Sempre aqui.
Sempre aqui.
Sempre aqui.
episódio 10
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hey meus puros, como estão?
chegámos aqui aos 10 episódios só a falar da vida mesmo. não são 10 anos de carreiras mas são 10 e por isso é qql coisa eheh. ainda assim espero que gostem.
neste episódio falamos de ósteas, de um Coro de Coimbra, de Santos populares, de estar no Porto, e de vulnerabilidade e descer defesas.
demos o ganda abraço e a recomendação da semana.
um beijo e um abreijo meus puros,
até para a semana! <3
Oh meu espuras, como é que vocês estão? Olha, eu continuo com saudades, vocês não sei o que é que se passa, eu não sei porquê. Uma semana parece muito tempo. Como é que vocês estão? Passaram uma boa semana. Foi uma semana muito comprida, ou não? Foi uma semana mesmo comprida. Não foi, não sei se é do calor, destila uma pessoa, uma pessoa fica destilada. Só a palavra destilada é destilada. Fica seca a pessoa, não é? Tão calor, é pá! Não, não, agora não me apetece, não saio daqui, não é? Eu digo-vos uma cena, já partilhei com vocês, a minha temperatura corporal é de 42 graus à sombra. Eu venho um raizinho de sol, pumba, desmaii. Não consigo mais vencer a rock. Eu rico aqui agora. Não acontece mais nada. Rico aqui nem sentido e não consigo nem mais nada. Não consigo, fico mesmo parado. Epá, e não sei. Não sei, mas olhem, espero que tenham tido uma semana boa. Estou a ter uma ambulância. Espero que não estejam a ouvir a ambulância se tiverem. É mau assim não. Espero que estejam a ter uma boa semana. Eu estou a ter uma segunda-feira caótica. Cótica. Para já porque tenho muito trabalho. Mesmo assim precisei, não, estava a precisar de sempre aqui. Tenho que existir. Eu disse-vos, malta, desde o início. Eu partilho. Isto é um contrato entre mim e vocês. Eu partilho porque preciso. Eu preciso. Sabem essas pessoas que dizem, eu preciso de partilhar, eu acho que sou essa pessoa, sinceramente. Eu preciso, eu preciso, eu preciso, senão isto vive aqui dentro de mim, já vi, não? Se isto continuar a viver dentro de mim, eu qualquer dia vou na rua, mando-me a trinca ou sem abrigo, malta. Pode ser ele, ah, eu mando-lhe um berro ainda maior, não pode ser, não queremos que isso aconteça, não queremos chegar a esse ponto, ok? Estou a brincar, não estou assim tão louco, só um bocadinho, mas não estou assim tão louco. Mas está a ser uma segunda-feira muito intensa porque tenho muito trabalho, acho que é das primeiras segundas-feiras que eu estou a sentir mesmo a segunda-feira, segunda-feira. Mas está tudo bem, vai ficar tudo bem. Vai correr tudo bem, série de guilhermageirinhas, isso corre tudo bem, Rubén Amorim, you know? Essa vibe. E por outro lado, eu ando com um vício que é este, eu vou vos mostrar, por favor, por favor, não me julguem, ok? Por favor, não me julguem, é este vício. É pá, eu sei, é horrível, eu sei, é horrível. É horrível este vício. E sabem quem é que me passou? Uns putos. Porque se vocês repararem os putos agora, estão todos a fazer isto. Deve ser do TikTok, ou de shorts, ou de Reels, sei lá o que é que eles veem. Deve ser disto, e sempre para bater aquela palminha, aquela palma de funk, do funk, e andam aí, eu agora faço isto. E anda a fazer isto às vezes em situações que não devia, pá. Tipo numa reunião. Olha, acabou a reunião. Então meu, então meu, então, meu. Estás quase a mordeu sair abrigo na rua assim, não pode ser. Estás quase a dar-lhe uma trinca, não queremos isso. Eu há 5 segundos. Não, não estou assim tão maluco. Bem, este riso, enfim, enfim. Vocês foram aos Santos? Foram aos Santos ou não? Eu fui duas vezes aos Santos e digo-vos uma coisa, eu chego à conclusão que aquilo é apanhar uma piela e não pensar muito, é apanhar uma piela e não pensar muito. É só assim que aquilo é divertido. Porque eu vou-vos dizer, eu fui a primeira