Sempre aqui.
Sempre aqui.
Sempre aqui.
episódio 13
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meus putos, desolados né? ia comprar a camisola da séleçáo e agora já nem vou :,( vou comprar a do haaland e vou para lá viver, trabalhar na pesca do bacalhau.
neste episódio falamos da eliminação de Portugal (não muito tempo porque estava me a fartar da bad vide lol), de ficar todo mamadito, de um jantar que foi para festa na terrinha, de gatos, de opções de vida, de brócolos e de colar cromos.
demos o ganda abraço da semana e eu esqueci-me de gravar a recomendação _._ por isso deixo aqui escrita: ir buscar um fuso tea de pêssego e Hibiscus, zero açúcar ao Mc, a ouvir Plutónio - Não tou Nem Aí, na carrinha do teu pai.
beijinho na testa e abraço na nuca meus prsss <3
Independently do what we're Cristiano with a conscience tranquila but 100% military in the football gravidade.
SPEAKER_03Intense.
SPEAKER_00Intense.
SPEAKER_03Olha, vou-vos dizer uma coisa. Eu tinha gravado podcast segunda-feira, portanto, ontem, quando vocês vão estar a ouvir isto, é ontem, a hora de almoço, e como eu tenho vindo a demonstrar nos episódios anteriores, estava bastante positivo, esperançoso, confiante. Tinha pensado em fazer uma piadinha de esperança, de motivação, uma piadinha motivacional, mas porque é que estão a buzinar a esta hora da noite, mas é preciso ir arrebentar ou é aluno espanhol tem que ir a arrebentar. Tinha gravado podcast. Acontece que não só Portugal perdeu, como o áudio ficou uma bela, ficou péssimo, ficou péssimo, ficou péssimo e ainda vos digo mais, tentei regravar agora, nestas horinhas que dá para perceber pela voz, não é? Que eu não quero acordar ninguém, nem a minha donzela, nem os vizinhos, nem ninguém, nem o nem o caralho, então não faz sentido. Não quero acordar ninguém, não é? Ok, não só isto, como tipo, eu tentei gravar, só que estou a suar nenhum sei lá o quê, porque estou a suar nem um espanhol, meu. Estou a soar para cacete, mas tudo pelo sempre aqui, meu. Tudo pelo sempre aqui. Eu digo-vos uma coisa. Eu estou triste por Portugal. É que eu nem estou. Eu estou triste por Portugal porque começa assim: primeiro perdemos o jogo. Perdemos o jogo. É tipo, então, não era para sermos campeões do mundo. Fogo. Para a próxima não iluda uma pessoa, meu. Então, poça, eu confiei. Ah, temos de ter mentalidade, temos que confiar. Puta, eu confiei. Se calhar até fui o português que mais confiou, vou ser sincero. E de repente perdemos ganda porcaria, meu. Ganda porcaria. Depois o Ronaldo fica triste. Se o Ronaldo está triste, é triste, é uma pessoa triste. Por cima, o gajo que é tipo o gajo, não é? O gajo de Portugal. Se o gajo está triste, eu também estou triste. O que é que eu vou fazer? É que tipo, se vocês pensarem bem, o gajo eu ficaria triste também. Porque é tipo, porra, o gajo com quem eu sou comparado é dourado. É bom. Não tenho os meus abdominais. Não tenho as minhas pernas, não tenho os meus braços. Marca golos livre ainda. Eu já não consigo. Foi carregado pela FIFA e pelas instituições.
SPEAKER_01Faz faltas, é ranhoso. E é dourado. Eu trabalho. Sou lindo. Tenho abdominais. Tenho pernas. Tenho bons abdominais. Joga bola. Margolos. Isso criticado a toda hora.
SPEAKER_03Ainda para mais. Não levo os mesmos prémios que ele levou. Eu percebo. Eu percebo. Sinceramente, eu percebo. Eu ficaria triste também. E acho que nós também somos voedaduros. Somos voedaduros para ele sem necessidade nenhuma. Acho que até um dos motivos. Não diria que é um dos motivos pelos quais perdemos, mas é uma coisa um bocado feia de ver, é que os comentadores são mesmo tristes porque são comentários infelizes. Porque é tipo, imaginem, vou-vos dar um exemplo.
SPEAKER_04Olha, agora vai Portugal, a bola vai para lançamento, é o corte da Espanha, a bola vai para lançamento, e atenção que Ronaldo é uma porcaria. Ronaldo tem 41 anos e é velho. Messi é muito melhor e a seleção não está como a seleção, como outra seleção. Calma, meu.
SPEAKER_03Tipo, cai uma mosca. Olha, Ronaldo é mesmo mal. Tipo, qualquer oportunidade parece boa para dizer mal do gajo, tipo, imaginem, ok, pronto, ele não teve grande desempenho, ok, ele está vendo, mas tipo, há outros assuntos que se podem falar. A decisão dele sair não vai ser, ele não vai fazer, ele não vai estar no meio do campo e dizer, malta, eu vou sair. Eu substituo-me, substituí aí, meu puto. Não, não, não, vou, vou, vou. Sai, sai, sai. Se ele fizesse isso, eu posso que também iam dizer, oh, tá com a mania. Tipo, que é ele a decidir. Que é ele a decidir na seleção. Epá, fogo-me, sempre a comentar, sempre. Tipo, imagina, neste jogo contra a Espanha, a Espanha marcou o gol. O comentador foi logo, e é o Golo da Espanha, e atenção que há um Gonçalo Ramos para entrar.
SPEAKER_04Há um Gonçalo Ramos para entrar no banco.
SPEAKER_01Atenção, atenção. Epá, sim, é verdade. Pronto, e então é este tópico do Ronaldo e tudo mais. Isto irrita.
