Sempre aqui.
Sempre aqui.
Sempre aqui.
episódio 21
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meus purooous, como é que têm andado? espero que bienne :P
neste 21º episódio falamos de fazer anos, de ser mordido por um peixe aranha, de nadar com crianças e elas estarem em sofrimento, de Estefânio Caril e mais umas coisinhas. destaco a recomendação da semana como sendo a Torta de Claras e o ganda abraço para os adultos que nadam com crianças #mybro #yourespecial #youGo
obrigado e bijão <3
Sempre kids, meus puirãs, meus puro, como é que vocês estão? Como é que passaram a vossa semana? Passaram bem? Eu vou-vos dizer uma coisa: foi os anos do vosso puro. É verdade, e hoje, aqui é segunda-feira, foram os anos da minha mãe. E tenho aqui a dizer uma coisa já, que eu preciso de vos contar, que é, malta, fui picado por um Pais Aranha. E eu quero já dizer aqui uma coisa: que é a pica dela do Peixe Aranha, eu vou dizer uma coisa, eu tinha curiosidade para perceber, para perceber como é que era ser picado por um Pax Aranha, porque é tipo, eu nunca tinha sido picado por um Pais Aranha, nunca me tinha acontecido, já tinha visto N de pessoas a serem picadas. Uns dizem, ah, tenho que meterem água a ferver, outros, ah, tenho que fazer xixi para cima do pé. Está bem, está bem. Faz no teu, então, seu feio, não fazes no meu. E depois quem é que ia fazer xixi também? Ah, tens de fazer xixi, e agora quem é que está com vontade de fazer xixi para cima do meu pé também? Aquelas coisas da humanidade, aquelas crenças, e depois de alguma forma aquilo resulta. Mas pronto, mas pronto. Mas fui picado por um peixe-aranha, eu também, o gajo picou-me assim meio de leve também. Ele devia estar assim meio tipo a dormir a cesta de lado e o acertei-lhe meio de lado, pumba. Fiquei assim, foi tipo, foi assim meio aqui na parte de dentro do pé, junto ao dedo grande, assim meio de raspão, mas o gajo apanhou-me. O gajo apanhou-me. O gajo era grande, eu ainda lhe mandei uma e o gajo fui, mas o gajo apanhou-me. Mas pisei o gajo. Epá, e isto realmente é uma dorzita aguda, mas imaginem, não é nada por aí além. Se calhar também o pisou era tipo um chori. Era um Peixe-aranha, Lil. Era um Lilo Peixe Aranha. Não conhecem o Lilo Paix-Aranha? É Gadu Peixe Aranha, Peixe Aranha, Peixe. Ah, não, acho que é assim. Gucci Gang, Gucci Gang, não? E foi. Pronto. Era Gadu, exatamente. Se calhar era Lilo assim, meio Little. O gajo pisou-me. Quer dizer, é que eu pisei, coitadinho. Também estava na dele. Ah, nós às vezes também temos aquela ideia do Peixe Araninha que é tipo, Cuidado, Peixe Aranha! E é tipo, é só um peixe que está na dele, está aí a rastejado pela areia, a comer coisinhas que nem é bem animais, não é? E depois as pessoas pisam-me e ele fica tipo. E depois encolhe-se e manda um que é para afastar a pessoa no fundo. Isto é alguma coisa de mal, imaginem que vocês chegam, estão na rua, pisam alguém e essa pessoa faz e manda-te um veneno. Eu acho que é legítimo. Mas pronto, mas fui picado por um Peixe-aranha no dia de anos da minha mãe. Que engraçado, dei os parabéns à minha mãe, senão mando já uma cabeçada para brincar. Mas eu também fiz anos, eu sou do mesmo signo que a minha mãe, que é tipo o melhor signo de sempre, caso vocês não saibam, que é Virgo Virgem, para quem fala português. Não, estou a brincar, não estou, não, mas é pá, e devo-vos confessar uma coisa: que é agora que passou, eu fiz anos no dia 26 de agosto na quarta-feira, não que vos interesse, claro, marquem na vossa agenda e para o