noite, a primeira noite, não a primeira noite de Santos, a primeira noite que eu fui este ano foi ok. Foi ok. Acabou cedo, depois também estava muita gente, então uma pessoa começa a ficar consciente, começa ali a olhar à volta, é muita gente, é muita pessoa, é muita pessoa ali embriagada a tocarem-se nas costas e ai e uma pessoa começa a ficar consciente e começa a ver as pessoas que estão ali também com más intenções do intenções de caçar. Parece que querem comer as pessoas vivas. Uma pessoa sai, sai. Mas depois fui outra noite com um grupo de amigos também acho que influenciou. Foi o mesmo praticamente, mas naquela noite não sei. Havia ali talvez um membro especial ou outro, não sei. E foi super divertido. Foi super divertido. Dançámos, bebemos, and eu comi pela primeira vez uma sardinha nos Santos. E eu vou-vos ser sincero, se a sardinha é super cara nos Santos, tipo uma sardinha de 3€, sim. Se eu compactuei com este roubo escandaloso que eu estava ciente que estava a ser roubado escandalosamente, também. Se a sardinha estava ótima, sim. Estava incrível. A sardinha estava. epá, estava incrível. E eu também vos digo, eu não sou aquela pessoa que come sardinhas, ai não, este ano, este ano a sardinha não está boa, desculpa dizer-te. Não, este ano a sardinha não está nada boa. Não está, não está aquela coisa, estás a ver? Não, eu sou uma pessoa que eu como uma sardinha é tipo, eu não quero saber se está moída, se está sem cabeça, se está sem mano, é para dentro. Vem para dentro do meu organismo, desde esteja com batata brua, tomate. Eis sardinha para mim, ainda por cima, nem sequer faz sentido ser muito seletivo com sardinhas, porque era mesmo aquele peixe de pobre que antigamente era uma sardinha para sete. Está bem. Aonde? Aonde? Comes o quê? O olho da sardinha está bem. E depois andavas ali. Porque comeste um olho de um animal, não é? De um peixe que nojo. Por acaso vi um TikTok de uma rapariga a comer uma sardinha inteira, literalmente pegou no rabo, bota abaixo, vai de cabeça à vais pique. Que nojo, também calma. Tipo, se forem jequinzinhos, aqueles mini jaquinzinhos que até é proibido vender isso e comprar-se a policial, eu não se quer como, ok? Mini jaquinzinho, que é isso? Jequinzinho? Não sei quem, meu tio, não sei. Não, mas esses mini jaquinzinhos é ok. Porque come-se tudo, vai tudo, vai espinha, vai ter tempo. Mas é mini, ok? Agora com um carapau inteiro. Porra. Mas estavam ótimas as sardinhas e eu vou-vos contar a minha jornada de comer uma sardinha nos Santos. Eu cheguei, não sei vim da moraria, não sei onde é que estava, sinceramente. Estava em Alfama? Não sei. Eu não sei. É super vou-vos ser sincero. É super confuso andar aqui por Lisboa. Uma pessoa está na graça, de repente está em Benfica, de repente está em Campli, de repente está em Sete Rios, de repente está no aqueduto, depois está a onde? Onde é que eu estou? Onde é que eu estou? Parece tudo tão distante, umas coisas das outras, mas ao mesmo tempo é tudo tão perto. É super confuso. Mas ao mesmo tempo não, quando uma pessoa sabe. Parece que tem o mapa na palma da mão. Mas pronto, eu não sou essa pessoa. Mas cheguei a um sítio, penso que era Alfama, e eu comecei a cheirar as sardinhas. Eu, porra, é agora, eu vou ter que comer uma sardinha. Vou ter que comer para sair do grupo. Fui mesmo, Neurodivergente ou Divergente, para sair mesmo do grupo. Saí, abandonei o grupo e fui à caça de uma sardinha. Chego ao balcão, peço uma sardinha, ok, são 3€. Eu, ok, na boa, não faz mal, vou pagar com o cartão de refeição. Toma lá, o cartão de refeição não dá. Tenho que sair-te mesmo do pelo. Eu, ok, não faz mal, eu quero mesmo provar esta sardinha. Paguei com o meu cartão normal, pessoal. Ah, agora tens de ir ali para cima para o grilhador. Olho para cima, está uma multidão de gente e um grelhador no