SPEAKER_03Irrita, que é tipo, bro, está bem! E então, nem sei, nem vou perder mais o tópico. Uma coisa, o principal motivo pelo qual nós perdemos este Mundial, sabem qual é? São os anúncios que estão entre os jogos, ou no intervalo, ou no hydration break. Os anúncios que são nossos, que são de Portugal, que é isto? O primeiro anúncio é um bot. É um bot da AI que está num estádio com mais bots da AI e de repente decide sair do estádio, manda-se para um fundo de luz, para uma luz ao fim do túnel, manda-se, cai no chão, de repente está num estádio a sério, com pessoas a sério, e pumba, headline. Confia. O que é isto? Esse depois de eu confia na inteligência artificial? Esse depois de eu confia em quê? Para apostar, ainda por cima, logo aqui está mal. E depois, logo a seguir este anúncio, vem, começa o. A conversa está bem onda, mas está em freio.
SPEAKER_01A conversa já foi outra, mas agora está em freio. Vamos fazer o quê? Não, não foi. Ok, vamos perder.
SPEAKER_03Fogo, pá. Claro, estou só o rage bait. Estou só irritado e a culpar os anúncios. Que não tem culpa nenhuma. Não tenho culpa nenhuma. Eu quero só defender um bocadinho o Ronaldo. Eu quero só defender um bocadinho o Ronaldo. Porque se eu estivesse em campo, eu também não ia querer sair contra a Croácia. Ok? Achei que fomos um bocadinho. Eu não ia querer sair. Eu não ia querer sair. Vou-vos dar um exemplo. Quando vocês vão jogar 5x5 com os vossos amigos ou 7x7 com os vossos amigos e tem que haver sempre um suplente, vocês querem ser esse suplente? Não, não querem. Não querem. Ainda para mais, no final do jogo, imaginem que vocês alugaram um campo das 5 às 6 e às 5h55. Ou às 5h50.
SPEAKER_01Ah, malta, alguém quer trocar? Não!
SPEAKER_03Não, não vou querer trocar! Não vou querer trocar. Agora imaginem um gajo tipo obcecado como ele. Claramente é obcecado, claramente ficou ali. Ai, isto vão ser os meus últimos minutos que na porcaria. Não é? Claramente que ficou triste, meu. Mas pronto, olha, este assunto da seleção está-me a dar má vibe. Está-me a dar má energia. E portanto, seleção, não é muito sly da vossa parte. Vou avançar, que eu tenho aqui notinhas, muito giras e bem engraçadas que eu tinha notado a semana passada e não me vou estragar o mudo. Mas por oce, bem-vindos ao episódio 13. Um grande abracinho para vocês, malta. Portugal vai voltar mais forte.
unknownOk?
SPEAKER_03Vai voltar mais forte. Sabem o que é que eles precisam? Ah, ok. Sabem do que é que eles precisam de um jantar com familiares e amigos. Porquê? Porque eu tive um a semana passada e sabem o que é que aconteceu? Fiquei bebadezito. Olha, fiquei, fiquei bebadezito, malta. Assim, nem foi bebadezito, malta. Foi, eu já estava todo sem abrigo mesmo, já estava, tipo, imagina, dava-me um bocado de cartão e eu já estava todo sem abrigo. Malta, fiquei todo mamado, sem querer, eu nem sou disto, eu sou uma pessoa que eu fico bêbado facilmente, portanto, não costumo beber muito, quer dizer, não sei, depende, mas é assim, mas é, eu fico bêbado facilmente, eu não quero esconder mais, que estou super sóbrio a beber uma imperial que nem gosto, ou duas cidras, quando não estou, eu estou todo mamado, eu bebo um copo de vinho e fico todo para ser maluco, meu. A verdade é essa, eu não quero esconder mais. Vamos aceitar quem bebe um copo de água e fica logo todo bêbado, eu sou assim, e sei cá mais como eu, quem mais? Vou-vos explicar, eu estava num jantar com família e amigos, e mando um copo de vinho abaixo - um vinho que era no mínimo delicioso. Era um vinho delicioso, delicioso, e vocês já sabem o que é que vai acontecer no final deste episódio e qual é a recomendação? Era um vinho delicioso, delicioso, que se chama Tabuadela, malta, um vinho branco, estava fresco, estava a imenso calor, o restaurante era lindíssimo. Jesus, daqueles que, se eu fosse alcoólico, eu apaixonava-me por aquele vinho, era aquele vinho que eu ia escolher todos os dias, tinha que ter dinheiro, não sei como, mas pronto, não interessa-me, não é a realidade, portanto, návamos por aí. Epá, adorei aquele vinho e eu, por acaso, sou, não sei se é o vosso caso, eu sou, gosto bastante de vinho, sobretudo vinho branco, fresco. Mas eu, quando era mais novo, quando tinha 16 anos, eu andava sempre às escondidas em casa dos meus pais a beber garrafas de vinho tinto com 16 anos, é tipo, bro, o que é que é isto? O que é que tu queres fazer? Que és tipo, ai, eu sou de um culto, adoro vinho, adoro ver vinho sozinho no quarto, isso é bué alcoólico, é bué tipo alcoólico da tua parte. Mas eu fazia bué isso que era para parecer web a culto e buena cool, uou, olha eu a B20, tó os 16 anos, sou boa para a frentex e depois tipo, metia stories a B20, porque a minha mãe não ia dar na cabeça no dia a seguir dizer, João, porquê que estás a abrir garrafas de vinho? Tu és alcoólico, isto é preocupante. E eu tipo, não, mãe, o bué culto, o seu bué mindset, meu Deus. Mas digo-vos uma coisa: beber vinho e estar bêbado em ambiente familiar é das melhores sensações de sempre. Porquê? Porque uma pessoa está bêbada, portanto está um bocadinho descontrolada, mas está confortável, está protegida, está no seu ambiente, no seu habitazinho, então está tudo bem. Neste jantar, o que é que aconteceu? Nós estávamos a bevinho, estávamos a comer e não sei o quê, e o vinho estava imenso calor, portanto, uma pessoa deve claramente ter bebido mais vinho do que queria, nem me apercebi e fui bebendo imenso vinho. Agora, estava a bevinho e tal, de repente, está um bom clima, está uma boa conversa, estão gracinhas, não sei o quê, de repente o tema passa para um amigo nosso ficou paraplégico. Ei, mãe, até tu dizes-me isso agora. Agora que eu já estou aqui todo narcí. Agora que eu já estou aqui todo narso, estou mamado, é que tu me diz isso, porra, Nossa Senhora. A conversa ficou, imaginem, a conversa começou a pedir intervenção da minha parte, mas eu não estava capaz. Eu só dizia tipo: pois, pois, aí a malta, com caras só dizia epá, pois realmente Alexandre não conseguia mais, mas apesar de estar todo mamado, eu notei numa coisa que eu achei engraçadíssima: que é, ou seja, esta notícia cai, não é? Cai na mesa, e do lado feminino a análise é a seguinte: ai, mas ele não, porque ele agora, tetraplégico, ele tinha muito aquela mania de ser o macho alfa, de proteger a família, de proteger os filhos, a mulher, a casa, tinha muito esta coisa de ter o seu ambiente e de repente vê-se tetraplégico e já vê-se um pouco, como é que eu digo?
