Diário de Marias

Diário de Marias, a Sétima Semana

Rui Maria Pêgo e Inês Maria Meneses

Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.

0:00 | 54:31

Sem OVNIS à vista, Diário de Marias torna-se político na sua sétima semana: vem aí a Iniciativa Liberace! A gata de Karl Lagerfeld, festivais de verão e memórias que deixam, o cinema de Jim Jarmusch, harmonização facial e os dos and don'ts do grooming masculino, entre Lisboa e Madrid.

SPEAKER_00

Diário de Maria de segunda a sexta na futura, olá Maria.

SPEAKER_02

Olá Maria, fim de semana quente este que vivemos, não foi? Vamos dizer outra vez a palavra Canícola. Oi, Canícola. Como é que tu estás? Estou bem, estou entusiasmada. Uma semana de primeiras vezes de viagem, por acaso não é a minha primeira vez, fui a Madrid antes, mas vou para Madri amanhã, porque, como sabes, assinei um contrato de confidencialidade e foi a minha primeira cena internacional.

SPEAKER_01

Olha Maria, tu és uma Maria muito viajada. Este calor afeta-te muito?

SPEAKER_02

Olha, eu gosto da sensação de ter as portas do inferno abertas. um certo empurrão na vida. Agora eu gosto também de voltar para casa e não estar nesse calor. E a ti? Ficas com afrontamentos?

SPEAKER_01

Olha, eu não tenho afrontamentos, eu sou uma surtuda porque estando na menopausa eu não sofro. Eu não sofro, nem me lembro da menopausa, e sei que muitas mulheres que estão a passar mal neste momento, neste exato momento, mas eu tenho outros problemas, não é? Tu sabes que eu fico os tornozelos muito inchados, muito inchados, fico com uma pata de elefante medonha, achas que deixas a tua marca? Boa para pisar inimigos. Eu no outro dia tento fintar estas maleitas, não é? Não é a única, eu tenho qual é mulher que não tem várias maleitas, não é? E no outro dia, depois de um dia longo de trabalho em várias frentes, estava eu a apresentar um livro e não me palcosito e vem uma senhora que me parabeniza abundantemente pelo meu trabalho em várias frentes, seguia tudo e mais alguma coisa, e depois agarra-me o braço e diz: reparei que os seus tornos eles estavam inchados. Oh meu Deus, eu bati tão no fundo.

SPEAKER_02

Te respondeste? Eu disse: estão sempre que é, eu adoro que esta pessoa é segue o teu trabalho, admira-te, mas o que ela tem mesmo para dizer é: olha, reparei que esses tornozeles estão encher.

SPEAKER_01

Eram 8 da noite, eu tinha acordado às 8 da manhã para ir. Mais uma batalha, um evento, fiz mil e uma coisas e o meu dia, a frase com que o meu dia fecha é reparei que têm os tornozelos enchentes.

SPEAKER_02

Eu vivi coisas similares, não és tu que passas por estas agruras.

SPEAKER_01

Primeiro, espera, eu quero ouvir os teus problemas, mas gostava que alguém nos escrevesse a dizer como é que eu posso resolver o problema dos tornozelos da pata de elefante e se passam pelo mesmo. Se a canícula vos afeta, a canícula, o álcool, também podemos depois falar um pouco do álcool.

SPEAKER_02

O olho gordo, eu trago sempre um bocadinho de misticismo. Ah, o molho gordo enche muito.

SPEAKER_01

Mas é o olho gordo dentro do tornozelo gordo.

SPEAKER_02

Fica a parecer, é porque esta pontinha fica a parecer um olho.

SPEAKER_01

Ah, que é no tornozelo. O que eu tenho no tornozelo é o olho gordo.

SPEAKER_02

É o olho gordo.

SPEAKER_01

Como é que eu devo fazer, Maria?

SPEAKER_02

Eu acho que deves pôr as pernas para cima.

SPEAKER_01

Mas eu às vezes não posso pôr as pernas para cima, não é? Pois não.

SPEAKER_02

Olha, eu não pus as pernas para cima, de resto eu estava na minha estrutura normal. Não pus as pernas para cima e tinha ido fazer análises porque anda a tentar despistar uma leita também. Como é que está a tua microbiota? A minha microbiota está com desafios. me lembro de uma vez que fui uma nutricionista e eu disse: Olha, eu de facto eu a meio da semana não sei muito bem o comer, a meio do dia, ou seja, ao moço jantar ela. É assim, Rui, eu sei às vezes como uma lata de atum. Ooquila me disse, oh Rui, isso são snacks que não brilham. Que a melhor expressão do mundo. Oh Rui, o atum é um snack que não brilha.

SPEAKER_01

Mas não é suficientemente glamoroso a isso?

SPEAKER_02

Não, porque não é nada, porque tem, porque está dentro de uma lata, porque não é uma espécie de moqueca, não é uma carpioca de uma carpioca de atum. Não é algo que tem um aporte nutricional fantástico. Portanto, é um snack que não brilha. O que é que é um snack que brilha? Não é? de ser uma barrita ou uma barrita com tamaras? Não sei.

SPEAKER_01

Sim, as tamaras, as tamaras e o aporte.

SPEAKER_02

O aporto, o aporte nutricional, eu tenho o léxico. A minha microbiota está com desafios, não quero agora abrir o livro, mas a microbiota é também agora o segundo. Acontece se tens algum problema? É a microbiota. É sempre a microbiota.

SPEAKER_01

E a sua microbiota, como é que está hoje?

SPEAKER_02

Exato, a pergunta que fazemos: fora dos lares, mesmo no dia a dia. Bom, eu fui fazer as análises, saí das análises e estava com um ratinho, pois tinha estado em jejum. Depois não me deixaram fazer os exames do jejum porque eu tinha comido, tinha a tomar probióticos. Como se tivesse para ajudar o teu carro. Bom, vou ao café. Café daqueles, café honesto, mas eram um cafés que me irritam um bocadinho. São cafés que têm, tu compras as coisas, pedes as coisas, primeiro está toda a gente mal disposta e depois dão-te um cartão com um número para tu isa a caixa, número 327, nunca mais me esquece. É verdade? Era verdade, era 327. Fui e esta senhora que tratava das questões do pagamento também vendia vendia vapings, vendia revistas, vendia raspadinhas, aquela mulher é um povo no comércio, ela é um povo. E eu, ok, cheguei, fui pagar e ela disse aqui com cartão acima de 5€. E eu disse, ah, ok, então lhe dê-me uns olhos de qualquer coisa. E ela diz-me, ela muito afertada a vida dela, e ela 5,50. E eu apaguei com o telefone e ela olha para mim e diz: pensava que fosse mais alto. Ao que eu respondi é a minha atitude, e ela é que pode ser portanto, 9h30 da manhã e alvejado, não é? alvejado. Portanto, o fim de vestaste o dia, eu comecei o dia. Não é a primeira vez que me dizem, mas pensava que fosse mais alto.

