OS NAVEGADORES_ DE SAÚDE MENTAL
Os Navegadores é um podcast de psicoeducação que explora, com profundidade e leveza, os mares da mente humana, da saúde mental e da saúde do cérebro.
Conversas com especialistas, casos reais e ferramentas práticas ajudam você a entender seu funcionamento emocional e psicológico, desenvolver autorregulação e se fortalecer por meio da neurociência, terapia e psicologia baseada em evidências.
Gabriela Viana — executiva de marketing com mais de 20 anos de experiência em tecnologia, saúde e educação (Google, Adobe, Afya, Motorola, Xiaomi) — conduz o projeto. Gabi é formada em Comunicação pela ESPM-RJ, tem MBA pelo Insper, Pós em Neurociência e Comportamento (PUC-RS), Pós em Saúde Mental (curso Dr. Pedro Schestatsky), certificações pela University of Chicago (Neurobiology of Everyday Life), UPenn (Positive Psychology), HarvardX (Fundamentals of Neuroscience) e formação terapêutica na abordagem de tratamento focado em trauma INSIDELIC.
Um espaço para quem busca compreender a mente com rigor científico e sensibilidade humana — integrando neurociência, psicoterapia e práticas de cura baseadas em psicologia contemporânea.
OS NAVEGADORES_ DE SAÚDE MENTAL
Saúde Mental na Adolescência com Dr. Rodrigo Bressan
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Neste episódio dos Navegadores conversamos com o Dr. Rodrigo Bressan, psiquiatra, professor da UNIFESP e do King's College de Londres, sobre uma questão urgente: por que nossos adolescentes estão sofrendo tanto? Exploramos se realmente há mais transtornos mentais ou apenas melhores diagnósticos, o que mudou no mundo atual que representa risco ao bem-estar dos jovens, e o papel central da presença parental nessa fase. Dr. Bressan, que é presidente do Instituto Ame Sua Mente e autor de mais de 460 artigos científicos, compartilha sua experiência em prevenção de saúde mental e explica por que a busca de ajuda precoce é fundamental. Discutimos a vulnerabilidade específica do cérebro adolescente, os sinais de alerta que pais devem reconhecer, e como podemos nos informar melhor para acompanhar nossos filhos nessa etapa crítica do desenvolvimento.
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But not to be putting with that individual specialist. Now we just find the cérebro adolescente for us, and when we have bastard escutado, I decided to volt no tema. But this is abordagem. Estamos de fato vendo muchas transtornos mentiras ordenados diagnosticando more? And what the world are enfrentando a risk for the bem-estar? And the perfect tools in this phase. These are all the things that my fair assignment will respond. I convided one of the principal names of psychiatry in Brazil, alguien who combined, including the adolescence, with a vision human equidosaurus of safe mental. I conversed with the Dr. Rodrigo Bressan, who is psychiatrist with PhD at the King's College, professor living docent, and professor of the King's College. Rodrigo is president of Instituto Ame Sua Mente, who is voltado to prevention and saúde mental. In production scientific, he is authorized of much of 400 articles scientific and lives like saúde mental in school. Além disso, hein? Rodrigo, muito obrigada por me receber.
SPEAKER_02Prazer meu, Gabi, de estar aqui com você. But when I decided to have medicine, I had a vision very alert. I was doing my faculty with movement, ginecologist, and auxiliary and participants. I gotta do trauma, so in the year I was cirurgia, prested, entered in USP, which was very difficult in Santa Casa where I feel medicine. And I thought I'd see if I can serve cirurgian, gostava. I was psychiatrist, and I entered those three residential and tranquei those three.
SPEAKER_00But serving.
SPEAKER_02Serving, serve official official médical, which followed. And it was interesting because I had much time and participated in Psiquiatria do Exército, and I was a lot more intellectual, psychanalytic, and a lot of people identification. I mean, I decided to make psychiatry. Provavelmente my part of my tomato had a experience that I told molecular.
SPEAKER_00Uma está com 22, vou te fazer uma pergunta sobre isso, and a outra tem 14, é para não ter paz, né? Uma sai, outra entra. E eu sinto que as minhas preocupações com a mais velha eram muito semelhantes às que os meus pais tinham comigo. Ah, se bebeu, se saiu, se está bem, se não está bem, etc. Violência, drogas, etc. E aí a pergunta que eu queria te fazer, dado que eu estou falando que uma tem 14, outra 22, é: pra mim, uma tá entrando, outra tá saindo. Do ponto de vista do cérebro, o que é adolescência? Que período é esse?
SPEAKER_02When a gente pensa em adolescência, na verdade, não é 14, ela já entrou faz tempo. Agora, o limite OMS é 11, 12. And this saída of adolescência tem vario aspects. Adolescência, you pergunt about cérebro, but one of the things chaves are culture. Passage of responsibility adult.
SPEAKER_00For a way to make it.
SPEAKER_02And they have rituals of passage that mark this in the most diverse cultures. Tribes indigenous religions, they have festivals of 15 years, barbing.
SPEAKER_00In society, it was probably adolescent. In fact, the puberty is a process biology to mudances hormones and corporations that are.
SPEAKER_02When you know a lot of cerebral, principally in 0 to 2 years, and an awesome number of neurones. This crescimento continues, not rapidly those 10, but crescendo dos dois aos 10 are as conexions neuronais. And for a pod, it pods a árvore, because you fell, esse galho não está tão bom, eu corto esse galho, and a energia que iria para esse galho que não está tão legal, vai para o outro. O raciocínio com neurônios é parecido. Você começa a decidir, o cérebro começa a decidir quais são as áreas que precisam estar funcionando ou pavimentadas. Na metáfora de pavimentado é onde a informação corre com mais facilidade e tal. Então você vai mielinizando, fazendo aquela capa de mielina para que a informação seja.
