Sempre aqui.

episódio 9

João Rui

Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.

0:00 | 37:22

meus puros, saudades. não nos ouvíamos há uma semana :,) 

neste lindo episódio falamos da minha mãe, de 1 ouvinte na Rússia, de pessoas loucas, de andar de autocarro ao pé de um cinzeiro e de putos nus a serem despejados no mar pelos pais. para o final senti-me mal por ter dito que os bébés são brancos, mas na verdade eles podem ser o que quiserem eu não julgo eheh xD #erasóumaobservação #esperonãoterofendidoninguém #paznomundo

demos o ganda abraço e a recomendação do costume. 

ganda beijoca <3  

SPEAKER_01

Olá meus Espuros, como é que vocês estão? Estão bem? Ui, olha tão bem os Espuros, como é que vocês estão? Estão bem? fiz esta pergunta Meus Espuros, bem-vindos ao episódio 9 de sempre aqui Episódio 9 Uh Uh 9 Uau Como é que vocês estão? fiz esta pergunta Pois é Estão bem? fiz esta pergunta também Olha, eu espero que vocês estejam bem, tenho muita coisa para vos contar, muita coisa, não é?

SPEAKER_03

Gatinhos e gatinhas Ah gatinhos e gatinhas quem sabe sabe, quem não sabe, não sabe.

SPEAKER_01

Eu também estou aqui a fingir que sabia deste Olá gatinhos e gatinhas, mas tipo foi a minha namorada que me mostrou e eu fiquei a par, não estava nem a par, mas pronto, oh gatinhos e gatinhas Bem também a andar se calhar um áudio diferente, ou não?

SPEAKER_02

Está a dizer nota ou não esquerda Comprei ali na esquerda ali comprei ali um cigarito ali um cigarro Sigurito também, um segurito Sigurito Segurito Ai, não vi cigarrito Ai ando É melhor Vamos lançar o jingle É melhor não é?

SPEAKER_01

Vamos lançar o jingle É melhor e a gente fala Está bem? Até como é que vocês estão? Como é que se estão a sentir? Tiveram uma boa semana Tiveram uma boa segunda-feira ontem Olha, eu digo-vos uma coisa Estou muito contente porque a minha semana correu bem Ontem, ontem Não, semana passada Semana passada correu-me bem Sabendo é que eu estive no Algarve Abenhaçale Não foi a semana toda, podia ter sido, mas não foi vamos primeiro vamos falar sobre uma coisa que não quero calar, um assunto que não quero calar Este áudio melhorou, não foi, melhorou bastante, bastante Eu vou explicar, eu estava a gravar com um microfone Horrível Hurrível Está bem? Mesmo horrível Eu estava a gravar, parecia um sem abrigo, a sério Eu gravava com o micro parecia um sem abrigo, mas um sem abrigo, premium, premium premium plus premium Max, premium Plax, plaqué Mas eu gravava com um microfone USB, não é que este agora tudo o que eu dizer, é claro que vai parecer tipo, ai sim, sim, isso é que é um sem abrigo, devias ver como é que está ali o sem abrigo, tem o podcast do chão Não passa Ah, pois, dizia como é que ele está sem abrigo é triste sempre Vá, não, não vamos por aqui Não, mas eu gravava mesmo, pá, o meu microfone estava a interromper, então às vezes eu tinha que, eu estava a gravar, estava a falar e tal, e de repente olho para o computador e o áudio não está a gravar triste então tive que compensa, não é? Compensa ir comprar, estou a justificar as minhas ações, justifica mais rendido, mas este áudio é muito melhor ou não?

SPEAKER_00

Parecemos aqui um profissional A semana passada aconteceu-me uma coisa muito boa e ao mesmo tempo muito má, porque assim eu acordei de um sonho horrível, horrível Sabem aquele vídeo do Cristiano Ronaldo e do Fábio Coentrão, em que o Fábio Quentrão lhe está a tirar uma fotografia e o Ronaldo responde: tipo, horrível, horrível, horrível, horrible, horrível, horrível com centrão, horrível, foi horrível o meu sonho, porquê?

