No Caminho da Vida

Ep. 15 - O Chamado aos Primeiros Discípulos

Igreja S. Jorge CWB

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Cristo viu dois pescadores e disse: "Vinde após Mim." Eles largaram as redes e foram. Sem negociação, sem processo seletivo. Mas quem eram esses homens? Não eram pobres sem perspectiva. Tinham barcos, empregados, licenças romanas. Tinham algo real a perder. Neste episódio: o que de fato significa "deixar as redes", por que André precisou de João Batista antes de chegar a Cristo, o que aconteceu com cada um dos que disseram sim naquele dia, e a pergunta que atravessa tudo: Cristo já passou por nós. O que fizemos com isso?


Venha conosco, No Caminho da Vida

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Bem-vindos! É com alegria que nos encontramos com vocês em nosso programa semanal No Caminho da Vida, um espaço de encontro com o Senhor dedicado à leitura da palavra de Deus, às orações, aos cânticos, às reflexões espirituais andas tradições da nossa Igreja Ortodoxa Antioquina. This programa é apresentado com a bênção do nosso querido pai metropolita Dom Damasquinos Mansur, arcibispo metropolitano da Igreja Ortodoxa Antioquina em São Paulo e de todo o Brasil. As margens do Mar da Galileia, Jesus vê dois pescadores e diz: Vingue após a mim, eu vos farei pescadores de homens. Eles deixam as redes e os seguem. Depois do mesadilente vê dois irmãos no barco com o pai e os chama. Eles também os seguem, sem negociação, sem processo seletivo. Um olhar, uma palavra, uma resposta. Hoje sualeremos o que é deixar. Não o gesto físico necessariamente, mas uma reordenação do coração. Cristo já passou por nós, já olhou para nós. O que fizemos com isso? Permaneçam conosco e caminhemos juntos no caminho da vida.

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Tu que amas os justos e tens piedade dos pecadores, Tu que chamas todos a salvação com a promessa de bens futuros. Tu mesmo, Senhor, acolhe nesta hora também as nossas orações e dirija a nossa vida segundo os teus mandamentos. Santifica as nossas almas, purifica os nossos corpos, dirige os nossos pensamentos, corrige as nossas ideias, liberta-nos de toda a aflição, mal e tormento. Envolve-nos com os teus santos anjos, a fim de que, protegidos e guiados por tuas falanges, alcancemos a unidade da fé e o conhecimento da tua glória inacessível, porque Tu és bendito pelos séculos dos séculos, amém. Tem piedade, Senhor, tem piedade, Senhor, tem piedade, Senhor. Glória ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo, agora sempre pelos séculos dos séculos. Amém. Mais venerável que os querubins, e mais gloriosa que os serafins, que ilibadamente deste à luz o verbo de Deus. Logo és verdadeiramente mãe de Deus, pois nós te glorificamos. Ó Virgem Santíssima, Puríssima, Gloriosa e irrepreensível Senhora Nossa, que de forma maravilhosa uniste o Verbo de Deus aos homens e aliaste a nossa natureza repelida aos celestiais. Tu és a única esperança dos desalentados, ajuda dos combatidos, perpétuo socorro dos aflitos e a rimo de todos os cristãos. Não me abandones a mim pecador, maculado totalmente por iníquos pensamentos, palavras e ações, e que me tornei servo negligente, mau e concupiscente. Sendo tu a mãe de Deus, compadece-te de mim e atende as minhas súplicas. Pela tua autoridade maternal, intercede por mim junto ao teu Filho, nosso Deus e Senhor, para que tenha piedade de mim, releve as minhas incontestáveis transgressões, conceda-me a penitência e dignifica-me para cumprir seus preceitos. Ó bondosa e compassiva, assiste-me sempre nesta vida presente. Pelas tuas intercessões, ampara-me das provocações dos inimigos e guia-me na vereda da salvação. Na hora da morte, circunvoa-me, afasta de minha visão dos espíritos malignos. No dia do juízo final concede-me ser salvo dos tormentos eternos e ter digno de compartilhar da glória incomparável e da honra imensurável de teu Filho nosso Deus. Na hora da morte, circunvoa-me, afasta de minha visão dos espíritos malignos. No dia do juízo final, concede-me ser salvo dos tormentos eternos, e ser digno de compartilhar da glória incomparável e da honra imensurável de teu Filho, nosso Deus. Pela graça, pelas misericórdias, pela benevolência do teu Filho unigênito, nosso Deus, Senhor e Salvador Jesus Cristo, a quem se deve toda a glória, honra e adoração, com o Pai Eterno e com o Santíssimo, Bom e Vivificante Espírito, agora sempre e pelos séculos dos séculos.

