Sempre aqui.
Sempre aqui.
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episódio 5
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oi meus puros, como estão? (a sério digam-me pff)
neste episódio falamos muuuuuuuuito sobre Devil Wears Prada 2, um baptizado, malta da missa que canta super bem, acreditar em Deus ou não e uma história que mantém a esperança na humanidade.
obviamente demos o ganda abraço e a recomendação da semana.
beijoca
Meus pura e a mãe então é assim já receber assim a receber em falsete malta, como é que vocês estão? Eu tive tantas saudades de falar como se fosse bem importante, tudo o que eu estou para aqui a dizer.
SPEAKER_00Como é que você é bem importante?
SPEAKER_02Vai sair esta sexta-feira este single, já sabem como é que é. Como é que vocês estão, meus puros? Como é que vocês estão? Estão bem? Como é que foi a vossa semana? Este tão bem foi tipo pai, não foi? Filhos, vocês estão bem?
SPEAKER_01Vocês têm a certeza que estão bem, vocês não precisam de uma mãozinha nas costas, de um empurrão, de um abraço. Malta, eu estou aqui para isso. Eu estou aqui para isso. Para garantir que vocês estão bem, estão bem? Digam-me, por favor. Estão bem, passaram uma boa semana.
SPEAKER_02Como é que passaram a vossa semana? Passaram a vossa semana a pensar em decidir, estão ali a pensar em decidir, que é daquelas coisas que é irritante. Vocês querem decidir, mas estão a pensar em decidir. É irritante. Malta, se estiverem com essa mentalidade, com esse pensamento aí on the back of your mind. Malta, avancem. Às vezes é melhor avançar. Batam com a cabeça na parede. É preferível bater com a cabeça na parede e fazer um galo do que. Exato. Está bem? Nunca se esqueçam dessa. Nunca se esqueçam dessa, que é mesmo importante. Mas espero que estejam bem. Malta, espero que estejam bem. Sabem estar bem. É uma coisa difícil. Sabem estar bem. De repente passamos aqui para um tema bem profundo. Sabem estar bem. É uma cena, mas não é aqui que se vai resolver o problema da humanidade. Portanto, sem mais demoras, DJ produção soltou o som. Malta, como é que vocês estão? A sério, como é que vocês estão? Espero mesmo que estejam bem. Esta semana para já, olha, devo-vos dizer uma coisa: eu já tentei gravar várias vezes. Não, não vou dizer isto. Ou vou, ou não vou, ou não sei, eu não sei. Epá, é que eu hoje estou mesmo a sentir que não consigo falar. Eu estou a querer falar, mas o meu raciocínio não está matching com a minha língua. Eu estou ou estou a pensar muito rápido, ou estou a falar muito rápido e o meu cérebro ainda está lá atrás. É um dos dois. Ou eu estou a pensar rápido e a falar devagar, ou estou a pensar lento e a falar rápido. Eu acho que é este segundo. Eu acho que é este segundo. Sabem porque é que eu hoje dormi mal. Epá, é horrível dormir mal. É mesmo horrível. Uma pessoa está a dormir, sabe que não está a dormir, mas continua a dormir. E agora? O que é que eu faço agora? E levanto-me, parece que ele vem. Parece que ele veio um balásio no corpo inteiro. Veio uma bala da forma do meu corpo e acertou-me! Mesmo em cheio. Epá, é horrível dormir mal. É horrível dormir mal. E quando vocês vão dormir e começam a contar as horas? Que horror. Pois cá estamos. Cá estamos, isto é que é muito importante. Também é segunda-feira, não é? É, é mesmo. É segunda-feira e à segunda-feira não se pensa muito. Não se pensa muito. A segunda-feira é malta, é deixar ir, deixar acontecer, deixar acontecer as coisas. Ainda por cima eu venho de um fim de semana que aconteceu tanta coisa, e de uma semana que aconteceu tanta coisa, boa, que de repente é tipo, não, agora tenho que mudar tudo outra vez esta semana. Mas é assim a vida, não é? A vida é um bocado isto. Nós respondemos diariamente e parece que temos a certeza de não, eu já sei como é que se vive a vida, é assim que se vive a vida, e depois acordam amanhã e têm de fazer a mesma coisa. Mas não faz mal porque a vida é bonita, a vida é bonita e devo-vos dizer uma coisa. Eu a semana passada