SPEAKER_01

Porque eu acordei com a sensação, e ainda nem tinha bem acordado, eu estava ali meio a acordar com a sensação de que a minha mãe tinha falecido, eia bem querida de Nossa Senhora, querida de Nossa Senhora, o sonho lembro-me perfeitamente. Eu estava, a minha mãe tem um cheiro característico que é ela pelo menos o cheiro característico que eu tenho da minha mãe, eu acho que todos temos um, o da minha mãe é cabelo lavado e cheiro a cigarro ao mesmo tempo. É tipo cabelo pantero, mas ao mesmo tempo um cheiro a cigarro meio confortável, até sabem, aquele fumador pacífico aceitou, tu e às tantas está meio a fumar. Eu acordei com uma imagem minha, eu estava sentado na cama de um quarto, a falar para o chão do tipo: Ah, não, eu lembro-me perfeitamente do cheiro da minha mãe, eraça aí, bateu-me aqui, bateu-me aqui no peito, eu acordei com uma sensação tipo, credo, eu tenho que ir a ter com a minha mãe. Então fui, fui, aliás, não tinha planeado, mas acabou por acontecer e consegui estar com a minha mãe, foi muito bom, foi muito bom estar com a minha mãe, e eu tenho notado que agora, como estou mais distante da minha mãe, porque estou a trabalhar longe dela, não estou no mesmo District 12 que ela, entendadores entenderão, a verdade é essa. Eu também não sou assim tão nerd para fazer referências a filmes de Hunger Games, mas fica. Como estou a trabalhar longe dela, eu noto que quando estou com ela é sempre o meu beijo e o meu bolsinho e o com todo isso vai acontecendo à medida que eu chegando mais velhos, não é? Eu tenho essa sensação, sobretudo com as mães, elas eram umas galinhas. Agora, ui, agora cada vez mais, ainda mais, não é? Eu dou por mim a falar com a minha mãe, para tenho mais cuidado com ela, ela até está aqui com umas iniciativas e tudo mais que eu aproveito para recomendar: sigam Mary's Love Crochet no Instagram, recomendo, isto é uma recomendação, nem é uma recomendação, malta é uma obrigatoriedade, é uma obrigação, é uma obrigatoriedade, não é obrigatoriedade, é obrigação. E alguém apitou, exato, concordas comigo? Este microfone é bom, mas continuo a apanhar aqui as bozinhas, não estou a perceber. Então, microfone, estás a passar, ok? Aproveito para dizer-vos que a minha mãe está a fazer umas peças de crochê, portanto, sigam no Instagram, Mary's Love Crochet, muito bom. Está a fazer aquelas toucas, estão giras e não sei o quê. Sinceramente, eu aceitei a partir do momento em que vi o Jack Carlo a usar, está bem? Completamente influenciado. É tipo, ai que horror, uma toca, jamais. Vejo um vídeo, um TikTok do Jack Carlo a andar de bicicleta em Nova York, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo. É tão lindo, eu quero uma. Azul e cor-de-rosa. Não fica bem, não interessa, eu quero para mim. Aproveito para recomendar, mas é isto, tenho notado que estar com a minha mãe tem sido muito isto. Eu até tenho mais cuidado com ela, tenho mais atenção à minha demonstração de amor para com ela e depois em troca ela também fica toda contente. Então, por exemplo, as nossas chamadas agora terminam sempre com ai, estou muito obrigado, beijinho, beijinho, não desliga tudo. Por cemos um casal, um casal recente do Nono B, está bem.

SPEAKER_04

Ai, não desliga tudo, não, gosto muito de ti.

SPEAKER_01

Descobriram agora o amor.

SPEAKER_04

Ai, não desliga tudo, desliga-te, não, beijinho, ai, largo, ai, gosto de ti, mas adoro-te.

