Sempre aqui.

episódio 12

João Rui

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meus puroooous, 

neste episódio falamos de amizade, de procurar felicidade enquanto Gen Z, de uma senhora zarolha, de Ruben Neves no alta definição e de opções de vida. 

demos o ganda abraço e a recomendação da semana. 

um ganda abraço mais importante para vocês por continuarem a ouvir.

beijinho e abraço!

SPEAKER_02

Meus puros como é que vocês são? Como é que vocês? Eu agora não posso falar muito alto pá, sabem porquê? Porque agora temos aqui um gatinho.

SPEAKER_00

Ai, tão aqui um gatinho, estou a dormir. Ai, eu estou a saber o que é que eu faço? Eu sou você e todo assento, não sei o que eu sou para gostar com o.

SPEAKER_02

Não vou falar baixo nenhum episódio todo, não é? Também assim, o meu puto, se acordás, olha a corda. Não tem culpa, estás a dormir aqui?

SPEAKER_01

Às 4 da tarde, uma segunda-feira.

SPEAKER_02

Então, não se trabalhe-se? Não se trabalhe-se? Trabiles? Bem-vindos aqui ao episódio 12. Como é que foi a vossa semana? Contei-me tudo. Como é que foi? Estão bem? Foi má? Eu se calhar estou sempre a dizer que vocês estão bem, se calhar vocês estão mal, estão a passar mal. Estão a passar por uma grande depressão. Não é? Pensei nesta piada, depois comecei-me a sentir mal, portanto parei a meio. Como é que vocês estão? Digam-me, foi uma semana de sol, foi uma semana de. Por acaso não foi? Quer dizer, foi? Ou não foi? Depende, onde é que vocês estão? Estiveram fechados no quarto, eu tenho pintados, calhar, nem não entrou sol. Mas foram à rua, estava solo. Depois também houve um dia ou outro no lado, mas também não se pode querer tudo, não é?

SPEAKER_01

Olhem, temos aqui um gatinho novo, porque eu vim passar o fim de semana a casa, a casa emocional, não a casa material.

SPEAKER_02

Quer dizer, a minha casa emocional agora também é noutro sítio, mas pronto. Mas viemos aqui à casa, à casa, não é? Onde uma pessoa nasceu? Nasci aqui nesta banheira. Minha mãe pariu-me na banheira. Ai, porque é que eu estou para aqui? Estás já. Enfim, vou continuar. E está aqui um gatinho, é uma nova aquisição da família, é uma gatinha, na verdade. Eu tenho aqui dizer uma cena que é assim: nada contra, nada contra nomes, nada contra gatinhos, nada contra nada. Ninguém aqui é contra nada. Nós somos a favor de tudo. Agora chamar canela a uma gata, está bem. Ok, não, não, não, tranquilo. Canela, porque ela veio de onde? Veio da Índia? E ela é o que? Um pau ou um pó? Ah, não, é uma gata. Ok. Épá, canela. Mas não se chama canela, era um dos nomes que ia dar, ainda bem, graças a Deus. Eu vou fazer aqui um Ave Maria. Pá, não se estás no céu. Fogo, canela. eu mandei um pontapé na canela. Ei, mas estás-te a passar? Estás a bater na canela de alguém. Não, não, era na gata. Ah, menos mal. Viva a agressão aos animais. Não, não, não, tudo é errado aqui. Tudo é errado. Olha, tudo é errado, mas pronto, não se chama canela. Acabou por se chamar flor. Também, pronto, não sei se não sei. Tipo, ó flor, flor, chega aqui. Epá, mas pronto, também. Oh Pitucha, Pitucha, oh Pitucha. Oh. Oh Gabardini Bibi. Oh Gabardini. Não, também não faz sentido. Portanto, flor até nem é mau. Portanto, estamos assim mal da segunda-feira. Estamos assim. Não, mas muito linda, uma gatinha. E eu digo-vos uma coisa, é uma coisa que me assusta um bocado nos gatos. E nas gatas neste caso, que é as unhas, pá. Porque elas são muito, pronto, adoram muito o miminho, eles adoram também muito o miminho e gostam muito e estão sempre a dormir, que é uma coisa invejosa. Eu tenho inveja de ti, é invejável este estilo de vida. Mas às vezes passam-se e começam com aquele. Epá, vais mandar um custo para cima ou quê? Calma contigo. Calma-se lá. Se fazes favor, começam-me com aquilo. Aaaaaaah. Epá, what the hell? Para. Para com isso. Estou ainda por cima, ainda é um bebê. É tipo, o que é que estás a fazer? Depois começam tipo, estão a dormir o tempo todo, depois levantam-se e é tipo, ah, eu agora levantei-me, vou fazer merda. Mas é que é mesmo já, vou fazer tudo, tudo aquilo que eu estava a sonhar, eu vou fazer, eu vou vir a um, eu vou vir a um, eu vou partir, eu vou. E depois tipo, acordam outra vez, estão sempre nesta cena. Estão a dormir, depois estão a fazer porcaria, depois estão a asunhas, sempre tipo. Porquê? Enfim, uma coisa que notei durante esta semana, esta belíssima semana que vivemos, foi que, ou seja, como eu vos tenho dito, eu estou a fazer déficit calórico. E eu noto que quando uma pessoa começa a emagrecer, as pessoas à volta de repente ficam todas tipo - Aaa, tu estás tão magro, vou te dizer, tu estás mesmo magro, tu emagreceste muito, primeiro é assim, quer dizer, está bem, uma pessoa fica meio contente, mas depois pensa bem, não é? Uma pessoa fica tipo, obrigado. Mas depois tu pensas bem, ficas tipo, primeiro. Se tu me estás a dizer que eu emagreci, é porque quando eu estava gordo, tu não me disseste fake, és fake. Não me disseste que eu estava, não estás apoyando e me disseste, tu estás mesmo gordo? Não me disseste isso, e agora que eu estou magro, estás a dizer, ai, tu estás tão magro, e depois é tipo, ao mesmo tempo, porque é que nós estamos a vangloriar a magreza? Epá, tipo, eu sei que isso é uma cena e tudo mais, e podcasts a falar sobre isso. Nós aqui vamos partir do pressuposto que tipo, porquê é que estamos a fazer isso? Porquê é que é tipo, oh meu Deus, tu emagreceste imenso, tu estás super bem agora. Ah, é isso eu continuo a emagrecer, o emagrecer ficas cancelado e depois, ai não, assim também estás demasiado é tipo porque é que estamos a comentar? O corpo das outras pessoas? Tipo. Por um lado é isto, por outro, eu também percebo, porque isto acontece sobretudo com as pessoas com as quais não somos muito próximos ou muito próximos, não é? Nós chegamos ao dessa pessoa e a primeira coisa que nos vem logo à vista é o corpo ou a parte superficial da pessoa, que é neste caso a carne, a carne.

