Sempre aqui.
Sempre aqui.
Sempre aqui.
episódio 14
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meus purooous, gostei deste
achei que tava pouco mas afinal eu falo mesmo pelos cotovelos lol :P
neste episódio falamos de Gregos, Troianos, Helena, Páris, Zeus e estes nomes todos que deixam qualquer pessoa que não percebe de História ansiosa; ser filho único, ensinar estagiários, Nova SBE e mais umas coisinhas.
demos os gandas abraços e as recomendações da semana.
beijinho e obrigado meus puurous, boa semaninha! <3
Sempre aqui.
SPEAKER_00Como é que vocês estão? Espuras, bem-vindos aqui ao episódio 14. Sempre aqui. E como é que vocês estão, malta? Como é que estão a entrando esta semana? Estão bem? Estão stressados? Estão contentes? Estão. Vou-vos dizer, estão a soar. Malta, vou-vos dizer, já que vocês não me dizem, eu vou então falar sobre a minha semana. Malta, para já, digo-vos uma coisa: estou a soar por todos os lados. Eu estou a soar da cova do joelho, da cova do joelho, da lombar, epá, e digo e estou com dor de cabeça. Eu até vou ser honesto com vocês. Não é a primeira gravação do podcast que eu fiz, porque estou com tanta dor de cabeça que os pontos de vista, digamos assim, as observações de género que aqui se tem, não estavam a sair bem, eu queria. A dor de cabeça estava aqui a meter-se no meio, estou todo suado, meu. O que é isto? Que corpo é este? Enfim, enfim, até parece que é um grande problema, não é? Malta, o que é que eu vos queria dizer que é mesmo importante? Esta semana. Esta semana, mais concretamente, hoje, notei que estamos a 13 amanhã, terça-feira, 14 de julho. E eu sei, é, uou, incrível, estamos a 13, 14 de julho. É, porquê? Porque antes, porque ocorreu-me que o verão está a acabar. O verão. O verão está a acabar. É tipo duas semaninhas para agosto, entre agosto e depois está a setembro. Setembro, que é um mês lindo, magnífico. Mas antes que depois o verão termine e nós cheguemos ao fim. Chegamos ao fim. E a gente chega ao fim. E nós chegamos ao fim e ficamos, porra!
SPEAKER_01Que a mulher não tem a proveedor de mãe o verão! Que me deram a proveedade de mãe.
SPEAKER_00Antes que isso aconteça, temos aqui 15 dias para agosto, agosto, e é um mês, e basicamente é um mês e meio, ok? Só aqui dar o heads up para quem. Malta, para quem se estava a esquecer, heads up aqui, ok. Aqui ali, heads up, verão não está a terminar, ok. Mas já estivemos mais longe, ok? Portanto, bora aproveitar o verão. A semana passada aconteceu uma coisa que eu achei interessante, que é a seguinte, eu já fui estagiário, ok? E no meu tempo, quando era o estagiário, pá, a vida era lixada, uma vida era lixada. No meu tempo, enquanto estagiário, que foi tipo o ano passado, quando eu fui estagiário, eu senti sempre imensa insegurança, imensa insegurança, imensa ansiedade. O que é que se passa aqui? Estas pessoas gostam de mim ou não, gostam do meu trabalho ou não, que é normal. São sensações que nós tentamos mitigar. Mitigar, pô, suput. Heads up, heads up, são sensações, são inseguranças, são coisas que nós tentamos reprimir. Porra, esse gajo está a mal a verbo. Ok, já chega. Tentamos ao máximo não mostrar a ninguém, não é? Para não complicar ali a coisa, não é? Pronto, mas nós estamos a sentir aquilo tudo. Será que as pessoas gostam do meu trabalho? Será que as pessoas gostam de mim? Será que vão ficar comigo? Todas estas questões passam-nos pela cabeça. E muitas vezes culpamos o lado de lá, as pessoas que nos estão a receber, as pessoas que nos estão a formar, porra, o meu orientando, o gajo nem queria saber de mim, meu. O gajo estava era tipo nas bahamas ali a apanhar sol e estava-se lá, nem quer saber. Eu pedi-lhe ajuda e tipo, epá, o gajo não dava. Este tipo de coisas que é normal, uma pessoa também precisa desabafar em algum lado, não é? Se não vai dizer como é que está a sentir que tem que desabafar, tem que desabafar, que todo o desabafo seja através da fofoca. Amen. Acontece que neste momento eu estou na posição de receber estagiários, ou seja, de trabalhar com estagiários. E como eu vejo que muitas vezes eles estão ali sem fazer nada, a semana passada decidi, olha, não bora desafiar, bora dar-lhes trabalho, que é uma péssima ideia, bora dar-lhes trabalho para eles se sentirem úteis, para sentirem que estão a fazer alguma coisa, para se sentirem bem, para se sentirem que estão a dar algo de si, estão a descobrir, também a aprender alguma coisa, eu também vou aprender com eles, com certeza. Bora, let's go! Acontece que esta proatividade não foi recíproca, ok? E a coisa foi mais ou menos assim. Olá Pedro, tudo bem? Não se chama Pedro, ok? É só tipo Pedro, é um bocado nome de estagiário, portanto. Olá Pedro, tudo bem? Olha uma coisa. Isto sou eu a falar, ok? Se calhar não falo assim, se calhar tenho que mudar a minha voz. Olá Pedro, está tudo bem? Olha, estás a fazer alguma coisa? Não. Ok. Então, e se nós fizéssemos tipo. Dás umas ideias aqui para um projeto e daqui a 10 minutos vamos reunir e trabalhamos? Pode ser?
