Ondas Impressas

As feiras na retomada e a experiência virtual

June 17, 2020 Tânia Galluzzi Season 1 Episode 10
Ondas Impressas
As feiras na retomada e a experiência virtual
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Ondas Impressas
As feiras na retomada e a experiência virtual
Jun 17, 2020 Season 1 Episode 10
Tânia Galluzzi

O segmento de feiras foi um dos mais atingidos pela pandemia. Por outro lado, sua reativação representa impulso importante no momento da retomada, tanto em função da movimentação dos eventos em si quanto dos negócios gerados nas feiras. E neste momento começa a surgir uma nova modalidade, a feira virtual, onde avatares circulam por corredores e estandes que simulam um evento de negócios. Neste 10º episódio, conversamos com Sandra Keese, da APS, Liliane Bortoluci, da Informa Markets, e Juan Pablo de Vera, do Go Live Brasil. Contamos também nossa experiência na 1ª Feira Virtual do Setor Gráfico, promovida nos dias 11 e 12 de junho pela Andigraf Colombia.   

Show Notes Transcript

O segmento de feiras foi um dos mais atingidos pela pandemia. Por outro lado, sua reativação representa impulso importante no momento da retomada, tanto em função da movimentação dos eventos em si quanto dos negócios gerados nas feiras. E neste momento começa a surgir uma nova modalidade, a feira virtual, onde avatares circulam por corredores e estandes que simulam um evento de negócios. Neste 10º episódio, conversamos com Sandra Keese, da APS, Liliane Bortoluci, da Informa Markets, e Juan Pablo de Vera, do Go Live Brasil. Contamos também nossa experiência na 1ª Feira Virtual do Setor Gráfico, promovida nos dias 11 e 12 de junho pela Andigraf Colombia.   

00:00:13
Tânia Galluzzi
: Olá, militantes da impressão, como vocês estão? Acredito que muitos de vocês já estejam voltando para os escritórios, outros retomando seus turnos na produção e uma parcela como eu, Tânia Galluzzi, continua quarentenando.

00:00:27
Hamilton Costa:
Salve, pessoal. Eu também, Hamilton Costa, continuo em isolamento social.

00:00:32
Tânia Galluzzi:
Pois então, o tema desse episódio é justamente a retomada de um dos setores mais afetados pela paralisação provocada pela Covid-19, o segmento de feiras.

00:00:42
Tânia Galluzzi
: De acordo com Damien Timperio, vice-presidente da União Brasileira de Promotores de Feiras, só nos dois primeiros meses de isolamento o setor amargou mais de 100 bilhões de reais em prejuízos. Em artigo publicado no Estadão no final de maio, ele afirma que esse mercado, que antes da pandemia injetava 350 bilhões de reais na economia nacional, realizando 590 mil eventos por ano, deve levar pelo menos dois anos para se recuperar. Enfatizando que no momento o mais importante é salvar vidas, Damien defende o desenvolvimento de protocolos nacionais capazes de suportar o retorno das feiras, garantindo a segurança dos trabalhadores e dos visitantes nos eventos. Por outro lado, o setor tem sido apontado como fundamental na retomada por ser um polo de atração de investimento tanto no evento em si quanto na geração de negócios dentro dos segmentos de mercado englobados pelas feiras. Olhando aqui para a nossa praia, há ainda algo super importante. O mercado de feiras é considerado um dos verticais capazes de alavancar o universo da impressão, não só pela necessidade de materiais de divulgação, mas principalmente pela maior demanda por peças de sinalização, fundamentais para manter o distanciamento social e evitar aglomerações e garantir a segurança de todos

00:02:08
Hamilton Costa:
E tem mais uma questão que queremos discutir, o reposicionamento das feiras da indústria gráfica. 2020 seria o ano Drupa, a maior feira de eventos do universo da impressão, que recebe de 260 a 280 mil visitantes e que acontece de quatro em quatro anos em Dusseldorf, na Alemanha, e foi reagendada para o ano que vem, entre 20 e 30 de abril.