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Amém, Senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, burcha, me abra brucha, me abra brucha, me abra, me abra, meio brucha, me abraça, meio bruja, meio brucha, Senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, leitura do Santo Evangelho, segundo o Evangelista São Mateus, estejamos atentos.

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Naquele tempo, caminhando ao longo do mar da Galilé, Jesus viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: Vinde comigo, e eu farei de vós pescadores de gente. Deixando imediatamente as redes, eles os seguiram. Indo mais adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Juntamente com seu pai Zebedeu, consertavam as redes no barco. Jesus os chamou. Eles prontamente deixaram o barco e o pai, e o seguiram. Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando toda a doença e enfermidade do povo. Glória a Ti, nosso Deus.

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A palavra do episódio é vocação. E o contrário de quase tudo que a gente discutiu nessa série, ela vem do latim e não do grego. O que ela significa?

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Vocão vem do latim vocatio, do verbo vocari, chamar. E vocari vem de vox, voz. A vocação é literalmente uma voz que chama. Não é uma ideia que você tem sobre si mesmo, não é uma aptidão que você descobre fazendo um teste. É uma voz de fora que te chama pelo nome. Essa estrutura já está no Antigo Testamento. Deus chama Abraão, chama Moisés, chama os profetas pelo nome. And no Evangelho de hoje, Jesus não distribuiu convites genéricos. Ele vê dois irmãos e os chama. O chamado precede a resposta. A voz precede o movimento. A vocação é sempre iniciativa de Deus, nunca nossa. Discípulo vem do Latin discípulo, ligado a de aprender. But o grego é muito mais preciso, matetes, do verbo manzanim. Aprender pela prática, pelo acompanhamento, pelo fazer junto. No mundo antigo, o matetes não era um estudante que recebe informação andar embora. Ele vivia com o mestre, caminhava com ele, observava como ele agia, comia na mesma mesa, ouvia como ele respondia às situações. Quando Jesus diz segue-me, não está falando para a gente aprender as ideias dele. Ele está dizendo vem viver comigo. Então, discipulado é por contato, não por instrução. Apego em grego é prospatos, pros em direção a mais patos, paixão, o que te move. O apego é aquilo para o qual o coração gravita, aquilo que te prende. O desapego, a próspatos, é a liberdade interior de quem não está preso a nenhum bem menor do que Deus. Isso não é indiferença fria. É o que Santo Máximo confessou chamava de amor ordenado, a capacidade de amar tudo sem se prender a nada que não seja Deus. Pedro deixou a rede, mas o padre ressalta não foi o gesto físico que definiu o discípulo, foi o reordenamento do coração. And this reordenamento não acontece uma vez só. Batismo vem do grego batisim, which significa mergulhar, emergir. A imagem original é o corpo inteiro embaixo da água, morte ou ressurgimento. São Paulo usamos exatamente essa imagem na carta aos Romanos. Fomos sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida. O batismo é muito mais do que o início de uma jornada espiritual, opcional ainda. É a inserção real no corpo de Cristo, o momento em que a vocação divina é selada sobre uma pessoa específica. E é por isso que o Padre diz que a chamada de Cristo é para todos os batizados, não apenas para quem quer ir mais fundo. A vocação está no batismo. É o ponto de partida, não o destino avançado.

