No Caminho da Vida
Podcast da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina S. Jorge de Curitiba, com temas do Evangelho, curiosidades culturais, históricas, cantos e orações.
No Caminho da Vida
Ep. 21 - 8º Domingo após Pentecostes
Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.
O Mistério do Altar
Jesus tomou o pão. Ergueu os olhos ao céu. Abençoou. Partiu. Distribuiu. É a mesma sequência da Última Ceia. A mesma estrutura da Divina Liturgia. Neste episódio: o que significa abençoar no grego, o que o Maná do deserto tem a ver com o pão que sobrou nos doze cestos, e por que a Igreja vê a multiplicação dos pães como antecipação da Eucaristia.
Venha conosco, No Caminho da Vida
Bem-vindos! É com alegria que nos encontramos com vocês em nosso programa semanal No Caminho da Vida, um espaço de encontro com o Senhor, dedicado à leitura da palavra de Deus, às orações, aos cânticos, às reflexões espirituais e às tradições da nossa Igreja Ortodoxa Antioquina. Este programa é apresentado com a bênção do nosso querido Pai Metropolita Dom Damasquinos Mansur, arcibispo metropolitano da Igreja Ortodoxa Antioquina em São Paulo e de todo o Brasil. Permaneçam conosco e caminhemos juntos no caminho da vida.
SPEAKER_01Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém. Glória a Ti, ó Deus nosso, glória a Ti. Rei Celestial, Consolador, Espírito da Verdade, presente em toda parte, ocupando todo lugar, tesouro de todo o bem e doador da vida, vem e habita em nós, purifica-nos de toda a mancha e salva, ó bondoso, as nossas almas. Santo Deus, Santo Poderoso, Santo Imortal, tem piedade de nós. Santo Deus, Santo Poderoso, Santo Imortal, tem piedade de nós, Santo Deus, Santo Poderoso, Santo Imortal, tem piedade de nós. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. Santíssima Trindade tem piedade de nós. Senhor, expia os nossos pecados. Mestre perdoa as nossas iniquidades. Santo observa e cura as nossas enfermidades por teu nome. Tem piedade, Senhor, tem piedade, Senhor, tem piedade, Senhor. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixes cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. Ao despertarmos, prostramos-nos ante Ti, ó Bondoso e Onipotente, e cantamos ti o hino angelical. Santo, Santo, Santo, és tu, ó Deus, pela intercessão da Mãe de Deus, tem piedade de nós. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Do leito me levantaste, ó Senhor, ilumina, pois, o meu espírito e o meu coração, e abre os meus lábios para que te louve, ó Santíssima Trindade. Santo, Santo, Santo, és tu, ó Deus, pela intercessão da Mãe de Deus, tem de piedade de nós. Agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. O juiz virá arrepinamente, e as obras de cada um serão reveladas. No meio da noite clamemos com temor. Santo, Santo, Santo, és tu, ó Deus, pela intercessão da Mãe de Deus, tem piedade de nós. Tem piedade, Senhor, tem piedade, senhor, tem piedade, Senhor, tem piedade, senhor, tem piedade, senhor, tem piedade, senhor. Tem piedade, senhor, tem piedade, senhor, tem piedade, senhor, tem piedade, senhor, tem piedade, senhor, tem piedade, senhor.
SPEAKER_04Oh mio piedad disegno pour te pied. A tinge o se.
SPEAKER_02Leitura do Santo Evangelho, segundo o Evangelista São Mateus, Estejamos atentos. Quando Jesus saiu do barco e viu uma grande multidão, teve compaixão deles e curou seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se dele e disseram: Este é um lugar deserto, e já está ficando tarde. Despede a multidão para que possam ir aos povoados comprar comida. Jesus respondeu: Eles não precisam ir, deem-lhes vocês algo para comer. Eles lhe disseram: Não temos aqui exceto cinco pães e dois peixes. Tragam-nos aqui para mim, disse Jesus. E ordenou que a multidão se sentasse na grama, tomando os cinco pães e os dois peixes, e olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, entregou-os aos discípulos, e estes a multidão. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços que sobraram. Os que comeram foram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos que entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia a multidão. Glória a ti, ó Senhor, glória a Ti!
