Sempre aqui.
Sempre aqui.
Sempre aqui.
episódio 19
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meus lindos e minhas lindas,
neste episódio falamos de funerais, Plutónio, ir ao cinema sozinho e ser desonesto não compensa. falamos de mais coisas mas não quero escrever tudo eheh
beijão e abração meus purous.
Sub Keeps Hugs Sempre aqui, como é que vocês estão, meu? Como é que vocês estão? Bem-vindos aqui ao episódio 19, meu Deus aqui put 19 put 19 put se não vem bebedebum put Senobed putabum put 9 Deus aí ao 19 E podem copiar put 9 Se não vê tipo bebum Puta não Porra se não está tipo porra put Caralho Bem, enfim, desculpa, não sei o que é que aconteceu, estou cansado Malta, como é que vocês estão? Como é que foi a vossa semana? Foi uma semana de virose? Foi uma semana de estar bem? Foi uma semana de estar pensativo, foi uma semana de estar a soar com tanto calor, foi uma semana de ir à praia, foi uma semana de férias, ou foi uma semana de trabalho intensivo? Ou foi uma semana de teletrabalho? Como é que foi a vossa semana? Eu vou-vos contar a minha, não é? Vou-vos contar a minha, olha, a minha semana foi muito atribulada, foi mesmo atripulada, até vos digo, foi mesmo malta. Primeiro tive aquele evento, aquele evento, tive um evento aí, tive um evento que foi tipo a morte da minha avó, foi um evento, tive esse acontecimento que foi duro, não foi propriamente fácil. Eu acho que quando gravei o episódio ainda não estava bem, sabem quando vocês demoram a chorar, vocês sabem que vão chorar, demoram, mas ainda não estão capazes de chorar. Eu acho que estava assim, ainda não estava bem a ver aquilo real. E digo-vos uma coisa: no dia do funeral, tinha aqui dois apontamentos que eu gostava de partilhar convosco. O primeiro é opá, eu desrecomendo-vos, eu não recomendo, malta, nunca, mas nunca na vossa vida, vejam a pessoa dentro do caixão, não compensa. Eu fartei-me de dizer, fartei-me de dizer isto durante a semana toda. Malta, não compensa. Vocês olham e não está lá ninguém, não está lá ninguém, já não está, já não está, já foi embora, já foi para o céu, já foi voar, já foi uma alminha, mais uma alma que anda aí, não está ali ninguém. E depois mete-vos boa impressão, quer dizer, não vos mete a vocês, mete a mim porque meteu a mim, eu é que estou a trazer porque meteu, mas pronto, mete-me em impressão, porque quando vocês olham para uma pessoa, vocês estão à espera que ela olhe para vocês e que responda, e tipo, isso não vai acontecer ali, e vocês não vão olhar, e a pessoa irá a brincar, estou a fazer isto para brincar. Não, isso não vai acontecer, isso não vai acontecer, não é? E é duro, é duro, e depois aquilo leva maquilhagem, maquilhagem ou maquiagem? Leva pó na cara, leva coisas, pá, o nariz também fica endireitado que é nojente, e pá, não recomendo, é uma coisa horrível de se experienciar, experienciar, que eu aproveito aqui, experienciar não existe, põe não, ou existe, porque eu acho que experienciar foi um verbo que nós começámos a utilizar, nós, portugueses, começámos a utilizar e há uma mistura entre experimentar e presenciar, e ficou experienciar, que é a mesma coisa, é tipo uma experiência que eu presenciar, mas eu acho que experienciar não existe, porque eu sempre que escrevo presenciar aparecem mostracinhos veramente por baixo da palavra que significa que está errado, portanto, experienciar eu acho que não existe, mas pronto, é uma experiência que não recomendo de todo. Outra coisa que também notei em funerais é que os funerais são sempre meio esquisitos, há sempre aqui uma dualidade, há sempre aqui um pau de dois bicos que é, se calhar não é a melhor expressão para associar a funeral, não é? Mas pronto, há aqui uma ambiguidade que é, por um lado, aquelas conversas, aqueles momentos que se criam ali no início do funeral, ou durante o funeral, ou mesmo no fim, todos os momentos que se criam durante o funeral são estranhos, não é? São estranhos, são há constrangimento