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Há cinco semanas nós falamos sobre o Monte das Oliveiras, de onde Cristo acendeu ao Pai. Na semana seguinte, visitamos o Conselho de Niceia, onde os bispos, ainda marcados pela perseguição, confessaram com precisão quem é o Cristo que acendeu. Uma semana depois, comemoramos o Espírito Santo que desce, no dia em que se comemorava a entrega da lei do Sinai, fazendo aquilo que a lei não pôde fazer. Por fim, na semana passada, comemoramos o fruto vivo de tudo isso - a festa de todos os santos. Hoje, nós retornamos para lembrar que toda essa história começou com um grupo de pessoas completamente improváveis. A maioria dos apóstolos era da Galiléia, uma região rural no norte da Palestina. Os galileus eram vistos com certo desdém pelos judeus do sul. Quando Natanael ouve que o Messias é de Nazaré, ele pergunta: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Era um preconceito cultural fortíssimo. Pedro, André, Tiago e João eram pescadores, mas não pense neles como figuras românticas, isoladas e tranquilas à beira do mar. A pesca ali era uma indústria pesada, controlada por Roma, cheia de impostos, licenças e burocracias ligadas aos mercados do império. Tínhamos Mateus. Ele cobrava impostos em Cafarnaum, era um publicano. Para o seu próprio povo, ele era um traidor, porque trabalhava para Roma tirando dinheiro dos judeus. E no mesmo grupo estava Simão, o Zelote. Os Zelotes faziam parte de um movimento radical de resistência armada contra a dominação romana. Ou seja, humanamente falando, colocaram um cobrador de impostos romano e um zelote no mesmo pequeno grupo era a receita certa para desastre. Por isso, se olharmos do ponto de vista puramente histórico, o fenômeno apostólico parece não fazer o menor sentido. Quando as autoridades religiosas de Jerusalém viram Pedro e João pregando, a Bíblia diz que eles ficaram perplexos, porque perceberam que eram homens comuns, sem nenhuma formação rabínica, gente do povo. Esses homens haviam fugido na noite da paixão, negaram e abandonaram Jesus, depois se trancaram com medo atrás de portas fechadas, e de repente, em poucas semanas, pregavam abertamente em Jerusalém, desafiando as autoridades que haviam crucificado Cristo. Em poucas décadas, a mensagem desses pescadores galileus havia chegado a Roma, à Grécia, ao Egito, à Pérsia e possivelmente à Índia. Tudo isso sem imprensa, sem financiamento e debaixo de perseguição mortal. O que explica isso? Só é uma resposta. Eles viram o Cristo ressuscitado. Viram Cristo ascender aos céus. Receberam o Espírito Santo. Todo o resto foi apenas uma consequência disso. O caminho litúrgico que trilhamos da Páscoa até aqui é a chave para interpretar essa história. A ressurreição vence a morte. A ascensão glorifica a nossa humanidade em Cristo. O Pentecostes envia o Espírito Santo. Os santos nos mostram o fruto dessa vida. E os apóstolos. Bom, os apóstolos são as primeiras testemunhas enviadas ao mundo para nos mostrar que Deus escolhe o improvável para mudar tudo.