SPEAKER_01

Como é que tu enfrentaste o resto do dia?

SPEAKER_02

Olha, ponderei a para casa para deixar aquela raiva sair, mas estavam 45 graus de vida à canícola e então fui dober. Portanto, passou estes desafios que nos põem também a pensar, não é?

SPEAKER_01

Eu nunca mais saí de casa para não me verem os tornezelos inchados. Eu uma semana que não saio, Maria.

SPEAKER_02

Eu reparei, mas também porque compraste ar condicionado e para que sair, não é?

SPEAKER_01

Estou com aquelas botas hugs para somar o tornozelo que me disse.

SPEAKER_02

Podes usar uma daquelas meias de descanso - meias de descanso, mas não de descaso, minha querida.

SPEAKER_01

Eu ia dizer que não tinha 87 anos, mas estou disponível para receber uma meia.

SPEAKER_02

Nós tínhamos temas, mas tirámos para longe neste.

SPEAKER_01

Nós queremos é ouvir da parte de quem nos acompanha diariamente, ou às vezes uma vez por semana também. Queremos conhecer as vossas maleitas, se são também atravessados por feridas verbais como estas.

SPEAKER_02

Isto são microagressões. Ou macro, dependendo da hora. Eu convém dizer que nós estamos ouvidos em 40 países. 294 cidades. Temos uma nova entrada em Sydney e New South Wales, High Sydney, Sheffield e Sinus, Stubal, e também Hagen, no Rhein Westfalia. Pronto?

SPEAKER_01

E se lembra-me agora o Pariste Texas Amador, aquele bone emblemático da futura.

SPEAKER_02

Daqui da futura, bom dia a todos.

SPEAKER_01

Podia ser o Sinus Sydney, não é?

SPEAKER_02

Sinus Sydney. coisas que são. coisas que te dizem que estas coisas são engraçadas, mas às vezes as pessoas são muito. te perdem muita cabeça e dizem coisas absurdas no dia a dia.

SPEAKER_01

Tratam-nos com os pés? Tratam-nos com os pés, que estão em chamas.

SPEAKER_02

Mas eu fico fascinado com o que as pessoas dizem.

SPEAKER_01

Mas muitas vezes as pessoas querem dizer alguma coisa e são e conhecem apenas o despropósito, não é? Percebes? A vontade é tanta de dizer mais qualquer coisa sim e de serem simpáticas. me aconteceu também. me aconteceu dizer coisas que não faziam sentido, mas nunca apontei para os tornoselos de ninguém. Nunca disse.

SPEAKER_02

Pensava que eras mais bonito. Pensava que eras mais bonito. Por acaso achavas que achava que eras mais inteligente. Este tipo de coisas não digo, mas penso.

SPEAKER_01

Mas nós aqui estamos, não é? Nós ultrapassámos essas feridas, essas chagas, ainda são chagas que aqui estão.

SPEAKER_02

Lembras-te quando aquele senhor que dizia que tinha as chagas de Cristo foi à televisão àquele programa da Teresa Quilherme, programa de Balém, e era tudo mentira. Ele tinha umas chagas nas mãos e na testa. está, eu tinha que ir um bocadinho para um sítio místico. E eu fico a pensar um bocadinho como Vobayana, que falámos a semana passada, quando te apercebes que mentiste, ou melhor, que toda a gente descobre que tu mentiste, como é que tu te reinventas?

SPEAKER_01

Com novas chagas nos tornozelos. Achas que eu posso ir ao programa da tua mãe falar dos meus tornozelos inchados?

SPEAKER_02

Eu acho que podias.

SPEAKER_01

Eu posso fazer uma tatuagem de Cristo nos tornozelos e dizes, apareceram estas chagas? Sim. Não, apareceu-me Cristo nos tornozelos.

SPEAKER_02

Bom, vamos ficar por aqui e amanhã estarei em Direto de Madrid, teremos como separar, olé, porém. não vais ver estas flores.

SPEAKER_01

Estas são reais? São sempre reais. As outras eram secas. Mas é uma exceção.

SPEAKER_02

Não, estas são reais e têm um purpura fortíssimo. Nós temos que pintar, porque a rádio, a rádio, Inês, é o teatro da mente. Pinta. Lembras-te quem era o diretor que me dissiste? Esta vai para queijinho. Qual queijinho? Deixa o teu critério. Foi um diretor que é mesmo. Tivemos.

SPEAKER_01

Não é só, não é fácil, tivemos tantos momentos. Sim, sim, sim, o labirinto da mente. Rádio são imagens. Até púrpura.

SPEAKER_02

Também é olé.

SPEAKER_00

Ah, estás bem, Diário de Maria, de segunda a sexta no futura, olé Maria.

SPEAKER_01

Olé, era a única coisa que eu sabia dizer, mas que não corresponde sequer ao vocabulário dos espanhóis, não é? No dia a dia. Olé?

SPEAKER_02

Eles dizem olé, é para passar. Quando alguém está, passa olé, as pessoas passam. Olha, estou no centro da Península Ibérica, não no centro político, atenção, no centro, porque Madri é no centro, e onde está muito calor, estão 42 graus hoje, terça-feira, e eu vou pintar o cabelo outra vez.

SPEAKER_01

Não é verdade?

SPEAKER_02

Sim, sim. Eles querem que eu pareça outra vez Cruel Advilo para este papel. Eu achei que.

SPEAKER_01

Se tu vai ser os teus dálmatas? Quando ficas com o cabelo assim, não sentes que uma trela invisível puxada por 101 dálmatas.

SPEAKER_02

Sim, sim, sim. Eu sinto, é um bocadinho como a mão invisível que está no mercado. Dirias, por exemplo, que eu poderia votar naquele partido que falaste pouco que me disseste por mensagens.

SPEAKER_01

Que eu inventei Iniciativa Liberace.

SPEAKER_02

Sim.

SPEAKER_01

Nós vamos iniciar aqui um processo de apoios, não é?

SPEAKER_02

Sim, sim, sim, sim.

SPEAKER_01

Vamos reunir assinaturas para lançar o Iniciativa Liberace.

SPEAKER_02

Sim, vamos. Estamos a falar, como é que seria a sede do partido de Iniciativa Liberace?

SPEAKER_01

Muitas lantejoulas, glitter, não é? Candelabros de cristal. Solas compensadas. Oh, sim.

SPEAKER_02

Olê.

SPEAKER_01

Um piano de cauda. Sim.

SPEAKER_02

Eu acho que a Iniciativa Liberace faria muita diferença, sobretudo no que tem a ver com esse lado das coisas, que é pouca regulamentação no sapato de plataforma.

SPEAKER_01

Sim, pouca.

