ABBA CHURCH MARLBORO
Amar, Servir, Adorar | UMA CASA PARA TODOS.
Dom: 9am | 11:30am
Qua: 7:30pm
Qua: 815 Youth (Adoles) | 7:30pm
Sex: Flow Up (Jovens) | 8:00pm
ABBA CHURCH MARLBORO
ATÉ QUE ALGUÉM SE LEVANTE
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Deus continua procurando pessoas disponíveis para fazer parte da história que Ele está escrevendo.
Nesta mensagem, a história de Neemias nos ensina que propósito também envolve preparação, sensibilidade e disposição para responder ao chamado de Deus. Talvez você ainda esteja vivendo o seu “Susã”, mas isso não significa que nada esteja acontecendo. Deus pode estar preparando você para o próximo capítulo.
Até que alguém se levante. Até que alguém diga: “Eis-me aqui.”
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Abba Church Marlboro
2026 — O Ano da Identidade
Fica comigo no livro de Ezequiel, capítulo vinte e dois, no verso 30.
SPEAKER_00Ezequiel vinte e dois.
SPEAKER_02Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim.
SPEAKER_00A favor desta terra para que eu a não destruísse.
SPEAKER_02Mas a ninguém achei. Existe uma pergunta que atravessa a Bíblia e que todas as pessoas. É uma pergunta, na verdade, do ser humano. Não tem a ver apenas com a religião, não tem a ver com as histórias só da Bíblia, não estou falando disso, mas tem a ver com o ser humano. O ser humano nasce, passa a vida fazendo uma pergunta. Qual é o propósito que eu tenho para cumprir? Qual é o propósito da minha vida? Qual é o meu propósito? Andas that's o reino, entramos no reino de Deus, conhecemos a verdade, que já nos libertou, já transformou. But the pergunta mais importante que nós olhamos aqui através da Bíblia, através das histórias da Bíblia é quem Deus pode encontrar. Porque antes de Deus entregar uma missão, Ele procura uma pessoa. Antes de Deus colocar algo nas mãos de alguém, ele trabalha algo dentro dessa pessoa. Então a Bíblia é uma história de um Deus que procura. Gênesis 3, depois da queda, Deus entra no jardim e pergunta, Adão, aonde você está? Não que ele estivesse procurando a localização de Adão, mas ele estava procurando o coração de Adão. E todo o livro de Ezequiel, um grande lamento sobre a história de Jerusalém, mas em específico aqui, ou esse versículo que nós lemos aqui, e isso é um dos textos mais dolorosos aqui da Escritura, porque todo o Antigo Testamento vem Deus falando sobre Jerusalém, sobre edificar, sobre fazer. Então a gente vê Davi, vemos Samuel, antes até Josué lutando, tantas guerras, para chegar em um lugar, chegar nessa terra prometida, entrar em Jerusalém, cumprir todo o propósito da terra. Então, este versículo aqui é um dos mais dolorosos da escritura, porque é Deus olhando lá de cima para Jerusalém, e ele vendo que os sacerdotes haviam corrompido o sagrado, os príncipes haviam usado o poder para benefício próprio, os profetas estavam falando coisas para agradar o coração das pessoas, o coração de quem ouvia, a justiça tinha sido pervertida, o povo havia abandonado a aliança, e Deus está ali, Deus procura alguém, não procura um exército, não procura uma multidão, não procura uma celebridade espiritual, mas ele diz aqui: olha, procurei um homem, procurei entre eles um homem, porque às vezes nós podemos ter uma geração inteira de pessoas, pode ter gente suficiente, mas às vezes não tem ninguém disponível, pode ter estrutura, mas às vezes não tem ninguém disposto a estar na brecha, pode ter vozes, mas às vezes nenhuma dessas vozes estão falando, carregam a voz de Deus. Então a gente chega no livro de Neemias, que era sobre isso que eu queria falar, um texto aí de Neemias 1 ao 6, a história contada aí de Neemias do capítulo 1 ao capítulo 6. Então, o livro começa, a história de Neemias começa um século depois aqui de Ezequiel falando sobre isso, desse acontecimento aqui. Então, Jerusalém já havia sido destruída, o templo já havia sido queimado, já haviam reconstruído, levava o povo ao exílio, Jerusalém já tinha passado por tantas coisas. E os muros também de Jerusalém ainda continuavam em ruínas, as portas da cidade continuavam queimadas pelo fogo. E aí no início do livro de Neemias, nós não vemos, Neemias não recebe nenhuma visão. Neemias não tem uma experiência sobrenatural, ele não vê um anjo, ele não ouve uma voz