SPEAKER_02Ok. Onde?
SPEAKER_00Mano, pode ser onde quiseres. Pode ser tipo. Pode ser naquela sala ali. Ok? Tipo, reúnes aí três ideias. Ok. Reúno 11. Queres que eu faça um word para isso? Pode ser, tipo. Pode escrever um papel e depois reunimos ali. Envio-te por e-mail. Putz, assim não dá. Assim não dá. É tipo assim não dá. Eu já nem sei se tu queres dar as ideias, assim. Sinto que agora se calhar, como interpretei aqui o papel da outra pessoa, se calhar estamos a sentir pena dele, não é? Já estamos um bocadinho. Mas epá, porra, tipo, falta-lhe ali pro atividade, meu. Bora, puto, bora para cima, mano. O que é que tens a dizer sobre o mundo? Dá-me dois. Porra, pá. Estou animado, não estás. Estou animado, putz. Fogo. Esta cena dos putos, não é cena no chalã. Agora tem que ser suziado, mano. Eu não tenho noções. Eu nem penso. Eu nem penso nada, nem sinto nada. Sou uma parede. Sou um bufet sem comida. Puto. Porra, mano, anima-te, mano. Solta-te, puto. Poxa, o que é que tens a dizer sobre a vida, sobre o mundo, mano? Mandei uma ideia, pô. Ao mesmo tempo eu percebo que é difícil estar na posição do estagiário. Como estava a dizer, pá, é tipo, pá, será que isto é só comigo? Será que não é? Tipo, parece que é uma idade tramada. A idade dos vintos é uma idade tramada. Eu que já estou nos meus vindos. Esta questão de experiência única, eu acho que me leva aqui para outro tema que é ser filho único. E assim para já digam, ou melhor, não digam, não é? Mas posicionem-se aí, posicionem-se aí, ponham aí na vossa cabeça se vocês são, tipo, se vocês são contra ou a favor dos filhos únicos, estou a brincar, não é? Se são contra ou a favor, mas a primeira palavra que vos vem à cabeça quando ouvem filho único, qual é? Ok, terminou o tempo. Foi o quê? Foi pessoa mimada. Foi pessoa que precisa de atenção. Atenção. Foi atenção, atenção mimado, ingéno. Não, ingénu, não. Mas atenção, mimado, não é? Então, é assim.
SPEAKER_02Primeiro, eu não sei se dá para reparar, mas eu sou filho único.