vocês se forem as pessoas mais próximas da pessoa que faleceu, é duro, é duro, vocês só querem ser agarrados ou não, ou só querem o vosso espaço, é pá, não sei, acho que é muito pessoal, é muito individual, não é? A forma como se vive um funeral é muito individual, é um bocado como a fé, ou como whatever. Mas há ali certos momentos de ah, os meus pésamos, as minhas condolências, não só isso já é duro, mas depois há pessoas que parece que aproveitam esse momento para ah, as minhas condolências, os meus pésames, então aí o que é que estás a fazer? E o que é que estás a fazer? E o que é que estás a trabalhar? E onde? E o que estás a e estás a estar, não é? Imagina chill, ok? Sai daqui, tipo, não é um momento para falarmos sobre isso, não é? Por outro lado, e por isso é que isto é uma ambiguidade. Também acho que é claramente uma forma de as pessoas tentarem chegar às pessoas que estão mal, não é? Tentarem chegar lá, tentarem falar sobre outra coisa que não aquilo que é tão aparente e que está a causar tanta dor, não é? Portanto, só porque é um bocado incómodo ao mesmo tempo, não é? Porque quer dizer, nós temos aqui uma pessoa que faleceu, é uma coisa dura, está-me aqui, estou com dor, estou triste, estou e depois estão-me a perguntar sobre o meu trabalho, sobre o que é que eu estudei, sobre se eu estou a gostar ou não. É pá, tipo, imagina, eu não me apeteço. Falar, não me apetece, eu falo e eu digo, ah, estou aqui, estou a fazer isto e tal, mas é tipo, não é isso que está a acontecer agora. Estás a ver, estás a ver, não é boi, larga o osso, mano. Estás a ver, não sei, mas foi uma semana dura, foi uma semana dura, mas pronto, acho que sobre isto já disse tudo aquilo que tinha a dizer. Esta semana também, aliás, acho que com esta cena do funeral, acho que nós quando presenciamos quando vivemos um, lá está, presenciar, experienciar, viver, experimentar, quando temos alguém que morre na nossa vida, seja próximo, não seja, mete-nos sempre ali num estado de reflexão, e quando é próximo, então é mais a sério. Eu basicamente eu fiquei sem avós mesmo, o que não é tão mau como ficar com como ficar sem pais, não é? Por exemplo, o meu pai neste caso ficou sem mãe e já não tinha pai, ainda que tenha vivido um longo período de tempo com os pais em vida, o que é uma sorte, mas perder os pais nunca não é bom, não é bom já falámos aqui sobre isso boeda vezes, não é? Perdemos um conforto, perdemos ali uma costela, não é? Perdemos ali uma costela, perdemos um conforto, perdemos um abraço, perdemos uma oportunidade de perguntar: olha, como é que isto se faz? Mas como é que isto se faz? Ainda agora estava, estou com uma gastroentrite que eu espero que vou rezar a Deus para que não seja nada, para que ainda não me aconteceu nada de mais. Eu sinto que vai ser esta noite, malta. Sinto que vai ser esta noite, eu estou aqui na noite de segunda-feira a gravar, eu sinto que vai ser em breve, que me vou, mas pronto, mas isto para dizer tive aqui uma gastronetia, tive aqui uma dor de barriga. Os primeiros instintos que uma pessoa tem é tipo ligar à mãe, ligar à mãe, mãe, o que é que eu preciso tomar? Ainda por cima, tipo, se a vossa mãe for médica ou tiver, ou se ela trabalhou em áreas relacionadas, ótimo, mãe, o que é que eu tenho que tomar? O que é que eu tenho que fazer? O que é que me recomendas? O que é que eu faço? É sempre bom. E quando nós perdemos isso é horrível, mas já não sei onde é que eu estava a querer chegar com isto. Ah, deixam-me assim mais deixam-me assim mais pensativo para olhar para os pá, isto tivesse para a boeda clichê, boeda whatever, e depois os comediantes não podem fazer isto e não sei o que, mas não me interessa. Olha, só fuck it mesmo. Deixam-me olhar para as coisas mais positivas na vida. Tipo, não digo aqui que se tenha que associar qualquer significado a isso, nada disso. Simplesmente vamos acontecendo sempre coisas na vida que são ou nos dão jeito ou não nos dão jeito, ou