No Caminho da Vida
Podcast da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina S. Jorge de Curitiba, com temas do Evangelho, curiosidades culturais, históricas, cantos e orações.
No Caminho da Vida
Ep. 24 - 11º Domingo após Pentecostes
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Os Rios da Misericórdia
O servo recebeu o perdão de uma dívida impagável. Saiu. E apertou o pescoço do irmão. A palavra grega é pnygō: asfixiar. A ironia é devastadora. Neste episódio: por que eleison, a palavra mais repetida na liturgia ortodoxa, vem do azeite de oliva, o que era um alto funcionário real no Oriente antigo, e como a misericórdia que não é distribuída prova que nunca foi recebida de verdade.
Venha conosco, no Caminho da Vida.
Bem-vindos! É com alegria que nos encontramos com vocês em nosso programa semanal No Caminho da Vida, um espaço de encontro com o Senhor, dedicado à leitura da palavra de Deus, às orações, aos cânticos, às reflexões espirituais e às tradições da nossa Igreja Ortodoxa Antioquina. Este programa é apresentado com a bênção do nosso querido pai metropolita Dom Damasquinos Mansur, arcibispo metropolitano da Igreja Ortodoxa Antioquina em São Paulo e de todo o Brasil. Permaneçam conosco e caminhemos juntos no caminho da vida.
SPEAKER_02Glória a ti, ó Deus nosso, glória a Ti. Ó Cristo, que assim seja para comigo, teu servo iníquo, como predisses e habita em mim como prometeste, pois eis que eu como o teu divino corpo e bebo o teu precioso sangue. Glória a ti, ó Deus nosso, glória a Ti. Ó verbo de Deus e Deus, possa a brasa do teu corpo iluminar-me, que estou obscurecido e que o teu sangue purifique a minha alma impura. Santíssima Mãe de Deus, salva-nos. Ó Maria, Mãe de Deus, tabernáculo precioso e aromatizado, pelas tuas orações, torna-me um vaso eleito para que eu possa compartilhar os dons de teu Filho. Glória a ti, ó Deus nosso, glória a Ti. Ó Salvador, santifica minha mente, minha alma, meu coração e meu corpo, e concede-me, Mestre, que sem condenação possa aproximar-me dos teus temíveis mistérios. Glória a ti, ó Deus nosso, glória a Ti. Ó Cristo, que a minha comunhão de teus santos mistérios possa me livrar das paixões, para que eu tenha graça em abundância e minha vida seja protegida. Santíssima Mãe de Deus, salva-nos. Ó verbo de Deus, Teus e Santo, pelas orações de tua santa mãe, santifica-me por inteiro ao aproximar agora de teus divinos mistérios. Ó Cristo, não me consideres indigno de receber agora o teu puríssimo corpo e o teu divino sangue, e de participar dos teus puros e temíveis mistérios, apesar de minha imperfeição.
SPEAKER_06Não permitas que isso seja para mim motivo de julgamento e condenação, mas sim garantia de vida imortal e eterna burhamiara burhamiara burhamiara burramiara burramiara burramiara, mira burramiara burramiaraburha Señor tem piedade, Senhor tem piedade, Señor tem piedade, Senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, burra, miara burra, miara burra, miara burra, miara burra, miara burra, miara bruja, mira bruja, miara burra, mira, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, senhor tem piedade, leitura do Santo Evangelho, segundo o Evangelista São Mateus, estejamos atentos.
SPEAKER_01Por isso, o reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com os seus servos. Quando começou o acerto, foi trazido a sua presença um que lhe devia dez mil talentos. Como não tinha condições de pagar, o seu senhor ordenou que ele e sua mulher, seus filhos e tudo o que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida. O servo prostrou-se diante dele e implorou: tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo. O senhor daquele servo compadeceu-se dele e cancelou a dívida e o deixou ir. Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Ele agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo, Pague o que me deve. Então o seu conservo caiu dos joelhos e implorou-lhe: Tenha paciência comigo e pagarei você. Ele, porém, não quis, antes saiu e mandou lançá-lo na prisão até que pagasse a dívida. Quando os outros servos viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia ocorrido. Então o Senhor chamou o servo e disse, Servo mau, cancelei toda a dívida, porque você me implorou, não deveria você ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você? Irado, o seu Senhor entregou aos torturadores até que pagasse tudo o que devia. Assim também fará o meu Pai Celestial a vocês, se cada um não perdoar de coração o seu irmão. Glória a Ti, ó Senhor, glória a Ti!