00:02:32
Hamilton Costa:
No meu ponto de vista ela perdeu o impacto que ela teria esse ano em função de todos os lançamentos programados. Havia uma expectativa bastante grande em relação à feira. Acho que era momento importante para o setor, mas também ninguém esperava a pandemia. Não houve como não o fazer isso. Eu acho que ela perdeu um pouco do charme dela para o ano que vem. Alguns expositores, dois deles importantes como Bobst e a Xerox, disseram que não vão participar. É possível que aconteça com os outros. Evidentemente que os que fizeram e prepararam grandes lançamentos para a feira desse ano não vão ter como refazer os lançamentos para a feira do ano que vem. Ela vai continua importante, mas infelizmente tirou um pouco ou bastante do impacto que ela teria.

00:03:18
Tânia Galluzzi:
Mas na entrevista que a Malu Sevieri deu ao Paulo Addair da  revista Publish,ela confirmou que a feira vai acontecer e que depois a Drupa vai voltar para os anos pares, ou seja, o evento seguinte vai ser em junho de 2024. A Malu é a diretora da empresa que representa a Messe Düsseldorf no Brasil, que é a organizadora da Drupa. E também tem a Interpack, focada no segmento de embalagens, outro mega evento da Messe Düsseldorf que foi remanejado para acontecer de 25 de abril a 3 de março de 2021. E agora a gente tem a novidade das férias virtuais. O que você achou da primeira feira virtual do setor gráfico promovida pela Andigraf Colômbia, realizada entre hoje e amanhã [11 e 12 de junho]?

00:04:08
Hamilton Costa:
Primeiro foi um prazer ter te encontrado lá na feira, né , Tânia. Os nossos avatares se encontrarem na feira, demos uma volta juntos. Não deixa de ser uma experiência interessante, estava bem organizada, bastante expositores. Eu particularmente fiquei envaidecido, tinha uma palestra minha lá no auditório, meu livro sendo vendido, quem se inscrevia na feira recebia uma o artigo que eu tinha escrito, sendo isso no exterior é algo interessante. Mas eu diria que foi um bom apoio de vários dos expositores que estavam lá, não achou, Tânia?

00:04:45
Tânia Galluzzi:
Eu achei sim. Eu fiquei surpresa, são 62 expositores de equipamentos, insumos e também gráficas.

00:04:53
Tânia Galluzzi:
Eu conversei com alguns expositores, passei em três estandes, conversei com três expositores, o pessoal da Agfa, da HP e da Koenig & Bauer. Os três falaram a mesma coisa quando eu perguntei por que é que eles estavam lá, as marcas decidiram estar na feira. Eles falaram que estavam participando para apoiar o setor gráfico, para apoiar a Andigraf e mostrar aos clientes que eles estão presentes, mesmo nesses momentos mais difíceis. Eu achei estranho, mas conversar com avatares sabendo que tem realmente uma outra pessoa ali, naquele momento e você pode conversar pelo chat, você clica no avatar já abre um espacinho pro chat. Foi uma conversa tranquila como se eu estivesse conversando por WhatsApp com a pessoa. Eu achei interessante, mas acho que vai ser só complementar, né Hamilton?

00:05:46
Hamilton Costa:
Eu acho que sim. Eu também tive uma experiência que me ligou uma pessoas da Andigraf e quis se encontrar comigo no estande. O avatar dela, evidentemente, quis tirar uma foto. Isso é legal, agora, sinceramente, eu não sei se alguém vai entrar numa feira dessa e comprar uma máquina, que ela tem que olhar, experimentar pra ver. Tem distância grande em relação a isso.

00:06:14
Tânia Galluzzi:
Sim, e eu passei nos estandes e o que eles apresentam são vídeos no YouTube. Você chega ali e vê vídeos que estão disponíveis no YouTube sobre os equipamentos, e brochuras em PDFs para você baixar.

00:06:29
Hamilton Costa:
É uma promoção, na maneira de estar junto, de suprir esse momento, possivelmente isso deve continuar lá, mas não vejo ainda com potencial para substituir as feiras presenciais, com certeza. Possivelmente sejam complementares.