fui experimentar aquelas tal, ou seja, eu tinha falado em experimentar, não é? Experimentar o déficit calórico, experimentar ir ver Devil Where's Brother. Ou seja, sei experimentar, ter a minha experiência e averiguar e formular uma opinião, formular ou formar, criar, ou seja, ter uma opinião minha com base na minha experiência. E eu até vos devo dizer que, olha, em relação a Devil Warse Prother 2, pessoal, eu adorei o filme. Eu adorei o filme. Eu vi imensas críticas negativas ao filme, vi que ah, isto já não é o que era. Ah, mas isto é uma mão cheia de nada. Ah, mas foi de temas sérios, ok, percebi onde é que se queria ir, mas ah, mas ela casou e namorou, e aquele rapaz aparece de ontem, foi bem forçado. Ah, mas e morre um gajo. Malta. Imagina. Eu curti, eu adorei o filme. Eu adorei o filme e imaginem. Não é dizer que a minha opinião é melhor do que a vossa. A minha opinião é melhor do que a vossa. A minha opinião. A minha opinião, a minha opinião é melhor do que a vossa. De repente não sei falar. Bem, a minha opinião não é dizer que a minha opinião é melhor do que a vossa. Do que a vossa, quer dizer, não é a vossa. É daquela malta que está ali no canto e nós temos aqui a lugar porque a nossa opinião é a melhor. Credo. Não, não, não, não, não, nada disso. É só que imaginem, o Christopher Nolan disse que o filme estava incrível. Estava terrific. E tipo, se o Christopher Nolan diz, e nós temos uma opinião semelhante. Ai, credo, opa, mas o que é isto? O que é que se passa? O que é que se passa com esta criatura hoje? Credo, credo, Nossa Senhora, comporte-se. João Maria, comporte-se, por favor. Obrigado. Bem, isto é o resultado, malta, é o resultado de dormir 6 horas, duas úteis. Enfim, bem, eu experimentei mesmo. Ou seja, fui ao cinema ver Devilverse Prada, fui com a minha girl e nós adorámos os dois. Gostámos muito do filme. Ela é muito mais cinéfila do que eu e ela adorou. Ela se calhar tinha N de motivos para não curtir o filme e ela adorou, ela gostou, gostou, passou um bom tempo, viu um bom filme, estava entusiasmado, ainda por cima adora a moda. Eu acho que também é esse um bocado o ponto. É que também, se calhar, a malta que não gostou, se calhar também não é? Veste-se mal. Estou a brincar, é uma brincadeira. Estou a brincar, obviamente. Podem se vestir como quiserem, faz treino da Adidas, treino da Samson Knight, malta é o que vocês quiserem, não me interessa, mas acho que o filme pareceu-me bastante bom. Eu gostei, gostei mesmo de ver, até me deu vontade de ir ver outra vez, porque já adorei a playlist. Sinceramente, adorei a playlist, não é uma coisa que eu valorizo nos filmes, mas se estiver lá, eu vou adorar. Assim que começou o filme, começa a dar a Vogue da Madonna, apetece-se logo de dançar, dançar a levantar. Malta a adorar. Adorei, adorei. Depois aquela música também, a runway com a Doce, The Oce, The Ochi, Doeshi e a Lady Gaga. Eu curti, eu curti, Gandasson. Boebo, You've Got to Strut, Born to the Runway, Bebon, Boebon. Os temas. Eu senti que aquilo até acaba por ter algumas pequenas sátiras. Claro que não é muito explorado. Claro que o objetivo daquele filme não é responder ao problema da sociedade e da humanidade. Não é esse o objetivo do filme. Mas até acabou por puxar ali temas bastante interessantes interessantes. A crise dos mídias, como é que as pessoas se comportam dentro de um sistema capitalista? Tipo, o quê? Uma pessoa vai ver isto num filme de moda. Epá, tipo, achei que estava bastante interessante. Esta cena da crise dos mídias, então, o facto de as magazines e no fundo os jornais e qualquer produto que viva da escrita passar a ter que ter uma sofrer esta mudança de escrever para cliques e não para ler, porque as pessoas só vão ler se chamar a atenção. Isto não é bem interessante. É assim, claro que não vai ser um artigo científico a explicar isto, mas só o facto de tocarem no tema e de estarmos a ver ali a experiência de uma, neste caso de uma magazine, a averiguar e a ver e a sofrer essas