SPEAKER_00Se a gente estivesse passando uma fita isolante.
SPEAKER_02Uma fita isolante no neurônio para que a informação corra mais, vamos dizer, com mais velocidade e eficiência. E a outra coisa é que você vai estabelecendo redes de funcionamento. Quando as pessoas falam serotonina, dopamina, tal, é um jeito bem pobre de falar de funcionamento cerebral, porque serotonina e dopamina, do ponto de vista de mediação de neurotransmissão, é ridícula a quantidade que tem no cérebro. O que interessa quando você pensa em cérebro são redes de ativação. So nada é um ponto no cérebro que acontece a cada moment. Você precisa ativar várias áreas ao mesmo tempo orquestrar essas atividades. A depender da atividade de todos os estímulos que a gente tem. But when I follow this, I'm saying agora ativar essa ou aquela e tal. As coisas acontecem simultaneamente, por exemplo, para eu conversar com você aqui agora. So estão me vindo memórias, pensamentos, preocupações, sensações diferentes para que eu consiga dar essa mensagem aqui. Eu sei bastante adolescência quando eu estava no meu sabático na Inglaterra de 16 a 17, então me vem a imagem do que eu estava fazendo nessa época e escrevendo sobre adolescência. Então não é uma coisa só racional que eu estou te entregando. Você tem sempre uma integração de coisas acontecendo. E vale para processamento emocional. Processamento de tristeza tem que ser eficiente para você ficar triste, mas também tem que ser eficiente para sair da tristeza. Para disposição, querer, buscar novidade, ele tem que ser eficiente para isso, mas também ele tem que ser eficiente para controlar o impulso. Todas essas coisas vão se formando principalmente nessa fase dos 11 aos. Se você falar 19 e 20, 21, 22 já é um pouco diferente. E por que esse é o momento-chave? Porque essas redes estão se estabelecendo e isso se dá por apprendado. Então eu vou te dar um exemplo que ilustra isso. Por que adolescência a gente sempre fica falando que não pode usar drogas, é muito perigoso andar because a gente é careta? Talvez. But the grande ponto ali is that if you expõe um cérebro adolescente, a persona adolescente a droga and the job used repetitively, the cérebro ficar dependente. When you follow the relation between droga, estímulo, dependence of the tela, que você fala que a dopamina está envolvida, geração dopamina, which é um conceito bem interessante, but do point of vista neurofisiológico, it faz o menor sentido. A dopamina marca a novidade, é um neurotransmissor que marca. But one of the vários neurotransmissores, são redes montadas para essas coisas, but uma das coisas que você faz é que você aprende. And it's mais difícil de esquecer. Então você aprende a ficar viciado em tela.
SPEAKER_00Quando a gente fala de um único neurotransmissor para explicar um transtorno ou um comportamento, como disse o Dr. Rodrigo, isso é uma super simplificação. E tem uma história interessante para contar na jornada da psiquiatria andar as medicações que ilustra um pouco essa question. Os antidepressivos envolvidos na década de 50 e 60 aumenam a disponibilidade de alguns neurotransmissores, por exemplo, a serotonina, que todo mundo já ouviu falar, a noradrenalina e a dopamina que a gente acabou de citar. Andava uma melhora dos sintomas da depressão. Então consolidou-se a hipótese de que a depressão era causada por níveis reduzidos de alguns neurotransmissores, esse que eu citei, dando origem a essa ideia de desequilíbrio químico. Essa teoria hoje é considerada incompleta. Os principais pontos são que esses antidepressivos aumentam as monominas bem rapidamente, mas a melhora clínica costuma levar semanas, o que sugere que o efeito terapêutico não depende só de aumentar a quantidade desses neurotransmissores. Além disso, a gente precisa considerar que muitos pacientes não respondem a essa medicação. The function involves multiple systems and interaction with biology, ambient, and experience.
SPEAKER_02And it's a question of balanço energético só, it's a quest. Isso vale para transtorno mental também. This is one of the chave to pens in transtorno mental. Essa é a fase that 75% dos transtornos mental.
SPEAKER_00Eu ia te perguntar: embora eu acho que isso é uma informação muito pouco sabida, que incident the transtorno mental na vida adulta, se você ler os sinais, a grande mayor vai ter começado na adolescência.
SPEAKER_02Three informations are chaves when you pensa in saúde mental. Mais ou menos um quarto, um terço da população mundial vai ter um transtorno mental. So, if you don't have alguém próximo, não dá mais para ter preconceito. But the other information is queuen que tem. Também não dá para banalizar essa história. Então, muita gente tem. Do ponto de vista populacional, é muito sério.
SPEAKER_00Um quarto é bastante coisa, né?