SPEAKER_02

Mas pronto, por acaso o tema que trago hoje é um pouco dentro do universo de Iniciativa Liberate, que é estou muito preocupado com o animal de companhia, o patudo, de Carl Lagerfeld, mentor, como sabemos, da Chanel, e Lagerfeld deixou um gato para trás, não o levou para a sua outra vida, como os faraós, mas sim deixou.

SPEAKER_01

Porquê? Porque o gato tem sete vidas ou 300, não é? Com o dinheiro que ele recebeu.

SPEAKER_02

Olha, bem lembrado, bem lembrado. Então, ele deixa parte da sua fortuna, mas uma parte considerável, uma fatia de leão, esta gata chamada Chop. Chopete foi habituada ao bom e do melhor, como diriam os entendidos, e portanto está 6 anos à espera de receber a sua herança.

SPEAKER_01

Ela não sabe que está à espera, não é? Não sabe referir isso.

SPEAKER_02

Um milhão e meio de libras, portanto, arredondado 2 milhões de euros, 5 milhões de contos na moeda antiga, por acaso não acho que são 10. Mas Carl Egerfeld Choppet não recebeu Chopette Lagerfeld, não recebeu o dinheiro que lhe é devido, mora com a governanta de Carl Egerfeld, uma senhora de nome Françoise Cassot, que tentou envenenar várias vezes Chopet.

SPEAKER_01

Mas, como Chopette tem várias vidas, não maneira de morrer.

SPEAKER_02

É considerada a gata mais rica do mundo, mas ela não sabe. Ela não sabe. Ela não sabe. A verdade é que a Chopette vive com esta mulher, ela tudo o que pode, mas tira da sua subvenção para pagar a vida da Chopete. A Chopete tem gostos e portanto tem sido complicado e tem lutado na justiça para trazer o dinheiro. Gostava de saber a tua opinião sobre as pessoas que deixam dinheiro para os seus animais de estimação, tratando os animais de estimação como pessoas.

SPEAKER_01

Eu gosto muito de animais, eu sempre cresci com muitos animais, não é o caso agora em Lisboa, mas animais muitos. Sempre cresci com cães, gatos, coelhos, galinhas ou uma rapariga do campo, como bem sabes, não é? E sempre tive uma relação próxima, ou seja, eu foram os meus primeiros amigos realmente, mas um lugar para os animais e um lugar para os humanos, por mais animais que às vezes sejam. Portanto, não percebo, sei que muita gente a passar mal nesta altura, não é da canícula. Não compreendo que alguém possa deixar o seu dinheiro ainda que tivesse vivido durante anos e tivesse sido feliz, como foi com o meu Gaspar, o meu Cocker Spaniel. Não consigo compreender que se possa deixar uma fortuna a um animal de estimação quando muita gente a morrer à fome.

SPEAKER_02

Eu diria que isto configura uma certa queda para a loucura deixar para o seu gato todo o seu dinheiro. No entanto, eu acho que neste caso a Chopette fazia campanhas de moda e portanto tinha os seus próprios salários. O que eu acho curioso é isto ter passado, eles irem, estão na justiça a lutar pelo dinheiro, e portanto a gata é um joguete nas mãos destas pessoas. Mas o Extraordinário é que isso seja objeto de um processo de tribunal, que o gato é verdade. Claro que não.

SPEAKER_01

O homem deixou a fortuna à gata, não é? A gata, sendo um animal, não tem noção sequer do que se passa, não é? Um dia a Chopete morrerá, não é? E essa herança vai para quem?

SPEAKER_02

Para quem ela designar? Se calhar nós. Se fomos agora para Paris e nos começássemos a dar com a Copete.

SPEAKER_01

Tudo isto é muito ridículo, não é? Tudo isto é verdadeiramente ridículo. Alguém que se movimentou, eu percebo que se calhar o pobre Carl Lagerfeld não tenha feito muitos amigos no meio em que ele se movimentava, em que ele próprio se questionava onde é que estão os meus amigos, quem são os meus amigos, mas ele era um homem genial, mas muito difícil, não é?

SPEAKER_02

Portanto, eu acho que uma dose de exotismo nisto que eu acho que é a história que continua para além da vida dele, não é? Ou seja, ele morre, mas a história meia rocambulesca continua, herda a gata, a gata a morar na almofada, a gata no private jet. Não sei, eu acho que é uma coisa, está, é muito longe daquilo que é a vida normal do dia a dia, de milhões e milhões e milhões de pessoas que moram de forma muito difícil.

SPEAKER_01

E tira-nos para o patamar de muita futilidade, isto é a verdadeira futilidade, eu acho.

SPEAKER_02

Também acho que sim. Nós na iniciativa Liberate combatemos isso, mas a questão é, Chopete pode não ter partido? Poderia ajudar-nos com alguma subvenção para as artes? Poderia. As artes mais felinas, estou a falar do trapézio, por exemplo, de coisas assim, artistas do trapézio.

SPEAKER_01

Neste caso é mais fácil chegar à governanta, como é que se chama?

SPEAKER_02

A Françoise Cassote.

SPEAKER_01

A Caçote, a caçote de tesouro, não é? Sim.

SPEAKER_02

Ela mora numa caçote de touro.

SPEAKER_01

Depois mais fácil chegar à Françoise e. Dirias chegar à fala com a François? Chegar à fala, sim, chegar à fala. E tentar, enfim, uma pequena subvenção de modo a que consigamos erguer o nosso partido. Sim. Iniciativa Liberate. Iniciativa Liberate onde assim pessoas que não sabem quem é a Liberate, portanto vão procurar essa informaçãozinha se querem fazer parte de.

SPEAKER_02

Sim, sim, Liberate, uma grande figura, que vale a pena sempre conhecer a história. Um partido onde uma gola nunca é grande demais, não é?

SPEAKER_01

Nem uma gola, nem um brilho, nem. Nem um cabelo armado. Não é um cabelo muito armado. Um cabelo era muito armado. Vamos falar aqui porque foi um tema que me perseguiu nos últimos dias, não sei porquê, talvez por eu ter referido Cheira-me a la Cafiero. As lacas devem ter perdido. La Cafiero era um must dos anos 80.

SPEAKER_02

Tatcher usaria la Cafiero.

SPEAKER_01

Com certeza, não é? As lacas devem ter perdido muito mercado.

SPEAKER_02

Eu acho que isto é um tema para amanhã.

SPEAKER_01

Eu também acho.

SPEAKER_02

Amanhã continuarei aqui, de cabelo armado, com outro cabelo, com o cabelo dividido, que esquecerei outra vez cruela de viu. Amanhã tenho um fitzing. Vou fazer um fitzing de roupa.

SPEAKER_01

Quero saber tudo.

SPEAKER_02

Então amanhã conto-te.

SPEAKER_01

Adiós! Adeus, Maria.