chamar o nome dele na madrugada, mas ele recebe uma notícia. Um dia comum, ele como copeiro do rei, servindo o rei, chega alguém em que ele pergunta, entra ali no palácio e ele pergunta, ele faz uma pergunta, talvez com Iqueiro ou querendo saber de fato o que estava acontecendo, mas ele pergunta, e aí como é que estão os judeus? Como estão os judeus que escaparam? E como é que está Jerusalém? Como é que está o povo lá faz tanto tempo? E aí então esse homem responde a ele, dizendo assim, olha, os restantes que ficaram do cativeiro lá na província estão em grande miséria e desprezo. Os muros de Jerusalém estão derrubados e as portas queimadas a fogo. Neemias ouve isso imediatamente, ele chora, ele ora e ele jejua ali. Porque existe uma diferença entre ver uma necessidade e ser afetada de fato por aquilo. Porque Neemias perguntou sobre uma cidade que estava longe, mas quando ele recebe a notícia, se torna algo pessoal para ele. A notícia ficou próxima demais do coração dele. Só que Jerusalém estava destruída há anos, não era nenhuma novidade essa história. Os persas sabiam, os judeus sabiam, então as pessoas sabiam, os moradores daquela região já conviviam com aquilo, aquela ruína já fazia parte da paisagem. Mas naquele dia, quando ele ouve sobre a ruína de Jerusalém, essa ruína deixou de ser apenas só esse amontoeiro, amontoado de pedras ou algo assim geográfico e se torna uma realidade espiritual no coração, dentro do coração de Neemias. Isso nos leva a primeira grande verdade sobre propósito. Nós estamos no mês do propósito. Então isso aqui nos leva a entender algo, e eu estava lendo essa semana, e tem um tempo em que eu estava remoendo essa palavra no meu coração, and one das primeiras coisas que eu entendo é que o propósito começa quando o que move o coração de Deus. Começa a mover o meu coração. Nemias ainda não sabe que vai construir os muros. Nemias ainda não sabe que vai pedir autorização para o rei. Ele ainda não sabe que vai viajar para Jerusalém, atravessando vários territórios. Ele ainda não sabe quem serão Sambalate e Tobias. Ele ainda não sabe quantas noites ele passará trabalhando. Ele ainda não sabe que em uma mão ele segurará a ferramenta de trabalho, e na outra mão ele vai segurar uma espada. Neemias não sabe nada disso, porque nada disso aconteceu. Por enquanto, tudo que Neemias tinha era uma notícia. Neemias recebeu uma notícia. E diante dessa notícia ele começa a sua oração assim: Ah Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam. Neemias não está falando aqui de imediato do muro, porque Neemias estava, naquele exato momento em que ele ouve a notícia, ele entendeu que aquela ruína não era apenas sobre pedras. Não era isso, não era isso que a notícia trazia, mas era uma história, era um local de promessa, era um povo, era sobre o nome de Deus. Se você não está acompanhando aí, eu te convido a abrir aí, porque é quarta da palavra, né? Então, Neemias 1 em diante aí, nós vamos navegando um pouquinho para que a gente entenda. Então, Deus frequentemente coloca, Ele sensibiliza o nosso coração antes de colocar nas mãos, nas nossas mãos uma missão. Primeiro ele vai sensibilizar o nosso coração. Para depois ele colocar nas nossas mãos uma missão. Assim como Paulo, ele não apenas pregou para os gentios, não, mas lá em Romanos 9, ele chega a dizer: tenho grande tristeza e incessante dor no coração. Deus já estava sensibilizando o coração dele para aquilo que ele iria fazer. Porque existe um tipo de propósito que nasce da capacidade de sentir a dor que Deus sente? Neemias olha para os muros derrubados, ouve a notícia e ele não vê só aquelas pedras. Então talvez a pergunta não seja qual é o meu propósito? Talvez a pergunta que eu e você devemos fazer seja essa, o que ainda consegue quebrar o meu coração? Porque aquilo que não nos incomoda, nunca vai nos mover. A gente pode passar aqui domingo após domingo, domingo após domingo, vendo os nossos vídeos, as nossas frentes missionárias de todos os lugares. Mas se isso não sensibilizar o seu coração, você nunca sentirá uma necessidade de se envolver. Porque se não fere o seu coração, não vai te mover. Então uma geração que perde a capacidade de chorar, diante daquilo que Deus chora, também já perdeu a capacidade de cooperar com