SPEAKER_02Não é? Aí, das pessoas que têm um transtorno, uma em 20 vão ficar incapacitadas. Incapacitadas. Não consegue trabalhar. Não, trabalho, e atrapalha as relações. Uma em 20 é 5%. Então, se eu estou na dúvida se eu tenho um transtorno mental, cara, 5% de chance só de incapacitar, o que eu tenho que fazer? Diagnóstico precoce e tratamento eficaz. Por quê? Porque, como qualquer doença, você diagnosticar cedo, trata a chance de ser um produto. Se o prognóstico é melhor, né? Melhor horrores de prognóstico. Se você pega uma doença lá na frente, anos depois, a doença evoluiu e tal. Agora, se você pensar do ponto de vista mundial, esse número vira 1% da população mundial incapacitada por transtorno mental. Então, transtornos mentais não são uma moda. As coisas estão aí há muito tempo e tem um nível de incapacitação muito grande. O que acontece agora? Principalmente depois da pandemia, a gente começa a falar mais sobre isso. Eu brinco que as questões de saúde mental começaram a entrar pela porta da frente. Antes elas só entravam pela porta do fundo, when aconteciam coisas graves. Ah, está dependente. Ninguém também quer falar muito no assunto. Todo mundo deixava ali debaixo do tapete mesmo. O que aconteceu? Você começou a falar sobre isso. Because in a pandemic, it was quase que um experimento a pandemia. Você tirou todo mundo da sua zona de conforto, você tinha que lidar com uma ameaça de vida, uma ameaça econômica, sua pessoal, com todos e uma incerteza enorme.
SPEAKER_00Isolamento social também.
SPEAKER_02Isolamento social também é um modelo de estrage perfeito. Andava nessa época? Você falava de pandemia em si, vírus, faz, vacina, aquelas coisas todas, and saúde mental. Eu fiz 800 lives nessa fase, a gente ficava apoiando professores no Instituto homens somente apoiando os professores para lidarem com esse momento, porque todo mundo fica. Só que aí entrou no vocabulário. Então melhorou um monte, facilitou. O risco é a banalização. Você começar, ah, não, que cool, eu tenho TEA. Pô, que cool. Se você soubesse o que é T TEH, você não ia falar que é cool. A mesma coisa para TDAH, ai, que legal, eu sou TDAH e tal. Pô, não é legal, atrapalha a vida, é difícil. So entender com mais seriedade os transtornos mentais é chave.
SPEAKER_00O TDAH, ou transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, é um transtorno do neurodesenvolvimento. O diagnóstico precisa de critérios claros e uma avaliação cuidadosa. Até porque muitas condições podem simular os sintomas. Falta de sono, excesso de telas, ansiedade e até o uso de substâncias. So, para ter um diagnóstico, a pessoa vai ter que passar por uma entrevista clínica. Os critérios do DSM, que é o manual de diagnóstico e saúde mental, vão ser levados em consideração, e até informações de diferentes contextos como família e escola, aplicação de testes. Então, cuidado para não se autodiagnosticar apenas escutando pessoas na internet.
SPEAKER_02O outro elemento que é chave nessa história é que dos transtornos mentais do adulto, 75% começou antes dos 24 anos. 50% antes dos 14 anos. So a sua pergunta depois dos 11, o começo da adolescência é onde os transtornos mentais acontecem.
SPEAKER_00It está explicado pelo neurodesenvolvimento, ou seja, está explicado por essa fase.
SPEAKER_02É uma das principais explicações. Só que o que é interessante do cérebro é o seguinte: ele é um órgão plástico. Todos os órgãos são plásticos de alguma maneira. O músculo é plástico, você faz muito exercício, ele hipertrofia and. Se você bebe muita água, muda o jeito como o seu rim funciona. Se você bebe pouca, muda um pouquinho. Só que o cérebro é plástico, ele se molda de acordo com as experiências. E uma das coisas que formata, um dos principais jeitos de formatar o cérebro, é a cultura. Então, valores, relações pessoais, afetos. Isso molda o cérebro.
SPEAKER_00Ou seja, a gente tem um desafio mesmo, porque a gente está passando por um momento de valores mesmo, anda muito atípico e muito difícil.
SPEAKER_02Isso. E o que acontece? É isso que é a diferença dos primatas superiores, o Homo sapiens, é que o desenvolvimento cerebral é muito longo fora do você vai amadurecer o cérebro com 17, 20 anos mesmo. Algumas pessoas falam que você vai amadurecendo por longo prazo, mas quando você o seu equipamento está funcionando com 14, 13, 15, é alguma coisa muito longe. Andar, for example, aos 11 anos, 12 anos, você está construindo sua identidade. E aí, qual que é o ponto para alguém que está no início da adolescência? É porque quando você é jovem, é criança, você fica ali entendendo qual é a opinião do seu pai, da sua mãe, do seu professor, como as coisas devem ser, eu vou me comportar, ou eu vou provocar meu pai, tal, você tem uma referência. Na adolescência, isso muda.
SPEAKER_00São os pares, né?
SPEAKER_02São os pares. E aí a importância dos pares fica enorme. E aí, se você é pai, você fala assim, como é que eu vou controlar isso? Como é que eu vou lidar com isso? Que valores esses moleques têm. Aí você põe numa escola que mais ou menos que você conhece o ambiente, que tem a ver com a sua cultura. Não é verdade. Tem a ver, mas é muito variável. And a novidade que é o mundo virtual, mídia social e tal. Aí você vai para uma formatação através dos pares, muito diferente.
SPEAKER_00E também está exposto a tudo, porque não está exposto só aos pares, né? Aí você entrou num mundo onde você está explorando.
SPEAKER_02Exato. E aí você nem sabe quem é par ou quem deixa de ser par. Mas este olhar fica diferente. E você tem um relacionamento pela mídia social com a sua identidade na mídia social, que eu brinco, eu tenho algumas palestras, algumas aulas falando isso. Eu falo que o virtual é real. A gente chama de virtual, but ele não pode ser mais real. A identidade do jovem, aquilo, é parte dele. Ah, não, mas está lá no computador, está lá no seu. Não. É uma extensão. É aquilo. Como é que você viu adolescência? Como é que um coraçãozinho de outra cor tem uma importância tão grande? O coraçãozinho tem, porque ele é aquilo. É difícil da gente entender o quão potente é isso. A Ju de 14 anos tem uma relação com isso muito diferente da Manu. A Manu estava acabando o médio quando começou a pandemia, não foi mais ou menos isso? Sim.
