Sempre aqui.
Sempre aqui.
Sempre aqui.
episódio 4
Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.
O Porto foi campeão, e se dependesse de um penálti rebentava com a baliza. Isso mereceu um apito numa rotunda. Entretanto, fazer défice calórico e visitar os pais é algo impossível: acabamos a osso de buco e bacalhau com natas. Contar calorias é para malucos? “Devil wears Prada” é mau? Não sei, é melhor experimentar. O mesmo para vestir formal ou informal.
No final, recomendámos e demos o ganda abraço do costume.
Olá! Como é que estão? Espetáculo! Ih apá, tanta gritaria aqui na rua com caras! Como é que vocês estão, meus puros? Estão bem? Passaram uma boa semana? Como é que foi a vossa segunda-feira ontem? Foi uma porcaria? Ou foi bom? Às vezes há segundas-feiras que são boas. Digam-me. Digam-me, mandem-me um e-mail. Digam-me, digam-me de alguma forma. Como é que foi? Está a correr bem a semana? Houve aqui um foguete na rua, mas o que é que se passa? É assim, isto viver ao pé de uma estrada principal. Eu digo-vos é uma porcaria. Quer dizer, também de repente estou aqui a viver ter casa. Ai meu Deus, é uma porcaria.
SPEAKER_00Devia ser a beira morgue, não gostou do capurido. Aqui é que eu estava bem, assim ao pé da estrada principal não estou, aqui é que eu estava bem.
SPEAKER_02Enfim, como é que vocês estão, malda? Estão bem? Estão rígidos, tão fortes. A semana passada foi uma semana produtiva, foi uma semana em que vocês fizeram coisas, compraram roupa nova, não compraram roupa nova e estão a pensar comprar roupa nova. O que é que fizeram? Digam-me. Gostava mesmo de saber. Como não consigo, vou falar sobre a minha semana mais uma vez. E portanto já sabes. Bem, esta semana. Porto foi campeão. Parabéns, parabéns. Parabéns ao clube do Porto por se ter tornado campeão. Eu acho mesmo que o André Vilas Boas vai ficar mesmo contente com esta parabenização da minha parte, aqui no Sempre aqui, da nossa. Aliás, nós mandamos todos os parabéns ao Futebol Clube do Porto por se ter tornado campeão. E a verdade, malta, a verdade, custa-me admitir. É que eles mereceram, não é? A verdade é que o Porto mereceu. O Porto foi. foi. O Porto é o Porto. Esse é o problema do Porto. É irritante, mas é verdade. É verdade, por exemplo, o Sporting não é o Porto. E custa-me admitir isto. Custa-me admitir isto enquanto Sportingista. Jéssico, eu prefiro o Sporting ao Porto. Sou do Sporting. Sporting. Sporting! Só que o Sporting não deixou ali a corrida pelo campeonato em dois momentos. Foi quando empatou com o Braga em casa, isto na minha opinião, claro. Quando empatou com o Braga em casa, e quando falha aquele penalti contra o Benfica em casa, e esta é a grande diferença, eu acho, entre o Porto Sporting e o Benfica. É que se o Porto dependesse de um penalti para ser campeão, malta aquela bola ia entrar. Aquela bola ia arrebentar aquela baliza. Aquela bola tinha que entrar nem que fosse a quarta tentativa. Tinha que entrar, tinha que ser tipo um misteiro lá para dentro, até o guarda-rede ia para dentro da baliza. A bola furava a rede, furava o adeito, furava a bancada, furava tudo. Tipo, aquela bola ia entrar. Essa é a verdade. E custa-me boedizer isto, mas eu sinto que o Sporting não é assim. Essa não é bem a essência do Sporting. Nem do Benfica, atenção. Quer dizer, o Benfica é um bocado. É dúbio, não é dúvida. Se calhar é. Mas o do Sporting, não sei. Ou se calhar é isto. Quer dizer, há uns episódios atrás estava a dizer que odeio os sportingistas que criticam o próprio clube e não apoiam. É verdade, continuo com a mesma opinião. Mas isto aqui é mesmo verdade, tipo. É pá, o Sporting se depender de um penalti vai bater de mansinho. Vai ser tipo, isto vai ser grande é gol. E o Porto, o Porto não, meu. O Porto é para arrebentar, meu. Estás a perceber? Eu vou arrebentar com a baliza, meu. Não quer saber, meu. Nunca saber, bro. Bro, eu vou arrebentar com a tua cara, meu. Estás a perceber? E depois vou hospitalar com uma francesa na tua cabeça, meu. Não quer mesmo saber, meu. Eu vou arrebentar, meu. Arrebento contigo, chegas à minha beira, levas um só pá balhão, mano. Não sei o que é que eles dizem lá. Mas é verdade, meu. É mesmo verdade. Mas pronto, não faz mal. Sporting, também gosto muito do Sporting. E pronto, é pá, olha, assim somos todos campeões no fundo. Por acaso, eu sei que isto soa o é mal eu estar a meio, no fundo é conseguir ver o ponto