SPEAKER_01

É ali o Bitoque, é aqui o Bitoque quando a pessoa conhece uma pessoa. Uma pessoa que conhece uma pessoa, está a dizer? A primeira coisa que é mesmo, é um Bitoque, é um Bitoque, é um Betoque da pessoa, claro. Está ali mesmo um Bitoque Cito. Bitoxito, mesmo logo na fuça. A primeira coisa que uma pessoa é o Bitoque. E portanto tem que dizer: olha, esse Bitoque faz um. Bitoque. E depois vai para a pressão, não é? Porque isto não se faz a ninguém, é um bocado um pirope, mas pronto, estás a mandar um Bitock. Pronto.

SPEAKER_02

Não sei porque é que estou com estas personagens todas, não sei o que é que se faz, mas é a primeira, quando nós não temos muita intimidade com uma pessoa, das primeiras coisas que essa pessoa nos vai logo dizer: ah, tu és muito, tu estás tão chiquito, não sei o quê, tu estás magro, estás ok. que acaba por ser um pouco não sei, acaba por não fazer muito sentido, não é? Porque é tipo, pronto, está o corpo da pessoa, vamos olhar nos olhos, perceber o que é que esta pessoa tem ali dentro da cabeça que acho que é um bocadinho mais importante, ou pelo menos. Outra coisa que eu também reparei na semana passada é que nós seres humanos precisamos de ser ouvidos. Ou seja, nós estamos bem, por exemplo, eu estou bem neste momento, eu estou bem, estou aqui a falar, está quando está sol, estive a trabalhar, ainda vou ter que trabalhar, tenho uma festa, tenho aqui, tenho coisa, tenho estou bem, estou contente, estou contente com a vida. que eu sei que eventualmente daqui a uns dias, quem sabe, umas semanas, não sei, vai-me dar assim uma coisa no meu mood e eu vou ficar rabugente, vou precisar de atenção, vou precisar de ser compreendido. Às vezes eu nem preciso que me ouçam. Eu sei que aquilo que eu estou a dizer é solucionável, eu sei que aquilo que eu vou dizer não é nada de novo. As minhas preocupações se calhar não são muito preocupantes, se calhar vou estar com preocupações com ansiedades que não vão ser nada de mais, não vão ser muito importantes, mas estou a precisar de ser ouvido. Eu notei isso com algumas pessoas com quem estive durante esta semana que passou. Estava com essas pessoas e essas pessoas senti que precisavam de ser ouvidas. Ou seja, tu podes dizer àquela pessoa dás-lhe a solução, dás-lhe tudo, podes-lhe dar tudo, não importa, porque aquela pessoa o que está a precisar não é disso, ela está a precisar de falar, está a precisar de ser ouvida, está a precisar de lamentar-se um bocado. Também se for muito excessivo, também é mau. Ficar nisso também é mau, não é? Mas é importante às vezes lamentarmos um bocadinho, falarmos um bocado, ser ouvidos. Acho que todos temos esta necessidade. Não é nada de novo, eu sei. Eu sei que não foi tipo, malta, descobri a semana passada que o ser humano precisa de atenção.

SPEAKER_01

Pô, rapá, uma descoberta. Houve uma descobrida, sério, tipo, não sei se vê, mas é, por isso é que nós temos dois ouvidos. Foi por isso? E uma boca. Deram-nos isso? Para falar, para ouvir, estás a ver? Por isso é que a gente está, a gente está precisa-se a eu não sei porque é que estou a ir para estas pessoas hoje, não sei o que é que aconteceu.