SPEAKER_00Ela pegou mais ou menos no meio, né?
SPEAKER_02No meio. Então, assim, a mídia social, lógico que teve um impacto para ela grande, mas aqui é muito, muito, muito mais potente. Então, você fala, eu estou mais preocupada com a saúde mental da Ju in relation à Manu. Será que é só geracional? As vezes tem um componente do jovem, da criança mesmo. But agora, como Italem, a gente fala disso. Ando, because they're acontecing.
SPEAKER_00And most of these for ating various cases that I acompanho, that for ating socialização na pandemia. And if the adolescente ainda desenvolve um transtorno, a empatia não é o traço mais importante of an adolescente. Pocos adolescentes acabam noting this.
SPEAKER_02I mean those fellows who tell um de 19, um de 21, eletrônico. And they talk, but they're going to perceive that they were going, and the others chambered resenha. Brinking, tirando, besteira. They still socialized. One fenômen that acontecia is that they faziam prova in group. I was professor, prova, I followed, prova in group, and na minha frente and talk. Aí depois eu falei, ah, é um novo momento, eles têm que aprender a cooperar andar juntos. I felt esse apprend. So I achava que os prejuízos in this nível, but I don't enxergava some coisa mais grave. And I só percebi, por esse trabalho que a gente faz em escolas andar de jovens. O que acontece é que a escola é um lugar que civiliza as pessoas. Ela passa elements of civility that are sort of portuguesa, matemática.
SPEAKER_00Tem a ver com comportamentos, com relações.
SPEAKER_02Tem a ver com respeito, ordem, lidar com seus impulsos, eu estou com vontade sexual fora. Come on, lido com isso, I mean, frustro, hierarquia, agressividade. Esse é um laboratorio de convivência muito importante para a formação do jovem. Eu brinco de um jeito deselegante, que eles deixaram de se civilizar. E o que aconteceu quando eles voltaram para a escola? Eles pensaram no equipamento. Um exemplo típico é agora vai ter prova. Como assim? Não tem uma prova. Você vai ficar lá e vai ter que fazer presencial, se você não pode respirar, não pode falar com o vizinho. Para a gente é óbvio, a gente prova a vida inteira, mas quando você deixa de ter e passa a ter, gera ansiedade muito grande. Agora, tudo bem, a prova é óbvio, mas toda a habilidade de lidar com os colegas, porque pode até socializar e brincar na internet, mas quando você está ali convivendo de verdade junto é uma outra formação. E isso realmente atrapalhou esse jovem.
SPEAKER_00Isso me leva até a uma pergunta interessante. Existe uma explicação do ponto de vista da neurociência para essa necessidade de aceitação social ou evolutiva, vai notar neurocientifica, but essa necessidade que muitos pais que a gente tende a criticar a julgar, mas por que você está tão preocupado com o que essa necessidade de pertencimento has a ver com sequer sobrevive fora of a group?
SPEAKER_02Nós somos bichos gregares, a selection genética is for groups grandes. And if you think about primates inferior, macacos, symbols, which are grandes, one of the design pre-frontal, which is a novel to mammiferous, and just been executive, for coordinate, but one of the principles is for sociability. It gases mental to lead in group. Or na adolescência isso é exposto ao máximo. Tanto que você tem os losers e os populares. Ali você tem um nível de radicalização horroroso do point de vista de vivência. And isso não é um fenômeno desconhecido. Quando você é adulto, você filtra esse fenômeno. Ele acontece, but começa com mais intensity. So imagine a vivência of an adolescente in relation to this.
SPEAKER_00The soccer has a velocity that the cerebral accompanied. When we find this evolution, it's important to pertence. I think it's important to find a velocity, the velocidade evolution it.
SPEAKER_02Nós somos selecionados geneticamente for centenas de milliards of years to be a Homo sapiens. A gente change Homo sapiens force of years, and you take a pacote genetic that was selected to function in groups of this tamanho, for the business, so what acontece with the function along those centenas of years for agora, which was in dizena, centenas of years, and impacted the dissociation of your pacote genético for what you think, one of the principal things is sedentarismo. Nós não fomos desenhados para ser sedentários. So tem sentido para a nossa máquina biológica não fazer atividade física regular e constante. Por quê? Porque foi desenhado para ser assim. Então, se você não faz, você paga um preço do ponto de vista de doenças físicas e mentais.
SPEAKER_00Mentais também, ou seja, tem um prejuízo para o cérebro, não é?
SPEAKER_02Mas, total. O outro é que nós não fomos preparados geneticamente para o nível de oferta alimentar que a gente tem. Nós somos preparados geneticamente para guardar a maior parte da caloria para se preparar para situações difíceis. Então o que acontece? A obesidade e todo o controle alimentar é uma consequência disso. É uma novidade ter tanta oferta alimentar como a gente tem agora, e essas distorções das indústrias. Porque aí você tem uma indústria alimentar que retroalimenta essa história de que tem que comer muito e usa alimentos que geram mais compulsão, independência. Exatamente. Então, e qual é o outro ponto que é chave também a gente não está preparado? A gente está preparado para. Foi selecionado geneticamente para funcionar em grupos razoavelmente grandes, mas não com esse nível de complexidade que a gente tem. É muito complexo.
