Sempre aqui.
Sempre aqui.
Sempre aqui.
episódio 6
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olá meus puros *atchim*
acho que não vou durar muito mais tempo *atchim*
neste episódio falamos de espirrar, estar doente, um sem abrigo que me viu em tronco nu, um coxo e um sem-abrigo que berrou no meio da rua.
demos a recomendação da semana, mas não demos o ganda abraço.
adeus. e é aquele adeus à distância para não pegar doença *atchim*
Olá bem-vindos ao episódio como é que estão meus burros? Como é que estão, meus burros? Até saio melhor agora os meus puros com esta voz assim. Epá, que chati estar doente, meu. Enfim, enfim, a vida continua e tem que ser. E olha, é o que tem que ser, na verdade é essa. Bem, este episódio vamos falar sobre estar doente, espirrar e é só isso. Não aconteceu muita coisa esta semana. Olhem para esta voz, coitadinho. Alguém quer ouvir alguém assim? Fogo-meu, que voz. Olhem para esta voz. Vamos passar o jingle e a gente já fala. Ok? Até já, mas por asqui. Olha, eu nem sei. Nem sei porque é que eu estou assim. Eu nem vos vou perguntar como é que vocês estão. Não vou perguntar como é que vocês estão. Vou direto ao assunto. Não, mas como é que vocês estão, mas pura hoje? Bem-vindos aqui ao episódio 6 de Sempre aqui. Nós estamos literalmente sempre aqui, mesmo com esta voz horrível. Pá, imaginem, eu não sei porque é que. Eu detesto estar doente. É tipo, é uma sensação mesmo chata, porque o corpo quer fazer coisas, eu tenho coisas para fazer, eu trabalho, eu quero ir ao ginásio, eu quero estar com amigos, eu quero dar beijinhos na boca, eu quero fazer o pino, eu quero fazer cenas e não posso. E depois há uma coisa também horrível em estar doente, que é espirrar. Espirrar é uma sensação tão chata, porquê é que eu tenho que espirrar? Eu estou em público, mando 14 espirros seguidos. Para quê? Porquê é que eu tenho que fazer isto? E depois também não há compreensão da sociedade para compreender os espirros, mas é verdade, nós espirramos e as pessoas olham para nós tipo. És uma normal, estás a espirrar porquê? Tipo, como se fosse uma coisa que eu agora apetece-me mesmo espirrar. Agora está mesmo o dia ideal para eu mandar um espirro. Não! Eu não tenho culpa, tipo, uma pessoa manda um espirro, tipo, ah, tchau! E as pessoas normalmente à volta olham tipo, então? Estás a espirrar porquê? Porquê que estás a espirrar? E depois mandas outro, não é? Porque um espirro nunca vem só. É o ditado, o espirro nunca vem só. Um espirro nunca vem só. Mandas um, mandas 14 a seguir, mandas o outro e as pessoas comentam, olha, olha, olha, olha, tu queres ver? Tu queres ver que eu tenho que me passar e a pessoa não consegue fazer nada. E está ali a espirrar, pimba, pimba, pimba, não pode fazer nada. E eu depois quando começo a espirrar, a mandar 14 espirros seguidos. A malta, desculpem lá este desabafo assim logo de seguida. Vocês estão aí com coisas, eu sei eu também, mas é assim, nós temos que me ouvir uns aos outros. Eu estou a farto de vos ouvir, malta. Vocês estão fortes de falar. Estamos aí que há seis episódios, vocês estão fartos de falar, agora deixam-me falar também. Se não, eu pá. Não, mas é que uma pessoa quando começa a espirrar, as outras à volta parece sempre anormal. E depois a pessoa que está a espirrar sente que é normal. Começa a tipo, epá, para com isso, o cérebro ou o organismo. Para de espirrar, meu. Para! Já chega a despirrar, porque agora? E por acaso, isto é uma coisa que não sei se é the nosso ritmo de vida enquanto sociedade temos imenso trabalho andes and a moment. Ultimamente, as meas I think that to say these types of things, for example, a spirro is a necessity human? Why? Ou seja, I think that we'll feel the necessities human, not a spirro as necessities of what they are, for cause of this rhythm to be accelerated, ultimately I have to feel. Vá, despache, and much to do. You may say this. Or I am normal and mando 14 spirits. But I spirit and fico, despache, é uma perda de tempo. Para que é que eu estou a fazer? Vá, vá, vá, tenho mais que fazer, meu. Ai, ai, ai, esta