SPEAKER_02Porra, está-me a falta o adjetivo, não contar, vê-se um pouco fora de controle, não era isso que eu queria dizer, mas pronto, vê-se um pouco, não é? Tu percebes o que é que eu estou a dizer, não percebes mulher? Claro, eu percebo perfeitamente e não imagina a relação sexual, como é que vai ser, vai ser uma coisa completamente diferente, não é?
SPEAKER_03A relação amorosa é uma coisa muito diferente, portanto, toda uma análise psicológica feita por parte das mulheres. Olho para o meu lado direito e eu sou esse assim.
SPEAKER_04Pá, foda-se. Não, imaginem, tipo, eu chego ao pé do gajo, pá, vou para o cumprimentar, nem sei como é que o cumprimento, meu. Então, como é que eu vou cumprimentar este caralho? Foda-se, putz, isto é batendo difícil, meu. Mano, eu vou para o cumprimentar, e o gajo está tipo: pá, já nem conheço, meu. A verdade é, putz, já nem um gajo não sabe como é que cumprimenta, putz. O gajo não sabe como é que cumprimenta, putz.
SPEAKER_03Não, há de ser que o pescoço há de ser que o pescoço, como é o único murcho que ele deve mexer, vais-lhe mandar uma cabeçada. Queres ver? A diferença, não é? Uma tão tipo, uma análise profunda, psicológica, emocional, uma coisa muito uau. Do outro lado é tipo, putz, como é que eu o cumprimento? É como? É que eu mandei uma cabeçada na testa.
SPEAKER_01O que é que eu faço?
SPEAKER_03Mande-lhe um uou, como é que é? Uma pessoa nem sabe o que é que há dizer, não é? É tipo, de um lado, toda uma análise do outro lado, eu nem sei o que é que é de fazer. Eu não sei o que é que é de fazer. Também notei neste jantar que tenho a certeza que isto já vos aconteceu, que é quando um familiar começa a falar de nós a outra pessoa. Quando é que isto nos acontece? Quando são os nossos pais, os nossos pais a falarem de nós a outra pessoa é uma coisa mesmo engraçada. Quer dizer, não é nada engraçado para nós, porque nós ficamos numa posição um bom desconfortável e não sabemos muito o que é que acabamos de fazer. Eu estava neste jantar, o meu pai começou a falar: Pois, porque o João, o João agora está. Ainda por cima ao pai é destas pessoas que elogia o filho como se fosse o maior. Porquê é que estás a fazer isso? Eu não sou o maior. Estás a criar expectativas na cabeça das pessoas. As pessoas vão naturalmente ficar na defensiva ou criticar-me, e depois eu vou ter que me exaltar e vou ter que defender e vou ter que dizer que sou o maior e eu não queria, porque estava no meu cantinho, estava bem, os nossos pais fazem bem isto: que é tipo: pá, isto aqui, esta aqui é a Teresa.
SPEAKER_04Não, ela agora está muito bem, ela tirou licenciatura em Engenharia, mestrado em Engenharia Plus, doutoramento em Engenharia Plus Premium, tudo isto enquanto trabalhava, fez Erasmus em 14 países, um deles, Bada Jorge, e lá está ela no seu caminho profissional, não é?
SPEAKER_03É uma coisa, nós não é 13, não é? E depois vocês, as pessoas estão a falar sobre vocês, vocês ficam tipo, eu fiz isto, vou-vos dizer uma cena que eu faço: que é eu às vezes nem olho para a pessoa que está a ouvir falar sobre mim. Não sei se isto é desrespeito, eu tento, eu faço isto, não é? Tipo, estou a ser falado, olho para o lado que é para fingir que não estou a ouvir, mas depois é tipo, porra, isto assim é desrespeito. Então de repente olho para a pessoa e fico tipo, este sou eu. O meu pai orgulha-se de mim, este sou eu já chega, está bem, pai, já chega, vamos parar com esta conversa, não é? Uma coisa muito desconfortável. Entretanto, este jantar todo acabou por se deslocar para onde? Para uma festa da terrinha, onde eu mandei um tiro, malta. Eu mandei um tiro e não foi qualquer tiro, ok? Para já eu cheguei e pedi uma aguinha, que era para ficar com os pés na terra, logo, logo, logo, logo, logo, não há cá coisa. Então, já chega, percebi como é que estava. Malta, eu na pausa para cigarrinho durante o jantar eu fui apanhar ar, porque eu não fumo, só de vez em quando são em festas.
SPEAKER_02Fui lá, fui apanhar ar e eu malta, fiquei tipo a cambalear, assim meio opa, a perder o equilíbrio completamente.
SPEAKER_03Fiquei tipo, inclusive houve uma altura em que o meu corpo descaiu todo para uma perna e eu comecei a levantar a outra, portanto, estava a fazer o avião, sabem? Pois para estabilizar, pus-me em posição do Ronaldo, abri as pernas, fiquei assim, que era para ver se ver se se acalmava um bocadinho, mas pronto, fomos lá à festa da terrinha e fomos mandar um tiro. Malta, tiro este. Um senhor que estava no jantar fez questão de me pagar uma bala para eu disparar.