SPEAKER_00Ou seja, eles estão também lidando com a complexidade que a gente também não enfrentou, porque eu também falo isso, Alexander.
SPEAKER_02Muito mais, é isso que eu estou querendo dizer. Então, a gente já tem uma em relação ao sapiens típico que viviam em aldeias muito grande. Quando você tem o e-mail, você tem a internet e tal, já vai ampliando essas coisas. Esses jovens têm essa outra dimensão com uma linguagem que a gente fala mal, a gente não é native speaker, fluente nessa história. Eles são, por isso que eu falo, aquela identidade é o indivíduo. Ela é também, e é difícil de entender isso, mas tem um impacto direto na saúde mental. Então, um jeito de pensar é que o tal da identidade virtual, no TikTok, no Instagram, ou o que for, ela faz parte da mente do indivíduo.
unknownEntendi.
SPEAKER_02Ela é um dos componentes.
SPEAKER_00Não é só uma maneira de se comunicar, ela é uma formação da identidade mesmo. Esse que eu sou.
SPEAKER_02Eu sou essa história, entendeu? Sou alto, sou baixo, sou gordo, sou magro, eu sou aquilo que está ali.
SPEAKER_00Sou bonito, não sou, sou cool, não sou.
SPEAKER_02Exatamente. Dependendo o que está acontecendo ali, todas as dinâmicas que podem acontecer, elas são parte dessa nova estruturação. Ah, é isso que está determinando esse talvez possible aumentar transtorno mental in adolescence.
SPEAKER_00But you just followed all, they've got sedentarismo, I teach you pergunt because you follow those percentualization. A gente está identificando melhor, diagnosticando mais, or realmente está aumentando, or nothing.
SPEAKER_02So that's a big pergunt. It's classic this number of jovens scholars, 14% deles transtorno mental. O que você vai fazer? Check-up in adolescent. Você vai lá fazer check-up médico na adolescência, vê se está tendo um desenvolvimento puberal, pode ver o colesterol. A crescer não vai. But the grande coisa que incapacita e dá problema para os adolescentes é que são questões. Adolescentes e adultos jovens, até 30 anos, 40 anos, são transtornos mentais. Então, se você quiser fazer um check-up ali, você tinha que ver, que é o que a gente estava conversando, fazer um check-up de saúde mental, olhar para esses aspectos. So já existia mais do que as pessoas imaginavam e está debaixo do tapete. Toda sala de aula tem alguém com transtorno mental. Então não dá mais para. Tem que lidar com isso com naturalidade and precision. Existe anumento, você precisa de alguns indices, and they precisa cohorts for entertainment. Precisive. But they have all these elements of a moment of suicide. And suicide is a mark of proxy to transform mentality, because more or 90% of the questions related to suicide are transformed mentality. So if there's incidence necessarily, or assistance, and all these other elements that sugere this. That are a moment. Yeah, depression and anxiety in specific. I think other elements are contemporaneous and localized. For example, disposition of maconha in adolescent.
SPEAKER_00In pesquisa, corte is a group of people who are accompanied along the time to enter why certain factors, hábitos, for example, influencing desfechts of safe. Instead of a photo of a moment único, outro termo, proxy, is a media indirect, used when we write directly. For example, instead of medical people have depression in a population, which is difficult and costos, antidepressives as an indicator approximate. But ajuda a estimate tends when the mediation directly is vial. O que você está dizendo que são drogas de boa quality?
SPEAKER_02Macon with nível de THC alto. Those other drops também estão associadas a.
SPEAKER_00E também é um fenômeno mais recente, né? A maconha, lá dos anos 70, era uma, acho que as pessoas não sabem disso, né? A maconha que se usa hoje tem uma.
SPEAKER_02Entre 7 e 10 vezes mais potente a maconha que a gente tem hoje aqui. Os jovens falam aquela palha que se fumava na sua época. Acho muito engraçado. E aí eles falam só de flor, que é o escank, e todos os rachiches e tal. Que tem uma concentração caríssimas com a concentração de THC dez vezes maior. E o cannabidiol, que seria o elemento.
SPEAKER_00Faltou meio protetor.
SPEAKER_02Protetor, vamos dizer, que tinha um componente medicinal e tal, nas drogas que eles consideram bom, é zero.
SPEAKER_00Um pouquinho mais de contexto aqui, porque às vezes é uma conversa legal para ter quando ele sente na sua casa. Uma conversa transparente sobre drogas, e nesse caso a gente vai falar aqui de maconha. O THC, nomezinho por extenso tetrahidrocannabinol, é o principal componente psicoativo da cannabis. É ele que está mais associado àquela sensação de euforia, alteração da percepção, prejuízo de memória. In alguns casos, também ele que dá aquela viagem ruim, ansiedade, paranoia, sintomas psicóticos. O CBD, o cannabis de alcohol, tem um perfil different. It is this efeito intoxicante, it would modular all the efeitos do THC when we are talking about using cannabis. And the CBD is in all formula in contexto médico, different conditions. It has a composition and composition importable, which is a composition of THC e CBD. These decades there was an awesome concentration of THC in many varieties of derivatives, which muda o perfil de risco, principalmente for the cérebro adolescente. So when we follow the use of macônic como possível gatilho, this can be that it isoladamente causa transtorno mental. But it would precipitate or antecipar quadros in person that just have vulnerability. In all, evolução para transtornos mentais como esquizofrenia. Bata esse papo, acho que é uma informação importante para os adolescentes terem. Se você aumentar aquilo que dá a onda, vai diminuir o fator protetor. Eu queria te fazer uma pergunta, Brissan, que eu acho que é super important, porque quando a gente fala de transtorno mental, eu acho que é legal definir um pouco mais. Because a mãe who is in the com uma ansiedade com uma prova, or se está adolescendo apenas, como você diria, classificaria o que é um transtorno mental?