SPEAKER_02

Não sei, se calhar estou a precisar de expressar. Olhem, no seguimento do último episódio que falámos de amizade, a semana passada também tive um desenvolvimento de outra amizade, portanto, neste momento eu estou a trair o meu melhor amigo, é assim que eu penso, claro que não estou a. Ou seja, estive com outro amigo e estivemos a falar, tivemos o ação brutal. Eu não sei, eu não sei, eu se calhar estava a precisar disto, se calhar estava a precisar de amigo, estava a precisar de estar com amigos e não sei se era por não estar algum tempo, mas foi super bom. De repente estamos ali, estávamos a jogar PlayStation, estamos a jogar Pro Clubs, uma atividade que eu recomendo sem ponta de dúvida, uma coisa incrível de se fazer com amigos, e de repente estamos ali a falar de tanta coisa, e estava eu a falar, estava ele a falar, estávamos a ser os dois ouvidos, estávamos os dois a ser compreendidos, estávamos a compreender. Eu sinto que atingimos ali um flow state. Mas foi ótimo, estive com esse amigo, estivemos a falar imenso, imenso, imenso, imenso, e não sei, achei super bom. Acho que às vezes o que uma pessoa precisa é mesmo ter um amigo. E eu não sei, eu prefiro hoje em dia ter um amigo ou dois amigos no máximo, do que ter um grupo de amigos gigante. Também é bom, Doug, também é bom, mas não sei I'm seeking real connections with nature. Eu acho que também tenho dificuldade em ter neste momento um amigo próximo porque quando eu era mais novo, durante muito tempo tive um melhor amigo e era mesmo o meu melhor amigo, e ele não está ao de mim neste momento, portanto ele não é o meu melhor amigo, é circunstâncias da vida, as pessoas afastam-se e é o quê? Tenho dificuldade em voltar a entregar-me em termos de amizade a outro amigo e ver que isso está a acontecer agora deixa-me contente. A semana passada eu tive muito tempo a jogar PlayStation com um amigo meu e foi uma coisa, malta, eu acho que nunca joguei PlayStation assim, porque nós estávamos a jogar e ninguém queria saber, não estávamos bem a querer saber do jogo, estávamos literalmente a falar um com o outro, e eu queria jogar com aquela pessoa em específico porque queria ouvir, tinha algumas coisas para lhe perguntar que queria saber a resposta dele, daquela pessoa em específico, e ao mesmo tempo, obviamente, quero e preocupo-me com aquela pessoa, e portanto quero ouvir o que é que aquela pessoa tem para me dizer sobre aquilo que tem andado a pensar, aquilo que tem andado a viver, etc. E estivemos ali numa numa troca de ideias e de compreensão e de nos estarmos ouvir um outro, que é uma coisa linda, linda, linda, linda. está, estamos se calhar os dois a precisar de ser compreendidos por aquela pessoa em específico, eu por ela e ela por mim, ela que é um ele, na verdade, mas os homens podem ser amigos das mulheres, atenção. Foi ótimo, pá, foi ótimo. E passados uns dias vi a entrevista do Robén Neves no Alto Definição, e aquilo arrepiou-me porque ele perdeu aquilo que eu neste momento estou a ganhar, ou estou a poder viver, vamos pôr as coisas assim, aquilo arrepiou-me. Porque eu diria para vocês puxarem para trás e verem e tudo mais se isto fosse um podcast em 2014, como não é? Eu vou vos contar o que é que ele disse. Ele basicamente aquilo claramente foi para o Diogo Jota, não é? Foi das últimas perguntas. Antes o Rubén Neves esteve a explicar que era uma pessoa fechada, que era uma pessoa pouco expressiva, e que a mulher dele ajudou-o nisso, ajudou-o a expressar mais, a ser mais sentimental e a expressar melhor as suas emoções, e eu consegui-me relacionar bastante com a importância que ele dava ao seu amigo, sendo que era uma pessoa pouco expressiva. Porquê? Eu acho que eu sou uma pessoa que sou bastante expressiva. Eu sou bastante expressivo, caso contrário, nem sequer teria um podcast, muito menos fazia personagens, etc. Mas pá, when shit gets real, tipo quando a vida bate mesmo, quando a vida começa, quando a vida aperta mesmo pessoas que estão para nós e outras que não estão. And não sei porquê, eu sempre tive essa sempre dei importância a ter um melhor amigo, a ter uma pessoa que é tipo, tu estás aqui para mim, eu estou aqui para ti. Não, ou seja, relação amorosa também é isso, eu acho. Eu pelo menos sou dessa opinião, tipo, respeito outras opiniões, mas em termos de amizade também acho que é importante ter quase tipo um namorado amigo. Isto é bem mal.

SPEAKER_01

Estou bem mal tendo em conta aquilo que eu disse no episódio anterior.

