Prelo

Não Imite os Antigos – Uma conversa sobre Bashô

November 24, 2020 Tiago Novaes Season 1 Episode 17
Prelo
Não Imite os Antigos – Uma conversa sobre Bashô
Chapters
Prelo
Não Imite os Antigos – Uma conversa sobre Bashô
Nov 24, 2020 Season 1 Episode 17
Tiago Novaes

#017 – Na tarde da sexta-feira passada, tive um bate-papo à distância com um grande amigo, o poeta Tarso de Melo. Nas mais de duas horas de conversa, colocamos em dia tudo o que vinha se passando nos últimos nove meses conosco – os projetos pessoais de pesquisa e as dificuldades que este longo hiato social tem nos apresentado. E também falamos de Bashô.

Foi quando liguei o botão de "gravar" para que você pudesse participar desta conversa. É que poucos meses atrás, topei nas redes com uma fotografia de uma pilha de livros sobre o hai cai e o poeta japonês que o Tarso postara, anunciando um curso de quatro encontros sobre sua vida e obra. Impressionado pela bibliografia sugestiva, tive a ideia de convidá-lo para o Prelo.

Bashô foi um andarilho, um sujeito que se propunha a desaparecer no ato da escrita. Seu poema era um dô, um caminho de orientação zen-budista. Por meio de uma entrega a um ofício, uma arte, consigo fazer silêncio e permitir que algo se faça a despeito de mim mesmo. É o começo e o fim de algo que apenas poderei apresentar – tornar presente – mas nunca nomear. Um poema é como um golpe de caratê, que revela num instante a realização de anos de treinamento. Um poema faz-se vida quando a vida se deixa levar pela poesia.

"Cansei da viagem
hoje faz quantos dias?
Vento de outono."

O poeta dizia que não deveríamos imitar os antigos, mas buscar o que eles buscaram. Ouça o episódio e entenda o que buscava Bashô.

Inscreva-se agora na Semana da Criação Literária, um evento online e gratuito entre os dias 25 e 31 de janeiro:

http://escritacriativa.net.br/ec2021/

Show Notes

#017 – Na tarde da sexta-feira passada, tive um bate-papo à distância com um grande amigo, o poeta Tarso de Melo. Nas mais de duas horas de conversa, colocamos em dia tudo o que vinha se passando nos últimos nove meses conosco – os projetos pessoais de pesquisa e as dificuldades que este longo hiato social tem nos apresentado. E também falamos de Bashô.

Foi quando liguei o botão de "gravar" para que você pudesse participar desta conversa. É que poucos meses atrás, topei nas redes com uma fotografia de uma pilha de livros sobre o hai cai e o poeta japonês que o Tarso postara, anunciando um curso de quatro encontros sobre sua vida e obra. Impressionado pela bibliografia sugestiva, tive a ideia de convidá-lo para o Prelo.

Bashô foi um andarilho, um sujeito que se propunha a desaparecer no ato da escrita. Seu poema era um dô, um caminho de orientação zen-budista. Por meio de uma entrega a um ofício, uma arte, consigo fazer silêncio e permitir que algo se faça a despeito de mim mesmo. É o começo e o fim de algo que apenas poderei apresentar – tornar presente – mas nunca nomear. Um poema é como um golpe de caratê, que revela num instante a realização de anos de treinamento. Um poema faz-se vida quando a vida se deixa levar pela poesia.

"Cansei da viagem
hoje faz quantos dias?
Vento de outono."

O poeta dizia que não deveríamos imitar os antigos, mas buscar o que eles buscaram. Ouça o episódio e entenda o que buscava Bashô.

Inscreva-se agora na Semana da Criação Literária, um evento online e gratuito entre os dias 25 e 31 de janeiro:

http://escritacriativa.net.br/ec2021/