SPEAKER_00Eu sou filho único. Eu acho que é, isso não está nem sequer tem. Whatever, pronto, é assim, os filhos únicos primeiro. Os filhos únicos precisam de boa atenção e tal. É assim, primeiro eu não pedi atenção a ninguém. Desde que nasci, desde que nasci não pedi atenção a ninguém, toda a gente me dá atenção. Toda a gente me dá, é assim, assim também é difícil. Eu lembro-me perfeitamente. Eu vivia ao pé da minha escola básica. Eu e a pé não me deixavam. Tinham que me levar de carro. Eu pedia para ir a pé, mano. Eu pedia para ir a pé, eu podia para sofrer. E os meus pais não queriam, porque tinham medo que eu ganhasse pé de atleta. Andar a pé. Portanto, os meus pais é como por isso. Eu não pedi, eu não pedi. E ao mesmo tempo é assim, não me pedi, mas também o quê? Ia recusar proteção e amor incondicional. Assim, que hoje em dia está difícil de encontrar. Poxa! Malta! Portanto, é assim, os filhos únicos precisam, e depois é assim, toda a gente gosta de atenção, não são só os filhos únicos. Vão dizer que a atenção não é bom. Ai receber miminhos, beijinhos, que noijo, está bem, estão pronta, então deixa estar mais fica. Toda a gente gosta de receber atenção. O que eu dou, o que eu acho que é um ponto que eu aceito, é que os filhos únicos não sabem brincar e passar aqui uma moto. Olha, tem que passar aqui uma moto, tudo bem, lá vai ele e passar aqui uma motita, mas os filhos únicos não sabem brincar. É um ponto, é verdade. Eu acho que é verdade. Eu, enquanto filho único, eu noto, tenho que admitir que é verdade. Porque nós também não brincamos da nossa infância. Nós não brincámos, meu. Brincava com a parede. Eu tinha que fingir que tinha amigos, tinha amigos imaginários ou caras, tinha que estar a brincar com Action Memes e bonecos da WWE. Se filho único é lixado, seu filho único era isto, tinha que estar a brincar com Peluche, meu. Tinha que estar à porrada com Peluxo em cima das camas. Não tinha irmãos, ia dar porrada em quem? Pois é isto. É um facto que às vezes eu dou por mim a não saber brincar, eu já disse isto aqui, a não saber brincar, e gostava de ter aquela interação que as pessoas que têm irmãos conseguem ter aquela conversa ou aquela brincadeira que é brincar, não é sério.
SPEAKER_01Eu é tipo, se eu disser assim trouxeste não sei o que ver, parece o Shrek e tu pareces a Fiona, eu pareço que é dizer que eu é isto que acontece aqui dentro, basicamente é isto que acontece aqui dentro.
SPEAKER_00Eu não sei mesmo brincar, e depois também noto que às vezes dou por mim, e por acaso passei por um artigo para escrever esta cena, passei por um artigo que dizia que porque é que os filhos únicos são, a maioria são, sentem-se incompreendidos, e isto é mesmo é um facto. A maioria de nós, filhos únicos, às vezes sentimos-nos tipo, ninguém nos percebe, ninguém nos ouve, e eu odeio quando isto acontece, mas eu também já partilhei aqui, há ali um certo período do mês em que eu entro no meu TPM de Filho Único, que é mesmo assim, é verdade, é verdade, não estou a sem nada, é verdade, é a minha fase, é a minha fase, não me chata, não me chata. Eu entro ali e fico rabugente, fico tipo, porque é que ninguém me compra? E irrita-me, eu começo a entrar nisto e fico tipo, para com isso, para com isso, pá, ai, ninguém me ouve, para com isso, fala mais alto, então se ninguém te ouve, meu fala mais alto pá, irrita-me. Essa cena de filho único irrita-me, mas filhos únicos são pessoas muito fixe e são pessoas que eu acho que são leais. Porquê? Quem é que está a dizer algum artigo sobre isto? Não sei. Pesquisem críticos. Não estou a dizer vocês meus puros. Não estou a dizer críticos. Olha, vai gente, há gentear o outro. Estás a perceber? Eu acho que filhos únicos são bem leais. São tipo, são leais. Vocês dão-lhes atenção e eles são leais. E isso é raro hoje em dia. Portanto, filhos únicos eles são a cena. Esta semana que passou, também vi um TikTok de uma influencer que eu acho que se chama Mariana Dias, e era um TikTok muito interessante a preparar os espectadores para ver o filme A Odiseia, do Christopher Nolan. Que se vocês não estão a par, basicamente fala sobre a história da Grécia e dos Troianos. Malta, é o melhor que eu consigo e já lá vou. É o melhor que eu consigo e já lá vou. É assim. O que é que eu tenho? Malta, uma melga mordeu-me. Ei, então a meio. Oh puta. Ei, é bem. Bem, adianto. Desculpem lá, desculpem lá. Adianto. O que é que acontece?
SPEAKER_02Eu sinto. Eu vi. O que é que eu sinto?