SPEAKER_01Porra!
SPEAKER_03A honra, malta, a honra, a honra, vocês, como eu já vos tenho vindo, vindo a dizer, nunca sei como é que conjugar os verbos. Eu dizer a vós episódio anterior que eu ter dificuldade em interagir com o homem porque não tive interação homem na infância, uga-buga.
SPEAKER_01Ok?
SPEAKER_03E fiquei muito contente porque houve um senhor que de repente me estava a querer pagar uma bala para eu disparar, meu pai. Eu disparo, mas queres que eu disparo? Eu disparo para o alvo, mas eu também disparo para alguém, queres que eu disparo para quem? Queres que eu disparo para quem, meu? Eu disparo por ti, eu faço tudo agora, dá com um beijo na boca e pronto, lá está ele, não teve interação com os homens agora. Olha, olha um beijo na boca, é assim, logo. Não sei, foi um momento especial para mim, gostei muito, senti que aquele tiro foi mesmo lá. Se eu acertei, não importa, não importa, porque eu disparei uma bala que foi paga propositadamente para mim, ok? Boa. Nesta grande noite de festa da terrinha ainda aconteceu uma coisa que eu achei linda. Foi um momento que eu sinto que parei no tempo. Portanto, o meu pai continuou aquela ação de me apresentar a pessoas, mas desta vez ao contrário, ou seja, ele estava a apresentar a pessoa a mim. Só que esta pessoa não estava ao pé de nós, a pessoa não estava ao pé de nós, não se chegou ao pé de nós e disse: Ah, olha, este aqui é o Zé, andou comigo na escola. Não, não foi assim, foi o Zé estava lá longe na festa sentado numa cadeira de plástico, porquê? Porque era boeda, velhinho, ok? Completamente imóvel, ok. Ah, é velhinho, mas para estás a dizer velhinho era porque era fofinho. Não, não, era um bêbado. Era um gajo com um carinha de bêbado, vamos ser sinceros, também teve a bebida a boeda, vesquinho. Estava ali um velhinho cansadíssimo, sentado numa cadeira de plástico, com os seus amigos velhinhos também, sentados em cadeiras de plástico, e o meu pai de repente aponta para ele: sabes quem é? É o Zé Manel da Esquina. Se ele se chama Zé Manel da Esquina, não, é só para identificar: Zé Manel da Esquina, o Zé Manel da Esquina que me deu, não percebi bem, porque eu também já estava todo mamado, não percebi bem o que é que ele me estava a dizer. Só sei que eu olho para o homem e o homem todo mamadinho, todo imóvel, todo velhinho, todo o que sai. Ou seja, ele percebeu que o meu pai estava a apontar para ele. Ele percebeu porque é que o meu pai estava a apontar para ele.
SPEAKER_01Porque me estava a apresentar a mim, olhou para mim e sem mexer um único músculo da cara mandou um pescar de olho.
SPEAKER_03Não, mas a sério foi dos pescar de olhos que eu já vi na vida. A sério. Mas a sério, nem estou em humor, nem em piadinha. Malta, o gajo pescou o olho de uma forma que foi tipo, aquele pescar de olho para mim disse tipo Zé Manel da Esquina, prazer, como está? Em que posso ser útil? Oçam, foi tipo. O gajo deve ter 90 anos, estava imóvel, estava bebê-se sentado, só mexeu, pescoço, olhou para mim, Tingas. Já está. Como é que é? Foi tipo um como é que é? E foi tipo, é que o gajo nem estava a olhar para o meu pai nem para mim. De repente foi apanhado de surpresa com alguém a apontar-lhe o dedo, olhou, tal, pisca-lhe o olho, segue, vira para o outro lado, vira a cabeça para o outro lado. Malta, ganda pescar de olho. E foi mais ou menos assim que terminou a festa da terrinha e diria que terminou bastante bem. Uma coisa que eu notei a semana passada é que eu ouvo ali um ou dois dias em que estava a cheirar um bocado mal da boca. E eu tenho medo disso, tenho mesmo medo de ser uma pessoa que cheira mal da boca. Porque imaginem o que é que é vocês estarem, por exemplo, numa empresa e vocês estão a defender o vosso ponto de vista. Por exemplo, imaginem que estão a defender um aumento salarial. Isto parece bem específico, mas não. Imaginem que estão a defender um aumento salarial, ok? Estão numa sala com o vosso patrão ou com a pessoa responsável pelo vosso aumento salarial ou whatever, o que seja, e você, juro que isto parece bem específico, mas não é. Imaginem que vocês estão a defender uma coisa em que vocês acreditam, não é? E de repente vocês estão ali, epá, não, porque vocês assim, se me estão a dar mais responsabilidades, eu não posso receber menos. Não posso. Ai, podes, podes, com esse bafo, amor-te vivo, ai não, não podes. Porra, tenho boé da medo, tenho boeda medo disto de estar a defender um ponto de vista em que eu acredito, mas como cheiro mal da boca, isso vai claramente tirar toda a credibilidade àquilo que eu estou a dizer, porque eu cheiro mal da boca, a pessoa não está ali, a pessoa já morreu, meu, a pessoa que está à minha frente a levar com aquele bafo de cão já morreu.
SPEAKER_02Eu estou a tentar defender um ponto ou uma coisa que se calhar até tem razão, mas como a pessoa está a levar com um bafalhão a camelo, coitada.