SPEAKER_03A palavra é splancnisomai, e ela vem de esplácna, que significa entranhas, vísceras, o lugar onde a dor do outro se sente no próprio corpo. É o útero que se contrai, é o estômago que se revira, é o coração que se parte ao ver o sofrimento alheio. Não é pensamento, é corpo. Não é ideia, é carne, é a compaixão que dói, que rasga, que não permite ficar indiferente. Jesus não olhou a multidão e decidiu ajudá-la por estratégia. Teve as entranhas revolvidas, e daquele lugar do mais profundo do corpo nasceu o milagre.
SPEAKER_05E antes de partir o pão, Jesus fez algo que o Evangelho chama de bênção. O que é abençoar no sentido grego?
SPEAKER_03O verbo é eulogueio, e ele se divide claramente. Eu significa bem, bom e logueo vem de logos, dizer, palavra. Dizer o bem, mas no contexto litúrgico, eulogio é muito mais, é santificar, devolver à matéria sua finalidade divina. É tomar o pão, este pão comum, deste mundo, desta terra, e pronunciar sobre ele a palavra que o reconecta ao céu. Abençoar não é simplesmente desejar coisas boas. Abençoar é nomear o bem que já habita a criatura, é lembrar ao pão que ele é bom, que foi feito para alimentar, que carrega em si a semente da Eucaristia. Jesus abençoou o pão, disse o bem sobre ele, e o pão se lembrou do que era, e se multiplicou e alimentou.
SPEAKER_05E o que resultou depois de partir o pão, por assim dizer? Os pedaços que sobraram têm alguma importância para a nossa igreja?
SPEAKER_03Sim. A palavra é clasma o pedaço, o fragmento, o que resta depois de partir. E clasma é a raiz de classes, que na liturgia oriental designa o momento em que o pão eucarístico é partido. Na Divina Liturgia, o sacerdote parte a cordeiro, e ao partir diz partido e distribuído, partido e não dividido, sempre comido e nunca consumido. O pão não se reduz ao ser partido. Multiplica-se, cada fragmento é inteiro, cada clasma carrega o todo. Não é sobra de desperdício. É sobreabundância de graça. E os doze cestos, doze tribos, doze apóstolos. Então não é um número acidental, é a plenitude, é a igreja inteira sendo saciada.
SPEAKER_02Há um hábito antigo que se vestiu de roupa nova, a barganha com Deus. Você conhece? Eu conheço. Todos conhecemos, porque em algum momento da vida já caímos nela. É o voto de promessa. É a novena com condição. É a oração que começa com Se o Senhor me der isso, eu faço aquilo. É o dízimo que se paga com assinatura de um serviço. É a vela que se acende como recibo. É o sacrifício que se oferece como moeda de troca. A espiritualidade transacional não é uma invenção moderna. Já estava lá, nos sacrifícios antigos dos povos vizinhos de Israel, nos templos pagãos, onde se comprava o favor da divindade com a quantidade de sangue derramado. Os profetas denunciaram isso. Oseias gritou: Misericórdia quero, e não sacrifício! Isaías clamou: De que me serve a vossa multidão de sacrifícios? A barganha é sempre uma redução, reduz Deus a um pequeno Deus de troca, reduz a oração a um pedido com cláusula de rescisão, reduz a fé a uma estratégia, e nos reduz a clientes, a consumidores do sagrado. Mas o Evangelho de hoje coloca a gente num deserto, numa grama, diante de um pão que não foi comprado, que não foi pedido, que não foi barganhado, um pão que veio de graça, da pura compaixão. A multidão não prometeu nada, não ofereceu nada, não barganhou nada, estava lá, com fome, com doença, com sede, de presença. E Jesus alimentou, não porque foi pago, não porque foi convencido, porque se compadeceu. Essa é a economia do Evangelho. Nela não se compra, recebe-se, não se negocia. Confia-se, não se acumula, mas se divide, e quando dividimos o que temos, mesmo que seja pouco, cinco pães e dois peixes para cinco mil, descobrimos que sobra, sempre sobra, quando a fonte é a compaixão e não o cálculo.