aquilo que Deus está fazendo. O coração tem que ser sensibilizado para que você receba uma missão. A gente não vem no culto esperando, a gente vem no culto entregando. A gente não vem no culto como espectador, a gente vem dizendo eu vim porque não tem outro lugar para que eu esteja. Não há outro lugar que o meu coração deseja estar. Nós somos sensibilizados pela missão. Sensibilizados pela cruz de Cristo. E eu não preciso ficar te convencendo, porque em algumas coisas, graças a Deus, que a salvação é individual. Para eu não precisar ficar te convencendo, seja sensibilizado, sensibilizado pela presença, pela voz, pela missão da igreja, por aquilo que estamos carregando, por aquilo que estamos construindo. Eu não preciso fazer isso, mas eu quero que você entenda que ainda a porta da graça está aberta. Então que seja hoje o dia da sensibilização do seu Espírito. Se você está entendendo, diga amém. Neemias está em Suzã, mas Suzan não era o fim. Suzan era preparação. Porque Deus pode estar preparando você em uma estação que ainda não parece ter nenhuma relação com a próxima. Isso é onde mais pega a gente, né? Nememias tinha chegado a um lugar de conforto. Só que Deus tinha chamado ele para um lugar de obediência. Suzã era segura assim. Jerusalém estava destruída. Suzã tinha palácio. Jerusalém tinha ruínas. Suzã oferecia estabilidade. Jerusalém exigiria fé de Neemias. Neemias não sabia que ele precisaria falar com o rei. Só que Deus já havia colocado ele aonde? Pertinho do rei. Neemias não sabia que ele precisaria pedir recursos, mas Deus já tinha colocado ele num cargo de confiança. Neemias não sabia que precisaria atravessar territórios para chegar em Jerusalém. Ele já estava sendo preparado havia anos. Então, enquanto Neemias estava em Suzã, ele ainda não conseguia ver as ruínas de Jerusalém, mas Deus sim. É igual Davi. Davi é ungido rei na casa do seu pai, na frente dos seus irmãos. Ele acaba de ser ungido o rei, ele volta para as ovelhas. Até parece que não faz sentido. Só que Davi ainda precisava aprender a cuidar de um pequeno rebanho antes de cuidar de uma nação. Ele ainda precisava aprender a coragem longe dos holofotos, porque haveriam muitas guerras que ele teria que enfrentar. Então ele ainda precisava aprender a proteger o que ali havia sido confiado. Andas depois, quando aparece Golias, Davi já tinha uma história que ninguém sabia. Ele já tinha enfrentado o urso, ele já tinha enfrentado o leão. E é por isso que Suzã não pode ser desprezada na sua história. É por isso que este lugar você não pode desprezar no seu caminho. Não sei o que estou fazendo, não sei qual é o meu propósito. Hoje o Senhor te trouxe aqui nessa noite para que você mude essa perspectiva e comece a fazer uma pergunta nova. Não despreze o tempo em Suzã! É Deus te equipando, é Deus aparando as aressas, aplainando os caminhos. Hoje o recurso é pouco, mas espera mais um pouquinho. Hoje a palavra errasa, mas aguenta mais um pouquinho. Deus está vendo lá na frente. E se você crê nessa palavra, comece a adorar. Não despreze Suzan na sua história. Aleluia! Porque foi em Suzã que Neemias serviu. Foi em Suzan que ele aprendeu. Foi em Suzan que Deus construiu relacionamentos que seriam importantes depois. Foi lá que ele desenvolveu a sua posição. E foi em Suzan que Neemias estava quando ele recebeu a notícia. O problema nunca foi Suzan, gente. O problema seria se Neemias acreditasse que Suzan era o capítulo final. Porque existe uma diferença entre estar em uma estação e fazer daquela estação a sua identidade definitiva. Porque Suzana não era conforto versus o propósito. Suzana não está competindo com o seu lugar de propósito. Quem tem ouvidos ouça, gente. Suzana era preparação para Jerusalém. Porque quando o tempo chegar, não é pra você escolher. Eu vou escolher Suzana ou eu vou escolher Jerusalém? Não. Quando o tempo chegar, a única coisa que vai resistir no seu coração é uma urgência para cumprir a missão. Então não é sobre conforto e conforto versus propósito. Nós às vezes achamos que estamos nesse controle de escolher se conforto ou propósito. But in algum momento, quando a missão dele tocar você não vai mais te caber nesse lugar. Não vai mais ter espaço, porque não tem a ver com você. Não tem a ver comigo. Tem a ver com