SPEAKER_04Começando pela palavra que talvez seja mais repetida na liturgia ortodoxa, e que aparece também na parábola de hoje, eleição. O que ela realmente significa?
SPEAKER_00Eleição está ligado a Elion, que é o azeite de oliva, o óleo bálsamo. Quando o servo se prostra e clama ao rei, o que ele está pedindo no fundo é o azeite, está pedindo o óleo que suaviza a ferida, o bálsamo que é derramado sobre a pele rachada e ardente. Eleição não é um pedido abstrato, é um grito por cura. É o aflito que implora derrama sobre mim o óleo da tua compaixão, porque eu estou quebrado e não consigo me curar. É por isso que nas liturgias ortodoxas repetimos que eleição como quem respira. Não é falar simplesmente de uma fórmula. É o grito do ferido que sabe que o único remédio que lhe resta vem de fora de si mesmo.
SPEAKER_04Qual palavra o Evangelho usa para descrever o que ele faz?
SPEAKER_00O verbo é pnigo. E pnigo é o ato de apertar o pescoço de alguém até tirar-lhe o ar. É uma asfixia deliberada. Tirar do outro o fôlego e com o fôlego a esperança. A ironia é devastadora. O servo que acabou de respirar o ar da liberdade, que acabou de ser dessufocado da sentença de morte, sair sufoca o irmão. Como quem diz, eu recebi o ar, mas não vou deixar você respirar. Pnigô é o oposto exato de Elaison. Um é o bálsamo que cura, o outro é a mão que estrangula. E o Evangelho nos coloca diante dessa escolha com uma clareza muito brutal. A misericórdia que você recebeu ou se torna o bálsamo nos seus relacionamentos, ou você se torna o sufocador dos que estão ao seu redor.
SPEAKER_04E o conservo usa uma expressão que repete o pedido do próprio servo ao rei. Ele pede paciência. Mas o que isso significa nesse contexto?
SPEAKER_00A palavra é macrotímeo, e ela se compõe claramente. Macros significa longo, e thimos significa temperamento, o fôlego interior, aquela força quente que nos faz reagir, que nos faz explodir. Macrotímeo é ter o temperamento longo, o fôlego grande, é esticar o tempo entre a ofensa e a reação. Esticar tanto que a reação quando vem já não é explosão, mas discernimento. O rei pratica macrotímia. Ele estica o tempo e espera. And esse tempo nasce a compaixão. O servo perdoado recusa a dar esse fôlego longo ao irmão. Seu temperamento é culto, sua paciência é culta.
SPEAKER_01Vivemos num tempo de pressa, não de uma pressa qualquer, de uma pressa que se veste de justiça. Vivemos num tempo que confunde justiça com vingança. E a diferença entre as duas é mais sutil do que parece. A justiça quer que o errado seja corrigido. A vingança quer que o culpado sofra. A justiça olha para frente como reparar, como restaurar, como recomeçar. A vingança olha para trás, como punir, como marcar, como garantir que o outro não esqueça. E o coração humano transita entre as duas com uma facilidade que deveria nos assustar. Começamos querendo justiça. Em algum ponto do caminho, sem perceber, estamos querendo vingança, e chamamos isso de justiça, porque soua melhor. Os padres da igreja chamavam isso de dureza de coração. Não apenas o pecado do fariseu que recita regras, também o pecado de quem se recusa a deixar o outro recomeçar, de quem olha para o irmão caído, e, em vez de estender a mão, cruza os braços e espera. Aqui entra a teologia. No Evangelho de Cristo, a relação vertical entre nós e Deus, e a relação horizontal entre nós e o próximo não são duas coisas separadas, são a mesma tecitura. A medida com que medes, diz o Senhor, você será medida. Não é uma ameaça, é uma descrição da realidade. Quem recebe misericórdia e não a distribui, evidencia que, na verdade, nunca recebeu de verdade, que a misericórdia passou por ele como água passa pela pedra, sem penetrar, sem olhar, sem fecundar nada.