SPEAKER_02

Mas é verdade, ter uma pessoa que é mesmo, não diria unha e carne, não é nada disso, mas ter uma pessoa muito próxima que é a minha amiga, acho que isso é bem importante. Eu sou a favor de ter um amigo assim bastante próximo, mesmo ao ponto de ele saber tudo sobre mim, não coisas boas, como coisas más, não só, ou seja, eu quero que aquela pessoa me conheça inteiramente, mesmo. Acho que isso é importante e ver que uma pessoa que não era muito expressiva com os amigos e por jogar futebol, até meio não quer estereotipar, mas pronto, estereotipando, acredito que as amizades tenham sido sempre uma coisa muito diria sempre baseada no futebol e sempre meio não é superficiais, mas é um pouco. Olha, é assim, se deixarem que está mal. É ok, it's ok. Ou seja, amizades um pouco superficiais, sempre na base do football, e de repente tem ali um amigo que dentro do futebol é tudo menos superficial para ele, é um amigo mesmo. E depois perder esse amigo é uma coisa dura, é uma coisa intensa, vais perder os risos, vais perder a compreensão, vais perder está, esta oportunidade de seres ouvido. Eu diria que é quase como perdermos um familiar, um pai ou uma mãe com a qual ou com a qual tínhamos uma excelente relação, não? É uma coisa que de repente perdemos ali o nosso colinho, e acho que é não sei, eu queria mesmo dar grande abraço ao Robén Neves, nem é na rubrica, é mesmo dar-lhe um grande abraço mesmo na vida, pá, porque e depois por cima ele entra por Portugal e a malta critica. Epá, tipo, está bem, nós não jogamos muito bem e tudo mais, mas é tipo o gajo até mandar um romato, a baliza, não é? Epá, não sei. Mas mesmo um grande abracinho mesmo forte, mesmo aqui, vamos mandar aqui um abraço especial para o Rubén Neves. Olha, o que eu estive a falar com este amigo é por acaso bastante interessante e acho que é interessante trazer para aqui, que é vocês têm um trabalho, certo? Se não têm trabalho, estão a estudar, eventualmente vão ter que trabalhar porque é assim que funciona a nossa sociedade, infelizmente não podemos estar todos na praia, mas eventualmente vamos ter que trabalhar e uma pessoa começa a perceber que certos trabalhos que não são assim tão tão maus ou não são assim tão descabidos porque, por exemplo, uma pessoa quando começou a estudar ficou tipo, ah, não vais trabalhar para uma caixa de supermercado, ah, não vais trabalhar para a Starbucks, servir cafés, ah, não vais servir às mesas num restaurante, tipo, eu acho que eu percebo, certa pessoas que são felizes não é uma questão de ser feliz, é uma questão de precisar até do estatuto profissional. Mas eu começo a conseguir, começo a compreender quem escolhe trabalhar, por exemplo, num supermercado, ou trabalhar em Starbucks, ou trabalhar estão a perceber? Eu começo a perceber porque eu acho que às vezes eu não sei como é que estão as empresas onde vocês trabalham, não sei como é que estão. A sensação que eu tenho é que todas as empresas neste momento estão um bocadinho a falecer, estão todas um bocado mal em termos de organização, estão todas a despedir imensas pessoas, é um assunto um bocado sensível e faça esse contexto todo, não começa a ser apetecí e trabalhar, por exemplo, para uma Starbucks e servir cafés, porque se calhar uma pessoa vai receber o mesmo, não se vai chatear tanto, e até não sei, começa a ser até pode ser giro, entregar um café a uma pessoa que é não sabemos o que é que ela vai enfrentar no dia, estamos a lhe dar uma coisa boa para auxiliar o dia dela, não é? Ou mesmo servir às mesas, por exemplo, se calhar aquela pessoa teve ali uma pausa de almoço, está a enfrentar um breakup, ou está a trabalhar imenso durante o dia e teve ali aquela pausa de almoço, servir aquela pessoa bem, dar-lhe conforto, dá-lhe algum tipo de conforto, que é mesmo assim, não é tranquilo, não é um trabalho interessante, se calhar até se vai receber o mesmo não sei, claro que nem todos pensamos da mesma forma e certos trabalhos que certas pessoas que não querem fazer esses trabalhos, mas sinceramente começa a ser apetecí, porque como está tudo tão intenso, ou seja, não as empresas tão estranhas, estão a enfrentar algum tipo de crise e de produção, claro que tem tudo a ver com outros fatores, não isso, como parece que Ou seja, e é aqui que eu queria chegar, é aqui que eu quero chegar que é o meio de trabalho, tornou-se uma coisa muito pensada, não nada genuíno. Parece que as pessoas vão sempre falar connosco, vêm sempre falar connosco com algum tipo de intenção, porque se não tiverem essa intenção, não vêm falar connosco, não de forma profissional, mas também de forma às vezes até pessoal. Ou seja, se vierem falar connosco, se nos vêm elogiar, se nos vêm dizer estás bem, não sei o quê, é de estranhar, começa a ser de flor que caiu, temos aqui a flor que caiu, é de estranhar, porque parece que nada é genuíno, não se chega ao de alguém e diz bom trabalho, porque aquela pessoa fez um bom trabalho, chega-se e vai-se lhe dizer que ela fez um bom trabalho porque precisamos que ela continue na empresa, ou porque precisamos que não um jule, porque ao mesmo tempo acho que as relações