topo da multidão, a abanar as brasas. E eu, ok, mas tudo por uma sardinha, enfrentei, comecei a perfurar a multidão, a subir, a transpirar, não é? Toda a gente a suar, coitados, todos ali, mas a dançar. Mas não interessa, nós queremos a sardinha, portanto, continuei a perfurar. Cheguei ao grilhador e o gajo estava a meter as sardinhas fresquinhas, agora na brasa, naquele momento estava a meter as sardinhas fresquinhas. Começa a banar, levanta-se uma nuvem de fumo, parecia que estavam a fumar para cima de mim. Sinceramente, parecia que estavam a fumar por cima de mim, eu ignorei, é para comer sardinha, eu não quero saber. Vou passar a cheirar mal, vou passar a cheirar a peixe fresco, não importa, eu estou aqui para comer sardinha. Pus-me ao lado do grilhador sozinho, rodeado de pessoas a dançar. Sozinho, mas também a dançar, que era para também não parecer muito estranho, não é? De repente o pessoal olhava às pernas da sardinha, então, vais aos santos para comer sardinha? Não, também tens que dançar um bocadinho. Portanto, também pus-me a dançar um bocadinho e o homem, o grilhador, quer dizer, não era o grilhador, não era o grilhador, o grilhador mesmo. Foi o gajo que estava no grilhador. Eu tinha comprado uma sardinha e o senhor ofereceu-me uma segunda sardinha de graça. Nem pediu nada, foi mesmo aquele. Olha, meu puto, eu sei que isto é caro para caraças, ou menos pagas um euro e meio cada sardinha, é justo, não é justo também, mas pronto, mas obrigado pela segunda sardinha, foi incrível. Consigo uma fatia de pão, consigo duas sardinhas, pimpas, está, veio pronto para comer as sardinhas. Mas agora há que voltar para onde eu estava. Há que voltar para o meu grupo de amigos para quê? Para eu mostrar que estou a comer sardinha, que é bem importante, eu preciso desta atenção. Malta, nem para mim, estou a comer uma sardinha, tenho que ver com uma sardinha. Esse é que é o objetivo de eu ter que comer sardinha. Não, queria ir para o pé agora dos meus amigos, mas agora é descer e há outra vez a multidão. Mas desta vez a multidão estava a olhar para mim como se eu levasse, como se eu fosse o Cristiano Ronaldo. A sério, eu senti-me por um momento senti que tinha ali a cura para uma vida feliz. As pessoas estavam a olhar para mim com os olhos de oh meu Deus, eu sei: eu sei que tenho um podcast, mas ainda vemos as pessoas olharem para o meu prato e eu sou assim: uma! E eu tipo, eu não sei como é que ainda estou vivo, porque a minha resposta foi não caralho. Mandei um não caralho, mandei um ali no meio da multidão, seja a levantar, e eu hoje não estar aqui para gravar o podcast, mas eu disse a seguir, deixo entretanto uma mão meio que tenta tirar uma sardinha, acho eu, não sei o que é que aconteceu, porque ele levava o prato ali em cima, levava o olé, levava ali, estava ali a bailar assim nos ombros, e levava o prato acima da cabeça, assim como uma sardinha, as pessoas todas a olhar e eu, oh meu Deus, o que é que vai acontecer? Entretanto, uma sardinha salta do prato, parecia que ainda estava viva. A sardinha salta do prato e eu dou um reflexo do Homem-Aranha, agarra a sardinha, mete outra vez no prato, siga caminho, a este ponto uma pessoa com a sardinha já está tipo, que no hoje comi esta sardinha e comi a sardinha. A sardinha, literalmente, eu acho que a sardinha ainda estava viva, e pensou tipo, pá, mas o que é que eu estou aqui a fazer? E mandou-se. E eu, não, não vais, eu vou comer a sardinha, coitadinha da sardinha. Meti outra vez no prato, continuei o caminho, nisto passo por um grupo de mitras e eles dizem: Ei a mano, dá-me! E eu outra vez, a não curtir a vida que tenho, mando um Não, caralho! Não! A brincar, não é a brincar, mas tipo, a brincar é no parque, putz, não é aqui, mano, aqui estás mesmo na zona, estás mesmo para onde para levar uma! Eu não sei como é