ano, quem não me der os parabéns, eu vou denunciar à polícia estou a brincar. Agora sei, estou mesmo a falar a sério, estou a brincar, eu fiz anos e agora, passado assim, tipo uma semana, passado uns dias, os meus anos prolongaram-se bastante, porque como já partilhei aqui com vocês, se não partilhei, volto a partilhar, se já partilhei, volto a partilhar, se não partilhar para ti para ti. Eu como tenho uma família disfuncional, não é disfuncional, mas pronto, tenho uns aqui, outros aqui lá, outros ali, outros ali, tenho várias festas de anos. O que é sorte ou azar? Eu devo-vos dizer que este ano não sei se foi porque por perder, ou seja, desde o ano passado até este ano, este ano, o meu ano, eu perdi algumas coisas. Perdi casas, perdi a minha avó, perdi o meu cão, perdi boa das cenas, perdi boa coisas, também ganhei imensas, mas não sei se foi por isso. Eu acho que não foi bem por isso, eu acho que foi mais tipo síndrome de impostor. Começo a achar que não mereço, começo a achar que as crianças que estão a morrer e as crianças que estão em África, eles é que merecem, é tipo, eu não mereço nada disto e as pessoas estão ali, estão tipo elas não têm que estar a aturar, ou tipo deve ser uma seca para elas, tipo, eu não sou assim tão importante. Começa com estas cenas com estes pensamentos de vamos ser mesmo sinceros, da pilota, que é mesmo assim, são pensamentos que é tipo, epá, para quê? Para quê? Para quê a cérebro? Tipo, cala-te só, não estás a dizer nada de jeito, está bem? Às vezes é melhor tens que lado, pá, e uma pessoa começa a ter estes pensamentos e é tipo, acabas, arrependo-me pá, arrependo-me porque foram três oportunidades de cantar os parabéns e as três eu estava de trombas, epá, não era bem, não era tipo, não era de trombas, eu não estava chateado com ninguém, não foi tipo, estou chateado com alguém e agora vou levar isso para não, não foi isso, foi tipo, estou triste, estava tipo melancólico, inclusive uma das pessoas da minha família comentou isso. Estou tipo, ah, eu apanhei aqui uma foto dele, mas ele está assim com um ar melancólico, eu fodas-me, é verdade, porque é que nós ficamos, porque é que isto acontece? Não é porque é que nós ficamos, eu fiquei e arrependo-me pá, arrepento-me porque devo dizer que estou a ler um livro, estou a ler um livro que se chama E se os gatos desaparecessem do mundo e é tipo é um bocado contraditório eu ir resumir o livro e tirar um significado do livro quando o livro é precisamente sobre isto, sobre não tirar significado das coisas, nem tudo tem que ter um significado, às vezes a vida é só para viver, tipo, porque vamos todos, perdi-me, tipo, estou a ler este livro epá, é isso, é isso. Ou seja, eu tive três oportunidades de cantar os parabéns e as três estava meio triste e meio olhar para baixo e meio tipo a tentar apressar a coisa e é pá, estou a ler este livro e arrependo-me pá, arrependo-me de não ter cantado os parabéns como deve ser, porque eu não sei se amanhã, não é? Isto é daquelas coisas que literalmente só os homens dramáticos é que dizem, não é? Que é tipo, mandam aquela tipo, eu não sei se amanhã não vou desaparecer, cátia. E depois já não me podes amar. Mas é verdade, tipo, imagina, é mesmo, tipo, amanhã eu posso ir, ou depois de amanhã, ou depois de amanhã, eu e tipo qualquer um de nós. E é tipo, depois não cantaste parabéns porque estavas a pensar em pensamentos da cocosita. Estás a ver? E é tipo, man, bisaproveitar mais. Ainda por cima até vos digo que eu fui a um restaurante, que é aquele restaurante