humanas são todas um pouco assim, não é? São todas um pouco de são todas um pouco condicionais, ou seja, eu dou-te isto, tu dás-me aquilo, está tudo bem, mas quando uma pessoa está a trabalhar e de repente isto mais em corporate, pessoas que vivem aquilo com uma intensidade gigante, são obscesados com aquilo, são tipo, epa, logo vontade de uma pessoa, tipo, olha, sabes mais, eu vou ganhar um meme, provavelmente, a servir cafés, que é uma coisa mais divertida, mais interativa. O rapaz que está a falar está prestes a ser arranhado pela flor gata que falámos no início e que era para se chamar canela, e que entretanto, com este comportamento, mas ele vão ponto a pena. Mas para falar com pessoas. Au! Bro! Então! Ah, e agora deitou-se, olha para isto. É esta craziness dos gatos que uma pessoa não percebe, é tipo, eles mandam uma naifada com a unha, uma pessoa fica tipo, o é alerta e ele se repente, ai, está a brincar. Ok, pronto, a gente não fala mais no assunto, desculpa aí. Não, mas às vezes mesmo vontade de sei lá, durante dois anos fazer uma estrada e ser camionista, ou trabalhar na Starbucks e servir um late, ou quem sabe, não é? E depois até se repararem, certas pessoas que, por exemplo, no Ping Doce, por exemplo, em supermercados, certas pessoas que, por exemplo, nos supermercados são pessoas que vocês notam que elas são marginalizadas se trabalharem em corporate, ou seriam marginalizadas se trabalharem em corporate, talvez por serem ou demasiado expressivas, ou não serem cool, se calhar não sabem ser cool ou não sabem ou não querem, ou e está tudo bem com isso, está tudo bem com isso, e se calhar escolheram aquela opção de vida de trabalhar num supermercado ou fazer reposição de produto à noite porque estão bem sozinhas, não se querem chatear, não se querem, não é? Essas opções de vida começam, quando uma pessoa começa a crescer, começa a perceber que existem várias opções de vida e não temos todas a mesma vida, vivemos todas as mesmas 24 horas, mas não temos todos a mesma vida, não vemos todos a vida da mesma forma. Se calhar é mais benéfico para alguém estar a repor produto durante a noite andar-se aos seus projetos ou algo assim, como para outros se calhar é mais benéfico estar num trabalho das 9 às 5, numa fase temporária, and planeando andando uma estratégia para perceber o que é que vai fazer nos próximos meses, nos próximos anos, quizá nas próximas horas vais despedir. Não é que começamos a ver as opções de vida. Não sei. A semana passada estive no São João e digo-vos uma coisa muito fixe. Uma coisa mesmo fixe. O Porto é uma city lindíssima, e vamos. But in relation to São João, in relation to São João, a certain moment for me, and the people with quem I was for nós à procura de felicity. I think it's a cool common algebra in the Gen Z is nós vamos a um sítio andamos à procura de onde é que se está melhor. Onde é que se está melhor? Onde é que está a melhor música? Onde é que é mais divertido? Onde é que se come melhor? Onde é que é o melhor sítio para lançar o balão? Onde é que é a melhor francinha? Em vez de apreciarmos aquilo que queremos, eu acho que aqui é que é o ponto para o ponto. Aqui é o ponto importante e a quem eu quero chegar, que é Igual as nossas amizades a sério, as pessoas com quem nós nos vamos dar a sério when nós começamos a perceber aquilo que nós queremos para nós. Because imaginary, numa festa, neste caso in São João, podem haver two people. Pode haver aquela persona who está tocando em estar à procura de felicidade andar à procura dos melhores lugares, dos melhores sítios, estar sempre em movimento. E ela pode ser feliz. Como pode haver a pessoa que não precisa de tanto, não precisa de estar, se calhar gosta mais de estar sossegada, gosta de estar mais sossegada, gosta de estar no seu canto, gosta de ter a sua franzinha, como pode haver aquela pessoa que se habituou aos sítios e vai aos sítios. Ou seja, o que eu quero dizer é que vocês vão fazer as vossas amizades e começam a fazer as vossas amizades a sério quando começam a pôr-vos em primeiro lugar, quando vocês começam a perceber o que é que vocês querem e começam a pôr-vos em primeiro lugar. Ah, por exemplo, fui ao São João, fui ao São João, péssimo-me estar aqui, se calhar vou-me sentar e vocês sentam-se. Imaginem que estão com uma pessoa que não quer estar sentada, quer estar a dançar. Eventualmente, isso vai criar ali um é uma chatice, mas a mesma pessoa, as pessoas não estão a querer a mesma coisa e isso pode criar naturalmente alguma distância, não é? Mas por exemplo, mas não tem, ou seja, não aqui nenhuma posição errada, são opções de vida, são opções de vida e eu acho que isto é uma coisa quando começamos a crescer isto começa a nos acontecer, começamos a ter que tomar conta da nossa vida, porque senão ninguém vai ou dançar por nós ou ficar sentado por nós, ninguém se vai sentar por nós nem dançar por nós, isto não vai acontecer. Temos que ser nós a decidir isso na nossa vida, não sei se não sei se me faço entender, mas acho que sim, e acho que é um tópico interessante. Mas fora do tópico, malta São João é mesmo uma festa muito, muito, muito