SPEAKER_00No Antigo Oriente Próximo, a palavra servo, aplicada à corte real, designava algo muito diferente do que imaginamos. O servo do rei não era o funcionário de baixo escalão. Era o alto funcionário, era o governador, era o encarregado das finanças reais de uma província inteira. Imagina a cena: o rei está no trono, diante dele passam os homens mais poderosos do império, governadores de satrapias, administradores de tesouros provinciais, homens que moviam exércitos de trabalhadores que controlavam a coleta de impostos de regiões inteiras. Eram esses homens que eram chamados de servos, não porque fossem pobres, mas porque toda autoridade vinha de cima, toda posição derivava do trono. Quando a parábola diz que o servo devia 10 mil talentos, não estamos falando da dívida de um homem humilde que gastou demais. Estamos falando de um governador que administrava os cofres de uma região e que, por corrupção, magestão ou desvio, acumulou uma dívida de proporções estratosféricas. Para ter uma ideia, um talento equivale a cerca de 6 mil denários, e um denário era o salário de um dia de trabalho. 10 mil talentos são 60 milhões de denários, uma quantia que nenhum governador, por mais rico que fosse, conseguiria pagar em uma vida inteira. E é esse homem, esse homem poderoso, que se prostra diante do rei. A joelha, curva fronte até o chão, e o rei o perdoa - um ato de generosidade soberana, de misericórdia quase incompreensível, e o governador sai, sai com a vida salva, mas com os cofres erados, e no caminho encontra um conservo que lhe devia cem denários, três meses de salário, uma quantia que o governador perdoado poderia cobrir sem sentir falta. E o que ele faz? Agarra-o, e o conservo usa as mesmas palavras que o governador usou diante do rei. As mesmas palavras. Se paciente comigo e eu te pagarei tudo. A mesma postura, prostrado, a mesma súplica, mas o governador perdoado não reconhece o próprio eco. Não houve a própria voz na voz do irmão. A misericórdia que recebeu não gerou misericórdia. O perdão não o transformou. Ele saiu da presença do rei como se nada tivesse acontecido. E aqui a parábola se torna espelho. Porque a pergunta não é apenas sobre o governador, é sobre nós. Nós que entramos na igreja, que confessamos os nossos pecados, que recebemos o corpo e o sangue de Cristo. Fomos o governador de bruços, e às vezes somos o governador de mãos no pescoço. E o Evangelho nos pede: qual dos dois é você hoje?
SPEAKER_06É Justo, em verdade? Gloria! Oh Deus, sempre bem-aventurada, inmaculada, mais nosso Deus mais venerável que os querubins e mais gloriosa, que os serafim que libadamente deste a luz verbo de Deus, logo és verdadeiramente, mãe de Deus, pois nós te glorificamos.
SPEAKER_03Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, um só Deus, amém. Queridos irmãos e irmãos em Cristo. Se retornarmos com precisão ao contexto do capítulo 18 do Evangelho segundo o Evangelho São Mateus, veremos que esta parábola não foi dita à multidão, mas foi uma conversa particular entre Jesus and seus discípulos. A parábola surgiu como uma resposta direita a pergunta do apóstolo Pedro. Senhor, hasta quantas vezes pecará meu irmão contra me perdoar? Isso significa que estas palabras são direcionadas a cada persona unida ao Senhor, a cada membro comprometido com a Igreja, y a todo aquele que se coloca en oração con nosso Dios. Y porque o Senhor não quer que vivamos baseados en nuestras próprias resposas humanas y subjetivas. Ele nos da as resposas divinas a través de Sua palabra viva no Evangelho. Si queremos ouvir a voz de Deus hoje y conhecer sua vontade, abre o Evangelho de Ele. Cuando leemos este Evangelho de hoje, descubrimos que la armadilha mais perigosa que o homem religioso puede caer es cuando Él juzga que Dios no tenga que cobrar dele, enxergando siempre como el dono da razón y vendo a otros como seus deberes. Contemplar conmigo el tamaño de los mencionados por Cristo que faló na parábola. El Señor usó el mayor valor numérico na Bíblia Sagrada como expresión financiera 10 mil talentos. Esta dívida, puede decir astronómica, equivalía a 60 millones de dinarios. Era algo imposible de ser pago por un individuo. En contrapartida, el senhor mencionó que la dívida de su compañero era de apenas 100 dinarios. Entonces 60 millones de dinarios con 100 dinarios. Un valor simple que correspondía al salario de 100 días de trabajo común de un trabajador naquella época. Y aquí alguien podría preguntar, y claro, tiene razón en preguntar cómo un servo de condición humilde podría acumular una duda equivalente al orzamiento de un Estado entero, una nación inteira. La respuesta es que a palabra servo escravo