na Nova de Carcavelos que eu já partilhei com vocês, que volto a recomendar porque é ótimo, preços ótimos. Eu fui lá e há um senhor que eu também penso que já partilhei com vocês que eu não acho que ele seja que viva uma vida muito animada. Eu olho para ele e vejo que o gajo é triste, é triste porque ele não vive a vida com ânimo, não fazes as coisas com ánimo, ele é chefe de sala e é demasiado rígido para os empregados e para as pessoas e leva aquilo demasiado a sério, e é tipo, my friend. Relaxa, relaxa, bro, porque tipo, tu és careca, tu és careca e vais tipo, vamos desaparecer, mano, vai acabar, estás a perceber? Vai acabar, por isso, relaxa, relaxa e tipo, ok, ser rígido e apega-te a essa cena de ser chefe de sala como ninguém, mas tipo, mas ao fim do dia, tipo, relaxa, olha para o sol, olha para o mar, ainda por cima, o restaurante é ao pé do mar, assim não perde o tempo que tu investes em julgar as pessoas que vão ao teu restaurante com roupa do mar quando é perfeitamente justificável irem ao teu restaurante porque é ao pé do mar e é no meio de uma universidade e não venhas com cenas que os restaurantes são chiques, desculpa lá, o tempo que tu perdes nisto vai ver o mar e relaxar. E fica triste porque senti que estava com o mesmo ânimo que esta pessoa, se calhar não, se calhar o gajo é tipo bem animado e é tipo, ele está ali na sala, não é? E está tipo, o que é que é que tens vestido hoje? Podes entrar, a mesa parra dois não tenho, eu lamento, eu não gosto da tua forma de vestir, e depois sai e dá tipo, quem é quem vai partir hoje à festa? Sou eu, se calhar é verdade, se calhar é isto que acontece, se calhar é isto que acontece, eu duvido, mas se calhar não sei, não sei, mas pronto. Mas arrependo-me pá, arrepende-me de não ter celebrado a coisa como deve ser, tipo, dá-me vontade de voltar atrás de tudo agora e sorrir mais, tipo, pensar menos, abraçar mais, beijar mais, beijar-me, estás a ver? Ainda por cima, eu sou uma pessoa que eu adoro fazer anos, eu adoro, é tipo, vamos jogar a jogos, vamos correr, vamos jogar apanhada, vamos jogar à escondidas, vamos mandar um mortal, porquê? Porque é o dia, tipo, eu adoro isso e de repente toda esta consciência de adulta, isto vem para outro ponto também, que é eu sinto que às vezes é bom nós, epá, às vezes é bom, não, é sempre bom porque é tipo, nós somos crianças, depois começamos a crescer epá, é bom nós não deixarmos que a vida adulta, que as preocupações da vida adulta, que as responsabilidades que começam a aparecer com a vida adulta, não podemos deixar que isso nos intimide e que isso nos pressione e que nos faça deixar de ser nós, de sermos quem somos. Imaginem, eu, graças a Deus, tive sempre imensas festas de anos super brutais, com imensas crianças, com uma festa gigante, com imensa comida, com tudo e mais alguma coisa e eu gosto disso, e eu gostava que toda a gente pudesse ter essa festa, ou se não gostasse deste tipo de festa, que tivesse uma festa com a qual se se identifique, ok? Ok, desculpem, pronto. Eu gostava e não quero começar a ganhar uma consciência de tipo, não, eu não posso, não posso ter tipo mais do que um bolo dano, porque há pessoas a morrer à fome. Tipo, sim, há pessoas a morrer à fome, mas essas pessoas iam querer também celebrar da forma que elas o quisessem. Este verbo está ainda mal conjugado, ainda precisamente estou a mandar aqui um ponto de vista arriscadíssimo, mas pronto. Mas assim, pessoas que não têm a possibilidade que eu tenho se pudessem ter essa possibilidade iam querer