No Caminho da Vida
Podcast da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina S. Jorge de Curitiba, com temas do Evangelho, curiosidades culturais, históricas, cantos e orações.
No Caminho da Vida
Ep. 17 - 4º Domingo Após Pentecostes
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Um general romano. Cem soldados sob seu comando. E ele se ajoelha, não por fraqueza, mas por saber o que era autoridade. E por isso reconheceu uma autoridade maior. O Evangelho registra algo que acontece raríssimas vezes: o Filho de Deus se maravilhou. A palavra grega é thaumazó. E foi um pagão que o causou.
Venha com a gente, No Caminho da Vida.
Bem-vindos! É com alegria que nos encontramos com vocês em nosso programa semanal No Caminho da Vida, um espaço de encontro com o Senhor, dedicado à leitura da palavra de Deus, às orações, aos cânticos, às reflexões espirituais e às tradições da nossa Igreja Ortodoxa Antioquina. Este programa é apresentado com a bênção do nosso querido pai metropolita Dom Damasquinos Mansur, arcibispo metropolitano da Igreja Ortodoxa Antioquina em São Paulo e de todo o Brasil. Permaneçam conosco e caminhemos juntos no caminho da vida.
SPEAKER_02Glória a ti, ó Deus nosso, glória a Ti. Senhor misericordioso, possa o teu santo corpo ser para mim o pão da vida eterna e o teu precioso sangue ser a cura de toda enfermidade. Glória a Ti, ó Deus nosso, glória a Ti. Corrompido por meus feitos indecentes, eu, o miserável, sou indigno da comunhão do teu puríssimo corpo e divino sangue, ó Cristo. Torna-me digno de recebê-los. Santíssima Mãe de Deus, salva-nos, ó abençoada noiva de Deus, ó solo fértil, da qual brotou a semente não semeada para a salvação do mundo, concede-me que seja salvo ao comungar dele. Glória a Ti, ó Deus nosso, glória a Ti. Tu me estabeleceste na rocha da fé e abriste a minha boca contra os meus inimigos, por isso minha alma rejubila ao cantar. Não há santo como o nosso Deus, nem justo como tu, Senhor. Glória a Ti, ó Deus nosso, glória a Ti. Concede milágrimas, ó Cristo, para a purificação do meu corpo impuro, para que, purificado e com consciência tranquila, eu possa aproximar-me com fé e temor da comunhão dos teus divinos dons, Senhor. Glória a Ti, ó Deus nosso, glória a Ti. Ó filântropo, que o teu puríssimo corpo e divino sangue sejam para a remissão dos meus pecados, para a comunhão com o Espírito Santo, para a vida eterna e para a libertação das paixões e aflições. Santíssima Mãe de Deus, salva-nos. Ó Santíssima, sendo tua o banquete do pão da vida, que, por Sua misericórdia, desceu do alto e deu a vida nova ao mundo, concede a mim, indigno que sou, que coma dele, com temor e viva. Tu te encarnaste para a nossa salvação, ó misericordioso, e aceitaste ser sacrificado como um Cordeiro pelos pecados da humanidade. Por isso rogo a ti que apagues também os meus pecados. Glória a Ti, ó Deus, glória a Ti. Cura as feridas da minha alma, ó Senhor, e santifica-me por inteiro. Concede a mim, miserável que sou, participar da tua divina ceia mística. Santíssima Mãe de Deus, salva-nos. Propicia-me aquele que veio de teu ventre, ó Senhora, e conserva imaculado e sem culpa a mim, teu servo, para que obtendo a pérola espiritual, eu possa ser santificado.
SPEAKER_01Leitura do Santo Evangelho, segundo o Evangelista São Mateus. Estejamos atentos. Naquele tempo, Jesus entrou em Cafarnão. Aproximou-se dele um oficial romano suplicando: Senhor, meu criado está de cama em minha casa, ficou paralítico e sofre horrivelmente. Jesus lhe disse: Eu vou lá curá-lo. O oficial respondeu: Senhor, eu não sou digno de que entre sob meu teto, mas diz uma sua palavra, e meu criado ficará bom, pois também eu sou subordinado e tenho soldados sob meu comando. Digo a um: vai e ele vai, a outro vem e ele vem, e a meu escravo faz isso e ele faz. Jesus ouviu e admirado disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo, em ninguém de Israel encontrei tanta fé. Digo-vos, pois, muitos virão do Oiente e do Ocidente sentar-se à mesa com Abraão, Isaac e Jacó no reino dos céus, enquanto os filhos do reino serão lançados fora na escuridão. Ali haverá choro e rangel de dentes. E Jesus disse ao oficial: Vai e seja feito conforme acreditaste. E naquela mesma hora o criado ficou curado. Glória a ti, ó Senhor, glória a Ti.
