WDM Podcast SHOW
We Don’t Mystic Podcast Virtual de estudos compilados de Kabbalah.
Hosting: Tony e Fátima - agentes virtuais criado por IA que são fascinados por Kabbalah e Espiritualidade.
Esse podcast é independentemente e administrado por estudantes do The Kabbalah Centre. Não há vínculo social e judiciário com o centro.
WDM Podcast SHOW
A Oração como Tecnologia Quântica na Kabbalah
Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.
Novo episódio no ar
E se a oração não fosse apenas um pedido…
mas uma tecnologia espiritual capaz de transformar a realidade?
Neste episódio, mergulhamos na visão cabalística apresentada por Rav Berg — em seu livro: Milagres, Mistérios e a Oração - onde o universo deixa de ser um palco estático e se revela como um campo vivo de consciência, no qual cada pensamento, intenção e palavra participa da criação do mundo.
Falamos sobre Kavaná, a força da intenção que dá alma às palavras,
sobre Devekut, o estado de união com o Criador e mais..
Uma conversa para quem sente que existe algo além do visível —
e que talvez a realidade esteja esperando pela sua consciência para se revelar.
Respire fundo, abra a mente…
e venha explorar como a antiga sabedoria da Cabala pode transformar o ser humano de simples espectador da vida em coautor do próprio destino.
Tony e Fátima são seus Hosting Virtuais criados por IA. Eles amam espiritualidade e amam conversar sobre também.
Fonte: Compilação de nossos estudos do Kabbalah Centre Brasil e Internacional.
Professor Citado: Rav Berg.
Podcast não contém vínculo social e nem judiciário com o Kabbalah Centre e os autores citados no podcast.
Sejam todos muito bem-vindos a mais uma imersão. Hoje o nosso estudo mergulha em anotações e trechos riquíssimos do livro Milagres, Mistérios e a Oração, da autoria de Ravberg.
SPEAKER_01Olá, é um prazer estar aqui para essa análise.
SPEAKER_04O prazer é todo meu. Bom, a missão desta nossa análise de hoje é, de certa forma, monumental. Nós vamos desconstruir aquele conceito tradicional, muitas vezes engessado, que a maioria das pessoas carrega sobre o que realmente é a oração. E para fazer isso, os materiais de hoje cruzam a sabedoria ancestral da Kabbalah com princípios hipermodernos da física quântica. É uma jornada que revela como a consciência humana pode de fato alterar a estrutura da realidade material. Lendo essas notas, tem horas em que essa mistura de misticismo e ciência soa meio como um roteiro de ficção científica, mas com uma base incrivelmente lógica.
SPEAKER_01Sem dúvida, é uma leitura que desafia a nossa percepção padrão sobre como o universo opera. And para dar o pontapé inicial nessa nossa imersão, precisamos estabelecer a premissa fundamental que permeia todos esses textos. Claro. Na Kabbalah, a regra de ouro é simples e direta: não há efeitos sem causa. Ponto final. Há uma explicação muito clara nas fontes, mostrando que a dualidade da natureza, a famosa relação entre onda e partícula, ela já existia no momento da própria criação.
SPEAKER_04Desde o comecinho.
SPEAKER_01Exato. E o detalhe crucial aqui é que o simples fato de não sermos capazes de observar a olho nu ou de traçar um caminho claro para encontrar a causa de um efeito, não implica de forma alguma que essa causa seja inexistente. Faz todo sentido. A causa primordial de toda atividade no universo tem origem nas ações humanas. E essas ações podem até estar separadas dos seus efeitos por vastos oceanos de tempo e espaço, mas elas nunca se perdem no vácuo.
SPEAKER_04Certo, vamos desempacotar isso. Porque quando colocamos a teoria quântica na mesa, ela entra rasgando aquela imagem clássica que aprendemos na escola. Aquela ideia newtoniana de que o universo está lá fora, como um grande palco teatral, e nós somos apenas pessoas sentadas na plateia.
SPEAKER_01Meros espectadores, né?