desfrutar, iam querer aproveitar. O mal não está em o mal não está em aproveitar, está em tipo não te preocupares com questões, com essas questões, ou seja, não contribuís para esses problemas sociais e de repente uma pessoa ganha aqui uma consciência adulta e começa a deixar de aproveitar e de viver, não sei, e tipo, começa com esta pressão toda e não pode ser, porque senão ficamos todos boi cinzentos e todos bem tristes, e não pode ser, a vida já é demasiado triste para andarmos todos cinzentos e todos de cabis baixo, não pode ser. Lamento. Outra coisa que, por exemplo, que a vida não pode, que a vida adulta e que as responsabilidades da vida adulta não podem intimidar, que é tipo, vocês começarem, vocês imaginem, eu adoro vestir cores, adoro cores, adoro vestir-me de verde, de laranja, de vermelho, de rosa, de azul, de amarelo, adoro cores roxo, tipo se for um roxo vivo, se for um roxo a morrer, lamento, é veio. Pronto, adoro cor, tipo preto, tenho que ser monocromático, mas ok, mas adoro cores, cor, cor, cor, cor. E tipo, eu a semana passada fui jogar basquet e fui com imensa cor. Eu fui de, ou seja, parte de baixo branca, tipo calções brancos, meias brancas, sapatilhas brancas, e levava uma t-shirt da puma bueira, laranja que eu tenho e uma bolsa para colocar à cintura, tipo bobo construtor, laranja também. Ou seja, eu estava bué laranja, mas eu gosto, e eu senti, eu saí à rua e senti alguns olhares, e eu fiquei de certa forma, fiquei orgulhoso de mim, porque eu fiquei tipo, pá, tu sabes o que é que vestiste, tu sabes que estás tipo com cor, sabes que isto vai atrair olhes das pessoas e julgamentos, e algumas pessoas gostam, outras pessoas não gostam, e está tudo bem, mas estás tipo a vestir aquilo que tu queres vestir, tu estás a vestir de certa forma estás a ser quem tu gostas e estás a ser alguém com quem tu te identificas, e isto é bom, e eu acho que isto não resume tudo, mas tipo responde aqui a este ponto de não podemos mesmo deixar que a vida adulta nos intimide e de repente se nós somos pessoas que gostamos de vestir laranja ou se somos pessoas que gostamos de celebrar o aniversário e de receber atenção e de sorrir e de ser feliz apesar de todos os problemas coletivos que existem na vida, todos os problemas coletivos, individuais, porque existem imensos problemas, nós individualmente não os conseguimos resolver. Problemas de fome, problemas de racismo existem imensos problemas coletivos, e de repente vai ser no dia de anos de uma pessoa que se vai resolver tudo, não, não é? Não é. E apesar desses problemas todos, eu acho que é bem importante nós, apesar disto tudo, sorrir e apesar de não termos a solução para tudo para estar cá porque again nós vamos mesmo embora. Esta vida é tipo, man, é ganda, sei lá, é tipo a sorte, temos ganho a corrida do nosso pai e de repente estamos aqui, mas é mesmo verdade, mas enfim, vou-me calar com esta, vou-me calar, não, eu vou falar, mas já chega, já chega, já chega, entretanto, estou aqui a fingir que vou continuar a falar sobre o tema. Quando na verdade estou a fazer scroll para baixo para irmos para o próximo tema, que é no meu dia de anos, eu fui chegar à base no meu dia de anos, por acaso, aqui que anda parênteses no meu dia de anos eu fui lá àquele restaurante e toda a gente fazia anos foi uma cena que eu não gostei, ok. Restaurante que é tipo, se eu faço anos e se eu marquei e disse que fazia anos, vocês não vão aceitar mais pessoas a fazer anos, ok? Estamos entendidos, restaurante. Não, é que reparem, de