SPEAKER_03No deserto, um pão caía do céu, o maná, o pão dos anjos, a comida que não existia na terra e que toda madrugada cobria o chão como geada fina, branco, delicado, com sabor de mel e azeite. O povo de Israel caminhava pelo ermo, e o estômago roncava, e a dúvida apertava, e a saudade do Egito pesava mais do que a liberdade, e Deus mandava pão, todo dia, sempre, de manhã, sem pedir nada em troca. Mas o Maná tinha uma regra colha só o suficiente para hoje, não guarde para amanhã. Quem guardava encontrava vermes, podridão, porque o dom de Deus não se estoca, se recebe, se come no dia de hoje. Mateus escreve para judeus cristãos e isso importa, cada detalhe, cada palavra, cada número é um fio que puxa o tecido do Antigo Testamento e traz para o novo. Quando Mateus narra a multiplicação dos pães, ele sabe que o seu leitor vai ouvir ecos, vai sentir o cheiro do deserto, lembrar do Maná, vai perceber que Jesus está no mesmo lugar, num deserto roteado de uma multidão faminta, alimentando o povo de Deus. Só que agora o Maná tem rosto, mãos, entranhas que se reviram de compaixão. Jesus toma pouco, olha para o céu, abençoa, divide, distribui. A mesma sequência da Páscoa, a mesma estrutura da última ceia, a mesma liturgia que a igreja repete há dois mil anos em cada altar do mundo. O deserto de Mateus não é areia e silêncio, é grama, é primavera, é vida. O deserto está florescendo como a profecia de Isaías prometera o deserto e a terra seca se alegrarão. E naquela grama, cinco mil homens, mulheres e crianças à parte sentam-se como num banquete, mesmo sem uma mesa e uma toalha, não tem um cálice de prata, mas tem a relva, o céu e o pão partido. É o maná de novo. Mas é muito mais que o maná. O maná alimentava o corpo por quarenta anos e o povo ainda morria no deserto. O pão que Jesus parte alimenta para a vida eterna. O maná caía do céu. Jesus é o pão que desceu do céu. O maná se poderia ser guardado. O pão de Cristo se multiplica quando partido.
SPEAKER_04É Justo em verdade, Glorific! Oh Mãe de Deus, sempre bem-aventurada, imaculada, mais de nosso Deus, mais venerável, que os querubins, e mais gloriosa, que os serafim, que libadamente deste, a luz do verbo de Deus, logo és verdadeiramente mãe de Deus, pois nós te glorificamos.
SPEAKER_00Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, um só Deus. Amém. Queridos irmãos e irmãs em Cristo. Cada domingo, antes mesmo que os sinos da Igreja e com, caminhamos passo a passo, deixamos nossas casas e vimos a Igreja. Entramos pelas portas e se olharmos para nós mesmos com sinceridade, descobriremos que veremos exatamente como aquela multidão que seguiu Jesus no deserto. Viremos de mãos vazias, veremos como a nossa fome, o nosso cansaço, a nossa fraqueza é como corações que buscam uma esperança no meio do deserto árido deste mundo. A única fonte inesgotável, para receber dele o alimento. Não um alimento qualquer que encha o estômago por momentos e depois voltamos a ter fome, mas o verdadeiro alimento que sacia plenamente a existencia espiritual y humana. Se olharmos atentamente para a estrutura de este texto evangélico, encontraremos una profunda teología oculta por trás da repetición de un único verbo: despedir a multidão e despedir a multidão. El texto está construido entre duas ações in dos momentos diferentes. A primeira acción ocorre quando os discípulos se aproximaron de Jesus, preocupados, vendo que ahora avançada. A multidão tinha fome and no havia comida en aquele lugar deserto. Então, despedir as multidões para que vão as aldeias comprar comida para si. Mas a grande surpresa vem no final do texto, depois de todos ter comido andado saciados com os cinco pais e dois peixes, vemos que a multidão não correu, não se apressou a ir embora, nem se despersou após a saciedade. Pelo contrário, permaneceu colado ao Senhor Jesus, esperando que ele desperdisse e despedida a multidão. Subiu ao monte para orar a parte. O que significa esta ligação teológica entre os dois verbos? Significa que esta multidão não tinha fome apenas de pão. Se fizer apenas o pão material, teriam pegado o que bastava após estarem saciados andiam ido embora imediatamente após comer. Mas a sua permanência depois de saciados prova que eles captaram a luz, y tuvieron que as palabras de este Mestre y a sua presença são a verdadeira saciedade. Eles ficaram porque querian a palavra que