a missão da reconstrução. Tem a ver com o nome de Deus. Então quando começar a ficar pequeno e a urgência surgir no seu coração, se prepara, pega as malas, pega as ferramentas e vá. Abandonou Shandra Barai. Nemias não inventou a necessidade. Nemias não inventou Jerusalém. Nemias não inventou a promessa. Abraão entra em uma promessa que não termina nele. Davi entra em uma aliança que vai muito além do seu reinado. Os profetas anunciaram coisas que ainda não iriam ver. João Batista prepara um caminho que será atravessado por outro. E João entende perfeitamente o seu lugar quando ele diz: convém que ele cresça e que eu diminua. Ele entendeu, eu não sou o centro da história, eu tenho um lugar dentro dela. Isso é a maturidade espiritual que o Senhor quer que a sua noiva alcance. Que eu e você alcancemos essa maturidade. Porque existe sim essa diferença entre querer que Deus use a nossa vida e querer que a nossa vida seja usada por Deus. Uma ainda é sobre mim, a outra é sobre ele. Por isso que em Efésios 2, 10, vai dizer, pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. Paulo não vai dizer, descubra alguma coisa grande e faça acontecer. Não. Nós não inventamos o propósito. Ele vai dizer, Paulo vai dizer o seguinte: existem obras que Deus já preparou. A gente não inventa o propósito, a gente entra nele. Você está entendendo? Você está entendendo essa palavra do Senhor nessa noite pra você? Você não inventou o sonho, querido, não inventou o seu chamado, você não inventou isso aqui. A Batchurch não inventou nada. Não caiu na cabeça do pastor Beiur, não. Ele entrou numa palavra que já existia, não propôs. Nemismo começou a história de Jerusalém, ele entra nela. Isso tira um peso muito grande de mim e de você. Um peso que nunca foi pra ser nós. Você não precisa ser o começo de algo grandioso. E nem precisa terminar tudo também. Só que você precisa ser fiel à parte da história que Deus colocou diante de você. Faça a sua porção. Deus te chamou para escrever, escreva. Deus te chamou para cantar, cante. Deus te chamou para tocar toque. Deus te chamou para visitar, visite. Deus te chamou para ajudar, para discipular, discipule. Faça a sua porção. Se preocupe com aquilo que Deus colocou diante de você. Você não é responsável pelo propósito. Nesta noite o Senhor tira pesos de corações aqui nesta noite. Você não é responsável pelo propósito. Só faça a sua porção daquilo que Deus te chamou para fazer. Você vai ser equipado, você vai ter condições, você vai saber falar, você vai saber se importar, você vai ter estratégia. Faça aquilo que Deus te colocou na porção para fazer. Olha o peso saindo dos seus ombros. Você não é responsável por nada, por criar nada e nem por terminar. Você vai fazer aquilo que Deus te chamou pra fazer naquela parte da história que Deus colocou diante de você. Então depois de orar, Neemias continua em Suzano. Porque às vezes a oração não muda imediatamente as circunstâncias. E ele continua no mesmo palácio, servindo o mesmo rei, no mesmo trabalho, até que chega o momento em que o rei percebe que Neemias está triste. Aí o rei vai falar perguntar pra ele. Por que você tá triste? Por que tem tristeza no seu rosto? O que é que aconteceu? Você tá doente? Neemias temeroso? Ele fala, olha, eu peço que me envies ajudar. A cidade dos sepulcros do meu pai. Dos meus pais. Para que eu a reedifique. Então veja bem como que a gente vem construindo aqui. A ideia do propósito. A notícia se tornou oração. Quando ele recebe a notícia, ele vai na oração. A oração se torna discernimento. Você não está anotando isso? Isso aqui é um. É quase um segredo. O negócio é do propósito. Você anotava. E aí o discernimento finalmente se tornou um pedido. Porque o propósito, ele amadurece assim. Só que repara no que Neemias pede. Ele não vai falar, quero construir uma coisa grande, me envie, porque eu vou construir algo grande. Ele não fala assim. Ele fala, querem a cidade dos sepulcros de meus pais. É estranho, hein? Porque Nemias não está falando sobre um futuro brilhante que ele vai lá construir e ajudar. Ele está falando sobre uma cidade marcada pela morte, pela destruição. É como se ele estivesse dizendo. I don't estou indo para construir um nome. Eu estou indo para tocar uma história que começou muito