SPEAKER_01

Também, vá, vá, vá, vá. Pronto, vá, chega. Também aconteceu uma coisa muito gira na semana passada com a minha mãe ainda, que foi eu, portanto, eu consegui ir ter com ela, passei dois dias com ela. Epá, e houve um dia em que eu estava no scroll no TikTok e estava em troncnu de calções. Estava em troncnu, não, não estava em troncnu, então estava tipo smine nu, estava sem nu de calções de praia. Estava como se eu fosse à praia. Estava deitado na minha cama e estava a dar scroll. TikTok, e ela aparece-me no quarto. Ok, eu não estou habituado a esta invasão de privacidade, não é? Isto acontece, isto acontecia antigamente, agora não tem que acontecer. Ela aparece-me lá, tipo, põe-se atrás de mim. Eu continuo no scroll no TikTok porque eu estava bem, aceitei, estou habituado, isto é a infância, era o que era. Ela vem, põe-se atrás de mim, mete-me o telemóvel à frente da casa e assim: vamos mandar uma foto assim. Mas isto é assim agora e vamos tirar aqui uma foto e vamos enviar, estou aqui em tronco nu, aqui com a mama meio gorda, meio dobrada, assim meio em cima da outra, parece fazer forçar um decote e tipo, vamos mandar uma foto assim nestes propósitos. Claro que não. Nem nestes propósitos, nem assim, nem com o. Olha, agora. Olha agora, a mania que o corpo do filho continua a ser seu, mas está tudo bem consigo, ou tenho que começar a tratá-la por você, que coisa, as mães são uma coisa também aconteceu um episódio, eu não sei se foi assim que tinha acordado, ou se foi quando fui deitar, porque é isto. Uma pessoa que começa a demonstrar cuidado, é mesmo isto. É tipo, eu vou deitar a minha mãe, vou acordar e dar um beijinho à minha mãe, fazer festinhas na bochecha, tem que ser, pá, tem que ser, eu fiquei com aquele sonho horrível, ai, não, agora estou a fazer tudo. Mãe, mãe, quer dizer, viajar, vamos fazer tudo. Eu acho que acho que foi a acordar. Ela estava na cama e eu fui dar-lhe um beijinho. Eu inclino-me para. Ela está deitada, não é? Eu inclino-me para lhe dar um beijinho e ela agarra-me o corpo, puxa-me para ela e começa-me a apalpar o rabo. Mas está tudo bem, ok. A minha mãe assim, olha para isto, mas o que é isto? Mas se apalpar o rabo, mas isto é sério, meu. É sério, desculpa, é sério. E depois por cima, a minha mãe manda, não faz isto, não me sobe-me apalpa o rabo, como ainda manda um. Oh, isto ruim tão bom, e então, meu, então, estamos a brincar o quê? Ai, ai, ai, ai, ai. Mas é assim, se também se querem que eu seja honesto, eu consinto. A verdade é essa, eu até gosto, olha, eu até gosto. E então, e então, e então, e qual é que é o problema? E qual é que é o problema? E eu era a criança que dava vizinhos na boca à mãe, e qual é que era o problema? Isso o meu pai pedisse e eu recusava, e então, e então, qual é que era o problema? Qual é que era o problema? Sabem aqueles homens que têm ciumes dos filhos, tipo, aqueles homens que têm ciumes do bebê estar a mamar na mama, no seio da mãe. Isto não faz qualquer sentido, certo? Estamos de acordo que não faz qualquer sentido, correto? Agora, para o meu pai, eu acho que fazia sentido, fazia super sentido, pá, coitado, eu estava ali a dar beijinhos na boca da minha mãe. Olha, estou muito contente de ter o sempre aqui e estou muito contente porque eu gosto de falar, eu adoro falar, faz-me bem, sinceramente, faz-me bem, porque senão eu sinto que depois quem tem que ouvir, quem tem que ouvir este desabafo são pessoas na rua, e assim até aqui faz sentido, está justificado eu poder falar aqui, faz sentido, certo? Certo? Portanto, tenho gostado muito e eu fui reparar, eu fui ver onde é que as pessoas, ou seja, quem me ouve, de onde é que é? Então, mas eu não sei falar. Quem me ouviu um que é que é? Fui perceber onde é que são os meus ouvintes e eu vi que além de termos ouvintes, tipo, na América, tanto do norte como do sul, na Oceania, na Oceânia, mas alguém vive na Oceânia, isso não estava no papel, no mapa, agora eu sei que é a Austrália, mas pronto, era para a piada, ok? Agora, eu vi que nós temos malta, nós, nós, porque isto é nosso, ok? Isto é nosso, que nós temos um ouvinte da Rússia da Rússia, portanto, eu não sei assim, se vocês pensarem, é tipo, quem é o Putin que está