SPEAKER_06A primeira palavra é o título militar que identifica o protagonista, Centurião, esconde uma palavra grega muito mais precisa. O que ela diz?
SPEAKER_01A palavra Hecaton Tarques, e ela se decompõe claramente. Hecaton significa sem, e Arques significa aquele que comanda, o líder. O comandante de cem homens, sem soldados sob sua responsabilidade, sem vidas, sem espadas que ele movia com uma palavra. Esse é o homem que se aproxima de Cristo, não um fraco, não um desesperado sem opções. Um homem acostumado a dar ordens, acostumado a ser obedecido. E é justamente esse homem que se ajoelha por dentro, que reconhece uma autoridade maior, não por fraqueza, mas sim por exatidão. Ele sabe o que é autoridade. Sabe que ela não precisa gritar, não precisa se justificar, basta uma palavra.
SPEAKER_06E é aí que o centurião usa outra palavra. Ele pede não uma ação, mas uma palavra. Mas a palavra no grego antigo não é a mesma coisa que no português coloquial.
SPEAKER_01Não é. A palavra que ele usa é logon, do radical logos. E logos no grego antigo não é simplesmente uma sequência de fonemas ou letras. Logos é princípio, é ordem, é a razão profunda que estrutura o cosmos, a força criadora que faz o universo existir. Quando o Centurião diz, diz somente uma palavra, ele não está pedindo uma frase. Ele está pedindo que Cristo pronuncie o princípio, que emita a ordem fundamental, que a estrutura da realidade se mova. É o Logos que criou o mundo sendo pedido para curar um servo.
SPEAKER_06E Cristo reage de uma forma que é descrita como única no Evangelho. Qual é essa reação?
SPEAKER_01Cristo se maravilha. A palavra é talmazô: ficar boca aberto, ficar sem fala diante de algo que ultrapassa toda a expectativa. E é uma das raríssimas vezes nos evangelhos em que Cristo se admira com o homem. O Filho de Deus que conhece o coração humano se impressiona. Não com um milagre, não com o sinal no céu. Com a fé de um estrangeiro, com a humildade de um militar, com a clareza de um pagão que enxerga o que Israel não estava enxergando. Salmazou. Quando Cristo se maravilha, a própria eternidade se curva para olhar.
SPEAKER_04Vivemos sob a égide da velocidade. A nossa civilização mediu o progresso pela capacidade de ir mais rápido, de produzir mais, de conectar mais pessoas em menos tempo. E de fato, fomos longe. Um homem no tempo de Cristo levava dias para cruzar o mar da Galileia. Nós atravessamos continentes antes do almoço. Mas aqui está a ferida que ninguém quer tocar. Enquanto o corpo corre, a alma permanece deitada na maca. Construímos um tempo em que o ser humano é capaz de transmitir pensamento para o outro lado do planeta em frações de segundo, e é incapaz de ficar em silêncio, diante do próprio ícone, por cinco minutos. Temos fármacos para quase todas as dores do corpo e uma epidemia silenciosa de almas ressequidas, entorpecidas, vagando sem direção. A paralisia invisível, o corpo anda, a mente processa, a agenda está cheia, mas a alma, aquela parte de nós que sabe olhar para o céu e sentir que pertence a algo maior, está deitada na maca. Há quanto tempo? Há quanto tempo a oração se tornou hábito esvaziado, ou foi abandonada de todo? Há quanto tempo a liturgia é apenas comparecimento e não encontro? A paralisia invisível é tão silenciosa que a confundimos com normalidade. Dizemos, é vida moderna. Dizemos, todo mundo é assim. E com isso nos conformamos com a maca, como se ela fosse uma cama, como se deitar ali para sempre fosse o destino natural de quem nasceu. Mas o Evangelho não nos deixaria na maca.
