criança, são devastadores. Devastadores. A gente precisa tomar muito cuidado, e eu acho que isso aqui é um tema de um outro assunto.
SPEAKER_02Outro assunto, né, pá.
SPEAKER_03E eu só quero trazer essa conexão entre o quão importante é a gente criar esse vínculo seguro dentro das nossas casas, para, inclusive, evitar um dos maus que a gente mais quer, que é o vício. Então, se eu crio essa base segura, eu estou protegendo a minha infância, para que na adultidade dela, ela não venha se viciar.
Teach Emotions And Body Boundaries
SPEAKER_03E o segundo pilar, que seria essa lâmpada que a gente vai colocar, que é a alfabetização emocional e sexual. Quem não sabe dar nome, não sabe falar, não sabe denunciar. Vai denunciar o quê? Nunca foi conversado comigo dentro de casa o que é uma vulva, o que é um pênis, o que é um ânus, o que eu posso não tocar, o que é intimidade, o que é privacidade. Isso são todos assuntos que a gente precisa limitar. Dentro de casa, que é uma alfabetização, realmente. E o nome, a gente tem que dar o nome anatômico das partes íntimas. Eu sei que isso é muito tabu para ter pessoas que têm pavor de que sejam falados esses nomes, porque pessoas levaram tapa na boca de falar essas palavras antigamente. Existem vários gatilhos que as pessoas têm. Quando fala esse nome, lembra, pá, não pode falar isso.
SPEAKER_02Ainda existe.
SPEAKER_03E ainda existe, infelizmente. Por que eu posso falar nariz? Eu não posso falar vulva. Por que eu posso falar que cotovelo é uma parte do nosso corpo, é uma parte importantíssima que precisa ser ensinada.
SPEAKER_02É a preparação que você tem que fazer dentro do seu teto para que não venham descobrir lá fora.
SPEAKER_03E hoje, a grande maioria de nós, adultos, somos analfabetos, tanto emocional quanto sexual. E esse é o maior problema. Porque quando a gente não tem essa alfabetização, como é que eu vou ensinar meu filho a ler se eu não sei ler? Como é que eu vou ensinar meu filho sobre emoção se eu não sei sobre emoção? Então a gente precisa primeiro trazer essa alfabetização para nós.
SPEAKER_02Para dentro de si.
SPEAKER_03E que seja em conjunto com os nossos filhos. A gente precisa mostrar a nossa vulnerabilidade para eles, para eles verem que a gente não sabe tudo, que nós não somos essas grandiosidades que a gente vai criando com os nossos filhos, principalmente com frases que eu que mando aqui dentro de casa. Eu que sei o que é melhor para você, a gente não sabe tudo. A gente precisa mostrar esse lado dessa vulnerabilidade.
SPEAKER_02Esse tempo nós temos que te adquirir, Jenny, porque você, como mim, trabalhamos muito nessa nação. Temos nosso horário muito carregado lá fora para trazer o prover dentro do seu lar e tudo mais. Mas é essencial, fundamental aquele seu horário com seu filho ou com sua filha sentarmos e conversarmos.
SPEAKER_03Justamente, né? E aqui, quando os pais se sentirem desconfortáveis, por isso que eu falo que a gente tem que procurar ajuda, fazendo novamente esse recorte de classe, que nem todo mundo vai conseguir. Mas existem pessoas que conseguem auxiliar, existem formas lúdicas, inclusive a gente já trouxe no último podcast falando sobre os livrinhos infantis a respeito de educação sexual que dá pra usar dentro de casa, que eu acho maravilhoso. Inclusive, eu e meu marido, a gente tá desenvolvendo um não só pra educação sexual, mas pra todos os temas que a sociedade tem como tabus pra poder letrar mesmo essas pessoas. Enfim, a gente tem que ter essa certeza de que só assim a gente vai trazer realmente luz pra dentro de casa. E isso é um dos pilares, é o principal. Eu preciso engatar a lâmpada dentro da fiação, porque senão meu filho não consegue ir lá e usar do terceiro, que é justamente o interruptor, que é a comunicação.