cena, pá. Esta cena, eu digo-vos uma coisa, eu estou assim, eu estou assim, mas eu vou-me tentar compor. Vou-me tentar compor. Malta, vou-me tentar compor. Vão tentar construir no fundo. Como é que vocês estão? Desculpem lá, tives recebido assim, mas tinha aqui esta aqui no Goto, tinha que sair, malta. Como é que vocês estão? Estão bem? Também estão doentes. Deixem estar aqui a ver se eu consigo passar aqui a gripe pelo áudio, pelo ouvido, vais entrar pelo ouvido daqui a nada estão a descer. E a espirrar. A única coisa boa de estar doente é que uma pessoa fica até com uma voz assim meio tipo atraente, não é? Fica com uma voz assim meio atraente. Eu acho que até já tinha falado disso aqui no podcast. Mas olha, por acaso, esta semana, em termos de acontecimentos assim meio estranhos da vida, não me aconteceu nada. Não me aconteceu assim nada de mais, tirando ali um dia em que o sem abriu a rua que eu já vos falei. Viu-me ali que estava a olhar diretamente ali para isto é um acontecimento super normal. O gajo basicamente estava especado, não estava a especado, ele estava a olhar a andar e a olhar para a minha janela e eu estava em tronco nu a olhar para ele. Portanto, neste momento somos namorados, é assim que funciona. Por acaso nunca mais o vi. É engraçado que o gajo viu-me em troncnu e desapareceu. Ele deve ter ficado tipo, eia não, desculpa lá, isto também é isto também já é too much da tua parte. Ele se calhar não gostou muito daquele que viu, então foi-se embora. Mas olha, não gostou? Gostasse também, porque não é para todos. Por acaso, em relação ao Sem Brigo, eu a semana passada trouxe o carro aqui para Lisboa e estava a estacionar, estava a ir para casa. E quando estou a ir para casa, oço. Ouço, oi, ouço a falar sozinho. E ouvi-o a dizer assim, fogo meu, porque é que é sempre o mesmo? E foi mesmo boé triste. É mesmo boé triste. Isto já me aconteceu várias vezes, tipo, uma vez apanhei um coxo tipo a andar e uma pessoa fica automaticamente triste porque é tipo, a pessoa é coxa. Isso é triste, porque é que a vida é assim? Porquê é que as coisas são assim? Eu posso ser, eu posso ser coxo para não ser ele, mas ele não tem que ser cocho. Mas posso ser eu? Não sei, malta, eu acho que isto pode ser por estar doente. Também. Estou assim, estou mais sensível. Mas por acaso também, em termos de sem abrigo, ontem a chegar a casa também apanhei um sem abrigo de cadeira de rodas a gritar no meio da rua. A gritar no meio da rua. Mas a gritar mesmo tipo e uma pessoa ficava tipo. Ok. E depois eu passei ao lado dele, boi assustado, porque tinha boa medo do que é que ele podia fazer, né? E o gajo outra vez. Acho que isto foi o acontecimento. Foi o único acontecimento aleatório que me aconteceu durante a semana passada. Também tivemos o lançamento dos álbuns do Drake. E eu o que é que vocês acharam? Vocês gostaram? Vocês ouvem Drake? Eu devo-vos dizer que achei icónico. Achei os álbuns incríveis. Aliás, até devo dizer que nem achar o álbum incrível. É achar todo o buzz à volta do lançamento do álbum uma coisa incrível. Agora, e tem imensos clássicos, atenção, tipo Shabang, Shabang, Make Them Cry, Make Them Know, Make Them Remember, Make Them Pay. Tudo isso, adorei, todas, todas as make them Eu adorei. Achei é que para já eu não sabia que ele era only child. E logo aí eu relacionei-me, fiquei tipo. You no Adriac, we are desem porque eu acho, eu vou ser honesto, esse eu às vezes enquanto filho único sinto que não sei bem brincar, eu não sei brincar. Tanto que a semana passada e há algumas semanas eu tenho vindo a notar que quando as pessoas se metem comigo, tipo numa brincadeira, eu fico um bocado sem palavras. Eu fico um bocado, é o chamado encunado. Desculpem uma expressão, não quero ferir suscetibilidades, mas é como eu fico, eu fico tipo, parece que entro em pausa. O que é que eu digo agora? Por exemplo, já me aconteceu no trabalho a oferecer alguma coisa a alguém e a pessoa brincar que seria algo que eu também iria fazer, do tipo, ah, só me estás a dar isto e eu o meu instinto é levar aquilo um bocado a