repente eu estou num restaurante e estão sete mesas ocupadas. Eu, ah, estas pessoas entrei, ah, estas pessoas não sabem que eu faço sanções, mas elas vão saber. Puma, passado um bocadinho, uma mesa começa a cantar os parabéns. Eu, ah, que giro, uma pessoa que faz anos o mesmo dia que eu giro, bora, parabéns. Vamos ser, ok. Uma mesa já está. Agora ninguém vai cantar mais, pois não? Segunda mesa, parabéns. Eu, tipo, epá, não acredito. Terceira mesa, quarta mesa, quinta mesa, está tipo, mas toda a gente faz antes neste dia. Sou só eu que faço, sou só eu que sou especial, ok. Muito giro. Mas já, no meu dia de antes fui jogar básquet com aqueles amigos do costume, e imaginem, para já eu estou bem contente porque os gajos já me chamam Estefani Caril, que é tipo porra Estefani Caril. Mano, é grande a lacunha. Tipo, imaginem, eu no dia de antes cheguei lá, os gajos começaram, cheio, olha o gajo! Stefano Curry, Stefani Caril! E começaram a meio a gozar, ah, Stefani Carile, o gajo mete, mete, não sei o que, não sei o quê. Mano, e eu joguei de caralho. O Stefani o Carile cá em mim saiu mesmo para fora. Não sei se é porque eu estava de laranja, mas o gajo saiu mesmo. O Stefano e o Caril meteu tudo. Meteu triplo, duplo, quadruplo, uno, meteu tudo, putz. Tudo. Até eu estava dentro do cesto, já me estava a mandar para dentro do cesto, mano. Estás a perceber ou não? Estava a meter tudo. Tudo, putz. Estava a tirar essa patilha do gajo a mandar também para insistar, mano. Estava a mandar tudo, putz. O gajo aparecia mais à frente, eu mandava também. Insestava tudo, mano. Insestei os gajos, metiam os gajos e tudo dentro do cesto. Estou a cagar, mano. Insistei-me a mim a seguir, foda-se, caguei. Estava a insestar tudo, meu. Mas já, houve um gajo por acaso que me fez uma paralítica no gémio. Paralítica no génio. Tipo, eu nunca, eu já me tinha feito uma paralítica na coxa da perna. Agora no génio. E malta fica aqui, desrecomendo completamente. Eu fiquei um bocado, era o meu dia de antes, então eu fingi que estava tudo bem, mas eu fiquei assim um bocadinho atordoado, vou-vos dizer, a minha perna fica um bocadinho assim, ficou um bocadinho afogada, não vos vou mentir, mas enfim, mas é verdade, eu fui picado por um Peixe aranha e é mais tranquilo do que tipo nós vemos, nós vemos a sociedade a sofrer com o picado de peixe aranha malta. Eu meti o pé no estrado, porque é assim, vocês quando são picados por um Peixe Aranha, a solução é meter o pé numa superfície ou em alguma coisa quente. Ou seja, ou água quente ou areia quente, por isso é que as pessoas dizem xixi, porque o xixi vem quente, mas é tipo, para já que nojo. Que nojo. É que tipo, imagina, ah, tenho cancro, pois sabes que a solução para isso é fazer cocó. Tipo, não, deixa estar, eu fico com o cancro. Então, tipo, não vai, fui dar a grande volta, mas não vai acontecer. Lamento, não vai acontecer. Ok, faz tu para ti, faz em cima de ti, fazes para os teus, faz o que tu quiseres, vais o teu dia de anos, fazes o que tu quiseres, é tipo fazeres xixi para cima do pé, ok. Mas é só meter o pé basicamente em água quente, ou então na areia quente, ou então no estrado, e eu fui meter o pé no estrado que estava mesmo a ferver, e passou. E passou. Mas tenho a dizer que até fiquei contente porque nunca tinha sido picado. Fui picado, estava tipo, olha, estou contente, finalmente sei o que é que é ser picado por um peixe aranha, que engraçado. Não presta, desrecomendo, não é assim tão gira, não é nada de especial, mas pronto. Mas hoje foi o