positivo do futebol clube do Porto e até um ponto negativo do Sporting, não é? Porque normalmente o clubismo é um bocado uma cena cega. É um bocado tipo, eu sou do Porto, o Porto é perfeito, o Sporting é perfeito, também fica perfeito. E não é verdade, o Sporting também tem coisas muito boas, como por exemplo, fica mal, fica mal como adepto do Sporting estar assim a dizer isto, mas pronto, mas porque é que eu consigo compreender tanto o futebol clube do Porto e os pontos é que a minha namorada é do Porto e nós a vermos um clássico, por acaso é uma coisa bem irritante que me irrita às vezes. Nós estamos a ver um clássico, não é, ou seja, não é responsabilidade dela, nem é minha, é simplesmente a circunstância. Nós estamos a ver um clássico e, por exemplo, se o Porto está ali quase a marcar golo, tipo, está ali a jogar o Eda bem e marca Golo, eu vejo a reação dela tipo a querer, a ser diplomática, a ser diplomática, de tipo, mas o Sporting também está a jogar bastante bem. Na verdade, a situação passa-se assim: Vai, vai, Golo! Não, mas o Sporting, atenção, Sporting, João, o Sporting também está a jogar bastante bem, ok? E é irritante, porque quando uma pessoa é assim que irritante, que irritante. Mas eu sou igual, tipo, se o Sporting marca golo, eu fico tipo. Não, mas o Porto também está a jogar bem. Está não, eu queria que o Porto perca! Querem que o Porto perca! Vamos ver. Ganhou muitos parabéns! E até digo, eu tive aqui uma história engraçada este fim de semana. Eu este fim de semana fui a casa, e como é costume, quando um clube é campeão, os adeptos vão para as retundas celebrar, não é? Vão para as retundas celebrar. Acontece que na Marinha Grande, não sei porque há poucos portistas, ou pelo menos eles não saíram de casa, eu acho que é o primeiro, acho que não há assim tantos portistas. Eu estava a passar ali na Retunda e estão tipo 5 portistas, tipo 5 pessoas, e era uma família, era tipo o pai, os filhos, a mãe, a irmã, não sei, eram tipo 5 portistas que tinham os cascos e até estavam meio tristes. Sabem, eles estavam a olhar para a retunda e estavam tipo. não está aqui ninguém. Olha, não está aqui ninguém, estão a perceber? Estavam tristes, eu senti-me na obrigação de pita, tive que apitar a malta, tive que apitar a morda a felicidade deles, assim, epá, foi lindo e depois como gostei tanto da sensação de estar ali meio a brincar com aquilo, tipo, saí da retunda e voltei atrás para entrar outra vez na rotonda e dei uma volta a pintar, malta, porque pronto, está-se bem, é ok, ok, não faz mal, tranquilo, tranquilo, tranquilo. Mas fui a casa este fim de semana e é assim, eu tenho que dizer uma coisa, que eu tenho um podcast e não falo disto, é mesmo uma vergonha este podcast, mas pronto. Um feliz 25 de Abril, completamente atrasado, ou não? Fogo. Viva o 25 de Abril! Esqueci-me completamente, isto é um lapso, meu, ter um podcast e não dizer nada sobre o 25 de Abril, nem ai, nem Ui, nem ei, nem Oi, nem Ui, nem nada Não, feliz 25 de Abril e um feliz dia da mãe, espero que também tenham passado um grande dia com as vossas mães, as nossas progenitoras, as nossas progenitoras grandes máquinas, já lá vamos falar sobre isso, mas pronto, fui a casa já lá vamos para falar sobre isso. Fui a casa e estive com a minha mãe e é incrível estar com as mães, não é? É incrível estar com as mães, tipo, termos hábitos com elas, há certas pessoas que têm o hábito de ir às compras com a mãe, ou de ir às unhas com a mãe, ou de ir a almoçar com a mãe, ou de ligar à mãe. Eu por acaso, este fim de semana foi acho que foi na sexta-feira, não sei se foi na sexta ou se foi no sábado, é que estava a sentir aquele vazio existencial. Nem estava nem a fazer nada, nem estava a fazer, nem estava a fazer nada, olha, não estava a fazer nada. E liguei a minha mãe e começámos meio a fofocar. Acho que é das primeiras vezes que eu fiz isto, ficar a fofocar com a minha mãe e soube-me. Soube-me o é bem. E deixo aqui esta recomendação, que não é uma recomendação, mas consegui ali perceber o valor da fofoca. Porque às vezes uma pessoa fica tipo, para que é que eu vou estar a fofocar, a falar mal dos outros, a falar mal das vidas, diz não sei o quê. Malta, é bom fazer isso com a vossa mãe. É incrível. Quando vocês conseguem estar na mesma onda que a vossa mãe e terem as pazes feitas e estar tudo bem, é brutal. Porque, não sei, eu não sei quanto a vocês, mas para