SPEAKER_00

Diário de Maria de segunda a sexta na futura.

SPEAKER_01

Olá Maria. Olá, como estás? Continuas em Madrid? Sim, sim. Apartado de mim.

SPEAKER_02

Sim, apartado de ti. Olha o teu apartado. O meu apartado é 2070. Olha, o meu apartado agora é perto da Grande Bia, porque estou aqui ainda deslocado do meu país. Olha, a tentar a minha sorte Alem Fronteiras. Ontem fiquei a pensar todo o dia na laca, a laca que é inflamável, não é bom para este tempo. Pois não. Não se pode pegar em maquinaria pesada nem em laca pesada.

SPEAKER_01

Depois quando falam muito em cuidado com fazer fogos nas florestas e não sei o quê, e a laca?

SPEAKER_02

A laca é uma boca de incêndio. Precisarás de uma boca de incêndio, lembras-te da tua?

SPEAKER_01

Eu tinha uma rubrica chamada boca de incêndio e tu ia. O teu programa muitas vezes. Imagina, imagina, nós 50 anos fazíamos um programa juntos.

SPEAKER_02

Foi 17 anos, Inês? 17 anos. 16, sim, 16, 17.

SPEAKER_01

Quem eras tu, Maria?

SPEAKER_02

Olha, quem és tu, miúde? Olha, fiquei a passar na laca, porque a laca me transporta para o passado, dizias, achas que as pessoas não se entregam à laca como é.

SPEAKER_01

Eu penso que a laca perdeu muito mercado, não é? Por quê? Porque as pessoas querem coisas mais frescas. Quem é que quer andar com o cagalo armado?

SPEAKER_02

E a Margaret Thatcher, sabes que eu ainda estou a ver The Crown? Acabei a The Crown pouco tempo, a Thatcher perdeu o cara.

SPEAKER_01

Eu tenho a impressão que tu vês The Crown à Ante todos os dias. Estou a repetir, estou a ver tu desde o início.

SPEAKER_02

Adoro, adoro. Mas olha, sabes onde é que assenta bem uma tiara? Não cabou com laca, porque fica presa.

SPEAKER_01

Pois tens razão, mas na iniciativa Liberados eu não sei se vamos ter tiaras.

SPEAKER_02

Não, mas olha, a minha avó usava bastante laca, a minha mãe não tanto, mas a televisão ainda se utilizou muito nos anos 90. Mas em todas as famílias cada um tem os seus vícios, não é?

SPEAKER_01

É verdade. E sempre uma latinha de laca perdida. sempre um daqueles armários deprimentes de casa de banho que se abre com mola. Com mola, não é? E está uma embalagem de uma lata de laca perdida. O que viveu aquela lata, não é? O que é que ela viu?

SPEAKER_02

É preciso ter muita laca.

SPEAKER_01

Cabelos tristes no despertar, cabelos que anoiteciam.

SPEAKER_02

Um bocadinho de puxar o cabelo levando até ao Divino.

SPEAKER_01

E ir ao supermercado e esconder coisas por baixo. Exatamente.

SPEAKER_02

Mas Kiki Espírito Santo certamente não faria isso. Embora como as coisas correram. Banco Espírito Santo. Vamos sair daqui.

SPEAKER_01

É melhor sairmos daqui. Olha, eu estive em Lolé, fui ao festival MED em Lolé, achei muita graça este festival, uma coisa muito de rua, com muita multiculturalidade, Arnaldo Antunes, Bonga, o nosso Tótrips da futura, o Expresso Transatlântico, muita coisa a acontecer e onde vi, passou o documentário feito dos 20 anos do Fala Comela, eu passei música com Pedro Ramos, curiosamente também da futura, não é? Ele passou Burborrais de Amor que eu dancei, é verdade, e onde se vive livremente o espírito do festival, com agitação espontânea nas ruas, e onde ninguém prepara o seu outfit para ir para um festival. Podem comprar-se túnicas e miçangas ali em Lolé para o Festival Med, mas não se preparam mais.

SPEAKER_02

A missanga está no extremo oposto das antípodas.

SPEAKER_01

Está, está, está. não vamos abandonar esta coisa de nos armarmos até o cabelo para irmos para um festival, não é?

SPEAKER_02

não se vai Não, ninguém vai, mas olhando pelos looks do Rockin Ryu devíamos pensar mais nisso porque também nós temos que estar presos em 2006, não é? Aconteceu. Umas botas de cor, umas franginhas, muita franginha.

SPEAKER_01

Uma napa a fingir de pele. Imagina a napa com esta canícola. Ui!

SPEAKER_02

Gotas de suor, não é? Bom, a Napa é uma alternativa vegan também, não é? Porque não vem dos animais. Dos para todos. Dos para todos, nossos amigos para todos. Eu percebo o que dizes. De facto, é sempre estranho para mim, porque tanto eu como tu fomos a 200 mil festivais, em trabalho, sem ser no trabalho, and I gosto da ideia de estar no ar and haver uma ideia, uma imagem para o festival, porque de facto é diferente, mas de facto tem que ser coisas minimamente práticas. Claro! Eu acho que entramos de repente numas zonas um bocado malucas, embora eu tenha ido a um festival muito engraçado muitos anos chamado Wilderness, que é inglaterra, no Oxfordshire.

SPEAKER_01

Desta vez não foste com a Raquel Estrada.

SPEAKER_02

Fui com a Raquel Estrada. Estás a ver como tu ainda não tínhamos trazido. Fui com a Raquel Strada e este festival.

SPEAKER_01

Olá, Raquel! Olá! Não, está tudo bem, não tens que te arranjar muito.

SPEAKER_02

Pronto, este festival onde eu vi Benedict Campabetch, que estava no nosso Yurt do lado, pronto, era um festival, não é? Era uma grande pepineira. Ele é giro ao vivo. Tem sempre um ano mais gaseado. E aliás foi neste festival onde eu conheci Jon Snow, o ator, o Kit Harrington, que estava em. Estava ligeiramente noutro sítio, não estava naquele festival, e uma pessoa que eu conheço foi falar com ele e disse, não chateias, coitado. Eu achava que era parecido com a minha vida. Não chatei, é chatear, ele está ali na vida dele. E depois apareceu outra a dizer que parecia uma do Gayman Front, a Sophie Turner, que nos disse que era a Sophie Turner, nós estávamos tão bem dispostos que acreditámos, guardámos o número dela, tirámos trofia com ela. Tirar os terfias com a Sophie Turner, que era a irmã do Kit Harrington, se ele tínhamos acabado de ouvir a ele, porque é que não poderia ser ela. No dia seguinte, ele seguiu-me no Instagram, e o meu Deus, isto vai acontecer, fiquei sem bateria. No dia seguinte abre o telemóvel. Não ela não me seguia, como depois fui ver os pessoas que me tinham seguido, não era ela, era uma pessoa parecidíssima, que andava a fingir no festival que era do Game of Thrones.