SPEAKER_03E tipo, imaginem como é que era antigamente. Porque, se às vezes uma pessoa acorda de manhã, lava os dentes, mas como não comeu nada, cheira mal da boca, que foi literalmente isto que me aconteceu, estava a cheirar mesmo bueda mal. Boeda mal, tipo, estava mesmo horrível. E cheirar mal da boca não é um cheiro à mal, tipo, ah, sujidade, ah, cheirar cocó. Não, é um cheiro ao mal tipo zumbi, tipo girino, tipo xereque, tipo carne podre, tipo pântano. Horrível, é horrível cheirar mal da boca, uma pessoa sente-se mal, fica logo tipo, não quero falar uma boca mal. Imaginem como é que era antigamente, que eles nem lavavam os dentes, nem sabiam, nem sonhavam o que é que era fita dental, nem listrino, nem nada disso, e por falar em listerino digo-vos uma coisa: bochichar com essa porcaria aquilo arde meu, por favor, digam-me que eu não sou o único, eu acho que não sou o único, porque é tipo aquele arde para caraças, meu. E eu tenho quase certeza que é tipo, se tarder é porque a minha boca tem aqui bactérias, ou vírus, ou antavírus, tenho antavírus dentro da boca. Eu engoli o antavírus para a sociedade não ir, sabem? Não ir para a pandemia outra vez, fui eu que engoli. Não, mas eu sinto eu sinto que é tipo, eu sei que se tarder é porque tenho o ácido, pode ser choque de fluidos orais e listerine. Bem, de repente fluidos orais, sou dentista, mas pá, não sei, a mim dói-me, a mim dói-me, não sei, e não foi tipo de misturar listerino com álcool, porque esta cena do álcool ficava bem bandezido foi tipo uns dias a seguir, portanto, não isto arde-me, por favor. Digam-me que eu não sou o único. Outra coisa que eu adorava ter falado semana passada, só que acho que ainda não tinha vivido o suficiente para falar como deve ser, ou pelo menos como eu queria falar, é sobre o gatinho, sobre a gatinha, sobre a flor. Malta, há vários pontos que eu quero aqui falar. Primeiro é que eu gosto bastante de gatos, acho que gatos são mesmo um animal bastante especial. Temos que lhes dar isso. Porque ok, lá vai um carro, tudo bem, uma pessoa não tem um estúdio, é o quê? Mas ouçam, os gatos são mesmo especiais porque eu acho que eles fazem-nos bem, sinceramente. Eu sinto que a flor, a gatinha, fez-me bem, sabem porquê? Porque como os gatos têm uma personalidade, eles tipo não são os cães que vocês vão-lhes dar mimo e eles ficam, atiram-lhes uma bola e eles vão. Não, os gatos estão na deles, eles estão na vida deles, estão nos pensamentos deles, estão nas reflexões deles, eles estão no calendário e na agenda deles. Se eles depois tiverem tempo, vão ter com vocês. Como eles funcionam assim, eu acho que isto ajuda-nos a nós que temos gatinhos e não sei o que. Eu acho que donos de gatos epá, mas porquê que estão a passar a boa de carros esta hora, meu olha? Vão salvar a seleção de Portugal. Como os gatos têm toda uma personalidade, toda uma vida, não é? E não fazem aquilo que nós queremos que eles façam, eles fazem aquilo que eles querem. Como eles são assim, isto obriga-nos a tipo, bem, então olha, deixa-te estar e eu estou na minha. E eu acho que isto é bem importante para nós seres humanos, tipo, saber separar as coisas, tu tens os teus problemas, eu tenho os meus, por exemplo, se tu arrebentares o sofá, é problema teu, percebes? Vais ter que comprar um ovo. Por acaso não é, vais ter que falar com o meu pai, porque o gato é dele, não é meu, mas pronto, mas estão a perceber quando imaginem, vocês se calhar com um cão, vocês vão pegar no cão, trazem-no para o pé de vocês, dão-lhe mim e ele fica. Os gatos não, vocês podem fazer isso 30 vezes, se eles não quiserem, eles não querem. E depois vocês aceitam, vão para o vosso cantinho, vão fazer as vossas cenas, se calhar até ficam naquela porra, espero que ele venha ter comigo e ele vai ter com vocês. Ou seja, eles estão na vida deles, eles estão na vida deles, nas cenas deles, as atividades deles, os pensamentos deles, na vida de gato deles, arrebentar-se faz e arrebentar cortinados e arrebentar bolas e a comer e a beber água e com aquele ar de a partir vasos e a partir copos e tudo mais, estão na vidinha deles, na caoticidade, na vida caótica deles, não sei se caoticidade, sequer é uma palavra, estão na vida caótica deles, na maluquice deles, mas depois vem ter com vocês e digo-vos uma coisa, eu dormi uma cesta, acho que foi no sábado, não sei se foi no sábado, se foi no domingo, eu dormi uma cesta com a flor malta. Uma cesta linda, porquê? Porque aconteceu isto, eu deitei, ela depois veio ter comigo, veio ter comigo, deitou-se no meu rabito, ao pé do meu rabito, e como vocês devem calcular, faz imensa impressão, não é? Vocês parecem-la a fazer vos cocígas no olho do rabito, vocês têm que o tirar de lado, ela não vais chegar aí a dormir. Portanto, aí sim peguei nela, trouxe para o pé de mim e ela ficou, e ela ficou, e senti, custa um bué porque, ou seja, ela está em casa da minha família, não é? E de repente eu venho para a minha casinha, para a minha casinha aqui em Lisboa, e tipo, vou ter saudades. É o quê?
SPEAKER_01Vou ter saudades, vou ter saudades, meu.