mudanças e a ter que tomar decisões, não só a parte da gestão de uma empresa, como as pessoas mais normais, digamos assim, que a maioria das pessoas, a maioria da sociedade preenche aquelas funções nas empresas, ok? Nem todos somos CEOs desta vida. Porquê que isto pareceu buy? Estou a justificável é uma coisa que parece bué, clara, não é? Ok, vou avançar. Eu adorei, adorei depois, todo, claramente a Han Anne, a Han, malta, poupa-me nesta, ok? A Ana, a Anna Hathaway, ou Hathaway, ou o Microwave, pronto, ou a Meryl Streep, é obviamente que é sempre bom vê-las. Eu estou a falar como se as visse muitas vezes em filmes, porque sei que são atrizes muito conceituadas e eu já tinha visto o primeiro. Gosto de ver, obviamente, são grandes atrizes, não tenho 300 filmes na moina para dizer se são atrizes ou não, boas atrizes ou não. Eu gostei, eu gostei. E opá, eu adorei, sinceramente. Adorei, desculpem se eu vos estou a desiludir, mas eu adorei, adorei o filme e recomendo, sinceramente, recomendo. É um filme ótimo para irem num date. É um filme ótimo para verem com a vossa mãe. A minha mãe ficou tipo, eu disse-lhe que aquele saiu nos cinemas. Ela ficou ali meio com uma vontade de ir, quer dizer, ela mandou logo aquela de mãe do tipo: Não posso, tenho cabeleireiro, não te disse já, estás a ver? Mas eu sei que se ela não tivesse cabeleireiro, ela ia querer ir, ia gostar. É um filme bom, é um filme bom, fala-se ali sobre AI também, fala-se sobre arte, sobre arte, aquele momento, há ali um momento em que há uma analogia ou uma metáfora. Vou dizer só um paralelismo. Há um paralismo entre a última ceia, aquele quadro que tem Jesus no meio, chama-se a Última Ceia, eu acho que sim. Há esse paralismo entre a Última Ceia e a Miranda, ou seja, a Dona, não é a dona, mas uma cara conceituada de uma magazine, ou seja, que está numa posição que é, no mínimo, invejável para algumas pessoas, portanto, é uma posição que tem poder, que tem responsabilidade e é desejada por mais pessoas dentro daquela empresa, e portanto há esse paralelismo com a última ceia num filme de moda. Epá, eu adorei o filme. Outra experiência que eu tive e tenho estado a ter durante a semana é déficit calórico. Déficit calórico. E eu devo-vos dizer uma coisa, por exemplo, tendo em conta aquilo que eu disse a semana passada, é mesmo importante, e reforço, é mesmo importante nós experienciarmos as coisas, ou seja, experimentar as coisas, viver as coisas e depois sim formar uma opinião. Imaginem, se eu tivesse ligado àqueles vídeos todos e às críticas a dizer, ah, Devil Warada, hoje está uma porcaria. Não ia ver, não ia gostar. Não ia gostar, não, não ia ter esta experiência todavía. E se eu ligasse a déficit calórico e não sei o quê e tudo mais, tipo ah, é doentio e não sei quê, também não ia conseguir formar a minha opinião em relação ao déficit calórico. Eu acho que o déficit calórico é uma coisa, é um, ou seja, é assim, eu acho que há pontos positivos e negativos como é em tudo, mas neste caso é mesmo evidente os pontos positivos e os pontos negativos. Isto às vezes algum sentido. Talvez não, não sei. Ou seja, é positivo o déficit calórico é positivo, vejam esta perspectiva, vejam desta perspectiva. É positivo porque vocês conseguem perceber se tipo podem ou não comer um sim, vocês conseguem perceber, conseguem controlar o que estão a comer, e se conseguem controlar o que estão a comer, conseguem gerir o que comem para imaginem ao final do dia comer um geladinho, comer um pudim, comer uma moça de chocolate. Conseguem fazer essa gestão. Ao passo que, se não tiverem a controlar, vocês estão só a comer à toa, não sabem o que é que estão a comer. Agora, agora, epá, eu acho um bocadinho, não acho que doentio seja a palavra certa, porque não é doentio, não é doentio. É doentio se nós deixarmos. É doentio se nós deixarmos. Acho que por exemplo, vocês pesarem azeite, pesarem alho. Não sei, acho que também não vos permite cansa, também é demasiado controle, sabem? E eu sou adepto de, por um