SPEAKER_00Cafarnaum era o entroncamento, a cidade onde tudo se encontrava: estradas, povos, línguas, comércio. Ficava à margem do Mar da Galileia, na fronteira dos territórios de Herodes, Antipas e Felipe. Passava por ali todo mundo: pescadores, cobradores de impostos, soldados romanos, mercadores do deserto, o ar cheirava peixe seco e a poeira de estrada. Era cidade de fronteira, e nas fronteiras as coisas não são puras. Cafarnaum era mistura, era trânsito, era o lugar onde judeu e gentios esbarravam no mercado. Pensa no centurião. Ele está de uniforme, a lorica, o cinto com a espada, as caligai nos pés, aquele chinelo de soldado que marca o chão com pregos. Ele anda pela cidade e as pessoas se afastam, não por respeito, mas sim por medo, por ressentimento. Ele é o rosto do império, o braço de Roma. Aquele homem representa tudo o que Israel rejeita: a ocupação, a humilhação, o imposto. Mas ele está ali. E ele mora em Cafarnaum. Os centuriões ficavam. Eles eram os comandantes de nível médio da máquina imperial. Não eram patrícios romanos. Eram muitas vezes homens de província que subiram pelo mérito militar. Gente que sabia que era autoridade porque havia conquistado cada centímetro dela. Esse homem tem um servo doente, paralítico, sofrendo terrivelmente. E o centurião poderia ter mandado seus soldados buscarem um médico. Poderia ter recorrido aos deuses romanos, mas não. Ele vai pessoalmente até Jesus. Não manda um emissário, não envia um subordinado, vai a ele mesmo. E quando chega, não exige, não invoca a autoridade de Roma. Ele pede, implora. A palavra que o Evangelho usa é que ele rogava. Rogar é implorar, é pedir do fundo. É a palavra do necessitado, não do poderoso. Jesus diz que irá e curará. O centurião responde com aquela frase que a igreja repete até hoje, em cada liturgia, em cada comunhão, em cada momento em que o fiel se aproxima do cálice. Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu teto. Um comandante romano, um homem que podia mandar 100 soldados cruzarem a cidade com uma ordem. E ele se diz indigno. Ele sabe que, entre a sua autoridade e a autoridade de Cristo, existe um abismo. And não tenta preencher esse abismo com méritos, com ofertas, com barganha. Simplesmente reconhece, fica na porta e crê.
SPEAKER_05Glorificos, sempre bem-aventurada, inmaculada, de nosso Deus, mais venerável, que os quero vir, mais gloriosa, que os terá feito a luz do verbo de Deus. Logo és verdadeiramente, Mãe de Deus, pois nós te ficamos.
SPEAKER_03Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, um só Deus. Amém. Queridos irmãos e irmãs em Cristo. No Evangelho de hoje, um centorial romano que representa a autoridade da ocupação estrangeira pagã vai pessoalmente de Jesus, o mestre judeu. Mas ele não se aproxima carregando o orgulho do poder, nem vai pedir algo impossível para si mesmo. Ele vem com um espírito de esperança para suplicar pela cura de seu jovem servo, de seu criado que está doente. Jesus, com o seu amor supremo, que não conhece barreiras, não o rejeitou e não hesitou. Pelo contrário, disse-lhe com a simplicidade da generosidade divina, é aqui que acontece o que ninguém esperava, algo que nunca visto em qualquer outra passagem do Evangelho. Este oficial romano respondeu com uma frase que ficou eternizada na história. Senhor, não sou digno de que entre sobre o meu teto, mas diga apenas uma palavra, o meu servo será curado. Diante dessas palavras, Jesus ficou admirado. Voltando para os que o seguinte, disse em tom de impressão e louvor. En verdade, lhes digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. Naquela mesma hora, o Criado recuperou a saúde. Esta não é apenas uma história de milagre passageiro pela qual passamos sem atenção. É uma lição profunda sobre a essência da fe, uma escolha de humildade, um testemunho vivo do poder da palavra de Deus. O que mais impressionou o Senhor Jesus, aquele que examina os corações nessa situação foi essa mistura maravilhosa e rara no coração do homem - uma fé forte que confia que Dios é capaz de curar apenas como uma palavra à distância unida a uma humildade profunda que clama que não soy digno de que entre sobre o meu teto. Los Santos Padres nos ensinam que a verdadeira fe tiene duas fases completamente. Uma fase que olha para Dios y enxerga el amor, and