fixe. É uma festa muito gira. Acho que se vocês forem com a energia certa, eu fui a primeira vez que fui, portanto, estava um bocadinho assustado, é porque aquilo parece mesmo um apocalipse zombie com martelos. Se vocês forem com a energia mesmo certa e abertos para prontos e disponíveis para a martelada, que é mesmo assim, acho que vai ser muito fixe. É um ambiente super divertido, toda a gente está super divertida. Eu passei por uma coluna de por acaso foi mesmo assustador porque eu passei, ou seja, as pessoas estão todas na rua com martelos, é uma cena incrível e eu passei por uma rua onde estavam a fazer uma espécie de não é fila, mas de corredor, corredor, mas de martelos. E eu acho que ainda não tinha um martelo, ou se tinha, eu estava a carregá-lo dentro de um saco com bebidas. Portanto, não tinha o martelo na mão. Malta, eu passei por aí, os meus amigos não passaram. Eu estava a tentar olhar para cima que era para ver se se encontravam e havia e as pessoas todas. Estavam-me contentes a martelar. Tudo bem, a martelar-me coitadinho do meu rabinho. O quê? Não disse nada. Estavam todas contentes ali a martelar-me. Muito giro. Antes de irmos para a recomendação e o grande abraço da semana, queria dizer que a semana passada vi também no Porto uma pessoa que eu não quero ser. Eu vou-vos dizer, eu fui ao supermercado com um colega meu, fomos comprar bebidas, fomos comprar as coisas todas, e quando estamos a sair, uma senhora que está acompanhada, não sei se era do marido, se era do filho, se era. Sabem quando as pessoas estão nessa idade, não sabem o que é que é, não sabem se são irmãos, se são mãe e filho, mãe e avô. Quem é que é o quê? Não sei. Se não sabem, aquela senhora, eu vou-vos dizer uma coisa. Eu não quero ser aquela pessoa. Não quero. Malta, é assim. Eu espero, eu sei que nós vamos todos envelhecer. Deus me perdoa, Deus me perdoa, mas é assim, porra, pá. É que aquela senhora estava a me. Aquela senhora estava. Imaginem, eu vou-vos só, ok? A senhora era Zarulha, para começar. Está tudo bem, com os arolhos está tudo bem, está tudo bem, ok? Tem dupla visão, está tudo bem. Estão com um olho no presente, outro no futuro, está tudo bem. Oçam, está tudo bem, ok? Está tudo bem com isso. Não cruzem aqui coisas que não queremos cruzar, ok? a visão, mas não cruzem. Percebem o que é que eu estou a dizer? Está tudo bem. Portanto, a mulher era Zarolha, está tudo bem. Agora, ela estava a queixar-se da senhora da caixa a quem? o gajo que estava a arrumar os carrinhos de mão, meu epá, é que assim também não dá, assim tu és mesmo a olha, epá, chupa, primeiro estás a queixar, nem é de nada, é aquela queixa mesmo pá, à português, que é mesmo aquela, epá, aquela senhora, não é? Aquela senhora, não, não, pronto, estás assim com este tom, não é? A queixar-te, depois estás-te a queixar, não é que não estás mesmo a ver bem, tu és mesmo a olha, estás-te a queixar um senhor está a arrumar carros, meu. O gajo está a arrumar carrinhos no supermercado. Tanto que a resposta dele foi tipo: Minha senhora, eu estou a arrumar os carrinhos. Pois, pois estou a perceber, mas a senhora da caixa um bocadinho, não é? Isto tudo com um saco de laranjas, portanto pá, não estás mesmo a ver bem. Desculpa lá, não estás mesmo a ver bem. E depois eu olhei para a senhora e não tipo, pessoas de arolhas que são giras, ok? Diga-me uma, não sei. Não faço a menor ideia, mas há, tenho certeza que há, porque no meio de tantos não um. Desculpem lá, tem que haver, ok? Tem que haver, vá, tem que haver. Agora, é que aquela senhora era mesmo feia. É mesmo azar. E eu sei, Deus me perdoa, eu por acaso, até nem sou uma pessoa feia, nem sou uma pessoa feia, eu até tenho uma boa pele, ultimamente tem melhorado bastante, tive acne, portanto, o karma passou por mim, agora não. Mas epá, a senhora era mesmo feia. Porque é assim, pessoas que são feias, mas são cuidadas. Agora aquela pessoa era feia e descuidada. É assim, tens de decidir, ok? Não podes ser as duas. Estou a brincar, estou a ser um bocadinho rudo, estou a ser um bocadinho rudo, mas é pá, é assim. Porra, estás a queixar um senhor que está a arrumar carrinhos de mão, meu, não estás mesmo a ver bem a situation, mas pronto, posto isto, vamos à recomendação da semana e ao grande abraço da semana. Vamos primeiro à recomendação da semana. Estamos perante uma recomendação malta. A minha recomendação da semana é lançarem um balão no São João. Eu sei, não é assim nada de novo, não é assim nada de novo, mas eu digo-vos recomendo mesmo lançarem um balão de um balão no São João, porque é uma atividade que se for feito, assim, se fizerem sozinho também é um bocadinho é um bocadinho triste. Se fizerem sozinho, é uma atividade que fazer sozinho acho que não é o ideal, que é um bocado triste. Não vaçam sozinhos. Mas se fizerem em grupo ou com os vossos amigos, com o vosso melhor amigo, com a vossa melhor amiga, com os vossos melhores amigos, com o vosso grupo de amigos, o que quiserem, com a vossa família, é uma atividade brutal, brutal, porque vocês lançam o balão, aquilo ali meio um suspense, porque aquilo fica ali meio. Será que