lado, é tipo equilíbrio. Ou seja, devemos ser realistas, mas ao mesmo tempo também devemos ser um bocadinho delusional delusional? Ou tapadinhos, para essa expressão portuguesa, tapadinho, às vezes também é bom ser um bocadinho ceguinho. Isto é uma questão meio profunda, de repente. Será que é bom ser realista 100%? Ou tapadinho a 100%? Não sei, eu acho que é bom ser equilibrado, obviamente. O equilíbrio na vida é tudo, não é? Agora como? Mas é isso. Eu acho que é bom também não pesar tudo. Se não, é pá, também calma. Nem sei se tenho pachorra, para tal. Eu acho que não tenho. Eu meto, eu tento assim calcular, por exemplo, azeite. Compro aquele de spray e mando tipo 4 sprays e dá um pronto. Depois fica uma ou duas ou três calorias a mais, vá, ou 20 calorias a mais, ou 20 calorias a menos, é pá, pronto, ok, não é por 20 calorias para mim, está-se bem. Agora, se vocês quiserem controlar mesmo e ficar mesmo six, já aí acredito que tenham que controlar mesmo a um milímetro aquilo que, neste caso, há grama, aquilo que estão a ingerir. Agora, se forem um comum mortal como eu, eu diria para serem ceguinhos e realistas ao mesmo tempo. Este fim de semana também tive que voltar à minha terrinha, porquê? Porque fui um batizado. Foi um batizado, que é uma coisa sempre muito bonita, não é? Deve ser pai das cerimónias mais bonitas que nós seres humanos decidimos criar. Deixa eu aqui se isto estava a gravar. Há de ser pai das cerimónias mais bonitas que criamos que nós decidimos criar, em conjunto com o quer dizer, em conjunto com o casamento, também agora não estou lembrado de mais nenhuma. Festa de anos, que não tem nada a ver. Mas não sei, o batizado quando é uma criança é uma coisa muito fofinha, é uma coisa muito bonita. Claro que se vocês forem céticos e não acreditarem em nada, estão tipo, ah, mas aquela criança não podia ser batizada. Pronto, ok, está bem. Ok. Não acho que seja necessário ver as coisas assim, mas foi super bonito. Foi de uma menina, a menina foi batizada, fico super contente epá, eu devo dizer uma cena. A missa é sempre uma cena que aquilo eu respeito, mas aquilo dá mesmo vontade de rir. Há certas coisas que dão vontade de rir. Eu estava na missa, andado esquerdo, eu estava naquela fila do meio, portanto, há aqueles bancos que são sempre bancos meio tipo. Aquele assento que está lá é para os pés, aquele assento para os pés, aquilo é para os pés, é para os joelhos, é para metermos os pés debaixo daquilo. É um assento que é um bocado confuso. Sinceramente é um bocadinho confuso. Mas pronto. Também não sei se os bancos são todos iguais em todas as igrejas. Eu acho que não. Não é? Ou são? Acho que não, era um bocadinho estranho serem iguais. Mas acho que não são. Ou são, não sei. Olha, não sei. Mas eu estava lá, estava na missa, sempre que aquelas músicas, que aquelas músicas, malta, nós temos que valorizar a malta que canta aquilo. Porque aquela malta está a receber dinheiro com aquilo. Não, não é? É voluntário, ou seja, vão ali de vontade própria. É um voluntariado, ou não? Ou é, não sei. Mas estão ali a cantar músicas, sabem aquilo de cor, mesmo que não saibam, ok, têm a letra, mas para estarem no ritmo têm que saber daquilo de cor. Eu duvido que não saibam. Depois há malta que tem uma guitarrinha, malta que está lá a tocar guitarra e a tocar piano para aquilo, uau! E depois, sempre com uma voz super aguda e assim, não estamos a falar de tipo uma palavrinha aguda, do tipo Água! Não, estamos a falar de uma frase inteira em falcete, ok? Em voz aguda, ok?
SPEAKER_00Do tipo, vós recolhas que fogo esta malta com caraças, esta malta a cantar o hino deve ser uma engraçada, heróis do Bob, tem um voseirão, mas a sério, tem um voseirão incrível e quer dizer, neste caso não é um voseirão, é uma vozinha que se consegue manter naquele tomando bastante tempo e terminam sempre assim, terminam sempre com um twist ali no fim, lastam a se falar mais de repente muda e de repente vai outra vez, achas que vai para o mesmo idioma não vai!