antes de mim. O muro está sendo reconstruído. Avançando aqui na história. Os inimigos começam a atacar ele enquanto ele está naquele movimento, fazendo, chamando as pessoas para ajudar ele. O povo está cansado. Neemias coloca pessoas para vigiar. Alguns trabalham, outros seguram armas. E o texto diz que eles trabalhavam com uma mão e seguravam a arma com a outra. E é uma imagem perfeita aqui. Daquilo que significa servir a Deus em um mundo quebrado. Você constrói, mas você vigia. Você trabalha. Mas você ora. Você avança. Mas permanece dependente. Porque o propósito não significa a ausência de batalha. E aqui finalmente acabou-se, pois, o muro, aos 25 do mês de Eulu, em 52 dias. E aqui está o ciclo. Deus revela, Deus chama, Deus envia, Deus sustenta. E no final Deus recebe a glória. E é exatamente aqui, enquanto as pessoas estão comemorando e ele dizendo assim, foi a grande e poderosa mão do Senhor que fez até aqui. É nesse exato momento que a história de Demias, ela para de ser uma história de reconstrução. Apenas uma história de reconstrução, né? Aí a gente tem que fazer algumas perguntas pro texto. Por que Deus se importava? Tanto com Jerusalém. Por que que os muros se importavam? Porque a história de Jerusalém, ela não terminava em Nehemiah. Jerusalém fazia parte de uma história muito maior. Jerusalém era a cidade de Davi. Era a cidade do templo. Era a cidade onde apontavam as promessas. E séculos depois, Jesus entra justamente naquela cidade. E não era para reconstruir os seus muros, mas era para cumprir aquilo para a qual toda a história estava apontando. Jesus entra em Jerusalém. E dessa vez o problema não eram os muros, o problema era o pecado. Não era as portas queimadas, mas era uma humanidade quebrada. Não é uma cidade só vulnerável, sem seus muros, mas é uma criação caída. E Cristo entra. Voltando para Ezequiel, onde a gente leu. Procurei entre eles um homem que tampasse o muro e se colocasse na brecha perante mim. Mas a ninguém achei. Dez séculos depois, Deus encontra Neemias, um homem de Suzã, que ouve uma notícia, que chora, que ora, que se levanta, que vai, que trabalha, que enfrenta oposição, que permanece. Mas ainda existe um problema. Neemias não é a resposta definitiva para Ezequiel 22, 30. Não é. Porque Neemias também era um homem limitado. Neemias também precisava de redenção. Então a história continua. Porque Deus continua procurando um homem. E finalmente, na plenitude de todos os tempos, veio um homem, não de Susan, não de Jerusalém. Um homem que não ficaria apenas na brecha, mas ele se tornaria a própria brecha entre Deus e os homens. Eu já estava dando glória, porque já sabe o homem que eu estou falando. 1 Timóteo 2 e 5, Paulo escreve, porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens. Cristo Jesus, homem. Neemias entrou em Jerusalém para reconstruir. Jesus entra em Jerusalém para morrer. Neemias carregou a vergonha de uma cidade. Jesus carregou a vergonha que era nossa, do nosso pecado. Neemias lutou para que uma cidade voltasse a ficar de pé. Jesus não. Jesus morreu para que mortos espiritualmente pudessem viver. E quando Jesus chega na cruz, parece que está tudo destruído. Parece que está tudo acabado, que é uma derrota. Parece que a missão terminou. Mas na verdade era exatamente ali que o propósito do Pai estava sendo cumprido. Isaías havia dito, mas ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades. Jesus não morreu porque ele perdeu o propósito, não. Ele morreu porque ele estava cumprindo um propósito. Atos 2, 23 diz, sendo este entregue pelo determinado designo e presciência de Deus, a cruz não foi um acidente, a cruz era o centro de tudo. Só que três dias depois, Ele ressuscitou, o túmulo estava vazio, porque o propósito de Deus não termina na cruz, e fica de pé comigo para nós terminarmos. O propósito não termina na cruz, Cristo ressuscita. E então Ele diz aos discípulos em João 20: assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. Olha só, aqui está a nossa resposta. Qual é o meu propósito? Então a nossa resposta está aqui. Nós não inventamos o nosso propósito. Nós recebemos uma missão de um Cristo que recebeu uma missão do Pai. Jesus foi enviado. E agora nós somos enviados. Por isso, talvez a pergunta mais importante não é qual