una fase que olha para si mesma e enxerga a fraqueza humana y el pecado. En este contexto, Saulo Cristófumo diz con la sua sabiduría pastoral benaventurado quem conhece a si mesmo, porque o conhecimento de si é o início do caminho para o conhecimento de Deus. Aquele centurial poderia ter se orguilhado dizendo: Eu sou um oficial respeitado, sou romano e tenho autoridade sobre os judeus. Mas ele se despiu de todos os seus títulos de terrenos y disse: Eu não sou digno. Este é exatamente o corazão humilde e quebrantado que abre as portas do céu. O centro Real partiu de uma lógica baseada na sua experiência militar diária. Ele conhecia bem o significado de uma palavra de autoridade. Sabia que tinha soldados sob o seu comando. E se dissesse a un pai, ele ia. E a outra vem, ele vinha. Por eso pensó consigo mesmo. Se eu que sou um homem simples, tenho autoridade sobre os meus soldados. Então o Senhor tem autoridade absoluta sobre a doença e a morte. Então diga apenas uma palavra, e não se canse vindo a aquí. A Bíblia Sagrada nos garante que a palavra de Dios no é um discurso comum, mas sim uma palavra eficaz que cria e realiza. No livro de Gênesis vemos que a criação começou como uma palavra. Deus disse, e assim foi. A palavra divina carrega a ação em si mesma. Saw Atanásio Apostólico explica essa profundidade, dizendo que a palavra de Deus não é um som que sai e desaparece no ar. Ela é uma força viva que cria, permanece e realiza a transformação. Mas existe uma diferença fundamental. Como as coisas materiais inanimadas, a palavra de Deus age de forma direta e inevitável. Porém, dá atenção, meus queridos, como ser humano, a palavra divina respeita a liberdade. O homem pode ignorar a palavra de Deus e fechar o coração para ele. É aí reside a nossa tragédia e a nossa queda. Contemple comigo, com atenção, por favor. Jesus não invadiu a casa do central contra a vontade dele, mas respeitou o seu desejo quando ele disse: 'No vá. E Jesus não curou o jovem sem que o centurial pedisse o homem pediu. E o Senhor atendeu. Este é o nosso Deus. Ele respeita a nossa liberdade humana ao extremo. Corrige-nos con amor, guia-nos com seu cuidado de Pai. Mas nunca nos obriga a obedecer ou a aceitar sua graça. Saurinio, Bispo de Lion, afirma que Deus criou o homem livre desde o princípio, dando a Él o poder total sobre as decisões da sua própria alma. Por esse motivo, os milagres de Jesus no Evangelho eram quase sempre precedidos por perguntas como Você creê o Você quer ser curado? A fé do homem é o canal que sintoniza a força divina. É como um aparelho de radio. As ondas estão sempre no ar e ao nosso redor. Mas para ouvir o som, você precisa primeiro ligar o aparelho e sintonizar a frequência certa. Cristómão expressa essa harmonia, dizendo: A graça de Deus não invade aos corações a força, mas pede passagem. Deus nos aproxima de nós, mas espera que a porta seja aberta. É a vontade humana que abre o canal para o fluxo do poder divino. Ele não força ninguém que não queria. A frase de ouro que destacou a fé deste oficial romano, no meio de tantos religiosos da sua época, foi o seu clamor Não sou digno. Ele não se aproximou dizendo, Senhor, eu sou um homem bom, faço caridade, venha honrar a minha casa, por favor. E não disse: sou um grande comandante, exercito todo império, está ao meu serviço. Mas ele se colocou de pé, despido de orgulho, e disse: Não sou digno. Aprendemos, como os nossos santos padres, que o nosso sentimento de não dignidade diante de Deus não é um motivo para o disperso ou desânimo ou desespero, mas sim a verdadeira porta para a esperança, porque quem sabe quem não merece pede misericórdia e não justiça. Se pedísemos a Deus justiça e a certo de contas, todos nós estaríamos perdidos por causa dos nossos pecados, mas pedimos a Ele misericórdia e na sua misericórdia encontramos a alegria e a salvação. Nosso Deus verdadeiro não é como os outros deuses que são tratados como funcionários. Você oferece sacrifícios para que eles trabalhem pelos seus interesses, ou pelo menos deixar você em paz. O nosso Deus, porém, é um Pai amoroso para quem voltamos com o arrependimento, confessando que nada merecemos. Ele nos acolhe com o seu perdão. Em muitas culturas, o homem pensa que oferece a Deus um jejum, uma oração ou uma oferta para obrigar Deus