que ainda estou vivo. Mas estou vivo e estive vivo para saborear aquelas duas sardinhas que eu vou-vos dizer é pá, muito bom. Mas é assim, um bocado nojo comer à mão, sinceramente é um bocadinho nojo comer à mão. Tipo, aquele estava a ferver, fiquei com os dedos de todas as coisas, mas a sardinha estava mesmo boé da boa. Compensou? Eu acho que sim, pela experiência. Se voltava a comer sardinha ali. Tendo em conta que eu consigo fazer uma refeição de sardinhas que com a minha mãe ficam incríveis e custa 5€ por pessoa. Epá, acho que não. Acho que não. Onde é que eu fui lavar as mãos? Só deu chave. Não, também não limpei nada de uou! nada clandestino, simplesmente subiu um bocado a rua, estava uma tasquinha a fechar, eu pedi um pano, limpei até amanhã se Deus quiser. Mas soube muito bem a sardinha. Também estive no Porto em trabalho aonde? No Primavera Sound. Malta, devo-vos dizer uma coisa: Primavera Sound é um festival muito giro, muito tranquilo, uma vibe super tranquila, é super organizado, porque é num parque grande, super organizado, super tranquilo, há imensas coisas para comer, para jogar, imensas marcas que estão ali, imensos artistas. Eu sinto que é um festival da malta que sabe aquilo que gosta, sabe aquilo que gosta, não precisa de impor ao outro aquilo que gosta, está ali bem a ouvir o seu ex? É o X Sex Tentação que foi ao festival? Não, esse não deve ter ido certeza. Está ali a ouvir os seus de XX, os de Cure, os gurilas, está ali a ouvir aquele alternativo, aquele tecno, aquele instrumental. E não precisa de impor ao outro. Sinto que eles estão ali todos muito contentes, todos muito alternativos. Eu estava lá todo betinho lá no meio, mas tentei disfarçar alternativo fazendo um Yeah, estou a brincar, não fiz nada, gostei muito do festival, pareceu muito organizado agora. Agora fui à casa de banho e abri a porta e estava lá uma senhora, coitadinha, coitadinha. Eu estava aflito para ir à casa de banho, as casas de banho pareciam todas abertas, não estava fila, não estava nada. Eu opa, vou numa qualquer pimba, agarro mesmo aquela que está uma pessoa a limpar-se e é, coitado, eu não lhe vi a cara, não lhe vi a cara, mas é uma posição mesmo horrível de ser apanhado em, não é? Eu preferia ser apanhado a roubar, sinceramente, do que ser apanhado numa posição de limpar o rabito, não é? Vocês olham para uma pessoa, ah, está a roubar, e depois olham para outra, ah, está a limpar o rabito, coitadinho, coitadinha ou coitadinho, não sei, nem vi bem, tinha o cabelo curto, portanto nem percebi bem, se calhar, mas como era alternativo, também sabe-se lá o que é que é, não é? Mas quero aproveitar aqui este momento e o facto de eu, enquanto figura pública, ter um podcast para pedir as mais sinceras desculpas a esta pessoa. Eu prometo que não lhe vi a cara o que é que eu fiz a seguir. Fugi, fugi, fugi, aquilo eram duas colunas de casas de banho, não deu numa, vi uma pessoa limpar o rabito, fugi para a outra e fechei-me lá dentro, e pronto, e fugi. Mas queria pedir imensa desculpa, não se preocupe porque eu não lhe vi a cara, portanto, está tudo bem, vamos só ignorar, não estou disponível para limpar o rabito à sua frente e ficarmos kits, mas ignore, ignore que isto aconteceu, está tudo bem, está tudo bem. Sinto que cada vez mais é difícil sermos vulneráveis com alguém, portanto, baixarmos as nossas defesas para alguém e ao mesmo tempo encontrarmos alguém que também esteja disponível a fazer tal coisa? Porquê? Porquê que isto acontece? Eu acho que acontece porque nós temos medo da reação da pessoa que nos está a ouvir. Será que aquilo que eu vou dizer é cancelável? Será que aquilo que eu vou dizer é ridículo? Será que aquilo que eu estou a sentir é fraco? Nós vemos isso é um sinal de fraqueza. Será que nós vemos isso nos putos? Hoje em dia, eu ainda sou um puto hoje