é o meu propósito, mas quem Deus pode encontrar? Essa é a pergunta que nós temos que fazer. Porque Deus ainda procura. Porque Ele ainda olha para a terra e procura. Procura alguém que consiga sentir aquilo que Ele sente. Procura alguém que não precisa ser o centro para servir. Procura alguém que esteja disposto a obedecer antes de entender qualquer coisa. Eu já quero obedecer. Procura alguém que permaneça quando a obra ficar difícil. E talvez você tenha chegado a uma estação que não parece fazer sentido. Talvez você esteja em Suzã, talvez esteja esperando, talvez esteja servindo em algo que parece pequeno ou esquecido, ou tão corriqueiro, tão comum. Mas não despreze essa estação. José não sabia o que Deus estava fazendo. Davi não sabia, Neemias não sabia, os discípulos não sabiam, mas Deus sabia. Porque propósito não é uma história que nós escrevemos, tentando descobrir aonde que Deus se encaixa na minha história. Isso não é propósito. Se você veio aqui tentando descobrir qual é o seu propósito, passou esse mês inteiro, Senhor, qual é o meu propósito? Qual é o meu chamado? Qual é o meu lugar? Qual é o meu propósito? Propósito é uma história que Deus já está escrevendo e a qual Ele nos convida a pertencer. E aí quando a gente entende isso, o nosso coração descansa e Ele consegue trabalhar em todas as áreas que nós ainda não fomos capazes de entregar para Ele. Pode ser que Ele não esteja procurando alguém para construir uma grande coisa. Talvez Ele esteja procurando alguém disposto a reconstruir uma parte do muro. Pode ser que não esteja procurando alguém para ser visto, pode estar procurando alguém que permaneça na brecha quando ninguém está olhando. Procurei entre eles um homem. E aí Neemias mostra que Deus encontrou um. Só que aí o Evangelho nos mostra algo ainda maior. Deus não apenas encontrou um homem para ficar na brecha, mas Ele deu o seu próprio Filho para se colocar na brecha por nós. E porque Ele se colocou na brecha, agora nós podemos dizer: eis-me aqui. Não é porque nós somos suficientes, não é porque nós sabemos de tudo ou acumulamos tantos conhecimentos, não é porque nós conhecemos o caminho inteiro. Mas é porque a gente sabe quem nos chamou. E quando Deus procura alguém que Ele encontre eu e você.
SPEAKER_01Abandono Kantrachai. E aí a gente vai dizer, foi a boa mão de Deus. Até que toda a história termine em Cristo. Feche os seus olhos, põe a mão no seu coração. Que Deus encontre eu e você nesta noite disponíveis.
SPEAKER_02Que é por causa dele que nós temos um propósito de vida. Você não precisa procurar em outros lugares. Você não precisa inventar um propósito, um chamado. Você não precisa criar. Não há um evangelho a ser criado. Tudo já flui dele, já é para ele. Então que nesse momento, nessa sua oração individual, aí é onde você está. Você possa dizer, Senhor, me encontre nesta noite. Me encontre, Senhor. Eu não sei o que o Senhor tem para a próxima estação. Eu não sei o que o Senhor tem pro próximo momento, Senhor. Mas eu já sei que para a próxima estação, eu já estou em contato com tudo o que eu preciso ainda hoje. Eu já estou vivendo, já estou sendo equipado para a próxima estação agora, do agora. Nos encontre nessa noite. Porque o Senhor cumpriu o seu propósito na Cruz do Calvário. E eu se torno o terceiro dia. É por causa disso que eu posso dizer aqui. Obrigada, Senhor, porque o Senhor foi o homem permanente da brecha.
SPEAKER_01Senhor, não faça! Não faça nada, Senhor! Nessa geração, sem que eu participe contigo!
SPEAKER_02Me permita participar daquilo que o Senhor está fazendo para este tempo! Me permita, Senhor, nem que seja um pedacinho da história, Senhor! Mas eu quero contribuir, Pai! Porque o Senhor é o meu propósito!
SPEAKER_01Porque o céu é o meu propósito! Até que um dia tudo termina!
SPEAKER_00Jesus!
SPEAKER_01Nós não desprejaremos o tempo em Susan, Senhor. Nos ajude a usar, Senhor, este tempo, Pai, para entender, Senhor. O Senhor é o nosso propósito. A gente não inventa nada, a gente participa contigo. Sensibiliza, Senhor, o nosso coração para a missão, Pai. Para a tua missão. Em nome de Jesus, em nome de Jesus.
SPEAKER_02Você pode aplaudir ao Senhor. Aleluia! Senta um pouquinho, a gente já vai terminar. A gente tem um vídeo aqui pra mostrar pra vocês, tá?