sério e ficar tipo, como assim? Tipo, não estás a gostar, tu que eu te estou a dar? É tipo como se eu levasse tudo bem a sério, e eu sinto que isto é uma coisa de filho único e sabendo agora que o Drake é filho único, isso explica muita coisa, explica muita coisa, porque ele não ganhava mais, eu adorei, adorei as músicas, adorei ele estar a bifar toda a gente, está a bifar tudo e todos, tipo, ok, boa, mas ao mesmo tempo tu não eras mais icónico se ignorasses tudo e lançasses um álbum como, por exemplo, o Honestly Nevermind, que é um álbum de house, e um álbum tipo bom. Pá, aí dos melhores álbuns, na minha opinião, que ele fez, e tipo, digam o quiserem, I don't give a fuck. Porque é essa a energia que está ali. É tipo, Honestly, I don't give a fuck. I don't give up, é porque está doente e atingi flow state. Achei que ele não ganhava mais em lançar um álbum tipo dance. Tanto que eu vi uma review de um gajo que eu adoro que se chama I'm Don't I. Eu adoro fazer reviews porque ele é bem engraçado. E ele dava a dar review àquela música que é Too Hard for the Radio, Too Hard for the Radio. Ué boa essa música, até chegar ali ao ponto da transição, em que ele de repente começa a tipo, Yeah, mas agora eu estou a farto de cantar e vou pifar com toda a gente. E pá, tipo, calma, tipo, calma, mantém só tipo, não, go back, go back to what you are doing. There you are happy, now you are sad. Ao mesmo tempo eu consigo me relacionar com ele porque eu acho que iria ficar eu ia ficar boé triste se tivesse várias pessoas à minha volta que me tipo que traíssem a minha confiança e acho que isso é uma coisa assim que os filhos únicos levam tudo, é tudo são tipo meninos sensíveis e meninas sensíveis, somos pessoas tipo sensíveis que é tipo, não podes tocar, a pessoa fica logo tipo tocaste-me e agora? Tu tocaste-me, o que é que eu vou fazer? É um problema. Mas nem é de propósito. Eu gostava de saber genuinamente porque é que isto acontece. Porque será que é porque eu recebi muita atenção na infância? É porque eu recebi pouca atenção na infância? É porque eu estou habituado a que tudo aquilo que eu faço seja tipo. receba muita atenção dos meus pais, da minha família. Porquê é que isso acontece? Aos filhos únicos. Porquê é que eles são filhos únicos? Porque às vezes eu nem quero receber atenção e nem quero ficar tão sério. Não quero que aquele assunto seja assim tão sério. Mas não sei porquê. Leve isso tipo muito a peito. Não sei. Porquê é que isso acontece? Gostava genuinamente de saber se houver algum cientista formado em árvore genealógica. Por favor, digam-me. Também tivemos o lançamento do álbum do Prof. E. Ganda-album. Ganda-album está coeso, está uma coisa boa, está uma coisa coerente. Uma pessoa ouve do início ao fim. A minha favorita foi a Príncipe. Boé bom. Boé bom. Boa é bom. Achei, achei. Boé bom. E portanto. Olha. Ganda recomendação. Estamos esperante uma recomendação. E pronto, malta, eu acho que é isto. Esta semana eu também não senti que devo dar o grande abraço a alguém. Não senti. Olha, se calhar vai para os doentes desta semana. Mas não senti, não apanhei nada que. Não, esta pessoa merece o grande abraço. Não, não. Não, esta semana ninguém merece o grande abraço. Até porque eu se der um abraço, vou constipar. Opá, e estou de mamado. Estou de mamado. Eu gostava de ter mais para dar, mas eu sinto que é aquilo que eu consigo dar esta semana. Olha, é o que temos. Não temos muito mais. Olha, e é assim até para a semana, acho eu fazer um choradinho para vocês agora voltarem ao vir. Por favor, não desistam de mim. Enfim, malta, tenho uma boa semana. Andem sempre agasalhadinhos com o boneco. Isto é a primavera engana. Isto é a primavera engana. E depois olha, ficam assim aqui com o meu tio e o João. Não, sério. Tenho uma boa semana. Até para a próxima. Até para a próxima. Malta nem para isso. A constipação já me está a subir para o cérebro, malta. Isto já não está a mesma dar. Mas olha. Obrigado por ouvirem mesmo assim. E deixem uma moedinha depois no final deste episódio. Enfim, malta. Beijinhos e até para a semana.