são boas ou são más, ou são incómodas ou são até bastante cómodas, tipo, há certas coisas que nos vão acontecendo na vida que são boas e se vocês forem, não é se vocês forem, é eu acho que nós seres humanos temos tendência para olhar sobretudo para as coisas más. Pode-nos acontecer 30 coisas boas, nós vamos sempre olhar para as coisas más, tipo, sempre é da nossa natureza. Eu há pouco tempo vi um documentário no YouTube sobre isso, era da TED pá, não vou estar aqui a referência nesse e tal, porque eu não faço a menor ideia, mas eu lembro-me de ver esse documentário e as pessoas que lá estavam diziam que nós seres humanos temos tendência para ser muito mais negativos do que positivos. E se vocês começarem a fazerem se vocês fizerem esse exercício de tipo olharem para as coisas boas da vossa vida, porque eu comecei, isto vem-me à cabeça porque é tipo, pá, de certa forma uma pessoa fica toda sentimental, não é? Porque é tipo, perde a avó, perde os avós, já não tem, tenho que começar ali tipo, não se vai abaixo, e depois também meio que penso tipo o que é que a minha avó ia querer que eu fizesse, pá, toda esta mescola de coisas, toda esta mistura de emoções e de pensamentos, não sei, levou-me para este sítio de pá, se calhar é tipo, às vezes nós somos tão negativos e tão pessimistas com os nossos planos, com as nossas estratégias, com os caminhos que nós queremos seguir na nossa vida, pá, vejam à volta, vejam o que é que está a acontecer de mal, porque também é bom para termos os pés na terra, mas vejam o que é que está a acontecer de bom. Estão a acontecer coisas boas, se calhar. Portanto, fica aqui o heads up para vocês começarem a olhar mais para as coisas boas da vossa vida. A semana passada também fui a dois eventos que eu acho muito giro. Primeiro fui ao cinema sozinho. Fui ao cinema sozinho ver que filme Spider-Man, que eu acho que é para mim e para homens uma boa atividade. Para já fui lá, fui ao cinema, fui comer à Punze, que eu não sei se vocês estão familiarizados com a Punze, porque é tipo, entretanto, está a desaparecer, coitadinha da Punz. Não, vocês estão, obviamente. Mas pá, fui à Punze, não adorei, devo confessar. Tipo, gostei, mas pronto, não interessa. E depois fui ao cinema, malta, imaginem, fui ao cinema, eu entro na sala, sento-me, estou para ver o filme e não é que o filme era tipo, era a estreia, tenho que dizer isto, já mind you que era a estreia dos cinemas nós em Leiria, ok? Portanto, eu fui à estreia, ou seja, fui à abertura dos cinemas nós num shopping em Leiria, ok? Fui lá ver o Spider Man, já tinha comprado bilhete, estava a boa coisa, não sei o quê, fui comprar pipocas, os copos eram meio de plástico transparente boeda estranho. Não sei se não sei se os cinemas nós estão assim nos outros sítios, mas tipo ou se calhar não, mas tipo, ali eram deram-me um copo transparente que parecia meio tipo reciclável, que é tipo, já, ok, sustentável, estamos aí, reciclar, ok, bora. Mas depois a mim não me disseram, mas ao senhor que estava à minha frente eram tipo, olha, depois entrego o copo no fim, que é meio estranho, não é? Não é estranho, porque até está correto, o pensamento é correto, mas é tipo, ok, ok, não sei ok. Entrei na sala para ver o filme, malta, e o filme estava desproporcional ao ecrã. Tipo, eu entro, estamos, está toda a gente sentada, começa a dar publicidade, tudo ok, dá um anúncio do cinema, mas não é, larga o telefone. Nós tum, tum, tum, tum. Conseguiram visualizar ainda bem. De repente começa o filme e o filme está tipo está desenquadrado, não está. O filme não está proporcional ao ecrã. De repente começa a tipo, o que é tipo? É na boa, não é?
SPEAKER_02Também não é grave, é tipo que de repente estamos aqui numa sala a comidas pipoca, então estou a comer um filme de que o filme não está bem, então estás num filme bem, senão não pode perdermos, estás a ver, pá, não, também não, também não é isso, mas pá, foi bem à toa, foi bom à toa.