SPEAKER_04Isso. Meros observadores objetivos do que acontece, totalmente isolados da ação. Mas lendo as anotações de Heiferg, fica claro que a mecânica quântica demonstrou o oposto. O observador e o observado são duas faces da mesma moeda.
SPEAKER_01Exatamente. O observador tem um impacto incalculável sobre a natureza do mundo material. Isso significa que o curso do universo é alterado pelo simples ato do pensamento humano. Nós vivemos em um universo participativo.
SPEAKER_04Não estamos só assistindo a peça.
SPEAKER_01Não! Nós estamos coescrevendo o roteiro em tempo real. O texto é categórico ao afirmar que todas as manifestações e ações são resultados de um pensamento a priori.
SPEAKER_04Mas espera um pouco, vamos traduzir isso para quem nos acompanha. Porque afirmar que o pensamento altera a matéria soa meu abstrato. Há uma passagem fascinante onde o autor argumenta sobre a natureza do elétron. E isso me chamou muito a atenção.
SPEAKER_01Assim, o exemplo do elétron é perfeito.
SPEAKER_04Classicamente, o elétron é uma partícula, certo? Ele compõe a matéria sólida. Mas o material aponta que, quando estimulado pela consciência humana, ele se transforma em uma onda. Como exatamente isso funciona na prática?
SPEAKER_01Bem aí que é um momento em que a física e a sabedoria ancestral convergem. Para entender isso, a gente precisa olhar para a própria matéria. A matéria sólida, densa, como a conhecemos, tocamos e vivenciamos todos os dias, ela é descrita no livro como uma grande ilusão diótica.
SPEAKER_04Ilusão de ótica?
SPEAKER_01Sim. Quando retiramos essa casca material, o que sobra é apenas a energia e inteligência de pensamento. Então, voltando ao elétron. No seu estado de partícula, ele representa a matéria fixa, o limite, o ego. É algo isolado. Mas quando a nossa consciência introduz um pensamento específico, e as fontes destacam aqui o desejo de compartilhar ou de doar essa intenção, literalmente, quebra a casca limitante da partícula.
SPEAKER_04Nossa!
SPEAKER_01A matéria perde a sua rigidez e se transforma em onda, que é um estado fluido de pura energia e infinitas possibilidades. A intenção humana pura altera o estado fundamental da realidade.
SPEAKER_04Sabe o que dá um nó na cabeça é perceber que, se a nossa base física é essa energia e inteligência, nós passamos a maior parte da vida completamente alheios a isso. O livro traz uma visão muito dura sobre como nos enxergamos no dia a dia.
SPEAKER_01O que é fascinante aqui é a forma como o autor descreve a nossa condição diante desse cenário. Há uma citação maravilhosa nos apontamentos definindo que o ser humano é uma parte de um todo, esse todo que chamamos de universo. Somos limitados no tempo e no espaço. No entanto, nós experimentamos a nós mesmos, aos nossos pensamentos e sentimentos, como algo completamente separado do resto. É o que o texto chama de ilusão diótica da nossa consciência. Essa ilusão age como uma prisão autoimposta.
SPEAKER_02Uma prisão que nos mantém focados apenas nas nossas necessidades mais imediatas, certo?
SPEAKER_01Precisamente. Focados nos nossos desejos puramente pessoais. E, quando muito, na afeição por um punhado de pessoas que estão fisicamente ou emocionalmente próximas a nós.
SPEAKER_04É um círculo muito pequeno.
SPEAKER_01Muito. Portanto, a verdadeira tarefa da humanidade, o grande projeto de vida sugerido por essa sabedoria, é nos libertarmos dessa prisão restritiva. O objetivo é ampliar o círculo de compaixão para abraçar todos os seres vivos e toda a natureza. É sair do estado isolado de partícula e entrar no estado interconectado de onda.
SPEAKER_04Ampliar o círculo de compaixão. Isso muda a perspectiva de forma radical. E essa transição de partícula para onda nos leva diretamente para a cosmologia cabalística apresentada no material. O livro não fala de um único universo, mas propõe a existência de dois universos paralelos atuando simultaneamente.
SPEAKER_01Dois universos, exato.
SPEAKER_04É como se tivéssemos dois sistemas operacionais rodando ao mesmo tempo dentro da nossa própria existência.