SPEAKER_01

Mas vocês tinham um sniffado lá, que era e foi isso.

SPEAKER_02

Aquilo era um festival mais gastronómico, curiosamente, com os chefes. Eu vi Grace Jones, que nunca tinha visto ao Bim. Pois é, pois é. E foi incrível. Pois é, pois é. Eu gosto do Calorama. E a Grace Jones foi incrível. E lembro-me que esse festival era todo sobre os chefes que estavam. Tu compravas o bilhete e depois tinhas acesso a banquetes, era o que eles chamavam, e eram experiências gastronómicas com estes chefs. Chama-se a lunação, Festival para familias, comida era ótima, and tinha estas menesses, estas figuras que apareceram. Sim, não, mas o Kit Harrington era o Kit Harrington.

SPEAKER_01

Mas vocês fantasiaram mais um pouco. Acontece-te, Maria, fantasiares.

SPEAKER_02

uma pessoa que eu revelei aqui, que é o Jonathan Bailey.

SPEAKER_01

Que vai ser teu amigo próximo.

SPEAKER_02

Não, meu marido.

SPEAKER_01

Porque alguém presente.

SPEAKER_02

As pessoas conspavam. Não, ninguém previu. Disseram, por acaso disseram é possível.

SPEAKER_01

Também ainda não tínhamos falado de bruxas esta semana. Estava a estranhar, não é?

SPEAKER_02

Mas não, mas isto para dizer que, voltando ao que tu dizias, nesse wilderness, e uma coisa nos festivais ingleses de uma certa despejada, não é? Ou seja, até podes montar e depois sempre os aristocratas a fingir que não são e que não são os ilunionários e vou com umas túnicas. Tudo bem, mas eu acho que isso depois adiciona uma camada. Eu por acaso até pintei a cara na altura e usei umas coisas na cabeça e tal.

SPEAKER_01

Iniciativa Liberados.

SPEAKER_02

Muita iniciativa liberada. Eu te posto a fotografia. E vi uns Express ao Martini. Estás a perceber o nível do festival, não era exatamente tipo, ah, não casas de banho, não era isso. Mas de facto eu acho que depois, quando eu fui ao Burning Man com a Raquel Serrada. O Burning Man vive dessa coisa montada, mas eu hoje não iria ao Burning Man. Porque acho que aquilo acabou por se tornar numa cena muito comercial e esquisita.

SPEAKER_01

Mas não é essa parte que me interessa. A mim interessa-me realmente esta coisas terem se tornado sempre uma montra, não é?

SPEAKER_02

Para fora, não é?

SPEAKER_01

Para fora ter acabado.

SPEAKER_02

Está um lado de alter ego divertido, não é? Ou seja, uma coisa é o alter ego que o Burning Man or Waking Life, a boom pressupõe. I don't know.

SPEAKER_01

A não ser que me dissesse assim that the boom.

SPEAKER_02

The boom that acontece portias, or is that a acontecer, or acontece the semana passada? Quimar um tornozelo.

SPEAKER_01

Sim, mandar fazer.

SPEAKER_02

Que boa ideia! Conheço que tenha feito partes do corpo. A saber?

SPEAKER_01

falamos disto ou não?

SPEAKER_02

Não, falamos fora do ar. Não fez, eu acho que era um ombro. São as coisas mais bizarras, não é tipo um braço ou uma perna. Será que pílas em cera? Provavelmente. As escalas da rainha não são assim tão longe.

SPEAKER_01

Pílas queimadas no santuário de Fátima?

SPEAKER_02

Para quê? Para desbloquear a vida sexual? Sim. Se calhar?

SPEAKER_01

Ou pílulas que se querem grandes e que são pequenas ou vulvas. Será que se pode mandar? Manda-se fazer, não é?

SPEAKER_02

Manda-se fazer também podíamos ter isto, este guichê na nossa iniciativa Liberace, que é qual é a parte do corpo que precisa acender?

SPEAKER_01

No meu caso, é o tornozelo.

SPEAKER_02

No meu caso é a garganta, que eu tenho sempre tantos desafios.

SPEAKER_01

Pois é.

SPEAKER_02

E a microbiota? Como é que acendes a microbiota com o vinho branco, certamente? Pois. Mas isto os festivais das torces de montarem, eu acho que era essa ideia do alter ego e de haver uma. Mas eu lembro-me quando acabou o Burning Man e todos os efeitos da magia de estar no Burning Man. Estava todo queimadinho, com menos de 3 kg.

SPEAKER_01

O nome do festival é esse porque as pessoas saem todas queimadinhas.

SPEAKER_02

Mas é muito extraordinário. O momento em que a ar do homem, aquela escultura em madeira, e depois metes os teus desejos e aquilo é tudo. E é bonita a ideia de haver uma sociedade onde não dinheiro.

SPEAKER_01

Estávamos a falar de santuário de fátio e meio de.

SPEAKER_02

Eles pegam fogo ao homem e depois umas pessoas nuas a dançar à volta e são 70 mil pessoas no meio do deserto. Cria-se uma sociedade que vive sem dinheiro. E depois uns que toda a gente está tem muito dinheiro. Sim, mas uns acampamentos onde as pessoas chegam de helicóptero. Também existe este lado. Eu tive uma boa experiência, mas quando aquilo acabou parecia que tinha sido um baile de máscaras, os alter eggs acabaram, a magia daquele momento acabou, andam pessoas mascaradas. Ou seja, não magia.

SPEAKER_01

Agora eu queria dizer como reflexão que o problema, Maria, é quando o efeito da laca passa. Está a passar o avião dos 10h50. Estou a ouvir aqui no aviões em Madrid. Ah, tu não ouves, tu não ouves. Até amanhã.

SPEAKER_00

Adiós, Diário de Maria. De segunda a sexta na futura.

SPEAKER_02

Olá Maria. Olá Maria. Está quente por todo o lado. Sim, sim, sim. O chão ferve, o asfalto, não em Lisboa, chegou aos 58.3, aqui provavelmente aos sistemas. Mas as pessoas arrancam as árvores, porquê? Irrita-me isso.

SPEAKER_01

Na iniciativa Liberates vamos plantar mais árvores.

SPEAKER_02

Vamos plantar muito arbusto e muita árvore. Não, e árvores de cores engraçadas. Não, queremos, como é que se chama, os que foram retirados à Jacarandás? Jacarandás. Jacarandás é uma árvore liberada, sei.

SPEAKER_01

Jacarandá. É até pela cor. Jacandarás. E o eucalipto, não, porque é uma árvore super autocentrada. Eucalipto.

SPEAKER_02

Eu suco tudo à volta.

SPEAKER_01

Olha, esta semana, até porque não podes falar muito porque tens um acordo de confidencialidade, certo?