SPEAKER_02Uau, ok? Uau! E não é que pá, eu estou ali a ouvir o padre e do lado esquerdo, do meu lado esquerdo, epá, quando são as canções primeiro assim eu nunca sei bem quando é que é para me levantar, quando é que é para me sentar. Eu tento olhar assim meio de lado que é para ver se as pessoas estão a levantar ou não, se eu sentir que a multidão está a levantar, eu tento levantar primeiro para as pessoas perceberem. Este gajo vem à misa, ele estudou, ele teve na cadeza e eu nem esqueço o batizado, portanto, mas é que uma pessoa está sempre ali, senta em pé, senta em pé, senta em pé. Mas eu estava lá a ouvir e há um momento em que nós nos levantamos e na primeira música há um senhor do lado esquerdo com uma voz, meu. Aia, mas com uma voz, com um vozeiro. Malta, eu achava que era uma coluna. Achava mesmo que era uma coluna que estava ali para tipo amplificar o som. Não, era um gajo, era um homem, um homem, um senhor, mas um senhor, tipo um senhor senhor, era um senhor senhor, um senhor homem, era um senhor senhor. O gajo estava sentado com uma bebê ao colo e com um voseirão. Malta, estou a vos a dizer, eu nunca vi uma pessoa com uma voz. Tão bem projetada na igreja, epa, que buzeirão! Apareceu a música do Aleluia e o gajo Aleluia, epa. Bem, isto tudo com uma bebê ao colo. Pois, olha, olha, olha o machismo inverso. Se fosse uma mulher, já era. Não, nem queria ir para aqui, nem queria ir para aqui, nem queria ir para aqui. Mas o gajo estava com uma voz mesmo incrível, uma voz grave. Olha, acho até, teve vos digo uma coisa. Hoje vamos fazer ao contrário, e o grande abraço desta semana vai para esta malta da igreja, que vai lá cantar, vai lá, vai lá dar as suas cantigas. Eu nem sei se aquilo é pá, se não é, eu não faço a menor ideia. Se calhar depois o padre e a malta da cantiga anda lá assim envolvido num esquemas de pirâmide da igreja, eu não sei, estou a brincar, obviamente, estou a brincar, porra, o que seria?
SPEAKER_01O que seria? Imagina, imagina o que seria, o que seria?
SPEAKER_02O que seria? Não, mas o grande abraço desta semana vai para esta malta da igreja que se voluntaria e Deus existe ou não, não importa, elas estão lá para cantar, estão lá para promover o bem, estão ao serviço dos outros. Claro que é sempre dúbio porque é que as pessoas se juntam à igreja, porque é que há muita culpa envolvida, se calhar as pessoas não são santas nenhumas, não são, mas estão ali todos os domingos a cantar, seja pago ou não, estão lá e isso é importante, portanto, o grande abraço desta semana vai para esta malta. Olha, sabes que mais? Gando abraço, grande abraço por acaso eu não sei, eu não sei, vocês acreditam em Deus ou não? Estou à espera de uma resposta, porque imaginem. Eu estava na missa e, para já, gostei do padre, gostei do padre. Estava aqui a coisa, a processar o almoço, vamos dizer assim, eu gostei do padre porque era um padre que era moderno, era um padre que era meio brincalhão. Ele virou-se para a menina, para a menina que estava a ser batizada e disse: bem, hoje recebemos então o batismo de Xixi Xixi, para esta. Eu não queria dizer o nome da rapariga, porque é muito melhor dizer Xixi. Malta, Xixixi foi batizada. A rapariga foi batizada e ele estava a dizer: hoje entregamos a rapariga como amiga de Deus, tornamos a rapariga como amiga de Deus ao pedido da mãe e do pai, madrinha e padrinho. Boa sorte. Estão a perceber? Foi uma boa piada, foi uma boa piadinha, foi uma boa piadinha numa igreja. Ele é padre, é a pessoa mais próxima de Deus que está ali naquela sala e está a brincar, e também disse uma coisa: ele estava a dizer, estava a ler uma passagem, estava a ler uma página de um livro, pá, não sei como é que se chama aquilo, mas estava a ler uma cena que era normal, ou seja, o que ele estava ali a dizer é que é normal as coisas, a vida ser um pouco condicional. Deus também era assim, mas de repente tornou-se um podcast de hoje. Vamos entregar, não, mas ele estava a ler uma passagem que basicamente dá a entender que Deus é nosso amigo enquanto nós fizermos aquilo que ele nos manda. Ah, pois ele também não é burro, ele é esperto, não é? Não, não, mas agora a sério, ele faz aquilo que nós lhe pedimos, se nós fizermos o que ele nos manda. Ou seja, expliquem-me bem, desculpem, se calhar, mas vocês perceberam, ou seja, eu faço o que tu queres se tu me deres aquilo que eu quero, neste caso aquilo que eu te peço, pronto. E ele, para dar um exemplo assim, este exemplo é isto é perfeitamente normal. Por exemplo, os meus acólitos, que são tipo os miudinhos que estão lá, os meus acólitos, eu também gosto muito deles e passo-lhes os meus ensinamentos. Agora, se eles não fizerem aquilo que eu mando, é pá, vou-me a tirar a luz para debaixo do autocarro, como é óbvio. Quer dizer, hoje não, porque hoje é domingo. E o Tung só passa à segunda-feira. Eu gostei da piada. Eu gostei da piada. Acho que estava com um humor. Assim, aquilo não é para toda a gente. Aposto que os velinhos ficaram logo assim.