SPEAKER_01Sim, e compreender a mecânica desses dois universos é a chave para tudo que vem depois. O primeiro universo é representado pelo que a Kabbala chama de árvore da vida.
SPEAKER_04Que seria o universo da consciência de onda, certo? Aquele que o material descreve como altamente ordenado, que representa a luz, que é real e fundamentalmente a fonte de todo o bem duradouro que existe.
SPEAKER_01Isso, é o fluxo contínuo de energia. E em contrapartida, nós temos o segundo universo, representado pela árvore do conhecimento do bem e do mal. Esse é o domínio da consciência de partícula, do elétron fixo.
SPEAKER_04O mundo material.
SPEAKER_01O mundo das coisas físicas e tangíveis, o reino do ego. De acordo com a leitura, esse universo é completamente aleatório, caótico e, no fim das contas, ilusório.
SPEAKER_04E o mais intrigante é que o texto faz questão de frisar que até mesmo o bem que encontramos nessa árvore do conhecimento é um bem ilusório. É aquele tipo de felicidade que dura pouco, que logo se transforma em preocupação de novo.
SPEAKER_01Exatamente. Aquele bem passageiro.
SPEAKER_04A nossa alma flui na árvore da vida, mas a consciência do nosso corpo vive essa ilusão de fragmentação na árvore do conhecimento. Nós passamos a vida quicando entre esses dois estados.
SPEAKER_01E atingir uma harmonia entre esses dois universos é a nossa grande tarefa. Se entendermos que participamos ativamente da realidade, a conclusão lógica é que o cenário que observamos ao redor depende inteiramente do nosso estado mental consciente.
SPEAKER_04É na compreensão de como navegamos entre esses dois mundos que o conceito de livre-arbítrio ganha um contorno totalmente novo.
SPEAKER_01Com certeza.
SPEAKER_04Aqui é onde a coisa fica realmente interessante. Porque o material traz uma analogia genial sobre um quarto escuro que vira de cabeça para baixo o nosso senso comum sobre boas ações. Nós costumamos pensar que quando tomamos uma atitude correta, quando exercemos o nosso livre-arbítrio para o bem, nós estamos acendendo a luz no mundo.
SPEAKER_01O que é um raciocínio muito lógico na superfície, claro.
SPEAKER_04Exato. Mas o texto diz que essa noção de que nós acendemos a luz em um quarto escuro é um conceito ilusório. Lendo os apontamentos de Haver, a afirmação é de que nós não criamos luz alguma.
SPEAKER_00Nenhuma.
SPEAKER_04A luz sempre esteve lá. Ela está presente de forma constante e absoluta em todos os lugares. A questão é que, devido ao processo de criação e à nossa própria densidade material na árvore do conhecimento, nós simplesmente não conseguimos observar essa luz no seu estado inicial.
SPEAKER_01Bala. O livre-arbítrio, então, não é a capacidade mágica de fabricar luz a partir do nada. É única e exclusivamente a capacidade de eliminar, raspar e retirar as várias camadas escuras, os males físicos, os bloqueios do ego, as nossas reatividades que estão ocultando a força dessa luz pré-existente. O sistema prático ensinado nessas tradições serve justamente para fornecer as ferramentas de remoção dessas cascas.
SPEAKER_04Espera, isso muda tudo em relação ao tema central do livro. Se a luz já está lá e o nosso trabalho é apenas remover as cascas, então aquela imagem clássica que temos da oração de pedir um favor ao universo, de implorar para que uma luz seja acendida na nossa vida, cai por terra.
SPEAKER_01Cai por terra completamente. E esse é o cerne da imersão de hoje. Nenhuma atividade é tão tipicamente humana quanto a oração. Não há paralelo no mundo animal. Porém, em vez de ser uma adesão rígida a uma doutrina dogmática ou um pedido de socorro desesperado, a oração é redefinida como uma tecnologia espiritual.
SPEAKER_04Uma tecnologia?
SPEAKER_01Sim. O livro usa a metáfora da escada de Jacó, o mecanismo real que combina e conecta o nosso nível material e denso ao reino celestial e energético. O problema é que, historicamente, a humanidade passou a usar a oração de forma reativa.