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Segundo Thomas Hobbit, a vida cristã é uma vocação à santidade e à comunhão com Deus. Cristo não veio apenas ensinar uma moral, mas oferecer uma nova vida. Desde o Antigo Testamento, Deus chama seu povo à santidade. Sedes santos, porque eu sou santo. Esse chamado alcança sua plenitude em Cristo. Jesus é apresentado como modelo perfeito da humanidade. Nele vemos aquilo que o homem foi criado para ser. São Paulo afirma que Cristo se tornou para nós sabedoria, santificação e redenção. A vocação cristã é viver em Cristo. Isso significa participar de sua vida, morrer para o pecado e ressuscitar para uma nova existência. O batismo simboliza exatamente essa união com Cristo morto e ressuscitado. Ropko insiste que a vida cristã é impossível sem o Espírito Santo. Somente pelo Espírito o homem consegue amar como Cristo amou e viver segundo o Evangelho. Outro aspecto essencial é que a vocação cristã é comunitária. O cristão não vive isolado, mas dentro da igreja, que é o corpo de Cristo. É nela que a fé é transmitida, celebrada e vivida. A oração, a liturgia e os sacramentos são caminhos concretos dessa vida em Cristo. A Eucaristia ocupa lugar central porque une os fiéis à vida do próprio Cristo. Além disso, a vida cristã é um caminho contínuo de transformação. O cristão é chamado a crescer constantemente em amor, humildade, misericórdia e santidade. Não se trata apenas de seguir regras, mas de tornar-se semelhante a Cristo. No final das contas, o que importa mesmo é alcançar a vida eterna e viver em comunhão com a Santíssima Trindade. A vida de um cristão é feita de escolhas e ações que o levam a essa união especial com Deus, onde ele encontrará toda a felicidade e realização que procura. É isso que dá sentido à existência cristã. E é para isso que ela aponta. A ideia é que, ao viver de acordo com os ensinamentos cristãos, o homem possa se unir definitivamente a Deus andar sua verdadeira plenitude. É uma jornada que requer dedicação e amor, but que vale muito a pena, pois leva a uma vida mais plena e feliz.

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Oh mais vive, sempre bem aventurada, imaculada. Mais venir, che os quero vivir, mais gloria, che os terá fiosamente o verbo de Deus, logo és verdadeiramente, mãe de Deus, pois nós te glorificamos.