SPEAKER_00Eu vi o TikTok e para já um TikTok boé útil. Boé útil giro, a história é gira, portanto, Gandalf para a Mariana Dias, acho que ela se chama Mariana Dias. Só que eu noto que eu tenho boa dificuldade em prestar atenção, sobretudo, a história. Tipo, nem a prestar atenção, é tipo, eu tenho dificuldade em compreender. Porque eu começo a perguntar porquê. Tipo, mas porquê? Mas porquê? Mas porquê? Está bem, mas é o casamento, mas de quem? Ah, é de não ser de quem, mas de quem? Porquê? Porquê que eles estão a casar? Ah, porque eles queriam unir território. Está bem, mas porque é que era benéfico unir território? Estão a perceber? Mante, eu só vou compreender-te. História a mim dá-me ansiedade. Para já, não só por isto, por esta questão do porquê. Eu preciso mesmo perguntar porquê, eu preciso perceber tudo. Eu preciso perceber tudo desde o início. Senão, eu sinto que não estou a perceber nada. Não só isto, como as minhas professoras tratavam-me sempre. Não era por João, não era por João Rui. Era pelo meu último nome, que é Lopes. Então era tipo. Oh Lopes, presta atenção. Oh Lopes, olha aqui uma coisa, estás a brincar porquê? Queres ir para a rua? Por acaso nem era muito nem de ir para a rua. Lá está, filho único. Estava a brincar. A pessoa, a professora, dizia: Ah, mas estás a brincar, ui, ui, ui. Caladinho, caladinho que nem uma olhada. Caladinho. Mas, história, para mim, sempre foi uma disciplina. Eu hoje em dia vejo pessoas que sabem de história e fico tipo. Epá, uau, olha, sabes que mais, palmas para ti. Parabéns, meu. Tipo, como é que tu sabes isso tudo? Como é que tu consegues memorizar tudo? Ah, porque era o Império Romano e depois o Império Otomano e depois o Império Manamano, mano, como é que tu consegues memorizar tudo e saber tudo, e ao mesmo tempo, isso é importante saber, porque depois explica certos fenómenos que nós estamos a ver na atualidade, é tipo porra. Por exemplo, conheceres os autores que diziam que pessoas do sul eram mais preguiçosas, pessoas do norte são mais não sei o que, tipo, saberes tudo, eu sei que é melhor ainda começar por eu sei que, que eu melhor do teu caladinho, que eu não sei, não é que eu não tenho, não é que eu não saiba, eu acho que tipo, deep down, eu sei, no meu coração eu sei, mas que eu me lembre, não, que eu me lembre, não, e porque é que, ou seja, eu estava a ver aquele TikTok e eu percebi, lá está, eu percebi que o essencial para ir para a Odisseia, para ver a Odisseia de forma mais ou menos informado ou informada, o que é que é preciso saber? É preciso saber que a deusa da discórdia, não me perguntei o nome, a deusa da discórdia, sabem aquela casa de comédia aqui em Lisboa, a deusa da discórdia não foi convidada para um casamento. Lá está, que casamento, porque é que ela não foi convidada? Eu preciso de saber, eu preciso de saber. Começam a fofoca assim, o que é que é que eu? Enfim, ela não foi convidada para um casamento, e como ela é a deusa da discórdia, mandou um bilhetinho para o casamento a dizer que o bolhetinho era para a mulher mais bonita do mundo, há então três deusas que não me perguntam o nome, por favor. Não sei, sei que há três deusas, uma delas é bem inteligente, que é a Afrodite, que, aliás, antes disto, lá está, lá está, malta, já me estou a perder, já me estou a gostar tudo, Tony, já me estou a gostar tudo. Ou seja, portanto, vamos voltar ao início. A deusa da discórdia não foi convidada para um casamento e ficou muito chateada e criou a discórdia mandando um bilhetinho para o casamento a dizer: este bolhetinho é para a mulher mais bonita do mundo, ok? Até aqui está. Zeus, acho eu olha para o bilhete e fica tipo: Porra, como é que vamos saber quem é a mulher mais bonita do mundo? Paris, quem é o Paris? Não passa a menor ideia, Paris. Tu vais ver quem é a mulher mais bonita do mundo. Quem é tipo, cá para mim? É tipo, foi um acordo. Zeus era amigo do Paris, é tipo, oh putz, tens aí uma oportunidade, bate aí. Estão a perceber? Estão a perceber porque é que é preciso que é importante perguntar porque é por isto. Paris, entretanto, recebe uma espécie de concurso com três deusas para e cada uma delas vai provar ao Paris que é a mulher mais bonita do mundo, a primeira oferece não sei o quê, épá, a segunda oferece não sei o quê, e a terceira, que é a Afrodite, eu decorei porque é tipo, foi bem icónico o que ela vai fazer, que é ela diz: eu ofereço a mulher mais bonita do mundo. Bé inteligente, se não houvesse um bilhete que dissesse quem é que era a mulher mais bonita do mundo, e a mulher mais bonita do mundo era quem? Nenhuma delas, era Helena. Helena que era já casada com Menelau, o príncipe de não faço a menor ideia. Paris leva Helena, não se sabe se é por amor, se foi à força, se foi rápido, tipo, não se sabe o que é que aconteceu. Sabe-se que ela leva Helena, eu disse Menelena, ok. Leva Helena, criando. Não, Paris leva a Helena, já. Estão a ver, eu já me estou tudo malhado, já estou tudo a ressar-me, mas eu vou tentar focar, eu vou tentar focar para você, leva Helena, ok, ele leva para onde? Não sei, porque não a porciona, ele leva para um sítio qualquer. Vamos imaginar, por exemplo, o Colombo. Ele leva para o Colombo e o irmão do marido da Helena, portanto, o irmão do Menelau, que é o Armagadeida, não o Armameida, não Amamó, uma cena assim, um nome da estranho, decide começar uma guerra. Não é bem começar uma guerra, mas decide ir em busca unir a Grécia para irem. Não sei se é unir a Grécia, lá está, não sei. Unir os greguzinhos para irem buscar no fundo a Helena e a guerra entre Grécia e entre gregos e Troianos, eu ia dizer Grécia e Troia, sabem, Troia ali em Setubal. Entre gregos e Troianos começa aqui, mas estão a perceber. Olhem só o que é olhem só a volta.