SPEAKER_04Só quando a coisa aperta.
SPEAKER_01Exato. Pede-se ajuda diante de uma crise terrível ou agradece-se quando uma necessidade imediata é satisfeita.
SPEAKER_04O que levanta uma pergunta que borbulha durante toda a leitura das fontes. Por que, afinal, o Criador ou a força da luz precisaria das nossas orações? Se a luz já é absoluta e completa, qual é o sentido? Excelente ponto. E a resposta do texto não deixa margem para dúvidas. O Criador não precisa de absolutamente nada. Então, por que nós deveríamos orar?
SPEAKER_01Porque o mundo foi estruturado dessa forma para o nosso próprio benefício. A oração existe não para bajular ou agradar ao divino, mas para que nós possamos assumir uma postura proativa.
SPEAKER_04Para moldar a realidade.
SPEAKER_01Exatamente. O objetivo é criar mudanças internas e externas através do nosso próprio comando, moldando a realidade, em vez de ficarmos passivos, sentados, esperando que a vida nos traga caos para só então termos que aprender através da dor.
SPEAKER_03A oração, nessa visão cabalística, é uma ferramenta de intervenção no próprio destino.
SPEAKER_01Intervenção direta. E para que ela funcione e rasgue aquelas camadas escuras do quarto, o foco não está apenas nas palavras, mas na direção energética. É aqui que somos apresentados ao conceito profundo da Cavaná.
SPEAKER_04A Cavanáh, as fontes se aprofundam muito nisso. Elas explicam que a cavaná é a meditação, a intenção fervilhante que acompanha as palavras. E ela é primordial. As palavras em si, os sons que emitimos, são considerados secundários.
SPEAKER_01São só o canal.
SPEAKER_04Exato! Eles são como a tubulação de uma casa. A tubulação é necessária, mas sem a água ela não serve para muita coisa. A cavaná é essa água, ela é a alma da oração.
SPEAKER_01Tem uma citação maravilhosa nas nossas notas de um sábio chamado Baya Ibn Pakuda, que resume isso perfeitamente. Ele observa que uma oração sem concentração, sem cavaná, é como um corpo sem uma alma, ou uma casca sem o fruto. Nossa, muito forte. É. E a própria origem da palavra nos dá a chave. Kavanáh deriva de kivum, que em hebraico significa direção, ou seja, ao realizar uma prece, a mente precisa estar focada como um laser, apontando para uma direção clara.
SPEAKER_04É quase como configurar um GPS espiritual. A fala, a ação e essa Kavanáh atraem em dez alturas exatamente a mesma frequência de energia a qual a mente da pessoa se apegou naquele momento. Portanto, não tem nada a ver com obediência cega. É uma tecnologia de comunicação.
SPEAKER_01Uma via de mão dupla.
SPEAKER_04E quando o material começa a descrever o que acontece quando aplicamos essa intenção corretamente, lendo o zoar, que é o livro base desses estudos, a sensação é de estar diante de uma ficção científica espiritual fantástica.
SPEAKER_01É uma literatura visualmente deslumbrante. O zoar relata a mecânica oculta da realidade com uma precisão que impressiona. Ele descreve que a imensa maioria da humanidade não faz ideia de que uma oração, quando construída com a cavana correta, literalmente se divide e penetra os espaços etéreos.
SPEAKER_04O texto diz que ela traspassa o firmamento, abre aberturas e acende as alturas. É impossível não imaginar um feixe de pura energia cortando as dimensões do espaço sideral. E os detalhes ficam ainda mais ricos. O zoar descreve que existem atendentes angelicais, forças cósmicas que ficam aguardando a chegada dessa frequência apropriada.
SPEAKER_01Sim, esperando no firmamento.
SPEAKER_04Quando a intenção sobe pura, capitãs angelicais se aproximam para beijar essa oração e transportá-la para estratos mais elevados, firmamentos onde outros capitãs assumem o revezamento. O livro chega a citar um detalhe técnico sobre um nome divino específico formado por 12 letras.