em dia, na verdade. Mas nos putos mais novos que parecem todos muito fechados e todos muito preocupados em ser em parecer fixe. Claro que isto é uma coisa que eu acho que já acontece há imenso tempo, se não desde que sempre desde que nós existimos. Mas não sei se é perguntar a tornar adulto ou não. Começo não só a observar isto nas pessoas, como também em mim. Às vezes tenho um pouco começo a pôr em perspectiva se faz sentido ou não eu baixar as minhas defesas para esta pessoa com quem eu estou a falar. Isto parece estranho, até porque eu tenho um podcast e venho aqui dizer que a minha mãe me apala o rabito, mas de forma íntima, ou seja, porque é super bom nós quando duas pessoas ou mais também não diria muito mais, não é? Porque também acho que também é importante termos algum respeito pela vulnerabilidade e o respeito acho difícil conseguir-se entre mil pessoas, duas mil, 900 é ok, mas 2000 já é muito. Não, acho difícil conseguir-se com muitas pessoas, acho que é uma coisa íntima, privada, e portanto requer poucas pessoas, mas quando esse momento acontece é muito libertador para nós, seja para quem está a ajudar o outro, seja para o outro que está a partilhar e a falar e a desabafar. É libertador. Às vezes nós sentimos coisas que nem percebemos. I daqui a umas semanas se calhar vou estar a pensar ou a sentir coisas que ao dia de hoje eu nem sequer estou a pensar ou em momentos importantes, eventos canónicos, digamos assim, coisas dolorosas que nós às vezes evitamos um pouco pensar, falar ou sentir sobre esse assunto, às vezes isso acumula e é bom nós chegar ali um momento em que é bom não está aqui qualquer coisa mal, eu preciso de partilhar. É libertador porque há uma sensação de compreensão, há uma sensação de não, está tudo bem em tu sentires isso, em tu estares a pensar nisso, em tu estás preocupado com isso. Não só é bom porque podemos obter uma perspectiva diferente, como também existe esta compreensão, e não estamos sempre na nossa cabecinha e a ter a nossa vida individual que é tão confortável, mas às vezes também é bom ouvir outra cabecinha, ouvir outra vida individual. Olha este raciocínio tão lindo. Não sei, foi algo que falei durante a semana passada e que senti e portanto queria trazer, obviamente, para aqui. Uma coisa que também verifiquei esta semana é que estou a assistir aqui a um casal amigo nos seus primeiros meses de namoro. E é muito giro assistir ao amor no início do namoro, porque é um caizinho, ai, abraço, ai, eu sou. E é ótimo. Esta fase é uma fase ótima, não é? Eu não quero estar a dizer isto naquela de porra, quando chegares aqui à minha idade e casares, metes um fucking do anel, é que tu vais ver esta vida de casado, é mesmo uma cena, então não te casas, está bem? Então não tenhas que é uma relação, se calhar não vale a pena. Não é neste sentido, é no sentido de ser giro estar a assistir ali ao minho wiggy liggy e giggywiggy. E eu sou uma pessoa que às vezes como é que eu ia dizer isto, I vejo estas coisas a acontecer e fico, no, eu também quero isto para a minha relação. Depois tento trazer para a minha relação and too much. É tipo, bro, tem calma contigo, ok? Tenho calma comigo, vou vos contar o episódio. Eu vi este casal amigo a trocar muitos beijinhos, todos contentos, a dançar no meio dos chants, and decidi agarrar a minha namorada who was tranquilíssima a beber a sua sangria. e agarrar-lhe na mão que tinha o copozinho de plástico completamente coitadinho do copo de plástico e quase, quase que metia a voar. Portanto, eu estava a dar aquela música do, eu decido pegar nela e mandar mandar um salto e ela para, para, coitada, coitada da rapariga, só porque eu vi aqui dois marmelos andarem, beijinho, e eu não também quero, como se eu não tivesse isso, pois é, mas entornando este copinho para cima de uma senhora que realmente