a ouvir? Claro que não é, mas imaginem quem é o Putin que está a ouvir. Um gajo que está a criar guerra, ok, está a ouvir sempre aqui. Este é gajo, é muito engraçado. Eu não percebo nada do que ele diz, mas eu acho muito engraçado. Eu sou na minha mão sempre aqui. Olha lá, aquele dias, não percebo. Bomba ali na zona 3, por favor. Que horror! Que horror! Imaginem que é. Ok, não é, é impossível ser o Putin, tem que ser um soldado. Está bem, está um soldado ali na guerra, não é? No meio da guerra, uma trincheira. Ah, não, cinco minutos que é para ouvir aqui um bocadinho do podcast, que é para eu pôr a par. Quer dizer, não é com este destaque, é que o. Ah, não, o soldado também não, não pode ser um soldado, tem que ser um habitante. Não, ainda pior, não é? Ainda o habitante, coitado, nem sei como é que ele tem, coitado, eu sei que não é a Rússia toda que está a ser bombardeada, também não é a Ucrânia toda que está a ser bombardeada, isso é que isto é guerra, isso é que é um assunto muito sensível. Mas ao mesmo tempo não deixa de ser curioso como é que uma pessoa tem um ouvinte na Rússia. E também, ah, não, se calhar era uma pessoa que houve em Portugal que foi de férias para a Rússia. Então é ganda maluco, meu, vai de férias para a Rússia neste momento. Gandamaluco. Enfim, não pude deixar de reparar que temos um ouvinte na Rússia, não sei, não sei. Espero que seja um animal que encontrou um telemóvel e está a ouvir. Vamos acreditar que é isto. Sobre pessoas loucas, continua um bocado a saga. Eu não sei se acho que vos tinha falado, vos tinha falado de um sem-abrigo que vive aqui ao pé, que grita, o gajo grita, meu. O gajo grita para caras, tipo, no outro dia ele assustou-me porque eu estava ao dele, o gajo estava a cruzar-se comigo, eu ia para um sítio e eu não senti, ele vinha no sentido contrário, e o gajo mandou-me um berro. Eu assustei-me. Pois bem, esse sem-abrigo, eu apanhei-o outra vez aqui, eu estava aqui a trabalhar em casa, ok? E apanhei outra vez aqui no meio da estrada, mano, de cadeira de rodas, ok? A ir em contramão, ou seja, estão carros a passar e ele vai em contramão a dar ao braço, ok? E de vez em quando para para mandar um berro. A sensação que eu tenho é que ele está cansado daquilo, está cansado daquela vida que eu percebo que deve ser horrível, como dizia o Cristian Ronaldo para o Fábio Central. Não podia deixar de falar outra vez dele porque ele tem-me aparecido várias vezes, eu não sei o que é que ele não sei porquê, não sei porquê. Uma outra pessoa que também não grita, mas diria que precisa. Foi uma senhora que eu apanhei no autocarro depois de vir de um espetáculo de stand-up. Fui ver e apanhei um autocarro e estou a vir para casa. E eu começo a ver uma senhora assim com um stack. Eu não sei se era meio italiano, se era meio aquele sotaque cigano. Não sei bem qual é que era o sotaque. Sei que ela estava com um sotaque. Eu estava a falar com um colega meu e ela estava atrás de mim sentada, eu estava em pé, e de repente eu começava a vir assim: essa filha da puta vai-me atender o telemóvel, tocou. Essa filha da puta vai atender o telemóvel, tocou. Mano, ela dizia isto. E eu pá, estava a ficar um bocado assustado, de repente olho para ela, como eu confessei aqui, fofoqueiro máximo, cusco máximo, olho assim de lado para o telemóvel dela, tinha 14 mil mensagens enviadas para esse filho da puta tocou que não atende. E tipo, boa mensagens enviadas, pá, de repente ela atende o telemóvel e é uma gritaria no autocarro, o autocarro todo em silêncio. Todo em silêncio. E ela sempre dizia, oh filho da puta, mas tocou, eu não vou parar em Benfica. Eu não vou parar em Benfica. Eu nem sei bem imitar o stack, sinceramente, é um stack, aquilo era tipo multilingue, bilingue, multilingue? Multilingue? Multilingue não existe. Era bilingue. Não, aquilo era mesmo multilingue, eram várias línguas, a mulher tipo meio a gritar, mas meio a ter atenção, que pronto, também não estava ali, não estava num sítio propriamente digno, mas ouçam assim que ela basicamente que ela estava a dizer àquela pessoa, eu não percebi nada da conversa, mas o que eu percebi foi que tinham combinado irem a buscar algum sítio e não foram, e portanto ela