SPEAKER_01Um código bem específico. Isso.
SPEAKER_04E conta que foi exatamente usando esse nome de 12 letras que o anjo Metatron, também conhecido na tradição como Elias, voou fisicamente para as regiões etéreas.
SPEAKER_01E o que a gente precisa extrair dessa passagem majestosa não é a ideia de que estamos lidando com feitiços ou mitologias fantasiosas. O propósito do zoar, ao detalhar essas mecânicas celestiais, tão grandiosas, é provar que as intenções humanas têm substância real.
SPEAKER_04Elas têm peso.
SPEAKER_01Elas geram peso metafísico. Orações bem direcionadas criam escudos de proteção no mundo invisível que inevitavelmente se manifestam no mundo físico. O propósito da Kabala é tirar a mente humana do seu estado robótico diário, daquela reação constante aos problemas e elevá-la para um estado onde assumimos a iniciativa. É conduzir a realidade de forma afirmativa e não reativa.
SPEAKER_04Então, o que tudo isso significa? Ali no chão de fábrica da vida real, como é que se faz essa espécie de oração quântica, capaz de mobilizar toda essa estrutura celestial? O material de Hefberg responde a isso, introduzindo um conceito intrigante, chamado oração do pobre.
SPEAKER_01Que é um conceito muito mal interpretado, inclusive.
SPEAKER_04E só para alinhar as expectativas de quem nos ouve, não estamos falando de alguém com problemas financeiros. O próprio texto esclarece que é fácil cometer o erro de achar que a oração dos pobres é atendida mais rápido por causa do desespero material. Mas não há nada disso.
SPEAKER_01Pra entender o que realmente é a oração do pobre, os cabalistas usam a história do rei Davi.
SPEAKER_04Isso levanta uma questão importante.
SPEAKER_01O contexto histórico dessa passagem é o grande segredo.
SPEAKER_04Conta pra gente.
SPEAKER_01O rei Davi compôs a oração que ilustra esse princípio enquanto fugia desesperadamente pelo deserto, tentando salvar a própria vida, porque seu sogro, o rei Saul, havia ordenado a sua morte.
SPEAKER_04Imagine a cena. David era da realeza, ele tinha exércitos, generais, conselheiros, uma agenda política complexa.
SPEAKER_01Um país inteiro sob comando dele, tinha o controle de uma nação nas mãos. E de repente ele está no deserto, passando frio, escondido em cavernas, sem saber se vai estar vivo no minuto seguinte.
SPEAKER_04O ego dele foi esmagado pela realidade material. Ele não tinha mais nenhum botão para apertar, nenhum general para dar ordens.
SPEAKER_01Exato. E a grande pergunta que as fontes fazem é por que a oração dele, feita nesse estado específico de fuga e perigo extremo, teria tamanha prioridade no cosmos. Obviamente, o livro frisa que ninguém precisa estar correndo o risco de morte hoje em dia para que uma intenção seja ouvida. Mas a psicologia daquele momento no deserto é a chave de denição da oração quântica.
SPEAKER_04E o que dá um nó na cabeça é perceber que a oração quântica só começa no exato instante em que a nossa ilusão de controle desmorona. Até o momento da fuga, David estava imerso nas preocupações da árvore do conhecimento. Política, acordos, estratégias mundanas.
SPEAKER_01A consciência de partícula.
SPEAKER_04A consciência de partícula. Mas ao correr simplesmente para continuar respirando, todos esses controles ilusórios sumiram. As preocupações com a corte perderam totalmente o sentido. O desejo puro de existir tomou conta, e ele experimentou na pele que existiam forças cósmicas imensamente maiores do que a coroa dele. Uma humildade forçada, ele se tornou pobre, mas pobre da ilusão de que controlava o destino com as próprias mãos.
SPEAKER_00E aí é que o grande paradoxo desse estudo se revela. Por ter sido forçado a esvaziar todo o seu ego controlador, toda aquela necessidade humana de micro-gerenciar cada evento físico, ele abriu o espaço interno.
SPEAKER_01Ao perder os botões do mundo material, ele acessou o nível quântico e pôde receber a luz de forma integral.