Open Communication And Safety Network
SPEAKER_03Como é que eu vou criar esse canal de comunicação aberto pra dentro da minha casa? Pra dentro da igreja, dentro de um consultório médico. São vários os espaços que a criança ocupa e que tem a possibilidade de trazer esse tema. Então, a gente não pode achar que é somente responsabilidade dos pais, da escola, do. Não, é de todos nós, como sociedade. Em todos os lugares que a gente intervém com a criança, a gente precisa trazer responsabilidade para nós. E é aqui nesse canal de comunicação aberto que vai tudo se sustentar. E esse interruptor, quem tem o manejo dele é a criança. Se eu tive um vínculo seguro com ela, que foi a criação da minha fiação da minha casa, se eu tive a alfabetização com ela a respeito do que é as partes íntimas, o que é privacidade e intimidade, quem pode tocar ou não, que isso é tudo dentro, o que é raiva, o que é medo, o que é segredo, o que não é segredo. E aí é uma das dinâmicas que a gente usa até lá em casa. A gente não usa a palavra segredo, a gente usa surpresa, porque se eu uso o segredo, a criança entende que existem coisas que não vão ser contadas. E surpresa sempre é falado. O que ela tem que entender é que eu nunca vou esconder nada dos meus pais. A surpresa depois vai ter todo mundo feliz. Então, assim, a criança sabe que é uma festa de aniversário surpresa, então todo mundo depois vai ficar feliz. Agora, se é algo que ela está sentindo medo e que a pessoa pediu para não contar, opa, eu preciso acionar o meu vínculo seguro, que são os meus pais, que é dentro da minha igreja, não quer dizer que seja só os meus pais. Na escola, minha professora, quem quer meu vínculo seguro na escola, quem quer meu vínculo seguro na igreja, qual é o médico que é meu vínculo seguro. E nós precisamos ensinar a criança qual é a rede de proteção dela. É o avô, é a professora X. This precisa ser falado dentro de casa. So, uma das formas seria justamente nem usar esse segredo. Usa surpresa. Olha, a gente tem surpresa. Não conta pra mamãe, porque é surpresa. Ela não pode saber agora, ela vai saber só depois. É diferente de usar segredo, porque geralmente os abusadores usam isso é segredo nosso.
SPEAKER_02And atrás do segredo nosso vem a ameaça. E isso é grande ameaça.
SPEAKER_03E o segredo da mamãe e do papai, pra criança, é o mesmo segredo do abusador. A criança não sabe definir a palavra de quem. Ela só sabe que segredo é segredo. Então, se tem segredos dentro de casa, com os amigos, tem segredo também com o abusador. E tá tudo bem, porque isso acontece. Por isso que eu falo, violência doméstica tá conectada com bater. Se meu pai e minha mãe que me amam, me bate, por que eu não posso receber uma violência de uma pessoa de fora? Tudo conectado com a infância.
SPEAKER_02Isso muito importante.
SPEAKER_03Mas a segurança, como a gente falou, precisa ser sentida. E a criança só vai usar o interruptor se ela tiver vínculo e se ela tiver alfabetização. Senão, ela não vai nem saber como é que liga esse interruptor. Então, uma das coisas que a gente tem que tomar bastante cuidado é justamente isso. A gente precisa criar essa estrutura por completo. Antes da criança usar o interruptor, ela teve dois passos importantes. O vínculo com a família, o vínculo com a igreja, o vínculo com a escola. Andização. Antes disso, ela não consegue. And a criança use o interruptor sem ter isso.
SPEAKER_02Sem ter os primeiros passos.
SPEAKER_03Ela não vai conseguir. Não é possível. Isso não é possível porque, neurologicamente falando, a criança não tem capacidade de precisar aprender. E a gente só consegue construir essa rede elétrica e levar luz através do vínculo, da consciência e da segurança. Andamos ser essa faísca necessária. Há um caminho, a infância é um chão que pisaremos a vida toda. E se a gente protege essa infância, a gente não vai precisar desconstruir tantas camadas que a gente hoje, inclusive, nesse podcast, está falando. De desconstrução de camadas que a gente, infelizmente, teve que construir. E a prevenção, gente, ela é responsabilidade de todos nós. A gente precisa assumir esse lugar de sociedade. A gente precisa assumir esse lugar de quebra de silêncio, de trazer luz para dentro das nossas casas, e a gente tem esse poder. Perfeito. A gente tem esse poder. A denúncia vai proteger a criança e nunca o abusador. E nunca os adultos. Seja ele quem for. Que a gente já falou também no último podcast. Com certeza. São os mais perto.