não tinha muito aspecto de pessoa que está a adorar os Santos, ainda por cima tinha uma mala caríssima que se uma gotinha de sangria caiu isso ali, estou a viver a vida mesmo em modo improviso, estou a viver a vida mesmo sem consequência, não pode ser, não pode ser, mas vir este casal amigo é muito giro porque sinto que é giro, não é como se físemos um bebê a nascer no fundo. É um bebê que está ali a nascer que ainda não sabe bem o que é que é a vida, há ali muito beijinho, ali muito abraço, ali muito dronga, e há muita também realidade boa que vão viver, espero eu, espero eu, estão, estão agora vão, não vão? Olha, agora vou ser eu, a pessoa que vai inserir o tema então e agora o que é que nós somos? Não sei baby, tu é que sabes? Então vou ser eu, ou vou dizer oh meu Deus, oh meu Deus, mas pronto, recomendação deste podcast já dada aqui M de vezes. Namorem, namorem porque é muito giro, namorem, apaixonem, muito o Gito, Gotudo, Gutu e pronto, e já chega de amor, também não estou uma pessoa muito amorosa hoje, ok? Mas namorem porque é muito giro, mesmo namorar, mesmo para namorar, mesmo para manter, sabem, é giro, eu juro que é mesmo giro, não sejam pessoas do tipo, se não quiserem, também não, não é? Também não estamos aqui para de repente este podcast tornou-se um podcast de falar de igreja, falar de amor e recomendar às pessoas para namorarem e conhecerem-se. Sempre aqui, sempre aqui, mas namorem. Olha, porque não? Por que não? E posto isto, vamos à recomendação desta semana. Estamos perante uma recomendação para esta semana eu recomendo-vos irem às praias de Setubal. Malta, incrível. É sem dúvida um 10 em 10. Pias de Setubal, 10 em 10. Literalmente melhor do que o Algarve. Não é tão caro como o Algarve, e é mais perto do que o Algarve. Malta, são praias incríveis. Apanhei dias incríveis de sol e também estão dias incríveis de sol, mas um calor mesmo, calor mesmo, abrasador, com uma água fresquinha para uma pessoa se refrescar. Malta, incrível, incrível mesmo. Se vocês, praia, praia, praia, malta, vão a estas praias porque são mesmo muito boas. Também não vão sempre, porque senão começam a encher a coisa e uma pessoa não curte. Estou a ser o vosso amigo, estou a partilhar, não vão sempre, ok? Mas vão, vão porque é muito giro. Outra recomendação que eu tenho: ao irem para a praia, levem uma Sandes de franga assado do Pingo Doce. Eu não adoro o supermercado de Pingo Doce, não adoro a cadeia, muito menos que a estar aqui a coisa, mas de facto a Sands é boa. A Suns é boa, é uma baguette de frangaçado com maionese e alface. Simples. As simple as that. E é ótima. É ótima, sabe? S, eu nem sei o que é que sabe, sinceramente. É boa. É uma boa suns de frangaçado e é ótima para quem adora comer na praia, mas também não quer comer só uvas ou maçã, precisa de corne. Precisa de proteína. Também não levem o balde de proteína para a praia, que nós, ok? Mas tipo, uma sansinha de franga assado e aquela maionese assim leve alface. Malta, é daqui. É daqui. É daqui. Posto isto, vamos aos grandes abraços desta semana. Olha, sabes que mais? Ganda abraço. O primeiro grande abraço desta semana, e é o primeiro mesmo, vai para um ouvinte fiel deste podcast que é um simples jovem adulto, oriundo de Braga, com bons princípios, adepto do Sporting Clube de Braga, não há muitos. Quer dizer, há muitos, mas tipo, que eu conheço não. Este é o primeiro. E que por obra do destino tornou-se ouvinte fiel deste podcast. Portanto, um grande abraço para ele por ouvir e ser o segundo ouvinte, na verdade, a interagir comigo sobre este podcast. Porque é o segundo ouvinte? Porque a minha Shory já comentou, obviamente. Mas é o segundo. E é isso é bom. E portanto, um grande abraço para Renato Vilassa, que é uma pessoa fantástica. Se vocês tiverem a oportunidade de conhecer, conheçam, que é ótimo. Namorem