SPEAKER_04Que virada fantástica!
SPEAKER_01Como o texto diz brilhantemente, ele saiu do próprio caminho. A lição profunda aqui é que, se conseguirmos, de forma voluntária e com cavaná atingir essa consciência da nossa total incapacidade de controlar os detalhes da vida, ironicamente, alcançamos o verdadeiro domínio sobre o nosso destino.
SPEAKER_04É preciso largar o controle opressivo para se fundir com a energia. Largar para se fundir.
SPEAKER_01Perfeito. Essa fusão total tem um nome. Quando soltamos o controle e a luz preencha a consciência, o caos não tem mais onde habitar. Onde a luz plena, a escuridão não sobrevive. Esse estado supremo de conexão é chamado de Devecut.
SPEAKER_04Devecut.
SPEAKER_01Atingir o Devecut significa que a fusão com o fluxo da árvore da vida, a consciência de onda, se tornou tão íntima que todas as orações e necessidades são simultaneamente atendidas antes mesmo de serem verbalizadas.
SPEAKER_02Antes mesmo das palavras.
SPEAKER_01O livro até lança uma semente sobre como feriados e eventos bíblicos são janelas cósmicas de tempo desenhadas para facilitar o acesso ao Devecuti. Mas isso certamente é um universo vasto que precisaria de uma imersão inteira só para ele.
SPEAKER_04Com toda certeza. Bom, para amarrarmos tudo o que as fontes trouxeram para a mesa hoje, a jornada foi espetacular. Começamos rompendo a visão newtoniana, usando a física quântica para entender que somos participantes ativos, capazes de transformar partículas isoladas e caóticas em ondas de possibilidades, apenas introduzindo o desejo de compartilhar.
SPEAKER_01Uma revolução de perspectiva.
SPEAKER_04Redesenhamos o conceito de oração, saindo da postura de vítimas suplicantes para de arquitetos proativos da realidade, onde as palavras são apenas o veículo para a poderosa Cavaná.
SPEAKER_01E navegamos pelas descrições cinematográficas do Zoar, visualizando como essas intenções elevadas rasgam os firmamentos, criando escudos de energia sob o transporte de anjos literais e metafóricos.
SPEAKER_04Até chegarmos à desconstrução do nosso próprio ego através da história do rei Davi.
SPEAKER_01O ápice do estudo de Raf Bergo nos ensina que o poder de comando mais letal que um ser humano pode ter não nasce de tentar forçar o universo a obedecer as nossas vontades materiais. Nasce do estado de Devecut. Nasce quando aceitamos a nossa incapacidade de dominar a partícula e escolhemos conscientemente fluir com a inteligência da onda.
SPEAKER_04Fluir com a onda.
SPEAKER_01E uma era definida pelo excesso de informação, onde todos vivem um estado crônico de alerta, tentando micro-gerenciar a própria vida, esconhecimento é um respiro necessário. É o convite final para abandonar a sobrevivência robótica e assumir a construção energética do próprio amanhã.
SPEAKER_04Exatamente. E mergulhando com tanta profundidade nessas fontes hoje, me veio um pensamento para deixarmos marinando até o nosso próximo encontro.
SPEAKER_01Diga.
SPEAKER_04Se o verdadeiro segredo para acessar a consciência de onda e manifestar a realidade é abrir mão da nossa pesada e insistente ilusão de controle, exatamente como o rei Davi precisou fazer no deserto, será que a maior parte da ansiedade, da exaustão que carregamos todos os dias, não é simplesmente a teimosia de tentar segurar com toda força uma partícula quando poderíamos estar tranquilamente surfando a onda? Fica a reflexão.
SPEAKER_01Uma excelente reflexão para encerrar.
SPEAKER_04É fascinante ver. Como uma sabedoria tão milenar se aplica como uma luva aos nossos dilemas mais modernos. Agradeço imensamente a companhia de quem esteve conosco, desbravando essas páginas hoje. Nós seguimos a nossa jornada contínua, sempre buscando decifrar os mecanismos ocultos por trás das cortinas do nosso mundo. Até a próxima imersão!