apanhou um autocarro, mas ela estava a dizer àquela pessoa que jamais ia até Benfica. Estou a ter agora um reminder de que se vocês ouvem este podcast, esta fofoca é mesmo importante, não é? Para o vosso dia. Eu assim, não, se vocês estiverem mal, pensem nessas pessoas. Imaginem, ela tinha combinado uma boleia, a boleia não apareceu, apanhou o autocarro, entretanto começou a chamar nomes a essa pessoa que não a tinha ido buscar, portanto ela estava-se a deslocar, ela começou a dizer: eu não vou até Benfica, eu não vou até Benfica, eu estou aqui no Jardim Zológico, ao fim da puta do teu cu, caralho, eu não vou sair, eu não vou até Benfica. Desculpa, se calhar estou a imitado, eu sei que isto é muito agressivo, esta imitação, mas ela está nisto está nisto, entretanto, o autocarro para ali no Jardim Zológico barra 7 rios, para, assim que ela salta fora do autocarro, uma gritaria. Uma gritaria imensa, tipo, eu não vou até Benfica, fui na puta, entretanto, o autocarro avançou, parou no semáforo e soube outra vez ela a vir de Jardim Zológico de Sete Rios para Benfica a gritar estou a perceber que se calhar isto não acrescenta muito ao vosso dia, mas aconteceu também uma pessoa que também não deve estar bem da cabeça foi a pessoa que foi ao meu lado no autocarro para o Algarve. Eu estava todo contente. Estou aqui a passar um autocarro, não sei se vocês estão a ouvindo, não confio bem neste microfone. Tens de mostrar aquilo que vale, meu puto, estás a perceber? Eu estava todo contente porque ia para o Algarve e ganda cena, por acaso, ganda cena é que a viagem do autocarro para o Algarve algumas viagens que são durante a noite. O que é ótimo, porque assim aproveitam o dia seguinte. Fantástico. Qual é o stress? É que algumas pessoas vão embriagadas naquela viagem. Pior do que irem embriagadas, a meu ver, porque eventualmente adormecem, são as pessoas que ou fumam estupefacientes ou fumam que nem um cavalo e vão naquele autocarro na meme. Malta, eu ia de maninho tomado, chinelinho no dedo, prontinho para apanhar o autocarrinho para acordar no mar já. ia acordar no mar. Eu ia acordar no mar, não sei como, mas ia. O autocarro estacionava no meio, qualquer coisa. As pessoas que me iam buscar metiam-me no mar, eu a dormia e metiam-me no mar, numa boia. Eu ia pronto para tal assim que o piso fora do autocarro, é no mar. Baninho tomada, cheira bem, com uma suede confortável, com coisinha, com uma meia para dormir. Tive o cuidado de esta companhia, por acaso, não é conhecida por permitir selecionar os lugares, a menos que se pague. Eu paguei, fiz questão de pagar a mais. Chego lá, pá, uma fila enorme para entrar no autocarro. Não estava a contar, mas isto o Algarve é o destino turístico assim tão conhecido, não estou a perceber. Agora vamos todos para o Algarve, é o combinado. Pronto, tudo bem, está uma fila enorme, a gente espera, não faz mal. Entro, estão pessoas no meu lugar. Olha lá, pá, sou eu que posso fazer isto, estás a perceber? Eu sou a única pessoa que pode mudar de lugar se me apetecer, não estando ninguém. Agora, se eu chegar e tiver alguém no meu lugar, é triste. É triste, é chato, eu vou ter que. A pessoa estava ali a aquecer o lugar, estava ali a ganhar, a construir a casinha ali, não é? E de repente eu vou demovê-la da casa que ela construiu. Ainda por cima era um casal, era um casal que ia em conjunto com o outro casal da outra fila e estava grande, com o banco para trás, no vidro, mão é que estamos a brincar. Puto, eu sei que isto está tipo uma revolderia ali fora na vida, mas se um gajo comprou o lugar, deixas-me por favor sentar no meu lugar. Pronto. Pedi: olha, desculpem, vão ter que sair. Entretanto, eles ficaram um bocado tipo, ok. Nós saímos, assim, meio aquele tipo. Não queria nada sair. Mas é que eu comprei o lugar. Enfim, chego e peço para eles saírem. Eles saem. O que acontece? A senhora. Como é que eu digo isto? Tinha mau aspecto. Eu tinha acabado de tomar banho, eu estou na minha plenitude, eu estou lavadinho, pareço um bebê, cheira bebê. Tenho o meu rabinho de bebê que a minha mãe tanto gosta de palpar, e de repente chego e está uma senhora que aqueceu o banco, tem um cabelo. Parece, com todo o respeito, não