SPEAKER_02Claro. Primeiro vale a pena falar de saúde mental. Saúde mental é alguma coisa que todo mundo tem que lidar o tempo inteiro, regulação emocional, funcionamento. Exactly. And the other element-chave é que stress é parte da saúde mental. Você precisa ter um nível de stress para chorar porque eu estou com fome, ou porque eu quero progredir, ou porque eu estou com medo. O stress é estruturante da saúde mental and do ser humano. Você tem situações que são os níveis estressantes um pouco mais elevados, uma prova importante, um conflito. Ou fazer uma apresentação, vamos para um conversão, medo de alguma coisa que você vai fazer physically, jogar a partida, alguma coisa assim, que você é muito intense. Você tem um stress maior, você tem problemas de saúde mental, uma insônia, uma irritabilidade, algo que é circunscrito ao estímulo, ao aumento de stress. Aí o transtorno mental é o que a gente chama o nome que se dá para as doenças psiquiátricas. Porque é transtorno mental? Depressão diagnosticada, não é ficar triste. É o tal da síndrome que é a depressão. Transtornos de ansiedade não é ficar ansioso. Tem um transtorno ali que você define, and I te falo como. Aí o tóquio, o transtorno obsessivo compulsivo, o transtorno bipolar, a esquizofrenia, anorexia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, o TE entraria aí também. Então, por que você chama aquele transtorno? Basicamente, é porque você vai para estados em que você pode, quando a gente descreve depressão, né? Ah, fico angustiado, começo a dormir mal, me sinto pior que os outros, ninguém gosta de mim, não tenho estímulo para fazer nada. Usa uma descrição de alguém deprimido. Alguém já sentiu isso? Todo mundo já sentiu isso. Só que você sente isso por períodos curtos - um dia, dois dias, ou várias vezes em uma semana.
SPEAKER_00Não te incapacita excessivamente.
SPEAKER_02Não te incapacita. Então, quais são os dois elementos para você chamar de transtorno? A duração anda, and a impossibilidade de superação. So o clique para você chamar que aquilo é uma doença é que você entra naquele estado ali chamado de depressão e você não sai. And determinantes biológicos, você tem uma predisposition for a funcionamento mental orado, para o toque, para a esquizofrenia, para o bipolar, para a depression, para a ansiedade. Andresse ambiental está muito grande. So, there's simply a relaxation between a predisposition genética, or how it seems, your cyber, and the ambiente. So essay interaction is chave. But I costum in relation to this, which is important, saúde mental. If you peace pray a música 3, 4, cantar a música 3, 4, repete o reframe. Ah, já entendi. Quatro estrofes, você repete o reframe sem later. If you want to cantar 10, 20, você consegue cantar a música sozinho. But if you ouve and canta a música 10, 20, 100 vezes, a música toca sozinha no seu cérebro. What I'm dizendo is when a gente tem sintomas in funcionamento, for example, depressivo, that acontece in the ambiente, I don't know if you gotta do it. Você estrutura um funcionamento que fica se repetindo ao longo do tempo. It se repete o dia inteiro, por dias ando. So what acontece? Você quase que monta redes cerebrais que estão associadas a um funcionamento depressivo. And quanto mais tempo ficar se repetindo, mais cronifica a doença. So basicamente a lógica é aquela que eu falei antes.
SPEAKER_00Se você identificar antes, it's fácil você evita que isso se torne um.
SPEAKER_02For as consequences, porque você vai ter problemas quando você é adolescente de rendimento escolar, to a faculdade, violência, uso de drogas. Grande parte dos jovens que começam a ficar dependentes de droga tem um transtorno mental. Ou pregresse. Você pode ter depois pelo uso de drogas, mas o que.
SPEAKER_00É quase uma automedicação, não sei se ele está se sentindo mal e vai recorrer ao que. Eu ia te fazer uma pergunta, a gente falou, né, enfim, dessa fase que é vulnerável e de um contexto que também está aumentando, que está ofendendo, vamos dizer assim, essa vulnerabilidade. Eu acho que uma pergunta que eu queria fazer também é da questão de um histórico familiar, que eu acho que muitas vezes as famílias vão buscar ajuda sem necessariamente, acho que muitas vezes o médico obviamente vai perguntar, mas uma família que quer prestar atenção. Ou seja, que já tem algum histórico familiar, isso tem um componente genético também, quer dizer que os transtornos, em geral, têm um componente genético?
SPEAKER_02Claramente tem. Tem uma herdabilidade. Mas o que é importante quando a gente falar tem um componente genético, a maior parte dos condições mentais graves. Bipolar de esquizofrenia não aparecem em filhos de bipolar pessoas que têm esquenia. Não é determinante, né? É um componente causal. E o que acontece é que você já está. A gente publicou a paper inature for 14. Agora, in 2026, consorcio grande 14 doences psiquiatricas, 14 transtornos mentais, você isola os genes, as variações alélicas dos genes that attribute risco para doença. And it's poligênio, são muitos genes. Some genes que eu, você, todos nós temos, ando ou não. Só que é uma composição de vários que vai atribuir mais risco. Então, quando você fala dessas coisas, não dá para trabalhar de um jeito muito determinado. Não pode ser superficial.