mim há ali uma fase em que eu de repente estou bem com a minha mãe, depois estou mal, estamos ali, chocamos e na por cima somos do mesmo signo. Ui, você não sabe o que é que isso quer dizer, mas somos do mesmo signo, chocamos, estamos ali, andamos ali um bocado afastados durante os tempos. Mas quando nos aproximamos é boé bom, é bué bom. Vemos filmes, falamos, compreendemos as emoções do outro muito mais facilmente, compreendemos-nos que é uma coisa única e é uma sensação mesmo boa. Quando uma pessoa está bem com a mãe é uma sensação ótima mesmo. Agora, uma cena que eu achei super difícil foi dar prendas à minha mãe, dar uma prenda à minha mãe no dia da mãe. Porquê? Porque a minha mãe é divorciada, a minha mãe é divorciada, tal como o meu pai também é divorciado, porque pronto, eles estão. A minha mãe é divorciada e acontece que não há colares, não há fios, não há nada. Papais divorciados, para mães divorciadas, é tudo famílias. Não há tipo uma mulher e um filho. Não há tipo um homem e um filho. Ou uma filha. Não, é sempre tipo um pai, uma mãe e um filho. Ou uma pai. Uma pai, uma mãe e. um filha e um filho. Hã? Ok. Estão a perceber? Há sempre. Ou seja, é sempre uma família grande. Tive dificuldade em encontrar, pois lá encontrei, encontrei um fio, tive que pensar aqui num conceito todo, Major Reddit. E consegui, encontrei um fio com dois com dois anéis, dois. Dois anéis e há duas argolas, pronto, uma mais pequenina, uma maior, e que estão pegadas e é minimalista. Isto significa que nós estamos sempre juntos.
SPEAKER_01Olha volvinho.
SPEAKER_02Adiante. Bom, eu também tive. Obviamente também estive com o meu pai. E uma coisa que eu reparei a semana passada é que eu não sou. Eu agora sou muito mais próximo do meu pai. Do que ao que era antigamente. E eu aposto que do qual que era? Do que o que era do que calquiera. Do que ao que. Vocês perceberam. Ou seja, eu ser mais próximo agora do que antigamente com o meu pai. De repente eu fiquei assim. Agora vai ser uma hora deste ataque. Para não haver erros andar extremamente desagradável. Vai fixar este para sempre. For all the episodios of it, vai ser este otaque, é meio estranho. Vamos lá então. I mean, I am já. Lá está. Malta, ouvi aqui um barulho. Do prédio. Se calhar não, se calhar não, se calhar não. Adiante. Eu nunca fui muito próximo do meu pai durante a minha juventude, tal como aposto todos os homens. Quase todos os homens são raros os que têm muita proximidade com o pai durante um longo período de tempo. Chegam ali tipo aos 20 e tal, 30 e tal, e resolvem as coisas com os pais e ficam super próximos. Mas aquela fase da puberdade, aquela fase mais jovem, normalmente estão sempre mais afastados dos pais. Do pai em específico. E eu reparo nisso eu reparo que isso tem algumas repercussões. Repercussões? Repercussões. Influencia a minha vida hoje em dia. Porquê? Porque quando eu estou a falar com um homem eu fico bem envergonhado quando eles me dizem, tipo, quando eles me elogiam, ou quando me tratam por bro, ou por mano. Eu fico bem elogiado, fico elogiado. Fico bem envergonhado e fico nervoso. Fico nervoso, por exemplo, a semana passada no trabalho, tipo, houve ali um momento em que eu estava a falar e tal com o rapaz e ele disse, isto parece bem gay.
SPEAKER_01A verdade é essa.
SPEAKER_02Isto parece bem gay. Estava a falar com ele e tipo. Ele disse: Estava a trabalhar e dei uma ideia para alguma coisa e o rapaz disse, está bem bro. E eu fiquei tipo.
SPEAKER_00Oh meu Deus!
SPEAKER_02Bro, e também já me aconteceu dizerem tipo, cheio, olha o gajo, está tudo bombado, e eu fiquei envergonhado, é que eu fico bué. É um chamado inconado nestas situações. E sobretudo quando nos elogiam. O que é que uma pessoa vai dizer? Tipo, obrigado. É que depois uma pessoa também diz obrigado. Também não sou a mal, mas sou ao mesmo tempo, que é tipo, estás bonito, obrigado. É tipo, parece que eu sei que estou bonito, eu sei, obrigado. E depois acontece-me bem às vezes. Eu como não sei o que dizer, tipo, saem-me estas, saem-me coisas que não fazem sentido nenhum. Por exemplo, semana passada houve uma rapariga lá no trabalho que disse assim, assusto-me sempre quando tu vais porque parece o senhor que tipo, vamos-lhe chamar Rui, parece o senhor Rui e pá, e assusta-me sempre. E eu, obrigado. E depois fiquei tipo, pera, obrigado? Obrigado de quê? Eu estou ali atrás disso, quer dizer, obrigado não.