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Glória ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo, um só Deus. Amém. Queridos irmãos e irmãs em Cristo, estamos hoje no segundo domingo, depois de Pentecostes, e o evangelho que a Igreja nos oferece, é do Evangelho segundo o Evangelista São Mateus, um texto curto sobre o chamado dos primeiros discípulos. Tem poucas palavras, mas é um dos textos evangélicos mais profundos, porque nos fala do primeiro encontro, do primeiro chamado, da primeira resposta. Nesta passagem, curta como falei, descobrimos o mistério da vocação divina. Ela não é apenas palavras que se ouvem, não é uma teoria que se lê, não é uma ideia que se discute. A vocação divina é um encontro, um encontro entre o olhar de Jesus e o olhar do homem - um encontro que muda a direção, um encontro que transforma, um encontro depois do qual o homem já não é como antes. Vamos contemplar um pouco esta cena da vocação, do chamado. Jesus não publicou um anúncio, não abriu um escritório na Secretaria de Emprego. Não fez um seminário de apresentação do reino dos seus. O que ele fez? Viu dois irmãos. O olhar precediu a palavra. Os seus olhos encontraram os olhos de primeiros discípulos, antes de ele dizer uma palavra. Este é o mistério da verdadeira vocação. Ela começa como um olhar de amor de Deus. Antes de eu escolhermos, Ele escolheu, antes de eu conhecermos, Ele olhou para nós. Como diz o bemaventurado Agostino, o teu Criador chamou-te para te criar de novo. Não te deixou como eras, mas olhou para ti para te fazer aquilo que não era. O Evangelho diz sobre André e Pedro estava a lançar a rede ao mar porque eram pescadores. Esta é a condição do homem antes da vocação. Cada um de nós lança a sua rede no mar desta vida. Um lança a rede do dinheiro, otro lança a rede do poder, um terceiro lança a rede das relações, um quarto lança a rede dos prazeres. Todos nós pescamos, procuramos algo que preencha o nosso vazio. Procuramos algo que dê sentido à nossa vida. Mas, infelizmente, às vezes, muitas vezes, às vezes, muitas vezes, pescamos o vazio. Muitas vezes cansamos a noite toda e nada nos apaneamos. E aqui entra o papel da vocação. Jesus não vem para nos impedir de pescar. Ele vem para mudar o tipo de pesca. É vind a mim. Não disse a pesca é proibida o mal, mas disse: vinde, eu vos farei pescar algo maior. Transformarei a vossa energia, orientarei o vosso talento, santificarei o vosso trabalho. Em vez de pescar peixes que pereçem, pescareis corações que vivem. Quando você pesca peixes, os peixes morrem, mas quando você pesca corações, eles vivem. Aqui chegamos à essência da vocação divina. Cristo não quer anular a tua natureza. Ele quer orientar a tua natureza. Deus não quer riscar os teus dons, Él quer santificá-los. Pedro era perito no mar, sabia onde os peixes nadavam, sabia quando lançar a rede. De onde veio toda esta experiência? De onde? De anos de cansação, de noites de privação, de experiências de fracasso e sucesso. Esta mesma experiência, Cristo usa. Pedro torna-se perito não só no mar, mas nos corações humanos. O mesmo talento, mas um novo fin, uma nova direção, o mesmo esforço, mas um objetivo mais alto. Por isso vemos que eles obedeceran imediatamente. Vê como obedecer imediatamente, não lhe disseram espera até consultarmos os nossos familiares. Oh, esta é a nossa única profissão. Mas deixar tudo e seguir-nos, porque assim é a vocação divina. Quem não houve não demora. E aqui um pouco sobre esta palavra. Eles, deixando imediatamente as redes, seguir-nos. Isto não significa que Deus quer que cada um deixe o seu trabalho e se torne ou padre. Não, esta é uma compreensão errada. Muitos santos eram casados, trabalhavam em profissões comuns e eram santos. Então, o que significa deixar as redes? O deixar aqui não é necessariamente físico. O deixar é do coração. E não apegar o seu coração ao que você faz. Estar no trabalho, mas o trabalho não te possuir. Exercer uma profissão, mas a profissão não te dominar. Pescar, mas não te afogar na pesca. Deixar as redes significa. Pedro, não deixa o seu coração apegado a esta rede. Ela é um meio, não um fim, é uma ferramenta, não um Deus. Este é o mistério da santidade no mundo. Viver no trabalho, mas não ser escravizado por Ele. Possuir dinheiro, mas não ser possuído por dinheiro. Estar no mundo, mas não ser do mundo. A tradução de segue-me do grego significa literalmente vem para trás de mim. Não apenas que camine atrás de mim, mas que siga os meus passos, que veja os meus passos e coloque os seus pés neles. Sabeis o que isso significa? Quando traduzir o verbo original, significa que Cristo não quer um serviço à distância. Não quer seguidores que olhem através de um vidro. Ele quer comunhão, quer um encontro, quer que esteja com ele. Diz não me contente em ouvir falar de me. Vem não contente indo de me. Vem, segue-me. Dizing, deixando imediatamente o barco and. Inpoca do Senhor Jesus, o Pai significa a sua existência familiar. Deixa eu explicar, por favor. Vamos voltar dois mil anos