SPEAKER_00Não pode ser superficial nesse. Você pode ter uma vulnerabilidade maior, correto? Mas você também tem que cuidar dos fatores protetores, ou seja, do que você está se expondo, porque você pode ter uma vulnerabilidade que você. E quais seriam os fatores protetores de saúde mental?
SPEAKER_02É interessantíssimo, né? Quando a gente fala de genética, uma coisa é você ficar dando aula de genética e montando Manhattan Plot e mostrando o risco e tal, outra coisa é na prática. O que muda para as pessoas? Ah, não, na minha família tem vários casos de transtorno mental. Sim, você tem um risco aumentado. E o que você faz com isso? Você faz a mesma coisa que qualquer pessoa tem que fazer: cuidar da sua saúde mental. Então, quando você tem essas questões, lógico, presta atenção, mas foca na saúde. Foca em como garantir. Come bem, dormir bem, lidar com as questões emocionais de perto, atento, sensível, prestar atenção em elementos de que a coisa não está indo bem. Não é prestar atenção se está deprimida, é que se está tudo bem, como é que está enfrentando as coisas. Estabelecer a melhor qualidade de diálogo possible, monitorar as relações. I'm not sure that the identidade do jovem se dá nos olhos dos outros, dos pares, precisamos saber quem are esses pares. Sous aumentando ampliando o presence, this ajuda. But not autonomy. I suppose the jobs. And if you want to make a commentary that I think is my chave for this faixa etari and cultural, I have a patient who felt you depend the felicidade of my filial. I am refém to the felicidade of my free. What acontece? When I was a mole and I suffer, my paired chateado. But in a moment, I felt that the problem is, cuida aí que a bola é tudo.
SPEAKER_00I ask a gente de pais and mães, and you don't julgate, I think o nosso melhor. Eu estava tendo essa conversa outro dia com vários mães. I asked those what they're um erro.
SPEAKER_02Péssimo, por isso que eu estou falando em anotar o tour.
SPEAKER_00Porque além de tudo que você está communicando, or that suffering is a way insupportable.
SPEAKER_02You say I could use an imagine which I used to think about this as well, they have two mansion at one time and a year who sit down very rapidly, discipline, the two and rala. And the lágrima, the other money, and the money is disesperated. And the money since the world is disesperated. And the process of rallies the joelho and toleration to encourage. Na lógica. And it was bonus for more than 15 years on USP, na UNIFESP, I was professor in URGS do Rio Grande Sul, Federal do Rio Grande Sul. I wanted a student of segment of 2.500 criances in the episode. It's a student maraviloso, one of the co-orts of neurodesenvolvement was important to the world. A science of quality brasile. Corpo, todas as questões de doença física, alimentação, hábitos, sono, performance, funcionamento. Para tudo isso você tem que desenvolver medidas sofisticadas, com uma base científica grande, and também habilidades, coisas que o jovem tem de positivo. E obviamente a dimensão que a gente chama de pensamentos e emoções, que está ligada ao transtorno mental. Aí a gente começou a medir isso do ponto de vista do jovem, do pai, da mãe, e agora a gente desenvolveu também do professor orientador da escola. E a partir de questionários que são feitos na internet, a gente faz uma inteligência que a gente desenvolveu, uma inteligência artificial dentro do nosso programa e baseada em todas essas avaliações, que são 2.500 por 15 anos, tem milhares de avaliações. A gente consegue entender quais são as grandes questões, faz uma entrevista curta com o jovem, com o pai e com a mãe. E tira elementos que permitem a gente fazer um relatório sobre a saúde mental do jovem.
SPEAKER_00Então, como é que a pessoa consegue. Então vocês criaram um instrumento de avaliação de risco de.
SPEAKER_02De avaliação de risco.
SPEAKER_00Ou seja, não é de diagnóstico, é de. Você deveria ou não prestar atenção.
SPEAKER_02Isso, que é algo que a gente conversa com um monte de pesquisadores mundiais que trabalham com essa avaliação de risco atrás. So when you find avaliação de risco, risk for transtorno mental que tem de mínimo, leve, moderado anda. When you enter grave, they have to do um transtorno mental. So what a gente, which is different than saúde and saúde mental, is that they follow a linguagem cifrada, entendeu? Aqui no, it's all base in comunicação of alter quality scientific, but that's e como é que a pessoa pode fazer essa avalia, como é que uma família pode fazer essa avaliação? Relativamente simples, você entra no site do Mind Check, que chama mindcheck.com.br, você vai seguindo ali, você se registra e começa a fazer os questionarios, find thestionarios online. Se você quiser que a escola participe, você manda um e-mail forgio responsable desse video.
SPEAKER_00Ah, então a professora orientador responde sobre a criança também, sobre a adolescentes. Ah, que legal, tá?
SPEAKER_02Você tem inputs globais, anda que todo mundo respondeu, tem essas entrevistas curtas, são bem curtas e objetivas, e a gente tem um relatório que a gente entrega para os pais, e se eles quiserem, eles compartilharem.
SPEAKER_00Então, depois do questionário também tem uma entrevista.
SPEAKER_02Depois do questionário tem uma entrevista. Também não, é o único momento da entrevista. E ela é diferente. O que é legal é que você tem os vários olhares também. Fica mais completo do que a minha avaliação de consultório. A diferença é que não tem a proximidade, mas ele fica mais complexo. E ele leva em conta um elemento chave - tela. Só que não é tela eu acho o que? Eu meço a quantidade de tempo na tela. Eu consigo medir prospectivamente a saúde mental a partir de perguntas and o aplicativo que vai perguntando. Então você tem muitos elementos para chegar ao relação digital.