SPEAKER_01E ela tipo, what the fuck, é logo a fugir, e eu, ai meu Deus.
SPEAKER_02Estão a perceber? Uma coisa que eu também reparei ao ir a casa é que é realmente difícil fazer estar em déficit calórico. Malta, é mesmo difícil. Tipo, quando são vocês a cozinhar, é está-se bem. Vocês pesam a vossa comida, percebem quantas calorias é que tem toda a refeição, os ingredientes em separado e toda a refeição e macro pronto, ok, whatever. Agora eu comecei a semana passada, chego a casa e está a minha mãe, imagina, eu chego a casa e primeira refeição das primeiras refeições que eu tenho, ouço de boco no forno, ouso de boco no forno, ouso de boco, só pelo nome, é uma coisa que não é magra, que não é protai, não é uma coisa leve, não, é muito bom ou se de boco, muito bom, mas tipo, pá, é uma carne que tem imensa gordura, é carne, não sei se é de porco, se é de vaca, portanto, não é mais gordurosa do que frango ou cru, não é? E portanto, ou se calhar não, não faço a melhor ideia, se calhar não, porque estas aqui e coisas, mas leva logo, bue azeite, bueda não sei o quê. E malta, eu tenho que viver uma cena, é assim, nós passamos a vida toda, nós portugueses, a vida toda, a vangloriar o azeite. Ai, nós somos os azeite e o azeite, malta, o azeite é um traidor. O azeite é um traidor. Vocês tipo. O azeite tem bué da calorias. Vocês comem uma colher de sopa de azeite e estão a comer tipo 30 mil calorias. 30 mil. Não, mas a sério, tem mesmo bué. E tipo, ou seja, uma refeição de forno, leva bué, tipo, bacalhau ao lagareiro, oço de boco, bacalhau com natas. Tipo, chega ali a casa, de repente tu, oço de boco. Pois no dia a seguir está-se bem porque foi peixinho gralhado, portanto não faz mal. Mas mesmo assim vou regar com azeite e eu tipo, oi! O azeite? Pois a minha mãe mete, tempera a salada, bue bem, tipo, bue bem. Isto obviamente influenciado, não é porque, como é a minha mãe, para mim é a melhor do mundo, mas tipo, é pá, aquela salada é mesmo deliciosa e leva bue azeite e vinagre e essas coisas e é tipo. Já estou aqui a comer calorias, de repente nem sei de onde é que vêm. E depois isto também, eu vejo que as pessoas à volta que não estão a fazer déficit calórico há aqui duas há aqui duas componentes. Primeiro são as pessoas à volta que não estão a fazer defico calórico que ficam tipo, está bem, mas eu também não vou pesar tudo. Então começam-se meio a sentir mal. Começam-me aí tipo, também não é preciso que estás a fazer isso, estou a perceber? E depois ao mesmo tempo há outra componente que é realmente isto pode-se tornar numa obsessão, realmente. Há pessoas que deixam de comer mesmo com medo. Eu às vezes fico tipo, se calhar não posso comer isto. E retraho, tipo, eu estava a roer as unhas e estava a pensar: será que isto tem calorias? Tipo, é este nível. É este nível malta. Agora, obviamente, saudável, queremos uma coisa saudável. Não queremos uma coisa completamente pronto, mas para dizer que malta que está em déficit calórico e vai a casa, malta, boa sorte. Que Deus esteja convosco, é difícil. Tipo, a minha namorada foi também e disse que viu, ela estava a olhar para a mãe a fazer para calhar o abraço e estava a meter azeite e tipo, ok. Mas depois ainda por cima é que ir a casa, depois é lixado porque eu fui sexta-feira comi oço de boco. Depois ao jantar, nem me lembro o que é que comi. Sei que no dia a seguir ao almoço comi para escrelhado. Portanto, está-se bem. Ao jantar, fui apanhado de surpresa, de repente estou num jantar de pisas, doces, entradas. Lixado no dia da mãe, vou almoçar a casa da minha mãe, puma, bacalhau com natas, epá! Está lixado, meu. Lixado. E depois há um influencer. Há um influencer em específico, que eu tenho um bocado amor-ódio por ele. Eu e tenho certeza que mais pessoas, que é o Ricardo Dias. O Ricardo Dias, eu não sei se vocês sabem quem é, quase certeza que sabem, quase certeza que já se cruzaram com ele no TikTok. Eu recomendo, sinceramente, eu acho mesmo, pesquisem no TikTok e vão perceber quem é. Eu acho mesmo que ele dá dicas que são boas. Ele dá boas dicas, tipo, sobretudo esta do déficit calórico. Porque, por exemplo, quando uma pessoa começa a fazer isto, percebe que realmente há pratos, primeiro percebe que não é preciso cortar