SPEAKER_03Uma coisa também que reparei é no desenvolvimento da relação do meu pai com a gata. Porquê? Imaginem, o meu pai é uma pessoa de cães. Ela é uma pessoa de cães, ela é uma pessoa que. Ele para ter um animal dentro de casa foi tipo gandapasso. Para o animal que está dentro de casa, ele tem que fazer tudo aquilo que o meu pai quer. Ou seja, o animal não pode descontrolar o ambiente do meu pai. Ok? O que acontece? Ele está habituado a cães e os cães conseguem ser, conseguem não, são controláveis. Ou seja, se senta, eles sentam. Tipo, para quieto, eles param. Se tu gritares com eles, há muito essa cultura. Não sei, às vezes uma pessoa tem que mandar um grito no gatinho, desculpem lá, desculpem lá, desculpem lá, oh oh oh, oh, cabelo azul. Ok. O meu pai é assim, ou seja, ele adora controlar o cão, adora tipo dar mimes ao cão, adora passear o cão e eu estou a vê-lo a ter um desenvolvimento com a gata. E é engraçado porque ele pega nela, força mimes, e ela não quer, ela não quer, mas ao mesmo tempo sinto que eles são bastante iguais. Sinto que o meu pai é um bocado cat person, sem saber que é a Cat Person. Não sei se isto nunca tinha percebido aquele meme universal de o gato. Tipo, não se dá muito bem com o pai ao início, com o pai da família ao início, porque o pai não queria o gato, mas depois acabam por ser amiguinhos. O que é que acontece? Neste caso, o meu pai até queria e até lhe está a dar atenção a mais. Portanto, vamos ver o que é que acontece neste. É um case study, não é um case study. Vamos ver o que é que acontece neste case study e depois, quando eu tiver novidades, eu trago-vos, está bem? Uma coisa que eu vejo que os gatos gostam é que eles adoram ser pegados com um frango, não. Ah, lembra-lhes a mãe? A mãe? Lembra-lhes a mãe ou lembram-nos que eles antigamente eram feitos com azeite de cebola e alho? Porra, como é que eles gostam daquilo? Ai, adoro ser pegado pela nuca. Adoro ser pendurado.
SPEAKER_01É que eles na piscina, ficam tipo, parece que estão pendurados por um cabide.
SPEAKER_03Enfim, uma coisa que eles também fazem, ou que também gostam muito, é de morder. Eles adoram morder, meu. E eu, tipo, se a semana passada eu estava meio com medo disto, eles adoram morder, sobretudo em bebé, mas se a semana passada estava com medo destas mordidelas e tudo mais, e ainda tenho um bocado, porque é tipo, se tu vens, às vezes eles mandam uns saltes, ela manda um salto, às vezes eu tipo, isto barulho foi um medo estranho. Às vezes mandam assim uns saltes bem intensos e tipo, agarram-se às cenas, e eu tenho bada medo, me imagino ela agarrar-se à minha pele e a arrancar-me a pele, de repente está-me ali a esfolar a pele, que é noja, está-me ali tipo a puxar a pele, sabem? Não, então, tenho medo disso, mas se a semana passada estava um bocadinho reticente quanto a mordida delas e coisas, não sei o quê, malta, esta semana eu já estou tipo, já estou pro eu olho para o meu pai que tem medo dela morder-lhe e fico tipo, és mesmo pussy, és mesmo pussy, não vejo que ela só quer morder para brincar, ela não te vai fazer mal. Já semana passada não estava tudo cagadinho, mas já deixo, já deixe que ela morda, já deixo que ela meio que me arrangue, faz aquela brincadeirinha e depois ela deixa, depois da tempestade veio a bonança, literalmente, porque ela morde-me e depois dá um beijinho, oi, oi, que coisa de novo! E enfim. Uma coisa que eu tenho vindo a reparar também é que com o ficar mais velho que é tipo, ok, não estou assim tão velho, mas é tipo, se 23 anos da minha vida passaram a correr, tipo, eu mais 7 tenho 30, portanto, tipo, eu estou a ficar efetivamente mais velho. Uma coisa que eu noto é que eu tenho prazer em comer coisas que eu achava que era uma porcaria, tipo em criança. Quer dizer, eu por acaso eu por acaso não, não sei. Ou seja, eu acho que estou aqui com opiniões um bocadinho diferentes da maioria. Por exemplo, comer brócolos é super bom, meu. Ouçam, eu comer bróculos é mesmo incrível. Eu a semana passada senti a necessidade de comer um bróculo. Porquê? Porque uma pessoa come um bróculo e aquilo é verde, é saudável, para mim é saudável. Para mim, uma refeição incrível é um bife, massa e brócolos. Eu juro que é mesmo bom. Juro que é mesmo bom. Uma coisa que eu também tenho imenso prazer em comer e que antigamente era que nojo. Por acaso bróculos não era, mas este era. É esparregado. É esparregado, esparragado é bom. O esparregado é tipo incrível. Esparregado, é incrível. É tipo, é bom, é delicioso. Ou, por exemplo, começa a valorizar, comer uma canjinha, beber um chá, a utilidade do chá, uma coisa que o meu amigo Adin me passou: beber chá com leite é bom, eu juro que é bom. Soar nojento, mas é bom. Sabe a baunilha, eu acho que isto é o suficiente para vos convencer. Uma coisa que não tem a ver com comida, mas eu acho que a minha opinião é contrária à maioria, é colar cromos não é assim tão fixe, não só não é tão fixe como cansa, fora o gastar dinheiro, ok? Fora o gastar dinheiro, mas cansa. Uma pessoa está a colar cromos e aquilo, primeiro, tirares um cromo é difícil. Estás ali, às vezes, pelo menos 30 segundos, vá para tirares o cromo do autoclante ou para separares os autoclantes, e tipo, aquilo, tens de ter uma unha mesmo afiadíssima. Depois tens que ser bué de acerteiro a colar, depois começam-te a doer as costas, começam a doer o meu, eu não tenho idade para isto. E depois eu estive numa festa de uma familiar a trocar Kromos e senti que foi bué falta de respeito porque eu estive o jantar todo a trocar Kromos. Eu não ia gostar que me fizessem isso. Eu não ia gostar, eu ia me sentir mal. Eu ia me sentir mal, eu fico, porquê é que não me estão a dar atenção? Portanto, não sei se adorei os Kromos, pá. Não sei se adorei aqui o Clar Kroms, acho que não é assim tão fixe. Mas estive numa festa de uma familiar e a minha família tem uma coisa que é mesmo engraçada, que é a minha família cantou os parabéns para sempre, mesmo, mas quando eu digo para sempre é tipo, é uma cena, eu acho que é mesmo uma experiência única, eu acho que isto não acontece com mais nenhuma família, tipo, a minha família começa os parabéns com tipo como todas, ok? Parabéns a você nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida, hoje é dia de festa, cantam as nossas almas para a menina, uma salva de palmas. E agora? E agora veio. Tenha tudo de bom, o que a vida contém, tenha muita saúde e amigos também. E agora acabou? Não, hoje faz-nos porque Deus assim quis, e o que nós desejamos é que seja feliz e que patamariz. E agora acabou, não! Não acabou. Agora vem uma rapariga específica da minha família que faz isto desde os 8 anos, ou 9, ou 10, não sei, faz disto, isto que é muito pequenina, ok. Vem e faz esta cantiga específica, engraçadíssima, mas que já não tinha piada ao início, agora já não. Já não tem piada. Ela vem de lá sempre e já é forçada. Ela já faz aquele forçado ao suficiente. Pronto, e a cantiga é a seguinte: e uma salva de palmas. Não há uma sem duas, não há duas sem três. Uma palma, palma e meia, palma invertida e uma simulação.