SPEAKER_03Depois de repente vem um senhor e diz tipo, malta, estava nervoso. Ele estava tipo, malta, desculpem, desculpem, desculpem, desculpem-me, desculpa. Foi literalmente isto. Foi tipo, malta, desculpem, desculpem, não, a sério, desculpem, pá, já é um problema de ecrã, nós vamos voltar o filme para trás e vocês vão ver o filme do início, pedimos imensa desculpa, o resto uma boa sessão, obrigado. E as pessoas. E é tipo, nós batemos palma, nós seres humanos batemos palmas em situações que é mesmo tipo, é isso e não vou, não é? Quando o gajo está a aterrar, vocês pensam já uou, não é. O que não é mau, eu não sou contra. Eu até sou bastante fofinho, até apoio bastante os aplausos, até gosto. É tipo, bora aplaudir, bora, vamos aplaudir o senhor, vamos aplaudir. Eles meteram o filme desproporcional e vieram aqui dizer e pediu desculpa, e vai, vai, vai, bora, vamos. Isto aconteceu, também me aconteceu ir ver o Plutónio, e eu sei que é tipo, pá, já tive 30 mil oportunidades de ver o Plutón, mas é tipo, só agora é que só agora é que calhou, só agora é que calhou e viu o Plutónio com a minha dama, fui ver o Plutón com a minha namorada, pá, incrível, incrível, mano, é tipo, o gajo entrou e é daquelas coisas que estava-lhe a correr tão bem que tinha que acontecer alguma cena, alguma cena mau. Estava-lhe a correr lindamente, o gajo entrou, começou a cantar uma música, duas músicas, três músicas, quatro músicas, tudo seguido, tipo, só para fazer aquela pausa, tipo, como é que é a batalha? Estou meio à bola, pá, e há, tipo, estava-lhe a correr bem, chega à quinta ou à sexta música e desliga-se, desligou-se tudo. Desligou-se a música, desligaram-se luzes, desligou-se sons, desligou-se tudo, foi tudo abaixo. Foi tudo abaixo. E Ganda abraço para o Plutónio, porque o gajo ele abordou o tema da forma correta, porque ele não falou mal dele, mas ao mesmo tempo também não fugiu ao assunto e não tipo. Imaginem, por exemplo, uma reação possível que ele podia ter tido era começar logo, malta, desculpem, fuso, batalho, desculpem, fuso, batalho, desculpem, porra, batalha, desculpem, desculpem, mano, tipo, pá, fuso, puto, está arruinado agora, porra, puto, foi o David, tipo, desculpem, batalha, não, batalha. Ele podia ter tido esta reação, também acho que era um bocado exagerada se tivesse, mas não teve, a reação do gajo foi tipo, batalha, bora lá, e tal, quando a luz voltou foi isto, batalha, bora lá, e continua a cantar. Continua a cantar. E essa é tipo bem jogado. E depois aquilo falhou outra vez alguma cena, acho que era no autotune, e o gajo já estava tipo, malta, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado. E bora para a próxima música, Luci, Luci, liga para saber onde é o Amé. Pá, foi da bom, é bom, e depois aquilo voltou a falhar alguma cena e o gajo disse, aí teve que mesmo dizer tipo, malta, desculpa. E não disse desculpa, ele disse tipo, malta, apesar das questões técnicas, quero mesmo agradecer-vos outra vez, porque vocês, apesar das questões técnicas, vocês estão aqui, e portanto, muito obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, e bora para a próxima! Não sei quando é que ele cantou assim, pá, mas digo-vos uma coisa: eu não sei o que é que aconteceu. Quer dizer, não sei o que é que aconteceu, porque de repente também parece que eu não sou, e para isso que eu não sou, e não sou, e não sou fã desde o primeiro dia, também cá que assumir isso, se eu não sou, se eu não sou, vou estar aqui a mentir. Eu não sou! Eu não sou fã do primeiro dia, desde o primeiro dia, não sou. Não sou, houve ali um álbum que eu ouvi umas músicas que curti e contava, fui ouvir isto, é incrível. E então, e então, e pronto. Uma cena é certa, é assim, eu acho que é assim, o Carta de Alferia, o álbum do gajo, o último álbum dele, é assim, é incrível, mano. É que o gajo faz tipo um álbum grande, ok? Um álbum grande, sozinho, não tem features, não tem quer dizer, não é sozinho tipo, ok, tem os producers e tem tudo mais, ok, mas tipo, intérprete, não é? O intérprete é o gajo, sozinho. Isso é impressionante, e