tem. Desculpem lá, desculpem lá, mas eu sei que a queda de cabelo afeta a todos. Homens e mulheres mais velhos, mais novos, eu sei que é que aquele estava mesmo, coitadinho. Aquele estava mesmo tipo ajuda, epá, que horror. Ainda por cima estava encostada aonde eu vou encostar a minha cabeça de bebê. Eu sei que nós devemos dar grande importância a nós próprios, mas eu tinha a cabeça lavadinha, meu. Eu tinha a cabeça lavadinha. A senhora tinha arguinho que tinha piolho. Eu ia encostar a cabeça onde essa cabeça teve. Não isso, como ela ia ficar ao meu lado. O marido ficou, ah, não, senta-te tu então, que este lugar é o teu, senta-te aqui ao da janela, que é onde está a minha mulher. Mulher, ficas aqui e eu vou para ali. Não, por favor, vão os dois. Sentem-se um em cima do meu outro, fazem o que fazem o que quiserem, mas tipo, saem-nos daqui. Entretanto, vem um inglês que eu fiquei tipo, eia, graças a Deus. Ele, ah, sorry, I'm here. Ah yeah, não fala inglês, saiu. Entretanto, o gajo senta-se e o gajo, malta, imaginem, se a senhora cheirava mal, o gajo, eia, putz, aia man. Sabem quando uma pessoa fuma e cheira mal, cheira cigarro, malta, aquele gajo nem cheirava nem a cigarro nem a tabaco, aquele gajo cheirava a cinzeiro, meu. Aquele gajo cheirava a cinzeiro, put, cheirava a beata, mano. Beata molhada, que nojo. Epá, que nojo, mano. Que nojo. Eu estava ali, ainda por cima, achava que os bancos eram mais espaçados, estava ali, encostado ao vidro, parecia, epá, o que é que me está a acontecer? Estava ali a ter um ataque contra o vídeo. O que vale é que o gajo até era cuidadoso e até deitou-se para um lado e eu deitou-me para o outro, foi um bacana. Mas pronto, fiz a viagem. Achava que ia conseguir dormir, não dormi nada, não dormi quase nada. Aquilo era tipo dormir, acordar. Eu até gosto de dormir em autocarros. É uma coisa que é uma coisa que eu adoro. Se houvesse uma profissão no mundo que fosse testar autocarros, testar o conforto e a comodidade dos autocarros, aí, eu inscrevi-me. eu inscrevi-me. Eu adormesse em qualquer autocarro. Autocarro rede de coisas, autocarro no chibas, autocarro, autocarro da carrisa, cena boa, porque isso é público. Eu às vezes até dormi-se no metro e até diquei aquela cesta, depois assim, e sabe bem. Eu até fazia, eu até fazia isso agora das 2h45 às 7h20, ainda que sejam 5 horas, uma pessoa aceita, vai dormir, ok, ok, epá, não recomendo. É a mesma coisa que epá, não recomendo, mas pronto, fui para o Algarve e foi incrível. Por acaso podia ter sido melhor porquê? Porque estava vento, estava vento, e quando está vento, aquela areia é fininha, não é? Uma pessoa vai para a praia, leva a cara e espera, está tiro. Que horror! Que horror, quem é que fez isto? Quem é que teve a ideia do vento? Vamos acabar com o vento. Uma ventania incrível, enfim, quer dizer, incrível não era, mas pronto, mas Algarvo, lindo. Foi bom, foi bom chegar, mesmo nesse dia, quando cheguei era muito cedo. As pessoas que me foram buscar foi a minha namorada e o meu querido Gerro? Gerro? Não é Genro, pai, não. Sogro! Foi a minha lindíssima namorada e o meu sogro foram-me buscar, depois fomos para a praia. Estava um mar lindo, lindo, incrível, malta, incrível, algarve lindo. Eu verifiquei uma coisa: que foi, verifiquei na praia que ainda muito o hábito de alguns pais meterem as levarem as crianças nuas para o mar para lavar ali a Chiquiliki. Epa nem é por lavar a Chiquilique, um gajo aceitou, aceitamos que aquilo faz bem ao nariz, é para xixi, é para o espaço, é para aquilo é tipo multifunções. A água do mar para tudo. para tudo, deve dar para cozer massa também. para tudo, malta, para tudo. É terapêutico, é tudo, faz bem, ok. Agora, eu vi um pai esperar o bebê no mar, meu. Eu sei que o mar está parado e tudo, mas o gajo estava a pegar-lhe numa mão, o puto estava no. Ok. O gajo estava a pegar nele, parecia que estava a pegar num saco de compras. A meter-lo no mar, meu. Coitado, o puto. Aquele toma, vai o e tal. A pegar nele por um braço, meu, parecia uma caquita, coitadinho. Coitadinho, puto. A pegar nele a molhá-lo no mar e vai lá. O puto branco como calo, meu. Os bebês são brancos. Os brancos. Tem uma pele lindíssima. Lindíssima. Sinto-se