SPEAKER_02Só a volta que uma pessoa tem que ir dar?
SPEAKER_00Não é mesmo para mim? Porque eu começo logo no início? A deusa da discórdia não foi convidada para um casamento. Porquê? É que há várias opções. Porquê que ela não foi convidada para um casamento? Porque ela é a deusa da discórdia e ia gerar conflito e i gerar discórdia, é por isso? Ou foi porque tipo ela fez alguma coisa de mal anteriormente? Quem é que se casou? Claro que se eu for ler, vou provavelmente encontrar, mas se eu depois encontrar isso vou perceber, vou querer andar para trás e para trás e depois não vou parar, ficar obcecado. E entra aqui outro tema que é muito mais prazeroso. Eu acho que existem dois prazeres na vida intelectuais. Na verdade, existem mais, ok? Claramente que existem mais, mas vamos fingir que só existem estes dois para criarmos aqui uma teoria. Existe tipo um prazer racional que é tipo o prazer do cálculo, da matemática, de conseguir resolver um problema estando sempre sob controle. Vá, não sei, é um prazer mais racional, é um prazer mais ligado à matemática e ao cálculo. E depois há um prazer que é mais sentimental, é um prazer mais eu diria identitário. Fogo, é identidário, não é? Que se diz? O prazer de identidade, um prazer mais sentimental, mais ligado às emoções, aos significados racionais, mas que só tem significado para nós porque nós temos emoções, não é? Não sei, acho que existem estos prazeres e o prazer, digamos, sentimental, o prazer ligado normalmente às letras, à história, ao português, é um prazer muito mais muito mais fixe, não sei, é uma coisa muito mais uau. Tu leste um poema e percebeste o que é que o personagem está a sentir através daquela vírgula que estava antes do ponto final e fazia um ponto e vírgula, é um saber muito, não quer dizer que é mais fixe ou que é mais não sei o quê, mas é muito bom, é muito bom ver quando eu ouço alguém a falar de história ou a falar de português e a fazer toda uma análise. Eu fico mesmo a boca aberta porque é tipo é mesmo incrível. Eu estava a ver um filme este fim de semana e reparei que um dos vilões secundários era tipo maneta, e aprendemos todos em português, onde em Ricardo Reis que uma personagem que seja maneta significa que lhe falta poder real, não é? Falta-lhe punho firme, isto é bué. Estamos a dizer que os aleijadinhos não têm poder real. Ok, pronto, falta-lhe punho firme e identificar este tipo de significados em filmes, em textos, em livros, onde quer que seja, eu diria que o prazer que isso dá, e o prazer que dá resolver, por exemplo, uma equação de matemática um y igual a mx mais b ao quadrado, eu iria optar pelo identificar que o maneta falta-lhe poder real, mas também é muito bom resolver uma equação, é bom resolver sentir que se resolveu uma equação 2 mais 2 é 4. Uou! Mas eu acho que estes dois prazeres podem coexistir e eu inclino mais ali para as letras e os significados e coisas, mas também gosto muito da matemática, portanto, não sei, eu tenho dois amores que é o prazer português e o prazer matemático. Esta semana que passou, sobretudo durante o fim de semana, eu notei que eu diria que já faço parte aqui da comunidade do bairro onde eu vivo, e isso é fixe, é fixe. Vou vos dar um exemplo no fim de semana já sabia onde é que tinha que ir buscar frango. Isso é tipo, ui, estou aqui a ir buscar o franguinho, estou aqui não sei o quê, portanto estou a criar aqui um hábito de giro, e depois a voltar, eu costumo às vezes ir aqui a uma pisaria perto da minha casa e decidi levantar na mão para dizer olá ao senhor da pisaria e ele devolveu-me olá e eu