SPEAKER_02Que são da criança. Por isso que é importante você estar acompanhando, observando, lendo, revisando. Às vezes você fica pensando assim, vou mexer nas coisas dos meus filhos, vai abrir a mochila, vai abrir as coisas, vai conversar. Como você falou, o apoio principal, acompanhe passo a passo. Aqui quando chegamos, que trabalhamos demais, às vezes deixamos na escola e não vamos ver o que está acontecendo. Por Deus vá, participa das reuniões, conversa com os professores, meu filho como foi, minha filha como foi, o que aconteceu hoje, que não. É fundamental. I espero que quem staja ouvindo nosso podcast, abra bem a sua mente andha conversar. Because I think that our time is currently, because if it was entering in assessments more especially. But it's important. Aliás, ela já está me passando aqui. A Jenny, você vai sempre. Ela vai deixar o telefone. Mas o que ela está me passando é uma coisa importante.
Where To Report And Get Help
SPEAKER_02Silvia, se eu precisar de ajuda, a quem eu vou recorrer dentro dessa cidade de Nashua, ou a quem vou recorrer dentro do país. Bom, temos o departamento do nosso departamento onde nós trabalhamos, que é o departamento de saúde pública da cidade de Nácho, que você pode vir até nós. Telefone 603-589-4500. Você vai solicitar as opções desejadas. Nós temos aqui que se chama cartão de emergência, rede de proteção em New Hampshire. Se você suspeita de abuso ou precisa de ajuda imediata, por favor, não guarde silêncio. A Lei de New Hampshire protege quem reporta, por favor. Temos canais de denúncias 24 horas. Emergência policial, todos conhecem que é o 911. O nós chamamos em inglês DCYF, ou DCYF, que é a proteção à criança e família. O telefone do DCYF é 1-800-894-5533, órgão governamental obrigatório para denúncias de suspeita de abuso ou negligência. Temos, sim, a quem recorrer. Não fale o inglês, não te preocupe, você tem o direito de um intérprete no seu idioma e em português. Nos busque, nos fale conosco, mas não se silencie e nem caminhe sozinho nessa situação. Você pode deixar seu telefone, Jenny, que nós já estamos encerrando, para podermos falar, deixar só o seu contato, meu amor.
Contacts Gratitude And Closing
SPEAKER_03Eu vou deixar o meu Instagram para o pessoal me procurar, que é o Jenny Pacheco Underline, que é o JENNY Pacheco, e tem também o nosso site, que é o educariproteger.org, que também por lá consegue todos os nossos meios de comunicação. E eu quero agradecer mais uma vez, Silvia, pelo Departamento de Saúde Pública de Ináxua acolher esse tema e por você também estar trazendo para a nossa comunidade brasileira esse tema que é tão importante e necessário, como a gente falou no início. Muito obrigada por isso, muito obrigada a todos que escutaram, que isso tenha plantado uma sementinha no coração de cada um para que eles possam pensar em como podemos fazer isso dentro de casa. E com esses três pilares que a gente trouxe hoje, eles já comecem a frutificar e a trazer luz para essas casas.
SPEAKER_02E o farão. Obrigada a você que está nos ouvindo, obrigada você que parou um pouco para poder nos participar conosco. Esteja, por favor, à vontade para falar sempre conosco. Obrigada aos responsáveis pelo Departamento de Saúde de Náchua. Obrigada, Sévita. Eu não posso deixar dele falar no seu nome, que sempre está nos apoiando, que sempre é aquela pessoa que está do nosso lado. Obrigada, Jonathan, pelo seu tempo também por nós. Obrigada a todos vocês, Jenny, meu coração contigo, e vamos continuar nessa palestra, não só em podcast, mas também para fora, como vamos fazer. Obrigada e até a próxima. Estaremos retornando com assuntos também, se continuarmos do mesmo ponto ou assuntos diferentes que o Departamento de Saúde Pública tem para vocês conhecerem muito mais sobre nós. Muito obrigada e tenham, excelente noite, dia, não importa.
SPEAKER_01Welcome to Speaking Our Mind Podcast, where health is more than health games.