falar disto é sempre horrível. Porque pessoas que interpretam isto mal e levam isto para que. Mas o puto levar coitado, humído, pá. Veste-lhe um calção. Agarra-o pelo braço, mas vês-lhe um calçam. Ou dá-lhe umas meias, épá, alguma coisa, um boné, o que tu quiseres. O puto está todo nu ali, no mar. Estamos a fingir que não está ali uma criança nua. Ah, mas é uma criança, não tem mal. É pá, está bem, mas coitadinha, pá, veste-lhe alguma coisa, dá-lhe uma t-shirt, qualquer coisa, agora tudo nu. A espetá-lo no mar. Parece que estás a entregá-lo ao mar, coitado da criança, pá. Enfim, bem, passando aqui esta partilha de acontecimentos muito importantes da semana que passou, vamos então à recomendação desta semana. Estamos perante uma recomendação. Olhem, para esta semana, não é para esta semana na verdade, mas com base na semana que passou, portanto, na semana anterior, portanto, na semana que antecedeu esta semana que precedeu. Portanto, com base na semana anterior, eu recomendo, tenho aqui algumas recomendações, recomendo irem ver o espetáculo de stand-up do Guilherme Fonseca. Olhem, muito bom, muito bom inovador. Sabem porquê? Inovador aqui em Portugal, e não sei se globalmente, eu não sei se isso aconteceu, algum humorista fazer um podcast de basicamente em formato, não é crescente, é em formato decrescente, portanto, do episódio 50 para o 49 para o 48, etc, etc, etc, com o objetivo de formar, ou seja, how to do a stand-up show. Esta tradição foi horrível. Tipo, como fazer um espetáculo de stand-up? Olhem aqui, episódio 1, testar piadas, episódio 2, Piadas correram mal, episódio 3 épá, inovador e útil e bom e agradável ao mesmo tempo. E isso é bom, isso é uma coisa boa, e eu recomendo porque o espetáculo de facto está bom. É um espetáculo grande, é um espetáculo grande, mas super agradável, meu. Super agradável. O público que estava ali também estava do lado dele, e isso é bom, significa que tem ali um público fiel, mas ao mesmo tempo público novo, eu nunca o tinha visto ao vivo, sem ser em testes de stand-up e tudo mais. Adorei, adorei o espetáculo. Gostava de ir ver outra vez, não sei se ele vai fazer alterações ao texto ou não, creio que vai, porque ele parece-me um stand-up comedian for real, não é? Não é que os outros não sejam, mas ele parece-me o mais for real. Ele parece-me mais humorista. Tipo, mais do que eu. Quer dizer, também. Whatever, não me vou explicar. Eu I know what I meant, I know what I meant. Don't fucking cancel me, ok? Não vou quem agora. Mas recomendo. Porque é um espetáculo bom, tem vários tipos de humor, faz imitação e representação, tem exageros, tem vozinhas, tem assuntos pessoais, tem assuntos de atualidade e que têm importância para a sociedade. São piadas, são piadas e vão a todos os campos e isso é ótimo de ver. Vê-se que o humorista escreveu piadas. Olha, se curtirem, curtiram, se não curtiram, pronto, tudo bem. Claro que algumas foram teste e foram sendo cortadas e tudo mais, mas a essência de ser humorista e escrever piadas e escrever piadas sobre tudo o para escrever está ali. E eu gostei disso, gostei muito. Outra coisa que também gostei, por acaso, outra coisa que também gostei foi ele fazer uma piada com algo que é emocionalmente importante para ele sem que o emocionalmente importante para ele corte a piada. Estão a perceber? Se não estão a perceber é porque têm que ver o espetáculo. Não me consigo explicar melhor. Eu recomendo mesmo. Acho que é um bom espetáculo de stand-up comedy em Portugal. Outra recomendação que eu tenho é praia. Malta, praia, praia, praia. Praia, praia, praia, praia, praia, praia, praia, praia, praia, praia, praia, praia, praia, olha, praia. Sabes o que é que isso é? Falta de praia. Ah, mas eu não sou muito. Praia. Praia, praia, praia, praia. Praia, malta é ótimo, ir à praia é ótimo. Tinha saudades de ir à praia. Também é bom ir à praia no inverno, atenção. Haveremos lá, haveremos de falar sobre isso quando chegarmos. Mas agora no verão, praia. Praia, praia, praia. Praia, qualquer uma. Praia, praia, praia, praia, praia, praia. Outra recomendação que eu tenho é ler na praia. Estas recomendações parece que é tipo uma criança que veio ao mundo e está a descobrir-se, não é?