na linguagem do Evangelho e do Antiguo Oriente no significa sempre un acaio simples. Os tres costumavam llamar de meus servos os ministros, os governadores, as provincias e até os grandes fiscais em sinal de submissão a sua autoridade absoluta. Todo mundo era servo, escravo do rei. Todo no reino pertencia ao rei e todos no reino eran seus servos. Este servo era, na verdade, um oficial de alto escalão e administrador tesoureiro de uma provincia inteira, manipulando milhões de dinários dos impostos del povo y das contas do Estado. Não trouxe essa resposta da minha imaginação. A história diz a este respeito de que este servo no era un funcionário común, mas sí un gobernante y grande magistrado a quien fueron confiados vastas administraciones públicas y la gestón de imensas somas de dinero por conta del rey. Por ahí comprendemos cómo se acumuló esa diga astronómica, como representaba el orzamento de un país de un Estado, resultante del desvío o de la prisión de esas vastas riquezas en sus intereses pessoais. Por tanto, cuando compareció perante el rey, no se apresentó como un jornalero, mas como una alta autoridad que caía num colapso financiero terrível, incapaz de ser quitado por nações inteiras. Se o rei tivesse julgado aquele primero servo segundo a estreita justiça humana, a sentença seria justa e inquestionável que fosse vendido, sua mulher, seus filhos, tudo o que possuía para pagar a dívida. Sabendo que o valor de todos eles juntos no mercado de escravos não cobriam o único talento de um total de 10 mil. Mas o que aconteceu? O rei, movido de íntima compaixão, soltou-se perdoou-lhe a dívida. Aquí descobrimos que os juízes do Senhor dos nossos juízes, assim como o Senhor de terra. A sua justiça difere da nossa, pois a justiça de Deus é misturada com a misericórdia. Enquanto a nossa justiça humana é estreita e apegada a direitos secos. Os critérios de Deus são baseados na redenção e no amor ao passo que os nossos se firmam no interesse pessoal e no egoísmo. O seu objetivo é o perdão. Enquanto o nosso é a vingança, é a opressão sobre o mais fraco. Às vezes agimos com uma segurança fria e egoísta, dizendo que Deus é misericordioso, perdoador e compassivo. Sim, ele é tudo isso em plenitude. Contudo, este texto evangélico impõe uma condição crucial e clara. Esta misericórdia, este perdão estão vinculados, ou melhor, condicionados ao seu perdão, sua misericórdia e sua compaixão para como próximo. Não porque Deus seja duro ou volte atrás em seu amor, mas porque quando fechamos o coração para o nosso irmão humano, somos nós que bloqueamos o canal e a única porta capaz de receber o perdão de Deus. I don't aprender and conhecer the significance of homens, why enter no reino do perdão divino? And for this, João Cassiano says that Uma pequena ofensa ao seu irmão constrói com as próprias mãos uma barreira intransponível que impede aos rios da misericórdia divina de alcançá-lo. Deus não retira o seu perdão por crueldade, mas é o que é o corazão do homem impenitente e implacável que se estreita e se endurece até se tornar incapaz de conter o orvalho da graça que sob ele se derrama. Vivemos hoje em um mundo dominado por uma cultura feroz, a cultura de que cada um deve fazer justiça com as próprias mãos e pela força. Em vez de abrir espaço para a compaixão, para o perdão e para a saúde de Deus, a ferramenta mais fácil e rápida que temos hoje para buscar esse direito distorcido de exercer a vingança nas redes sociais. Em vez de usarmos essa tecnologia para a glória de Deus e edificação do ser humano, nós a utilizamos para desabafar nossas frustrações. É pior ainda para expor e difamar publicamente perante todos os que nos ofendeu. Esquecendo-nos de quantas vezes clamamos em cada divina liturgia a expressão mais repetida na nossa tradição antioquina ortodoxa: Tem piedade, Señor. Repetimos dezenas de vezes na oração para mantermos vivas a memória da nossa necesidade absoluta e diária de sua misericórdia. Retornando à parábola e à pergunta do apóstolo Pedro sobre como agir, acaso segurarei o meu irmão pelo pescoço, sofocando-o. O Evangelho narra que, com termos chocantes, sobre o servo oficial que for perdoado da vida astronômica e lançando a mão dele o sufocado, dizendo paga-me o que me devo. Qué imagem violenta e cruel. Quando recusamos o perdão, estamos literalmente sufocando o nosso irmão. Então, recusar o perdão significa literalmente sufocar o nosso irmão, tirando-lhe a vida, o fôlego e a esperança. Se este servo estivesse em extrema miséria ou sob opressão e grave penúria, talvez encontraremos uma desculpa. Estou falando do primeiro servo que tem uma dívida astronômica. Então talvez a gente