da vida, e não a migalia que perece. Como dijo Cristóbal no seu comentário ao Evangelho de Mateus, como as multidões, apesar do peso da fome, não deixar a Cristo, nem pediran primero alimento físico, mas as suas almas estavam apegadas a suas palabras de cura. Provarán con obras que nem só de pan viverá o homem, mas de toda palabra que sai da boca de Dios. Por isso esperarán pela sua bênção, mesmo depois de saciados. Este maravilhoso apego espiritual da multidão abre os nossos olhos directamente para um detalle teológico, muito preciso y profundo, formulado pelo Evangelista Mateus. Pois nesse texto não encontramos uma glória terrena nem uma exibição visual da multiplicação dos peixes, como mostram os filmes do cinema da vida de Jesus que retratam os peixes e o pão como se estivessem caindo de repente dos cestos em quantidades imaginarias. Pelo contrário, o Evangelho de Mateus realiza aqui um movimento teológico e intencional, pelo qual o Evangelista Mateus se distingue dos demais evangelistas. Quando chega o momento, ele omite completamente a menção ao peixe no cenário. O texto diz com extrema solenidade: abençoou partiu e deu os pais aos discípulos, ele concentrou-se exclusivamente no Paulo. Então olhou ao Senhor, abençoou e deu os pais aos discípulos. Por que esta omissão deliberada em Mateus comparada com os outros evangelistas? Naturalmente, cada evangelista tem os seus próprios ligados também àqueles a quem dirigiu os seus escritos. Mas como o texto que temos é de São Mateus, analisamos os próprios do próprio Mateus. O Evangelista Mateus não quer distrair os nossos olhos como um milagre material passageiro, mas quer elevar nossas mentes ao mistério do altar. Ele quer que vejamos em Jesus o próprio Deus, que seja o seu povo no deserto como o novo Maná Celestial. Como exatamente explica o Siri de Alexandria sobre a teologia desta cena? O evangelista ometiu a menção ao peixe para ligar nossas mentes ao maná celestial, pois o Senhor Jesus é o pão verdadeiro que desceu do seu E dá a vida ao mundo. Este pão não diminuiu como a distribução, mas multiplica-se ao ser partido para se tornar o alimento da comunhão divina. Jesus, aquí dá-lhes o pão saciante verdadeiro, dá-lhes antecipadamente a prefiguração de seu corpo vivificante. E todas essas ações sociais em que seu Mateus se encontrou, ergue os olhos, abençoar, partir, dar os pais, são exatamente as mesmas razões na mesma orden e exclusividade que vemos e vivemos em cada Divina Liturgia quando o sacerdote se coloca diante do altar para proferir as palavras da Instituição Eucarística. Este texto no es apenas um evento histórico de alimentação no deserto da Palestina, mas é um ícone teológico escrito do sacramento da saúde de graça, que quer dizer o sacramento da Eucaristía, porque a Eucaristía uma palavra que vem do Grego, agradeço, ação de gracia, derramada por Mateus para ligar para sempre o deserto da Palestina ao altar da Igreja. Esta ordem divina conduz a uma correta compreensão cristal da nossa relação con Dios e destruir teológica e dogmaticamente aquele conceito erróneo tão difundido nas nossas sociedades hoje que o conceito de promesas. Vamos falar. Quantas vezes caímos na armadilha de transformar a nossa fe en menos de ser uma fé de ser negócio? Muitos tratan de Deus com a lógica de troca e bargânia, dizendo em suas orações, Senhor, cura o meu doente ou dá sucesso ao meu filho, e eu encaço esta promesa. O caminharei descalocerei uma vela o dúzia de vela. Como si Deus precisasse das nossas condições o como guardase as suas bênçãos e as tivesse de nós hasta que nos paguemos o preço adiantado, o nós prometamos uma alternativa. Esta lógica comercial distorce a imagem do Pai Celestial amoroso, transformando-a em nossas mentes em algum que só se move através de acordos. Mas no Evangelho de hoje, o conceito inverte-se completamente e anula essa mentalidade. A multidão no deserto não se sentou com Jesus para impor condições. Nem disse alimenta-nos primeiro e depois creeremos em ti. os cinco pais e os dois peixes como parte de um negócio. Pelo contrário, ofereceram tudo o que tinha uma oferta de amor escasa, simples, espontânea también no meio da sua terrível penúria. E Jesus, o Deus que cuida da criação, não pediu um preço, nem nos pirou por uma promessa, mas pegou nesse porco como a abundância da sua ternura, abençoou e devolveu a eles