SPEAKER_00Ui, este padre, este padre, eu detesto. Eu detesto este padre. Este padre é uma porcaria.
SPEAKER_02Detesto isto. Isto não é para ser assim. Logo ali, na fofoca, os velinhos. Ah, não, que os velinhos não são, os velhinhos são quem propaga a fofoca. Mas gostei, gostei de ver o padre, gostei de ver ali a brincar. Houve ali um momento em que o que ele estava a dizer era que Deus muitas vezes nós queremos que Deus apareça e faça por nós, no fundo, que nos substitua. Eu acho que esse argumento é o que muva muitas pessoas a não. Ou seja, essa ideia é precisamente o que as pessoas que não acreditam em Deus têm e usam para não acreditar em Deus. Por exemplo, porque é que temos guerra e Deus não aparece para resolver a guerra. Se Deus existe, porque é que temos guerra? Porquê que temos conflito? A questão é, eu acho que eu sinceramente já estive mais longe de acreditar. Eu gosto sempre de tipo lhe dar ali malta, eu não acredito bem em ti. Estás a responder? Não acredito bem em ti. Tu podes existir, mas é tipo: eu não acredito bem em ti. Está bem? Não vou acreditar nunca. Vou acreditar que existe aqui alguma coisa. Eu acho que existe alguma coisa. Há certos acontecimentos na vida que são demasiado milagrosos ou trazem-nos uma sensação demasiado viva para serem apenas tipo uma emoção ou uma coincidência. Uma vez vi o João Mazarra dizer isto no Alta Definição e fiquei com esta realmente é verdade. De repente ficou sério, mas é verdade. Eu acho que se Deus existe, eu acho que Ele permite nos criar coisas, agir, fazer coisas. A nossa natureza não é boa, nem é má. Nós criamos coisas, umas boas, outras más. Eu acho eu acredito nisso, sinceramente. Claro que podemos isto é uma discussão infinita. Mas também estou sempre a vão dizer. Isto é uma discussão infinita de porque é que então o homem sente o homem, o ser humano, porque é que o ser humano sente a necessidade de criar coisas más. Ou seja, porque é que há guerra, porque é que não há paz sempre, para sempre, porque é uma discussão que podemos ter. Agora, eu acho que se Deus existe, Ele permite nos criar coisas, agir, fazer, não sei. Se Deus ou se qualquer coisa existe, não sei. Acho que não gosto de ver as coisas, por exemplo, nós fomos feitos pelo nosso pai e pela nossa mãe. Claro, cientificamente sim. Mas malta, ganhamos uma corrida. É tipo, podia ser a nossa consciência, podia ser a de outra pessoa qualquer. Isto é ganda theoria, isto é a ganda conspiração. Mas é, podia ser outra pessoa qualquer, não íamos ser nós. Ou íamos ser nós. É ganda blessing nós podemos estar aqui na life, ou não, ou no. Nah, chill. I ask that if Deus exists, or if alguma coisa exists, tal como o padre estava a dizer, exist ao nosso lado. Ou seja, permite-nos agir, permite-nos criar coisas. E está sempre nunca diz bem nada, nunca diz que está certo ou errado. Está ao nosso lado. And observamos, refletimos sobre isso. Achei interessante, achei mesmo interessante o que o padre estava a dizer. Deixa-me ali refletir. A minha opinião é esta, a minha opinião não. Eu posiciono eu concordo com o que ele disse. Ou seja, eu acho que há alguma coisa ao nosso lado, e nós temos a possibilidade de agir, de criar, de dizer, de movimentar, de fazer as coisas andar e depois logo vemos. Eu acho isto. A semana passada também houve uma história. Houve uma história, não, tipo, aconteceu-me uma coisa que foi que eu acho que foi super positiva. Foi super positiva, e fez-me sentir, ok, a humanidade está viva. O ser humano tem este lado bom. De repente estou a falar de Deus e do ser humano ter um lado bom. Mas é verdade, a semana passada eu estava aí para o trabalho e às vezes costumo parar na Starbucks para ver o meu New York Coffee. Como se eu tivesse em Nova York, mas não estou no cais do Sudré. Fui lá buscar um cafezinho e, como estava completamente obcecado por Devil Ware Prada 2, e estavam com essa publicidade lá, eu decidi, para já fui grande chato, porque perguntei o que é que levavam todos os cafés. Desculpa, o que é que