SPEAKER_02

Mas hoje tenho outra prova de roupa.

SPEAKER_01

Eu queria soltar este estalido. Tens outra prova de roupa?

SPEAKER_02

Tenho, porque não tinha certeza se tinha ficado bem. te apresentas com um novo cabelo, é aquele nosso cabelo. Sim, isto estou dividido, tenho um lado loiro, um lado negro. Qual é o teu verdadeiro lado? Sabes que eu sou de ascendentes gêmeos, portanto isto faz algum sentido. Fazer todo o sentido. Nós sabíamos isto muito. Não tenho certeza. Acho que devemos ter falado sobre isto. Mas tu és Ascendente gêmeos. Mas signo Sagitário.

unknown

Sim.

SPEAKER_01

São bons amigos de Aquário.

SPEAKER_02

Faz todo o sentido. E a tua lua? Peixes. Caranguejo. A lua das bruxas.

SPEAKER_01

Vamos tentar sair do território das bruxas. Mira que por um minuto apanhei por acaso, porque não vi no cinema na televisão, na altura, e vi esta semana dias, aqui atrasado, na televisão o filme do Jim Jarmos Pai e Mãe, Irmão-Imã, ou Irmã e Irmão, não sei, não interessa a ordem, mas curiosamente eu não me lembrava disto quando o filme foi lançado. É um filme totalmente pago pelo Yves Saint Laurent. Ah! É.

SPEAKER_02

Podemos pedir para a iniciativa Liberace?

SPEAKER_01

Podíamos pedir, não é? Se não vem da Gate, claro, se não vem da Guedes.

SPEAKER_02

Temos de pedir ajuda à chupette.

SPEAKER_01

É um filme muito curioso, é um tríptico com Tom Waits. Incrível, Tom Waits, o Adam Driver, de quem nesta altura temos várias leituras, não é?

SPEAKER_02

Lembramos do dia em que Lídia Franco confessou no meu programa que ele lhe havia dado com uma cadeira ou não? Estou-me a rir, mas não ter graça nenhuma. Pois não, mas depois aparentemente não foi bem se conheceu. Ou foi? Não sabemos.

SPEAKER_01

Mas a Lena Dunham também veio a protestar com o Lídia Franco contou-me isto numa entrevista. Lídia Franco ou Lena Dunham é quase a mesma coisa, não é?

SPEAKER_02

Olha, começou a dizer por ela.

SPEAKER_01

Pois é.

SPEAKER_02

Liberace. Não, mas isso supostamente foi no curso de uma cena no filme do Terry Gilliam em Portugal, o Dom Quixote, que a Adam Driver foi bastante intenso a puxar uma cadeira e que teria acertado, ou pelo menos tocado em Lídia Frank, e a Lídia Frank não achou bem. E na altura contou-me isto e pronto.

SPEAKER_01

Será um homem com um temperamento. Parece-te. Eu acho um bom ator. Eu gostei muito dele no Girls. Eu agora penso, como é que eu tive um crushzinho pelo Adam Driver? Mas tive um homem feio, não é? Mas ao mesmo tempo muito giro. Sim, com personalidade, atitude, como dizia o outro, não é? O outro que foi considerado baixo. Sim, com a gente. Nunca ouvi falar. É verdade. Tom Waits, Adam Driver, Charlotte Rambling.

SPEAKER_02

Adora Charlotte Rambling.

SPEAKER_01

Kate Blanchett. A Vicky Crips, a Vicky Cripps, sabes quem é? É aquela atriz que entrou no Linha Fantasma, o Phantom Fred. Do Paul Thomas Anderson com o Daniel D.Luves. Sim, eu gosto muito desse filme. Lembro-me mal subvalorizado esse filme. Bom, eu gostei muito deste tríptico. Porquê? Dinâmicas familiares. Tudo o que mete dinâmicas familiares eu gosto.

SPEAKER_02

Deve ver sempre a madrasta da TV, não é? É a nova novela.

SPEAKER_01

É a nova novela. Não, nem sabia.

SPEAKER_02

Mas tem dinâmicas familiares, tem a madrasta.

SPEAKER_01

Mas repara, tudo é sempre sobre dinâmicas, não é? Porque ninguém nasce de uma pedra. está, Reipo. Deixamos-me falar do primeiro momento do filme, em que temos um Tom Waits pai, um pai do rock and roll, evidentemente, um pai que viveu muito, e tem dois filhos, dois filhos com um ar muito como é que é dizer, mediano, classe média, com algum poder económico, com algum poder aquisitivo, que vão em frete socorrer o seu pai do género. Vamos ver como é que ele está, não é? Ele que tem aqueles comportamentos exóticos e bizarros. E vão em missão de compaixão, com descendência, salvar o pai que vem muito de vez em quando, e então deparam-se com uma casa desarrumada, com bebem água da torneira, e depois não é bem o que parece. Portanto, não vou dizer aqui mais nada porque vale a pena ver o filme. Pai, mãe, irmã, irmão, ou irmão-imã, eu não me lembro. Às vezes temos esta postura em relação aos nossos paisinhos, mas eles têm muito mais para nos contar do que nós imaginamos. Tu as cenas?

SPEAKER_02

Eu a nu, a nu à distância, e você que sentiste que eu anuí, o meu silêncio é muito revelador. Anu, Anu, está tudo Anu, Anu, o rei será o nome do meu primeiro filho, Anu Anu Pego, Pego Bailey, não é? Sabes que aquilo que diz faz-me pensar não em famílias reais, porque como sabes é um dos meus tópicos preferidos. Talvez amanhã. Eu assino, eu assino a Ola por alguma razão. Eu estou no país da Ola, onde de facto estas figuras, Catana de Alba, e não falámos ainda sobre Catana de Alba, tu gostas da Catana de Alba, lembra-me falar sobre ela. Aquela senhora que morreu muito tempo, sim, sim, sim, sim. Catana Fitz Stewart, que tinha o seu palácio em Sevilha e era uma grande de Espanha, mas as famílias as famílias são simultaneamente.

SPEAKER_01

Minha cara de Nabo que nasceu no entroncamento.

SPEAKER_02

Mas depois muito mais tarde. foi depois das muitas. Nabo nasceu no entroncamento, é uma coisa muito particular. Tu conseguiste perceber. Sim, sim, sim, percebo o que és dizer. Duquesa Dalba, sabes que eu sinto sempre que as famílias são esse campo de batalha ao qual não conseguimos escapar, por mais que tentemos. E essa leitura, falámos isto na semana passada, de os nossos pais, os nossos avós areas completas whose historias nós sabemos pedaços. And muitas pessoas nunca conhecem o puzzle to, or any metade do puzzle who are the pays, and the rest of the vida a comprehensively mal.