vai? Será que vai? Depois o balão vai. Todo o momento é uma cena brutal. Vocês olham para cima veem balões. Eu sinceramente fico tipo, não estamos a poluir um bocado. Estamos, se calhar estamos, se calhar estamos, se calhar estamos, mas não faz mal, não vamos por aí. É uma atividade gira, é uma atividade gira e depois vocês lançam, as pessoas aplaudem, depois pessoas que vão precisar de ajuda, vocês ajudam, é um momento mesmo giro e que eu recomendo vivamente. Posto isto, vamos então aos grandes abraços da semana. Olha, sabes que mais? Ganda abraço. O primeiro grande abraço da semana vai para o Porto, para a cidade do Porto, Malta. Eles estão a anos-luz, eu diria de qualquer distrito. Os gajos estão agora, não sei, pronto, destas afirmações assim absolutas, não é? Epá, mas eu diria que é uma grande cidade, olha, é uma grande cidade, malta, é uma grande cidade, aquilo, eu não fazia a menor ideia que aquilo estava assim e aquilo está assim. Portanto, vocês têm para um grande aplauso para os transpartos, para os transpartos, para os transpartos, tanto erro que podia acontecer aqui tem que ser transparente. Um grande abraço para os transportes públicos do Porto. É mesmo de aplaudir. Malta, super tranquilo. Metro limpo, metro limpo, autocarros limpos. Uma cena fixe que é vocês compram o passe do dia ou diário, whatever. Qualquer título que vocês comprem é válido durante uma hora e não por títulos. Ok? Imaginem, compram 5 viagens. Não estão a comprar 5 viagens, não estão a comprar uma ida, uma volta, uma ida, uma volta e uma ida. 5. Não, estão a comprar 5 horas de viagens pelo Porto, pela zona que vocês comprarem. 5 horas. Se vocês comprarem um título é 1 hora. Têm que passar sempre o cartão, mas é a hora. E isso achei brutal. Achei, nunca tinha visto. Achei brutal. Nem segurança. Nem segurança. Claro que vão no autocarro, o gajo está a olhar para vocês. E bem. E bem. Se vocês não passarem, ele vai ver e vai-vos dizer alguma coisa. Mas no metro, além de ninguém estar a olhar, não segurança. Não segurança, estão super tranquilos. Acho que soube que eu acho que eles estão a tentar meter transportes públicos grátis até não sei quando. Não sei se é verdade ou não. Mas gostei mesmo dos transportes públicos. Mesmo durante o São João tudo a funcionar. Adorei. Um grande respeito mesmo para os transportes públicos. E depois toda a cidade. Toda a cidade é bonita. A Ribeira, a Praça de Dom João I é linda. Aliados, Santa Catarina. Epá, coisa lindíssima. Mesmo, ponto de Dom Luís, toda essa zona. Ok, que imensos turistas, ok, que imensa gentrificação. Mas não tanta como Lisboa. E é uma cidade bonita. O Porto é uma cidade bonita. Eu sei que a malta, agentes do Porto, a malta do Porto. pessoas que vão concordar em como eles são mais simpáticos, pessoas que acham as pessoas de Lisboa mais simpáticas, muito esta coisa. I don't ask that seja a question of series simpático or not, some people are different. I think as pessoas do Porto são pessoas liais, who valorizam, those are prestáveis. For example, enquanto em Lisboa vocês vão pedir, pode-me dizer as horas, são 4h20. Ok, obrigado. Pronto, vai ser assim. No Porto vai ser algo tipo: desculpe, olá. Olá, olá amigo, como está? Tudo bem? Estamos a saber é meio diferente, ok, tudo bem, não sei, acho diferente. Acho diferente. E depois acho que as pessoas do Porto são mais, não terminei o diálogo, não é? Com a pessoa do Porto. Ah, são 4,20, são 4 e 20. Obrigado. Quer dizer, pois agora pareceu um bocado fechada a pessoa, não é? Mas pronto. Eu acho que as pessoas do Porto são pessoas que são leais e portanto valorizam quando vocês demonstram que lhes são leais. Se vocês forem com uma boa intenção, se forem liais para aquelas pessoas, se vocês conseguem o coração delas, eu diria. Se conseguirem o coração das pessoas do Porto, conseguem para sempre. E em Lisboa, não. É diferente, eu acho. Acho que é tipo à partida, tens logo ali o coração, mas tens assim meio com condições e é assim meio que tirei e põe. Estão a ver? Se calhar não é, depende. Depende da perspectiva. Esta é a minha, eu acho que é a que eu consigo dar. Mas um grande abraço para o Porto, grande cidade, gostei muito de estar no Porto. O outro grande abraço da semana vai para um funcionário, ou neste caso, o funcionário das escolas públicas em época de exames. A funcionária, não, não, não, o funcionário. Este grande abraço vai para todos os funcionários que estão nas escolas secundárias, ou mesmo nas universidades, e que estão lá, estão lá. Eles sentem aquilo. Eu vou-vos dizer, eu passei a semana passada por um funcionário que estava numa escola secundária e estavam imensos putos à porta. Porque acho que estamos em época de exames para esses putos saudades. Acho que estamos em época de exames e eu via, eu via a preocupação do senhor ao longe. Ele estava assim a mexer nas mãos, a olhar para os miúdos, a querer falar, mas ao mesmo tempo não tem bem essa confiança, e portanto está ali calado, está ali a remoer aquilo e está-se ali, está ali a viver aquela preocupação de tantos putos. E estou a brincar. De todos aquele jovem que está ali a viver aquela