levou do Nigel? Desculpa, o que é que levou da Miranda? Desculpa, o que é que levou da Emily? Está bem, é o da Andy. Ainda por cima é que ele era novo, estava bem no primeiro dia a estrear. O gajo estava tipo, ele era brasileiro. Ele estava tipo, ah, cara, eu não. É verdade, isso aí é a primeira vez que está aqui, eu não sei. Oh Suzana, vocês sabem o que é o Nigel? O café do Nigel? Ah, tá bom. É um expresso com chantilli, acho eu. Deixa-me ver, é isso mesmo, é isso mesmo. Portanto, coitado, acabei por pedir o Dandy, porque a personagem principal porque é jornalista e eu estudei essa área e foi-me a forma de manifestar. Então pedi. Recomendo. Recomendo. É tipo, tem quase o poder de uma recomendação da semana, mas não é, mas recomendo. Recomendo. E a senhora foi uma querida. Porquê? Aliás, não foi. Não foi a senhora. Foi assim. Eu pedi ao senhor, mas depois quem me atendeu, quem me deu o café foi uma senhora. Portanto, eles normalmente pedem sempre o nome, como é habitual. Pediram-me um nome, eu disse, Arthur disse João, João, e quando me entregaram o café, escreveram João num cantinho, mas escreveram Andy. Percebem? Andy. Entregaram-me o café com o nome do personagem que eu pedi. E eu achei isso querido porque quando nós ficamos adultos, a nossa criança tende a tende, não é, tende, mas nós assustamos-nos com a vida adulta e deixamos de ou de sonhar ou de ser um pouco childish, ser um pouco infantis, deixamos de acreditar de confiar no bem das coisas e de ter uma certa ingenuidade, e ou seja, eu pedi aquele café Andy precisamente pelo que eu acabei de dizer, ou seja, porque gostei da personagem, porque queria manifestar, porque eu estou no fundo achei uma criança e estou tipo, eu quero aquilo, eu quero aquilo, nem aquilo. E a pessoa ai desculpem saiu-me aqui, um gafanhoto que espivos para cima, para cima do microfone, que espi mesmo para cima de você. A pessoa que me está a atender podia perfeitamente ser mais fria, não é? Tipo, se queres é Andy para quê? Queres este café? Toma lá do café. Chato, sabe daqui? Mas não foi, não foi. Ela viu porque eu estava entusiasmado com pedir aquele café da Andy que se calhar ela nem tem interesse, nem viu o filme, e depois podia estar ali com aquela cena: tipo, sabes que isto é publicidade e isto não tem piada, e é tipo, isto são personagens, nem sequer é realidade, vamos saber. E não, não foi assim. Ela escreveu Andy porque percebeu que eu curti, cria aquela personagem, estava entusiasmado com pedir um café do Devil Resprada porque é Andy, estava entusiasmado, e deu seguimento a esse pedido e a esse sonho. Estão a perceber? Não sei se isto faz sentido para vocês. Eu acho que sim. Ou seja, permitiu-me ser ali criança e olha, toma, és a Andy, hoje és a Andy, estão a perceber? Gostei, achei um ato super fofinho. E depois eu agradeci, olhei para ela e tipo, pá, tu go girl, you go. Tipo, tu dás vida, estás a perceber? Quando eu tiver uma cafetoria vou-te contratar, não, não foi assim. Não, mas eu gostei, gostei daquela atitude e acho, e era uma mulher, e normalmente as mulheres têm mais esta cena. Normalmente as mulheres têm mais esta cena do que os homens, porque não sei porquê, mas os homens eu acho que como têm sempre ali um ninho, têm sempre uma desculpa, são sempre desculpados, têm sempre a mãe ou o pai a confortar. As meninas não, as meninas têm que tipo os rapazes, ou seja, os rapazes e as meninas, as meninas têm sempre que têm que safar, têm que safar, têm que, por exemplo, têm o primeiro período, não sabem bem quando têm que safar, tipo, gestão emocional. Muitas vezes a mãe também não tem pachorra, tem que safar, a mãe da menina não tem pachorra, tem que safar, o pai muitas vezes não tem pachorra, outras vezes têm, outras vezes têm, infelizmente começa a ter mais, mas não sei porque acho que as mulheres são muito mais, ou seja, permitem esta, sabem, não é permitem, é sabem gerir este ser adulto, mas ao mesmo tempo ser criança muito melhor do que os homens. Não sei, se calhar estou enganado, espero que não, mas a minha impressão é esta. Ah, esta semana também vi aqui uma loja há aqui uma loja, mesmo ao pé da minha casa, que os gajos já meteram a loja em liquidação 3 vezes. 