senti-me, eu por acaso estava assim mais em baixo e soube-me bem este sentido de este sentir as pessoas à nossa volta e sentir que já nos começamos a conhecer e já é hábito, habituamos-nos a ver-nos uns aos outros, é bom, sabe bem. E não só isso aconteceu como depois cheguei aqui à minha casa e os meus vizinhos são um casal muito velhinho, é um casal velhinho que vive aqui há 50 anos e eu cruzei-me com umas pessoas que estavam a descer, e quando chego à minha porta está uma velhinha a ver, portanto, o marido que foi levar as visitas lá abaixo e estava assim um bocado em plenoiro. Foi um bocado assustador, sinceramente. Eu quando cheguei, eu tipo, quem és tu? Sistema-me um bocadinho. Mas decidi fazer conversa. Decidi fazer conversa, a pessoa é muito mais velha do que eu, não tem assim tantas pessoas com quem falar durante o dia, porque não? Bora lá ser boa pessoa e utilizar esta idade jovem para ser boa pessoa. Portanto, fiz um bocadinho de conversa. Ah, então não sei o nome dela, Bernardo. Então, diga-me uma coisa. Tem sentido muito calor, não tem? Ai, tenho, tenho, tenho, tenho, tenho sentido muito calor e desse lado aí é um forno. Eu pôs, desse lado é mais fresquinho. É, desse lado aí, a minha amiga Lourdes já viveu aí e eu até fiquei cachado. E depois começou a rir. Parece choro, mas ela começou a rir. Entretanto, estamos ali a falar. Pois já pensei em meter aqui um ar condicionado, e ela, eu, um ar frio. É uma coisa que manda ar frio. Eu não a julgo, sinceramente, é assim. Eu também, se eu estou aqui sempre com incisão em relação ao verbo a utilizar, vou voltar a julgar uma senhora mais velha para não saber o que é um ar condicionado, até tem mais justificação que eu. É tipo uma ventoinha. É tipo uma ventoinha. Uma ventoinha. Ah, eu tenho uma ventoinha, quero ver. E eu, olha, tu queres ver que eu vou entrar aqui na casa da velhinha? Não, não é? Não, não, não, deixe estar, deixe estar. Não, não, venha ver, venha ver. De repente estou à porta dela a ver a ventoinha dela. E eu digo-vos uma coisa: grande a ventoinha. Que é tipo, eu também sou fofoqueiro, ok. Eu queria ver como é que era a casa dela, se era igual à minha ou não. Que como todo e qualquer vizinho da frente, a casa deles é igual à nossa, só que contrária. A disposição das coisas está ao contrário. Não é em todos os prédios, mas neste é não interessa. Ok. De repente, pá, estou ali a ver a ventoinha, estou também a ver a casa, estou-me interessado. Ah, mas entre, entre, de repente, entro dentro da casa dela e tu ali, ah, sabe, estávamos aqui a ter um lanchinho com os meus colegas da segurança social, trabalhávamos todos lá e tal, e coisa. Ah, mas olha, esta ventoinha, pois estamos aqui há 50 anos, sabe? Há 50 anos. E di fogo, estás aqui há 50 anos, poça, ok. Pronto. Entretanto, estamos ali a falar sobre a vida dela e eu pensei, ok. Olha, sabes o que é que vai acontecer? Vou-me embora, porque já não tenho nada para dizer. Então mandei aquela, olha, se precisar de alguma coisa bata aqui à porta. Eu sou o João, ali vive a minha donzela. Se precisar de alguma coisa, diga-nos. Está bem? Nós vamos ficar aqui 50 anos. Bem, ela escangalha sa rir. Risse, rice, rice, rice. E depois, tipo, no final do riso, entredentes, mandou assim um. Coitado.
SPEAKER_01Olha, olha. Olha, velhinha. Ai, a fazer-se burrinha, filareira.
SPEAKER_00A ventoinha que vais ver. Aconteceu. Mas gostei muito porque foram dois eventos que criaram aqui meio que uma espécie de comunidade e sentir que ok, estou aqui estou aqui na comunidade e está tudo bem, estou. Estou safe. Digamos assim.