dia de anos da minha mãe e eu estive com o meu puro primo, que é uma criança. E que eu adoro. Ok? Aquela pessoa, que ainda não é uma pessoa, é tipo uma criança, é perfeita. Ok? É porque é o meu primo, mas é perfeito. Ele é tipo, boé brincalhão, boé fofinho, boé sorridente, ele tem um sorriso lindo, um sorriso lindo, tipo, com os olhos lindos, tipo, tem aqueles olhos de curiosidade pelo mundo, sabem? Epá, lindíssimo, lindíssimo. Agora eu fui ao mar com ele, ok? Fui ao mar com ele e é assim: nadar com crianças no mar é um flagelo, a sério, é que vocês estão a nadar com as crianças no mar e ele, seja no mar ou na piscina, nadar com crianças é tipo, vocês ficam a olhar para as crianças porque imaginem, as crianças estão ali e na por cima ele está naquela idade que é tipo, ele já não usa abraçadeiras, mas claramente o que lhe faz ali falta é tipo uma boiasita para o gajo não se afogar e morrer à minha frente, não é? É que imaginem, o gajo está tipo a nadar e está tipo assim. Parece um cão e parece que se vai mesmo afogar e às vezes fica tipo, vai debaixo da água e fica tipo, é suposto a eu intervir ou não? É tipo, claro que tem que intervir, depois agarro no gajo. E o gajo fica tipo, não larga-me! É tipo, calma! Calma, é tipo, vocês ficam aflitíssimos! Tipo, é toda uma cena nada com crianças, é mesmo e depois eles entusiasmam-se com água e ficam e eu digo, eia puto, a mãe, é só a água! Não, mas tipo, mas é difícil é mesmo difícil, mas pronto, a semana passada também falei, isto é boa, é vulnerável o que eu vou dizer, mas pronto, eu falei com o meu pai e eu disse amo-te muito ao meu pai e o gajo respondeu tipo: Eu também, filho, o gajo ficou todo baralhado e foi engraçadíssimo. Queria partilhar com vocês porque não sei se qual é a vossa experiência em partilhar sentimentos com os vossos pais, tanto pai ou mãe, sinto que a mãe é mais dada, não é? O pai normalmente é mais, olha, está a bocejar, olha está a bocejar o gajo. Normalmente a mãe é mais dada e o pai é mais tipo, mas sinto que foi a primeira vez que houve uma reciprocidade, foi mútua, porque, por exemplo, eu até agora tinha dito ao meu pai sempre: eu amo-te muito e o Golvier era tipo, tu, tu, tu, quero o telefone a desligar, mas já, isso aconteceu. Fiquei também, fiquei contente, fiquei contente e posto isso ou posto isto, não interessa, postou isso, posto isto, vamos às recomendações da semana. Estamos perante uma recomendação. A minha primeira recomendação da semana vai para ler, ler para adquirir novas palavras, porque, como eu tenho vindo a demonstrar neste podcast, o meu vocabulário não é assim tão rico, não é? Ele é um bocadinho às vezes pobre, sobretudo quando eu começo a ficar inseguro e começo a ficar tipo ui, será que eu posso dizer? Então é, mas ler faz bem, porque inconscientemente nós começamos a falar de forma diferente e as nossas construções frásicas começam a fazer mais sentido, portanto, recomendo. Outra recomendação que eu tenho é exercício físico para desanuviar, que é tipo, de repente eu estou aqui a fazer recomendações bem básicas e do SNS. Ler é importante fazer exercício físico também, mas é mesmo, exercício físico ajuda bem ao nosso sistema nervoso. Quando vocês estão com ansiedade ou se estão a sentir nervosos, vão andar a pé, ou vão jogar algum jogo, tipo, vão jogar a bola, vão jogar basquete bom, vão fazer o que vocês queriam, vão jogar ténis, mas vão, porque vai-vos ajudar. Eu estava nervoso no meu dia de anos e soube-me bem em jogar basquete. Tipo, eu sinto que soube-me bem ali