nenhum alimento em específico. Claro que há alimentos que são mais gordurosos do que outros, há alimentos que se aceiam mais do que outros. Portanto, ok. Mas não é preciso cortar, por exemplo, imagina, apetece-te um gelado. Claro que se fosse comer 3 ou 4 gelados, não. Se fosse dar aquele binge eating, não. Não faz sentido. Vais estar a prejudicar. Mas se quiseres comer um geladinho, tipo se estiveres dentro das tuas calorias, é ok. E o gajo explica isto bem. Só que ele tem um problema que é ele às vezes não se explica assim tão bem. Ele às vezes tem o ponto, ele tem a cena, ele sabe o que é que está a dizer, mas ele às vezes não se explica bem. Eu estava a ver um vídeo no outro dia e estava genuinamente engaged no que é que ele estava a dizer. E de repente ele mandou alguma cena do tipo porque depois não é para vocês serem gordos. E eu fiquei logo consciente. Fiquei tipo. Ele mandou uma cena assim do tipo. Depois as pessoas pensam que vocês são gordas. Foi uma cena assim, pai. Não sei o que é que foi. Já não lembro, já não ouvi bem, se calhar não vi bem. Mas ele disse uma cena, e uma pessoa fica logo alerta, fica logo tipo, Ei, Ei, calma. Eu lembro-me que fiquei tipo, genuinamente afetado daqueles vídeos em que vocês dão like e depois tiram porque não gostaram. Ficam tipo, epá, eu claro que não fiz isto, eu claro que dei like e guardei e comentei porque eu sou boa pessoa. Mas não pá, tirei, tirei, porque é tipo olha, não gostei da atitude, sabe, sabe, não gostei, não gostei da atitude, mas pronto, isto realmente o déficit calórico é uma cena que é, ou seja, é possível, eu sei que há muitas pessoas que têm distúrbios alimentares e têm traumas com pesar comida e pesarem-se, eu sei que há isso e eu não gosto deste lado dele por isso, porque às vezes eu sinto que é necessário uma certa sensibilidade para falar com pessoas que têm estes traumas, mas ao mesmo tempo também é bom que haja um anda lá, também tens que puxar por ti para tu também mexeres o teu rabinho, senão uma pessoa não faz nada. Há pessoas que tipo, como é que eu começo a beber mais água durante o dia? É tipo, mano, bebe água, tipo, queres o que é que o gajo saia do ecrã e dê-te um biberon de água. Não, isto não vai acontecer. Portanto, mixed feelings quanto a ele, mas ao mesmo tempo o ponto que ele tem é positivo e acho que fazer defico calórico está-me a mostrar a mim thatas na vida that is preferível e é bom nós experimentarmos andarmos a nossa opinião invisible simplesmente ouvirmos um comentário ou deixarmos influenciar por alguém andar ficamos ali meio a ficar retraídos andamos a arranjar justificações para não fazermos coisas que se calhar queríamos fazer. I say que isto parece óbvio, mas por exemplo, saiu o film The Devil Wears Prada, não é? E houve muitas pessoas a dizerem que não está bom, que está mid, que está não sei o quê. And apesar da intenção dessas pessoas não ser, tenho quase certeza desincentivar, dizer para as pessoas não irem ver o film não vão malta, é mau. Apesar da intenção deles não ser essa, eu acho, há muitas pessoas que veem esse vídeo e ficam tipo, ah, então se calhar não vou, se calhar não vou e vou guardar e vou esperar que saia na Disney ou na Netflix e depois até posso ver uma pirataria qualquer e tipo, vem no sofá, yeah, and tudo bem quanto é isso, não faz mal, mas ao mesmo tempo se calhar a pessoa até queria ir ver e vai deixar de ir ver porque deixou-se influenciar por a opinião daquela pessoa, e se calhar ia querer ir ao cinema, isso quase me aconteceu, mas eu fiquei tipo, não, eu quero ir ver o filme, nem que depois seja uma porcaria, mas tipo, eu quero ver. Assim como por exemplo, déficit calórico, contar calorias, há web pessoas que dizem que contar calorias é obsessivo, isso é doentio, e não sei o quê. Ok, tipo, deixa-te estar e depois eu vejo se realmente é doentio. Porque, por exemplo, parece-me mais doentio eu não saber o que é que estou a comer e não saber se posso num dia comer um geladinho ou não. Isso para mim é mais descontrolado, é uma coisa mais à toa, é uma coisa mais no improviso do que contar calorias e ter essas coisas controladas. Outra coisa que também pensei a semana passada, pensei, sou um grande pensador, malta, como vocês sabem.