SPEAKER_02Uma coisa que também reparei a semana passada e tenho vindo a reparar é que a malta que estudou na nova School Business School. É sim. Malta É Batota. É batota. Não, não, é batota. É batota. Não sei.
SPEAKER_00É batota. Malta. É batota. Eu digo-vos uma coisa. Eu nem sou das economias, como estava aqui a dizer, não sou das economias, não sou da gestão. Prefiro muito mais olhar para o maneta e dizer que lhe falta poder real. Sou muito mais, gosto muito mais, mas é assim, até me dá vontade de estudar economia e estão só para estar ali. Malta, literalmente, aquilo é mesmo. É bom, uma pessoa está ali naquela zona e sente que está em 2039. Tipo, está muito. É que é tipo. Imaginem tipo um estudante lá, não é? Ai, estou aqui a estudar na biblioteca com ar-condicionado, espaços brancos, imensos livros em que eu possa pensar. Mas se eu ao menos tivesse alguma coisa para comer. Ah, tens aqui. Tens uma pisaria aqui em cima. Sim, sim, tens aqui uma pisaria. Ai, mas deve ser muito caro. Não, por acaso, super em conta. Ah, mas a pisa engorda. Eu preciso. É de exercício físico para pensar. Ah, tens um Viva Jim. Tens um ginásio aqui ao lado. Ah, mas é muito. Não, é dos mais baratos. É dos mais baratinhos. Ah, mas eu. Não, eu preciso mesmo de comer alguma coisa. Não pode ser pisa. Ah, tens um pingo doce. Tens um ping doce. Ai, mas eu não. Não, tens a sair também. Tens a sair. Ai, não quer comer afinal. Afinal preciso só de viver o mar. Ah, podes. Tens um dúnel que vai para a praia. Ah, ok. Por acaso não são muito praia, são mais espaços verdes. Tens um jardim. Tens um jardim, uma praça onde podes pensar como se fosse um filósofo, literalmente andar na relva. Estes pensamentos que eu tenho. Pá, malta, aquilo é brutal. É brutal. E malta, se algum de vocês estudou lá, epá! Olhem, parabéns, porque é uma escola incrível, tem todas as condições do mundo e inveja, inveja o que eu tenho de vocês, sinceramente, porque aquela pisa é deliciosa. Nem vai para recomendação porque é demasiado bom para estar. É mau, não vão, não vão, não vão, não vão. Má, é uma delícia. É uma delícia. A pisa e o espaço é tudo uma delícia. Posto isto, vamos aos grandes abraços desta semana. Olha, sabes que mais? Ganda abraço. O grande abraço desta semana, o primeiro grande abraço desta semana, vai para Pédei Pimplet, Pimblet?
SPEAKER_02Pimblet, vai para este gajo.
SPEAKER_00Vai para este gajo porque um gajo que é lutador de UFC e que, após vencer um dos seus combates, começou, utilizou a atenção que teve para cantar uma música que os fãs de Liverpool já tinham feito para o Diogo Jota. Portanto, o gajo basicamente começou a cantar a música porque o combate não sei se era em Liverpool ou se tinha imensos fãs do Liverpool na audiência. Eu acho que era mais a segunda, mas não tenho certeza. Sei que ele aprovou, aprovou, aproveitou o tempo e a atenção para fazer uma atitude boa e começou a cantar a música. O gajo utilizou o microfone, começou a cantar, o estádio começou a cantar com ele e isso merece um grande abraço. Além do mais, o gajo já há uns anos ele tinha feito um discurso em relação à masculinidade tóxica e ao facto dos homens muitas vezes não falarem sobre as suas emoções porque pensou um amigo dele que tinha morrido ou tinha se suicidado e faria muito mais sentido se ele tivesse falado com ele, isto, palavras do Padley, do Peddy Pimblet, I don't know. Gando abraço para ele por estas atitudes e um grande abraço para ele, um grande abraço também para uma senhora que esta semana me passou num reel que me passou nos olhos, que eu não me lembro do podcast, eu não me lembro da senhora, mas ela estava a dizer uma coisa que era que tinha valor, que era o quão importante é para nós seres humanos fazermos algo genuíno, expressarmos algo que é a nossa verdade, aquilo que nós estamos a sentir e sentimos que é o mais próximo de verdade que existe. Ela estava com os olhinhos e com um discurso que me pareceu super bem e eu estava a adorar. Eu não me lembro de como é que se chama a senhora, não me lembro de como é que se chama o podcast, eu anotei aqui e queria-lhe dar grande abraço porque eu lembro-me de ter passado