00:06:47
Tânia Galluzzi:
Bom, deixando os mares estrangeiros e voltando aqui para o nosso litoral, os dois eventos de maior peso que aconteceriam no primeiro semestre, a Fespa Digital Printing e a FuturePrint estão agora na expectativa de serem realizados na segunda metade do ano. A Fespa focada em impressão digital, está programada para os dias 23, 24 e 25 de setembro no Expo Center Norte, e a FuturePrint, concentrada nos mercados de serigrafia, sinalização e têxtil, deve acontecer entre 24 e 27 de novembro no mesmo espaço, o Expo Center Norte, em São Paulo.

00:07:25
Tânia Galluzzi:
Pra debater esses temas nós conversamos com as organizadoras das duas feiras, a Sandra Keese, da APS Eventos Corporativos, e Liliane Bortoluci, da Informa Markets

00:07:38
Hamilton Costa:
Mas antes nós vamos ouvir o Juan Pablo de Vera, que está coordenando o Go Live Brasil, uma iniciativa que se inspirou no movimento americano Go Live Together. Aqui no Brasil ele foi iniciado por 11 entidades do setor de eventos que decidiram preparar um plano para a retomada segura das atividades.

00:08:00
Tânia Galluzzi:
Eu converso agora com o Juan Pablo de Vera. O Juan é CEO do grupo R1, empresa que promove mais de 15 mil eventos no Brasil por ano, além da atuação em toda a América Latina, certo, Juan, obrigada por participar do Ondas Impressas.

00:08:16
Juan Pablo de Vera:
Certo. Muito obrigado pelo convite.

00:08:18
Tânia Galluzzi:
Juan, a primeira e mais importante ação do movimento Go Live Brasil foi a confecção de um protocolo para a retomada da indústria de eventos. Resumidamente, você pode contar para os ouvintes o que esse protocolo envolve e dar alguns exemplos práticos?

00:08:35
Juan Pablo de Vera:
É verdade, Tânia, a nossa preocupação foi naquele momento poder criar um grupo de trabalho que nos permitisse, ao mesmo tempo que muitos de nós estão cuidando de nossas empresas e dos eventos, se prepararem para entrar na crise que estamos vivendo agora, nó criamos um grupo de trabalho para nos preparar também para estar pronto para a retomada. Esse grupo de trabalho conseguiu pesquisar em vários países ao redor do mundo, na China, Coreia, Japão, Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Reino Unido, Estados Unidos, quais seriam as práticas que esses colegas estão adotando por lá para poder tropicalizar-las e criar um documento que sirva como referência para criar sugestões e propostas para que cada setor, cada evento poderá desenvolver seu protocolo e submetê-lo à aprovação das autoridades sanitárias aqui no Brasil para poder criar ambientes seguros e responsáveis, no qual esses ventos serão realizados no futuro.

00:09:37
Tânia Galluzzi:
Entendo, mas você pode dar algum exemplo pra gente. O que ele traz? Ele envolve o expositor, o visitante, envolve toda a cadeia? Dá alguns exemplos pra gente do que traz esse protocolo.

00:09:50
Juan Pablo de Vera:
É muito interessante a sua pergunta porque na verdade o protocolo o que se desenhou foi o seguinte. Primeiro que nada, as empresa que organizam, produzem e criam eventos passam mais de 80% do seu tempo nos seus escritórios preparando, produzindo e criando os eventos. Então o que o protocolo traz, como exemplo, são práticas e procedimentos para aplicar em nossa próprio escritório, no nosso dia a dia, com nosso funcionário, nosso colega, no momento de receber um cliente, no momento de visitar o cliente. E depois sim, levar isso para dentro dos centros de exposições, dos centros de convenções, hotéis e os espaços onde realizam seus eventos.

00:10:31
Tânia Galluzzi:
Aproveitando a experiência que você tem na realização de eventos, e toda a experiência que você tem no segmento de feiras, entre as alternativas que surgiram com a pandemia, uma delas foi a feira online. Eu vi uma para o setor gráfico e acredito que tenham outras em outros segmentos. Você acredita que essa ideia de feira online pode virar uma tendência?