como uma efusão divina, uma efusão que saciou milhares e da qual ainda sobejaram docextos. Sal Máximo, o confessor escreve sobre o espírito da oferta, dizendo, Deus não nos pede a abundância das ofertas, mas pede a pureza da intenção. Quando oferecemos o nosso pouco sem condições, como filhos, transforma-o pela sua divindade, numa efusão ilimitada. Porque Deus não é negociado com as ofertas dos homens, mas é movido pelo seu amor e pela sua confiança. Nós, na Divina Liturgia, não negociamos con Dios. Pelo contrário, oferecemos os próprios dons. Lembrai-vos, meus irmãos, do que o sacerdote diz na Divina Liturgia, imediatamente antes de pedir a decidida do Espírito Santo sobre os dons, sobre as ofertas para abençoar y transformá-las no verdadeiro corpo e sangue de Senhor. El diz Os dons a te oferecemos por tudo e por tudo. Oferecemos-lhe a nosotros pan e vinho. Oferecemos a nuestra oferta simples, y Él, nos amor, abençoa y devolve a nosotros como cuerpo y sangue vivificante. Queridos hermanos y hermanas en Cristo, lo que llama mucho la atención nas actitudes de esta multidão es la bellísima imagen positiva que desenha no final da cena. En otros lugares, no Evangelho, vemos a multidão zombando the Senhor, impedindo a los doentes, aproximar Ele, o gritando no final, crucificar. But a multidão oferece a todos nós una grande lição sobre a postura na presença divina e a piedade eclesia. Eles comer e ficarem saciados. E no entanto, não se despersaram desordenadamente, nem correram para deixar o lugar imediatamente após terem recebido a sua saciedade material. En vez disso, permaneceram reunidos ao redor do Senhor. Esperar con tranquilidade e reverência até que o próprio Jesus os despedisse con a sua bênção e seu amor. A multidão aquí ensina a nós uma profundidade litúrgica que vivemos en cada divina liturgia. Não vimos a Cristo para receber uma dádiva pasagera y depois ir embora, mas vimos para permanecer na sua santa presença. Como é que aprendermos, como esta multidão, cómo permanecer em reverência, agradecer ao Senhor de todo o coração pelas dádivas que nos concedamos gratuitamente, rezar a oração de ação de graça eucaristica com um só coração, esperando pela sua bênção final como a qual nos despede com a sua paz para o mundo, para que sejamos apóstolos, testemunhas que levam esta luz espiritual para as nossas casas, as nossas famílias, os nossos locais de trabalho. Sejamos sempre conduzidos a ir a Jesus como nos pocos pães, não com as condições dos comerciantes, nem com as barganas das promessas condicionadas, mas com a confiança dos filhos que confiam na sua compaixão. Viremos a Ele con a nossa fraqueza, a nossa dor, as feridas das nossas familias, nossa doença, o cansaço dos nossos días, con nuestros corazones familios de justiça y de alegría verdadera, y colocamos toda esta escasez y todas estas mãos vacías nas suas mãos puras estendidas sobre o altar. Confiamos que con toque abençoado dele, y a través da sua obra divina sacramental, Ele quer e pede transformar a nossa fome en saciedade e numa abundância que supera as necessidades do mundo. É a nossa fraqueza humana numa força divina invencível, é a nossa morte diária em vida a ressurreição eterna. Não cruzemos o limiar da igreja como pessoas apressadas que pegaram o sustento material e se foram, mas saíamos como ícones vivos de Cristo, como cestos que carregan paz, que foram partidos para saciar a fome de otros con amor, paciência y sinceridad. Sejamos nós a extensão litúrgica de este santo altar nas nossas ruas, nas nossas casas y nos locais de trabalho, refletindo a sua verdadeira luz e glorificando o seu santo nome pelas nossas razões antes das nossas palabras. Que abençoamos os pais no deserto, esació os milhares, que abençoe a nossa puquidade, santifique a oferta de nuestros corazones e nos torne sempre dignos no mistério da sua Eucaristia, a sal de graça, para que saímos da sua santa casa, carregando a sua bênção e a sua paz. Amém.
SPEAKER_06Ao encerrarmos nosso encontro de hoje, pedimos a Deus que este tempo que estivermos juntos seja uma semente de luz in nossos corações insta e ilumine os nossos passos. Celebrada todos os domingos às 10h30 da manhã na Igreja Ortodoxa Antioquina São Jorge de Curitiba, localizada na rua Brigadeiro Franco, 375 Nas Mercedes em Curitiba. Até o nosso próximo encontro andemos juntos no caminho da vida.