SPEAKER_01É, batata frita, malta. É isto, pá.
SPEAKER_03É isto. O cantar os parabéns na minha família é isto. E eu não sei como é que não há de repente não entra o papa também. Parabéns para a dia, parabéns para ti, de repente não percebo, não percebo. Mas os meus parabéns na minha família são sempre assim. Todos os jantares são isto, são longos, mas é bom ao mesmo tempo. É bom, espero que continue a existir. E tipo, se aquela rapariga não fizer, não continuar a fazer, eu estou a dizer que ela está contra a gente, mas é tipo, se ela não for fazer, eu vou fazer, eu vou assumir. Porque assim há que manter a tradição na família. A semana passada também falámos sobre aquele tema de opções de vida, e eu queria só reformular porque talvez a mensagem possa não ter passado muito bem, porque, ou seja, o que eu queria dizer é que, e acho que vou resumir isto com uma frase que eu ouvi esta semana de um PT no ginásio, a falar sobre planos de ginásio, é que nós na vida temos que escolher uma coisa sustentável para nós, pimba! Toma aí um achismo, um clichê, mas é verdade, é verdade, porque, ou seja, eu acho que todos nós, e sobretudo a geração Z, que crescemos nas redes sociais a compararmos a ver quem é que é mais feliz, quem é que vive a melhor experiência, quem é que tem a melhor vida, quem é que diz a melhor coisa, quem é que vai ao melhor sítio, quem é que não é? E eu sinto que até escrevemos em minúsculas para ser mais tipo parece que é tipo quanto menos, quanto mais pequenina for a letra, melhor, não é? Temos isto é só uma coisa à parte, não tem nada a ver com o que eu estava a dizer, mas é engraçado. Ou seja, nós gerações que já vivemos nessas redes sociais e de comparar e não sei o que não sei quê, às vezes parece que temos todos aquela ideia de make it e de sucesso, parece que o sucesso é igual para todos, parece que a ideia de sucesso é igual para todos, e não é, e não é um exemplo bastante exemplo. If you know you know, um exemplo bastante exemplo é as pessoas que têm uma relação às vezes podem indicar a outras para terem uma relação. Eu estou a rir porque eu já fiz isto, mas foi uma recomendação, não foi uma obrigação, ok? Mas por exemplo, às vezes vê-se tipo aquele rapaz terminou a relação, porque é que ele terminou a relação, tipo, ter uma relação é tão bom. Epá, eá, se calhar, se calhar para ele não é fixe, se calhar não é sustentável para ele, se calhar se calhar ele não gosta, ou vamos pôr isto se calhar de forma mais simples. Achei que relacionamentos eram um tema simples, não foi. Nada, mas imaginem a questão do trabalho, como eu tinha dito, se calhar para uma pessoa é mais sustentável trabalhar um 9 to 5 à noite, ou seja, se calhar um 5 to 9, tipo, mas 9, não, 9 p.m. tipo 9 a.m. Portanto, se calhar é mais sustentável para uma pessoa trabalhar durante a noite porque se habituou, porque seja pelo que for, e para outra pode ser mais sustentável trabalhar durante o dia, para uma pessoa pode ser mais sustentável fazer um exemplo um déficit calórico super agressivo, mas para outra pode ser mais sustentável fazer uma coisa mais a longo prazo, para uma pessoa pode ser mais sustentável escolher uma televisão grande e pagar a TV cabo, para outra pode ser mais sustentável não pagar a TV e ver só aderir só a serviços de streaming, estão a perceber? Ou seja, não existe nenhuma resposta certa e eu acho que quando começamos a crescer, acho que nós, genes, e sobretudo quando começamos a crescer, começamos a perceber isto, que é tipo, pá, não existem opções certas, as ideias de sucesso, as ideias de bem-estar, as ideias de whatever não são sempre iguais, não são iguais para toda a gente, nós não, o senso comum é tipo, nem toda a gente tem o nosso senso comum, ou o senso comum em que nós estamos inseridos, não é? Vai aprofundando, e era isto que eu queria era esta a mensagem que eu queria ter passado porque acho que é um tema super interessante, porque, por exemplo, uma coisa que eu também noto, uma coisa que eu e todos nós notamos hoje em dia é que nós ao crescermos parece que estamos eu sinto que estamos todos a viver sobre aquela ideia de quer dizer nem todos, mas lá está, nem todos, mas uma grande maioria de nós quando começa a ficar adulto percebe e eu acho a meu ver acho que percebe bem que as coisas têm que ser feitas por nós, ou seja, ninguém nos vai salvar, é um bocado isso, essa a ideia, ninguém nos vai salvar, ninguém vem aqui, estás a pitar porque estás a arrebentar aí fora, é um espanhol, ninguém nos vai salvar, tipo é uma ideia um bocado realista, eu sou bastante positivo, às vezes odeio esta ideia, mas é verdade aquela ideia de tudo se faz, tudo se vai fazer, tem que ser feito, é um pouco assim, e eu sinto que quando começamos a crescer e a ficar adultos começamos a perceber que há muitas pessoas que vivem desta forma, de tipo se faz, eu consigo, eu vou fazer, porque senão ninguém vai fazer por mim, e depois surgem pessoas céticas porque lá está, se são elas a fazer, porque é que não são porque é que as pessoas não fazem, ou porque é que não é um não é? Ou seja, surge-se aqui algum ceticismo e alguma frieza quanto à vida, mas não sei, é uma coisa que reparo que todos nós, sobretudo os Genesis, quando começam, que agora estamos a ficar mais adultos, vivemos sobre esta cena de tudo se faz, tudo se vai fazer, tudo