00:10:56
Juan Pablo de Vera:
Olha, eu gosto de fazer pouco futurologia, mas sim utilizar o exemplo de outros colegas que já passaram por esse debate. Há pouco tempo atrás o setor de varejo, por exemplo, discutia e discutia-se muito sobre se as lojas online iriam acabar com as lojas presenciais. Depois de 10 anos de discussões, hoje o varejo já entendeu que o varejo online veio para complementar o varejo presencial, e de fato muitas lojas online estão abrindo lojas físicas e muita força física está estendendo e ampliando sua cobertura e seus serviços a seus clientes com os serviços online. Eu acho que isso é uma realidade, é uma tendência que podemos nos espelhar e aprender com essa experiência para o setor de eventos. Por que não fazer um evento presencial se tranformar num evento online também? E por que não aproveitar o evento online, com muito conteúdo e muito bem sucedido, para que a pessoa consiga experimentar o funcionamento da máquina e o desenvolvimento de uma máquina num evento presencial? Eu acho que a melhor definição é que esses eventos sem dúvida passaremos a ter, de uma forma ou de outra, nossos eventos híbridos. Uma parte presencial e na parte online, levando o conteúdo a regiões que antes não conseguíamos, abrindo a participação de pessoas que antes não conseguiram poder participar dos nossos eventos e ampliando assim o sucesso de um evento, o retorno do investimento para seus participantes e a capacidade de compartilhar conhecimento da indústria.

00:12:29
Tânia Galluzzi:
Para fechar, o setor de feira, ele mudou muito nos últimos 10, 15 anos. Há muitas empresas, que eram expositoras, não veem mais sentido em esperar para lançar produtos em datas específicas, o porte dos eventos diminuir, as feiras se tornaram cada vez mais segmentadas. Como você enxerga o setor nos próximos anos?

00:12:53
Juan Pablo de Vera:
Acho que o setor está em constante evolução. As feiras de negócios têm décadas, séculos de sucesso se desenvolvendo ao redor do mundo. Eu ainda acredito que nós somos uma sociedade que desfruta muito do que em inglês se chama collective show, a curtição coletiva, de poder ir a um espaço onde você se encontra com seu colega, onde você entende que o assunto que será tratado e um assunto comum a sua indústria, a sua área de atuação, que você é apaixonado. As feiras oferecem essa oportunidade. Você vende, apresenta e anuncia seus produtos para pessoas que você não conhecia. Porque a feira tem uma característica de que quem vai a uma feira vai procurar soluções, vai procurar novidades, enquanto que um evento próprio, uma evento exclusivo, geralmente você fala para o mesmo público que já te conhece, que você já tem tradição de fazer negócios.

00:13:46
Tânia Galluzzi:
Ótimo, Juan. Muito obrigado por aceitar o nosso convite e participar do Ondas Impressas e boa sorte na retomada.

00:13:54
Juan Pablo de Vera:
Para todos nós. Que seja seguro, responsável e que junto consigamos trazer uma solução para recuperar tantos empregos perdidos e contribuir para o desenvolvimento da economia do nosso país.

00:14:11
Tânia Galluzzi:
Vamos conversar agora com a Sandra Keese, diretora operacional da APS Eventos Corporativos. A APS é responsável pela Fespa Brasil Digital Printing, pela ExpoPrint Latin America e pelo Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica. Oi, Sandra, tudo bem?

00:14:27
Sandra Keese:
Tudo ótimo, Tânia, tudo ótimo, Hamilton, obrigada pelo convite de vocês.

00:14:32
Hamilton Costa:
Obrigada por estar aqui com a gente, Sandra.

00:14:34
Tânia Galluzzi:
Sandra, a APS está envolvida com o Go Live Brasil desde o início. Como tem sido a adesão das empresas desse setor a esse movimento?

00:14:44
Sandra Keese:
Correto, a APS está envolvida sim, foi um movimento que começou com 23 profissionais da área de eventos, de vários segmentos da área, e hoje a adesão, a gente já está falando em torno de mil e quinhentas pessoas curtindo, compartilhando esse movimento. Afinal, a gente entende que eventos são de todos, né. Então, a gente tem da cadeia, nós temos os promotores, temos organizadores, temos os fornecedores, desde limpeza, segurança, sinalização, pessoal de montadoras, audiovisual. Então, a cadeia ela é muito grande, e está todo mundo entendendo o movimento, compartilhando e se engajando.