SPEAKER_03

Ai, é tão bom ler, é tão bom ler, é tão bom ir à praia. Ora, um espetáculo de stand-up.

SPEAKER_01

Mas é bom ler na praia e é bom ler na praia o seguinte livro: Crónicas de Margarida. Margarida Rabel Pinto. Malta, Gandalivro. Gandalivro é um livro que eu acho que a edição que eu tenho é uma edição de 2000, se não me engano. Epá, é um livro ótimo de ler. Crónicas incríveis, são de humor, mas também está, tem ali crónicas mais sentimentais que falam sobre amor, que falam sobre o filho, que falam sobre amor platónico e tudo mais. Portanto, ganda livro, para se ler na praia, brincadeira e seria dado ao mesmo tempo. Yin Yang, Praia, Mar, Areia Mar, Areia Água, Bola de Berlim, Correr na Praia. Ótimo mesmo. É um livro que recomendo com todas as minhas forças. É incrível. A forma como ela escreve é, como diria uma professora minha que uma vez utilizou este adjetivo para se referir a um texto de um colega meu que ela leu e ela gostou, e eu fiquei com ciúmes porque ela gostou do dele e não gostou do meu. Delicioso. A escrita dela é deliciosa. E é isso que se sente quando se aquilo. É mesmo delicioso. É bom. É muito bom. Pronto, dadas as recomendações, vamos então ao Gando Abraço desta semana. Olha, sabes que mais? Ganda abraço.

SPEAKER_04

Ganda abraço.

SPEAKER_01

O grande abraço desta semana vai para o. Olá gatinhos e gatinhas. Olá gatinhos e gatinhas. Olá gatinhos e gatinhas. Que fofura. Xavier. Que fofura. Aquele cabelo lindo. Lindo, assim, tipo lisinho, que cai tão fofinho. Tem uma pecheja tão grande. Super fofinho. Não sei porque é que o grande abraço vai pele, ele simplesmente é uma pessoa, é uma criança, é uma criança, é uma criança fofinha. Tem umas pechechas lindíssimas, lindíssimas. E vontade, uma beijoca. Eu sei que isto soube da mal. Eu estou-me a sentar mal porque falei de Lu Putinu.

SPEAKER_02

E de repente estou aqui a dizer que uma beijoca e também tenho aqui para dar grande abraço ao Putu Nu porque estava a ser despejado no mar por causa do pai. Eu sei como é que isto parece, mas não é nada disso.

SPEAKER_01

Não, o meu grande abraço foi para isto, mas esta criança tão fofinha e super divertida. Ele até faz piadas e rice das próprias piadas, e isso é incrível. Portanto, um grande abraço para o Olá gatinho e gatinhas, que eu acho que se chama Xavier. Não sei porque acho que se chama Xavier, ele tem cara de Xavier, se não tem cara de João, porque é porque é fofinho como eu. O grande abraço também, um grande abraço também para o puto que estava a ser despejado no mar, coitado. E para não parecer que também é a dar abraço a putos no mar, o grande abraço vai para o Sem Abrigo de Garadeira Rodas, coitado. Vai para ele. Eu sinto que aqueles gritos às vezes são gritos de ajuda! E deve ser, deve ser, portanto, um grande abraço para ele. Ainda por cima tão caludo que é um grande abraço, não sei se dava um abraço, que ele depois deve ser normal. Eee bem, ok. Vou terminar assim a ficar consciente e achar que tipo vou ser cancelado. Não, um grande abraço para estas três pessoas e é tudo para esta semana. Olha, espero que tenham uma boa semana. Epá, que não sejam despejados no mar como a criança. Está bem? Um grande beijinho, grande abraço e vemo-nos para a semana.