expressar, soar, e por isso recomendo. Outra recomendação que eu tenho é vocês jogarem aquele jogo dos post-titos do TikTok, mas em grupo, ou seja, já é fixe vocês jogarem aquele jogo do post-it commeros e tentarem adivinhar a idade um do outro, fazerem isso com um amigo, com o vosso namorado, com a vossa namorada, ok? Já é boa e fixe. Agora é ainda mais fixe vocês fazerem igualmente fixe, vocês fazerem em grupo, façam em grupo, não com números, mas com tipo animais, profissões, partes do corpo. Olhem, eu joguei isto no meu dia de anos e foi brutal. E tipo, só não fiquei mais porque no outro dia tinha que me levantar cedo e tinha que ir obrar, obrar, quer dizer, não era obrar, obrar significa fazer cocô. Portanto, não, eu tinha que ir trabalhar, mas se não tinha ficado até sempre a jogar, porque é bué, fixe, e eu recomendo. Por último, temos aqui duas recomendações que são comida. A primeira é torta de claras, meus putos, esqueçam, esqueçam de tudo o que já vi. Ah, que nós não gostam de hoje, ah, que não, Chu, e come, literalmente, caleta e come, e come. Eu comi uma torta de claras hoje, maltevo fazer uma coisa: esqueçam tudo o que já vir, tipo, aquela torta de claras era perfeita porque um estava com estrutura, estava consistente, as claras estavam durinhas o suficiente, o que é ótimo, também não estavam muito duras, o que é ótimo, não tinha muito creme de ovos por dentro que poderia tornar enjoativo, portanto, tendo pouco, estava ótimo, e por fora estava envolvida num caramelo que não era demasiado doce, não era aquele caramel demasiado escuro e doce, está bem? Há aquele caramelo mais branquiçado, mais tipo que levou natas e não sei o quê. Depois há aquele caramel mais escuro, que é tipo só açúcar e água mesmo. Só que tipo, meme, meme, já mesmo. E depois há assim este caramelo que era tipo mais tranquilo. Já olhem, adorei. Adorei, recomendo torta de claras. E a outra e última recomendação é um restaurante que se chama Sem Vergonha, na Nazaré, Malta. Ai, é bem, eu vou-vos só dizer alguns pratos que eu comi, ok? Então, cachorro de camarão. Aparecia cachorro e de repente vai para camarão. Vocês até ficam, opa! Isso é incrível! Não sei se vocês estão a ouvir aqui fora, estão a me dar o lixo, mas pronto, que eu já estou aqui pela noite dentro, mas jáchorro de camarão, malta, esqueçam de tudo o que já viram. Cachorro de camarão, incrível, fresco, com um brioche feito lá, epá, esqueçam, incrível. Outro prato que eu comi lá chama-se tostada de atum. Eu sei que estão aqui a mudar o lixo, se calhar não é o som de fundo ideal, mas ouçam tostada de atum, incrível, incrível, tipo o atum vem cru, vem servido com um molho tipo aquela maionese tipo cocktail. E depois vem também com uma base de abacate e com uma tortilha. Esqueçam, esqueçam porque estava incrível. E estas foram as recomendações da semana. E depois disto, vamos para os grandes abraços da semana. Olha, sabes que mais? Ganda abraço. Os meus grandes abraços da semana vão aqui para as pessoas que vão ao mar em Portugal sem contar com o Algarve. Porque é tipo, se vocês pensarem, e ali umas zonas do Alentejo, Costa Vicentina e Alentejo é tipo os mares são fixes, mas zona oeste para cima, os mares, tipo, eu às vezes vejo pessoas indo ao mar e tipo, eu vou também e também mergulho, não sei o que, mas depois pá, nós estamos todos a surtar, meu, tipo, nós estamos aqui no mar em Portugal, é tipo, está uma onda gigante e nós estamos todos tipo, let's go, mergulhamos e não sei o que é, e tipo, meu estamos bem, tipo, está