SPEAKER_01

But somebody with natural envelheçam, and nós também, mais tarde, and nós somos sempre condescendentes com os velhos e nunca nos pomos no lugar dos velhos. É raro tu pensares um dia eu vou ser este velho e vou querer que me tratem com respeito.

SPEAKER_02

Isso é verdade. Tu não preferas entrevistar pessoas mais velhas? Tem muito mais para contar, porque tem muito mais vida, tem muito mais reflexão, tem muito mais.

SPEAKER_01

Tem mais latas de laca também de certeza no armário deprimente o OLX.

SPEAKER_02

Sim. E também percebem que a vida é uma sucessão de erros e malentendidos e não apenas o lado vitorioso da vida, não é?

SPEAKER_01

E não tem tanto problema em assumir a falha. Nós quando somos novos temos muito medo dos dedos apontados e do buraco enorme que é a falha, não é? E depois de teres caído várias vezes, deixas de ter medo. sabes como é que são as feridas.

SPEAKER_02

Bom, vamos terminar por aqui. Vamos terminar, estava a me lembrar que fico contente enquanto falavas de falha, falha sísmica, sísmica de tsunami. Fico contente que em Lisboa se tenham espalhados pontos para tsunami. Às vezes vou a passear, vou conduzir, e pontos para o caso haver um tsunami. visto isto na rua? Não sabia. uns sinais de estrada verdes. A dizer, isto é um ponto de. Sim, como sabemos, ficou o reis Campo de Rico, não é? Em 1755. Agora pode ficar reis ajuda, reis vezes a vinda da igreja, nós não sabemos. Mas pontos para onde as pessoas se podem deslocar caso haja um tsunami.

SPEAKER_01

Falta-nos um historiador gay, não é?

SPEAKER_02

Sim, se coisa que não é historiador e gay. Eu espero poder construir, poder um bocadinho compor essa lacuna, mas não conseguirei nunca preenchê-la totalmente, pois não sou historiador o suficiente. gay, pessoa de sobra. Até amanhã, Maria. Até um dia grande, amanhã vou filmar.

SPEAKER_00

Diário de Maria de segunda a sexta.

SPEAKER_01

Olá Maria, dia de filmagens. Isso é bom, vai ser um papel como deve ser, homem.

SPEAKER_02

Texto. Papel principal? Não. Não, papel principal.

SPEAKER_03

Colon!

SPEAKER_02

Não, mas eu nestes dias normalmente faço coisas como. Hidrocolon? Podia ter feito, que é para estar verdadeiramente ligado aos meus instantes livre. Não, embora a minha microbiota talvez.

SPEAKER_01

Não, não estará nada de fazermos um hidrocollon as duas.

SPEAKER_02

Tu falavas-me disto em tempos. Eu adoro um gol. Nunca fiz um hidrocolo, fiz várias coisas no colon, mas nunca com o hidrocolo.

SPEAKER_01

18 anos não faço um hidrocollon. 18 anos. Sim, sim, sim, sim. É fácil identificar. Não vou dizer porquê, mas sim. O hidrocollon é fundamental e nós que estamos com a nossa microbiota um pouco desorientada. Espaventada. Desorientada. Desorientada. Devíamos ir juntas de mão dada para esse.

SPEAKER_02

Irrigação do colon. Ao mesmo tempo. Portanto, o que tu me escolhes dizer num dia tão importante quanto este é deves irrigar mais o teu colon.

SPEAKER_01

É isso, é isso.

SPEAKER_02

Às vezes é a diferença. Às vezes temos o que é que falta? Irrigação no collon. Peba a água. Sexta-feira é um dia sexto, não é? Neste caso, sexto, Vierno, não é? Aqui em Espanha. Continua muito calor, mas hoje é um dia muito importante porque é um dia de estreia. Vou trabalhar com alguém que admiro bastante. Mas que não pode dizer, claro. Eu sim que estou um pouco com afrontamentos. E pronto, estou aqui, voltarei amanhã, próprio de ti, dos nossos congêneros portugueses, compatriotas.

SPEAKER_01

Eu vou te receber, claro.

SPEAKER_02

E vou querer saber detalhes apesar de não poderes contar. No, esta semana tem sido semanas exigentes, não te parece?

SPEAKER_01

Para mim sim, porque eu ando a recolher assinaturas para a iniciativa Liberate, não é? E não é sempre fácil explicar o que é isto, porque nós próprias não sabemos, não é?

SPEAKER_02

É um projeto dinâmico, não é? E agregador, sim, sim, sim. Eu não quero dizer fora da caixa, mas olha, disse.

SPEAKER_01

Pois é, é porque é rara a pessoa que.

SPEAKER_02

Quem entende essa disrupção? Faltam partidos com significado. E este é um deles. E portanto, uma leitura, eu também à distância tenho vindo olhar à volta e eu estou, não é por acaso que estou na zona da checa?

SPEAKER_01

Vamos jogar à chueca.

SPEAKER_02

Então tenho jogado imenso.

SPEAKER_01

Tenho jogado muito.

SPEAKER_02

Tenho jogado à checa, mas com menos irrigação do colon da que eu paneava. E tenho visto muitos potenciais, quem sabe, embaixadores da iniciativa Liberate por aqui, porque é uma zona muito pulsante da comunidade. Aliás, o Pride foi poucos dias. Foi um Pride mais. Muita cor púrpura. Muita cor púrpura, muita harmonização facial. O que é que achamos de harmonização facial? Nunca falámos disso.

SPEAKER_01

Eu sou da velha guarda, também é uma expressão que nunca tive.

SPEAKER_02

Da velha barba, não é?

SPEAKER_01

Também da velha barba. Eu não sabes que eu mantenho-me, tirando os tornozelos que eu estou disposta a intervencionar. Eu não gosto de que se mexa na nossa cara. Eu prefiro que me mexam no bolso do que me mexam na cara. outro lado. Eu vejo a fazer uma harmonização facial.

SPEAKER_02

É preciso fazer harmonização facial. Porque eu tenho maxilar. O que muitas pessoas fazem é harmonizam no maxilar e põem aqui umas coisas nas maçãs do rosto, não estás a ver, de visage, e é para ficarem equilibrados. O problema é que as pessoas às vezes desequilibram e ficam a parecer que têm uma caraça, ou ficam pior, acontece muito no Brasil.

SPEAKER_01

Uma caraça que depois facilmente fica carcaça, não é?

SPEAKER_02

Exatamente, mas no Brasil um fenómeno que é o fenómeno à ator da Globo que fica homem-gato.

SPEAKER_01

Bem sei.

SPEAKER_02

Que é quando o olho puxado e homem-gato.

SPEAKER_01

O lince ibérico está em extinção, mas o lince brasileiro não.