além do mais, as músicas dele é uma mistura tipo de rap com tipo afro, com tipo. Mano, eu não sei o que é que ele tem naquela. Tipo, não sei o que é que ele tem. Aquele single que nem é do Carto Delfri, aquele single que é o Por Enquanto. O que é que aquela música tem, meu? Aquilo tem tipo. O que é que é aquilo? Aquilo tem alguma cena que aquilo tipo. Dá isto. Tipo, uma pessoa ouve e fica tipo. Por exemplo, há uma mais antiga que é do Sacrifício Sangue, Lágrimas e Suor. Estou a ver, eu não sou fã número um do gajo. Mas pronto, há uma daí. Pá, eu adoro essa música, que é nem estou nem aí, mas hoje eu não estou nem aí. Mas hoje eu não estou nem aí. Pá, essa música, o que é que isso tem? É tipo aquilo que começa e é. Não sei bem ser dos copos ou da música ambiente, ou dessas fotos que tens postado ultimamente, não sei de modo, sei que são inconveniente, mas cara que isto é a razão para que vocês estão a encolher. Eu não sei o que é que. Eu acho que é tipo a métrica dele, a forma como ele posiciona as palavras é tão bem feito que aquilo é uma melodia, mas as palavras batem tão certo que é super satisfatório de ouvir. Fico aqui com esta análise de português do 12o ano. Não tenho que agradecer, Palmas, por favor. Uma coisa que eu vivenciei, que é a mistura entre viver e presenciar, vivenciei a semana passada, foi em vivenciar em Valenciei em Valência, sabe, em Espanha. Uma coisa que me aconteceu a semana passada foi, eu estava, eu fui jogar a bola. Eu estava em casa e decidi, não, eu vou jogar a bola. Portanto, saí de casa e fui jogar à bola. Para um campo que há ao pé de minha casa, na minha hometown. If devia de haver aqui um barulho, não era? Hometown. Na minha hometown. Há lá um campo que está tipo aberto, mas aquilo não é suposto de estar aberto. Porque aquilo é um campo que é tipo privado. Mas tipo. Aquilo não é suposto de estar aberto. Ok? Aquilo está tipo por causa da tempestade e tal. Que houve em Leiria, Marinha Grande, tipo. Houve ali uma cena que ele mandou meus grades abaixo e agora está tipo cidade do futebol. Estão lá tipo putos a jogar descalço e não sei o quê. E eu fiquei tipo, pá, eu não sou nada contra isto. Eu até adoro jogar descalço na relva. Portanto, bora ver como é que é. E foi a pior ideia de sempre. Foi a pior ideia de sempre. Porque já mind you que eu vou para ali. Mind you guys. Mind you, mind you guys, I'm going to that football field with uh with my finger hurting a lot. You know what I'm saying? You know what I'm saying? Yeah, I'm just I don't know what gave me to give I don't know what gave it to me, but I went to that football field thinking I will play like Cristiano Ronaldo, you know? Fui para o campo, estava tipo com uma dor no pé, porque quando tive de férias no lagarto, mandei um pontapé numa pedra. Fui para o campo de futebol e estava tipo, não, mas bora jogar, vai correr bem, vai correr bem. E os putos eram tipo ué da mal educados, meu. Ué mal educado. Não estou a falar daquele mal educado que nem é mal educado, é só tipo, és uma criança. Estou a falar de tipo, mas se bem que estes também são crianças, mas é tipo, pá, estou a falar de tipo ser mesmo roaceiro. Sabes o que é que é ser mesmo roaceiro? É tipo, estás a jogar a bola e vais bater nos teus amigos só para ganhas a bola e marcas gola e é tipo calma, não é assim tão sério, tenho calma contigo, ok? Calma, e depois, além de tudo o que se disse, não é? Além de tudo o que se disse que é tipo, pica na minha boca, não sei o que, não sei o quê, mete a bola no aquele ya vai, estão a ver? Além disto tudo, pá, eu sinto que aquela malta, que é a malta que tem tipo, estamos a falar de malta que tem tipo 14, 15, 16 anos. E o pior, o pior, malta, o pior é que eu tenho 22, quase a fazer 23, ok, quase a fazer 23, e eu estou ali e sinto-me assustado. Eu sinto-me assustado, e o pior é que eu sei, eu sinto que eles não me dão 23, eles olham para mim e ficam tipo, ah, este também é puto, e ah, mas eu não sou, eu sou adulto, o que eu não devia estar ali? E portanto, assim que lá está, o universo estava do