seja para ele uma desculpa para explicar a sua dureza e falta de paciência. No entanto, ele tratou o seu irmão com tamanho, ganância e crueldade no exato momento em que sairá da presença do rei livre e banhado por uma misericórdia incomensurável. O natural e óbvio seria que a alegria daquela imensa dádiva lhe concedesse a audácia, mesmo que simples para o perdão e a fraternidade. Mas ele escolheu o mal as mesmas palavras que receberam o perdão de Deus guiaron a prisão porque ele encerrou o seu companheiro y não tuve piedade. Este servo no era devedor apenas a Dios. É ligado a un servo como ele, mantendo com ele relações semelhantes. A parábola esclarece uma verdade teológica y pastoral de oro. O homem possui duas relaciones, uma vertical com Deus e uma horizontal como próximo. Como a Santa Cruz, vertical e horizontal. Uma está diretamente ligada a otra. Você não é apenas um servo de Dios para se isolar en tu adoração. Você é también o companheiro e o próximo homem. Dios olha para você y julga con os mesmos olhos con que você olha para o seu hermano humano. Porque para a medida con que tiver medido, vos há de medir a vos. A fin da parábola é muito claro. O Senhor não condenou aquele servo por ele ser um devedor de uma grande soma ateus. Não. Pois todos nós somos devedores e pecadores. Ele o condenou pela sua maldade e falta de compaixão, chamando-o de servo mau, porque não perdoou a pequena dívida. O pecado maior e mortal aos olhos do Senhor é a dureza de coração e a recusa em perdoar. A nossa verdadeira transgressão contra Deus não é resumo a falhas diárias. Imagina o pecado consiste em não tratar o próximo com o mesmo amor, longa e perdão como Deus nos tratou. Jesus mesmo nos ofereceu o modelo supremo de perdão no alto da cruz quando orou pelos seus inimigos, algo dizendo Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. A tradição cristã viva imitou o seu mestre desde o princípio, é o Proto Mártir, o santo arquidiácono Esteban, clamando as mesmas palavras diante daqueles que apedrejavam: Senhor, não lhes este pecado. O perdão é a primeira evidência de nossa imitação de Cristo y de nossa real união com Ele. O verdadeiro cristão rejeta o pecado, o mal é a injustiça. Mas ama ao pecador, por isso perdoa. Então, o verdadeiro cristão rejeta o mal, rejeta a injustiça, rejeta o pecado, mas ama ao pecador and perdoa. Assim o Senhor Jesus estabeleceu o conceito del perdão, não baseado em direitos materiais, trocas ou intereses, mas fundamentado na misericórdia divina que cura. Aquí Basilio Magno, Basilio Grande, diz: con toda a firmeza o pecado do pecador, o pecado con severidad, mas amai o pecador con ternura. A igreja não foi instituída para ser un cadáfoso que esmaga os caídos, mas um hospital que cura as feridas como espíritu de mansidão, visto que o objetivo é sempre a edificação, nunca a vingança. Como nos asegura o apóstolo Paulo con suas palabras espirituais, se algum homem chegar a ser surpreendido em alguma falta, vós que sois espirituais, encaminhez o tal como espíritu de mansidad e amor. O objetivo de nosso cristianismo é sempre a edificação, a cura e a salvação. Não a vingança o acerto de contas. Portanto, nós repudiamos o pecado no homem, mas amamos o homem e o acolhemos mesmo quando ele amra. Queridos irmãos e irmãs en Cristo, ao encerrar as minhas palabras de hoje, convido-os a olharmos con corazones para o nosso íntimo que possamos reconocer a magnitude del perdão gratuito que recebemos y continuamos a receber de Deus todos os días. Un perdón que supera o orçamento dos reis y apaga as nossas dívidas astrômicas, que pecado e falhas. Hoje o apelo é direcionado a cada um de nós em nossas casas, em nossos lugares de trabalho, por trás das telas dos nossos celulares, que possamos quebrar as correntes da vingança e da difamação virtual e sair da armadilha do egoísmo e da dureza de coração para perdoar as dívidas do nosso próximo com espírito de mansidão e longanimidade. Não permita que o fuor do momento sofere companheiros por causa de meros dinários. Pelo contrário, sejam mensageiros da paz e testemunhas vivas, Deus, de misericórdia e perdão que nos amou primeiro.
SPEAKER_05Amém, ao encerrarmos nosso encontro de hoje, pedimos a Deus que este tempo que estivemos juntos seja uma semente de luz em nossos corações neste dia e ilumine os nossos passos. Para conhecer mais a nossa igreja, convidamos você a participar conosco da Divina Liturgia, celebrada todos os domingos às 10h30 da manhã, na Igreja Ortodoxa Antioquina São Jorge de Curitiba, localizada na rua Brigadeiro Franco, 375 nas Mercedes em Curitiba. Até o nosso próximo encontro e caminhemos juntos no caminho da vida.