SPEAKER_01Já estão habituados, já vos habituei, ou não?
SPEAKER_02Quatro episódios, estou a farto pensar, porra. Este pensamento vem todo da minha carola. Não, a semana passada anotei, vamos pôr assim aqui uma questão que é vocês preferem vestir-se formal ou vestir-se informal? E eu vou-vos dar a minha opinião, a minha. Onde é que eu me posiciono? Não significa que está certo ou errado. Tipo, yeah, you know, you're already knowing what I'm saying. Eu acho que é sempre bom vestir-se formal. Eu acho que há muito benefícios em vestir-se formal. Eu pelo menos vejo mais beneficios em vestir-me de forma formal. But às vezes também ou pelo menos ter alguns detalhes informais, tipo uma meia com um padrão, ou uma sapatilha de uma cor, ou um anel, ou um relógio, ou ter pormenores, estão a perceber? Ter, por exemplo, uma t-shirt com um desenho animado, mas tipo, em miniatura, uma miniatura, little details. Eu acho que é melhor vestir-se formal. Imaginem, por exemplo, no trabalho, acho que é o melhor exemplo que podemos pôr aqui. No trabalho, imaginem que vocês o dia não vos está a correr bem, vocês estão cansados, estão com o ar cansado, apetece-vos ir para casa. Vocês se tiverem uma pessoa formal, cansada, ou se tiverem uma pessoa que está tipo vestida com bem entende, mas é mais informal. O que é que vocês vão depreender de cada pessoa? Uma pessoa que está cansada, vestida de facto, ou uma pessoa que está cansada, mas mais loose, com sei lá, uma camisola de football, por exemplo? O que é que vocês vão depreender? É realmente uma cena ou não? A pessoa que está de facto vai ficar melhor para vocês mentalmente do que a pessoa que está com uma camisola do Ronaldinho do AC Milan, não é? Ou não? Ou será que eu estou mal? Ou será que eu estou errado? O que é que vocês acham? Eu acho isto pessoalmente. Acho que aquela vestimenta formal protege-nos sempre. É uma machete, é uma machete. Mas ao mesmo tempo protege, acho eu. Não sei. Se calhar não. Hoje em dia se calhar não. Hoje em dia se calhar já é mais tranquilo e já vemos as coisas de forma diferente. De repente não quero não quero que as pessoas que se vestem mais informal se sintam atacadas. A verdade é essa. Mas acho que quem se veste mais formal acaba por conseguir passar mais despercebido. E portanto, todas as ações que têm, seja, por exemplo, imaginem dizer um palavrão ou assim tipo uma pessoa que diz um palavrão que tem uma camisola de futebol e uma pessoa que diz um palavrão que está de facto. Não sei, se calhar não, se calhar não, porque agora estou a pensar num gandalabrigo de facto que depois está a vestir-se de propósito de facto para fingir que é formal e tudo mais e depois é só um atar e assim, não é? Não sei. Não sei, mas pronto, uma coisa que também me deixou a pensar há uns tempos que eu vi uma passagem no livro do Bruno Nogueira que falava sobre cortesia e honestidade, e era tipo a passagem, eu não sei o que é que dizia ao certo, mas dizia tipo, às vezes nós admiramos a honestidade em demasia, ou seja, admiramos quem é honesto e repugnamos, tipo, odiamos na mesma medida a quem tem alguma diplomacia ou algum sentido de cortesia. Ou seja, por exemplo, intitulado muitas vezes ser falso. E eu, esta semana, aconteceu-me, aconteceu-me, não me aconteceu a mim, eu vi alguém, vi uma situação e pensei nisso. Que é a seguinte: eu estava dentro do comboio e iam duas senhoras a andar a passar para a próxima carruagem. E aqui à frente abriu a porta para passar para a próxima carruagem e não viu que estava uma pessoa atrás e fechou a porta na cara da outra, e a outra estava tipo, já agarrando a porta e não sei o que, e a pessoa a fazer boa da força e ia fechar a porta. Se calhar até foi de propósito, não sei. Mas não me pareceu. E depois a pessoa aqui à frente apercebeu-se, pediu desculpa, anda é que fica a situação. Ou seja, a pessoa que estava atrás estava