meu lado, o universo estava do meu lado, o que é que aconteceu? Estava tipo, como eu não me estava a conseguir integrar num grupo de miúdos de 14, 15 anos, eu achava que isto ia me acontecer tipo aos 30, 40, já está a acontecer aos 22, e fiquei a dar toques numa bola, assim no meu cantinho. O que é que acontece? Estou ali a correr e tal, sem querer. O meu dedo prende na relva o dedo que estava aleijado, malta, eu quando vi tipo dor, é dor. É dor, é dor, é dor. O que foi sinal do universo que era para eu me pôr na alheta e portanto pus-me na alheta e já, nunca mais vou lá pá, nunca mais vou lá, que aquilo é mesmo The Streets também a semana passada aconteceu daqueles episódios que eu tenho certeza que já vos aconteceu, que é vocês vão na estrada, se vocês não conduzem, isto já não se aplica a vocês, mas eu ia na estrada e estava um gajo que tipo veio colado a mim e eu estou bem contente, porquê? Porque normalmente o instinto que nós temos é tipo, porra, vem um gajo a acelerar, eu vou acelerar, e nós dizemos, ah, não, eu vou, eu normalmente travo, mas normalmente não se trava, isso já me aconteceu várias vezes e é tipo, uma pessoa entra tão em pânico que tipo, o instinto é acelerar mais, é tipo fugir àquela pessoa, e eu desta vez soube travar. Portanto, um aplauso é tipo, não há nenhum motivo, é tipo, normalmente são BMW's, vêm sempre colados a nós, estão sempre a querer cheirar a matrícula, bro, sai daqui, sai, para e com isso a semana passada também acho que eu acho que tipo, não é chegar à conclusão, mas é assim, não compensa ser desonesto ou compensa. Eu sei que a maioria de nós se calhar pensa tipo, já compensa, mas eu acho que não compensa, porque imaginem, vou-vos dar aqui um exemplo. Imaginem que vocês são o João, o João não sou eu, é tipo o João dos exercícios de matemática. Ok? Vocês são o João, têm um saco de batatas, e supostamente vocês vão vender aquilo às pessoas e vocês dizem que este saco de batatas tem tipo 10 batatas lá dentro, mas não tem, só tem 7, ou só tem 8, ou melhor, só tem 9, mas vocês dizem 10, vocês vendem, conseguem vender, e tipo, aquela pessoa fica tipo ah, que fixe, obrigado pelas 10 batatas e tudo, nada, e o João vai-se embora e vocês vendem as 10 batatas. Depois, tipo, imaginem, neste caso, eu acho que não ia compensar ser desonesto, porque a pessoa vai ver se ela for inteligente, ou se ela for precavida, que é este o adjetivo, se ela for percavida, ela vai abrir o saco e vai contar, e vai ver que estão lá só 9 batatas e não 10, e vocês foram desonestos e queriam tipo ali algo mais, queriam mais, mas tipo, se calhar compensava-vos ter ido. Olha, normalmente costumo ter 10 batatas, hoje só tenho 9. Se calhar vocês tinham ganho mais em ser honestos. Tipo, aquela pessoa ia aceitar na meme, se calhar ia ficar com a melhor impressão de vocês e depois ia dizer às outras pessoas que vocês foram honestos e foram, de facto, foram. Ao passo que, enquanto que, ao passo que, enquanto piu, pico vocês terem mentido ali para parecer melhor, vai fazer com que vocês pareçam pior depois. Porra, olha o gajo, está a fazer raciocínio, já não, isto é a zona. Já eu acho que make sense pá, e não compensa ser desonesto. Tenho a dizer isto. Tenho a dizer isto. E dito isto, vou passar para as recomendações da semana. Estamos perante uma recomendação. Malta, recomendação da semana é ponto número um número um é ouvirem Nowhere, nobody da Ariana Grande. Só tem a dizer isso, aquilo até é a sequência, até podem começar um bocadinho mais atrás que é Like I Do, depois é Don't Get Over Me, Bat Think Bunny Hop, e depois penso que venha a Nobody Nowhere. Acho que ainda tem uma no era, mas é, mas a nobody nowhere, sobretudo, há ali uma parte que é as harmonias dela, aquilo é tipo Angélico, hoje são aquilo sozinhos e vocês, na vossa cabeça, vão conquistar o mundo, ok? Recomendo-vos isto. Por outro lado, podem ouvir também, W E A T, para quê? Também com a cena de conquistarem o mundo, mas mais num tom vilão. Não é num tom tão healing, tão harmonioso, tão. É mais numa de vilão. Se calhar, mais