preocupação toda, e não é? É aquele funcionário que tem uma camisa de manga curta e tem um anel e está ali, está assim velhinho, tem aquela pele coitada, mas ao mesmo tempo está bem estimada, não se sabe se Deus como está ali, a preocupada a viver aquilo. Um grande abraço para ele, porque está lá, ninguém o manda estar ali, quer dizer, ninguém manda estar ali. Ignorem, ignorem, ignorem. Ele está ali, claro que está a receber, não é? Não está ali de graça, mas vê-se que ele está ali a viver aquelas preocupações todas e aquelas ansiedades dos jovens, e se o exame foi bem feito, e se o que é que eu respondi? Que nota é que eu vou ter, e se eu passo, isso é universidade. Está ali a viver aquilo tudo. Ganda abraço para ele, grande tropinha, aqui do Sempre Aqui. Outro grande abraço desta semana vai para uma influencer que se chama Maria Fellner. Fellner? Ou Fellner? Maria Fellner, vamos lhe chamar assim. Vai para ela, porquê? Porque ela publicou um vídeo que eu achei muito giro porque ela falava sobre ser influencer. E é um tema, é um tema hoje em dia, não é? Ela falou de uma forma que deu uma opinião basicamente que eu concordei. E eu quero lhe dar o grande abraço porque ela é influencer, não é que tenha menosprezenado. Daquilo que faz, mas meio que tirou-se do pedestal que às vezes se cria na sociedade o que é ser influencer, não sei se perceberam esta construção frásica não foi muito positiva, ou seja, ela tirou-se do pedestal que é ser influencer basicamente e o grande abraço vai para ela por isso, não por isso, mas também pelo conteúdo que ela publicou e onde ela diz isso, porque ela fala sobre os pais, fala sobre o pai, fala sobre a mãe, que são profissionais, são pessoas que têm profissões que ela considera mais úteis do que ser influencer, apesar disso, recebem muito menos do que ela. Ela também fala de uma forma, diria, inovadora enquanto influencer, a dizer que às vezes acorda e que a mãe pergunta-lhe o que é que ela tem para fazer. Ela diz: Ah, vou ler uns emails, e esse pequeno tem que ler dois emails, tem que fazer duas campanhas para lançar, esse momento é um trabalho e é pouco e recebe muito. Ela falava disto sentindo-se um bocado mal por ter isto, enquanto que a mãe é jornalista e está a ajudar, por exemplo, crianças surdas a terem linguagem gestual nas aulas, era algo assim, ou seja, está a contribuir para faixas da população, segmentos da população que não têm, não são muito ouvidos, ou seja, está a dar voz a quem não é, a quem precisa, no fundo, e estava-se a comparar e estava a fazer toda uma reflexão que eu não recomendo a verem, como também quero lhe dar grande abraço por isso, porque achei interessantíssimo mesmo, e portanto, grande abraço para a Maria Fellner. O outro e último grande abraço desta semana vai para a Dua Lipa, um grande abraço para ela, porque é assim: se popstar que uma pessoa gostaria de ser, não é? Por todos gostaríamos de alguma forma de ser popstar, pá, não me digam que não, não me digam que não. Pronto, a Joana Marques pode dizer, ok? Joana, pode dizer que não, mas eu diria, eu diria que pelo menos imagino o que é que é ser popstar. Imagina o que é ser a dua lipa. Vocês estão com uma relação com um gajo giro, neste caso eu não queria um gajo giro, eu tenho uma gajo giro. Pega! Vocês estão com uma relação, ok? Estão a Itália, estão tipo a apanhar sol, estão a ler livros, estão vocês estão na vossa, estão a comer, vocês estão tão bem que têm que inventar que gelado de baunilha com azeite é bom e sal e magiricão, ai que delícia. Vocês estão na vossa melhor vida, mas o grande abraço não vai para ela por isto. queria tocar aqui no tema da Dua Lipa, que obviamente é um tema porque ela está a viver a melhor vida de todos nós ao mesmo tempo. Para com isso, do Alipa, deixa-me ir de férias contigo, pá. Deixa-me ir a mim, não é que eu agora ia contigo, estou a dizer tipo toda a gente, ok? Fiquei consciente agora, deixa-me ir a todos contigo de férias para a Itália. Pronto. O grande abraço vai para ela porque ela vai abrir uma livraria na livraria Lelo, um sítio onde eu acabei por não entrar no Porto, mas quando entrar trago novidades, vai abrir uma livraria. Não sei se é na Livraria Lelo, se é em conjunto com a livraria Lelo, vai abrir com livros que foram ou que ainda são censurados. E eu acho que isso makes total sense. É literalmente fazeres um bom usofruto da tua fama enquanto poder. Ela tem poder da tua estou aqui a misturar a boa conceitos. Ela tem poder de influência, que é a fama, portanto, utilizar isso e dinheiro, obviamente, utilizar esses dois para disponibilizar educação e conhecimento para as pessoas é fantástico. É bonito de se ver. Um grande abraço para ela, porque educação-conhecimento é uma coisa a que todos merecemos ter acesso a e se tens poder de influência e se tens disponibilidade para fazer isso, parece-me muito bem que o estejas a fazer. Portanto, um grande abraço para a dupa e pronto, malta. É isto é tudo por hoje. Espero que tenham uma boa semana e até para a semana. Um beijinho grande até para a semana.

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Sempre aqui.