3 vezes. A primeira eu fiquei tipo, oh, vai fechar que pena, tipo, que triste. Percebem, tipo, é uma loja local, vai fechar, é triste. E aparecia lá liquidação, stock 70%. Triste. Passado umas semanas, a loja está aberta outra vez. E uma pessoa pensou, epá, olha, a pessoa não desistiu do negócio. Teve aqui sorte, se calhar alguém a comprou alguma coisa, pá, teve sorte, olha que bom, olha que bom. Passado uns meses, volta a estar outra vez em liquidação. E é tipo, epá, fogo meu outra vez, caraças, pá, lixando e passada outras semanas, volta a estar normal. E é tipo, ok. E agora voltou a estar outra vez em liquidação e voltou a estar normal. Epá, é assim, uma pessoa fica com pena, é falsa pena. Ou não? O que é que se passa ali naquela loja? Epá, coisa estranha. Não uma pessoa olhar para ali para a loja a ficar, epá, que triste. A gentrificação, vão ter aqui o quê? Uma Starbucks? Para as pessoas irem pedir cafés da Andy e esses malandros pedem esses cafés. Nem me interessa nada disso. Ando aqui uma pessoa a ficar triste. Para depois, será que é uma estratégia de venda? É, se for, olha, os meus fincheiros, parabéns. Mas é. Bem, acho que é tudo. E portanto, vamos para a última coisa, para a única coisa que nos falta, que é a recomendação desta semana. Estamos perante uma recomendação portanto, para recomendação desta semana, eu diria, ou seja, além desta coisa de experimentem as coisas e depois formem a vossa opinião, e também de irem a um Starbucks pedir um café e também de ah, o café da Andy do Starbucks, além dessas, além desse recap do episódio todo. Recomendo um filme que vi com a minha mãe esta semana. Estou a ficar entupido, não estou, a minha voz está a ficar cada vez mais assim. Recomendo um filme que vi este fim de semana com a minha mãe que se chama Imperfeitamente Perfeita. Eu gostei muito porque porque é que eu gostei? Eu gostei porque, não sei, houve ali alguma coisa em termos de relações humanas que eu gostei não só da personagem com o namorado, portanto, a relação amorosa, como uma relação de amizade barra profissional que ela mantém com um governador da cidade que ela depois se torna governadora e, portanto, essa relação eu gostei do filme porque expôs as relações humanas de uma forma pouco embelezada, ou seja, expôs as relações de uma forma real e ao mesmo tempo há ali coisas interessantes. Por exemplo, é importante se calhar mandar um grito às vezes. Às vezes tudo o que nós precisamos é mandar um grito e mandar um grito com uma pessoa eu acho que é um ato de intimidade muito grande. Mas pronto, olhem, recomendo o filme, eu gostei muito. Basicamente é a história de uma rapariga que ousa uma vida melhor, é ambiciosa em termos profissionais, e ousa ser governadora da cidade. Ou seja, ela quer sobretudo quer ter poder e utilizá-lo para o bem, ao serviço dos outros. E o filme é à volta disso, é no fundo a evolução dela e o caminho dela. Eu gostei muito. Gostei muito. Além disso, acho que a questão das relações humanas nem sequer é o principal. Mas eu gostei de como é que as relações humanas foram expostas na relação. Portanto, é um filme que eu recomendo para verem quando vocês quiserem.
SPEAKER_00E é tudo, malta.
SPEAKER_02É tudo. Olhem, muito obrigado por terem ouvido este episódio. Eu gosto muito. Fez-me bem. Senti que ali no início estava meio perro, estava meio caracudo e agora estou bem. Fez-me bem falar. Portanto, espero que também vos tenha feito rir ou tenha-vos feito bem durante o vosso horário de trabalho, durante o vosso horário de irem dormir, durante o vosso horário da manhã, durante a vossa viagem nos transportes, durante a vossa viagem para uma cidade, não sei. Eu espero que de alguma forma vos tenha feito bem porque vocês fizeram-me a mim.
SPEAKER_01Eu sério, tão lido.
SPEAKER_02Enfim, bem, um beijinho gigante e até para a semana.