a servi-lo e dar-lhe a bênção, chuva, filhos ou saúde. Mas no cristianismo a lógica é totalmente invertida. Deus é quem oferece. Ele ofereceu ao seu Filho unigênito como redenção por nós e como sacrifício por nossa causa. Fomos nós que o crucificamos. E mesmo assim, Ele derrama sobre nós o perdão e a graça. Sal Basílio, o Grande, a quem coloca o dedo na ferida e diz: quem se coloca diante de Deus como os olhos voltados para uma recompensa ou para um serviço em troca da sua adoração, ainda não conheceu a Deus como Pai, mas se relaciona com Ele como um comerciante. Deus nos deu tudo antes mesmo de pedirmos. E mesmo quando pecamos, entregou seu Filho por nós, como ousamos pedir a Ele um pagamento? Saúl Cristóvão completa esse conceito de forma ainda mais profunda. Não pense que você está fazendo um favor para Deus como o seu jejum ou com a sua oração. Deus não é atraído por trocas e não precisa de nossos sacrifícios para agir. Não temos direitos a reivindicar. Somos devidores e Ele pela existência e pela salvação. E tudo o que temos é uma iniciativa do seu amor gratuito. Não pense que você está fazendo um favor para Deus com o seu jejum ou com a sua oração. Deus não é atraído por trocas, não precisa dos nossos sacrifícios para agir. Não temos direitos a reivindicar. Somos devedores a Ele pela existência e pela salvação. E tudo o que temos é uma iniciativa do seu amor gratuito. Nós não temos direitos a exigir a Deus. Somos devedores de tudo a Ele. Foi Ele quem nos criou do nada. Foi Ele quem entregou a sua vida pelo nosso resgate. Por isso, cada oração, cada pedido que elevamos ao seu, precisa ser acompanhado por esse pular interior. Senhor, eu não sou digno, mas porque o Senhor é bom e ama a humanidade, diga apenas uma palavra. Queridos irmãos e irmãs em Cristo, muitas vezes complicamos a nossa vida de oração. Repetimos frases, nós cansamos e pensamos que precisamos jejuar por dias seguidos, passar noites en claro, ou oferecer sacrifícios gigantescos, apenas para o quê? Para convencer a Deus a nos atender. Mas Jesus nos ensina hoje através do Sentorial a simplicidade do encontro. Diga apenas uma palavra. O atendimento não vem pela quantidade de palavras, mas pela força da fe and pela profundidade da humildade. If you colour diante de Deus como a espírito oficial, confessando que não merece nada por si mesmo, but ao mesmo tempo confiando plenamente no seu amor de Pai, a sua pequena palavra nascida do coração será mais forte diante de Deus do que longas orações vazias de confiança. Sal Siluan, o Atônita, diz na sua oração Como Deus não nos atenderia quando dizemos a Ele o Senhor nos ama, o Senhor mesmo disse peçam, e receberá. E nos pedimos, não baseados no nosso merecimento, mas no direito do seu próprio amor e da sua bondade. Você também hoje diga apenas uma palavra. Coloque-se diante de seu Senhor, com coragem e confiança, não para ditar condições a Ele, nem para pedir milagres designados sob a medida dos seus desejos. Mas coloque-se de joelhos para entregar a Ele a sua vida. Confesse com sinceridade a sua falta de merecimento, e diga a Ele, Senhor, não sou digno. Mas diga apenas uma palavra para afastar o meu medo. Diga apenas uma palavra para que a sua paz habite no meu corazão cansado, Senhor, e seja feita a Sua vontade, não a minha. O verdadero milagre que esperamos hoje no é uma mudança mágica nas nossas circunstancias externas, mas sim o milagre da cura interior y termos a certeza de que estamos nas mãos de un Pai amoroso que ouve os nossos suspiros y conduz a nossa vida para aquilo que traz a paz e a salvação da nossa alma. Vá e que seja feito conforme você criou. Que esta palabra seja a nossa base hoje e todos os dias, para que possamos sair deste templo carregando a paz de Deus que ultrapassa todo o entendimento. Amém.
SPEAKER_06Ao encerrarmos nosso encontro de hoje, pedimos a Deus que este tempo que estivermos juntos seja uma semente de luz em nossos corações neste dia e ilumine os nossos passos. Para conhecer mais a nossa igreja, convidamos você a participar conosco da Divina Liturgia, celebrada todos os domingos às 10h30 da manhã, na Igreja Ortodoxa Antioquina São Jorge de Curitiba, localizada na rua Brigadeiro Franco, 375 Nerced em Curitiba. Até o nosso próximo encontro e caminhemos juntos no caminho da vida.