por esse reality e ter ficado: uau, isto é verdade, portanto, grande abraço para esta senhora. O outro grande abraço da semana, e o último, vai para um influencer barra bodybuilder que se chama Rodrigo Pantera, que eu não sei se ele chama Rodrigo Pantera, malta, eu não estou a acertar nos nomes, mas perdem-me, eu estou com uma dor de cabeça gigante. I'm so sorry, guys. Mas pronto, grande abraço vai para o Rodrigo Pantera, que o gajo basicamente é bodybuilder. Para já, ele é buefofin. Ele é buefofinho. Se vocês forem ver, ele é tipo gigante e é buefofin. Ele tem uma voz assim. Olá, cara. Hoje estamos aqui para fazer um bolo de Way Pro Tini e vamos a isso. Então você vai juntar aí um Scoopy de Way depois vai juntar 650mg e. Pronto, o gajo fala tipo assim: tem uma voz boa fofinha, tem uma cara boa fofinha, dá vontade de dar um beijinho na bocheja. E porquê é que o grande abraço vai para ele? Porque ele publicou um reel, um reel, um reel, whatever. Publica um vídeo em que o PT dele estava a falar com ele e estava a lhe a dizer, cara, você eu nem vou fazer porque é mesmo falar a sério. O gajo estava-lhe a dizer tipo, mano, é assim, tu és humilde, mas tipo, ser humilde não é tipo teres zero confiança e teres zero autoestima e não confiares em ti, isso não é humildade. Humildade a sério é tipo não te achares melhor do que os outros, mas também sabes que eles não são mais do que tu, ok? Não és mais do que os outros, mas também eles não são mais do que tu, e o gajo começou a chorar. E eu não sei, na altura impactou-me, fiquei comovido e portanto um grande abraço para ele, mano. Continua aí no ginásio. Eu estou quase chegando a você. Se você precisar da ajuda, Diego. Não, agora é sério, grande abraço para ele. Que já sabemos aqui que o homem que chora merece aquele grande abraço, portanto grande abraço, e posto isto, vamos para a recomendação da semana, estamos perante uma recomendação. As minhas duas recomendações para esta semana, para fazerem esta semana, são as seguintes: a primeira é: caso vocês se sintam ansiosos ou nervosos, ou imaginem que vão dar um discurso e precisam de se acalmar um bocado, ou vão um date com uma pessoa e precisam de saber quem são, tipo, acalmar-se um bocadinho, fiquem com esta dica que eu uma vez vi uma colega minha de turma de licenciatura a fazer e ela era tipo alterna. E eu percebi, ok, das duas, uma, ou ela é louca da cabeça para estar a fazer isto, ou ela está a par de alguns método para se acalmar e está a fazer isto, e na verdade eu experimentei e resulta. Portanto, quando vocês se sentirem tipo nervosos ou ansiosos ou precisarem de se acalmar um bocado, experimentem pôr, sentem-se, experimentem pôr as vossas mãos nos vossos joelhos e façam festinhas, eu juro, eu juro que vai-vos acalmar de alguma forma, sobretudo se vocês se sentirem mesmo o joelho, tipo, ou seja, se não tiverem sentido a pele por cima de calça, se sentirem mesmo o joelho. Eu acho que é uma cena que acalma, a minha calma-me, a minha calma-me quando eu estou a falar com os estagiários, a minha calma, estou porquê que estás a mexer o joelho? Nem faço ideia, mas a minha calma, e portanto, queria recomendar que acho que é uma recomendação, acho que é para aí a primeira recomendação que não envolve uma marca, ou que não envolve um produto, é uma ação, e a outra recomendação é também uma ação que é para vocês aproveitarem o verão e quando tipo levem, imaginem, imaginem que vocês trabalham, não é? Levem um calçãozinho de praia ou um biquíni e uma toalha e ao final do dia vão mandar um mergulho à praia. Experimentem, ah, mas eu estou de transportes públicos, pois aí é mais lixado, aí é lixado, mas se conseguirem algum dia, depois de um dia de trabalho, ir mandar um mergulho e ver um bocado o pôr do sol, malta, faça ou não, está bem? Não se vão arrepender, e é isto, meu seguroso, é isto. Eu não sei se deu para sentir que eu estou com um bocado de dor de cabeça. Eu espero que não, espero que esteja igualmente bom. Estou com um bocadinho de dor de cabeça, mas pronto, vemo-nos para a semana, ok? Um grande abracinho para vocês, um grande beijinho e até para a semana, meu esporoso.