Chá Comigo, Podcast de Tsering Paldron
Adoro uma boa chávena de chá. Dos meus pequenos prazeres, é um dos mais deliciosos e mais simples que gosto de partilhar com os meus amigos. E por isso pensei que, em torno de um chá virtual, podíamos falar da vida, da beleza, da ternura e do treino da mente, informalmente, como meros seres humanos sobre este belo planeta.
Chá Comigo, Podcast de Tsering Paldron
365 dias de gratidão
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Nesta chávena de chá, queria falar-lhe da minha sugestão de ano novo, do clique necessário para desencadear a motivação, das estratégias para a manter, e de como podemos fazer isso juntos. Fique aí enquanto lhe sirvo um delicioso chá.
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Nesta chávena de chá, queria falar-lhe da minha sugestão de ano novo, do clique necessário para desencadear a motivação, das estratégias para a manter, e de como podemos fazer isso juntos. Fique aí enquanto lhe sirvo um delicioso chá.
Há momentos na vida em que parece não haver mais caminho, em que batemos no fundo. Estamos no meio do desespero, tudo à nossa volta parece negro e não vislumbramos qualquer luz. Sentimo-nos desfeitos porque parece que nada funciona na nossa vida e que deixamos as coisas irem tão longe que já não há nada a fazer. E mesmo que houvesse, não saberíamos por onde começar.
É aí que a magia acontece. Esses podem ser momentos de viragem, em que da escuridão nasce a luz – uma resolução que não é de ano novo mas de vida nova. Esta magia pode acontecer sem que estejamos necessariamente às portas da morte ou à beira da falência. Sem que a nossa vida esteja inteiramente destruída.
Há muitos anos atrás, depois de ter assistido a um ensinamento dado por um dos meus Lamas, tive um desses cliques e decidi parar de fumar. Quando digo “decidi” acho que a palavra não reflete exatamente o que eu senti. Parece que ponderei, que medi os prós e os contras e finalmente cheguei a uma conclusão. Mas não foi nada disso que aconteceu.
Quando me levantei, após o ensinamento, eu já tinha parado de fumar. Nesse momento, nada me faria voltar atrás, não havia necessidade de “dar um tempo”, de marcar uma data ou de começar a reduzir o número de cigarros. Peguei no que me restava do maço e deitei fora. E depois, ciente de que poderia ser tentador usar o isqueiro que me tinham oferecido havia nem uma semana – e que eu adorava – ofereci o isqueiro. E não voltei a pensar em cigarros. Sim, foi assim tão simples.
Não estava doente, nem sequer andava a pensar em parar de fumar. Mas qualquer coisa na energia daquele ensinamento despoletou essa decisão tão irreversível.
Então, seja qual for a sua situação, seja qual for a sua prioridade, e quer a sua vida esteja num caos, ou não, vou falar-lhe da minha decisão de Ano Novo e de como gostaria que me ajudasse a realizá-la.
Mas antes, queria lembrar-lhe de como funciona este conglomerado a que chamamos “eu”. Quando pensamos ou recordamos algo, produz-se uma reação bioquímica no cérebro que o faz libertar certos sinais químicos. É assim que os pensamentos imateriais se materializam: como mensagens químicas que nos fazem sentir exatamente como estávamos a pensar.
Quando começamos a sentir-nos de uma determinada maneira, mais pensamentos semelhantes surgem, os quais, por sua vez, levam o cérebro a produzir mais substâncias químicas idênticas, criando assim um círculo vicioso.
Por exemplo, se tivermos um pensamento triste, começamos a sentir tristeza, o que nos leva a ter mais pensamentos tristes e por aí fora. Chegamos a um ponto em que, praticamente, procuramos qualquer pretexto para reforçar o sentimento de tristeza que já temos. Para tal, usamos tudo, mesmo situações, coisas ou pessoas que, noutras alturas nos poderiam até fazer sentir bem.
Se os pensamentos tristes se tornarem habituais, o nosso cérebro fica programado para essa sequência de reações e cria atalhos para torná-las mais fáceis e rápidas, até se tornarem automatismos.
Mas não é tudo, cada vez que temos um pensamento, os neurónios que disparam no nosso cérebro criam cargas elétricas, enquanto as emoções geradas pelos pensamentos criam cargas magnéticas. A combinação de umas e outras cria um campo eletromagnético que está sempre à nossa volta.