para entender o que significa deixar o Pai. Hoje, cada um de nós tem um nome e um sobrenome que determinam a nossa existência familiar. Nos dias do Nosso Senhor, o nome do Pai era o sobrenome - a Tua existência familiar. Então, o que significa deixar o Pai? Significa que Cristo exige que o homem curte a sua relação com os pais familiares. Deus me livre. Cristo foi quem disse: Honra seu Pai, and Cristo, na cruz, na sua intensa, confiou em João a sua mãe Maria. Então, o que significa deixar o Pai? Cristo anunciou aqui uma nova lei para as relações. A paternidade verdadeira é primeira, não é terrena. O teu Pai Terreno é uma grande bênção, mas não é a fonte. Humus, que é a origem de toda a paternidade, através dele que aprendemos a amar os nossos pais terrenos com um amor mais santo. Deixar o Pai aqui não é abandono, mas reordenação, não é ruptura, mas entrega. Por outras palavras, Saúl e João deixaram o seu Pai não porque deixarem de o amar, mas porque descobriram que há um amor maior. Assim é a vocação divina. Ensina-nos a amar todas as coisas em Deus e por causa de Deus. Quem ama seu Pai em Cristo, nunca o perde. Pelo contrário, eleva-os. A questão que se coloca sobre a resposta à vocação é esta. Será que todos respondem com esta rapidez? Todos os que ouvem a vocação divina seguem? A nossa realidade diz que não. A vocação divina não é obrigatória. Deus não nos criou forçados, criou-nos livres como honra para nós. Adão pode desobedecer. Pedro pode negar, Judas pode trair. E até o jovem rico, quando Jesus lhe disse, vende tudo o que tens, retirou-se triste. Jesus não o forçou, não correu atrás dele, deixou-o na sua liberdade. Na vocação dos primeiros discípulos, vemos a beleza. Na vocação do jovem rico, vemos a tragédia. Qual é a diferença? Não é que um fosse mais inteligente ou melhor. A diferença é o coração. O coração dos primeiros discípulos estava pronto. O coração do jovem rigo estava apegado. Os primeiros discípulos deixaram as redes e o Pai porque viram um tesouro maior. O jovem rigo apegou-se à sua terra porque a considerou um tesouro insubstentável. Este é o mistério da resposta. Descobrir que Cristo é o verdadeiro tesouro. Quando conheces o seu valor, torna-se fácil deixar tudo o resto. Não porque não ame as outras coisas, mas porque encontraste alguém maior. Saulo João Cassiano diz que quem deixou algo por amor de Cristo, nada perdeu. Antes ganhou, porque não há nada que deixemos que se compare a uma só parte do amor que Cristo nos dá. Aqui chegamos à pergunta que é dirigida para nós hoje. Nós também, queridos irmãos e irmãos em Cristo, Jesus já passou por nós, num momento da nossa vida, numa oração, numa dor, numa alegria, numa evangelho que lemos, numa palavra que ouvimos, numa graça que sentimos. Jesus passou por nós, olhou para nós, chamou nós pelo nome, e disse: Segue-me. A questão é como respondemos? Cada um de nós disse no seu coração: Sim, vejo-te, Senhor. Sim, oço-te, Senhor. Sim, quero seguir ti, Senhor. O continuamos a girar em torno das nossas redes antigas? Continuamos apegados à pesca de peixes? Quando somos chamados a pescar homens, continuamos a lançar a rede do dinheiro, a rede da fama, a rede das relações, a rede dos prazeres. E Jesus está diante de nós a olhar para nós? Hoje, a vocação renova-se. Jesus diz a cada um de nós vinde após me, não apenas aos monges, aos padres, não a cada batizado, ao trabalhador, ao professor, ao engenheiro, ao médico, ao mãe, ao pai, ao solteiro, ao casado, ao rico, ao pobre, ao jovem, ao idoso. Todos somos chamados, convocados, todos somos enviados. Rugamos ao Senhor para que nos dê corações livres, que não se apeguem a nada aquém de Cristo. Corações que ouçam a vocação e se levantem sem demora, sem hesitação. Rugamos para que saibamos usar as nossas redes, mas não sejamos escravos das nossas redes. Rezamos para que sejamos verdadeiramente pescadores de homens, que pescamos os corações para a verdade e para o amor. Pedimos a intercessão dos santos primeros discípulos e de todos os apóstolos e santos que responderam a vocação e não demoraram, para que sejam nossos intercessores junto do trono da graça. Amém.

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Ao encerrarmos nosso encontro de hoje, pedimos a Deus que este tempo que estivermos juntos seja uma semente de luz em nossos corações neste dia e ilumine os nossos passos. Cristo chamou pescadores, eles foram. Dois mil anos depois estamos aqui porque alguém antes de nós também disse sim. A vocação não é exclusiva de monstros e sacerdotes, é uma condição de cada batizado. Vinde após a mim. É a palavra mais simples e mais exigente que existe. Simples porque não exige qualificação, e exigente porque exige tudo. Para conhecer mais a nossa igreja, convidamos você a participar conosco da Divina Liturgia, celebrada todos os domingos às 10h30 da manhã na Igreja Ortodoxa Antioquina São Jorge de Curitiba, localizada na rua Brigadeiro Franco, 375 Nas Mercedes em Curitiba. Até o nosso próximo encontro e caminhemos juntos no caminho da vida.