irritada o suficiente para se calhar ser honesta e dizer tipo, Porra, você não me está a ver, ou tipo, pá, não me estás a ver, eu estou aqui atrás, não me estás a ver, mas não foi. Ela foi diplomática, no fundo. Ela manteve a democracia viva e é verdade. Ou seja, ela foi e sorriu, pediu tipo, ah, não tem mal, não tem mal, e sorriu quando na verdade ela queria tipo, oh chá vale, eu estava tipo a trás, tu estás-me a fechar a porta na troma, mas esta cortesia eu acho que é importante para não sucumbirmos ao nosso estado mais animalesco, ai, sucumbirmos, mas é eu acho que a cortesia é importante para não ficarmos todos demasiado honestos, às vezes é bom ser honesto, é bom ser honesto, mas também é bom às vezes manter uma small talk, tipo, uma small talk manter às vezes uma conversa de elevador, manter uma conversa simples, superficial, nem sempre precisa de ir ao fundo ao fundo, digamos assim, não sei, olha, deixo-vos aqui, são dois takes, malta, são dois takes que das duas, ou vocês se mantiveram no podcast ou bazaram. Estão a perceber? Ou vocês ficaram por aqui comigo a pensar ou bazaram. Olha, uma coisa que não é nada cortês são as portas de passagem para o comboio. Diga-se de passagem, diga-se de passagem que essas portas, epá, assim, CP, imagina uma pessoa ainda dá de barato, os comboios, os atrasos, enlatados, tudo mais. Agora, é assim, eu tenho medo de passar nas portas para o comboio, porque eu acho sempre que vou levar com aquilo, vou ficar ali entalado, e aconteceu-me semana passada. E foi injusto, porque eu não estava a roubar a CP, eu estava com uma mala e a mala passou à minha frente, aquilo detecto como este gajo está a fazer batota! E eu levei com as portas na tromba, meu. Fiquei entalado. A sorte é que eu sou um gajo boeda forte e boeda largo, as portas tiveram que fugir, meu. Mas eu levei, fiquei entalado e fiquei mesmo, fiquei tão triste que olhei para a segurança do tipo, epá, não me faça isto, meu. Tipo como se ele tivesse alguma culpa. Olha, por exemplo, aqui cá está, aqui não fui capaz de manter a cortesia. Se calhar faria mais. Não faz sentido aqui ser honesto, ainda por cima que uma pessoa que não tinha culpa nenhuma, coitado. Eu fico a olhar para ele do tipo, epá! Epá, não posso fazer isto. E ele fica a olhar para mim tipo, eu não fiz nada. E eu, epá, não me entalo. Epá, é que foi mesmo um entalanço e já não é a primeira vez, e é irritante. O que é que uma pessoa faz? Vira-se para a máquina e aqui? E não faz nada. É uma máquina. Também se fosse um ser humano também não se ia fazer nada. Mas tipo, é mesmo irritante. É mesmo irritante ser entalado naquelas máquinas. Essas máquinas precisam de formação de cortesia. E os seres humanos também. Chegando assim ao final do nosso episódio, deixo-vos com uma recomendação. Estamos perante uma recomendação. A recomendação desta semana são na verdade duas. Eu acho que foi só o primeiro episódio que teve uma recomendação. Agora têm todas várias. Eu deixo aqui duas recomendações. A primeira é o canal de marmitas no Instagram da Joana Barrios. Malta, aquelas marmitas têm um ótimo aspecto. Ótimo aspecto, mesmo. Há muitas que são vegetarianas ou veganas, não sei bem. Há muitas que são por aí, mas têm um ótimo aspecto. Um ótimo aspecto. Eu vi há uns tempos. Acho que era uma massa com pesto e um lombo. Não sei se era lombo de peru, se era lombo de porco. Tinha um ótimo aspecto. Mas um aspecto delicioso daqueles que dão a mesma vontade de ir fazer. E agir, porque estão ali numa comunidade. Ela vai partilhando com aquela forma de escrever meio erudita, meio. opá, mas estás a pitar para aqui, mas estás a pitar para aqui. Enfim, meio erudita, meio complexa, não é? A complicar aquilo que é simples, mas ao mesmo tempo isso é interessante e a gir e até demonstra alguma simplicidade, não sei.
SPEAKER_01Olha ela a que é complicado, olha que vamos avançar.