SPEAKER_02

O linse tropical mantém-se forte. Você tem olho de lince? Ainda não, mas quem sabe um dia. Eu acho que a harmonização social é importante, mas a harmonização facial preocupa-me um bocado. Porque depois quando é que começas a parar? O grande exercício é esse. Tu depois, normalmente quem faz muita harmonização facial, também tem uma coisa que eu sei que a ti te provoca, como é que eu ia dizer isto? Desconforto, até talvez abdominal repulsa. Não tenhamos medo das palavras. Barba recortada.

SPEAKER_01

Barba recortada é um anticoncepcional natural, quer dizer, está ao nível do desnudo na sandália, não é? Alguém que me apareça com o desnudo na sandália ter uma meia? Não, não devia ter sandália. Estás a falar de homens, de homens, imagina um homem, portanto, olhas para os extremos cara e pés. Tens uma barba recortada e tens um a gritar no chinelo de adidas. Chinelo não nos choca tanto. Não, não é a mesma sandália.

SPEAKER_02

Bom, homens que não resistem, e na canícula, coitados, não é? Eu por acaso não tenho sandálias, mas como te disse pouco, umas semanas, eu tenho pés de princesa e quero guardar isso para depois um dia gastar.

SPEAKER_01

Quando a cara estiver toda amassada, vais exibir os teus pés.

SPEAKER_02

A cara que o diabo amassou. Que medera que o diabo amassasse esta.

SPEAKER_01

A barba recortada veio a propósito de.

SPEAKER_02

Lembrei-me, uma pessoa em particular que eu e tu conhecemos. Sim, sim, sim, ficou para sempre recortada. E é uma coisa anticlimática, eu acho, porque a barba recortada revela.

SPEAKER_01

Figueiredo dos vinhos, olá, Figueiredo dos vinhos.

SPEAKER_02

Olá, Figueiredo dos vinhos. Não sei, a mim dá-me um quebra-me.

SPEAKER_01

A mim dá-me guinadas. Os ou vários? Sim, sim, sim, umas pontadas. As pontadas que não sei. As pontadas eu atiro-me para trás quando vejo. Será o apêndice? Não, é barba recortada. Recrutada e reportada. Vamos recrutar aqui na iniciativa Liberados.

SPEAKER_02

Vamos recrutar barbas decentes. Mas também não gosto, e isto é uma preferência. Até agora começar a mandar resto mail. Barbas muito longas, ermitagem. Não.

SPEAKER_01

Não.

SPEAKER_02

Porque entra na zona druída.

SPEAKER_01

Eu gosto de um bom druído.

SPEAKER_02

Eu gosto de um bom druída tipo um avô. Não alguém para me querer fazer uma iniciativa Liberate.

SPEAKER_01

Para uma barba de druída nunca estaria em sintonia com a iniciativa Liberate, não é?

SPEAKER_02

Não, não, não, não, não.

SPEAKER_01

Porque nós gostamos de aqui não enrolamos cigarrinhos.

SPEAKER_02

Cigarrilha sempre.

SPEAKER_01

E boquilha?

SPEAKER_02

Eu, aliás, tenho visto The Crown e uma das minhas grandes alegrias é ver a Princesa. A Princesa Margarida sempre de boquilha. E aliás, está dizendo aqui um pedaço místico, Helena Bonham Carter, que interpreta a personagem. Um pouco freak. Fricolhoca, mas fan, não é? Ela é boa atriz, não tem nada a ver com a Prinza Margarida, mas isso é um pormenor. Ela falou com uma médium para saber o que é que a Prinza Margarida achava. Não é verdade? Sim, ela contou isto em entrevistas. Diz, falei com uma médium para saber o que é que ela achava e a Princesa Marguerida aprovou e disse: tens é que te arranjar mais. Portanto, ela está do outro mundo, está no outro sítio, está no outro plano. E está, olha, tens de arranjar o cabelo. Se vais fazer de mim, e disse, Atenção, que a minha boquilha era uma forma de expressão e uma arma.

SPEAKER_01

É bastante pose, não é? Ela é bastante pose e insuportável.

SPEAKER_02

A Margarida ou a Helena?

SPEAKER_01

Não, não, a Margarida retratada pela Helena.

SPEAKER_02

Sim, sim, mas acho que era. Ela também devia ter esse lado. Portanto, eu quero dizer a todos os homens que ouvem o Diário de Marias, sabemos que não são muitos, porque eu e a Inês temos grande implantação no segmento feminino.

SPEAKER_01

80%.

SPEAKER_02

No entanto, quem sabe de Eria de Maria surpreende, não sabemos bem os géneros. Os homens manifestem-se por favor. É isso que me faz parar. A barba recrutada faz-me parar, bigodes também arredondados para cima.

SPEAKER_01

E uma harmonização facial excessiva também.

SPEAKER_02

Sim, sim, sim. Porque temos que também que aceitar as caras que temos, ou não? Cara de pau.

SPEAKER_01

Dificuldade, não é? Eu tenho. Ah, não, aceitar as caras de pé. Aceitar as caras que temos, não és que inventamos. Não, não.

unknown

Aqui.

SPEAKER_02

Filha, desde que não se note. Desde que não se note.

SPEAKER_01

É uma traição, não é? Desde que não se saiba.

SPEAKER_02

Olho, tudo bem. Seguimos em frente. Portanto, eu agora que vou estar sob este escrutínio gigantesco, se calhar também me vais ver harmonizado com a cara de homem gato e com barba recortada.

SPEAKER_01

Lino Sibérico. Aquele que ficou conhecido como o Lino Sibérico. Sim. Rui Maria Pego.

SPEAKER_02

Quem sabe cada pessoa tem que seguir aquilo que o move e eu começo a sentir que talvez para ter uma carreira internacional precise.

SPEAKER_01

A coisa mais querida que tu disseste esta semana foi para tudo. Não foi, eu não estava à espera.

SPEAKER_02

Um para tudo.

SPEAKER_01

Um para tudo.

SPEAKER_02

É uma palavra que me irrita muito, eu disse a brincar. Estou quase a voltar. Madrid deixará saudades, mas não este calor.

SPEAKER_01

Nem por ter jogado muito à chueca.

SPEAKER_02

Não, joguei à chueca um pouco, também não tanto assim. Mas visitei alguns paladas e hoje para joias. Falámos um pouco de joias.

SPEAKER_01

Vamos falar depende. Antes de fechar, a fechar esta semana.

SPEAKER_02

Gostas como?

SPEAKER_01

Onde? Eu gosto de um anelzinho carretiero, no mindinho, gosto de um colarzinho específico. Mas um Príncipe Alberto com brilhantes não tem. Não, não. Atenção que temos que definir isso muito bem na iniciativa Liberates, não é? Se o Príncipe Alberto tem brilhantes ou não. Não, não, que joias podemos usar, não é?

SPEAKER_02

Etiqueta de joia.

SPEAKER_01

O esquentador está ligado. Nos tornozelos.

SPEAKER_02

Adiós.

SPEAKER_01

Até a segunda.