00:15:28
Hamilton Costa:
Em relação à Fespa, agora para setembro, qual a expectativa, como estão indo as coisas?

00:15:35
Sandra Keese:
A expectativa é muito grande. Nós efetivamente gostaríamos muito que a feira aconteça. Para isso a gente só depende dos órgãos governamentais, de falar vamos lá. Porque nós estamos totalmente preparados. Já está tudo pronto, protocolos sanitários para dar uma confiança ao público, ao expositor e a nós mesmos, organizadores.

00:16:01
Hamilton Costa:
Eu tenho visto o crescimento dessas feiras virtuais. Essas semana mesmo fui convidado participar de uma que está sendo organizada lá fora. Você acha que será uma competição para as feiras presenciais?

00:16:15
Sandra Keese:
Não acho. Eu acredito que elas podem vir a agregar, mas não competir. Ninguém tira o olho no olho, a empatia que a presença de você estar no lugar, experimentando em produto, conversando com aquele técnico que entende do produto. A feira virtual não propicia. Depois você me conta, depois que participar.

00:16:45
Tânia Galluzzi:
Deixa eu te falar. O segmento de feiras ele tem sido apontado por especialistas como um dos que vão demandar ainda mais produtos impressos em função da necessidade de informar o visitante e o expositor com relação aos cuidados que eles têm de tomar no ambiente de feira. Isso já está se refletindo na relação da APS com os fornecedores de materiais para sinalização?

00:17:09
Sandra Keese
: Vai se refletir. O que nós temos hoje é todo o protocolo montado. Tudo o que a gente vai ter que ter de sinalização, ela já está mapeada quanto a álcool em gel, distanciamento, mais informações espalhadas pela feira inteira. Então, neste momento, nós temos tudo isso já protocolado, já está com a equipe de marketing que já está fazendo todas essas mídias. Só que o segundo passo , aí é a gente entrar em contato com os fornecedores para que eles possam operacionalizar tudo isso. Por que eu digo isso e por que a gente ainda não começou esse processo junto aos fornecedores? Porque ainda há muita água pode rolar. O que hoje é um protocolo X amanhã pode se tornar um protocolo Y. Então a gente prefere aguardar o momento certo.

00:18:00
Tânia Galluzzi:
Entendi, mas você concorda com essas pessoas que estão comentando que o mercado de sinalização vai demandar ainda mais material e área de eventos vai ser uma das que vai impulsionar isso?

00:18:12
Sandra Keese:
Com certeza. Isso a gente está falando que vão ter que ter um número muito maior de totens espalhados pela feira. A gente vai ter muito mais sinalização de chão, sinalização de teto. Então, com certeza a cadeia vai se beneficiar muito disso.

00:18:30
Tânia Galluzzi:
Sandra, você consegue comparar o setor de feiras, uma feira com algum segmento que já está ativo, que já retomou os trabalhos?

00:18:39
Sandra Keese:
Eu posso muito bem comparar com supermercados. Quanto à segurança de você ir a uma feira e ao supermercado, é só você pensar que numa feira só vai aquele profissional que está interessado. Quanto ao supermercado, vão famílias inteiras visitar. O organizador de eventos, ele está acostumado a isso, a gerenciamento de público, principalmente quantidade. Então, a gente tem uma visão muito maior sobre isso, de como fazer um fluxo, de como orientar e de como conduzir.

00:19:14
Sandra Keese:
Então, se você vai ao supermercado hoje, fique tranquilo, uma feira vai ser muito melhor

00:19:18
Tânia Galluzzi:
Mesmo porque você está lidando com profissionais, com adultos e profissionais que têm já um outro tipo de comportamento em relação ao supermercado, por exemplo.

00:19:27
Sandra Keese:
Eu acredito que até esse momento da retomada em si, as pessoas já vão ter mais a cultura dos cuidados que ela precisam ter.

00:19:36
Tânia Galluzzi:
Sandra, super obrigada pela tua participação. Obrigada e boa sorte nos eventos, que todos eles realmente aconteçam.