uma onda gigante, tipo, está uma onda gigante que literalmente a onda tipo sugou toda a água que estava à beira, de repente formou-se uma onda gigante que vai bater diretamente na areia, tipo, não há água ali para a onda bater, vai bater uma onda gigante, isto quando está a maré alta, claro, e as pessoas o que fazem é vão a correr, mandam um mergulho para dentro da onda que tu não sabes se está ali uma pessoa, se está areia, se está pedra, ok. Pior é que as pessoas não mandam mergulho na parte de cima da onda, não sei se estão a conseguir visualizar, mandam um mergulho tipo rente à areia, que é tipo, estás aí, está apanhar um calhau e va-te com a cabeça lá ou com a mão e partes da mão. De repente ficam ali no mar e depois fazem uma cena que é saco de plástico também, que é mergulham, deixam-se ficar e deixam-se ser arrastados pela onda para depois a onda vos puxar para a outra onda que se está a formar, chama-se saco de plástico porque vocês deixam-se ficar, deixam-se boiar, basicamente, tipo, olha grande abraço para a malta que manda estes mergulhos e que vai ao mar em Portugal sem contar com o Algarvo e além de as pá. Ok, vocês tipo estão a enfrentar o mar, estão a enfrentar aquele áudio do TikTok! Pronto, vocês curtem de ir ao mar assim, e de repente parece que estão na Noruega e na Islândia a ir ao mar e tipo, pronto, ok. Gando abraço para vocês, grande abraço também para pessoas que nadam com crianças e que conseguem nadar com crianças. Eu digo-vos uma coisa: é impossível, é difícil, eu já vos falei aqui, é difícil. Eu lembro-me de vos ter falado de um senhor que estava a mergulhar o bebê no mar para lhe lavar ali a Coochie Coochie, não é? Ganda abraço para ele, eu percebo, não é outra forma. É melhor lavar assim por um braço, vai dar rasão, vai anda, Zé, lava tudo, lá vai no mar, leva aí, leva aí cabelo, lava pé, leva pichonta e cozinha, lava tudo, grande abraço para as pessoas que nadam com crianças, que é difícil que eles estão ali a nadar a nossa fã, calma, Zé, calma. E por último, grande abraço para as pessoas que correm em Lisboa e que dão mais 5 a quem vai a correr na direção contrária. Isto já me aconteceu, não a semana passada, já me aconteceu há uns meses quando eu andava, eu vou correr e depois desisti, mas pronto, eu comecei a correr e passava pelas pessoas e tentava dar-lhes mais 5 e algumas pessoas davam e era bue, motivating para ambos, porque ficámos tipo: nós pertencemos a uma comunidade, nós estamos, tipo, dá cá mais 5, meu puto, faça a tua caminhada que eu agora vou fazer a minha e fores aí uma caminhada e a corrinhada, mas já façem a tua corrinhada e faça a minha corrinhada e estamos bem e estamos aqui. Porquê é que eu vos trouxe isto? Porque a semana passada eu estava todo contente com o meu dia de anos, não é? Passei por um gajo e ele tipo, dá mais 5 e o gajo ignorou-me. Malandro. Olha, meu puto, se tivesse ouvido isto, já não gosto de ti. É só o que eu tenho a dizer. Era o meu dia de anos, estragaste-me o dia. Foi por causa de ti que eu nunca tenho os parabéns, estive triste os restos dos dias por causa de ti, meu puto. Não me deste mais 5. Fiquei a tristeza, coração para teto, coração dela. É tudo por hoje. Um grande beijoca para vocês. Eu, esta semana, talvez publique uma coisinha muito gira no YouTube que eu estou aqui a planear. Pronto. E vocês, como ouvem o podcast, têm todo o direito e o privilégio de saber. Portanto, grande beijinho para vocês. Tenham uma grande semana. Gran abraço para vocês e até para a semana, meu esporte.