Se não consegue conceber o que é esse campo, pense no que sente quando entra numa sala onde acabou de haver uma discussão e diz “está um ambiente de cortar à faca”.
E, embora uma discussão altere o campo eletromagnético de alguém pontualmente, aquilo que pensamos e sentimos habitualmente, cria um campo que nos segue para todo o lado. Este campo vai entrar em uníssono com campos de frequências vibratórias semelhantes e repelir campos de frequências incompatíveis. Assim, atraímos e somos atraídos por tudo o que perpetua o que já sentimos de maneira que, se vivermos em piloto-automático, vamos sempre criar mais do mesmo e o nosso futuro será igual ao nosso passado.
A única maneira de mudarmos a nossa vida é mudando a nossa energia - mudando o campo eletromagnético que estamos constantemente a emitir. Ou seja, para mudarmos o nosso estado de ser, temos que mudar a forma como pensamos e sentimos.
Pessoalmente não acredito que a forma mais eficaz de fazer essa mudança seja tentando bloquear ou lutar contra os pensamentos e as emoções negativas. Porque isso só criará mais tensão, mais conflito interior, mais culpa, etc... É claro que também não poderemos mudar se continuarmos a deixar-nos levar pelos pensamentos de sempre. Então?!
A solução, ou pelo menos, uma das soluções, é dupla: primeiro temos de nos tornar mais conscientes, passando mais tempo em estado de presença do que em piloto-automático. O exercício que nos ajuda a desenvolver esse estado de presença é a meditação.
Em seguida, temos de cultivar os pensamentos que geram emoções positivas e mudam a nossa química e o campo eletromagnético que nos rodeia.
Por fim, temos de fazer isto durante o tempo necessário para criar novos atalhos neuronais e novas cadeias de reações até todo o processo se tornar tão automático e imediato quanto a nossa forma de reagir anterior e o círculo vicioso ser agora positivo.
Temos ainda de ter em conta uma outra questão. Inicialmente, os pensamentos e emoções novos que estamos a tentar implementar vão-nos parecer estranhos, pouco naturais e até, desconfortáveis. Se perseverarmos, porém, aos poucos começarão a ser mais fáceis e naturais.
Mas é aí que surge uma outra dificuldade: ao fim de um tempo, as nossas células que se habituaram a um determinado ambiente químico e desenvolveram recetores para essas substâncias, são como toxicodependentes em abstinência que fariam qualquer coisa para obter uma dose... Por isso, é frequente termos “recaídas”, momentos em que questionamos a nossa decisão, em que nos parece que nada faz sentido, que todo este esforço não leva a lado nenhum. Só desculpas para nos sentirmos justificados a injetar uma dose da nossa mistura preferida, seja ela tristeza, frustração, raiva ou outra qualquer.
Espero não o/a ter desanimado... Sim, mudar é possível e isso são boas notícias. Mas não é como carregar num botão e obter um resultado imediato. É preciso dedicação, perseverança e... apoio.
É por isso que tenho andado a pensar em propor-lhe uma colaboração. Enquanto seres sociais, aquilo que fazemos com e por alguém dá-nos mais satisfação e tem mais chances de sucesso. Quando nos apoiamos uns aos outros, os resultados são melhores. E quando o que fazemos é útil aos outros, essa motivação faz-nos ultrapassar todos os obstáculos.
Então, está pronto/a para o desafio de fazer de 2022 trezentos e sessenta e cinco dias de gratidão? E fazê-lo comigo e com quem se quiser juntar?
Gostaria muito que a sua resposta fosse sim! Mas vai ser preciso fazer um pouco mais do que simplesmente escutar-me. O que eu gostava mesmo era que, se isto fizer algum sentido para si, manifestasse o seu interesse e a sua motivação. Que juntasse a sua energia para, juntos, podermos criar o melhor ano de sempre para nós e todos os outros, um ano que marque a viragem para um futuro mais luminoso.
Mas o seu envolvimento irá ditar a quantidade de energia que vamos mover, quanta mudança poderemos alcançar e quantas pessoas serão tocadas, mesmo que indiretamente. Lembre-se que o campo eletromagnético que vibra à sua volta interage com as pessoas e todas as coisas à sua volta! Faça-o por si, mas faça-o pelos outros. Se estiver a pensar que seria bom para tal ou tal pessoa, mas ela não está recetiva, faça-o por ela. Poderá ser surpreendido com mudanças que não esperava.
Toda a viagem começa com um passo. Que este seja o seu.
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