com o Renato Vilassa. Estão a perceber? Namorem com o Renato Vilassa. Porquê é que não estão a namorar com o Renato Vilassa? Namorem com ele. Outro grande abraço desta semana vai para o Papa. Porquê? Porquê é que vai para o Papa? Malta, esta semana vi um vídeo de um puto a colocar questões ao Papa. E aquele vídeo é nem sei, nem sei que adjetivo atribuir, e vocês já sabem que este vocabulário daqui deste lado não é muito rico, mas eu nem sei, é sério, porque o vídeo começa com uma criança a colocar questões ao Papa do género Papa você gosta de jogar a bola e ele claro, claro, papa você gosta de comer. Claro, claro, papá, porque é que existe pobreza. Pumba! Eia bem! Bem, a sala, vocês têm que ver, por favor, que este vídeo entre na vossa Foreau Page, porque seja em Instagram, seja em TikTok, porque aquele vídeo é wow! Porque as pessoas estão-se a rir e de repente ficam. Estão a ver aquele meme que é tipo que as pessoas põem nos comentários de TikTok que é um gajo a rir-se e depois a imagem fica completamente black and white. Literalmente foi assim e vocês olham para o papa que está com uma cara de ele faz aquela expressão de levantar as sobrancelhas, tipo, pois é verdade, é verdade. Em italiano, não estou a dizer em italiano, é verdade, é verdade, e coitado, coitado, não é? Porque, por um lado, se há pessoa que eventualmente sabe responder àquelas questões, é ele, é o Papa, questões como porque é que Deus queria que existisse pobreza e riqueza, porque é que se existem tantas pessoas mal no mundo, porque é que nós não as ajudamos, sendo que até existem bastantes pessoas no mundo. Estas questões são questões, wow, realmente são questões que uma criança ou seja, são questões pensadas com a ingenuidade de uma criança, não é? Porquê que existe pobreza? São questões que têm esta ingenuidade, mas ao mesmo tempo são questões pertinentes de levantar. E se há quem consiga responder, ou se há quem tem a responsabilidade, ou se há alguém a quem faz sentido colocar estas questões é ao Papa. Por outro lado, coitado, porque ele é só um ser humano. Ele também precisa de ir à casa de banho, ele também acorda e bebe café, ele também dorme, ele também tem as suas dúvidas, as suas questões, as suas inseguranças, coitadinho, não é? Coitado, pá. Ele também vai às compras ou não? Não sei se ele pode ir às compras por acaso, mas ele tem, ele é um ser humano e também não sabe responder de forma absoluta a estas questões, não é? Portanto, grande abraço para ele, porque ele estava mesmo com uma cara de quem precisava de um abraço. E coitado, portanto, sempre aqui, meu puto papa, grande abraccio abraccio para tutti para tutti? Não, para ti. Te mando um grande abraço. Pronto. Gran abraço para o papa. O outro grande abraço e último desta semana vai para o couro de Coimbra. Malta, porquê? Porque eu estive na benção das pastas em Coimbra. Estava lá na benção das pastas de uma amiga minha e cantaram bué. Malta, este couro cantou bué, mas bué da bem. Eu estava a ouvi-los e a certa altura eu estava tipo, que música é esta? Eu quero guardar no Spotify. Ah, calma, isto não está no Spotify. Malta cantavam lindamente. Eu acho que foi a primeira vez que eu ouvi a música Santo Santo é um Senhor, Santo Santo é um Senhor, Senhor dos Unidas, Senhor, mas bem e ótima, e com ritmo bem. Tanto que eu depois até perguntei à pessoa que estava ao meu lado, olha, desculpa, sabe como é que se chama este couro? Que ela também me respondeu, não vê que está na camisola, olha, menos, está bem? Estou a querer ser simpático. Se não, para a próxima manda-lhe um carenque nessa cabeça você fica aqui enterrada no chão, está bem? Portanto, calma, calma aí, calma aí, a Xantra aí um bocadinho, ok? A Xantra, calma-te aí! Gran abraço para eles, cantam bueda bem, cantaram super bem e estão ali a animar no fundo. Um momento que