SPEAKER_02É incrível, é incrível, é um canal que está cheio de receitas, cheio de marmitas, tem ótimo aspecto. As panquecas dela que ela apanhei uma vez num reel, têm ótimo aspecto e ela tem uma receita também super própria. Recomendo mesmo aderirem ao canal do Instagram de marmitas se não tiverem ideias para a semana, é uma ótima opção. Outra recomendação que eu trago aqui é a série Fallout. Fallout que está na Prime Video. Ganda série. É uma grande série porque vocês não percebem nada do que é que está a passar, mas ao mesmo tempo percebem. Estão a perceber? Vocês ficam ali e meio tipo, eu não estou a perceber, mas estão ao mesmo tempo. E isso é ótimo. É ótimo, é incrível. É uma série que está na Prime. O que eu mais gosto na série, vocês depois vão perceber, obviamente, se forem ver, é o facto de haver uma personagem que é Lucy, que é uma personagem que vem de origens um bocado ingênuas, e depois acaba por se deparar com um mundo que é tudo menos ingênuo, é cruel, não tem regras, não tem propriamente máximas, é tudo maluco, é tudo à base, é tipo a selva, digamos assim, e é incrível ver isso, é incrível ver também o desenvolvimento de todas as outras personagens, há muitas coisas a acontecerem. Deixando-vos aqui um resumo basicamente, é um cenário pós-apocalítico apocalíptico. É um cenário pós-acocali. É um cenário pós-pós-bomclear, mas é engraçado porque é engraçado, quer dizer, esse cenário não é propriamente engraçado, não é? Imagina isso, cai uma bomba. Caiu uma bomba. Quer dizer, ok, tudo bem. Tu tens problemas mentais? Vai tratar. Não, é um cenário pós-bomba nuclear que é mandada por quem? Ninguém sabe. Supostamente há uma guerra. Será que foi um país? Ou será que foi o próprio país para as pessoas comprarem cofres, para as pessoas comprarem bunkers para ir viver, não se sabe. Há uma bomba nuclear, as pessoas vão viver para cofres, mas ao mesmo tempo percebe-se que há sobreviventes à superfície. É uma série muito gira se vocês curtirem destas maluqueiras assim. Se forem mais de romance e de comédias como a minha mãe, eu não aconselho, mas se forem destas maluquícias, aconselho totalmente. Passamos então para o grande abraço desta semana. Olha, sabes que mais? Ganda abraço. O grande abraço desta semana vai para todas as mães deste país e dos outros. Ser um bocadinho mais clichê, não é? Um bocadinho mais geral, mas eu não quero saber do que é que é. O mega abraço desta semana vai para todas as mães do mundo. Porque eu acho que nós às vezes não percebemos que elas são literalmente quem dá vida ao mundo. Eu sei que isto pode soar, é performativo, é o máximo performativo que eu posso ser. Tudo bem, digam aquilo que quiserem. Mas é verdade. Imaginem, por exemplo, numa empresa, se existe CEO, é porque ele tem mãe. É porque aquela mãe pariu o gajo. Estão a perceber? Se nós temos guerra, Donald Trump versus Putin versus quem quer, whatever. Já nem sei se é versus Putin, eu já nem sei, já nem estou atualizado. Não, mas se temos guerra, tipo, Médio Oriente, e agora vai parecer bem o que eu estou a querer. Mas se temos guerra, malta se temos guerra, vamos avançar com isto. Se temos guerra é porque houve mães que pariram aquelas crianças. É tipo. Às vezes para mim é um bocado absurdo porque nunca parece que sei lá, parece que normalizámos o facto de elas é que estão a reproduzir a dar continuidade à nossa sociedade. Está bem que nós também vamos lá pôr a sementinha. Isto vai lá. O meu abraço vai para as mães todas deste mundo e do outro, grandes mães, grandes guerreiras que nos ensinam muito, são o nosso conforto emocional e motivo, não sei. Conforto, são o nosso conforto sentimental. Agora porquê que eu estou a fazer isto a mim próprio? Sempre que eu quero dizer alguma coisa mais séria, fico tudo inseguro. Mas vou continuar. São o nosso conforto. São o nosso conforto. Sabem muito, são pessoas sábias. Mesmo quando uma pessoa se torna adulto e percebe que as mães não são super-heróis, nem os pais acabam sempre por ser a nossa super-herói. Para não dizer heroína, pessoa mal, super-heroína, tipo super heroína. Super cocaína. Aqui nós. Portanto, o mega abraço desta semana vai para todas as mães deste mundo e do outro. E ficamos por aqui, malta. Ficamos por aqui. Quero só dizer que tenho gostado muito de gravar este podcast. Eu não faço a menor ideia do que é que vai acontecer. Eu vou só continuar com este formato porque é um formato que me diverte. É um formato que também já obtive algum feedback, divertam vós e assim é tão bom. Diverto-vos. Isso é bom. Estamos aqui todos divertidos a partilhar. Digam se vestiam formal ou informal, o que é que preferem. Digam se faz sentido a cena da cortesia. Digam se também apitaram a pessoas numa retunda para elas se sentirem melhor. Malta é sobre isto. Normalmente quem apita numa retunda não é para as pessoas se sentirem melhor, é para mandar perupe, mas não faz mal. Podem dizer na mesma. Tenho curtido muito e vou continuar. Para a semana estamos cá, portanto, uma boa semana para vocês, ok? Meus guerreiros, minhas guerreiros, os puros, uma boa semana para vocês e até para a semana. Beijinhos.