00:19:43
Sandra Keese:
É isso aí. Muito obrigada e sorte para todos nós.

00:19:48
Hamilton Costa:
Grande abraço.

00:19:51
Tânia Galluzzi:
Pra fechar a entrevista com a Liliane Bortoluci, responsável pela FuturePrint. Aqui uma correção, na gravação eu pronunciei errado o nome dela. O correto é Bortoluci.

00:20:03
Tânia Galluzzi:
Vou conversar agora com a Liliane Bortoluci, diretora da feira FuturePrint. Liliane, tudo bom?

00:20:09
Liliane Bortoluci:
Oi, tudo bem, como está?

00:20:10
Tânia Galluzzi:
Liliane, como a Informa Exhibitions está se ajustando ao atual cenário? Quantas feras vocês tiveram de postergar. Como é que vocês estão enfrentando a pandemia?

00:20:22
Liliane Bortoluci:
É, foi um trabalho bem complicado, vamos dizer assim, né, acertar todo o calendário da Informa dentro de quase quatro meses. Porque você imagina que nós temos um mercado todo de feiras no Brasil, ele tem feiras a partir de fevereiro, em janeiro tem alguma coisa de congresso, e vai até dezembro. Nós estamos hoje em junho e ainda não estamos podendo fazer os eventos. Você imagina que teve que espremer tudo nesses meses aí a gente está na expectativa de realizar o evento. Então, realmente foi uma adaptação. Mudanças em calendário, a gente sabe que tem feiras no caso da FuturePrint sempre foi a feira de julho e nós vamos realizar a feira em novembro, essa é uma das adequações que nós tivemos que fazer para poder realmente executar a realização do evento.

00:21:12
Tânia Galluzzi:
E como é que está a expectativa? Você falou já na FuturePrint que foi adiada para novembro. Como é que está a expectativa com relação à feira? Imagino que você estejam em contato direto com os expositores. Qual o retorno que vocês têm recebido deles?

00:21:27
Liliane Bortoluci:
Sim, é uma mudança para todos. É uma situação difícil para todo o mercado, tanto da parte da promotora quanto da parte do expositor, mas todo mundo sabe que uma feira ela é super importante num momento de retomada. Então, os expositores farão o esforço para estar na feira, apresentar os lançamentos e apresentar novidades para os compradores, e nós estamos fazendo um investimento muito maior e uma força tarefa para levar a melhor informação e que as pessoas estejam seguras e cientes de que elas vão poder visitar a feira sem problema algum. É uma composição de fatores, e as respostas estão sendo positivas. Isso que nos anima e para trabalhar e realizar a feira.

00:22:16
Tânia Galluzzi
: Vocês tiveram muitas desistências, como vocês estão lidando com isso?

00:22:20
Liliane Bortoluci:
Não, ainda não. A gente está com uma pequena parte, são setores que foram afetados, depende se tem importação de equipamentos, às vezes tem uma variação do dólar que foi uma determinação da matriz. A gente está com algumas não formalizadas ainda baixas, mas a gente sabe que está para acontecer. Mas a grande maioria vai realmente estar na feira, o expositor entende que é uma feira importante e que ele tem um comprador cativo e fiel dentro do nosso mailing de visitantes e compradores.

00:22:56
Tânia Galluzzi:
E com relação aos aspectos práticos para evitar aglomeração. Ai pensando do ponto de vista do visitante, como o alargamento dos corredores, a retirada das credenciais na entrada. O que vocês estão pensando ou planejando pra evitar aglomeração, filas