para ginásio para fazer exercício físico, recomendo. Recomendo porque passou-me nos ouvios esta semana e fiquei, isto realmente é interessante. Outra recomendação que eu tenho é o parede de coura. Pá, eu digo-vos uma coisa, eu não estava à espera, tinha má impressão do parede de coura por ser alternativo, por ser não sei o quê, por ser, mas eu fui lá e adorei. Adorei, tipo, é uma experiência única, eu diria. E eu acho que toda a gente tem essa impressão, toda a gente que vai lá tem essa impressão, porque vivem-se lá momentos mesmo bons, tipo, está toda a gente na sua, está toda a gente contente e até tipo, citando António José Seguro, pá, é importante viverem-se momentos de alegria e de paz e de ânimo, porque a vida infelizmente é triste. Grande António José Seguro, um aplauso também para o António José Seguro, mas mesmo, paredes de coura têm uma muito bom, muito bom mesmo. E vi uma banda no Paredes de Coura que será a minha quarta recomendação. Que são os C-MET, Cedcão MED M-A-T C-MED, malta What the hell? Put Boeda bom, boeda bom, boeda performativos, teatrais, bué nonsense, mas ao mesmo tempo emocional, pá, ao mesmo tempo, é todo um teatro, toda uma cena, e de repente estava a ver aquilo que uma colega de trabalho estávamos tipo isto é boa da bom. Eu pelo menos estava, eu pelo menos estava, eu não sei se estava, mas eu estava, eu estava e estava tipo, pá, isto é boa da bom, isto é boa da bom, depois todo um momento com cerveja, etc. Epá, boa da bomba, é bom, portanto, recomendo. Outra recomendação que eu tenho é amendoins com sal e mel. Malta, comia isto e eu digo-vos uma coisa: eu não sei porque é que nós adultos, nós à medida que vamos ficando mais adultos, nós parece que começamos a gostar mais, nós gostamos de coisas mais ácidas, mais tipo mais tipo molho de cocktail, molho tipo mostarda, coisas ácidas, coisas tipo fucking metem um espinafre com mel e sal em cima da mão, tipo, what the fuck, man? Parece que começamos a gostar de coisas mais vagabundas, mas é pá, amendoins com sal e mel live-vos uma coisa, aquilo é incrível, incrível. E portanto, foram estas as minhas recomendações para esta semana. Ok? Posto isto, vamos ao grande abraço desta semana, que é só para. Quer dizer, na verdade é para duas pessoas, mas é só para uma, para uma união. Já sabem, já sabem. E agora há de cara aí na rádio comercial. Sei que lá é. Bora. Sabes que mais? Gande abraço. Gande abraço. Pois é, o meu grande abraço. Não, deixa eu só passar a moto aqui isto. Não é? Não pode haver um episódio de sempre aqui sem uma moto. Tem que haver. Passa lá a motinha. Não queres vir aqui falar um bocadinho? Ah, não. Pau, o meu grande abraço desta semana vai para o Ronald e a Georgina por se terem casado. É um grande abraço e é um grande aplauso, ou não? Gando aplauso. E assim, eu acho que eles acho que eles fazem bem. Já viram o quê? Os gajos casaram-se na sala de estar, que é tipo o sítio mais privado onde tu podes, quer dizer, tirando um búnker e uma gruta, pronto, ok. Tipo o sítio mais privado com qualidade de vida, ok? No caso deles. Ok. Estou aqui a meter muitas secções já, mas pronto. Ou seja, grande abraço para eles porque eles casaram-se no sítio mais privado possível, que é na sala de estar, e depois foram para uma igreja, sozinhos, sem ninguém.
SPEAKER_01De repente era tipo, ah, não, é o grande lista e vai todo o mundo e vai o Zé da esquina e vai o Zé Manel e vai o Zé Primo e vai o Zé Prima do Zé Primo. Não vai ninguém, não vai ninguém, está só lá a família.
SPEAKER_03E acho que fizeram bem, porque eles fizeram isto e só o alarido que se criou, portanto, fizeram muito bem, estão em paz, estão na cena deles, portanto, um grande abracinho para eles. O puto Rony, se quiseres que eu te faça rir um dia, estás a ver? Tipo, convidas-me ir para a tua sala de estar. Foi o episódio 19. Um grande beijinho para vocês e um grande abraço também para vocês, já sabem. Sou-vos muito grato por ouvirem. Wow! Emotional moment! E um grande beijinho para vocês, está bem? Está bem. Então vá, até para a semana e beijoca.