é importante, é um momento nervoso para os recém-licenciados, é um momento nervoso para os familiares e para os amigos que estão ali à chapa do sol à porta de uma igreja, como se fossem distribuir dinheiro, antes fosse, não é? Não é, mas grande abraço para o corpo que está ali a unir e também um mais 5, um grande mais 5 para o bispo que redigiu ou dirigiu, comandou, conduziu para o bispo que conduziu toda aquela cerimónia, que veio depois cá fora e deu um discurso que foi um discurso sentido, sem papel. Vocês sabem que eu valorizo isso, acho que já valorizei aqui no podcast, já valorizamos este discurso que é aquele discurso de uma figura importante, mas que é sentido, sem olhar para um papel, sem olhar para nada, está a mí. Muito bom, grande abraço e o mais 5, mas que no fundo é um grande abraço para o bispo e para o Cor COD de Coimbra. Malta, grande abraço de última hora para Cabo Verde. Quem para tu com a Espanha? Busta brinca! Ah, a Espanha é tão boa, vai dar assim com pega. Busta a brincar com quem? Busta a brincar com ninguém. Gando abraço para a malta de Cabo Verde. Se eu vi o jogo, não, só obtive a notícia. Através de quem? Da minha shory. Mas grande abraço para Cabo Verde que empatou com a Espanha, peguei essa, pega essa. Não podemos dizer isto aqui. E celebraram como se tivessem ganho mundial. Malta. Ganda abraço para Cabo Verde. Busto está a brincar com quem? Com ninguém. Espero que adotem esta frase, Cabo Verde. E um grande abraço para eles. Olha, espero que façam um grande mundial que é giro ver as seleções mais pequenas e que não sei se no caso de Cabo Verde não é a primeira vez que está num Mundial, a fazer acontecer, fazer história, fazer coisas bonitas num Mundial, portanto, grande abraço para eles. Uma última coisa que eu quero aqui falar ainda e que tem a ver com esta benção das pastas e tem a ver com isto da igreja. Eu já falei mais vezes aqui de igreja neste podcast do que eu queria, mas é sobre hóstias. Eu adorava provar uma hostia. Eu adorava. Porque eu em criança achava que aquilo era uma bolacha. E como eu até agora ainda não provei, para mim aquilo vai-me saber a bolacha. Aquilo parece uma bolacha, que ele sabe aqui, eu não sei, eu nunca provei. Sabe a bolacha? Sabe, sabe. Sabe a batata frita? Sabe a batata frita esse presunto? Ou é a camponesa? Epá, não sei. O que é que sabe aquilo? Eu adorava. Adorava provar, mas para se provar tem que ser batizado. E aqui, o meu puto não é batizado. Não é batistes. É lixado. E depois também tem que se. Não percebi se é bem se tem que ser batizado e ter a primeira comunhão e confessamento. Deixem só provar. Eu só queria provar. Eu só queria comer um bocadinho. Não, hostia. E é sempre uma coisa. Porque eu quando era criança eu ia a maioria das vezes ir à igreja com a minha tia. Não me perguntem porquê, eu ia com a minha tia, e eu queria às vezes ir lá provar. Ele dizia: Não, tu não podes, porque tu não és batizado. Malta, por favor, por favor, vamos fazer acontecer. Deem uma hostia. Ou digam-me o que é que sabe uma hostia. Está bem? E pronto. E era só isto que eu queria aqui partilhar. Coisas que vêm esta semana. Malta, Portugal vai jogar. E é importante. Portugal tem que ganhar, não pode ficar 0x0. Tem que ficar a 14 a 0. Há o Congo. Malta, eu gosto muito do Congo, mas é assim. Portugal tem que ganhar, desculpem lá. Desculpem lá, tem que ser, vem de uma semana importante. Precisamos ir do Ronin. Está tudo contente a treinar. Não é? Já viram as imagens dele todo contente a treinar. É mesmo o último. Está imenso calor também. Vocês bebam água. Não desidratem. Não andem aí todos os zombis na rua. Ok? Não queremos isso. Não desidratem, bebam uma aguinha. Malta aí é tudo para esta semana. Está bem? Vemo-nos para a próxima semana. Uma beijoca grande. Um abraço grande. Até para a semana, mas por alguém.