00:23:13
Liliane Bortoluci:
Informa Markets ela faz parte de um grupo global de promotoras de feiras e organizadores de eventos pelo mundo, e essas empresas se uniram pra fazer um documento único que fosse seguro para todas as pessoas envolvidas. Para o visitante, para o expositor, o comprador, para o nosso staff, para que todos estejam certos de que não há nenhum problema em visitar a feira e permanecer naquele ambiente. Então, está sendo desenvolvidas protocolo, ele se chama All Secure e vai ser utilizado pelo mundo todo. Já tem feiras abrindo na China e eles já estão cumprindo esse protocolo. Então, alguns itens: a credencial, ela pode ser, até a gente estimula, pede para que as pessoas façam o credenciamento antecipado em casa e ele já vai poder imprimir a credencial dele em casa. Então, ele já faz o credenciamento, já imprime e já chega lá e só vai fazer a leitura do código de barras da credencial. Terá álcool gel espalhado pela feira em vários locais. Nós vamos fazer uma triagem na entrada. A intenção é que a gente consiga medir a temperatura realmente de todos os visitantes e envolvidos na realização da feira. Os corredores estrão um pouco mais largos. Se a pessoa chegar sem máscara, nós vamos ter máscara para as pessoas, então a gente vai fazer essa distribuição. Posto Médico, se for notado, se alguma pessoa apresentar alguma variação de temperatura, a gente tem como dar um encaminhamento. Então, essas são alguns dos itens de protocolo que vai ser utilizado e colocado em prática em todas as feiras Informa. A gente começa a feira agora em agosto, e até novembro já vai estar tudo bem estabilizado e a gente acredita que em novembro a gente já vai bem mais tranquilo.

00:25:03
Tânia Galluzzi:
O segmento de feira ele já vem num processo de transformação nos últimos anos. Eu imagino que essa transformação, ela vai se aprofundar em função da Convid-19, sobretudo diante da profusão de eventos online que estão acontecendo, webinars, lives e tudo mais que as empresas têm lançado mão para se manter em contato com o mercado na falta das feiras. No que vocês estão apostando para motivar o expositor a investir numa feira e o visitante a ir a um evento de negócios diante do volume de conteúdo que já está chegando para o público.

00:25:39
Liliane Bortoluci
: A feira é o ambiente onde as pessoas podem ver o equipamento funcionando, podemcomparar preços, podem comparar produtos em um estande no estande do lado, ele pode pechinchar na hora. Ele pode fazer uma negociação melhor porque tem vários concorrentes ali tentando fazer negociação com esse cliente. Assim, aqueles quatro dias de feiras, eles são muito intensos e a pessoa pode, no caso da FuturePrint, a gente tem possibilidade de a pessoa já fazer uma simulação de financiamento. O Sebrae faz uma consultoria da empresa dele. Além de tudo do que a feira apresenta na parte dos expositores, nós da organização, a gente promove uma série de outras atividades que são complementares à necessidade do visitante. E isso a gente soma ainda com todas essas ações digitais que nós estamos fazendo. Nós estamos em todas as redes sociais. A feira está em todas as redes sociais. Nós estamos fazendo entrevistas com especialistas do setor e respondendo às necessidades ou dúvidas dos nossos visitantes, para que a gente mantanha uma comunicação constante com eles. A gente trabalha sempre na dor ou na necessidade do que esse visitante, do que esse comprador, o que ele está precisando nesse momento. E aí a gente vai atrás de um especialista que possa ajudá-lo a resolver aquele determinado problema. De forma alguma a gente imagina que uma coisa vai substituir a outra e sim as coisas vão se somar e se tornar mais intensas. O que pode acontecer, que há uma expectativa minha, é de que o visitante ele vai para a feira já com muito mais informação. Ele já vai com aquela tarefa pré pronta e na feira ele vai mais para fazer uma decisão e fazer a escolha daquilo que ele quer. Eu acredito que seja a somatória das duas coisas. Quem ganha é o público realmente.

00:27:48
Tânia Galluzzi:
Perfeito, Liliane, muito obrigada pela tua participação, por ter aberto um espaço na agenda para o Ondas Impressas e boa sorte, que a feira seja um sucesso.

00:27:57
Tânia Galluzzi:
Deu por hoje, gente. Aproveita e vai lá na nossas mídias sociais e diz pra gente se você pretende ir a alguma dessas feiras.

00:28:09
Tânia Galluzzi:
A gente está no Instagram e no LinkedIn. Você pode conversar com a gente também pelo e-mail [email protected]

00:28:18
Hamilton Costa:
Obrigado, pessoal, pela audiência, um grande abraço a todos.

00:28:22
Tânia Galluzzi:
Até o próximo Ondas Impressas, pessoal. Beijão