vai ficar feito, vai dar certo, vai dar, vai ficar, vai correr tudo bem, está tudo bem, sem termos a confirmação de que está efetivamente tudo bem, sem termos o conforto de que está efetivamente tudo bem, ou de que aquele problema se vai resolver, aquele problema pode ser pessoal, pode ser dentro da empresa. Eu acho que é engraçado, é engraçado, não é engraçado, não é engraçado o adjetivo, é interessante, eu utilizo bem as palavras engraçado, mas pronto, não é bem engraçado, é interessante. E eu acho que por isso queria mandar o grande abraço desta semana para nós, olhem, para nós um grande abraço para nós, ah, mas não vais mandar, vou, vou, mas queria mandar o grande abraço para nós porque é tipo, pá, é difícil ser adulto e para nós não é Gen Z malta, é para nós que estamos aqui a ouvir. Gando abraço para nós que estamos a ser adultos, estamos a ser adulto é lixado, é tipo, agora fala-se mais sobre isto porque lá está, nós Gen Z estamos a ficar adultos e temos a cena de falar e de comunicar e de falar sobre isto e não sei o quê, e portanto fala-se mais sobre isto, mas pá, é difícil ser adulto, é difícil ser adulto ter este de vários dilemas de deixar de ser criança ou não, ter que ficar mais frio, ter de tomar decisões, ter responsabilidades, grande abraço para nós e os outros grandes abraços da semana vão ser dados depois do Hydration Break, que na verdade não é um Ideration Break, é o jingle do grande abraço. Olha, sabes que mais? Gando abraço. O grande abraço desta semana vai claramente para quem? Vai claramente para Cabo Verde. Cabo Verde, grande abracinho para vocês. Vocês deram tudo, não é? Para aquela. Quem me dera que tivesse me passado, mas não, tinha que passar Argentina, não é? Mas pronto, nem vamos por aí, nem falar da atitude dos Argentinos para com os Cabo Verde, que é tipo: é só disgusting, é só nojenta, mas nem vamos por aí, nem vamos por aí, mas pronto, um grande abraço para Cabo Verde. Que estive bem, vozinha, ganhou a da seguidores, de repente as pessoas sabem daqui a Cabo Verde. Isso não sei se é muito bom, que é tipo Cabo Verde estava excelente como estava, em termos turísticos, em termos de praia, de repente pumba. Mas é bom, pode ser que o país cresça, isso é sempre bom, portanto, um grande abraço para Cabo Verde para os jogadores que deram tudo, um grande abraço para aquele gajo que fez a simulação, ok? Ganda simulação que não foi tipo, era falta, foi tipo, o gajo fingiu que caiu, parecia que tinha sido falta, o árbitro assinalou, não foi nada, foi simulação, as pessoas ficaram, foi falta, e depois viram a repetição e ficaram tipo, ganda simulação. Tipo, foi mesmo ganda simulação, tipo, o gajo fez aquele aquele zig-zag com o corpo e foi mesmo, ei, ganda simulação. Eu sou o Sárbito tinha dado penalti, portanto, grande abraço para ele pela simulação e um grande abraço para Sidney Cabral meuita aura. É muita hora, meu gandagolo. Gandagolo está com aquele equipamento baggy, não é? Está com a chuteira Hyper Venom. Hypervenom? Hyper Venom. Hypervenom. Está com a chuteira vintage, meio vintage, meio modern, meio whatever. Boa da hora vai abraçar a namorada à bancada. E depois dança com os amigos. Gando abraço para ele. Um grande abraço também para Erling Brout Harland. Porquê? Eu vou explicar. Eu gosto bastante dele, porque ele é um jogador de futebol, nem é por ser um jogador de futebol, ele é uma pessoa que consegue combinar muito bem, e vi isto num posto do Instagram, é uma pessoa que consegue combinar muito bem intensidade, ser ambicioso, ser ruthless, ser implacável, ser forte, ser tipo com garra, ser dedicado, ser esforçado, ser patriota, consegue combinar muito bem esse lado mais conservador, vá, digamos assim, vamos intitular esse lado assim, com um lado goofy, tenho cabelo comprido, é tipo um sorriso que é tipo, eu sinto que vocês olham para a cara de um lado mais goofy, mais brincalhão, e portanto, grande abraço para ele. Ainda para mais, sendo jogador de futebol e sendo ponta de lança, que é tipo o gajo que recebe mais atenção, o gajo que devia ser sempre fearless e bué cold e para não sei o quê, é tipo, é um gajo goofy que sabe combinar isso com intensidade e ambição, e isso é brutal. Portanto, grande abraço para ele. Um grande abraço também, claramente para quem? Para Cristiano Ronaldo Xanzáveiro, que eu duvido que ele não apareça no Mundial de Bengala, sinceramente, e que os comentadores não estejam tipo, olha agora o remata de Ronaldo! Partiu a clavícula! Duvido que este não seja o cenário no Mundial de 2030, mas um grande abraço para ele, porque sim, olha, nem vou justificar, porque merece um abraço e portanto um grande abraço para ele. E é isto, malta. Foi isto. Estamos melhores, eu estou melhor. Olha, já sinto que Portugal nem perdeu. Não, não, não vos lembrei disto, ou lembrei. Lembrei? Ui, ui, ui, ui. Sinto que nos fez bem. Fez-me bem falar. Eu fiquei todo mais levezinho, agora vou ser sincero, fiquei aqui bastante levezinho. Olha, espero que vocês também. Espero que também tenham ficado mais levez. Um grande abracinho para vocês. Portugal perdeu, não faz mal. A gente está de voltar mais forte. Espero que sim, sinceramente espero mesmo que sim. Mas pronto, tenham uma boa semana. Ok? Um grande beijinho nessa testa. Um grande abraço e até para a semana, mas Puro.
unknownSempre aqui