SPEAKER_00E é muito legal você até liberar o nessas. Eu acho que a tecnologia usada dessa forma é muito legal. Você está usando inúmeros pontos de dados que você nem consegue processar sozinho no seu cérebro numa consulta. E nem todo mundo vai ter acesso também a tudo.
SPEAKER_02E o que é legal é que você pega essa coisa super complexa e você traduz para algo prático. Então, eu acho um elemento que não está funcionando tão bem, depois eu faço uma recomendação para aquele. Tudo baseado em ciência, com referência científica.
SPEAKER_00E aí a família pode decidir buscar ajuda ou não, a depender do que.
SPEAKER_02O que ela quiser fazer, né? Mas eu vou dar um exemplo. Mais um garoto já aconteceu isso. Um garoto que vem com uma queixa de déficit atencional, está indo mal na escola, o escola acha que tem DDH, o pai também, o moleque fala, ah, I'm so, I'm muito ansioso. Aí ele começa a fazer os questionários e vai mostrando ali como ele funciona, e você vai medir atenção. A atenção dele é meio ruim mesmo. E você vê ali a ansiedade, vai medindo tudo. Só que esse moleque usava a tela das 11h às 11h30 da manhã, todos os dias. Como é que você dá um diagnóstico de TDAH com. O moleque acorda às 6h, às 7, ele entrou na escola andar. So é impossível você ter atenção, ainda mais para um jovem adolescente que precisa dormir de 8 a 10 no mínimo. O que acontece? Aí você distorce tudo. Esse moleque receberia um diagnóstico fácil de TDA. Agora, você vai falar, o pai foi negligente. Como é que você tem que controlar a tela do moleque durante a noite? Tem que tirar o celular. E tem mesmo, tem que tirar o celular. But você não consegue dar conta de tudo o que está acontecendo. Então, essa abordagem de saúde integral é muito rica. And follow-up desse jovem. Então a gente sugere o que tem que fazer, cada pai faz de um jeito, e jovem também estabelece uma conversa sobre saúde mental with algo tangível. Because you follow saúde mental, ah, emociones, conflitos, aquela coisa. No, aqui é tangível, o que eu preciso fazer? And the professor entra na história, a gente também recomenda o que fazer na história.
SPEAKER_00Na escola, que legal.
SPEAKER_02And saúde mental é um peso para as escolas, os caras não sabem o que fazer. Esse tipo de relatório vira um common ground para todo mundo trabalhar, para o jovem, inclusive. E aí você mede de novo essas coisas. Então, esse moleque foi super interessante. Ele realmente salva de novo.
SPEAKER_00A questão que ele não dormia e passava o tempo inteiro.
SPEAKER_02Aí melhorou o quadro atencional bastante. Esse moleque era um candidato a tomar medicação, as anfetaminas para atenção. Melhorou o quadro atencional, mas não totalmente. Aí começou a fazer outras estratégias psicológicas para lidar com isso. Não necessariamente a medicação. Não necessariamente nem precisou ir ao médico. O que vai acontecer? Eu não sei, mas você vê que você começa a se empoderar para enfrentar as questions.
SPEAKER_00E o que você. Que mensagem você deixaria para pais, ou mesmo para adolescentes? Vai que eu tenho adolescentes. Só de adolescentes eu até teve adolescentes who meeting. What messages do you deixaria? It's a suffering. What message I would say?
SPEAKER_02Você está dizendo what you've falado. No, it's super legal what you're talking about. This year I feel sabbathing, em 1617, I was like. I was false de outs. I fiquei study esperança. I fiquei estudando esperança porque é um elemento chave terapeutico. There's an article my psychiatry that hope is therapeutic, don't be afraid of using it. Esperance therapeutic to use it. They passa an article pequenal, faster to learn. And they're certain and achieving the campaigns to do it. It's interesting to say this. I think one of my kids had a problem relatively. And what's to cuid enfrentar. Then we have a strategy just because you have problems, you tend to have a division. But if you have difference in the cônge, no joven, as they unified to ajuded. What acontece is situations graves and difficulties in adolescence completely different. So the adolescence, this is what we study. There are manifestations in adolescence that you don't have certain whether it's not. So this corte most comes. Até porque a moment of neurodesenvolvement and transformações, algo que pode ser na frente. Tipo uma febre alta na criança. Exactly.
SPEAKER_00I costument, when I enfeitou interagindo com alguém que está enfrentando algum problema, tem manejo. I think it's super important because, especially a doença mental, desesperança, manage, buscar ajuda.
SPEAKER_02I think a menor dúvida ajustar a expectativa para dar o passe andar lá com a idealização isolada. Começamos a saída, montando objectives de curto prazo, otimizando os recursos. And when accontected, if you feel the melancholy. The hora that you une and vêt is a melhor strategy, consigo, I'm doing it for it.
SPEAKER_00Queria te agradecer imensamente.
SPEAKER_02Prazer. Massa.
SPEAKER_00The podcast Os Navegadores da Saúde Mental é uma produção daqui no Caju e nasceu de uma grande paixão minha, a saúde mental. I espero que esse episódio tenha tocado você de alguma forma and possamos seguir juntos com vários papos que nos ajudem a navegar por esse marco complexo, mas que eu preciso de caminhos, saídas e lindas rotas. I'm a Gabriela Viano e te espero no próximo episódio. Até lá.